Geral

Acordo prevê “fábrica de mosquitos” para combater dengue em Brumadinho

Foto: © Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

Um acordo entre o governo de Minas Gerais e a mineradora Vale prevê a implementação de um projeto voltado para o combate às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem ocorrido em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, em janeiro de 2019. A iniciativa consiste no uso da bactéria Wolbachia. Introduzida nos mosquitos, é capaz de evitar que os vírus da dengue, da zika e da febre chikungunya sejam transmitidos aos seres humanos durante uma picada.

Conforme termo de compromisso assinado na semana passada, uma biofábrica será instalada em Belo Horizonte, em um terreno cedido pelo governo estadual. O local será usado para a reprodução controlada dos mosquitos, que posteriormente serão liberados já com a bactéria em seu organismo. Eles serão soltos nos diversos municípios atingidos.

A construção da biofábrica deve levar 15 meses. O custo da obra está estimado em R$ 10,7 milhões e o investimento previsto no projeto é de R$ 57,1 milhões, valor que assegura a cobertura do custeio operacional por cinco anos. Esses valores serão extraídos dos R$ 37,68 bilhões reservados para a reparação dos danos causados na tragédia conforme o acordo global firmado há pouco mais de dois meses.

O rompimento da barragem ocorreu em 25 de janeiro de 2019. Após o episódio, foram contabilizadas 270 mortes, das quais 11 corpos ainda estão desaparecidos. O vazamento de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de rejeito também causou destruição de comunidades, devastação ambiental, impactos socioeconômicos em diversos municípios e poluição no Rio Paraopeba.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas, os dados de notificação da dengue nas cidades atingidas não demonstraram alterações atípicas. Em 2019, ano da tragédia, Brumadinho registrou 2,1 mil casos da doença. O número é bem superior ao de 2018 (apenas 25 ocorrências foram notificadas) e ao de 2020 (174 ocorrências). O governo, porém, não vê associação entre a explosão de casos e o rompimento da barragem, pois a região não viveu uma situação isolada. O crescimento significativo se deu em todo o estado: foram 29,9 mil registros em 2018, 480,6 mil em 2019 e 84 mil em 2020. Nesse sentido, a construção da biofábrica é considerada medida de caráter compensatório, isto é, trata-se de uma medida voltada para melhorar a qualidade de vida na região, compensando assim eventuais danos ambientais considerados irreparáveis.

O uso da bactéria Wolbachia no controle das arboviroses como dengue, zika e febre chikungunya começou na Austrália e já é adotado em 11 países a partir do World Mosquito Program (WMP), uma articulação internacional de diversas instituições científicas. No Brasil, ele é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio do Ministério da Saúde. Os trabalhos começaram em 2015 em duas áreas pequenas: em Jurujuba, bairro de Niterói, e em Tubiacanga, bairro do Rio de Janeiro. Com os bons resultados, tem sido realizada uma expansão para outras cidades, inclusive em Minas Gerais, a partir da parceria entre a Fiocruz e a Secretaria de Saúde.

O projeto tem demonstrado sustentabilidade: a fêmea do Aedes que possui a Wolbachia em seu organismo é capaz de transmiti-la a todos os seus descendentes, mesmo que se acasale com machos sem a bactéria. Além disso, quando apenas o macho tem a Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem. Dessa forma, a bactéria é transmitida naturalmente para as novas gerações de mosquitos.

A Wolbachia, segundo a Fiocruz, está presente naturalmente em 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. O que o projeto faz é uma introdução artificial em seu organismo. Os pesquisadores envolvidos ressaltam que a iniciativa não envolve nenhuma modificação genética, nem no mosquito e nem na bactéria. Além disso, o objetivo não é eliminar o Aedes aegypti do meio ambiente, apenas substituir uma população capaz de transmitir doenças por outra incapaz.

Os resultados não são obtidos em curto prazo. Por essa razão, a população deve continuar se esforçando para impedir o acúmulo de água parada, que serve de criadouro para os mosquitos. Da mesma forma, o poder público não deve afrouxar as demais medidas de prevenção às arboviroses, entre elas a aplicação de produtos químicos e biológicos quando recomendado, como fumacê e larvicidas.

Conforme o acordo, caberá a Vale construir, equipar e mobiliar a estrutura da biofábrica, que será propriedade do estado de Minas Gerais. Uma vez concluída a obra, o projeto será operacionalizado pela Fiocruz e pelo WMP.  A expectativa é que a liberação de mosquitos no meio ambiente comece cerca de quatro meses após a entrega. A iniciativa será voltada inicialmente para a região atingida na tragédia, mas poderá alcançar outros municípios mineiros caso haja disponibilidade financeira.

Acordo global

O acordo global que fixou o valor de R$ 37,68 bilhões, nomeado como termo de medidas de reparação, foi firmado entre a Vale, o governo mineiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública do estado. Ele se refere aos danos coletivos causados na tragédia e estabelece medidas de caráter reparatório e compensatório. As indenizações individuais e trabalhistas que deverão ser pagas aos atingidos estão sendo discutidas em outros processos judiciais e extrajudiciais.

