Televisão

Crítica da Copa América, Globo pediu até perdão à Conmebol para transmitir torneio

Foto: Reprodução/TV Globo

Veículo de críticas severas à realização da Copa América no Brasil em plena pandemia, a Globo fez várias tentativas de transmitir o torneio de seleções, que começa no próximo domingo (13). Antes de participar da concorrência pelos direitos de exibição, perdida para o SBT, a emissora enviou seus principais executivos ao Paraguai e chegou a pedir perdão à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

O perdão (ou “waiver”, no linguajar técnico, literalmente renúncia em inglês) era necessário porque a Globo está sendo processada pela Conmebol, por ter rescindido o contrato que lhe dava direito de transmitir a Copa Libertadores da América até a edição de 2022. Sem ele, a Globo não pode disputar direitos de exibição de competições da Conmebol.

Jorge Nóbrega, presidente executivo da Globo; Paulo Marinho, neto de Roberto Marinho (1904-2003) diretor dos canais Globo; e Pedro Garcia, diretor de aquisição de direitos, foram pessoalmente a Luque, na região metropolitana de Assunção, sede da Conmebol, para tentar convencer a entidade a desistir do processo pelo rompimento do contrato da Libertadores.

A viagem foi em outubro do ano passado, pouco mais de dois meses após o conflito por causa da Libertadores. Nóbrega, principal executivo da Globo, não costuma participar de negociações por direitos de futebol. Ele foi recebido pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

A Globo diz que o encontro “teve caráter estritamente institucional” (leia nota abaixo), mas o Notícias da TV apurou que houve, sim, tentativas de negociações. Além do pedido de perdão, os executivos da Globo propuseram comprar a Copa América e adquirir antecipadamente os direitos da Libertadores de 2023 a 2025, que só serão licitados no ano que vem –até 2022, o principal campeonato sul-americano pertence ao SBT.

A proposta pela Copa América, que até então ocorreria na Colômbia e na Argentina, era por 100% dos direitos, para todas as mídias (TVs aberta e fechada, streaming, internet e rádio).

No início deste ano, Jorge Nóbrega voltou a entrar em contato com a cúpula da Conmebol, dessa vez à distância, e novamente sem sucesso. Apesar de a confederação ter negado o perdão e mantido a ação judicial pela Libertadores, a emissora participou da concorrência pela Copa América. O SBT, mesmo tendo oferecido condições semelhantes às da Globo, levou a melhor.

A Globo rescindiu o contrato que lhe dava exclusividade sobre a Libertadores em agosto do ano passado. Alegou que a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus e a alta do dólar inviabilizaram os compromissos assumidos, de US$ 60 milhões por ano (R$ 301,8 milhões). A Conmebol não aceitou reduzir o preço e acionou a Globo em uma câmara de arbitragem na Suíça. Pede pelo menos US$ 120 milhões (R$ 603,6 milhões) de indenização.

A visita dos executivos da Globo à Conmebol em plena pandemia e o pedido de perdão evidenciam que a emissora se arrependeu de ter rescindido o contrato. Não só porque a organização repassou os direitos da Libertadores para o SBT, mas também porque a emissora pode estar vislumbrando uma derrota na Justiça internacional. E porque ficou sem a Copa América, o que poderá lhe custar algumas derrotas no Ibope nas próximas semanas.

Globo hipócrita?

A Globo, institucionalmente, nunca se posicionou a favor ou contra a Copa América ou de qualquer outro campeonato de futebol durante a pandemia, mas tem aberto seus microfones para críticas. Em nota ao Notícias da TV, declarou:

Não é verdade que a Globo se opõe à realização da Copa América ou de qualquer outra competição esportiva. Nosso posicionamento sempre foi o de priorizar a saúde e a segurança das nossas equipes e dos atletas, respeitando as orientações e protocolos das entidades de saúde e dos organizadores.

Seus jornalistas, no entanto, têm sido contundentes contra a Copa América, principalmente depois que foi anunciada a sua realização no Brasil, na semana passada, após desistência da Argentina (a Colômbia já tinha sido descartada pela Conmebol, por causa de violentos protestos que vêm ocorrendo no país).

No SporTV, o narrador Luis Roberto detonou a confirmação da competição no Brasil. “Isso é uma vergonha. Essa Copa América já não deveria ser realizada. A pandemia interrompeu várias competições mundo afora. Neste momento, é só mais um torneio caça-níquel”, protestou.

