Saúde

China e a origem do coronavírus: morcego e acidente de laboratório são pontos investigados

Foto: Thomas Peter/Reuters

Quase quatro milhões de mortos no mundo em um ano e meio – mais de 500 mil só no Brasil. Nações se fecharam, se abriram, se uniram na busca por protocolos, vacinas, medicamentos, por uma saída. Mas até hoje não se pode afirmar com precisão a origem do novo coronavírus, causador da doença que varre o planeta, a Covid-19.

A possibilidade mais plausível era a de que a evolução natural teria se encarregado de permitir que um vírus que habita morcegos contaminasse humanos. A hipótese de a origem da pandemia ter sido um laboratório alimentou estapafúrdias teorias da conspiração sobre a China ter manipulado, propositalmente, o coronavírus.

Nas últimas semanas, porém, cientistas renomados e figuras que investigam o caminho do vírus até os humanos passaram a aventar um cenário em que um acidente de laboratório seja a origem da pandemia.

Em maio deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu 90 dias para que os serviços de inteligência do país produzam, com “esforço redobrado”, um novo relatório sobre as origens do coronavírus – medida considerada “manipulação política” e “desrespeito à ciência” pela China.

O argumento americano é de que os dados atuais são insuficientes para determinar se o vírus veio da natureza ou escapou, acidentalmente, do Wuhan Institute of Virology (WIV), laboratório que trabalha com engenharia genética de diferentes coronavírus e que fica a poucos quilômetros do mercado ligado ao primeiro surto da Covid, que aconteceu no fim de 2019.

A hipótese dos morcegos

Em uma amostra de 41 dos primeiros casos confirmados, 70% dos infectados eram fregueses e vendedores do Mercado de Frutos do Mar de Huanan, ponto tradicional do comércio de carne de animais selvagens, incluindo bichos vivos. Entre os produtos à venda nas prateleiras, estavam iguarias como língua de crocodilo, escorpiões, raposas, salamandras e filhotes de lobos.

As circunstâncias lembravam as origens de duas outras epidemias: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) de 2002, também registrada inicialmente na China; e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), com o primeiro caso na Arábia Saudita, em 2012. Ambas se originaram de vírus de morcegos que, antes de infectar humanos, passaram uma temporada por outros hospedeiros. Na Sars, civetas, animal selvagem vendido em mercados como o de Wuhan. E na Mers, camelos.

Em 11 de janeiro de 2020, data em que a Covid-19 fez a primeira vítima fatal de que se tem notícia – um frequentador assíduo do mercado –, cientistas chineses revelavam uma importante descoberta: a sequência genética do novo vírus, que ganhou o nome de Sars-CoV-2.

A análise revelou parentesco com um coronavírus de morcego chamado RaTG13, que já tinha amostras armazenadas no WIV, o laboratório de Wuhan. Os dois genomas têm semelhança de 96% – algo aproximadamente equivalente à diferença genética entre humanos e orangotangos.

“Desde então, não se encontrou na natureza nenhum vírus mais parecido”, disse à CNN o geneticista e professor de biologia evolutiva Sergio E. Matioli, do laboratório de Bioinformática do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). Com base no ritmo esperado para as mutações virais, os 96% em comum sugerem que, há pelo menos dez anos, o ancestral do Sars-CoV-2 contaminou um hospedeiro intermediário e então sofreu mutações até infectar o primeiro ser humano, raciocina Matioli. Mas que intermediário seria esse? Até agora ninguém sabe. “É um crime em que não se encontrou o culpado, só se achou o parente.”

A hipótese do acidente

O elo perdido é apontado por alguns como argumento para a investigação da hipótese de o novo coronavírus ter escapado, acidentalmente de um laboratório. Entre os defensores da ideia está o jornalista e escritor especializado em ciência Nicholas Wade, com passagem em veículos de peso, como os periódicos científicos Nature e Science HIV e o jornal The New York Times.

“Cerca de 15 meses depois do início da pandemia do Sars-COV-2, os pesquisadores chineses não conseguiram encontrar a população original de morcegos ou a espécie intermediária para a qual o vírus poderia ter migrado”, afirmou ele em reportagem de repercussão internacional publicada em maio no periódico norte-americano Bulletin of the Atomic Scientist.

Mas o fato em si não prova nada. “A falta de identificação de um hospedeiro não significa que não seja zoonose”, declarou à CNN o infectologista Ricardo Diaz, chefe do laboratório de retrovirologia da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele exemplifica: “Até agora não encontramos na natureza o link para um tipo de HIV do grupo 1, mas, ainda assim, sabemos que o vírus tem origem no gorila”.

A refuta da hipótese

Pouco depois do início do surto na China, duas publicações científicas de prestígio trouxeram textos descartando a possibilidade de o vírus ter surgido no laboratório WIV. “Todos nós condenamos veementemente as teorias da conspiração que sugerem que a Covid-19 não tenha origem natural”, dizia carta publicada em fevereiro de 2020 no periódico britânico “The Lancet”, assinada por 17 cientistas.