Diversos tipos de despesas ficaram acertadas no acordo, como transferência de renda e atendimento de demandas das comunidades atingidas; investimentos socioeconômicos na Bacia do Paraopeba; ações para garantia da segurança hídrica; recuperação socioambiental; obras de mobilidade urbana e melhorias dos serviços públicos, entre outras. Uma das principais medidas compensatórias será o financiamento do início da construção do Rodoanel Metropolitano, que deverá contornar a Região Metropolitana de Belo Horizonte e ligar as rodovias federais BR-040, BR-381 e BR-262.

São dezenas de projetos, sendo que alguns serão executados diretamente pela Vale. Em outros, caberá a ela apenas disponibilizar os recursos para ações do governo estadual e para definição dos atingidos em conjunto com o MPMG, o MPF e a Defensoria Pública do estado.

Há três semanas, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu projeto de lei, de autoria do governador Romeu Zema, para que o estado seja autorizado a utilizar a parte dos recursos que se refere a iniciativas de sua responsabilidade, até o valor de R$ 11,06 bilhões. Sem o aval dos deputados mineiros, o dinheiro não pode ser movimentado em função da Lei 23.751/2020, que estima as receitas e fixa as despesas do estado. Aprovada no ano passado, ela determina em seu Artigo 17º que o uso de recursos provenientes de acordos relativos à tragédia de Brumadinho necessita de autorização do Legislativo estadual.

Agência Brasil

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  1. Que dengue? Depois que começou o corona a dengue foi extinta, ninguém nem ouve mais falar sobre os casos de outras doenças.

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Diversos

Vale assina acordo de R$ 37,68 bilhões para reparar tragédia de Brumadinho

Representantes do governo, da Vale, do TJ e do MPMG e MPF assinam acordo para reparar tragédia de Brumadinho. — Fotos: Danilo Girundi / TV Globo

O governo de Minas Gerais e a Vale assinaram, na manhã desta quinta-feira (4), o acordo bilionário para reparação dos danos provocados pela tragédia de Brumadinho, que aconteceu há dois anos. Após quatro meses de negociações e 200 horas de reuniões, o termo foi assinado com o valor de mais de R$ 37 bilhões (exatos R$ 37.689.767.329,00), como antecipado pelo G1.

As negociações envolveram representantes do governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal e Defensoria Pública, e o Tribunal de Justiça de Minas, além da mineradora Vale, responsável pela barragem que se rompeu na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019, matando 270 pessoas.

No entanto, representantes dos atingidos e de familiares das vítimas reclamam desde o início que não foram ouvidos nem chamados para participar das negociações. Eles protestaram em frente ao Tribunal de Justiça durante a audiência.

De acordo com o Executivo estadual, este é o maior acordo já realizado na história do Brasil. Mas, inicialmente, o governo havia pedido cerca de R$ 55 bilhões.

“Este é o maior acordo, em valor, da história do Brasil e o segundo do mundo”, disse o secretário de governo Mateus Simões. Segundo ele, até então, o maior valor era de R$ 7 bilhões.

A audiência começou às 9h, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O acordo foi assinado às 10h.

Perguntando sobre quando esses recursos acordados nesta quinta serão recebidos pelo governo, o governador Romeu Zema (Novo) disse que “esses recursos já estão sendo aplicados desde o dia 25 de janeiro de 2019”. Mas que, com a assinatura do termo de reparação, “a partir da próxima semana”, serão abertos editais para diversas obras.

Além disso, o auxílio emergencial, agora chamado de “programa de transferência de renda” já foi renovado, segundo ele. O auxílio deixaria de ser pago a partir de 28 de fevereiro deste ano.

(mais…)

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Diversos

Rejeitos da barragem da Vale em Brumadinho contaminam Rio São Francisco

Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press

O Rio São Francisco já está contaminado com rejeitos da barragem Córrego do Feijão, da empresa Vale, que se rompeu em 25 de janeiro em Brumadinho, na Grande BH. A informação foi divulgada pela Fundação SOS Mata Atlântica, que publicou nesta sexta-feira, Dia Mundial da Água, o relatório O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias da Mata Atlântica.

Dos 12 pontos analisados no São Francisco, nove estavam com condição ruim e três, regular, o que torna o trecho a partir do Reservatório de Retiro Baixo – entre os municípios de Felixlândia e Pompéu – até o Reservatório de Três Marias, no Alto São Francisco, com água imprópria para usos da população.

Nesses pontos de coleta, a turbidez – transparência da água – estava acima dos limites legais definidos pela Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), para qualidade da água doce superficial. Em alguns locais, esse indicador chegou a alcançar duas a seis vezes mais que o permitido pela resolução.

