Jornalismo

Atraso a vista: Acordo prevê suspensão de obras de mobilidade para a Copa

As obras de mobilidade urbana de Natal terão a discussão ampliada. Um acordo firmado entre a Prefeitura do Natal e o Ministério Público determinou a realização de audiências públicas para o debate acerca das obras, havendo a análise desde o início do projeto até a conclusão das novas vias, passando pelo licenciamento ambiental e desapropriações de imóveis, um dos pontos mais polêmicos dos projetos em questão. O foco principal da medida é a abertura da oportunidade para que a população e entidades interessadas possam analisar e contribuir no projeto. Com a nova demanda de tempo para a realização dos debates e análise dos processos de desapropriação, é cogitada a possibilidade de que as obras não fiquem prontas até o início da Copa do Mundo.

Durante reunião entre representantes da Prefeitura e membros do Grupo Especial designado pelo Ministério Público para o acompanhamento das obras e atividades relacionadas à Copa do Mundo, ficou definido que a análise do requerimento de licenciamento ambiental para os projetos de alargamento das avenidas Felizardo Moura e Industrial João Francisco Mota, bem como a proposta para a construção do viaduto da Urbana, terão, obrigatoriamente, a abertura à participação popular na discussão. Com a proximidade da Copa do Mundo, o Ministério Público teve receio de que a necessidade de acelerar as atividades nos locais em que ocorrem as desapropriações sacrificasse fases do processo legal.  “É muito mais importante iniciar o que puder ser iniciado, mas fazendo bem feito. Isso vai reduzir conflitos e possíveis ações judiciais mais à frente”, disse o promotor do Meio Ambiente Márcio Diógenes.

No acordo firmado entre Prefeitura e Ministério Público, ficou determinado que os promotores vão requisitar a elaboração de um laudo técnico sobre os projetos de engenharia e impacto ambiental das obras. De acordo com Márcio Diógenes, o laudo será elaborado pela Funpec, a pedido do MP, e vai servir como base para as discussões sobre os projetos de mobilidade urbana. Pelo acordo firmado, ficarão suspensas todas as desapropriações e obras de mobilidade urbana da Prefeitura “até quando durar a análise do laudo”. Os processos das desapropriações poderão seguir suas formalidades legais, mas estão suspensas as imissões na posse dos imóveis, que são as determinações para que os proprietários deixem as residências ou estabelecimentos comerciais alvo de desapropriação.

A disponibilização do conteúdo dos projetos à população logo após a elaboração do laudo técnico também foi um ponto acordado entre Prefeitura e MP. A medida visa conceder aos interessados em participar das audiências públicas – que serão agendadas pela Prefeitura – a possibilidade de tirar as dúvidas sobre os projetos e confrontar o conteúdo com o laudo produzido a mando do MP. “Várias entidades já manifestaram o desejo de participar das discussões. Aguardamos que o município publique a pauta e as datas das audiências”, disse o promotor.

Ainda sobre as desapropriações, outro compromisso foi firmado entre MP e Prefeitura. O município, através da Secretaria de Assistência Social (Semtas) e da Secretaria de Habitação (Seharpe), comprometeu-se a garantir a efetivação do direito à moradia das pessoas que deixarão os imóveis, buscando manter as pessoas próximas aos locais onde residiam. Para isso, houve também o compromisso por parte do município de, caso seja necessário, adquirir terrenos próximos ao local para a construção de novas moradias e, ainda, custear o aluguel das pessoas na mesma região enquanto não for solucionada a questão.

Com os termos do acordo firmado, o próprio Ministério Público confirmou que há a possibilidade de que as obras demandem mais tempo e, consequentemente, sejam finalizadas após a Copa do Mundo. No entanto, o objetivo principal é respeitar o trâmite legal do processo. “Se chegar o dia em que começa a Copa do Mundo e as obras estiverem prontas, tudo bem. Se não estiverem, tudo bem também. As obras continuam e ficarão de legado para a cidade”, explicou o promotor Márcio Diógenes.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou o contato com o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Bosco Afonso, mas não obteve sucesso. Também foi tentado o contato com o procurador-geral do Município, Francisco Walkie, mas ele não atendeu as ligações.

