Consumo desregulado de melatonina para dormir cresce entre brasileiros na pandemia

O publicitário Adan Smith passou a fazer uso de melatonina depois de ter reações adversas a remédios ansiolíticos. Foto: Arquivo pessoal

O publicitário Adan Smith, de 33 anos, viu seu problema de insônia se agravar quando a pandemia do novo coronavírus sacudiu sua vida. Natural de São Paulo, mas morando em Lisboa, Portugal, desde 2018, em um ano ele perdeu quase todos os clientes de sua agência de publicidade, viu os vínculos sociais desaparecerem à medida que as restrições de circulação aumentaram e deixou de viajar, um de seus hobbies. Da janela de seu apartamento em Odivelas, área metropolitana da capital portuguesa, as noites se transformaram em dias. O sono vinha quase por exaustão, muitas vezes quando o sol já havia nascido.

Os problemas para dormir não eram inéditos na vida do publicitário. Desde a adolescência, sempre enfrentou crises de insônia. Nesses casos, recorria aos tradicionais remédios de tarja preta como Rivotril, clonazepam e diazepam. Ao perceber que havia certa dependência, decidiu trocar os medicamentos pela melatonina, que considera “mais natural”. Chegou à substância por intermédio de amigos e começou com uma mistura de melatonina e ervas calmantes. Nesse processo todo, não ouviu um médico. Vai na tentativa e erro.

Uma pesquisa inédita feita pelo Instituto do Sono com 1.665 pessoas revelou que 55,1% alegaram piora no sono durante a pandemia. A principal queixa é a dificuldade para dormir (66,8%), mas houve aumento em diversos tipos de obstáculos para uma noite revigorante. Os relatos de problemas ocorrendo pelo menos uma vez por semana aumentaram. Entre os principais deles estão a falta de disposição ou entusiasmo, recorrência de pesadelos, demora de mais de 30 minutos para conseguir pegar no sono e acordar no meio da noite ou muito cedo. Para os entrevistados, as causas estão relacionadas à pandemia mesmo: “Mais preocupações devido à situação” (75,1%), “mais tempo de telas (celular, computador, TV)” (64%) e “mais tempo dentro de casa” (54,1%).

Já o estudo Relato de tristeza/depressão, nervosismo/ansiedade e problemas de sono na população adulta brasileira durante a pandemia de Covid-19, com 45.161 pessoas, indica que 43,5% relataram início de problemas de sono e 48% problema de sono preexistente agravado. Participaram pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), e Universidade Federal de Sergipe (UFS).

“A ansiedade relacionada a uma situação atípica, o medo de se infectar, a falta de oportunidade da prática de atividade física, a irregularidade de rotina e, por fim, a alimentação inadequada foram as principais causas do aumento de transtornos de sono em minha prática clínica. Quem já era predisposto desenvolveu um distúrbio, e quem não era foi premiado com algum em certas situações”, afirmou o psiquiatra e médico do sono Caio Bonadio, criador da plataforma digital Caio no Sono.

Leia matéria completa AQUI via Época.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos disse:

    O problema é dinheiro papai. Tendo isso o resto que se f***

Bebida que rouba mercado da cerveja nos EUA cresce no Brasil

Foto: Divulgação/Coca-Cola

Dos mesmos criadores daquele livro piegas motivacional chamado Quem mexeu no meu queijo?, que fez sucesso no início dos anos 2000, surge um novo questionamento existencial: Quem está roubando espaço da cerveja nos freezers de bebidas alcoólicas americanos, britânicos e de outros países?

A resposta curta é Hard Seltzer, uma água com gás alcoólica saborizada. Para se ter uma ideia, segundo levantamento do instituto de pesquisa YouGov, as três principais marcas da nova bebida chegaram a vender mais que os seis principais rótulos de cerveja durante alguns meses de 2020 nos Estados Unidos, principalmente no calor.

Mas o fenômeno por trás disso, teoricamente embasado em um estilo de vida mais saudável, é algo mais complexo. A Hard Seltzer vem ganhando tração há cerca de meia década graças aos millenials, geração nascida entre meados dos anos 80 e o fim dos anos 90.

Tudo começou anos antes, com jovens buscando um estilo de vida mais saudável que as gerações anteriores e se atentando para a necessidade de beber mais água. O próximo passo foi substituir refrigerantes e sucos por água com gás (chamada de seltzer por lá), que naturalmente ganhou versões saborizadas.

Aí foi questão de tempo até surgirem experimentações alcoólicas pela mão dos americanos, colocando o termo hard (ou spiked) no rótulo para identificar a presença de álcool. A Bon & Viv (hoje da AB Inbev), de 2013, foi a primeira, seguida de White Claw e Truly, de 2016, hoje líderes de mercado.

Com menos de 100 calorias e quantidade inferior a 2 gramas de açúcar por lata, o produto é vendido pelas marcas como leve, refrescante e até mais saudável que outras opções do segmento. Sem esquecer, é claro, de dar barato, contando com teor alcoólico de cerca de 5%.

Tá, boa história. E os números? A consultoria Nielsen divulgou dados de janeiro a outubro de 2020 que mostram que o mercado de Hard Seltzers movimentou US$ 3,2 bi nos EUA durante o período, um crescimento de 188% em relação ao ano anterior e o quarto seguido com avanço de três dígitos.

Com isso, as grandes marcas do setor cresceram o olho para a nova oportunidade. Hoje, rótulos como Corona e Budweiser (também da AB Inbev), possuem suas versões do produto. E a multinacional de bebidas com DNA brasileiro gostou tanto do mercado que lançou mais uma Hard Seltzer em dezembro.