Os autores basearam o argumento no primeiro sequenciamento genético do novo coronavírus, sem maiores detalhamentos. Em tempo: segundo Wade, o esboço do comunicado é de autoria de Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, entidade que financiou pesquisas no WIV com subsídios do governo dos EUA – conflito de interesse não mencionado pelo “The Lancet”.

Daszak virou notícia pelo mundo afora também por outro motivo: o email que enviou em abril de 2020 ao conselheiro da Casa Branca para assuntos relacionados à Covid-19, o infectologista Anthony Fauci. Na mensagem, ele elogiava o médico pela “coragem” por ter refutado a hipótese da origem em laboratório.

Com base nessas e em outras mensagens, divulgadas pela mídia no começo deste mês, críticos acusaram Fauci de ter vínculos com figuras por trás da pesquisa do WIV. Fauci negou as acusações, disse ter a “mente aberta” para a possibilidade de o vírus ter escapado de um laboratório, mas afirma acreditar que a origem natural é mais provável.

Em março do ano passado, um mês após a polêmica carta publicada no “The Lancet”, outro grupo de cientistas afirmou na revista “Nature Medicine”: “Não acreditamos que qualquer tipo de cenário laboratorial seja plausível”. Os pesquisadores alegavam que os coronavírus surgem comumente na natureza. Também diziam que não havia sinais de manipulação genética na sequência do SARS-CoV2.

A reportagem de Wade contesta essa ideia, com o pressuposto de que nem todas as técnicas de engenharia genética deixam pistas. O autor também alega que, entre os quatro níveis de segurança possível, o WIV realizou grande parte dos experimentos com coronavírus no nível 2, o segundo menos rigoroso, o que aumentaria o risco de acidentes.

As investigações

Se for o mesmo o caso, por que os chineses teriam transformado o vírus no laboratório de Wuhan? “Não há evidências de que o SARS-CoV2-2 tenha sido produzido como parte de um programa de armas biológicas. Mas é possível que tenha sido gerado como parte de um esforço para produzir uma vacina eficaz contra todos os betacoronavírus”, afirmou Wade em entrevista por e-mail à CNN. “Outra possibilidade é militares chineses terem apoiado ou participado de tal programa para garantir uma vacina para suas tropas. Se for o caso, isso não seria surpreendente nem maléfico.”

Enquanto cientistas estudavam o tema – e UTIs pelo mundo afora lotavam de doentes –, a Organização Mundial da Saúde (OMS) travava uma queda de braço com a China em busca de autorização para enviar uma delegação para investigar a origem da pandemia em Wuhan. Só em janeiro de 2021, o grupo internacional de cientistas ganhou sinal verde para viajar à cidade para, em parceria com pesquisadores chineses, visitar hospitais, mercados e laboratório, sempre sob vigilância cerrada das autoridades locais.

“Como condição para a admissão de sua comissão, a OMS concordou com muitas demandas chinesas, incluindo exigências a respeito dos membros da equipe. Entre os integrantes, estavam pessoas como o Dr. Peter Daszak, que já havia declarado que considerava teoria da conspiração a hipótese de o vírus ter escapado de um laboratório”, diz Wade.

Na bagagem de volta da delegação faltaram conclusões definitivas. “Ainda não descobrimos a origem do vírus. Todas as hipóteses estão sobre a mesa”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ainda assim, das 120 páginas do relatório, só duas foram dedicadas à possibilidade, considerada “extremamente improvável”, de um acidente num laboratório ter iniciado a pandemia.

Embora reconheça que, em casos raros, acidentes podem ocorrer, o documento diz que “não há registros de vírus relacionados ao SARS-CoV-2 em qualquer laboratório antes de dezembro de 2019, ou genomas que em combinação poderiam fornecer um genoma SARS-CoV-2″.

Segundo o relatório, a possibilidade de contágio por meio de um animal que tenha contraído o vírus de um animal de outra espécie é “provável ou muito provável”. A conclusão, porém, foi feita sem a pesquisa de registros de dados originais do laboratório, com acesso vetado pelas autoridades chinesas. A censura do material despertou críticas do próprio diretor-geral da OMS, que defendeu a realização de novos estudos.

Também expressaram insatisfação com a falta de transparência da China os Estados Unidos e outros 13 países, como Coreia do Sul, Austrália e Reino Unido. “Dado o grau da influência chinesa na OMS, as conclusões da equipe provavelmente já estavam esboçadas mesmo antes de pousarem em Pequim”, afirmou Wade.

A insistência

O coro dos descontentes aumentou em maio deste ano, quando um grupo de 18 cientistas de universidades de ponta, como as americanas Harvard, Yale, MIT e Stanford, nos Estados Unidos, publicou uma carta na revista “Science”. “As teorias de liberação acidental de um laboratório e de ‘spillover’ zoonótico permanecem viáveis”, diz o documento.

