Saúde

Coronavírus: 10% dos mortos no Brasil têm menos de 60 anos

Agente funerário carrega caixão de pessoa morta pelo Covid-19 Foto: SUSANA VERA/Reuters

O Brasil ainda não possui um estudo epidemiológico detalhado para ilustrar o perfil da Covid-19, mas dados preliminares indicam que a porcentagem de jovens e adultos mortos no país é maior do que na China, apesar de a letalidade ser comprovadamente maior entre idosos.

Segundo informe de ontem à noite do Ministério da Saúde, 20 de um total de 201 (10%) mortes causadas pelo novo coronavírus até agora não ocorreram em idosos, mas sim em pacientes abaixo dos 60 anos. Sete deles (4%) tinham menos de 40 anos de idade. Entre os pacientes chineses, a parcela de óbitos não foi tão grande entre os menores de 60 anos (6%) e de 40 anos (3%).

Ainda não se sabe se essa diferença se deve a alguma falha na notificação de todos os casos, e o governo brasileiro diz esperar que a doença se comporte como se viu em outros países.

— Entre os jovens, teremos casos assimétricos, casos que precisarão de internação, mas o número de óbitos é baixo. Estatisticamente, a gente acha que vai seguir o que se viu na China, na Itália, em outros lugares — afirmou ontem o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Há médicos que não estão tão tranquilos com relação à população jovem. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Cyrillo, afirma que, embora entre os 12 e os 45 anos as pessoas estejam no auge da sua imunidade, “há muitas variáveis” no recorte etário da doença.

— Várias condições interferem para o desfecho, como carga viral, hábitos de vida. O jovem pode não ter doenças de base, mas ter comportamento de risco, envolvendo cigarro, bebida e má alimentação — diz o infectologista.

— Não nos contaram tudo sobre esse vírus — afirmou ontem à TV Globo o secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos. — A segunda faixa que mais se interna é a de 30 a 39 anos.

Entre os casos que acenderam o alerta em jovens está o de uma mulher de 32 anos que morreu ontem no Rio de Janeiro. Na segunda-feira, um homem de 43 anos morreu no Amazonas.

Imunidade

As pessoas acima dos 60 anos ainda são o grupo de maior risco para óbito, pois nessa faixa etária o sistema imunológico perde o vigor para combater infecções.

— Porém, indivíduos de todas as idades podem ficar doentes, ter formas graves da infecção pelo novo coronavírus e serem hospitalizadas, com possibilidade de morrerem — diz Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia em São Paulo.

A evolução das infecções entre jovens tem mostrado que grande parte vai passar sem sintomas graves. Mas, pela alta exposição de pessoas nessa faixa etária, explicam especialistas, não será tão raro que algumas tenham complicações graves.

— Temos hoje jovens extremamente estressados do ponto de vista pessoal, profissional, sem alimentação adequada. E esses fatores também impactam no sistema imune quando nos deparamos com um vírus que desencadeia um quadro inflamatório absurdo nos pacientes — afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas.

Em São Paulo, o grupo de pessoas entre 20 e 59 anos representa cerca de 70% dos casos confirmados de infecção. E cerca de 40% do total é de jovens entre 20 e 39 anos. A porcentagem cai quando observada a letalidade. Doze de 136 mortes no estado foram de menores de 60 anos — cinco óbitos foram de menores de 40 anos.

Nem sempre o agravamento do quadro da Covid-19 entre jovens está ligado a doenças de base.

— Não é necessariamente o jovem com asma, ou com diabete, mas o estilo de vida pesa — afirma a infectologista. — Além do estresse e da alimentação, tabagismo também é fator de risco, agride o epitélio respiratório.

Segundo Richtmann, os dados não devem trazer pânico, mas um alerta: jovens também devem ficar em casa, quando puderem, para que os que não podem possam trabalhar com segurança, como profissionais de saúde, transporte e abastecimento.