Segundo a entidade, as concentrações de ferro, manganês, cromo e cobre também estavam acima dos limites máximos permitidos pela legislação, o que evidencia o impacto da pluma de rejeitos de minério sobre o Alto São Francisco.

“Os dados comprovam que o Reservatório de Retiro Baixo está segurando o maior volume dos rejeitos de minério que vem sendo carreados pelo Paraopeba. Apesar das medidas tomadas no sentido de evitar que os rejeitos atinjam o rio São Francisco, os contaminantes mais finos estão ultrapassando o reservatório e descendo o rio e já são percebidos nas análises em padrões elevados”, divulgou a SOS Mata Atlântica.

O relatório também mostra que em apenas 6,5% dos rios da bacia da Mata Atlântica, a qualidade da água é considerada boa e própria para o consumo. Dos 278 pontos de coleta de água monitorados em um total de 220 rios, 74,5% apresentam qualidade regular, 17,6% são ruins e, em 1,4%, a situação é péssima. Nenhuma amostra foi considerada ótima. Os rios estão perdendo lentamente a capacidade de abrigar vida, de abastecer a população e de promover saúde e lazer para a sociedade.

A qualidade de água péssima e ruim, obtida em 19% dos pontos monitorados, mostra que 53 rios estão indisponíveis – com água imprópria para usos – por conta da poluição e da precária condição ambiental das suas bacias hidrográficas, segundo a fundação.

O relatório traz o balanço das análises feitas nos 220 rios, de 103 municípios dos 17 estados abrangidos pela Mata Atlântica. Nos 278 pontos monitorados, foram feitas 2.066 análises de indicadores internacionais que integram o Índice de Qualidade da Água (IQA), composto por 16 parâmetros físicos, químicos e biológicos na metodologia desenvolvida pela SOS Mata Atlântica.

Comparativo

A SOS Mata Atlântica considera que houve poucos avanços na gestão da água dos rios da bacia. Com o relatório deste ano, foi possível mensurar, pela primeira vez, a evolução dos indicadores de qualidade da água em todos os 17 estados abrangidos pela Mata Atlântica, comparando com o ciclo de monitoramento anterior, no ano passado, quando foram coletadas amostras em 236 pontos.

Considerando apenas os mesmos 236 pontos de coleta, os índices considerados regular (78% em 2018 e 75,4% em 2019) e ruim (17,4% em 2018 e 16,9% em 201) não apresentaram diferenças significativas. Já os pontos péssimos passaram de zero para três e os considerados bons de 11 para 15.

“[As contaminações] refletem a falta de saneamento ambiental, a ineficiência ou falência do modelo adotado, o desrespeito aos direitos humanos e o subdesenvolvimento”, disse Cesar Pegoraro, biólogo e educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para melhorar o índice de qualidade das águas da Mata Atlântica, a entidade avalia ser fundamental que a Política Nacional de Recursos Hídricos seja implementada em todo território nacional, de forma descentralizada e participativa, por meio dos comitês de bacias hidrográficas.

A fundação ressalta que os rios que se mantiveram na condição boa ao longo de anos, comprovam a relação direta com a existência da floresta, de matas nativas e as áreas protegidas no seu entorno. “O inverso também está demonstrado por meio da perda de qualidade da água, nos indicadores ruim e péssimo obtidos quando se desprotege nascentes, margens de rios e áreas de manancial, com o uso inadequado do solo e o desmatamento”, avalia a SOS Mata Atlântica.

Indicador ANA

A Agência Nacional de Águas (ANA) afirma que os rios brasileiros têm Índice de Qualidade das Águas (IQA) – indicador que analisa nove parâmetros físicos, químicos e biológicos – considerado bom na maioria dos pontos monitorados, mas que o índice cai perto das regiões metropolitanas, sendo que várias delas coincidem com o bioma Mata Atlântica, e em alguns reservatórios do Semiárido.

“Vários fatores podem contribuir para a melhoria da qualidade da água. Ações de controle da poluição hídrica influenciam para a melhora do IQA, especialmente por meio do tratamento de esgotos, controle da poluição industrial e das práticas agrícolas. Variáveis climáticas, tais como mudanças prolongadas no regime de chuvas e no escoamento superficial, também têm o potencial de influenciar o indicador”, informou, em nota, a ANA.

O Atlas Esgotos, lançado pela ANA em 2017, mostrou que os esgotos domésticos não tratados são uma grande fonte de poluição pontual no país, que influencia negativamente os níveis de oxigênio das águas.

Estado de Minas, com Agência Brasil

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Diversos

Vale é ‘joia brasileira’ e não pode ser condenada por ‘acidente’ em Brumadinho, diz presidente da empresa

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, durante audiência na Câmara dos Deputados Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Na esteira das revelações de documentos internos que mostram como a empresa negligenciou a segurança em nome dos lucros, como acusa o Ministério Público em parecer revelado pelo GLOBO, o presidente da Vale , Fabio Schvartsman , disse nesta quinta-feira, que a companhia não pode ser condenada pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Para o executivo, a Vale é uma “joia brasileira” e não pode pagar pelo que classificou de “acidente”. O rompimento da barragem do Córrego do Feijão, no fim de janeiro, deixou 166 mortos e 155 desaparecidos.