Uma das organizadoras da carta é Alina Chan, pesquisadora de Harvard e do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Em entrevista à revista online ”Slate”, ela defende uma apuração livre de disputas diplomáticas, sejam elas pró ou contra a China. “Ainda acho que o comércio de vida selvagem é um cenário plausível [para a disseminação do vírus entre humanos], mas é essencial que tenhamos uma investigação real, confiável e sem influência política”, afirmou.

Outro responsável pela iniciativa é o ex-presidente da Sociedade de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, David Relman, professor de microbiologia e imunologia da Escola de Medicina Universidade de Stanford.

“Sabemos que no centro da cidade de Wuhan estão algumas das maiores coleções de coronavírus de morcegos do mundo e também um vigoroso programa de pesquisas envolvendo a criação de coronavírus quiméricos de morcego, realizadas com a integração de sequências genômicas de coronavírus desconhecidos a conhecidos”, afirma ele em entrevista à Universidade de Stanford. “E sabemos que acidentes de laboratórios acontecem, com bem mais freqüência do que muitas vezes admitimos”, continua.

A tese é reforçada pelo fato de três pesquisadores do WIV terem procurado atendimento hospitalar com sintomas semelhantes ao da Covid em novembro de 2019, antes do início do surto em Wuhan, segundo os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Cientistas do laboratório também viajaram 1.500 quilômetros para coletar amostras de vírus como parte do estudo sobre a origem de pneumonia com sintomas semelhantes à Covid-19, que acometeu, em abril de 2012, seis homens encarregados de retirar fezes de morcegos de uma mina – três dos quais morreram.

Entre os nove tipos de coronavírus levados da mina para estudos no WIF estava justamente o RaTG13, aquele parente mais próximo do SARS-COV-2. “A questão é: como o vírus SARS-CoV-2 chegou do sul à região central da China, já que morcegos não voam tão longe?”, indaga Alina Chan.

Mas para o brasileiro Marioli a tese é frágil. “Ainda que o morcego não voe mais que 50 km, é possível que transmita o vírus para outro animal da espécie, que por sua vez voe 50 km, transmita para mais um e assim por diante”, afirma.

Há também argumentos ainda mais técnicos. Wade ressalta que o próprio laboratório chinês informa em documentos que trabalha com os chamados experimentos de “ganho de função”, nos quais vírus são manipulados para que tenham mais capacidade de infectar células humanas, com a justificativa de assim possibilitar estudos para combater epidemias. Na sua visão, um possível indicador de que o SARS-COV-2 seja resultado dessas experiências seria o alto grau de adaptação do vírus à espécie humana – algo esperado de vírus resultantes da engenharia genética.

Wade menciona uma peculiaridade do SARS-COV-2 em relação a outros coronavírus da mesma família: a existência do chamado sítio de clivagem da furina. A estrutura facilita a entrada do vírus nas células e resulta de uma combinação de aminoácidos não encontrada em vírus proximamente aparentados. “Essas características representam um grande desafio à ideia de origem natural para o SARS2”, diz ele, reproduzindo fala de David Baltimore, virologista e ex-presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Mais uma vez, Matioli discorda. “Em primeiro lugar, o fato de algo ser pouco provável não significa que seja impossível. Em segundo, a chance de o sítio da clivagem surgir de forma natural é maior do que o texto de Wade sugere.”

A controvérsia

Naturalmente, nem todos estão convencidos. “A carta da Science sugere falsa equivalência entre o incidente em um laboratório e os cenários de origem natural”, diz o virologista Kristian Andersen, do Instituto de Pesquisa Scripps, um dos autores da carta da Nature que descarta a hipótese do acidente no WIV. “A hipótese de vazamento de laboratório permanece baseada na especulação”, defende.

Será possível um dia saber quem tem razão? Para isso, seria preciso encontrar um vírus geneticamente muito parecido com o Sars-CoV-2. “Quanto mais semelhante às linhagens da pandemia um vírus for, melhor candidato ele será a ter originado a pandemia, seja por meio de um vazamento de laboratório ou de uma origem natural a partir de hospedeiro silvestre, diz Matioli. A tarefa não será fácil. “A natureza politizada da questão tornará muito difícil realizar uma investigação adequada, mas isso não significa que não devemos dar nosso melhor”, afirma Relman.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa governo Chines são uns BANDIDOS, provocaram uma catástrofe mundial em todos os sentidos, principalmente na SAÚDE, economia, familiar e tudo o mais. Não merecem nada. CAFAJESTES.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Após duas semanas de queda, Refinaria Clara Camarão aumenta preços da gasolina e do diesel

Foto: Alfredo Sergio

A Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, reajustou para cima os preços da gasolina A e do diesel A S500 nesta quinta-feira (2), após duas semanas consecutivas de queda.

O litro da gasolina A passou de R$ 3,75 para R$ 3,80, alta de R$ 0,05.

