Saúde

Origem da covid-19: pesquisador defende estudo de cavernas de morcego

FOTO: REUTERS/Thomas Peter/Direitos Reservados

Peter Daszak, membro da equipe liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca pistas da origem da covid-19 na cidade chinesa central de Wuhan, disse que é preciso tentar rastrear os elementos genéticos do vírus em cavernas de morcegos.

Zoólogo e especialista em doenças animais, Daszak disse que a equipe em Wuhan vem recebendo informações de como o vírus, identificado primeiramente na cidade no final de 2019, levou a uma pandemia. Ele não entrou em detalhes, mas disse que não há indícios de que ele surgiu em um laboratório.

A origem do coronavírus se politizou muito depois das acusações, sobretudo dos Estados Unidos, de que a China não foi transparente na maneira como lidou com o surto no princípio. Pequim ventilou a hipótese de que o vírus surgiu em outro local.

Daszak se envolveu na pesquisa da origem da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2002-2003, rastreando-a em morcegos que viviam em uma caverna de Yunnan, uma província do sudoeste chinês.

“É preciso fazer uma pesquisa semelhante se formos encontrar a verdadeira origem [da Covid-19] na vida selvagem”, opinou Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, sediada em Nova York.

“Este tipo de trabalho para encontrar a fonte provável em um morcego é importante porque, se você conseguir encontrar as fontes destes vírus letais, pode diminuir os contatos com estes animais”, explicou ele à Reuters em uma entrevista.

Não está claro se atualmente a China está estudando suas muitas cavernas de morcegos, mas vírus semelhantes ao SARS-CoV-2 já foram encontrados em Yunnan.

“Estou vendo um quadro surgindo de algumas das possibilidades que parece mais plausível do que antes”, disse Daszak.

Uma possibilidade sendo analisada mais atentamente pela equipe é a de que o vírus podia estar circulando muito antes de ser identificado em Wuhan.

“Isto é algo que nosso grupo está analisando muito intensamente para ver qual nível de transmissão comunitária podia estar acontecendo antes”, disse Daszak.

“O verdadeiro trabalho que estamos fazendo aqui é rastrear desde os primeiros casos até um reservatório animal, e esta é uma rota muito mais tortuosa, e pode ter acontecido ao longo de vários meses, ou mesmo anos.”

Os investigadores estão visitando hospitais, instalações de pesquisa e o mercado de frutos do mar onde o primeiro surto foi identificado, mas seus contatos em Wuhan são limitados a visitas organizadas por seus anfitriões chineses.

Agência Brasil

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Saúde

ATENÇÃO: Barro Vermelho recebe ação de bloqueio vacinal antirrábico após identificação de morcego positivado para o vírus na região

Foto: Reprodução/Instagram

A Secretaria Municipal de Saúde Natal (SMS-Natal) informa que agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses realizam um bloqueio vacinal com imunização antirrábica desta terça-feira, 28 de julho, a 3 de agosto no bairro Barro Vermelho, zona leste de Natal. A medida protetiva dá-se em virtude da identificação de um morcego positivado para o vírus rábico na região.

Os profissionais da saúde se apresentam com farda, munidos dos EPIs necessários (máscaras, luvas, álcool e aventais) para evitar a propagação de outras doenças e vacinam os animais em domicílio, além de realizar trabalho educativo com moradores das residências.

O cronograma de visita estabelece roteiro pelos imóveis das ruas Olinto Meira, Rua Coronel José Bernardo, Rua Segundo Wanderley, Rua Coronel Glicério Cícero, Rua Doutor Pinto de Alencar, Rua Meira e Sá, Rua Coronel João Gomes, Rua Ana Medeiros, Rua Afrânio Peixoto, Rua Serquiz Farkatt, Rua Alonso de Almeida, Rua Manoel Garcia, Rua Mermoz, Rua Professor Clementino Câmara, Rua Letícia Cerqueira e Avenida Governador Juvenal Lamartine.

A SMS Natal informa também que segue em andamento na capital a Campanha de Vacinação Antirrábica animal para cães e gatos com idade a partir dos três meses. A ação do CCZ Natal conta com postos fixos em todos os distritos sanitários da cidade, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e 13h às 16h, além de agendamento de vacinação em domicílio para condomínios e para tutores que tenham a partir de cinco animais em suas residências.

Para eventuais esclarecimentos, entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses através dos números: 3232-8235 e 3232-8237.