— A Vale é uma das melhores empresas que eu conheci da minha vida. É uma joia brasileira, que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu em sua barragem, por maior que tenha sido a tragédia — disse Schvartsman.

O executivo participa de sessão da Comissão Externa criada por parlamentares para acompanhar os desdobramentos do caso . Ele também afirmou que a empresa ainda não sabe quais são as causas do rompimento da barragem de Brumadinho .

— Continuamos sem saber os motivos que causaram o acidente. Todas as informações que nós possuíamos e que foram enviadas pelos técnicos demonstravam que não havia qualquer perigo iminente sobre aquela barragem e que não havia qualquer razão de alarme ou de preocupação maior da gestão da companhia. Se tivéssemos qualquer sinal relevante nessa direção, teríamos agido — afirmou.

Schvartsman disse ainda que a prioridade da empresa é cuidar e acelerar o atendimento às vítimas. Segundo ele, a intenção é “minimizar, se é que é possível, a dor dos atingidos”.

— A Vale está concedendo uma doação de R$ 100 mil para cada uma das famílias atingidas que têm vítimas. Outra doação de R$ 50 mil para cada indivíduo que teve sua casa destruída pelo acidente e mais uma doação de R$ 15 mil para todas as pessoas impactadas. Não que achamos que resolva. São doações mesmo, em troca de nada. E as indenizações serão pagas — disse o presidente da Vale.

Durante sua exposição, o presidente da empresa ressaltou que a Vale possuía um laudo de estabilidade da barragem do Córrego do Feijão e que esse tipo de documento representa “a pedra fundamental de todo o sistema de mineração”.

Schvartsman destacou que o sistema operacional de barragens é descentralizado e funciona por “delegação”:

— Em Brumadinho, os gestores locais têm total autonomia quando avaliam algum risco.

Ao responder às perguntas, Schvartsman declarou que compartilhava a indignação de parlamentares. O presidente da Vale chegou a ser chamado de “bandido” e “assassino” pelo deputado André Janones (Avante-MG). Outros dois parlamentares disseram que Schvartsman tinha a “cara lavada” por argumentar que a Vale não deveria ser punida.

O executivo disse que a companhia está investindo em técnicas modernas de mineração a seco e que está empenhado na renovação da companhia. Afirmou que continua à frente da Vale enquanto tiver a confiança dos acionistas e que se vê como parte “da solução”.

Schvartsman repetiu que a empresa não tinha conhecimento técnico de perigos sobre a barragem que se rompeu.

— Relatórios técnicos estão sendo divulgados como se fossem informação. Eles são estudos em andamento. Ninguém leva especulação (ao alto escalão da empresa) — disse ele, que acrescentou: — Estávamos tentando fazer a coisa direito. Mas, infelizmente, deu alguma coisa de muito errado.

Multas

Também participam da audiência a coordenadora-geral de Emergências Ambientais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fernanda Cunha Pirillo Inojosa; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet; e o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, entre outros convidados.

Representando o Ministério Público, Antônio Sérgio Tonet afirmou que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas, mas “já há elementos para indicar que esse rompimento não aconteceu por obra da natureza”. Ele sustentou que a Vale já sabia de alguns problemas na barragem e que havia preocupação da empresa em relação ao local.

Pelo Ibama, Fernanda Pirillo questionou a falta de pagamento das multas ambientais aplicadas à Vale.

— Aproveitando que o presidente da Vale está aqui, faço a sugestão para que a Vale pague as multas que deve. A Samarco (empresa responsável pela barragem de Mariana, cujo principal acionista é a Vale) não pagou nenhuma — disse ela, que foi aplaudida pelos parlamentares.

Já o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Victor Bicca, disse que “pode não parecer”, mas a agência intensificou a fiscalização de barragens desde a primeira tragédia de Mariana (MG), em 2015, quando 19 pessoas morreram.

Bicca disse que a agência possui um sistema de recepção online de parâmetros hidráulicos e geotécnico.

— Desde julho de 2016 não há aprovação de nenhuma construção de barragem cujo método seja alteamento a montante — disse ele, referindo-se à técnica de construção tanto de Mariana quanto de Brumadinho.

O diretor da ANM também destacou que, no ano passado, o sistema online de monitoramento acendeu nove vezes o alerta amarelo e vermelho, mas que os problemas foram mitigados. No caso de Brumadinho, não houve alerta.

O Globo

 

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  1. Matou sabendo que ia matar, inclusive tinha estudo que mataria 100 pessoas. Imagino só as empresas irresponsáveis assassinas o que são capazes de fazer. Criminosos!