Já o diesel A S500 subiu R$ 0,06 por litro nas duas modalidades de venda. O preço passou de R$ 4,35 para R$ 4,41 na modalidade EXA e de R$ 4,36 para R$ 4,42 na modalidade LCT.

Os valores são praticados na refinaria e não representam o preço final ao consumidor, que ainda inclui custos de distribuição, tributos, logística, mistura obrigatória de combustíveis e margem de revenda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Morre aos 64 anos Hikaru Kurosaki, ator japonês que protagonizou Jaspion, série que fez sucesso no Brasil

Imagem: reprodução

O ator e dublê japonês Hikaru Kurosaki, conhecido no Brasil por interpretar o protagonista da série O Fantástico Jaspion, morreu aos 64 anos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (2) por um amigo nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

A notícia foi anunciada por Masaki Sekiguchi, integrante da Associação de Mergulho da Cidade de Motobu, em Okinawa, onde Kurosaki vivia desde que deixou a carreira na televisão.

Nascido em 31 de janeiro de 1962, Kurosaki iniciou a carreira artística no fim da década de 1970 e participou de produções da Toei Company. O reconhecimento internacional veio em 1985, ao interpretar Jaspion, personagem que se tornou um fenômeno no Brasil. Nos anos 1990, o ator deixou a televisão e passou a trabalhar com mergulho em Okinawa, no Japão.

A série

A série japonesa de tokusatsu (ação com atores reais e efeitos especiais) foi produzida pela Toei e exibida no Japão entre 1985 e 1986. Na trama, o herói Jaspion percorre a galáxia, a bordo do robô gigante Daileon, para impedir a ressurreição do demônio Satan Goss.

Brasil tem 53 pessoas chamadas Jaspion, segundo o IBGE

Brasileiros com o nome Jaspion — Foto: Reprodução

Imagem: reprodução

Ao menos 53 brasileiros receberam o nome do protagonista da série “O Fantástico Jaspion”, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os dados, a idade média dos Jaspions em 2022, ano do último censo demográfico, era de 32 anos. Os dados mostram ainda que o nome era o 64043º mais popular do Brasil na época. Entre 1980 e 1999, 47 pessoas foram nomeadas Jaspion.

Com informações de Metrópoles e g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Clientes da Alares relatam problemas nos serviços de internet há semanas e comemoram chegada da fiscalização do Procon à empresa

Imagens: Via Certa Natal

Moradores de diferentes bairros de Natal enfrentam, há semanas, falhas nos serviços de internet, TV e telefonia fixa da operadora Alares. A instabilidade que se agravou especialmente nos últimos cinco dias tem afetados regiões como Ponta Negra, Pitimbu e Candelária, onde fica a sede da empresa. Também há reclamações na região metropolitana de Natal.

A chegada do Procon à sede da operadora nesta quinta-feira (2) foi comemorada por clientes que aguardavam uma solução para o problema.

Dificuldades no atendimento

Além da falta de sinal, clientes relatam dificuldades para conseguir atendimento pelos canais de suporte, levando muitos a buscar atendimento presencial.

As reclamações também se multiplicaram nas redes sociais e em plataformas como o Reclame Aqui. “Estou há mais de 60 horas sem sinal de TV”, relatou um consumidor. Outro afirmou: “Já tentei todos os canais e não consegui retorno”.

Com informações de Via Certa Natal

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Luto

Morre Neto Araújo, ex-vocalista da Cavaleiros do Forró

Foto: Reprodução

O cantor Neto Araújo, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró, morreu nesta quinta-feira (2), aos 42 anos. A informação foi divulgada pela própria banda, que publicou nota de pesar nas redes sociais. A causa da morte não foi informada. O cantor tinha comemorado aniversário há dois dias atrás, em 30 de junho.

Neto Araújo fez parte da história da Cavaleiros do Forró e integrou uma das fases do grupo. Em nota, a banda destacou a passagem do cantor pela formação. “Neto fez parte da história da Cavaleiros do Forró, onde deixou sua voz, seu talento e sua dedicação, marcando uma importante fase da nossa trajetória”, publicou a banda.

Atualmente, o artista integrava a banda Collo de Menina, ao lado de Roberta Felina e Matheus Leite. O grupo tinha apresentações agendadas para os dias 3 e 4 de julho, em Dom Inocêncio, no Piauí, e Cacimba de Dentro, na Paraíba, respectivamente. Segundo informações da banda, Neto nasceu em 30 de junho de 1984.

Na nota, a Cavaleiros do Forró também prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e fãs do cantor. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de profissão e todos os fãs que tiveram o privilégio de conhecer seu trabalho”, afirmou a banda.

Já a Collo de Menina, ressaltou a presença de Neto no grupo. “A memória que permanece é a de um artista apaixonado pela música, de um companheiro querido e de alguém que deixou sua marca através do talento, do sorriso e da alegria que levava por onde passava. Sua história seguirá viva na Collo de Menina e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”, publicou nas redes sociais.

Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Primeira etapa da pavimentação do bairro São Miguel Arcanjo é entregue em Extremoz e bairro avança rumo a 100% de ruas calçadas

Fotos: Divulgação

Os moradores de nove ruas do Bairro São Miguel Arcanjo viveram uma tarde histórica nesta quarta-feira (1º), com a inauguração da primeira etapa das obras de pavimentação da comunidade. A solenidade marcou a entrega oficial das vias totalmente pavimentadas, com infraestrutura que inclui acessibilidade e calçadas, garantindo mais conforto, mobilidade e segurança para a população.

A obra recebeu um investimento de R$ 2.270.294,23 e contemplou uma área pavimentada de 16.266 metros quadrados. Os recursos foram destinados pelo senador Styvenson Valentim, por meio de parceria com a Prefeitura de Extremoz, tornando possível a execução da primeira fase do projeto, que prevê a pavimentação de 100% do bairro.

Durante a cerimônia, a prefeita Jussara Sales destacou a importância da obra para a qualidade de vida dos moradores e reafirmou o compromisso da gestão com a conclusão de toda a pavimentação do São Miguel Arcanjo.

“Hoje entregamos nove ruas totalmente pavimentadas no bairro São Miguel Arcanjo. Um momento histórico que representa mais qualidade de vida, mobilidade, segurança e dignidade para os moradores. E podem ter certeza: em breve iniciaremos a segunda etapa e, com a graça de Deus, concluiremos 100% da pavimentação do bairro São Miguel Arcanjo. Seguimos trabalhando com responsabilidade, parceria e muito amor por Extremoz. Gratidão a Deus, ao senador Styvenson Valentim e a cada morador que acredita no nosso trabalho”, afirmou a prefeita.

O senador Styvenson Valentim confirmou que a segunda etapa das obras será iniciada em breve e anunciou outra importante conquista para o município: a instalação de uma fábrica de asfalto em Extremoz. Segundo ele, os recursos já foram destinados e estão disponíveis para a Prefeitura, permitindo que o município amplie significativamente as obras de pavimentação em diversas localidades.

A solenidade reuniu o vice-prefeito, Izidoro Filho, secretários municipais, vereadores e vereadoras, lideranças políticas e moradores do Bairro São Miguel Arcanjo, que celebraram mais um importante avanço na infraestrutura urbana de Extremoz.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Pedro Filho lança pré-candidatura a deputado federal com atos em Pau dos Ferros e Mossoró neste sábado

Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho (PL) realiza neste sábado (04) dois grandes atos de lançamento de sua pré-candidatura no interior do Rio Grande do Norte. A agenda começa pela manhã, em Pau dos Ferros, e segue à noite, em Mossoró, reunindo apoiadores, lideranças políticas e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

O primeiro evento acontece às 8h, no Hertz Hotel, localizado na Rua da Independência, 1705, em Pau dos Ferros. Já em Mossoró, o lançamento será realizado às 19h, na Avenida Abel Coelho, N46, no bairro Abolição.

A mobilização marca uma nova etapa da pré-campanha de Pedro Filho, que vem ampliando sua base de apoio em diferentes regiões do Rio Grande do Norte e aparece entre os nomes mais citados nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento.

Vereador em Assú, líder evangélico e defensor de pautas ligadas à família, à liberdade e ao fortalecimento dos municípios, Pedro Filho tem intensificado agendas pelo estado, construindo alianças com lideranças políticas, religiosas, comunitárias e representantes do setor produtivo.

*Lançamento da pré-candidatura de Pedro Filho*
Pau dos Ferros
Horário: 8 horas
Local: Hertz Hotel – Rua da Independência, 1705

Mossoró
Horário: 19 horas
Local: Avenida Abel Coelho, N46, Abolição

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

CNJ impede posse do Juiz Alceu Cicco como desembargador após recurso apresentando pelo Juiz Henrique Baltazar

Com informações do: Blog do Dina

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) suspenda a posse do juiz Alceu José Cicco no cargo de desembargador. A decisão liminar foi proferida nesta quinta-feira (2) pela conselheira Jaceguara Dantas da Silva.

A medida foi adotada após o TJRN rejeitar, por 10 votos a 4, a promoção do juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, o magistrado mais antigo entre os candidatos à vaga, e, na mesma sessão, escolher Alceu José Cicco para o cargo.

Na decisão, a conselheira afirma que a recusa da promoção de Henrique Baltazar foi fundamentada em elementos apresentados durante a própria sessão de julgamento, sem que o magistrado tivesse oportunidade prévia de conhecê-los ou de se manifestar sobre eles.

Segundo o CNJ, a Resolução nº 106 estabelece que, quando o juiz mais antigo é recusado para promoção por merecimento, o tribunal deve interromper a sessão e conceder prazo de 15 dias para apresentação de defesa antes do prosseguimento do procedimento de escolha do próximo candidato. De acordo com a decisão, esse procedimento não foi observado pelo TJRN.