— Ninguém é imune a esse vírus, é um vírus novo. Ainda estamos aprendendo o comportamento dele.

Mesmo nos casos em que não causa a morte, estudos preliminares têm demonstrado que o coronavírus pode deixar danos de longo prazo, inclusive entre os jovens, diz Weissmann:

— Há indícios de que a infecção pelo novo coronavírus possa causar sequelas no pulmão, no coração e nos rins.

Entre os mais surpresos com o impacto da Covid-19 entre jovens adultos estão os próprios infectados. Um deles foi Tiago Porto, de 26 anos. Ele diz não ter ficado preocupado com o diagnóstico, até o dia em que teve a sensação que não conseguia encher o pulmão de ar. Felizmente, não desenvolveu pneumonia e agora está recuperado, mas hoje avalia que teve sorte:

— Temos visto notícias de jovens que estão tendo complicações. Talvez eu tenha ficado tranquilo demais perto do que poderia ter sido.

Pedro Pacífico, de 27 anos, sentiu na pele que o novo coronavírus não é como um vírus de resfriado qualquer.

— Tive sintomas bem leves no início, mas eles deram uma piorada. Não cheguei a ficar internado, mas não é só uma gripe. Nunca tive uma gripe assim, que tenha durado tanto tempo e tenha me abatido tanto.

A morte de Mauricio Suzuki, 26 anos

Quando tenta descrever o que aconteceu nos últimos dias, a psicóloga Simone Suzuki repete: “Foi muito rápido”. Seu irmão Mauricio, de 26 anos, começou a sentir os sintomas da Covid-19 no dia 16 de março. Procurou atendimento médico duas vezes e foi mandado de volta para casa, na capital paulista. A internação só ocorreu no dia 23, quando o quadro respiratório se agravou. Mauricio Suzuki morreu no último fim de semana.

— Quando lia as notícias sobre coronavírus, parecia uma realidade distante, que não ia chegar. Quando meu irmão começou a ter os primeiros sintomas, ele ficou com medo, se perguntava se iria para o hospital — lembra Simone: — Ele não tinha doença preexistente, nenhum hábito ruim que prejudicasse seu organismo, era um rapaz novo. Fugiu a todas as estatísticas.

Simone diz que a família ainda está “em processo de elaboração” do que aconteceu. Quando Mauricio procurou o hospital pela primeira vez, conta ela, foi considerado um caso de gripe comum. Como a febre piorou, procurou outro hospital. Mesmo assim, foi orientado a voltar para casa de novo, uma vez que não tinha quadro agudo dos sintomas.

— Percebo que é a conduta dos hospitais, de que se o paciente não tem quadro agudo dos sintomas, que necessite internação, ele é enviado para casa. De certa forma, sendo racional, penso que seja realmente por falta de estrutura. Não há condições para absorver todas as pessoas em um primeiro momento, e mandam para casa esperando que melhore, dependendo das condições físicas e clínicas da pessoa. Ele só foi medicado depois de internado. Mas não acho que houve erro médico. Ele foi bem tratado. Talvez tenha sido coisa do destino, Deus quis assim.

Mauricio fazia esporte, principalmente corrida. Formado pela Mackenzie, em São Paulo, trabalhava em um escritório. Manteve a rotina normal até dia 16, quando começou a trabalhar de casa. Com os sintomas iniciais do novo coronavírus, foi para a casa da irmã. Achava que tinha gripe, e não queria passar para os pais, de 67 e 74 anos. Os dois estão internados, estáveis, e em tratamento para Covid-19.

O Globo

 

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Brasil

Agência de ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro tem R$ 99 milhões em contratos com governo federal

Foto: Sérgio Lima

A empresa de publicidade Cálix Propaganda, que pertence ao ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, já garantiu receber R$ 99.280.384,44 em faturas empenhadas pelo governo federal entre abril de 2022 e maio de 2026.

Marcello Lopes é ex-policial e amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. Nessa quarta-feira (20), o publicitário, conhecido como Marcellão, afirmou que deixará campanha do senador à Presidência.