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Diversos

Maia manda criar CPI para apurar tragédia em Brumadinho

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante sessão no plenário nesta terça-feira (12) — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), que ocorreu no fim de janeiro.

O despacho que determina a criação do colegiado é da última sexta-feira (8), mas só foi publicado nesta terça-feira (12). A criação da CPI deve ser lida em plenário. Cumprida esta etapa, abre-se prazo para que líderes façam a indicação de nomes para integrar o colegiado.

De acordo com as autoridades locais, o rompimento da barragem de Córrego do Feijão provocou a morte de pelo menos 165 pessoas. Ao todo, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, 155 pessoas ainda estão desaparecidas.

“Há número suficiente de assinaturas e fato determinado devidamente caracterizado no Requerimento, atendidas, assim, as disposições do art. 58, § 3º, da Constituição Federal e do art. 35, § 1º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, razão pela qual determino a publicação do Requerimento e a constituição da Comissão para, nos termos do art. 35, § 3º, primeira parte, funcionar pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias. Publique-se”, diz o documento assinado por Maia.

Este foi o primeiro pedido de CPI apresentado na legislatura, pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Assinam também como autores os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). O documento tem 194 assinaturas, mais que o número mínimo necessário.

De acordo com o regimento interno da Câmara, 5 CPIs podem funcionar simultaneamente na Casa.

Duas CPIs

Nesta terça-feira (12), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), leu em plenário o pedido de criação de CPI no Senado com o mesmo objeto da Câmara – apurar as causas do rompimento de uma barragem em Brumadinho.

A leitura é o último passo para a criação da CPI. A comissão será considerada criada, contudo, somente após publicação no “Diário Oficial do Senado Federal”.

Risco de rompimento

Nessa terça-feira (12), a Vale rebateu as informações de que laudos da própria empresa indicavam risco de rompimento na da barragem. Executivos da empresa afirmaram em entrevista à imprensa que os relatórios não indicavam o risco iminente e que a barragem estava “estável”.

Dois relatórios da Vale, um de 2017 e outro de 2018, indicam que a mineradora sabia dos riscos de rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Documento interno empresa de novembro de 2017 afirma que a barragem, já naquela época, tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o nível máximo de risco individual tolerável.

G1

 

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Diversos

Vale soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento de barragem

Uma troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem de Brumadinho mostra que, dois dias antes do rompimento, a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura.

Os e-mails foram identificados pela Polícia Federal. Até esta quarta-feira, havia a confirmação de 150 mortos e 182 desaparecidos em decorrência do mar de lama liberado após o rompimento da barragem.

A TV Globo teve acesso aos depoimentos prestados por dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, André Jum Yassuda e Makoto Namba, responsáveis por laudos de estabilidade da barragem.

Os advogados Augusto de Arruda Botelho e Brian Alves Prado, que defendem os engenheiros, disseram que não vão comentar.

Yassuda e Namba foram presos pela Polícia Federal na semana passado. Nesta terça-feira (5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que eles fossem libertados.

Ao questionar Namba, o delegado Luiz Augusto Nogueira, da Polícia Federal, se refere à existência de e-mails trocados entre funcionários da Vale, da TÜV SÜD e da Tec Wise, outra empresa contratada pela Vale.

As mensagens começaram a ser trocadas no dia 23 de janeiro, às 14h38, e se prolongaram até as 15h05 do dia seguinte. A barragem se rompeu em 25 de janeiro.

Nas perguntas, o delegado diz que o assunto das mensagens “diz respeito a dados discrepantes obtidos através da leitura dos instrumentos automatizados (piezômetros) no dia 10/01/2019, instalados na barragem B1 do CCF, bem como acerca do não funcionamento de 5 (cinco) piezômetros automatizados”.

No depoimento não constam, no entanto, detalhes sobre as mensagens.

O engenheiro afirma que só ficou sabendo das alterações dos dados fornecidos pelos sensores após o rompimento da barragem.

Depois de lidas as mensagens para ele, Namba foi questionado sobre “qual seria sua providência caso seu filho estivesse trabalhando no local da barragem”.

Namba respondeu, segundo o relatório da Polícia Federal, que “após a confirmação das leituras, ligaria imediatamente para seu filho para que evacuasse do local bem como que ligaria para o setor de emergência da Vale responsável pelo acionamento do PAEBM [Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração] para as providências cabíveis”.

A TÜV SÜD informou que não comentaria o assunto por estar sob sigilo.

Engenheiro se disse pressionado

No depoimento, o engenheiro Makoto Namba também relatou uma reunião com funcionários da Vale sobre o laudo de estabilidade assinado por ele.

Namba disse que um funcionário da Vale chamado Alexandre Campanha perguntou a ele: “A TÜV SÜD vai assinar ou não a declaração de estabilidade?”.

