Estudo propõe nova teoria para origem da água na Terra

Foto: Caspar Benson/Getty Images

A Terra é o único planeta conhecido que possui água líquida em sua superfície. Não só isso: ela cobre 70% de todo o globo. Sem ela, a vida não existiria. Mas mesmo havendo importância vital para os organismos, a origem da água em nosso mundo ainda não é totalmente compreendida entre a comunidade científica. Um novo estudo, porém, reacendeu o debate ao propor que a água já estava por aqui bem antes do que se imaginava. Leia matéria completa da Super Interessante aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eduardo disse:

    E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

    Gênesis 1:2

  2. Rivanilton disse:

    Quando Deus criou o planeta, em um dia Ele fez céu, o mar e a terra. Esse pessial podia estudar outra coisa.

A origem do Papai Noel e suas lendas

Foto: (Suryara/Superinteressante)

O Papai Noel é um pastiche de tradições de diferentes épocas e origens.

Tudo começa na determinação da data no Natal. 25 de dezembro foi escolhido pelo Império Romano séculos após a morte de Jesus por corresponder à data do solstício de inverno no hemisfério norte. Neste dia, já havia uma festa em homenagem ao Deus zoroastra Mitra, representante do Sol.

Comemora-se a noite mais longa do ano pois, dali em diante, a estrela passará cada vez mais tempo no céu.Esse ponto de inflexão representa esperança para povos que não tinham acesso a aquecedores ou comida enlatada no inverno.

Papai Noel, por sua vez, era Nicolau, bispo de Mira, cidade turca. Viveu no século 3. Um dos milagres atribuídos a ele foi o de trazer de volta à vida crianças que haviam sido mortas por um açougueiro para virar presunto durante uma crise de fome. Parece um medo bobo, mas era um risco real na época.

Outra lenda é que São Nicolau retirou a carga de cereais de um navio para alimentar o povo da cidade – depois, fez com que novos cereais aparecessem no porão da embarcação, evitando que os marujos fossem punidos por doar a carga.

Isso o tornou adorado pelos marinheiros. Principalmente os da cidade costeira de Amsterdã, na Holanda. Onde ele se chamava Sinter Nikolass. Que depois foi abreviado para Sinterklass. Que em Nova York (cidade fundada pelos holandeses como Nova Amsterdã) se tornaria Santa Claus.

A versão atual do Papai Noel, de bochechas vermelhas, jeitão de elfo, trenó e entradas furtivas pela chaminé, está em um poema escrito pelo professor de teologia americano Clement Clark Moore para os filhos em 1822. Ele tinha vergonha da composição, mas ela viralizou nos jornais da época.

Nessa altura, mitos como os elfos ajudantes (que vêm de tradições nórdicas pagãs) já haviam sido incorporados ao Papai Noel em si. Bem como as renas, que foram popularizadas graças a um desfile da loja de departamentos Macy’s. A ideia foi de um empresário que queria vender carne de rena e precisava popularizar o animal no imaginário americano.

Outra adição recente ao mito é Rodolfo, a rena do nariz vermelho. Ele era personagem de um poema de Natal distribuído pela loja Montgomery Ward em Chicago na década de 1930. Ele era uma espécie de patinho feio, com uma característica diferente das demais renas. Hoje, Rodolfo lidera o comboio. Vá ao shopping mais próximo e verifique: o primeiro animal da fila sempre tem o nasal sensual aceso.

Super Interessante

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio disse:

    Papai Noel este ano, chegou adiantado, mas veio de vermelho, do uniforme do Liverpool. Papai Firmino, obrigado por aquele gol histórico!

Procedimento do MPF dá origem a livro sobre edificações da 2ª Guerra em Natal

Foto: Divulgação/MPF-RN

Em 14 de março deste ano, quando o pesquisador Rostand Medeiros entrou no prédio do Ministério Público Federal (MPF) em Natal para participar de uma audiência extrajudicial, não imaginava que retornaria ao mesmo local, no fim de novembro, para apresentar o livro cuja publicação é fruto da parceria iniciada exatamente nessa reunião oito meses antes. O tema, da audiência, era a adoção de medidas para resgate, preservação e valorização do patrimônio histórico do Rio Grande do Norte relativo à 2ª Guerra Mundial. Já o livro – que se chama “Lugares de Memória” – reflete exatamente uma das iniciativas pretendidas pelo MPF.