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Saúde

VÍDEO: Sopa de morcego pode ter relação com surto de coronavírus na China, alerta estudo

Foto: Reprodução/Twitter

Um estudo conduzido por cientistas chineses e publicado no Jornal de Virologia Médica levanta suspeita de que o surto de coronavírus no país asiático possa ter relação com uma iguaria local: a sopa de morcego.

“Os resultados obtidos em nossas análises sugerem que o 2019‐nCoV [nome oficial do novo vírus] parece ser um vírus recombinante entre o coronavírus de morcego e um coronavírus de origem desconhecida”, afirmam os autores.

O novo coronavírus já infectou cerca de 600 pessoas desde o fim de dezembro, sendo que 17 delas morreram. Os principais sintomas são febre e problemas respiratórios, incluindo pneumonia.

Imediatamente, pessoas se manifestaram nas redes sociais afirmando que em Wuhan, cidade onde o surto iniciou, a sopa de morcegos silvestres é um prato comum.

Sabe-se que os coronavírus são transmitidos de animais para humanos e, posteriormente, a transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa.

O local onde os primeiros casos foram relatados foi um mercado de frutos do mar e de animais vivos em Wuhan.

Imediatamente, o espaço foi interditado e desinfetado por autoridades sanitárias, o que não impediu que o número de pessoas infectadas continuasse a aumentar.

Um estudo anterior, de 2017, publicado no China Science Bulletin, ressaltava que “os morcegos estão conectados ao crescente número de vírus emergentes e re-emergentes que podem quebrar a barreira das espécies e se espalhar para a população humana”.

“Os coronavírus são um dos vírus mais comuns descobertos em morcegos, que foram considerados a fonte natural de coronavírus recentes suscetíveis a humanos, como SARS-CoV e MERS-CoV.”

A SARS (síndrome respiratória aguda grave), surgida na China em 2002, e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), com origem na Arábia Saudita, em 2012, tiveram surtos parecidos com o atual.

A primeira registrou cerca de 8.000 infectados, com algo em torno de 800 mortes. A segunda teve 2.200 casos e 790 óbitos.

R7

Opinião dos leitores

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Saúde

Sesap chama atenção para aumento de casos de raiva em morcego; alerta para Natal e interior

Os casos positivos de raiva em morcegos continuam aumentando acima da média dos últimos cinco anos no Rio Grande do Norte. Este ano, já foram diagnosticados laboratorialmente 40 animais raivosos em 21 municípios do estado, destes 33 eram morcegos. O alerta é do Programa Estadual de Controle da Raiva da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) que está orientando os municípios a fazerem o monitoramento dos casos e convida a população para ficar mais atenta às formas de prevenção da doença.

De acordo com o mapa de prevalência da raiva, com dados de janeiro até novembro de 2018, o município de Natal com 9 casos registrou o maior número de casos de raiva em morcego; o segundo foi Serra Caiada com 5, seguido de Caicó com 3 em morcego e 2 em raposa.

A preocupação da Sesap deve-se ao fato de muitas pessoas não saberem que o morcego é transmissor da raiva e para fazer a prevenção é preciso estar atento a alguns cuidados como a vacinação antirrábica de gatos e cachorros em dia, e o comportamento dos animais.

Segundo explica Julyana Diniz, da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (Suvam), os morcegos têm hábitos noturnos, mas quando doentes costumam voar durante o dia e em locais incomuns. Caso se encontre um morcego voando durante o dia ou caído no chão, não se deve tocar ou chegar perto do animal, bem, como as unidades de saúde devem ser imediatamente notificadas.

Para casos de mordedura e/ou arranhadura com animal que pode transmitir raiva, o Programa Estadual de Controle da Raiva orienta que lave a lesão com água corrente e sabão e procure assistência médica imediatamente. Cães ou gatos que forem encontrados com morcegos devem ficar em isolamento por 180 dias e devem receber duas ou três doses de vacina antirrábica dependendo do estado imunológico do animal.

A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso, sendo fatal em 99,9% dos casos. Ela é causada por um vírus que ataca somente os animais de sangue quente e que possuem pelos (mamíferos). Pode ser transmitida principalmente através de mordidas e arranhaduras. A vacinação anual contra raiva em cães, gatos, bovinos, equinos, suínos, caprinos, ovinos e asininos é uma das principais medidas para prevenção.

 

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