Trata-se da Cacti, feita em parceria com o trapper Travis Scott. Com uma legião de fãs fiéis, o artista consegue ótimos resultados emprestando sua marca para grandes companhias. A coisa está tão escalada que ele teve até menu próprio no McDonalds americano (como se fosse um prato no brasileiríssimo Paris 6), mas isso é assunto para outra pauta.

No Brasil

Essa onda gasosa começa a ganhar força no Brasil agora, com o despertar de outro gigante. Lembra que a Coca-Cola anunciou no ano passado que estava cortando metade do seu portfólio de bebidas para focar em novos negócios? Pois é, te dou uma chance para adivinhar qual produto se tornou a prioridade da marca.

Batizado de Topo Chico (uma marca de água com gás tradicional no México), o novo rótulo foi lançado em setembro invertendo a lógica do mercado: nada de Estados Unidos e Reino Unido, praças com marcas já estabelecidas, puxando a fila. Brasil e México, dois países com consumo gigantesco de cerveja e sem grande penetração de Seltzers, foram os escolhidos.

“Estamos sempre observando os movimentos das pessoas, o que elas estão buscando. Há estimativas de que as Hard Seltzers vão tomar 10% do que já foi ocupado pelas cervejas nos EUA, e acreditamos que no Brasil possa ser parecido”, diz Renato Shiratsu, diretor da Coca-Cola Brasil.

A bebida, disponível nos sabores morango, abacaxi e limão e vendida por cerca de R$ 5 cada lata de 310 ml, é produzida em fábrica terceirizada no interior de São Paulo e está ganhando o país aos poucos. Shiratsu afirma, no entanto, que o engajamento do público consumidor e das varejistas tem sido positivo.

E, se existe mercado tradicional, é certo que há marcas investindo na produção do produto em menor escala, de forma artesanal. É o caso da cervejaria carioca Three Monkeys, que lançou sua Hard Seltzer Hintz no ano passado buscando amealhar uma nova segmentação de público.

“Não acho que vão substituir as cervejas. As especiais continuam sendo únicas, com perfil sensorial, malte, lúpulo”, diz Léo Gil, sócio-fundador da Three Monkeys Beer. “O que o pessoal quer é uma bebida leve, refrescante, que dá para tomar no Carnaval ou depois de uma corrida na praia.”

Com produção de 5 mil litros por mês, a Hintz está disponível nos sabores citrus, frutos silvestres, tropical (abacaxi, coco, maracujá) e fresh (limão, melancia e gengibre). O preço sugerido é de cerca de R$ 10. Gil conta que a ideia é baixar o valor para popularizar a marca.

Outros exemplos de fabricação brasileira em menor escala vêm das marcas Lambe Lambe e Joví.

Perfil de sabor

Mas se muito pode ser dito sobre o potencial mercadológico do segmento, o perfil de sabor é algo menos desenvolvido, pelo menos até então. “É uma bebida leve, em que você não sente o sabor do álcool mas consegue ficar alto mesmo assim”, resume Rodrigo Capote, dono da Kombucharia, em São Paulo.

Responsável pela primeira kombucha alcoólica do Brasil, que dá muito mais trabalho para fazer, também disponibilizou a Hard Seltzer em uma das torneiras do seu bar, com sabor de limão e maracujá. Capote conta que a receita leva dois dias para fazer e tem feito sucesso no verão por conta da sua refrescância.

O processo consiste basicamente em diluir o álcool destilado de cana de açúcar em água, adicionar os sabores desejados e forçar a carbonatação do líquido, para ficar gasoso. Também dá pra fazer uma gambiarra em casa juntando vodka, extratos de fruta, ácido cítrico e água com gás.

A reportagem provou todas as bebidas citadas na matéria e disponíveis no mercado nacional. Não é uma bebida com alma marcante, mas cumpre sua promessa: desliza pela goela sem deixar grande retrogosto. É refrescante e fácil (até demais) de beber em grandes quantidades.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Silvio. disse:

    Modismo.
    Jaja sai fe sena.

  2. José disse:

    "Água com gás alcoólica saborizada", homi isso é a mesma que 51 ICE.

  3. Priziaka disse:

    O que danado é um "trapper"?

    • Orvalho de Cavalo disse:

      Deve ser que recebe um ' strap on'…. Não pesquise…. Teje avisado.

  4. Manoel disse:

    Mais saudável que agua, lúpulo, malte e levedura?
    Danam corante, adoçante e mais uns antes e dizem ser mais saudável. Duvido.
    Fico com uma pale ale mesmo. Obrigado.

  5. Orvalho de Cavalo disse:

    Bebidinha pra
    Progressistxs…. Toma cachaça, carai!!!

Clonagem no WhatsApp cresce no Brasil e especialista ensina como evitar golpe

O aumento do número de clonagem no WhatsApp tem atingido milhares de pessoas em todo o Brasil. E isso acontece de variadas formas, mas o objetivo é um só: roubar dados e usá-los em outros tipos de crimes.

As fraudes provocadas prejudicam não só quem tem seu número clonado como também quem é vítima dos golpistas que usam dados de terceiros. Instituições, empresários e políticos têm sido vítimas desse tipo de crime no Rio Grande do Norte.

Com atuação há mais de dez anos no segmento de tecnologia e vendas, João Carlos de Medeiros alerta para os perigos que este golpe pode acarretar a quem tiver seu número de telefone clonado. “Podem roubar seus dados para usar em outras compras, para dar outros golpes”, disse.

Além disso, ele disponibilizou uma das suas aulas gratuitamente para que mais pessoas protejam os seus celulares e evitem que seus números sejam clonados. A aula “Anti-Fraude do WhastApp”, está disponível no perfil @joaocarlosvendas no Instagram (https://www.instagram.com/p/CCYR89mlOdn/). “A ideia é mostrar a todos os usuários e empresas a se protegerem dessas fraudes”, comentou.