O comentarista Walter Casagrande, por sua vez, escreveu no portal esportivo do grupo que será uma “Copa América macabra, com jogos da morte”.

Nos bastidores da concorrência e no Palácio do Planalto, as críticas dos jornalistas da Globo estão sendo vistas como uma tentativa de politizar a Copa América por interesses comerciais. De fato, o posicionamento crítico da Globo, mesmo que não institucionalizado, tem prejudicado as negociações do SBT. Até agora, a rede de Silvio Santos só vendeu três das seis cotas de patrocínio.

Houve quem acusou Casagrande, Luis Roberto e Galvão Bueno de hipocrisia, mas é fato que eles também criticaram a realização de campeonatos transmitidos pela Globo. No Bem, Amigos da última segunda (7), Galvão se defendeu:

Quando o futebol brasileiro voltou no ano passado, eu fui contra. Quando voltou a Copa do Brasil no ano passado, produto nosso, eu fui contra. Por que então eu iria transmitir o jogo na sexta-feira? Fiz e fiz com uma felicidade de fazer um jogo do Brasil, mas também disse e disse na transmissão que, por mim, não estaria fazendo hoje, estaria fazendo mais à frente. Me lembro de ter dito aqui [no Bem, Amigos] que o problema era você trazer essas quase mil pessoas pra ficarem circulando. A Conmebol deu um passo pra trás e permitiu que aqueles que quiserem ficar em casa, vir [para o Brasil] e jogar, podem. A Argentina já se resolveu que vai fazer isso. E quero dizer outra coisa: se tiver Copa América, eu vou torcer muito pra que dê tudo certo. Todo mundo aqui tem a cabeça do bem. Vou torcer pra que tudo funcione.

Globo nega negociações

Em nota, a Globo negou que a viagem de seus executivos à sede da Conmebol tenha tido interesses comerciais:

“A única viagem a Luque no ano passado teve um caráter estritamente institucional, de reforçar a parceria entre a Globo e a Conmebol, independente da questão momentânea da rescisão da Libertadores por conta dos impactos da pandemia. Não houve formalização de ‘pedido de perdão’, não se falou sobre valores nem sobre direitos de transmissão. Toda a negociação da Copa América sempre foi feita através da representante dos direitos para o Brasil.”

“Infelizmente não fechamos acordo, porém, mesmo sem os direitos da Copa América, mandaríamos equipes de reportagem para a Argentina e para a Colômbia para acompanhar a seleção brasileira. E teremos cobertura também aqui no Brasil.”

Notícias da TV – UOL

Opinião dos leitores

  1. Vamos aos fatos: A Globo pediu ” Waiver ” ou renuncia à Conmebol, pelo fato de estar sendo processada pela rescisão dos direitos de transmissão da Libertadores. Esse fato impede a Globo de participar de concorrência de competições promovidas pela Conmebol, não apenas mas também a Copa America. As tratativas ocorreram em Outubro do ano, quando a competição estava marcada para ocorrer na Colômbia e na Argentina e nem se cogitava a hipótese da realização no Brasil. Em Maio em função dos protestos que ocorriam na Colômbia, a Conmebol decidiu que a Copa América seria toda na Argentina, que não aceitou. A Conmebol passou então a oferecer a outros países e ninguém quis, só o Brasil que não tem problemas com pandemia. Não vejo problema algum do fato dos Diretores na emissora terem tentado negociar o fim de um processo que além de impedir a transmitição dos jogos da Conmebol pode resultar em uma multa de US$120 milhoes. Eles são pagos para defender os interesses da empresa, e nem a emissora se posicionar contra a realização do evento no Brasil em plena pandemia.

  2. Essa conversa da copa das Americas não ocorrer é palhaçada. Até os maluquetes da política entraram na onda da grobo.

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Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Lula

Foto: Arhtur Lamonier/Folhapress

Ronaldo Caiado (PSD), que disputou a Presidência da República e terminou o primeiro turno na quinta colocação, decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT).

Flávio cumpre agenda em Goiânia nesta terça-feira (6), onde será recebido por Caiado e pelo governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Os dois vão declarar formalmente apoio ao candidato do PL.

Caiado recebeu 2,18% dos votos no primeiro turno, somando 2.605.148 votos. Com a decisão, passa a integrar a frente de oposição a Lula na disputa marcada para 25 de outubro.