Nos autos, o Tribunal de Justiça sustenta que os procedimentos disciplinares envolvendo Henrique Baltazar decorreram do reiterado descumprimento de decisões da Câmara Criminal relacionadas à manutenção de restrições impostas a presos. O tribunal também afirma que a postergação da análise da promoção ocorreu por decisão administrativa.

Já Henrique Baltazar argumenta que a recusa levou em consideração fatos posteriores à publicação do edital da promoção e um procedimento disciplinar encerrado por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O magistrado também questiona o quórum da votação, alegando que não foi atingida a maioria de dois terços prevista na Constituição.

Sessão anterior

O processo de promoção já havia sido retirado de pauta na sessão de 17 de junho, após a apresentação de um voto que fazia referência a fatos posteriores ao TAC firmado por Henrique Baltazar. Na ocasião, o julgamento foi suspenso. O tema voltou à pauta em 1º de julho, quando o Pleno do TJRN decidiu rejeitar a promoção do magistrado.

Fundamentação da liminar

Ao conceder a liminar, a conselheira destacou que a posse de Alceu José Cicco antes da conclusão da análise do caso poderia produzir efeitos jurídicos caso a decisão final seja favorável ao requerente. Por esse motivo, determinou que a Presidência do TJRN não dê posse ao magistrado até nova decisão ou o julgamento definitivo do processo no CNJ.

A decisão também registra que, durante a sessão do TJRN, foi levantada a necessidade de abertura do prazo para defesa após a recusa da promoção, conforme previsto na regulamentação do CNJ.

Próximos passos

A decisão tem caráter provisório e não analisa o mérito da controvérsia, ou seja, não define se Henrique Baltazar tem ou não direito à vaga de desembargador. O processo ainda será submetido ao plenário do CNJ para referendo da liminar.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte foi intimado e terá prazo de dez dias para apresentar manifestação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Em ano eleitoral, Lula dá menos entrevistas que Bolsonaro deu em 2022

Foto: Ricardo Stuckert

No 1º semestre do ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu menos entrevistas exclusivas que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O petista falou 17 vezes com exclusividade de janeiro a junho de 2026. Já o ex-chefe do Executivo falou 41 vezes aos veículos de comunicação no mesmo período de 2022.

No período analisado, o atual presidente privilegiou a Record com duas entrevistas e variou entre outros veículos, priorizando a TV e o impresso. Bolsonaro, por sua vez, deu preferência ao jornal e à rádio do Grupo Jovem Pan, ao SBT, a canais independentes no YouTube e a rádios regionais.

O levantamento foi feito pelo Poder360, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2022 e de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026, com base nas agendas de compromissos dos ministérios e secretarias, além da divulgação das entrevistas pela mídia. São consideradas exclusivas as vezes em que a autoridade falou só a 1 veículo de comunicação.

Apesar de estar em ano eleitoral, Lula manteve um ritmo de entrevistas semelhante ao registrado em 2025.

O resultado, no entanto, fica abaixo do registrado em 2024, quando o petista intensificou sua presença na imprensa durante as eleições municipais e as discussões sobre a sucessão nas presidências da Câmara e do Senado.

Mirando as eleições, Lula tem apostado em uma agenda intensa com anúncios e entregas de programas sociais –como Minha Casa, Minha Vida, Desenrola e Move Brasil. Até maio, o pacote de bondades do petista chegou a R$ 191 bilhões.

Além da diferença no volume de exclusivas, os presidentes adotaram estratégias distintas de comunicação. No 1º semestre do ano eleitoral, Bolsonaro priorizou entrevistas para emissoras de TV, rádios — sobretudo do Grupo Jovem Pan —, SBT, canais independentes no YouTube e rádios regionais. Lula distribuiu as 17 entrevistas entre mais veículos, com duas para a Record, além de conversas com jornais, sites, podcasts e veículos internacionais.

Das 17 entrevistas concedidas por Lula no 1º semestre de 2026, 6 foram para TV, 5 para veículos impressos, 4 para canais no YouTube, uma para site e uma para podcast. Bolsonaro, no mesmo período de 2022, deu 21 entrevistas para TV, 13 para rádios, 6 para canais no YouTube e uma para sites.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘Cadu tem todas as condições de continuar o trabalho de Fátima’, diz presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que o eleitor potiguar saberá identificar, nas eleições deste ano, quais candidatos representam o projeto político do governo federal e da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, publicada nesta quinta-feira 2, dia em que cumpre agenda no Oeste potiguar para inaugurar o Túnel Major Sales, etapa do Ramal do Apodi da Transposição do Rio São Francisco, Lula defende a pré-candidatura de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado, projeta a consolidação das alianças governistas até agosto e diz confiar que a população reconhecerá os resultados das ações federais no Rio Grande do Norte.