João Carlos Vendas, como é mais conhecido, ensina outros vendedores a conquistarem mais clientes por meio das ferramentas digitais como o Facebook e o WhatsApp por meio de cursos on-line e consultorias presenciais em diversas empresas por todo o Brasil. “Principalmente com o cenário que vivemos por causa do novo coronavírus, o mundo digital tem sido muito procurado e bastante utilizado por pessoas e empresas”, disse.

Entre as dicas, estão a verificação de duas etapas que o próprio WhatsApp disponibiliza e que ele ensina passo a passo como ativá-la imediatamente para ficar mais protegido. “Infelizmente, existem pessoas que usam a tecnologia para prejudicar os outros. A ideia aqui não é causar medo, mas orientar e ensinar como usar as redes sociais da melhor forma e com toda a segurança”, concluiu.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Naldo disse:

    Clonam porquê o povo é burro, e na maioria das vezes tenta levar vantagem em alguma coisa aí se lasca

Taxa de transmissão da Covid-19 cresce no Brasil e país registrará mais mortes, diz Imperial College

Enterro de vítima da Covid-19 no cemitério São João Baptista, no Caju, Zona Portuária do Rio, na última quinta-feira (3) Foto: Hermes de Paula / Agencia O Glob / Agência O Globo

A taxa média de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil foi de 1,14 na última semana, segundo cálculo do Imperial College de Londres. O levantamento da universidade britânica foi divulgado nesta terça-feira (8) e inclui números compilados até ontem. O índice brasileiro cresceu 0,12 em relação à semana passada, quando havia oscilado para baixo, e projeta um aumento expressivo de mortes nos próximos sete dias.

Embora ainda esteja mais baixo do que os números observados há duas semanas, o Rt acima de 1,0 indica que a doença avança sem controle no país. O atual índice, também chamado de R0, indica que cada 100 pessoas contaminadas contagiam outras 112. A taxa de contágio é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no Brasil. Quando fica abaixo de 1, o índice indica tendência de estabilização.

O Imperial College projeta que o Brasil registrará 4.620 mortes pelo novo coronavírus nesta semana, um aumento de 630 óbitos em relação à última semana. Na margem do Rt estimada, as perdas para a Covid-19 podem chegar a 4.970 no pior cenário.

O número supera por larga margem países europeus que enfrentam uma segunda onda, como a França (2.360), o Reino Unido (3.130 vítimas fatais na próxima semana) e fica atrás da Itália (5.380). A taxa de transmissão brasileira também é maior do que a a italiana (1,03), britânica (0,98) e francesa (0,79).

Especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhar o Rt por um período prolongado de tempo para avaliar cenários, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus, que chega a 14 dias. Além disso, por ser uma média nacional, a taxa de contágio não significa que a doença está avançando ou retrocedendo em todas as cidades e estados do país.

De toda maneira, o Brasil vê os casos de Covid-19 e as mortes pela doença crescerem há aproximadamente um mês. Na última segunda-feira, após 58 dias, a média móvel de óbitos pelo novo coronavírus no país voltou a ficar acima de 600, segundo o consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Estado de S. Paulo, UOL e Folha de S. Paulo.

Dentro da margem da universidade britânica, o Rt brasileiro pode variar de 1,09 até 1,24. O Brasil aparece à frente de outros países sul-americanos que também enfrentam momentos delicados com a Covid-19, como a Argentina (0,89) e Colômbia (1,01).

Os maiores índices levantados pelo Imperial College são da Eslovênia (1,39), Letônia (1,38), Coreia do Sul (1,38), Japão (1,37) e Finlândia (1,35). Estes países, no entanto, registram índices muito baixos de mortes, indicando que a capacidade de resposta ao crescimento dos casos tem sido positiva.

O Globo

Cresce 60% o número de cidades com mais eleitores que habitantes, aponta levantamento da Confederação Nacional de Municípios

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de municípios com mais eleitores que habitantes aumentou na comparação com o cenário visto nas eleições de 2018. Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), desta vez são 493, 8,8% das cidades brasileiras. Em 2018, quando 308 cidades do Brasil registraram essa inversão, o aumento foi de 60%.

O estudo foi feito a partir do cruzamento de dados da base de eleitores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a população oficial calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado com o maior número em termos percentuais é Goiás (22,76%), seguido do Rio Grande do Norte (17,9%) e da Paraíba (14,8%).

Proporcionalmente, a cidade que lidera a lista nacional de municípios com mais eleitores do que habitantes é Severiano Melo (RN). Lá, segundo estimativa do IBGE, são 2.088 habitantes, já os dados do TSE apontam 6.482 eleitores aptos a votar, o número é três vezes maior que a quantidade de habitantes.

Em números absolutos, na liderança da lista nacional de municípios com mais eleitores que habitantes está o município pernambucano de Cumaru,no Agreste do estado. Segundo o IBGE, ele possui 10.192 moradores, já o TSE aponta que há na cidade 15. 335 cidadãos aptos a votar este ano.

Justificativa

A diferença, segundo o consultor da área técnica, da CNM, Eduardo Stranz, pode ser justificada por desatualizações nas estimativas de população feitas pelo IBGE, fraudes e , especialmente, por questões afetivas. “Existe uma ligação muito grande das pessoas com as cidades onde elas nasceram, sobretudo nesses municípios pequenos. Elas migram para cidades maiores, regiões metropolitanas ou cidades-pólo em busca de emprego ou estudo, mas não transferem seus títulos eleitorais, isso é muito comum”, avaliou.