O encontro será realizado no espaço onde funcionou o comitê central da campanha governista em Goiás. Após a reunião, os aliados concederão entrevista coletiva para apresentar a estratégia conjunta e os compromissos acordados.

Com informações da Veja

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Moraes autoriza “Débora do Batom”, condenada a 14 anos pelo 8/1, a cumprir pena no semiaberto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Débora ficou conhecida por escrever “perdeu, mané” com batom vermelho na estátua “A Justiça”, em frente à sede do STF. Moraes atendeu a uma manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou o cumprimento dos requisitos para a mudança de regime.

A decisão considera 212 dias de redução da pena obtidos por trabalho, leitura e estudos. Débora trabalhou 326 dias na penitenciária, o que resultou em 108 dias de remição. Outros quatro dias foram concedidos pela leitura de um livro e 100 dias pela aprovação no Enem de 2023.

A condenação de 14 anos inclui os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Com informações do g1

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EFEITO FLÁVIO: Queda dos juros após 1º turno pode gerar economia de R$ 66 bilhões para o governo

Foto: Folhapress

A queda dos juros futuros registrada após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Lula (PT) pode representar uma economia de R$ 65,8 bilhões para o governo com a dívida pública, caso o novo patamar seja mantido.

Os juros futuros com vencimento para os próximos quatro anos caíram cerca de 1 ponto percentual nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o resultado das eleições. Os cálculos têm como base dados do Banco Central divulgados no relatório de Estatísticas Fiscais de agosto.

A economia potencial de R$ 65,8 bilhões equivale a quase três vezes o custo previsto para o reajuste de 15,04% do Bolsa Família em 2027, estimado em R$ 22,7 bilhões, e supera o impacto de R$ 54,6 bilhões do aumento de R$ 120 no salário mínimo.

Segundo o Poder360, o movimento ocorre porque o mercado avalia que Flávio teria um governo mais disciplinado nas contas públicas, o que abriria espaço para novos cortes na Selic. Na segunda-feira, o Ibovespa também bateu recorde, fechando aos 207 mil pontos, enquanto as empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.

A redução dos juros futuros, porém, não garante que a economia estimada será concretizada. Caso as expectativas para inflação ou contas públicas piorem, as taxas podem voltar a subir.

Com informações do Poder360

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Lula perde votos em cidades mais dependentes do Bolsa Família; Flávio cresce

O presidente Lula (PT) registrou queda na votação nos municípios mais dependentes do Bolsa Família na eleição de 2026. Levantamento do UOL mostra que o percentual do petista nessas cidades passou de 71,5% para 68,7%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 27,3%.

O levantamento considera como altamente dependentes do programa os municípios em que o número de beneficiários corresponde a 50% ou mais da população. O UOL cruzou dados das votações presidenciais das últimas três eleições com a população de cada município e o número de beneficiários do programa.

Em 2022, Jair Bolsonaro havia obtido 23,5% dos votos nesses municípios. Agora, Flávio chegou a 27,3%. As cidades de alta dependência do Bolsa Família concentraram 14,4% dos votos válidos na eleição deste ano.

Os dados também mostram redução do espaço dos demais candidatos nesses municípios. Em 2018, eles somavam 17% dos votos; em 2022, o percentual caiu para 5,04% e, neste ano, ficou em 4%.

Nas cidades com baixa dependência do Bolsa Família, Lula também recuou. O petista havia passado de 20,1% em 2018 para 40% em 2022, mas caiu para 37% em 2026. Já os candidatos bolsonaristas registraram 53,6% em 2018, 50,3% em 2022 e 53,9% neste ano.

O levantamento ressalta que os números não estabelecem uma correlação entre o recebimento do Bolsa Família e o voto em determinado candidato, mas mostram os resultados eleitorais nas cidades de acordo com o grau de dependência do programa.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] AUDIÊNCIA: Cobertura das eleições da 96 FM e Blog do BG alcança mais de 1 milhão de pessoas

A cobertura das Eleições 2026 da 96 FM e do Blog do BG alcançou mais de 1 milhão de pessoas neste domingo (4), somando YouTube, streaming, rádio e o BG. Foram 12 horas de transmissão ao vivo acompanhando a votação, a apuração e as principais notícias do dia.

Os números mostram a dimensão da cobertura: foram 450 mil visualizações no YouTube, com pico de 15 mil pessoas acompanhando simultaneamente e mais de 16 mil mensagens na plataforma. O Blog do BG registrou 300 mil acessos no domingo e foi acessado por 120 mil pessoas. No Instagram, foram 6 milhões de visualizações em um único dia.

A cobertura mobilizou equipes no estúdio e nas ruas durante todo o domingo. Bruno Giovanni destacou o resultado e o trabalho dos profissionais envolvidos na transmissão, comandada por ele e Enio Sinedino.

“Isso não é só audiência, é confiança. É gente que parou para ouvir, é gente que parou para assistir, perguntar, comentar e acompanhar a eleição junto com a gente”, afirmou BG.

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FICOU NO ANÚNCIO: Governo promete faixa exclusiva para ciclistas na Rota do Sol, mas atletas não encontram estrutura

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

Ciclistas que compareceram à Rota do Sol na manhã desta terça-feira (6) não encontraram a estrutura anunciada pelo Governo do RN para implantação de uma faixa exclusiva destinada ao ciclismo de competição. No trecho previsto, não havia cones para interdição nem policiamento para organizar o trânsito.

A operação deveria começar nesta terça, com interdição diária de uma faixa das 5h às 7h, entre a rotatória de Cidade Verde e a entrada de Pium. Em release, o Governo informou que agentes do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) permaneceriam no local para fechar a faixa e orientar os motoristas.

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VEXAME GOVERNISTA: Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula conseguem se eleger no 1º turno


Foto: Reprodução/Instagram

Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.

O revés foi especialmente marcante nas disputas majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.

Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado e à Câmara

Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram de fora.

Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho (PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.

Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual, elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

    1. O ensino público Federal está totalmente dominado pela esquerdopatia, tem que ver o que fazer para desinfectar estas instituições de estado que estão contaminadas.

    2. Tem notícia que é chover no molhado, a promiscuidade com que IFs e Universidades são tratadas já não são nem notícia mais, MP só se preocupa com missa e culto em escolas confessionais, o que a sociedade tem que fazer é cobrar essas as autoridades e expurgar a verminose dessas instituições apodrecidas.

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[VÍDEO] “ESPANCAMENTO MAIS DOLOROSO QUE EM 2024”: Josias de Souza comenta revés histórico da esquerda nas urnas

 


Vídeo: Reprodução/Jornal da Gazeta

A esquerda brasileira, que já havia sofrido reveses nas eleições municipais de 2024, enfrentou um revés ainda mais doloroso neste domingo. O analista político aponta que, enquanto há dois anos os partidos de centro-direita (PSD, MDB, PP e União Brasil) saíram vitoriosos ao conquistarem mais de 3 mil prefeituras contra 517 do PL, o cenário atual mudou drasticamente de figura. 

“O espancamento desse domingo foi ainda mais doloroso. Há dois anos saíram vitoriosos os partidos de centro direita. Agora o povo deu mão forte ao bolsonarismo, a versão mais extrema da direita nacional”, comentou Josias de Souza.

Lula e seus aliados, após optarem por caminhos que abandonaram a psicanálise política tradicional antes da hora, viram-se novamente acuados. A diferença agora é que o eleitorado deu uma demonstração de força expressiva ao bolsonarismo, consolidando a vertente mais extrema da direita nacional.

Flávio Bolsonaro garantiu a passagem para o segundo turno à frente de Lula, colocando-se com força na disputa pelo Planalto e garantindo ampla maioria no Congresso Nacional a partir de 2027. Na Câmara dos Deputados o PL elegeu 121 deputados, formando a maior bancada da Câmara, enquanto no Senado Federal o partido garantiu 19 novos senadores, garantindo 28 cadeiras e assegurando também a maior bancada da Casa. 

O apoio também deve se estender nos executivos estaduais. Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, metade (10) declarou apoio ao filho de Bolsonaro.

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TABU ELEITORAL: Brasil nunca teve virada no 2° turno da disputa presidencial; confira o histórico


Fotos: Evaristo Sá/Ricardo Stuckert

A disputa pela Presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno realizado no último domingo (4), Flávio Bolsonaro garantiu a liderança ao superar o petista por 2,2 milhões de votos a mais, alcançando mais de 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

A configuração da nova etapa do pleito traz à tona um dado histórico marcante da redemocratização: desde 1989, nenhum candidato que terminou a primeira etapa da votação em segundo lugar conseguiu reverter o resultado no segundo turno para vencer a eleição presidencial.

Em quase três décadas de eleições decididas em dois turnos — com exceção das vitórias de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno em 1994 e 1998 —, a tradição política tem sido a manutenção da liderança inicial até o pleito final.

O Retrospecto Histórico dos Segundos Turnos no Brasil

1989 (Collor x Lula)

Fernando Collor (PRN) liderou com 30,5% contra 17,2% de Lula no primeiro turno, confirmando a vitória na etapa seguinte com 53,0% dos votos válidos.

2002 (Lula x Serra)

Lula chegou ao segundo turno com 46,4% frente aos 23,2% de José Serra (PSDB), ampliando a margem para 61,3% e conquistando seu primeiro mandato.

2006 (Lula x Alckmin)

Em sua reeleição, Lula obteve 48,6% no primeiro turno contra 41,6% de Geraldo Alckmin (PSDB), vencendo no segundo turno com 60,8%.

2010 (Dilma x Serra)

Dilma Rousseff (PT) estreou na disputa com 46,9% contra 32,6% de Serra, consolidando a vitória com 56,1% e tornando-se a primeira mulher presidente do país.

2014 (Dilma x Aécio)

Dilma buscou a reeleição após somar 41,6% no primeiro turno frente a 33,6% de Aécio Neves (PSDB), vencendo o segundo turno por uma diferença de 3,3 pontos percentuais.

2018 (Bolsonaro x Haddad)

Jair Bolsonaro (PL) liderou a primeira etapa com 46,0% contra 29,3% de Fernando Haddad (PT), vencendo o pleito final com 55,1%.

2022 (Lula x Bolsonaro)

Lula terminou o primeiro turno à frente do então presidente Jair Bolsonaro e confirmou o triunfo no segundo turno com 50,9% dos votos válidos contra 49,1%.

Com o cenário de 2026 estabelecido, a grande incógnita para o dia 25 de outubro é se Lula conseguirá quebrar o tabu histórico de 37 anos e realizar uma virada inédita desde a redemocratização, ou se Flávio Bolsonaro manterá a tendência de vitória daqueles que lideram a primeira fase.

Com informações do Infomoney

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[VÍDEO] “SEM ACORDÃO”: PL articula impeachment de Moraes e Dino para 2027


Reprodução/CNN Brasil

A movimentação política nos bastidores de Brasília indica que o Partido Liberal (PL) adotou uma postura de confronto direto contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A legenda rejeitou qualquer articulação ou sinalização de “acordão” político com a ala governista da Corte e colocou na mira os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

A estratégia do partido prevê a abertura de processos de impeachment contra Moraes e Dino a partir de 2027, caso se concretize uma eventual derrota do atual governo nas urnas. O entendimento interno da sigla é de que a ala governista do Supremo atuou de forma intensa na reta final do último pleito, com o intuito de blindar o presidente Lula e tentar incluir adversários políticos no debate público.

O ex-presidente Michel Temer enviou uma mensagem pública de apoio a Jair Bolsonaro, buscando estabelecer pontes e atuar como elo político com a família Bolsonaro, mesmo antes da manifestação de outros partidos derrotados.

“O PL também mira o impeachment de Flávio Dino a depender da forma como ele vai atuar se confirmada nas urnas a vitória do Flávio Bolsonaro. O entendimento é de que se ele resolver avançar em investigações comon interferência estrangeira nas eleições brasileiras como pretexto para questionar o resultado eleitoral ou se o Flávio Dino mantiver essas investigações sigilosas sobre irregularidades na utilização de emendas parlamentares ele também entrará no foco do PL, dessa superbancada do PL no Senado”, revelou Caio Junqueira, comentarista da CNN Brasil.

Contagem de votos para Moraes

O PL já contabiliza pelo menos 49 votos garantidos para viabilizar o processo de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado, necessitando de apenas mais cinco apoios para atingir o quórum mínimo de 54 votos.

Condicionantes para Flávio Dino

A investida contra Flávio Dino dependerá da forma como o ministro irá atuar em futuras decisões na Corte, especialmente em pautas sensoriais ligadas a investigações sobre o resultado eleitoral e a utilização de emendas parlamentares.

Com informações da CNN Brasil

Opinião dos leitores

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