Os dados constam do Portal de Compras do Governo Federal.

A empresa, que foi criada em 2003, obteve seus primeiros contratos com a administração pública federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de duas licitações públicas, e os pagamentos continuaram sendo executados de forma regular na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O primeiro e mais expressivo contrato da empresa foi assinado em dezembro de 2021 com o então Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão de Rogério Marinho (PL-RN), no valor total de até R$ 55 milhões anuais.

Sob a atual administração do PT, a pasta passou a se chamar Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Titular da pasta no governo Bolsonaro, Marinho é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O valor firmado entre a agência e o governo federal é apenas um parâmetro de quanto a prestadora de serviço pode faturar sobre o contrato, uma vez que o faturamento dos serviços de publicidade varia e o sistema orçamentário do governo precisa de um valor para provisionar a cada ano.

Serviços de publicidade
O vínculo contratual foi mantido e passou por três termos aditivos de renovação ao longo do governo Lula, estendendo a vigência das prestações de serviço de publicidade da agência na Esplanada até abril de 2026.

O segundo contrato, que pode vir a custar até R$ 14,97 milhões por ano, foi firmado por meio de uma licitação em maio de 2022, em que a Cálix foi a única participante, na então pasta da Infraestrutura.

O ministério era comandado, na época, por Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje governador de São Paulo e que chegou a ser cotado para disputar a corrida presidencial neste ano como representante do grupo aliado do ex-presidente Bolsonaro.

Devido aos trâmites burocráticos do ano eleitoral, a assinatura formal da parceria acabou ocorrendo em abril de 2023. A vigência inicial dele foi definida em abril de 2025 e, no ano passado, o contrato foi renovado por mais um ano. Em abril de 2026 passou por uma nova renovação. Com isso, o prazo de vigência vai até 2027.

Juntos, os dois contratos geraram faturas empenhadas no valor de R$ 91,8 milhões, no período. Mas, como nem tudo foi pago pelo governo ao longo dos últimos anos, junto ao montante o governo deve arcar com acréscimo de R$ 7,5 milhões em juros e multa.

O que foi pago
De acordo com o portal do governo, a Cálix recebeu R$ 39,7 milhões desde que os contratos foram assinados.

A maior parte, R$ 22,6 milhões, foram pagos durante os anos em que as notas fiscais foram faturadas, e outros R$ 17 milhões foram pagos nos anos fiscais seguintes ao faturamento, incorporando o chamado “restos a pagar”.

Além disso, o governo federal ainda tem a pagar R$ 32,9 milhões em notas faturadas para serem quitadas este ano. Restam ainda outros R$ 26,7 milhões em faturas de anos anteriores, que foram incorporadas em restos a pagar.

Em função do atraso no pagamento, é comum que a essas faturas se somem juros e multa. Com isso, quatro notas de empenho que foram empurradas para restos a pagar já somam R$ 3,9 milhões a pagar a mais em relação ao que foi empenhado anteriormente.

G1

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Jornalismo

A empresa Dismed, pivô do escândalo dos remédios em Mossoró, será o Banco Master Potiguar?

Foto: Reprodução

A engrenagem financeira desvendada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) na Operação Mederi já começa a ser comparada, nos bastidores da política potiguar, ao escândalo do Banco Master, considerado a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional, que tem como pivô o empresário mineiro Daniel Vorcaro, preso durante a deflagração da Operação Compliance Zero. O rombo estimado é de cerca de R$ 40 bilhões.

No Rio Grande do Norte, porém, o epicentro da investigação não é um banco. É a empresa de medicamentos Dismed, pertencente ao empresário Oseas Monthalggan, apontada pela PF como operadora do esquema de fraudes em licitações, pagamento de propinas e desvios em contratos da saúde, cujo “pulmão” era a Prefeitura de Mossoró.

Entre 2021 e 2025, durante a gestão do ex-prefeito e pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), a empresa recebeu R$ 13,5 milhões da Prefeitura de Mossoró. O esquema foi batizado de “Matemática de Mossoró”, que tinha em seu “topo”, segundo a PF, Allyson Bezerra e o atual prefeito Marcos Medeiros (Republicanos). O avanço das investigações, para analistas políticos potiguares, tem potencial para produzir um terremoto político semelhante aos efeitos do escândalo do Banco Master de Daniel Vorcaro.

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Política

Rogério Marinho apresenta PDL para derrubar decreto de Lula sobre censura às redes sociais

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, apresentou nesta quinta-feira (21) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 398/2026 para sustar o Decreto nº 12.975/2026, editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (20). A proposta alerta que o decreto cria riscos de censura indireta e autocensura nas redes sociais, ao impor às plataformas digitais deveres de vigilância, prevenção, remoção de conteúdos e gestão de riscos sem aprovação do Congresso Nacional.

O instrumento assinado por Lula altera a regulamentação do Marco Civil da Internet e amplia obrigações de provedores de aplicações digitais, inclusive sobre moderação de conteúdo, canais de denúncia, publicidade, impulsionamento pago, relatórios de transparência e responsabilização por falha sistêmica. Para Rogério Marinho, a medida ultrapassa os limites de um decreto regulamentar, modifica o regime jurídico definido em lei e pode levar empresas privadas a remover conteúdos de forma preventiva.

Na justificativa do PDL, o senador sustenta que o Marco Civil da Internet adotou modelo baseado na ausência de dever geral de monitoramento e na necessidade de ordem judicial específica para responsabilizar plataformas por publicações de terceiros. O texto afirma que o decreto institui deveres permanentes de vigilância, prevenção e remoção, além de criar hipóteses de responsabilização por alegada falha sistêmica, em tema ligado à liberdade de expressão e ao devido processo.

O PDL sustenta que eventuais mudanças no regime jurídico das plataformas digitais devem ser debatidas e aprovadas pelo Congresso Nacional, e não implementadas unilateralmente por decreto presidencial. A proposta relembra, ainda, o item 13 do Tema 987 do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual a Corte reconheceu que cabe ao Poder Legislativo aperfeiçoar a disciplina sobre a circulação de conteúdos na internet, especialmente por se tratar de matéria com impacto direto sobre direitos fundamentais, liberdade de expressão, pluralismo político e debate público democrático.

“Nessas hipóteses, o Estado não exerce censura direta, mas cria incentivos para restrições excessivas ao fluxo de informações e opiniões, comprometendo a liberdade de expressão, o pluralismo político e o debate público democrático, especialmente em contextos eleitorais”, adverte Rogério Marinho em trecho da justificativa do PDL. O líder da oposição no Senado defende que a sustação do decreto preserva a competência do Congresso, a segurança jurídica e o combate a conteúdos criminosos por meio de lei formal, sem atalhos administrativos do Poder Executivo.

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Política

Styvenson explica escolha por Álvaro Dias ao Governo do RN: “Tem experiência e sabe o que precisa ser feito”

Foto: Divulgação

O senador Styvenson Valentim explicou, durante entrevista em Brasília, os motivos que o levaram a declarar apoio ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026.

Segundo o senador, a decisão foi construída após conversas políticas e avaliação do atual cenário administrativo e eleitoral do estado. Styvenson afirmou que Álvaro possui experiência de gestão e capacidade de articulação para comandar o Rio Grande do Norte.

“A gente escolheu o Álvaro para governo. Eu e Rogério conversamos com ele. A gente sabe o que tem que ser feito”, declarou.

Durante a entrevista, Styvenson também explicou porque será candidato a reeleição este ano, apesar de ter disputado o cargo para governo em 2022. De acordo com ele, a prioridade é permanecer no Senado para garantir a continuidade de obras e projetos que ainda estão em andamento no estado.

“Hoje eu tenho obras que não estão acabadas. Tenho hospital sendo construído e preciso continuar enviando recursos. Isso me preocupa. Me tira o sono”, afirmou.

O senador citou como exemplo os investimentos destinados a hospitais ligados à Liga Mossoroense e à Liga Contra o Câncer, destacando que muitas obras dependem de repasses contínuos e planejamento de longo prazo.

Styvenson também afirmou que considera estratégico manter uma cadeira no Senado alinhada ao projeto político apoiado por ele e pelo senador Rogério Marinho.

“Se eu saio do Senado, quem ficaria no Senado? Perder uma cadeira do Senado talvez seja tão importante quanto a cadeira de governo hoje”, disse.

Na composição da chapa para 2026, o senador confirmou ainda apoio ao pré-candidato ao Senado Coronel Hélio.

Ao justificar o apoio a Coronel Hélio, Styvenson voltou a defender para o Senado nomes sem trajetória política tradicional.

“O Hélio nunca foi político, então já começa bem. Eu vejo nele algo parecido comigo em 2018”, afirmou.

Durante a entrevista, Styvenson também admitiu que mudou sua forma de atuar politicamente nos últimos anos e afirmou que aprendeu que “política é relacionamento”.

“A mudança de chave foi essa. Eu aprendi a me relacionar aqui dentro”, declarou ao comentar sua atuação no Senado e aproximação com lideranças nacionais.

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Política

PARANÁ PESQUISAS: Tarcísio lidera com chance de reeleição no 1º turno

Foto: Reprodução

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (21/5) mostra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 13,8 pontos à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, um desempenho suficiente para conquistar a reeleição ainda no primeiro turno.

No único cenário de primeiro turno simulado pela pesquisa, Tarcísio aparece com 47,3% das intenções de voto, contra 33,5% de Haddad, enquanto que Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) não atingiram nem 5% cada (veja abaixo).

No geral, o percentual de Tarcísio supera a soma dos demais candidatos fora da margem de erro do levantamento, que é de 2,5 pontos, o que projeta mais da metade dos votos válidos ao atual governador, o suficiente para vencer no primeiro turno.

A pesquisa não detectou impacto na campanha de Tarcísio da crise envolvendo a relação do pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Aliado do governador, o senador teve um áudio vazado pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos pelo Master para a produção.

No levantamento anterior, feito em abril, Tarcísio tinha, nesse mesmo cenário, 47,8% das intenções de voto, contra 33,1% de Haddad. Ou seja, uma diferença numericamente menor, mas dentro da margem de erro.

Em um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad, segundo a Paraná Pesquisas, a vantagem do atual governador de São Paulo contra o petista caiu para 15,1 pontos, mas se manteve próxima da pesquisa passada, que era de 16,1 pontos. Em fevereiro deste ano, a vantagem era de 26,3 pontos.

No segundo turno das eleições de 2022, Tarcísio derrotou Haddad por 55,27% a 44,73% dos votos.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tarcísio futuro presidente do Brasil. Meus senadores Styverson Valentin e Cel Hélio, Deputado Federal Matheus Faustino, Deputado Estadual Cel Azevedo e Governador Álvaro Dias. Fora PT

  2. Tarcísio de Freitas reeleito Governador do Estado de São Paulo no primeiro turno e Flávio Bolsonaro Presidente. Álvaro Dias Governador, Styverson Valentin e Cel Hélio Senadores, Deputado Federal General Girão e deputado estadual Cel Azevedo.

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Política

VÍDEO: Jean Paul descarta chances de Samanda se eleger senadora

Vídeo: Reprodução

Em entrevista na manhã desta quinta-feira (21) ao jornalista Diógenes Dantas, na 96 FM Natal, o ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates (PDT) demonstrou que não acredita na chance de eleição da vereadora Samanda Alves (PT) ao Senado. Ele afirmou que “a única esperança” para a esquerda conquistar uma vaga é com a pré-candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT).

“A esquerda pode ter nele [Rafael Motta] a única esperança de vitória e de cravar uma cadeira no Senado. Nós vamos trabalhar muito duro por isso, porque estaremos juntos, Rafael titular, Jean como primeiro suplente e vamos ter um mandato exercido coletivamente. O eleitor vai ter a condição de votar para uma cadeira em dois senadores”, declarou.

A declaração foi uma resposta ao argumento citado nos bastidores por setores da esquerda, que dizem que a divisão de votos entre Rafael Motta e Samanda Alves poderia ajudar a eleger a dobradinha da direita com o senador Styvenson Valentim (Podemos) e o pré-candidato Coronel Hélio (PL) ou beneficiar também a senadora Zenaide Maia (PSD).

A esquerda culpa Rafael Motta pela eleição do senador Rogério Marinho (PL) em 2022. Naquele ano, o ex-deputado federal dividiu os votos do grupo denominado progressista com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (União Brasil). “Não adianta culpar Rafael. Não foi falta de aviso. O candidato [Carlos Eduardo] era ruim”, rebateu.

Opinião dos leitores

  1. Concordo com Jean Paul, o então candidato Cabeção Alves era ruim, aliás é ruim, pois nenhum Alves presta.

  2. Concordo com Jean Paul, o então candidato Cabeção era ruim, aliás é ruim, pois nenhum Alves presta.

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Política

Jean Paul diz que se não tiver espaço para chapa completa do PDT na Federação do PT, partido sairá independente nas eleições de 2026

Foto: Reprodução 

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates demonstrou desconforto com a tentativa de setores da esquerda de excluí-lo da chapa majoritária governista, impedindo que ele seja o primeiro suplente de Rafael Motta, que é pré-candidato ao Senado pelo PDT. Em entrevista na manhã desta quinta-feira (21) ao jornalista Diógenes Dantas na 96 FM Natal, ele disse que, se isso acontecer, o seu partido vai sair independente nas eleições de 2026, sem se coligar com a Federação do PV, PV e PCdoB.

“O PT tem uma definição e o PDT é um partido autônomo, que não está na Federação [PT, PV e PCdoB]. O PDT é que está se juntando a essa aliança governista e colocando-se ao lado de Samanda Alves. Nós temos um candidato à Presidência [da República] que é o presidente Lula, temos aqui um candidato ao Governo do Estado que é Cadu Xavier e temos uma companheira de chapa ao Senado que é Samanda Alves, mas o PDT tem a sua chapa”, afirmou ele.

O ex-senador foi enfático ao dizer que a primeira suplência de Rafael Motta não está em aberto, como afirmam setores do grupo de esquerda, principalmente do PT. Jean Paul reiterou que o acordo foi conversado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, com a governadora Fátima Bezerra e com o presidente Lula.

“Eu não sei se a suplência está aberta para a Federação. O PDT não é Federação, é um partido que se aliançou e decidiu concorrer junto com o mesmo candidato ao governo e a presidente. O PDT tem a liberdade de dizer que se não temos espaço para nossa chapa completa, nós pegamos nosso minutinho de televisão e vamos concorrer com a chapa própria”, declarou.

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Judiciário

PGR seguirá negociação de delação premiada de Vorcaro

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Foto: Reprodução 

A PGR (Procuradoria Geral da República) ainda analisa a proposta de delação premiada do fundador do Banco Master Daniel Vorcaro. A PF (Polícia Federal) rejeitou continuar com a negociação ao avaliar que ele omitiu informações.

A Procuradoria tem prerrogativa para conduzir as negociações de forma independente e pode seguir com as tratativas mesmo após a rejeição da PF.

No início do mês, a defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR o documento no qual ele se compromete a devolver R$ 40 bilhões, mas com o pagamento parcelado ao longo de 10 anos. A avaliação no STF (Supremo Tribunal Federal) foi a de que o prazo era “muito elástico”, o que dificultaria a recomposição imediata dos cofres públicos.

Até então, a estratégia do advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, conhecido como Juca, era ganhar tempo para tentar, ao longo dos próximos meses ou anos, reverter o processo. O plano da defesa consistia em encontrar brechas na investigação para alegar eventuais nulidades processuais que poderiam beneficiar o empresário.

Tanto no STF quanto na PGR já havia insatisfação com a forma como Juca vinha apresentando a proposta de colaboração. A avaliação técnica foi que o parcelamento excessivo reduz a eficácia da recuperação de ativos, um dos pilares da lei de delação.

É necessária uma análise inicial da PF e da PGR sobre a utilidade dos dados e das informações para, eventualmente, encaminhar o acordo para a homologação no STF.

(mais…)

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Geral

Segundo fugitivo de Alcaçuz é recapturado em operação integrada na zona rural do RN

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Foto: Divulgação 

Mais um fugitivo da Penitenciária Estadual de Alcaçuz foi recapturado na manhã desta quinta-feira (21), em uma operação integrada das forças de segurança do Rio Grande do Norte. Ao todo, cinco detentos fugiram da unidade prisional no dia 2 de maio. Esta foi a segunda recaptura nas últimas 12h dentro da operação montada para encontrar os fugitivos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), o mandado de prisão foi cumprido por volta das 5h15 na zona rural de Japi, município localizado a cerca de 139 km de Natal. O foragido, identificado como Jefferson Cleyton Lima da Silva, de 25 anos, estava escondido em um sítio.

A ação foi realizada por uma força-tarefa formada pela Polícia Penal e pela Polícia Militar. Segundo a Seap, as equipes cercaram a área e fizeram a captura sem registro de confronto. Participaram da operação policiais penais da Central de Monitoramento Eletrônico (Ceme) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), em ação conjunta com equipes do 15º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Santa Cruz.

Na época da fuga, os custodiados estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram deixar a Penitenciária após danificarem a cela.

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, localizada em Nísia Floresta, não registrava fugas havia quase cinco anos, segundo a Seap. As buscas pelos demais foragidos continuam. A população pode repassar informações de forma anônima às forças de segurança por meio do Disque Denúncia 181.

Tribuna do Norte

 

 

Opinião dos leitores

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Brasil

Quem são os filhos de Deolane Bezerra, presa em operação da Polícia Civil

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Fotos: Reprodução 

A influenciadora Deolane Bezerra, 38, foi presa em uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro nesta quinta-feira (21). A famosa, que já foi presa em outra ação em 2024, tem três filhos e costuma compartilhar momentos com os herdeiros nas redes sociais.

O filho mais velho da ex-Fazenda é Giliard Santos, de 22 anos. O rapaz foi adotado pela empresária quando tinha apenas 16 anos. Em 2024, ele se definia nas redes sociais como “apostador profissional”, mas a descrição foi removida do perfil dele no Instagram.

Atualmente, o rapaz ostenta viagens para diversos países em suas redes sociais. Giliard já publicou fotos em Tokyo, no Japão, em Dubai, nos Emirados Árabes, e também em locais luxuosos no Brasil. “Só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, diz ele na biografia do Instagram, acima de um link para o site de apostas Zeroumbet, criado pela mãe.

Kayky Bezerra é o filho de meio de Deolane. O rapaz, de 19 anos, nasceu quando a influenciadora cursava Direito. No Instagram, o rapaz publica suas viagens para locais luxuosos, além dos carros caros que adquiriu com a família. Ele também divulga o site de apostas da mãe nas redes sociais. “Pro Rei eu peço a benção pra seguir nessa estrada”, avalia ele no perfil.

Valentina Bezerra é a filha mais nova de Deolane, de apenas nove anos. A pequena já tem 1 milhão de seguidores no perfil que possui no Instagram. O perfil é administrado pela mãe, conforme anunciado na biografia dela.

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CNN

Opinião dos leitores

  1. Pela quantidade de seguidores q esse povo tem chego a conclusão q o Brasil é um país de “abestalhados”

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