Stranz, que há mais de 30 anos trabalha com municípios, lembrou ainda que em cidades menores a disputa política é muito acirrada e as pessoas nascidas nessas localidades têm sempre algum grau de parentesco com os candidatos o que, segundo ele, também contribui para que elas não transfiram seus títulos.

Dados IBGE

Outro ponto que deve ser levado em conta é a defasagem nos dados sobre a população brasileira. “Isso está mais evidente agora, em 2015. Segundo o Plano Nacional de Estatística, o IBGE teria que ter feito uma contagem populacional para ajustar a fórmula que calcula essa estimativa, mas isso não aconteceu sob o argumento de falta de verba”, explicou o especialista.

O Brasil adota uma das seis fórmulas utilizadas no mundo para estimar a população . A equação, que projeta o número de habitantes a partir de dados do Censo Demográfico, tem eficiência por quatro anos, no quinto ano, é preciso recontar a população para ajustar a fórmula. “Como não foi feito isso, as populações estimadas a partir de 2015 têm tendência mais ao erro que acerto. Isso também pode ser importante nessa diferença”, destacou Eduardo Stranz.

Fraudes

Questionado se o número maior de eleitores em relação aos habitantes em determinadas cidades não pode significar fraude, o consultor disse que sim, mas que casos de curral eleitoral são pontuais. “Hoje em dia isso é cada vez menos comum. As pessoas têm muito mais acesso à informação, discussão política. Olhando o perfil dessas cidades, fica mais evidente a ligação das pessoas com sua terra natal.

Revisão

Nos casos em que há muita discrepância entre eleitores e habitantes ou que há um aumento da transferência de domicílios, a Resolução 22.586/2007, do TSE, determina que seja feita uma revisão do eleitorado sempre que for constatado que o número de eleitores é maior que 80% da população, que o número de transferências de domicílio eleitoral for 10% maior que no ano anterior, e que o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à maior de 70 anos no município.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano Brito disse:

    O famoso trabalho de Formiga antecipado, leva os eleitores pra cidades pequenas bem antes das eleições, Me ajuda, se eu ganhar eu te ajudo.

  2. Procópio Netto disse:

    "Para o TSE, o conceito de domicílio eleitoral envolve também o vínculo político, familiar, afetivo, profissional, patrimonial ou comunitário do eleitor com a localidade onde pretende exercer o direito de voto. Na prática, isso quer dizer que quem está morando em outra cidade a estudo ou a trabalho não está obrigado a transferir para aquela cidade seu domicílio eleitoral se o seu vínculo afetivo, familiar, político ou outro é maior com o da sua cidade de origem." (Fonte: Site do TSE)
    Por esse entendimento existem pessoas que possuem domicílio eleitoral em uma cidade e residência em outra, o que pode criar divergências entre o número de habitantes e o número de eleitores.

  3. Ivis Carvalho disse:

    Não constitui fraude. Na grande maioria das cidades pequenas isso ocorre pq os jovens saem em busca a de empregos em centros maiores, mas continuam votando em sua terra Natal. Ninguém(ou quase ninguem), quer votar em outra cidade que não seja a sua!!!!

    Quando ocorre fraude, é um percentual desprezível…

Volume de serviços no Brasil cresce 2,9% de julho para agosto

Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

O volume do setor de serviços no Brasil teve alta de 2,9% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que acumula ganhos de 11,2% no período. Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

As altas vieram depois de quatro taxas negativas, ocorridas entre fevereiro e maio deste ano, principalmente por conta da pandemia de covid-19. Naquele período, houve uma perda acumulada de 19,8%.

Apesar dos ganhos em relação a julho, em agosto foram registradas perdas de 10% na comparação com agosto do ano passado, de 9% no acumulado do ano e de 5,3% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de julho para agosto, houve altas em quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para serviços prestados às famílias (33,3%). Também foram observadas taxas de crescimento nos transportes, serviços auxiliares de transportes e correio (3,9%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1%) e outros serviços (0,8%).

Por outro lado, houve queda de 1,4% nos serviços de informação e comunicação.

A receita nominal teve alta de 3,5% na passagem de julho para agosto deste ano, mas registrou quedas de 10,4% na comparação com agosto do ano passado, de 8,2% no acumulado do ano e de 3,7% no acumulado de 12 meses.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Josias disse:

    Ôôô governo bom!!

Riqueza dos bilionários cresce durante a pandemia e atinge marca recorde de US$ 10,2 trilhões

Os bilionários ficaram ainda mais ricos durante o auge da pandemia de coronavírus e a soma das suas riquezas superou a primeira vez a marca dos US$ 10 trilhões, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pelo banco suíço UBS e pela PwC.

De acordo com o levantamento, a riqueza dos bilionários atingiu em julho o valor recorde de US$ 10,2 trilhões, ante US$ 8 trilhões no início de abril, ultrapassando o pico anterior de US$ 8,9 trilhões, registrado no final de 2017.

O estudo destaca que a riqueza dos bilionários chegou a encolher US$ 564 bilhões nos primeiros meses de 2020, em meio a paralisação generalizada da economia global, mas que rapidamente voltou a superar o patamar de 2019, favorecida pela forte alta nos mercados de ações.

O número de bilionários em todo o mundo também atingiu um novo recorde, passando de 2.158 em 2017 para 2.189 em 2020.

De acordo com o relatório, entre abril e julho deste ano, os bilionários dos setores industrial, de tecnologia e de saúde foram os que tiveram o maior aumento na sua riqueza, com saltos de 44%, 41% e 36%, respectivamente

Bilionários dos EUA concentram mais de um terço da fortuna

A liderança no ranking continua sendo dos Estados Unidos, com os bilionários do país reunindo uma fortuna de US$ 3,6 trilhões. Na sequência, estão China (US$ 1,68 trilhão), Alemanha (US$ 594 bilhões) e Rússia (US$ 467 bilhões).

O Brasil somou uma fortuna de US$ 176,1 bilhões, ante US$ 127,1 bilhões em 2019, alta de 38% na comparação com 2019 (US$ 176,1 bilhões).

A pesquisa abrange 43 mercados e segundo o relatório representa um retrato de cerca de 98% da riqueza total dos bilionários do mundo.

De acordo com o ranking atualizado diariamente pela revista Forbes, Jeff Bezos, dono da Amazon, segue como homem mais rico do mundo com uma fortuna é estimada em U$S 185,6 bilhões. Na sequência, aparecem Bernard Arnault e família (US$ 117 bilhões), Bill Gates (US$ 115,8 bilhões) e Mark Zuckerberg (US$ 96,8 bilhões).

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Elio Cesario disse:

    E eu sem riqueza, tomando Heineken e comendo espetinho de frango (coxa s/coxa, lógico), no espetinho de Douglas em Emaús e, me acabando de rir hahahahaha

  2. Valter disse:

    Guardem todo esse dinheiro numa gaveta do caixão, para ver de vai levar um centavo sequer.
    Parece uma disputa. Quem ganhar vai levar terra na cara.

Arrecadação de ICMS no RN de agosto de 2020 agosto é 2% maior que do mesmo período em 2019

Foto: Ilustrativa

O aumento do volume recolhido do imposto chegou a R$ 504 milhões em agosto, sendo o maior desde o início da pandemia. No entanto, alta não foi suficiente para provocar alta na receita total no mês

A arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) no Rio Grande do Norte apresentou em agosto um crescimento de 2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume recolhido foi de R$ 504 milhões frente aos R$ 495 milhões arrecadados no período no ano passado. A alta indica uma volta gradual das atividades econômicas e melhoria dos indicadores sanitários, resultado das ações traçadas pelo Governo do Estado.

Esse aumento no recolhimento do imposto foi provocado principalmente pelo desempenho do atacado e do varejo, que tiveram crescimentos de 26,1% e 11,7%, respectivamente, no comparativo com agosto de 2019. Em relação à julho deste ano, os maiores crescimentos foram nos setores de energia elétrica, que cresceu no mês 43%, e na indústria, com um aumento de 34%.

Os dados são da 11ª edição do Boletim de Atividade Econômica, produzido mensalmente pela Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN). O informativo com os dados da arrecadação de ICMS foi divulgado nesta segunda-feira (14). A edição completa pode ser conferida no site www.set.rn.gov.br/.

“Iniciamos a retomada das atividades econômicas no momento oportuno, em que os indicadores sanitários estavam melhorando. Com isso, os indicadores econômicos começaram a subir, permitindo uma recuperação mais rápida da economia do quem tínhamos projetado no início do crise”, analisa o secretário Estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier.

De fato. As empresas do Rio Grande do Norte atingiram em agosto um volume médio diário de negociações de R$ 313,1 milhões, com uma emissão diária de 919 mil documentos fiscais por dia. No mês anterior, esse valor foi de R$ 290,4 milhões e a média de emissões de 873 mil emissões de notas fiscais por dia.

Arrecadação total

O boletim traz também informações sobre os demais impostos, que compõem as receitas próprias do estado: o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD).

Mas, o desempenho positivo na arrecadação do ICMS, entretanto, não foi suficiente para incrementar o total de receitas próprias do RN a ponto de superar o volume obtido em agosto de 2019. A arrecadação total ficou 1,3% menor que no ano passado, com um total recolhido de R$ 535 milhões. Mas em relação ao mês anterior houve sim um avanço. Quando comparados os meses de julho e agosto de 2020, o RN registra um incremento de 11,8% na arrecadação total, impactada pelo aumento de 19,8% do ICMS em agosto.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    E tome Eeiciência na gestão, parabéns governadora.

  2. Q. Terenso disse:

    Em plena PANDEMIA .

    Bolsonaro
    2022.

    Não tem pra ninguém.

    A desgovernadora tá bom de começar a pagar ps atrazados.

    Condições pra isso o PR Bolsonaro criou.

    Ôôô véi duro da gota serena.

  3. Severino disse:

    Lembrado que o IPVA foi prorrogado.

  4. Aantnti PT disse:

    O Véio Bolsonaro é duro Kkkk, o Véio Bolsonaro não deixou a economia parar, o Véio arroxado do cunhão rôxo é Bolsonaro.

Vendas de veículos sobem 7% em agosto ante julho, aponta Fenabrave

FOTO: MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/JC

As vendas de veículos, considerando todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) caíram 13,7% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 299.627 unidades emplacadas.

Na comparação com julho, contudo, houve aumento de 7,4%, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

No acumulado de janeiro a agosto, foram 1,8 milhão de veículos emplacados, o que representa uma queda de 31% sobre o mesmo período de 2019.

O segmento de automóveis e comerciais leves teve queda de 24,8% nas vendas em agosto sobre o mesmo mês de 2019, com 173.544 unidades emplacadas. Na comparação com julho, houve aumento de 6,4%.

No acumulado do ano, sobre o mesmo período de 2019, as vendas de automóveis e veículos comerciais leves registraram tombo de 35,8%, com 1,1 milhão de unidades emplacadas.

Valor Investe

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão Mor da Silva disse:

    Mito é Foda, Comprei o meu zero e ainda fiquei com o semi novo. Hô Véio Bom da gota serena

  2. Silvio. disse:

    Da lhe MITO!!!!
    Kkkkkkk

Confiança da construção cresce 6,6 pontos em julho; terceira alta consecutiva do indicador

Foto: © Elza Fiúza/Agência Brasil

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou em julho 6,6 pontos e alcançou 83,7 pontos, em uma escala de zero a 200. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, depois da forte queda registrada em abril devido à pandemia de covid-19.