Namba disse à PF ter respondido que a empresa assinaria o laudo se a Vale adotasse as recomendações indicadas na revisão periódica de junho de 2018, mas assinou o documento.

Segundo ele, “apesar de ter dado esta resposta para Alexandre Campanha, o declarante sentiu a frase proferida pelo mesmo e descrita neste termo como uma maneira de pressionar o declarante e a TÜV SÜD a assinar a declaração de condição de estabilidade sob o risco de perderem o contrato”.

G1

 

Opinião dos leitores

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Televisão

VÍDEO – (CHOCANTE): momento exato em que barragem da Vale se rompe em Brumadinho

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Imagens obtidas com exclusividade pela TV Globo, mostram o exato momento do rompimento da barragem 1 do Complexo da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, dia 25. O vídeo, exibido nesta sexta-feira (1º), mostra que o “tsunami” de lama, minério e rejeitos avança em poucos segundos, destruindo tudo o que encontra pela frente.

As imagens de circuito interno, obtidas pela jornalista Gil de Carvalho, da TV Globo, mostram que eram 12h28 quando um estrondo toma conta da Mina do Feijão. Em seguida, a avalanche de lama e poeira engolem a área da barragem.

Um outro vídeo, cedido pela Band (veja abaixo), também flagrou o momento do acidente. Primeiro, aparece uma poeira do lado esquerdo, que vai subindo e se alastrando. Depois começa a aparecer a lama. No centro, uma estrutura da Vale, veículos e alguns funcionários. Um veículo branco e uma máquina tentam escapam, mas são cercados pelo “mar de lama” e somem.

G1

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Diversos

VÍDEO: Novas imagens mostram desespero de trabalhadores com onda de lama em Brumadinho

As imagens foram divulgadas pela TV Bandeirantes e confirmadas pelo R7. Gravação de câmera de segurança instalada em grua registrou o momento exato em que a enxurrada de lama cerca e atinge funcionários e terceirizados da Vale. Confira abaixo:

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Diversos

Presidente da Vale diz que sirene de alerta não tocou em Brumadinho porque foi ‘engolfada’ pela lama

Presidente da Vale — Foto: Reprodução

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou nesta quinta-feira (31) que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) foi muito rápido, e a sirene que iria soar foi “engolfada” pela lama.

“Aconteceu um fato que não é muito usual: houve um rompimento muito rápido da barragem”, declarou ele em entrevista coletiva concedida em Brasília.

“A sirene foi engolfada pela queda da barragem antes que ela pudesse tocar.”

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25), provocando uma tragédia que deixou ao menos 99 mortos e 259 desaparecidos.

O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

Mais cedo nesta quinta, a Vale havia enviado nota à BBC Brasil dizendo: “Devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à barragem 1”.

Especialistas afirmaram que existe tecnologia para que alertas sonoros de emergência sejam acionados em qualquer circunstância, independentemente da velocidade do evento.

Raio-X da cidade de Brumadinho — Foto: Karina Almeida/G1

Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: Juliane Souza/G1

Caminho da lama: veja por onde passaram os rejeitos da barragem rompida em Brumadinho (MG) — Foto: Betta Jaworski e Alexandre Mauro/G1

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Não precisa ser diplomado em nenhuma profissão eletiva pra saber que:
    Não se acende uma candeia (instala uma sirene) para coloca-la debaixo do alqueire (lugar vulnerável) mas, no velador (protegida) e alumiar (avisar) todos que estão na casa(na cidade) . Mat. 5-15.
    Infelizmente, o amor ao dinheiro faz o ser humano esquecer de ser humano.

  2. A responsabilidade é dos gestores da Vale em não comprovarem a eficácia do dispositivo de alarme…. mas não ofendam o público brasileiro, pois muitos nem sequer diploma de faculdade tem, maspossuem mais humanidade e inteligência e não mentem tanto quanto os dirigentes da Vale ….

  3. Serviço mal feito!!! Incompetência de quem instalou a sirene e de quem atestou o serviço.

  4. Em suma, além de toda estrutura administrativa instalada à montante da barragem, e,M descumprimento a protocolo internacional da indústria de mineração, a sirene “de alerta” também estava localizado exatamente no local onde haveria inundação no caso de rompimento. Ant s tivesse ficado calado…

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Diversos

GRATIDÃO (FOTOS) – Fim dos trabalhos para os militares israelenses em Brumadinho: delegação deixa o Brasil nesta quinta-feira

Israelenses foram homenageados na manhã desta quinta-feira (31) em Brumadinho — Foto: David Atar, embaixada de Israel

Os militares israelenses que estão em Brumadinho ajudando no trabalho de resgate às vítimas do rompimento da barragem da Vale deixarão o Brasil nesta quinta-feira (31). O comunicado foi feito pela manhã. Eles já deixaram a cidade onde ocorreu a tragédia da semana passada. Em Belo Horizonte, os integrantes da tropa do Exército de Israel, receberam uma homenagem do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais manhã desta quinta, no quartel do 12º Batalhão do Exército Brasileiro.

O grupo vindo de Israel contava com 136 pessoas e chegou ao Brasil na noite de domingo (27), trazendo 16 toneladas de equipamentos. No Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, os militares analisaram mapas e fotografias para entender a topografia da área e, no fim da manhã de segunda-feira (28), partiram para o local da tragédia, em Brumadinho.

Na equipe israelense havia médicos, engenheiros, bombeiros especialistas em busca e resgate e integrantes da unidade de missões submarinas da Marinha israelense. Eles trouxeram aparelhos que detectam sinais de celular e que conseguem identificar um corpo humano na lama, por exemplo.

Soldados posaram com a bandeira de Israel, com a do Brasil ao fundo — Foto: David Atar / embaixada de Israel

Abaixo, a íntegra do comunicado:

“Em coordenação com as autoridades no Brasil e com o comandante da operação de resgate no Brasil, foi decidido que a missão da delegação israelense chegou ao seu fim com sucesso nesta etapa da operação de resgate. Os comandantes brasileiros elogiaram a delegação israelense pela grande e importante contribuição profissional para a operação de resgate. A delegação israelense transferirá a responsabilidade de maneira ordenada para a equipe de resgate brasileira e retornará a Israel.

A embaixada israelense deseja parabenizar as forças de resgate brasileiras e israelenses por seu trabalho e por traduzir de palavras para ações a profunda amizade entre o povo brasileiro e o israelense.”

Militares israelenses ajudaram nas buscas às vítimas da tragédia em Brumadinho — Foto: Raphael Singer

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Heróis são os bombeiros mineiros que apesar dos salários atrasados não largam a missão, a ideia de trazer os israelenses pode ter sido boa mas parece que os equipamentos não foram úteis. Não ouvi nada de reportagem falando dos salários atrasados dos nossos heróis.

  2. Oxi, já vão embora em plena efervescência dos trabalhos??? Deveriam ficar até o fim, já que vieram.
    Estranho…

    1. Ainda há muitos desaparecidos! Porque os israelenses e seus equipamentos "high tech" já estão de partida? Vieram só por pirotecnia a pedido do Bozo?

    2. Sou totalmente anti-bolsonaro e israel, mas acredito que a prioridade nesse momento é ajudar as famílias, se um militar israelense tiver pego numa pá e ajudado a cavar um buraco, já deu sua contribuicao, mas nesse caso foram além, ajudando no trabalho de localização de corpos através de drones a algoritmos de projeção, acho que temos as vezes que colocar esquerdimos e direitismos a parte e olhar para o sofrimento das pessoas… tá ok?

  3. Nada disso interessa, o importante é o decreto num 8572 de 13/11/2015 publicado no governo do PT por Dilma que deixa impune os responsáveis por crime ambiental dessa magnitude.
    Ter vindo ajudar, segundo os zumbis, é para aparecer, para eles o que tem valor é proteger os aliados, independentemente do crime cometido, taí o decreto provando isso, que foi publicado logo depois do desastre em Mariana para proteger os petistas colocados nos cargos na vale.
    Dizem que a vale foi privatizada, mas na verdade ela terminou sendo aparelhada depois de 2010 e o resultado é esse estamos testemunhamos.

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Diversos

Radares e sonares israelenses em Brumadinho

O representante da equipe israelense em Brumadinho disse que radares e sonares vão ser usados na busca pelos desaparecidos.

Segundo ele, é possível encontrar vítimas soterradas em até três metros de lama.

O Antagonista e Globo

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Diversos

Bombeiros confirmam 60 mortos e 292 desaparecidos em Brumadinho

Divulgação PM-MG

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou na manhã desta segunda-feira (28) que o número de mortos em Brumadinho (MG) devido ao rompimento de uma barragem da Vale subiu para 60. O número de vítimas fatais até o momento era de 58.

Das 60 vítimas fatais, apenas 19 foram identificadas oficialmente.

Segundo informações do tenente Pedro Aihara, porta-voz dos bombeiros, 292 pessoas ainda estão desaparecidas e 382 vítimas foram localizadas.

Confira o balanço divulgado às 10h30(horário de Brasília)

“292 desaparecidos
382 localizados
192 resgatados
60 óbitos
19 corpos identificados

(Informações chanceladas pela defesa civil, cbmmg, polícia militar e policia civil)

Mais cedo, o tenente Aihara afirmou que é muito difícil de encontrar sobreviventes após 48 horas de operação. “Em um desabamento de prédio, por exemplo, existem bolsões de ar, quando se tem toda essa lama é diferente porque não há acessos para a entrada do ar.”

Neste domingo (27), um segundo ônibus foi encontrado, soterrado pela lama, com vítimas dentro. O primeiro ônibus foi encontrado na manhã do último sábado (26) com ao menos 10 funcionários da Vale.