Em suas 170 páginas, a obra traz informações, curiosidades e imagens de edificações e estruturas existentes na capital potiguar durante o conflito mundial, encerrado em 1945. Nesta sexta-feira, 29, Rostand Medeiros fez questão de agradecer o apoio e o incentivo do MPF e entregou exemplares do livro diretamente aos procuradores da República Victor Mariz, que convocou a audiência de março, e Cibele Benevides, que chefia a Procuradoria da República no Rio Grande do Norte.

O procedimento do MPF que estimulou o escritor a transformar em livro a pesquisa iniciada quatro anos antes (quando elaborou, a pedido do Ministério Público Estadual, um relatório preliminar sobre os locais utilizados pelas forças militares norte-americanas em Natal e Parnamirim durante a 2ª Guerra) prossegue tramitando na Procuradoria da República e vem acompanhando a situação desse patrimônio, de grande potencial histórico, turístico e cultural.

Nos agradecimentos incluídos no livro, além do procurador da República e do próprio Ministério Público Federal, Rostand Medeiros também registra o apoio do analista de Direito Leonardo Batista e da estagiária Bárbara Suellen Fonseca, “pela ajuda sempre presente”. Sobre Victor Mariz, o autor enaltece a “confiança, atenção, corretos apontamentos e ajuda proporcionada durante o processo de pesquisa e elaboração final do material”.

Obra – Lugares de Memória traz como subtítulo “Edificações e estruturas históricas utilizadas em Natal durante a Segunda Guerra Mundial” e apresenta informações e imagens (atuais e antigas) de 27 locais de Natal que possuem ligação com a participação do Brasil no conflito, incluindo quartéis, hospitais, sedes de companhias aéreas, bares, cabarés, hotéis, clubes militares, residências de oficiais e do cônsul norte-americano, entre tantos outros pontos que ainda mantêm as características de sete décadas atrás, ou cujos prédios originais deram lugar a novas edificações.

Publicado pelo Caravela Selo Cultural, o livro contou em sua fase de pesquisa com o apoio do presidente da Fundação Rampa, Leonardo Dantas, e do diretor do Sebrae, João Hélio Cavalcanti, além de vários outros escritores e amigos do autor. O prefácio é do jornalista e escritor Carlos Peixoto e o texto abre com a palestra do ex-governador Juvenal Lamartine, proferida em 1939 – sete meses antes da deflagração da guerra – e que já previa não só o conflito, como o envolvimento da capital potiguar. Já os 27 locais foram divididos em cinco partes, conforme os bairros: Santos Reis, Rocas, Ribeira, Petrópolis e Tirol.

Autor – Rostand Medeiros é escritor, pesquisador e membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, além de técnico e guia de turismo credenciado pela Embratur. Autor do livro “João Rufino: um visionário de fé” e das biografias “Fernando Leitão de Moraes: das serras canaviais uma cidade do sol” e “Eu não sou herói: a história de Emil Petr”; é ainda coautor de “Os cavaleiros do céu: a saga do voo Ferrarin e Del Petre”; e produziu o documentário “Chapéu Estrelado”, sobre a trajetória do bando de Lampião em terras potiguares, no ataque a Mossoró em 1927.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fred disse:

    Parabéns, Galega

Ibama identifica 99 locais do Nordeste com mancha de óleo e diz que origem da substância é a mesma, mas ainda não esclarecida

Foto: Instituto Verdeluz/Divulgação

As manchas negras que têm aparecido em praias do Nordeste desde o início de setembro já atingiram 99 locais em 46 municípios de 8 estados, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Uma investigação do órgão aponta que o óleo que está poluindo as praias têm a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde ele viria. Segundo a Petrobras, trata-se de óleo cru, que não é produzido no Brasil.

O G1 questionou o Ibama sobre quais seriam as 99 localidades e as 46 praias, e aguarda retorno.

O óleo já atingiu ao menos oito tartarugas e uma ave bobo-pequeno ou furabucho (Puffinus puffinus), conhecida pela longa migração. Segundo o Ibama, uma das tartarugas foi devolvida ao mar e outra foi encaminhada a um centro de reabilitação. Os outros sete animais morreram.

Nas redes sociais é possível ver moradores compartilhando vídeos e fotos dos bichos cobertos por óleo negro. A recomendação do Ibama é que, nestes casos, a população acione os órgãos ambientais competentes para que os animais sejam avaliados antes de devolvidos ao mar.

Até o momento, não há sinais de que peixes e crustáceos estejam contaminados, de acordo com o Ibama, mas o instituto recomenda que banhistas e pescadores não tenham contato com o óleo.

O Ibama pediu apoio à Petrobras para fazer a limpeza das praias e a empresa afirmou que vai disponibilizar 100 pessoas para o trabalho. O G1 perguntou ao Ibama quando a limpeza deverá começar, e aguarda retorno do órgão.

Veja o que foi visto em cada estado aqui em reportagem do G1.

Diamantes encontrados no Brasil revelarão informações sobre origem da Terra

(FOTO: GRAHAM PEARSON/DIVULGAÇÃO)

Pesquisadores encontraram uma amostra inédita de diamantes “super-profundos” de centenas de quilômetros abaixo da superfície da Terra. Localizados em terras brasileiras, os diamantes forneceram novas pistas sobre a composição material de nosso planeta.

Essas pedras preciosas provavelmente vieram de uma profundidade de 410 a 660 quilômetros (conhecida como “zona de transição”), de acordo com a pesquisadora Suzette Timmerman, que também conta que eles analisaram, pela primeira vez, os isótopos de hélio contidos em bolhas microscópicas no interior dos diamantes super-profundos.

Publicado na revista Science, o estudo afirma que os gases encontrados em observações microscópicas de inclusões de diamantes vêm de um reservatório subterrâneo estável, pelo menos tão antigo quanto a Lua.

Timmerman e o co-autor do estudo Lynton Jaques dizem que os diamantes oferecem um vislumbre único do interior da Terra. “Há apenas alguns lugares no mundo onde esses diamantes super-profundos são encontrados, mas eles fornecem muitas informações sobre as partes mais profundas do manto da Terra que nós nunca veríamos”, diz Jaques em um comunicado.

O cientista explica que os diamantes formam cápsulas perfeitas para reter a química exata e a composição isotópica do material da parte da Terra onde se formaram. “Esses diamantes, em particular, são algumas das nossas amostras diretas mais profundas da Terra. Eles nos permitem ver algum material original da formação da Terra, que parece não ter mudado muito nos últimos 4 bilhões de anos.”

Galileu

 

Cocaína vendida no Brasil é 'batizada' até com vermífugo

A Polícia Federal desvendou o “DNA” das drogas que entram no Brasil. Após sete anos entre microscópios e reagentes químicos, peritos identificaram a origem da cocaína e do crack, o grau de pureza das drogas e o que os traficantes misturam a elas.

Quando um usuário consome cocaína pode estar ingerindo, por exemplo, antitérmicos, cafeína, anestésicos e até vermífugos. Tudo isso misturado à droga aumenta ainda mais os riscos à saúde dos usuários.

Batizado de Pequi (Perfil Químico), o projeto que identificou como as drogas são “batizadas” começou a ser desenhado em 2005, mas foi a partir de 2009 que os policiais padronizaram o envio de amostras para Brasília sempre que as apreensões ultrapassavam cinco quilos. A fenacetina, um antitérmico e analgésico de venda proibida no país, aparece em 35% das amostras de cocaína.

Os peritos também localizaram em 11% dos casos o levamisol, um vermífugo que costuma ser utilizado em criações de gado, suínos e ovinos. Depois aparecem cafeína (8%) -especialmente em São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Amazonas -e produtos com efeitos anestésicos como benzocaina e lidocaína, essa última encontrada de forma mais significativa (15% das amostras) em São Paulo.

A PF analisou as misturas tanto na pasta-base -etapa inicial do processo de transformação da cocaína- quanto na cocaína refinada e no crack. Nas últimas semanas, os peritos iniciaram a análise das amostras de maconha, ecstasy e outras drogas. Em alguns casos, a mesma amostra de cocaína contém mais de um adulterante. Esse produtos são utilizados para diminuir o percentual de droga pura em cada quantidade vendida ao consumidor final e aumentar o lucro dos traficantes.

Para o psiquiatra Dartiu Xavier, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, apesar de ainda faltarem estudos sabre os riscos à saúde dos adulterantes, a constatação da PF é preocupante. “A cocaína apresenta, por exemplo, riscos cardíacos, o que pode ser aumentado quando se mistura outros estimulantes, como a cafeína.”

Segundo o perito Adriano Maldaner, responsável pelo projeto da PF, saber o que há nas drogas pode ajudar no tratamento de saúde.

Fonte: Folha de São Paulo