De acordo com a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, a confiança do empresário brasileiro da construção cresceu impulsionada pela retomada das obras e por expectativas mais otimistas em relação à demanda.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 8,5 pontos, para 91,7. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresário sobre o momento presente, aumentou 4,5 pontos, para 76.

Apesar do crescimento da confiança, o indicador ainda está abaixo do nível de março (90,8 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade subiu 1,9 ponto percentual e chegou a 69,9%.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Silva disse:

    Primeiro turno.

Patrimônio dos super-ricos brasileiros cresce US$ 34 bilhões durante a pandemia, diz Oxfam

O patrimônio dos bilionários brasileiros aumentou US$ 34 bilhões (cerca de R$ 176 bilhões) durante a pandemia de coronavírus, segundo um levantamento da ONG Oxfam divulgado nesta segunda-feira (27).

Segundo o estudo da organização, entre 18 de março e 12 de julho, o patrimônio dos 42 bilionários do Brasil passou de US$ 123,1 bilhões para US$ 157,1 bilhões. Os dados compilados pela Oxfam foram extraídos da lista dos mais ricos da Forbes.

O mesmo cenário se observa quando se analisa o desempenho das fortunas dos 73 bilionários da América Latina e do Caribe. Eles aumentaram as suas fortunas em US$ 48,2 bilhões entre março e julho deste ano. Segundo a Oxfam, esse valor equivale a um terço do total de recursos previstos em pacotes de estímulos econômicos adotados por todos os países da região.

“A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar”, diz a diretora executiva da Oxfam, Katia Maia.

Segundo a ONG, desde o início das medidas de distanciamento social adotadas para evitar a proliferação coronavírus, oito novos bilionários surgiram na região – um a cada duas semanas.

Em paralelo com o aumento da quantidade de bilionários na América Latina e no Caribe, o número de desempregados também cresce. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já apurou que a pandemia de coronavírus deixou 41 milhões de desempregados na região. Já o Banco Mundial estima que 50 milhões de latino-americanos cairão abaixo da linha da pobreza este ano

No documento divulgado nesta segunda, batizado de “Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe”, a Oxfam propõe que os bilionários paguem impostos extraordinários e que o sistema tributário se torne mais progressivo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lair disse:

    O comunismo foi um fracasso comprovado, inclusive foi a causa da morte de milhões. Agora o sistema capitalista tem esse problema da concentração de renda. É preciso que os governos encontrem uma solução parecesse mal.

  2. Fica em casa disse:

    Será que a reforma tributária do imposto Ipiranga Paulo Guedes vai tributar esse pessoal pra ajudar a pagar os 600 dos analfabetos?? Ou será o maldito estado mínimo neo liberal de Chicago que continuará pagando??? Muuuuu

  3. DEL GADO disse:

    e eu crente e abafando que só eu, com meus 600 de auxílio, que o papai bozo me deu, já tinha me dado bem. era muito melhor se ao invés desses 600,00 o governo pagasse 200,00, como queria o vovo paulo fezes. mas esse congresso comunista bateu o pé e aprovou esses 600,00.

    • Lobo disse:

      Com os auxílios dos governadores petistas, onde paga-se milhões de reais adiantados pra não receber os produtos, além de superfaturamento nos serviços de ambulâncias por dispensa de licitação, até eu saia de uber, pra ser bilionário, igualzinho aos filhinhos do luladrão.

  4. Observando. disse:

    Mais a reforma tributária vem aí. Paulo Guedes vai cobrar imposto com força desse povo bilionário. Para a classe media vem ai o fim dos descontos com medicos e educacao, em troca da atualizacao tabela imposto de renda(como se nao fosse para ser reajustada faz tempo).

Confiança da indústria brasileira cresce 12,5 pontos na prévia de julho

Foto: © CNI/José Paulo Lacerda

O Índice de Confiança da Indústria brasileira cresceu 12,5 pontos na prévia de julho deste ano, na comparação com o resultado consolidado de junho. Com isso, o indicador atingiu 90,1 pontos na prévia, em uma escala de zero a 200.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A prévia mostra que o indicador recuperou 74% das perdas observadas em março e abril devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresário da indústria brasileira no futuro, subiu 14,6 pontos e chegou a 90,8 pontos. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, cresceu 10,2 pontos e atingiu 89,4 pontos.

O resultado preliminar mostrou crescimento de 5,8 pontos percentuais do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria no mês, para 72,4%.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Silvio. disse:

    Culpa do paulo Guedes.
    Kkkk
    Chupa petralhas.

    • Marcelo Dantas disse:

      Poxa !!!! Buaaaaaaa..,,,, Essa notícia nao é boa para mim. Quero que Bolsonaro saia para eu voltar a roubar o Brasil!!!!!

Fluxo de passageiros por ônibus cresce em Natal 16,47% em relação início da pandemia, mas muito longe da normalidade

Passada a primeira semana de flexibilização da economia potiguar, o fluxo de passageiros nos ônibus, em Natal, chegou a 99 mil subindo 16,47% em relação à média de fluxo de usuários durante os primeiro 110 dias de pandemia que foi de 85 mil passageiros. O que pode levar a crer que este é fluxo de passageiros circulante com necessidade das atividades essenciais ou não, até aqui. Com ou sem flexibilização do comércio.

“Os números embora tenham subido estão nos mesmos patamares dos primeiros dias de pandemia quando as restrições da circulação de pessoas foram estabelecidas. E longe dos 301 mil passageiros por dia que eram transportados antes do dia 19 de março. Mantida esta tendência todas as empresas passarão por uma reengenharia. Reduzindo 50% de sua frota, 50% de ISS, 50% dos postos de trabalhos e 50% no consumo de insumos”, explica Nilson Queiroga, consultor técnico do Seturn – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por ônibus em Natal.

Para Nilson Queiroga o novo normal para o setor de transporte por ônibus em Natal é catastrófico. “Voltaremos 50% menores do que antes. Tudo terá que ser refeito ou todas as empresas irão a falência. Não há outra saída”, disse Nilson Queiroga, chamando a atenção de cinco comunicados oficiais à Secretária da Mobilidade Urbana de Natal, Elequicina Santos, foram realizadas pelo Seturn. “Não estão levando os alertas a sério. Nenhum dos ofícios, lastreados em bases técnicas, foram respondidos pela gestora incorrendo o risco de a omissão no cumprimento de um dever de ofício configurando a prática de improbidade administrativa por “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, conduta típica estatuída no art. 11,11, da Lei 8.429/92”, ressaltou.

FOTOS: Cresce o número de pacientes que venceram a COVID-19 em Parnamirim

Fotos: Ney Douglas

A Prefeitura de Parnamirim, informou na manhã desta segunda-feira (18), por meio da Secretaria de Saúde (SESAD), a cura de mais oito pacientes infectados pelo novo coronavírus. Até este domingo, dos 289 casos confirmados, 112 já estão fora de risco.

Em meio ao crescente número de casos positivos, há um aumento também do índice de pessoas recuperadas, informou a diretora do Departamento de Vigilância e Saúde do município, Ana Paula Pontes. Segundo ela, os números são atualizados diariamente e a cada dia, cresce a quantidade de pessoas que restabeleceram a saúde.

A coordenadora frisou que muitos desses pacientes não precisaram ser internados e seguiram o regime de isolamento domiciliar. Ainda de acordo com ela, o sucesso no resultado do tratamento tem como razão o acompanhamento que o setor epidemiológico tem realizado.

Ana paula relatou que, tão logo o paciente procure a Unidade de Ponto Atendimento (UPA) ou outra unidade de saúde, o setor de vigilância é imediatamente acionado. A partir daí, o grupo responsável pelo monitoramento fica encarregado de acompanhar a evolução dos sintomas e alertar como devem proceder o paciente, sua família e amigos.

Luciano José de Araújo, de 45 anos, contraiu a doença após ter tido contato com amigos que viajaram para fora do Estado. Segundo ele, os sintomas de febre alta, diarreia, dor de cabeça e no corpo iniciaram no dia 22 de março. Ao procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Boa Esperança, para a realização do exame, Luciano foi orientado a iniciar o isolamento, mesmo antes de receber o resultado, devido às características dos sintomas.

Para Luciano, as orientações repassadas pela equipe epidemiológica com relação aos cuidados que deveria tomar, para sua segurança e dos demais, foi o diferencial para a cura. “Recebi ligação todo santo dia. Eles perguntavam como eu me sentia, chamavam minha atenção para solicitar uma ambulância em caso de evolução, conversaram com o condomínio, sem me expor, a fim de redobrar os cuidados com a limpeza e higienização das áreas, principalmente do elevador, mesmo eu estando impossibilitado de sair de casa. Me ensinaram a cuidar da desinfecção do meu ambiente e do manuseio com a alimentação”, disse.

Além disso, Luciano acredita que o trabalho da secretaria foi determinante para impedir que seu filho, um adolescente de 15 anos, fosse infectado. “Eu me senti assistido e cuidado. A doença em si já nos deixa afastado do mundo. As ligações eram um conforto pra mim. Sem contar que seguir as orientações fez com que meu filho, que mora comigo, saísse disso ileso”, completou.

O grupo epidemiológico é formado por 12 profissionais. Médicos, enfermeiros, biólogos e funcionários da SESAD estão de domingo a domingo acompanhando a vida desses pacientes. “É um trabalho incansável. Mas aí estão os resultados”, finalizou Ana Paula.

Vale ressaltar que somente o diagnóstico médico e o serviço de saúde poderão definir o modelo do tratamento indicado ao paciente, se por meio de isolamento domiciliar ou internação hospitalar.

Número de pessoas curadas da Covid-19 cresce em Parnamirim

Foto: Ascom

Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), no último boletim epidemiológico sobre a situação da Covid-19 em Parnamirim, apontam crescimento no número de curados após contaminação pelo novo Coronavírus.

De acordo com o boletim, divulgado nesta quarta-feira (6), a taxa de pacientes que tiveram a saúde restabelecida chegou aos 38%, ou seja, das 161 pessoas infectadas, no município, 62 se recuperaram, até o momento.

Ainda de acordo com a última atualização, somente nas últimas 24 horas 46 casos foram descartados, totalizando 481. Outros 229 casos estão em investigação e há pelo menos 72 horas não há nenhum registro de novo óbito no município. Quatro foram registrados até o momento.

Sobre os curados, a Sesad explica ainda que o aumento da taxa de cura depende da evolução do quadro de saúde de quem foi infectado. No geral, o tempo de recuperação de um paciente acometido pela Cobid-19 é de 14 dias.

No entanto, de acordo com Ana Paula Pontes, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, esse período pode ser maior, quando levado em consideração aqueles pacientes com comorbidades, ou seja, portadores de outras doenças. “Essas pessoas acabam tendo agravamento dessas enfermidades, prolongando o tratamento”, acrescentou.

Outro levantamento realizado pela Sesad evidencia o perfil dos infectados no município. De acordo com os dados, 53% do total de infectados é de adultos entre 30 e 49 anos, enquanto 17% é de idosos acima de 60 anos.

A Prefeitura segue adotando medidas de enfrentamento ao novo Coronavírus. A mais recente foi a determinação para o uso obrigatório de máscaras pela população. A medida começou a valer na última quinta-feira (30) após decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

“Todas as ações realizadas pela Prefeitura, como decretos, medidas de isolamento social, investigações de casos e principalmente a estruturação da rede básica de saúde, têm sido fatores fundamentais para a eficácia do atendimento, manejo clínico e a conseqüente cura dos pacientes”, destacou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Allan Carlos disse:

    Parabéns ao gestor do município de Parnamirim, pelo excelente combate ao Covid-19!!!
    Vejo pessoas falando muito bem de como a cidade se desenvolveu durante essa gestão..

Consumo de álcool cresce entre mulheres brasileiras, alerta relatório

Não é segredo para ninguém que bebidas alcoólicas fazem mal à saúde. Claro que, em doses moderadas, não há problema em tomar uma taça de vinho ou um copo de cerveja – pelo contrário, estudos indicam que essas bebidas até trazem benefícios quando consumidas na quantidade certa. O risco existe quando um drink inocente vira uma ingestão exagerada de álcool.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) planeja diminuir em 10% o uso nocivo de álcool (quando há consequências sociais ou de saúde tanto a quem bebe quanto a quem está próximo) até 2025. E, nesse ponto, o Brasil não está mal na fita. Segundo a OMS, o país reduziu em 11% o consumo de álcool per capita em seis anos: passou de 8,8 litros em 2010 para 7,8 litros em 2016. Com base em dados do Datasus, o Cisa concluiu que o número de internações por causa de bebidas alcoólicas a cada 100 mil habitantes baixou de 172,9 para 168,2 entre 2010 e 2018. As mortes por álcool também caíram: de 5,8% para 5,4% nesse mesmo período.

Esses e outros dados estão reunidos na edição de 2020 do relatório Álcool e a Saúde dos Brasileiros, publicado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Em evento que aconteceu nesta terça-feira (3) em São Paulo a entidade apresentou dados que animam – mas que também preocupam. Entre eles está o crescimento da ingestão de álcool entre mulheres e jovens.

Apesar de o consumo abusivo de álcool ainda ser mais frequente entre homens, as brasileiras passaram a beber mais nos últimos anos. A pesquisa Vigitel 2018 mostra que, de 2010 a 2018, o índice de mulheres de 18 a 24 anos que bebem além do recomendado cresceu de 14,9% para 18%. Na faixa etária dos 35 aos 44 anos, esse índice passou de 10,9% para 14%.

As internações relacionadas ao consumo exagerado de álcool também chamam atenção: aumentaram 19% entre mulheres de 2010 a 2018, de 85.311 para 101.902. Entre os homens, esse índice teve uma ligeira queda de 1,15%.

A OMS classifica como consumo abusivo – ou beber pesado episódico (BPE) – o consumo de 60 gramas (4 doses) ou mais de álcool puro em ao menos uma ocasião no último mês. A ingestão é considerada moderada entre homens quando ela se limita a quatro doses em um único dia ou 14 doses por semana; entre mulheres, o limite seriam três doses por dia ou sete em uma semana.

O psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, presidente da Cisa, explica que essa diferença se deve ao fato de que o organismo das mulheres é mais vulnerável aos efeitos do álcool. Por ter uma estrutura corporal menor, elas têm uma quantidade menor de água e de enzimas responsáveis por metabolizar a substância. Sendo assim, o álcool tende a ficar mais tempo – e em maior concentração – no corpo delas.

Para além de questões fisiológicas, há outros riscos associados. O relatório da Cisa traz uma pesquisa brasileira publicada em 2019 no Brazilian Journal of Psychiatry segundo a qual quase metade das mulheres que reportaram BPE também relataram ter relações sexuais desprotegidas – e esse hábito aumentou o risco de sexo sem camisinha em 1,5 vezes, de acordo com o estudo. Entre aquelas que tinham filhos ou estavam grávidas e abusavam do álcool, o risco de aborto era duas vezes mais alto.

Chama atenção também o consumo de bebida alcoólica entre mulheres idosas: 11,3% daquelas com idades entre 55 e 65 anos bebem além do recomendado, de acordo com o III Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz.

Sabe-se que a tolerância do corpo ao álcool diminui na terceira idade e pode trazer consequências como déficit cognitivo, maior risco de sofrer quedas e outras lesões, além de interação com medicamentos.

Adolescentes

O relatório da Cisa também destaca o consumo de álcool entre jovens no Brasil e no mundo. Um relatório global de 2015 da OPAS aponta que, entre estudantes com idades de 13 a 17 anos, mais de 20% das meninas e 28% dos meninos relataram já ter ficado bêbados ao menos uma vez na vida. No Brasil, a pesquisa PeNSE 2015, do IBGE, indica que por aqui esse índice vale para 26,9% das garotas e 27,5% dos garotos.

Isso é preocupante porque, nessa etapa da vida, o sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento – esse processo só será concluído por volta dos 20 anos. Estudos também apontam que a ingestão de álcool antes dos 15 anos aumenta em quatro vezes o risco de dependência no futuro.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Emerson Fonseca disse:

    Fato concreto 😂😂😂😂

  2. Antonio Turci disse:

    Se levassem a vida a sério evitariam consumir qualquer tipo de drogas; principalmente de tiverem algum interesse em reproduzir.

  3. JK disse:

    Tem duas "pé de cana" lá em casa

  4. Pedro Melo disse:

    Alerta positivo.