Ao longo da entrevista, o presidente também detalha outros investimentos federais no Estado.
Acompanhe na íntegra:

66577777 794x468
Governadora Fátima Bezerra, presidente Lula e o pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier. – Foto: Reprodução

AGORA RN — Como será sua agenda no Rio Grande do Norte? Que compromissos o senhor cumprirá no Estado?

LULA — Vou inaugurar o Túnel Major Sales, que vai trazer da Paraíba para o Rio Grande do Norte a água da transposição do São Francisco. Tenho muito orgulho dessa obra e fico muito feliz de ver que ela está pronta para garantir dignidade a quem vive na região do Apodi, pois só quem já viveu na própria pele uma seca sabe o que isso significa. Com o túnel, poderemos levar a água e, com ela, a saúde e o desenvolvimento para quem vive e produz no sertão. A inauguração representa também mais um passo muito importante para conclusão do Ramal do Apodi, que conta com investimentos de R$ 1,9 bilhão do Novo PAC. Quando iniciamos nosso mandato, apenas 10% tinham sido feitos. Hoje, a execução das obras está em 94% e, até o final do ano, o ramal estará em pleno funcionamento. E fazemos isso porque temos uma certeza: a de que não podemos culpar a natureza, nem a seca, pelos nossos problemas. Pois o que traz a miséria, o que traz as dificuldades não é a falta de chuvas, mas sim a falta de infraestrutura e a falta de cuidado com as pessoas. Por isso mesmo, fiz questão de dedicar uma parte importante do PAC – o Eixo Água para Todos – para garantir a segurança hídrica. E, com isso, seguir trazendo o mesmo cuidado que trazemos há cerca de 20 anos, quando iniciamos esse grande projeto que é a Transposição do São Francisco.

AGORA RN — Com a finalização do Túnel Major Sales, qual a expectativa agora para a obra remanescente do Sistema Adutor do Seridó? Em que estágio o senhor espera deixar a obra até o fim deste mandato?

LULA — A Adutora do Seridó está sendo construída pela Codevasf, com investimentos de R$ 342 milhões, e estamos trabalhando para inaugurá-la ainda em 2026. O que queremos é garantir que a água chegue a cada vez mais regiões do Rio Grande do Norte, que está recebendo R$ 2,8 bilhões do Novo PAC em infraestrutura de segurança hídrica. Além do Ramal e da Adutora, esses investimentos incluem a Barragem de Oiticica, que foi inaugurada em 19 de março do ano passado, em pleno dia de São José. É o segundo maior reservatório de água do estado e beneficia 22 municípios do Seridó. Além dessas obras, temos a Adutora do Agreste Potiguar, que está em fase inicial de implantação e vai garantir segurança hídrica para a região. E estamos recuperando 10 barragens federais no estado, com destaque para os reservatórios de Angicos e Pau dos Ferros, que receberão água do São Francisco pelo Ramal do Apodi.

AGORA RN — Presidente, dois setores importantes da economia potiguar — as indústrias de pescado e de sal marinho — estão entre os mais afetados pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. Que mensagem o senhor tem para os empresários e trabalhadores desses segmentos, que temem por redução das atividades e desemprego? O governo está engajado na abertura de novos mercados para o pescado e o sal potiguares?

LULA — Não estamos deixando ninguém para trás e trabalhamos duro para resolver os problemas causados por essa taxação que não tem nenhuma lógica. Não podemos esquecer, aliás, que essa situação foi motivada por falsos patriotas que colocam seus interesses acima de todos e que não se importam em prejudicar quem vive do trabalho e exporta seus produtos para os mercados americanos. No caso das exportações de pescados, temos atuado fortemente para abrir novos mercados e ficarmos cada vez mais seguros frente aos humores de um país em específico. Desde 2023, já foram 19 novos mercados abertos e, mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras de pescado cresceram no ano passado, chegando a US$ 472 milhões. Estamos agora em outra frente de negociação importante, com a União Europeia. Recebemos em junho uma missão com representantes do bloco e a abertura desse novo mercado poderá aumentar ainda mais as nossas exportações. Por fim, desde o início do tarifaço, lançamos o Plano Brasil Soberano, para garantir melhores condições de crédito para empresas prejudicadas pela queda nas exportações. Só para o Rio Grande do Norte, em 2025, foram aprovados R$ 86 milhões de reais para operações no estado, envolvendo empresas de micro, pequeno ou médio portes.

AGORA RN — Setores da oposição afirmam que o Governo Federal estaria impondo obstáculos à liberação de recursos para obras importantes em Natal, como retaliação pelo fato de o prefeito Paulinho Freire ser adversário político do PT. Frequentemente, são citadas burocracias relacionadas às obras do Hospital Municipal e da requalificação da orla da Zona Leste da capital potiguar (Praia do Meio, Praia dos Artistas e Praia do Forte). Como o senhor reage a essas críticas?