Caixa só libera recursos com toda documentação

Os recursos da Caixa Econômica Federal para as obras de mobilidade urbana de Natal já estão garantidos. Porém, ainda falta documentação para que o banco libere os R$ 293 milhões para a execução das intervenções. Entre os pontos pendentes estão as licenças ambientais e as desapropriações.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o superintendente da Caixa Econômica no Rio Grande do Norte, Roberto Linhares, explicou como vai ocorrer a liberação das verbas. Os projetos de mobilidade urbana de Natal estão divididos em duas etapas, sendo a primeira referente às obras do viaduto da Urbana e na Felizardo Moura à Capitão Mor Gouveia, e a segunda referente ao trecho que engloba a área próxima à Arena das Dunas. Para a primeira etapa, Linhares explicou que o projeto já está há mais de um mês no Ministério das Cidades e vai retornar à Caixa para o desembolso da verba. Contudo, para que o banco possa fazer o repasse dos valores ao município é necessário que sejam fornecidos os documentos de licenciamento ambiental da área onde vão ocorrer as obras, além de uma liberação por parte do Departamento Nacional de Instra-estrutura de Transportes (Dnit) e a própria confirmação das desapropriações nas áreas onde serão implementadas as obras. Por isso, ainda não há a previsão de quando a verba será liberada.

Depois do acordo firmado entre Prefeitura e Ministério Público sobre a forma como vai ocorrer o licenciamento ambiental e a discussão sobre os projetos para a área, a tendência é as desapropriações e o próprio licenciamento ambiental demandem mais tempo para a finalização. De acordo com o superintendente da Caixa, esses são os principais fatores que impedem a liberação da verba. Entretanto, ele não considera o fato um entrave burocrático. “Estamos falando de projetos muito complexos. A exigência de uma licença ambiental ou de uma autorização do Dnit quando eu vou entrar numa área federal não é burocracia. Estamos andando com a análise. Mas não podemos descumprir a norma. Imagina se a gente libera determinada intervenção sem que se tenha determinada autorização do órgão ambiental, por exemplo. E a parte mais difícil do projeto já foi feita. Que foi enquadrar o projeto técnico, o financeiro daquele projeto, a planilha daquele projeto. Agora são detalhes que estão faltando”, disse Roberto Linhares.

A Prefeitura segue realizando parte das obras  com recursos próprios, mas a maior parte dos recursos utilizados nas principais intervenções visando a Copa do Mundo serão emprestados pela Caixa Econômica, como financiamento. Ao todo, o banco vai disponibilizar R$ 293 milhões de financiamento que o município contratou do FGTS. A Prefeitura, por outro lado, utilizará nas obras R$ 45 milhões referentes à contrapartida do município.

Desapropriações também serão discutidas 

As desapropriações de imóveis nas Quintas, para a realização das obras de mobilidade urbana, seguem como principal fonte de dor de cabeça para moradores da região e para os gestores municipais à frente do processo. Os impasses quanto à necessidade das desapropriações e os valores pagos pelos imóveis já chegaram à Justiça e a tendência é que mais moradores busquem reverter a tendência de que 95 imóveis na região sejam desapropriados.

O acordo firmado entre Prefeitura do Natal e Ministério Público para ampliação do debate acerca das obras de mobilidade urbana também tem como objetivo evitar que ocorram casos como a da viúva Luzia Nunes Pereira, que precisou acionar a Justiça para que fosse revertida uma decisão de imissão no imóvel em que ela reside há mais de 30 anos. Depois de ficar sob o risco de ser despejada até por força policial, Luzia Nunes conseguiu que fosse determinada uma avaliação judicial do seu imóvel, que está entre os oito que seriam desapropriados inicialmente pela Prefeitura.

De acordo com Dona Luzia, como é chamada, ocorreu a avaliação unilateral por parte da Prefeitura, definindo o valor do imóvel em R$ 43,2 mil. No entanto, ela só conseguiu encontrar imóvel compatível com o tamanho do atual, e na faixa de preço oferecida, na periferia da Zona Norte de Natal, em área limítrofe a Extremoz. Em decisão liminar, o desembargador Aderson Silvino concedeu à moradora do direito de permanecer na casa até que seja realizada uma nova avaliação do imóvel e haja uma decisão judicial sobre o caso. Ela, inclusive, já é autora de outra ação contestando a necessidade de que sua residência seja desapropriada para fins de mobilidade urbana. Além dela, outros moradores também estão acionando a Justiça para contestar a necessidade das desapropriações. “Já estamos movendo ação na Vara da Fazenda Pública para evitar as desapropriações no local, que entendemos serem desnecessárias”, explicou o advogado Daniel Pessoa, que trata do interesse de dois moradores do local.

Fonte: Tribuna do Norte

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CUMPLICIDADE: Diálogos revelam que Vorcaro e Moraes organizavam juntos evento em Londres

Foto: Ana Paula Paiva/Valor e Brenno Carvalho/O Globo

Conversas obtidas pela Polícia Federal e incluídas no relatório sobre as relações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes mostram uma proximidade entre o banqueiro e o ministro do STF maior do que a conhecida até agora.

De acordo com reportagem do Metrópoles, mensagens trocadas entre Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banqueiro, indicam que o casal Alexandre e Viviane Moraes participava diretamente da organização do Fórum Jurídico Londres-Brasil de Ideias, evento formalmente apresentado pelo Grupo Voto.

Em uma das conversas, Vorcaro afirma que o convite para o fórum precisava ser aprovado por “Alexandre”. Em outra, Ana relata que o ministro havia reclamado porque várias pessoas não tinham recebido convite.

As mensagens também mostram que um assessor de Moraes entrou em contato com Ana para tratar da passagem aérea do ministro, despesa que foi autorizada por Vorcaro.

A relação aparece ainda mais claramente em julho, quando Ana diz ao banqueiro que havia passado o dia com “Vivi Moraes e o ministro” fechando a programação do evento. “Eles alteraram bastante coisa, mas está ficando bom”, relatou Ana a Vorcaro, segundo os diálogos.

O evento acabou sendo adiado, mas as conversas continuaram. Em agosto, Ana informou que era necessário comunicar o cancelamento e relatou a reação de integrantes do Grupo Voto.

Em uma das mensagens, ela afirma que houve reclamações porque “o Alexandre manda e desmanda” na organização. O fórum estava previsto inicialmente para ocorrer em Londres, em abril de 2025. A primeira edição, realizada em 2024, havia tido patrocínio do Banco Master.

As novas mensagens foram encontradas pela PF no material apreendido na investigação e acrescentam mais um capítulo à relação entre Moraes e Vorcaro, que já vinha sendo questionada por causa de contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

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Vorcaro levou filho de Paulo Gonet a Londres, indicam mensagens no celular do banqueiro analisadas pela PF

Foto: reprodução/Youtube Esfera Brasil e TV Justiça

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, levou o filho do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para Londres. É o que sugerem mensagens apreendidas no celular do banqueiro e analisadas pela Polícia Federal em relatório sigiloso ao qual a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, teve acesso.

A viagem ocorreu em março de 2025. Na ocasião, o próprio Gonet viajou à capital britânica e participou de eventos promovidos pelo Banco Master, inclusive uma degustação de uísque Macallan.

Nas conversas, um interlocutor identificado como Ciro Soares diz a Vorcaro: “Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”.

O banqueiro então responde: “Óbvio, né?”.

Paulo Gonet tem dois filhos: Gustavo Teixeira Gonet Branco e Pedro Henrique de Moura Gonet Branco. As mensagens não deixam claro qual dos dois participou da viagem a Londres. Gonet justificou que, por motivos pessoais, não poderia comparecer ao Fórum Jurídica que seria promovido por Vorcaro e sugeriu que seu filho o representasse. O evento acabou sendo cancelado.

Coluna de Andreza Matais, do Metrópoles

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Ponta Negra Aruã atinge 65% de adesões em apenas uma semana de lançamento

Uma semana após o lançamento, o Ponta Negra Aruã Boutique Suites, da MVP Incorporações, já está 65% vendido. Veja o que explica a procura em Ponta Negra.

Uma semana após o lançamento, as adesões ao Ponta Negra Aruã atingiram 65%. O único lançamento pé na areia da Praia de Ponta Negra, apresentado pela MVP Incorporações em 25 de agosto, confirma a leitura de que faltava um produto desse perfil na orla mais desejada do Rio Grande do Norte.

Com projeto do arquiteto Flávio Góis, o empreendimento reúne 102 suítes à beira-mar, em três variações de plantas (22m², 27m² e 54m²) com vista para o Morro do Careca e acesso direto ao calçadão. A estrutura de lazer tem piscina, academia, restaurante e rooftop, em sistema de condomínio fechado com obra a preço de custo e administração hoteleira da Quarto à Vista, formato que atrai quem busca investir em locação por temporada.

O ritmo de adesões registrado na primeira semana coloca o Aruã entre os lançamentos de maior procura do ano em Natal. Com pouco mais de um terço do estoque ainda disponível, a expectativa da incorporadora é de comercialização acelerada nas próximas semanas.

“A resposta do mercado confirmou o que a gente já sentia: Ponta Negra pedia um pé na areia, e as pessoas reconheceram o valor de um endereço que não se repete”, afirma Marcelo Pereira, sócio-diretor da MVP. “Estar com 65% das unidades comercializadas uma semana após apresentar o produto ao mercado, no nosso primeiro lançamento como incorporadora, mostra que estamos no caminho certo.”

A MVP Incorporações é a nova frente da MVP Engenharia, que soma 19 anos de atuação no Rio Grande do Norte, na Paraíba e no Ceará, com participações em obras como o Natal Shopping, o Vila Galé Touros, o Condomínio Jardins Amsterdã e o Parque Estadual Mapa da Pipa (PEMP). O Ponta Negra Aruã é o único lançamento pé na areia de Ponta Negra e o segundo empreendimento da grife, cujo nome traduz o encontro do mar com a natureza.

Mais informações: (84) 2030-2323
Siga: @mvpincorporacoes

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PEGOU FOGO: Moraes e Mendonça batem boca no STF e quase partem para agressão física

Foto: Vinícius Schmidt / Metrópoles

O clima esquentou de vez dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a coluna de Andreza Matais, no portal Metrópoles, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça tiveram uma discussão acalorada e quase chegaram às vias de fato.

O episódio teria acontecido depois que Moraes descobriu que Mendonça determinou à Polícia Federal o aprofundamento de uma investigação que acabou identificando o ministro como interlocutor de mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Nas mensagens, Vorcaro pedia a Moraes “proteção” envolvendo o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A PF identificou Moraes como o destinatário após determinação de Mendonça.

De acordo com o Metrópoles, Moraes pediu uma conversa com Mendonça, mas o encontro terminou em bate-boca. O ministro teria acusado o colega de direcionar a investigação contra ele. Mendonça, por sua vez, questionou como Moraes tomou conhecimento de uma apuração que corre sob sigilo e está sob sua relatoria.

Ainda segundo a coluna, Moraes estaria se preparando para reagir e “contra-atacar” Mendonça.

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MAIS UMA BOMBA: Três dias antes de ser preso, Vorcaro disse a Moraes: “Estamos juntos sempre” e falou em “dívida de vida”

Foto: Reprodução

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mostram que o banqueiro procurou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, apenas três dias antes de ser preso, em novembro de 2025.

“Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você”, escreveu Vorcaro. Na sequência, afirmou que sua família, funcionários, parceiros e amigos que dependiam dele tinham uma “dívida de vida” com Moraes e sua família.

“Muito obrigado por tudo. Agora é continuar na pegada pra conseguir concluir, se Deus quiser”, completou o banqueiro. A mensagem foi enviada em 14 de novembro de 2025. Vorcaro acabou preso no dia 17, no Aeroporto de Guarulhos.

De acordo com a PF, Vorcaro escrevia as mensagens no aplicativo Notas do celular, fazia prints e enviava as imagens ao ministro com visualização única. Os investigadores conseguiram recuperar as mensagens enviadas pelo banqueiro, mas não tiveram acesso às eventuais respostas de Moraes.

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ANDREZA MATAIS: Vorcaro transferiu cotas de jato Legacy 650 para Viviane Barci de Moraes

Foto: Reprodução

Por Andreza Matais, Metrópoles

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, transferiu parte da propriedade de um jato Legacy 650 para a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

A transação era o pagamento por “serviços jurídicos” prestados pelo escritório da mulher do ministro, no valor de R$ 50 milhões.

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PRIORIDADES: Cadu Xavier recebe menos recursos do Fundo Eleitoral do que quatro candidatos a deputado federal do PT no RN

Verbas destinadas a Cadu de Lula, Natália Bonavides e Fernando Mineiro, respectivamente | Imagem: Reprodução

O PT destinou mais recursos do Fundo Eleitoral às candidaturas a deputado federal de Natália Bonavides, Fernando Mineiro, Marleide Cunha e Brisa Bracchi do que ao candidato do partido ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula.

Cadu recebeu R$ 937 mil do fundo partidário. O valor é inferior aos repasses feitos a Natália Bonavides (R$ 2,34 milhões), Fernando Mineiro (R$ 1,8 milhão), Marleide Cunha (R$ 959 mil) e Brisa Bracchi (R$ 959 mil). Os dados foram consultados até as 12h desta terça-feira (1º) no DivulgaCand do TSE.

Entre os nomes da nominata federal, Cadu só recebeu mais recursos do que Odon Júnior, que teve R$ 738 mil destinados à sua campanha.

A diferença é significativa, principalmente em relação a Natália Bonavides, que recebeu cerca de R$ 1,4 milhão a mais do que o candidato petista ao Governo do RN.

Os números chamam atenção porque Cadu aparece como um dos nomes com possibilidade de avançar para o segundo turno. Mesmo assim, o partido tem priorizado financeiramente até agora a nominata para a Câmara dos Deputados em detrimento da campanha do ex-secretário da gestão Fátima Bezerra para o Governo do Estado.

 

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Meia do Sol Sicredi deverá reunir mais de 20 mil atletas em Natal

Evento reforça o compromisso da instituição financeira cooperativa com saúde, bem-estar e integração comunitária

A Meia Maratona do Sol Sicredi, maior corrida de rua do Norte-Nordeste e um dos principais eventos esportivos do Brasil, será realizada nos dias 19 e 20 de setembro, em Natal, com largada e chegada na Arena das Dunas. A edição de 2026 será a primeira após a Meia do Sol ser declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte, por meio da Lei Estadual nº 12.599/2025.

Com expectativa de reunir mais de 20 mil atletas, o evento tem patrocínio da Sicredi RN. As inscrições, encerradas ontem, 31 de agosto, garantiram aos associados do Sistema Sicredi de todo o Brasil 15% de desconto.

Para o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro, o apoio à Meia do Sol está alinhado ao papel que a instituição busca exercer nas comunidades onde está presente. “O cooperativismo vai além da atividade financeira e também se traduz em iniciativas que promovem qualidade de vida, integração e desenvolvimento. Ao apoiar a Meia do Sol, incentivamos a prática esportiva e o bem-estar, ao mesmo tempo em que contribuímos para fortalecer um evento que já conquistou um lugar especial na identidade de Natal e do Rio Grande do Norte”, afirma.

A programação inclui provas de 21 km, 10 km e 5 km, além da Meia do Sol Sicredi Kids, no dia 20 de setembro, voltada às crianças e às famílias. A prova de 21 km é oficial, e conta com o selo Road Race Label, que classifica as melhores corridas de rua do mundo com base em rigorosos padrões de qualidade, uma certificação internacional emitida pela World Athletics e válida para o ranking mundial de competições. Ao todo, serão distribuídos mais de R$ 115 mil em premiações. O evento também mantém os desafios especiais, que permitem aos participantes disputar as provas de 5 km ou 10 km no sábado e a meia maratona no domingo.

Além das provas, a programação inclui a Expo Meia do Sol Sicredi, com feira esportiva e entrega de kits aos atletas inscritos. A programação começa em 17 de setembro e segue por quatro dias. Após receber mais de 60 mil visitantes na edição passada, a Expo deve superar 80 mil visitantes neste ano, ampliando a programação esportiva e a experiência dos participantes e do público na capital potiguar.

CONFIRA OS PERCURSOS

PERCURSO 21K
Domingo, 20 de setembro de 2026 | Meia Maratona – 21,097 km
21 km – Categoria Elite Masculino e Feminino: largada única, das 4h50 às 4h54
21 km – Categoria PCD: largada única, das 4h55 às 4h59
21 km – Categoria Geral: Onda 1, das 5h às 5h05; Onda 2, das 5h10 às 5h15; Onda 3, das 5h20 às 5h25

PERCURSO 10K
Sábado, 19 de setembro de 2026 | 10 km
10 km – Categoria PCD: largada única, das 17h às 17h04
10 km – Categoria Geral: Onda 1, das 17h05 às 17h10; Onda 2, das 17h15 às 17h20; Onda 3, das 17h25 às 17h35

PERCURSO 5K
Sábado, 19 de setembro de 2026 | 5 km
5 km – Categoria PCD: largada única, das 15h30 às 15h34
5 km – Categoria Geral: Onda 1, das 15h35 às 15h40; Onda 2, das 15h45 às 15h50; Onda 3, das 15h55 às 16h05

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Vorcaro autorizou cartões de crédito do Master a filhos de Moraes, revela Polícia Federal: ‘Limite de 300 para cada’

Captura de tela de um chat do WhatsApp com a foto de perfil de uma mulher de óculos escuros e gorro branco em um cenário de neve. A conversa mostra uma mensagem de Adriana Solano perguntando se pode emitir cartões com limite de 300 para os filhos da Dra. Viviane, e a resposta Ok de DVImagem: Reprodução

O relatório da Polícia Federal sobre as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, revela que o dono do Banco Master autorizou a expedição de cartões de crédito em nome dos filhos do magistrado do Supremo, segundo reportagem da Coluna Radar, da Revista Veja.

“A conversa entre Daniel Vorcaro e Guilherme Benazzi (que trabalha no escritório de Viviane Barci) possui registro de interação apenas em 2/10/2025. Na ocasião, Guilherme questiona Vorcaro sobre um contato ‘para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre’. O banqueiro envia o contato de sua funcionária, que está salvo como “’Adriana Solano Master’”, diz a PF.

“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre?”, mandou contato do escritório da mulher do ministro.

“Oi tudo bem?”, respondeu Vorcaro, encaminhando contatos do banco.

No mesmo dia, Adriana envia mensagem a Vorcaro questionando se pode seguir com a emissão de cartões de crédito para os filhos de Viviane Barci, mulher de Moraes.

“O Guilherme que trabalha com a dra. Viviane me ligou para emitir cartão para os filhos dela… Limite de 300 para cada… Posso seguir?”, questionou.

Vorcaro responde com um “Ok”.

A mulher de Moraes, como se sabe, fechou contrato com Vorcaro para prestar consultoria milionária ao banco. O mesmo relatório da PF mostra que Moraes editou o documento que garantiu uma bolada milionária ao escritório da mulher dele.

Moraes e sua mulher sempre negaram qualquer ilegalidade nas relações do escritório de advocacia dela com o Banco Master.

Essas mensagens foram juntadas pela PF e enviadas ao ministro André Mendonça, como ponto de partida de uma possível investigação sobre as relações de Moraes com o dono do Master.

Para que o ministro do STF seja investigado é preciso que o plenário da Corte concorde em abrir a apuração, o que ainda não aconteceu. Segundo integrantes do Supremo, o ministro André Mendonça avalia o que fazer com o material apresentado pela PF.

Coluna Radar, Revista Veja

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APENAS: Câmara Municipal de Parnamirim gastou R$ 201 mil em copo descartável, papel, café e outros materiais de consumo no 1º semestre de 2026

Foto: CMP/Reprodução

A Câmara Municipal de Parnamirim registrou uma série de compras de materiais de consumo e brindes institucionais, somando um total aproximado de R$ 201.785,30, entre janeiro e junho deste ano, segundo levantamento divulgado pelo Núcleo DUNA.

O maior gasto individual foi com papel A4: R$ 50.207,50 para 962.500 folhas em apenas seis meses, o que dá uma média de cerca de 160 mil folhas por mês, volume comparado a um prédio de 30 andares.

O segundo maior gasto foi com copos descartáveis. A Câmara Municipal pagou R$ 46.082,60 na aquisição de 950 mil unidades, o equivalente a 2.159 copos por profissional ativo no Legislativo de Parnamirim.

Já com sacos de lixo, foram pagos R$ 26.807,80 na compra de 137 mil unidades, quantidade suficiente para abastecer 1.320 famílias de cinco pessoas durante um ano inteiro. A compra de café torrado com selo de pureza ABIC custou R$ 21.750, gastos com 1.450 pacotes, equivalentes a 3.600 litros de café forte ou 7.250 litros de café fraco.

A água mineral somou R$ 12.485,40 por 9.498,8 litros, volume comparado a uma piscina pequena. As canetas (nas cores azul, preta e vermelha) custaram R$ 10.556 para 14.500 unidades, quantidade suficiente para escrever 14.500 livros de 200 páginas. Já os biscoitos (salgados, doces e rosquinhas de chocolate e coco) totalizaram R$ 9.326 por 1.630 unidades, equivalentes a 534,5 kg do produto.

Por fim, o levantamento do Núcleo Duna aponta que, em outubro de 2025, a Câmara também adquiriu, por dispensa de licitação, 300 bolsas térmicas personalizadas com a logomarca do órgão (R$ 8.400) e 300 garrafas térmicas de 500 ml, também personalizadas (R$ 16.170), um adicional de R$ 24.570 em itens promocionais.

Os dados levantam questionamentos sobre o volume de material adquirido pelo Poder Legislativo de Parnamirim e sobre a real necessidade de uma quantidade tão elevada de papel em apenas meio ano.

A Câmara Municipal de Parnamirim, em nota, esclareceu que “o consumo de materiais de expediente e insumos acompanha crescimento das atividades legislativas, a expansão do atendimento à população e a adequação da estrutura operacional ao número atual de vereadores e assessorias da Casa”.

“Os quantitativos e valores registrados atendem a um planejamento prévio, estruturado para garantir a continuidade dos trabalhos parlamentares e das comissões técnicas”, completa a nota.

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