Para ajudar nas buscas de vítimas, um grupo de cerca de 130 militares médicos, engenheiros, bombeiros e técnicos de Israel começaram a trabalhar em Brumadinho nas primeiras horas desta segunda-feira (28).

Aproximadamente 280 bombeiros trabalham neste quarto dia de buscas.

R7

 

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Geral

Ministério do Meio Ambiente informa que três barragens romperam em Brumadinho

 Foto: Reprodução / TV Globo

O Ministério do Meio Ambiente informou nesta sexta-feira que foram três barragens que se romperam em Brumadinho (MG), e não apenas uma. As estruturas ficam na região da Mina Córrego do Feijão e romperam nesta tarde em mais um desastre ambiental envolvendo a mineradora Vale. Até o momento, segundo o Corpo de Bombeiros, já são ao menos 200 desaparecidos na região do município mineiro.

O ministério informou ainda que já constituiu um gabinete de crise para acompanhar o episódio, e que o ministro Ricardo Salles se deslocou para a região acompanhado do presidente do Ibama, Eduardo Bim. Também foram para o local os ministros do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto) e Minas e Energia (Bento Albuquerque), além do Secretário Nacional de Defesa Civil (Alexandre Lucas).

De acordo com a pasta, a equipe do núcleo de prevenção e atendimento a emergências ambientais do Ibama já está no local em conjunto com servidores da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.

O governo federal acionou o gabinete de crise e o presidente Jair Bolsonaro, que tem cirurgia marcada para segunda-feira em São Paulo, irá visitar a região amanhã , segundo informou o porta-voz da Presidência, Otavio Rêgo Barros.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o comando de operações foi montado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica do município. O campo foi utilizado como área de avaliação e triagem de vítimas para atendimento médico. A operação conta com 51 bombeiros militares e seis aeronaves.

A lama de rejeitos atingiu o Rio Paraopeba , segundo o secretário do Meio Ambiente de Betim, Ednard Barbosa Almeida. As informações foram repassadas ao município por uma equipe da Guarda Municipal da cidade. A prefeitura de Brumadinho alertou a população manter distância do leito do rio.

O desastre envolvendo barragens de mineração ocorre três anos depois do desabamento da barragem da Samarco em Mariana, o maior desastre ambiental do País e que acarretou em 19 mortes e acabou com o distrito de Bento Rodrigues, que pertencia ao município.

 

Opinião dos leitores

    1. Já tivemos vários desastres ambientais com estatais, inclusive com a Petrobras, que já emporcalhou alguns mares e chegou a afundar uma plataforma inteira. Continua uma empresa pública.

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Diversos

FOTOS – antes e depois: veja imagens do rompimento de barragem da Vale em Brumadinho, MG

Uma barragem da mineradora Vale, na região do Córrego do Feijão, se rompeu nesta sexta-feira (25), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens aéreas mostram os estragos causados pela invasão do mar de lama na região.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação; Reprodução/Google Earth

Opinião dos leitores

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Diversos

BRUMADINHO: Bolsonaro quer ir a Minas neste sábado

O porta-voz do governo, general Otávio Rêgo Barros, disse que Jair Bolsonaro tem a “intenção” de chegar neste sábado(26), às 8h, na região afetada pelo rompimento de uma barragem da Vale na região de Brumadinho (MG).

“O presidente da República lamenta eventuais perdas de vida”, disse o porta-voz. Informou que o presidente determinou o imediato estabelecimento de gabinetes de crise acompanhar a evolução da situação, tanto no Planalto, quando no Ministério do Meio Ambiente.

Também foram acionados as pastas de Minas e Energia, Desenvolvimento Regional e Defesa para auxiliar o estado.

O Antagonista

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Diversos

TRAGÉDIA – Brumadinho: Corpo de Bombeiros confirma 200 pessoas desaparecidas

Corpo de Bombeiros/Divulgação

O Corpo de Bombeiros confirma o desaparecimento de 200 pessoas após o rompimento da barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Rejeitos de lama atingiu a cidade na tarde desta sexta-feira (25).

A barragem da Mina Feijão, administrada pela Vale, atingiu a cidade de Brumadinho e causou destruição. Aeronaves do Corpo de Bombeiros, Exército e Polícias Civil e Militar foram encaminhadas ao local para resgate e atendimento das vítimas.

R7

Opinião dos leitores

  1. OUTRA GRANDE TRAGEDIA,CONTINUA COMO EM MARIANA A FALTA DE FISCALIZACAO E PUNICOES SEVERAS,A ESSAS EMPRESAS COMO A VALE Q TANTO FATURA MAS NUNCA SE PREOCUPA COM SEGURANCA PARA OS MORADORES Q MORAM PROXIMOS AS OBRAS Q ELA CONSTROE.. ……..SAO VIDAS E FAMILIAS. E FAMILIAS DESTRUIDAS

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