LULA — Fazemos uma gestão republicana e, em momento algum, deixamos de fazer convênios ou repassar recursos a estados e municípios por questões de coloração política. O PAC atende a 99% dos municípios do Brasil. E sempre avaliamos projetos de convênios e parcerias quando eles são consistentes do ponto de vista técnico. A verdade é que os municípios – inclusive Natal – nunca receberam tanta atenção do Governo Federal como estão recebendo agora. Como exemplo, entregaremos em breve o primeiro módulo do sistema de esgotamento sanitário da capital, um projeto de quase meio bilhão de reais que havia sido iniciado no governo Dilma, ficou parado por anos e retomamos em nosso mandato. Só do Novo PAC, os investimentos totais no município para saneamento, obras de mobilidade urbana, contenção de encostas e urbanização de favelas são de R$ 658 milhões. Na capital, o Minha Casa, Minha Vida já contratou a construção de casas e apartamentos para 4,6 mil famílias, com investimos de R$ 680 milhões. Na saúde, voltamos a valorizar o SUS, aumentando em 77% o orçamento para todo o Brasil desde 2023. O Hospital Municipal de Natal recebeu mais de R$ 3,3 milhões em recursos federais em 2025, reforçando nosso compromisso. E, com o Programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde criou uma nova Tabela SUS que paga até três vezes mais. São recursos que beneficiam toda a rede hospitalar, seja municipal ou estadual. Com isso, batemos recordes de cirurgias eletivas. No Rio Grande do Norte foram mais de 260 mil, 26% mais que o total realizado em 2022. Esses dados mostram como, nesse governo, os recursos federais chegam a quem realmente precisa: a população que vive em nossas cidades.

AGORA RN — Agora, eleições. Pré-candidatos de outras legendas não aliadas ao PT no Estado tentam associar a imagem à do senhor. O senhor teme que isso pode confundir o eleitor sobre que pré-candidatos efetivamente estão ligados ao projeto do PT? E, nesse sentido, o senhor pretende ter atuação na campanha do RN deixando claro quais são os candidatos do “Time de Lula”?

LULA — Temos uma chapa muita boa para o Rio Grande do Norte, encabeçada pelo Cadu Xavier, que concorre ao governo pelo PT com todas as condições de dar continuidade ao trabalho que vem sendo conduzido pela companheira Fátima Bezerra, e temos também ótimos candidatos ao Senado. Até agosto, poderemos fechar todas as alianças, mas tenho certeza de que construiremos um grande time para disputar a bancada estadual e a federal mesmo que, muitas vezes, a dinâmica da política local não seja igual à da disputa nacional. Mas fico bastante tranquilo com isso, porque sei que o eleitor saberá reconhecer quem está do lado de um projeto que realmente melhora a vida da população brasileira. Inclusive os potiguares, que viram tantos avanços acontecerem em seu estado desde 2023. Estou falando dos R$ 31,6 bilhões do PAC destinados ao Rio Grande do Norte até o fim deste ano. Dos 84,5 mil estudantes beneficiados pelo Pé-de-Meia e das 49 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida contratadas para as famílias potiguares. Tudo isso é símbolo de um projeto democrático, que traz oportunidades para a população, gera recordes de emprego e resolve antigos problemas, nos colocando cada vez mais longe do Mapa do Fome. É isso que está em jogo – e é isso que o eleitorado saberá escolher.

Agora RN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Firma sancionada nos EUA recebeu R$ 514 milhões da rede de lavagem do Careca do INSS

Foto: Vinicius Schimidt

Uma das empresas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nessa quarta-feira (1º/7), por suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu R$ 514 milhões de uma firma suspeita de integrar a rede de lavagem de dinheiro usada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A empresa em questão é a Victory Trading Intermediação de Negócios, pertencente a Victor Henrique de Oliveira Shimada.

Em apenas um ano, entre setembro de 2023 e setembro de 2024, ela recebeu R$ 514,5 milhões da Wave Intermediações, considerada um dos principais CNPJs da chamada de rede Arpar.

A rede Arpar é um grupo de mais de 40 empresas relacionadas entre si, com indícios de serem de fachada, usadas para lavagem de dinheiro, segundo a CPMI do INSS. O nome vem de uma das firmas do grupo, pertencente a um associado do Careca do INSS.

No relatório final da CPMI, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), a rede Arpar é descrita como uma “estrutura de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 39 bilhões e é responsável pelo branqueamento dos recursos desviados no esquema do INSS”.

A Wave Intermediações, que repassou os R$ 514 milhões para a Victory, não parece ter relação com a outra empresa sancionada pelos EUA nesta quarta-feira: a Wave Construções Inteligentes.

Além da Victory e da Wave Construções, os EUA sancionaram Victor Shimada e uma outra empresa dele, a Pixwave Soluções de Pagamentos. Também foram punidas uma secretária de Victor, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, e uma empresa de Portugal chamada Avenidas Flutuantes Unipessoal.

É a primeira vez que os EUA fizeram uma sanção por elo com o PCC depois de o país enquadrar a facção como grupo terrorista.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *