Diversos

Bebida que rouba mercado da cerveja nos EUA cresce no Brasil

Foto: Divulgação/Coca-Cola

Dos mesmos criadores daquele livro piegas motivacional chamado Quem mexeu no meu queijo?, que fez sucesso no início dos anos 2000, surge um novo questionamento existencial: Quem está roubando espaço da cerveja nos freezers de bebidas alcoólicas americanos, britânicos e de outros países?

A resposta curta é Hard Seltzer, uma água com gás alcoólica saborizada. Para se ter uma ideia, segundo levantamento do instituto de pesquisa YouGov, as três principais marcas da nova bebida chegaram a vender mais que os seis principais rótulos de cerveja durante alguns meses de 2020 nos Estados Unidos, principalmente no calor.

Mas o fenômeno por trás disso, teoricamente embasado em um estilo de vida mais saudável, é algo mais complexo. A Hard Seltzer vem ganhando tração há cerca de meia década graças aos millenials, geração nascida entre meados dos anos 80 e o fim dos anos 90.

Tudo começou anos antes, com jovens buscando um estilo de vida mais saudável que as gerações anteriores e se atentando para a necessidade de beber mais água. O próximo passo foi substituir refrigerantes e sucos por água com gás (chamada de seltzer por lá), que naturalmente ganhou versões saborizadas.

Aí foi questão de tempo até surgirem experimentações alcoólicas pela mão dos americanos, colocando o termo hard (ou spiked) no rótulo para identificar a presença de álcool. A Bon & Viv (hoje da AB Inbev), de 2013, foi a primeira, seguida de White Claw e Truly, de 2016, hoje líderes de mercado.

Com menos de 100 calorias e quantidade inferior a 2 gramas de açúcar por lata, o produto é vendido pelas marcas como leve, refrescante e até mais saudável que outras opções do segmento. Sem esquecer, é claro, de dar barato, contando com teor alcoólico de cerca de 5%.

Tá, boa história. E os números? A consultoria Nielsen divulgou dados de janeiro a outubro de 2020 que mostram que o mercado de Hard Seltzers movimentou US$ 3,2 bi nos EUA durante o período, um crescimento de 188% em relação ao ano anterior e o quarto seguido com avanço de três dígitos.

Com isso, as grandes marcas do setor cresceram o olho para a nova oportunidade. Hoje, rótulos como Corona e Budweiser (também da AB Inbev), possuem suas versões do produto. E a multinacional de bebidas com DNA brasileiro gostou tanto do mercado que lançou mais uma Hard Seltzer em dezembro.

Trata-se da Cacti, feita em parceria com o trapper Travis Scott. Com uma legião de fãs fiéis, o artista consegue ótimos resultados emprestando sua marca para grandes companhias. A coisa está tão escalada que ele teve até menu próprio no McDonalds americano (como se fosse um prato no brasileiríssimo Paris 6), mas isso é assunto para outra pauta.

No Brasil

Essa onda gasosa começa a ganhar força no Brasil agora, com o despertar de outro gigante. Lembra que a Coca-Cola anunciou no ano passado que estava cortando metade do seu portfólio de bebidas para focar em novos negócios? Pois é, te dou uma chance para adivinhar qual produto se tornou a prioridade da marca.

Batizado de Topo Chico (uma marca de água com gás tradicional no México), o novo rótulo foi lançado em setembro invertendo a lógica do mercado: nada de Estados Unidos e Reino Unido, praças com marcas já estabelecidas, puxando a fila. Brasil e México, dois países com consumo gigantesco de cerveja e sem grande penetração de Seltzers, foram os escolhidos.

“Estamos sempre observando os movimentos das pessoas, o que elas estão buscando. Há estimativas de que as Hard Seltzers vão tomar 10% do que já foi ocupado pelas cervejas nos EUA, e acreditamos que no Brasil possa ser parecido”, diz Renato Shiratsu, diretor da Coca-Cola Brasil.

A bebida, disponível nos sabores morango, abacaxi e limão e vendida por cerca de R$ 5 cada lata de 310 ml, é produzida em fábrica terceirizada no interior de São Paulo e está ganhando o país aos poucos. Shiratsu afirma, no entanto, que o engajamento do público consumidor e das varejistas tem sido positivo.

E, se existe mercado tradicional, é certo que há marcas investindo na produção do produto em menor escala, de forma artesanal. É o caso da cervejaria carioca Three Monkeys, que lançou sua Hard Seltzer Hintz no ano passado buscando amealhar uma nova segmentação de público.

“Não acho que vão substituir as cervejas. As especiais continuam sendo únicas, com perfil sensorial, malte, lúpulo”, diz Léo Gil, sócio-fundador da Three Monkeys Beer. “O que o pessoal quer é uma bebida leve, refrescante, que dá para tomar no Carnaval ou depois de uma corrida na praia.”

Com produção de 5 mil litros por mês, a Hintz está disponível nos sabores citrus, frutos silvestres, tropical (abacaxi, coco, maracujá) e fresh (limão, melancia e gengibre). O preço sugerido é de cerca de R$ 10. Gil conta que a ideia é baixar o valor para popularizar a marca.

Outros exemplos de fabricação brasileira em menor escala vêm das marcas Lambe Lambe e Joví.

Perfil de sabor

Mas se muito pode ser dito sobre o potencial mercadológico do segmento, o perfil de sabor é algo menos desenvolvido, pelo menos até então. “É uma bebida leve, em que você não sente o sabor do álcool mas consegue ficar alto mesmo assim”, resume Rodrigo Capote, dono da Kombucharia, em São Paulo.

Responsável pela primeira kombucha alcoólica do Brasil, que dá muito mais trabalho para fazer, também disponibilizou a Hard Seltzer em uma das torneiras do seu bar, com sabor de limão e maracujá. Capote conta que a receita leva dois dias para fazer e tem feito sucesso no verão por conta da sua refrescância.

O processo consiste basicamente em diluir o álcool destilado de cana de açúcar em água, adicionar os sabores desejados e forçar a carbonatação do líquido, para ficar gasoso. Também dá pra fazer uma gambiarra em casa juntando vodka, extratos de fruta, ácido cítrico e água com gás.

A reportagem provou todas as bebidas citadas na matéria e disponíveis no mercado nacional. Não é uma bebida com alma marcante, mas cumpre sua promessa: desliza pela goela sem deixar grande retrogosto. É refrescante e fácil (até demais) de beber em grandes quantidades.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

    1. Deve ser que recebe um ' strap on'…. Não pesquise…. Teje avisado.

  1. Mais saudável que agua, lúpulo, malte e levedura?
    Danam corante, adoçante e mais uns antes e dizem ser mais saudável. Duvido.
    Fico com uma pale ale mesmo. Obrigado.

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PGR pede ao STF que envie investigação sobre Lulinha para primeira instância

Foto: Danilo M. Yoshioka/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o inquérito sobre a suposta participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em uma ação de lobby no governo seja enviado à primeira instância da Justiça.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, a PGR argumenta que não há investigados com foro privilegiado no caso. A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator de dois inquéritos no STF envolvendo o filho do presidente Lula.

A investigação apura a relação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger, que atuou na tentativa de vender um projeto de canabidiol ao Ministério da Saúde. Diálogos analisados pela Polícia Federal apontam que ela dizia falar em nome do filho do presidente e buscava remuneração de 20% no negócio.

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ELEIÇÕES 2026: TSE já recebeu mais de mil denúncias por irregularidades na propaganda

Foto: Divulgação/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu 1.103 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral desde o início oficial da campanha, no último domingo (16). Os registros foram feitos pelo aplicativo Pardal e os dados estão atualizados até esta quarta-feira (19).

São Paulo lidera o número de ocorrências, com 193 denúncias, seguido por Pernambuco (106), Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89). Entre os cargos, candidatos a deputado estadual concentram o maior número de registros, com 424, seguidos pelos candidatos a deputado federal, com 325.

O impulsionamento irregular de conteúdo aparece como a principal infração denunciada, com 339 registros, o equivalente a 30,73% do total. Em seguida estão irregularidades na propaganda pela internet, com 289 casos. Também há denúncias envolvendo propaganda em bens públicos e particulares, propaganda antecipada, banners, cartazes, boca de urna e showmícios.

Das 1.103 ocorrências, 596 ainda estão em análise pela Justiça Eleitoral, 383 foram baixadas do sistema e 124 já foram transformadas em processos no Processo Judicial Eletrônico (PJe).

As denúncias podem ser feitas pelo Pardal Móvel, com identificação pelo e-Título ou Gov.br. O denunciante pode anexar fotos, vídeos, áudios e links, e a Justiça Eleitoral mantém sua identidade sob sigilo.

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MAIS PROMESSAS: Sesap diz que vai reabrir leitos enquanto crise na saúde do RN se agrava

Foto: 98 FM Natal

Enquanto a crise na saúde pública do Rio Grande do Norte se agrava, a Sesap promete reabrir na próxima semana os leitos da Clínica Médica 2 do Hospital João Machado, interditada pelo Coren-RN.

A secretária adjunta da Sesap, Leidiane Queiroz, reconheceu problemas na unidade, mas afirmou à 98 FM que a situação não representava “grande gravidade” com risco à vida dos pacientes.

O Coren, porém, apontou problemas na estrutura física, risco de acidentes, climatização inoperante, falta de insumos e exposição de profissionais e pacientes a agentes físicos, biológicos e químicos. Leidiane também admitiu a presença de mofo e falha na comunicação com o conselho.

A promessa ocorre em meio a uma sequência de problemas na rede estadual: greve de terceirizados por atrasos nos pagamentos, corredores do Walfredo Gurgel constantemente lotados, filas diárias na Unicat, cirurgias eletivas paralisadas, dívidas com fornecedores e a recente interdição no João Machado. Em Macaíba, o Hospital Alfredo Mesquita ainda registrou um surto de microrganismos multirresistentes, com oito mortes entre os pacientes atingidos no período.

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BLINDAGEM? Campanha de Lula pressiona ministro da Justiça para conter vazamentos sobre caso Lulinha

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) decidiu aumentar a pressão sobre o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, diante da divulgação de informações de investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Segundo o jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a coordenação da campanha considera que o ministro está inerte diante dos vazamentos e quer identificar todos os agentes da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que tiveram acesso aos dados.

Lulinha é alvo de três inquéritos diferentes na Polícia Federal, órgão subordinado administrativamente ao Ministério da Justiça. As apurações envolvem suspeitas que podem levar a acusações por tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A estratégia jurídica da campanha inclui cobrar a cadeia de custódia das informações e pressionar PF e STF para interromper novas divulgações. A preocupação já foi levada ao presidente Lula, que publicamente defende a continuidade das investigações, mas afirma que não devem ocorrer abusos.

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Política

VICE DE MARÇAL: presidente do PRTB é réu por associação criminosa e acusado de vínculo com PCC

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Leonardo Avalanche, presidente do PRTB e indicado como vice na chapa presidencial de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo por associação criminosa, ameaça, violência política e manipulação de sistema público. Ele também é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos da Polícia Federal.

O colunista Demétrio Vecchioli informou em sua coluna no portal Metrópoles que o Ministério Público Eleitoral (MPE) aponta Avalanche como “mentor intelectual” de um esquema envolvendo filiações fraudulentas, falsificações, ameaças e coação dentro do PRTB.

Uma das acusações envolve a ex-vice-presidente do partido Rachel de Carvalho. Ela relatou ter sido levada a uma espécie de “tribunal do crime”, com a presença de pessoas que se apresentaram como integrantes do PCC, onde teria sido pressionada a assinar sua renúncia ao cargo partidário.

Marçal está inelegível, mas conseguiu uma liminar para se filiar retroativamente ao PRTB. O partido requereu o registro de sua candidatura a presidente, mas o MPE a impugnação ao TSE.

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Principal avenida de Extremoz passa a levar o nome do pastor Edson Oliveira

Foto: Divulgação

A Avenida Coqueiros, uma das principais vias de Extremoz, passa a se chamar Avenida Edson Oliveira dos Santos. A mudança foi oficializada por meio da Lei nº 1.425, de 17 de agosto de 2026, originada de projeto apresentado pelo vereador Rafael Correia.

A homenagem reconhece a trajetória do pastor Edson Oliveira, que esteve por mais de 18 anos à frente da Assembleia de Deus em Extremoz (AD Extremoz). Ao longo de quase três décadas, o líder religioso desenvolveu um trabalho que alcançou diferentes gerações e consolidou sua importância para a comunidade evangélica e para a história do município.

O projeto que deu origem à lei foi aprovado pela Câmara Municipal. Diante da ausência de sanção e promulgação pelo Poder Executivo no prazo previsto na legislação municipal, a norma foi posteriormente promulgada pelo Poder Legislativo, nos termos da Lei Orgânica de Extremoz.

Para o autor da iniciativa, vereador Rafael Correia, a denominação da avenida representa o reconhecimento institucional a uma personalidade que dedicou grande parte de sua vida ao trabalho religioso e social no município.

A escolha de uma das mais importantes vias de Extremoz para receber o nome do pastor também simboliza uma homenagem à presença e à contribuição histórica do segmento evangélico, que possui participação expressiva na formação religiosa e social da cidade e do Rio Grande do Norte.

Com a promulgação da nova lei, o nome de Edson Oliveira dos Santos passa a integrar oficialmente a história urbana de Extremoz, preservando a memória de um líder religioso cuja atuação marcou mais de duas décadas da vida da comunidade local.

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[VÍDEO] “Caloteiro da esperança”, Alfredo Gaspar dispara contra Lula em evento político com Michelle


Durante um evento político do PL, o candidato à vice-presidente da República de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, disparou contra Lula e destacou a importância da união da oposição em torno de lideranças como Michelle Bolsonaro.

O parlamentar chamou o atual presidente de “caloteiro da esperança” e o acusou de prejudicar aposentados, pensionistas e de abrir espaço para esquemas de corrupção em ministérios.

Ainda tecendo críticas ao presidente Lula, Gaspar argumentou que o nordeste brasileiro aguarda há anos por promessas governamentais e afirmou que a chapa oposicionista buscará reestruturar o desenvolvimento econômico local, valorizando programas assistenciais e a tecnologia.

Elogios a Michelle Bolsonaro

A ex-primeira dama foi apontada por Gaspar como uma liderança nacional, com forte presença política nacional e destacou que ela é reconhecida também no estado de Alagoas, onde aconteceu o evento político desta quinta-feira (19).

Na  última terça-feira (18), Alfredo Gaspar afirmou à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles que, como relator da CPMI do INSS, vê indícios de que Lulinha, assim como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, serão investigados e presos no caso.

Com informações do Metrópoles

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PF apura plano de R$ 626 milhões para venda de canabidiol sem licitação ao Ministério da Saúde


Reprodução / Redes sociais

A minuta de contrato enviada pela lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha como objetivo a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde por valores que poderiam alcançar até R$ 626 milhões. Um documento detalhando o plano de negócios aponta o interesse da empresária e do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em fornecer ao governo federal 1,2 milhão de frascos divididos em 36 tipos diferentes de remédios, sem a realização de licitação.

O material foi descoberto pela Polícia Federal (PF) nos telefones celulares de Luchsinger e Antunes, ambos investigados por suspeita de tráfico de influência. De acordo com o inquérito policial, a empresária foi contratada pelo lobista para facilitar as tratativas no governo e teria contado com a proximidade de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Mensagens obtidas pela corporação mostram que Luchsinger enviou o modelo contratual ao ex-chefe de gabinete, que confirmou a interlocutores o recebimento do arquivo, embora tenha afirmado que nunca negociou ou encaminhou a proposta.

Antes de chegar ao ex-assessor, a minuta foi debatida pela equipe de Antunes, preso por suspeita de participação em um esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Segundo testemunhas e registros localizados pela PF, o plano consistia em entregar termos de referência prontos — manuais técnicos que fundamentam compras governamentais — para que o Ministério da Saúde os adotasse. Áudios e diálogos interceptados evidenciam que a dupla discutia o uso de artifícios legais, como a alegação de cenário de emergência, para justificar a dispensa de licitação.

Em nota oficial, o Ministério da Saúde declarou que a investida não gerou efeitos práticos, ressaltando que o canabidiol não está incorporado ao SUS, que a pasta não realiza compras ou fornecimentos do produto e que nunca houve discussões na atual gestão para inseri-lo na rede pública. Especialistas explicam que aquisições desse tipo ocorrem pontualmente apenas por meio de determinações judiciais para importação direta. Enquanto a defesa do filho do presidente reforçou confiança nas instâncias de apuração, o caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar eventuais irregularidades na atuação dos investigados junto a órgãos federais.

Com informações do jornal O Globo

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Presidenciáveis articulam contra participação de Pablo Marçal em debates na TV

Reprodução / SBT

As campanhas dos pré-candidatos à Presidência já articulam medidas para evitar que a Band permita a participação de Pablo Marçal (PRTB) no debate presidencial. Integrantes das equipes argumentam que o partido do influenciador não participou das reuniões que definiram as regras do encontro e questionam a presença dele devido à sua inelegibilidade perante a Justiça Eleitoral.

Nos últimos dias, representantes de diferentes frentes políticas procuraram emissoras organizadoras de debates para ponderar que a inclusão de candidatos com pendências jurídicas esvazia o debate democrático. A avaliação nos bastidores é de que a presença de nomes com alto potencial de impugnação pelo Tribunal Superior Eleitoral desvia o foco das propostas programáticas.

Enquanto os debates organizados por canais de televisão passam por ajustes de cronograma e confirmações de presença, o cenário para o primeiro confronto entre os presidenciáveis segue em aberto, com articulações intensas nos bastidores políticos de Brasília e São Paulo.

O debate da Band, que está marcado para a noite do domingo (23), deve reunir apenas três candidatos: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Lula indicou que não irá comparecer. E, devido a ausência do presidente, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também recusou o convite da emissora e disse que só irá a debates que o petista comparecer.

Com informações do Metrópoles 

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Com R$ 2,03 bilhões em dívidas, empresas do RN enfrentam maior volume de inadimplência do semestre


Foto: Reprodução

O volume financeiro de dívidas negativadas no Rio Grande do Norte atingiu R$ 2,03 bilhões em junho, o maior patamar do primeiro semestre de 2026, de acordo com dados da Serasa Experian. O levantamento aponta que 92.167 empresas estavam endividadas no estado no período, o que representa um crescimento de 3,5% em relação a janeiro, quando o número era de 89.020. Deste total, as micro e pequenas empresas respondem por 95,6%, somando 88.194 negócios nesta situação.

Em média, cada empresa inadimplente acumulou 6,2 contas em atraso, com uma dívida média de R$ 22,08 mil por CNPJ e um tíquete médio de R$ 3,5 mil. No panorama regional do Nordeste, o estado ocupou a sexta posição no ranking geral de empresas inadimplentes e a quinta colocação quando considerado apenas o recorte de micro e pequenas empresas. Em âmbito nacional, a inadimplência superou 9,1 milhões de CNPJs, registrando o maior marco da série histórica iniciada em 2016, com um volume financeiro total de R$ 232,9 bilhões.

Especialistas e representantes de entidades setoriais alertam para os riscos do endividamento à economia potiguar. Para o diretor-técnico do Sebrae/RN, João Hélio Cavalcanti, o acúmulo de dívidas compromete a capacidade de investimento, a compra de estoques e a manutenção de postos de trabalho. Já o diretor de Inovação e Competitividade da Fecomércio-RN, Luciano Kleiber, destaca que o setor de pequeno porte é mais vulnerável devido a dificuldades no acesso a crédito e ao fato de responder por grande parte da economia local.

O economista Helder Cavalcanti acrescenta que margens estreitas e custos elevados de financiamento pressionam o caixa dessas empresas, tornando a gestão financeira e o diagnóstico rigoroso das contas ferramentas essenciais para a sobrevivência no mercado.

Com informações da Tribuna do Norte

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