Jornalismo

Enildo Alves diz que candidatura de Carlos Eduardo é frágil

Com mais de vinte anos de mandato consecutivo, o vereador Enildo Alves (DEM), contraditoriamente, é o líder da prefeita Micarla de Sousa (PV) na Câmara Municipal. O DEM abandonou o barco da prefeita pouco mais de um ano depois de Micarla assumir a prefeitura.

Nessa entrevista que concedeu ao O Poti/Diário de Natal, Enildo Alves falou do trabalho que realiza como médico credenciado pelo SUS na periferia da cidade, criticou a população por se contentar com uma administração que apenas tapa buracos e não poupou o seu mais ferrenho adversário, de quem já foi auxiliar: o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves. Ao contrário do que afirmam todas as pesquisas de opinião, Enildo diz que considera “a candidatura de Carlos Eduardo muito frágil”. O líder da prefeita acusa Carlos Eduardo de ter traído o PSB, de não ouvir a opinião dos correligionários e de ter praticado irregularidades na prefeitura.

O senhor é candidato à reeleição?

Tentarei, mais uma vez, colocar meu nome à disposição da população de Natal. Represento o segmento médico, tenho minhas bases nesse setor. Tenho sido correspondido porque minhas votações têm sido crescentes, desde o primeiro mandato.

Durante esses seus seis mandatos, o que o senhor diria que fez em favor da população de Natal?

Eu faço uma análise real e até com certa humildade do que é ser vereador da cidade. A gente não faz projeto de lei que mude radicalmente nossas vidas, pra deixar bem claro. Se existe algum projeto que possa mudar nossas vidas, é lá no Congresso Nacional. Não é aqui na Câmara Municipal de Natal. Temos uma certa limitação. A maioria absoluta dos projetos de lei apresentados nesta Casa é inconstitucional. Isso fere até o juramento.

Não apresentei tantos projetos, mas os que apresentei foram constitucionais. Minha atuação tem sido mais no sentido de mediar conflitos, problemas entre a gestão da prefeitura e funcionários, como principalmente da população com as secretarias, por meio de requerimentos, para a resolução de questões do dia a dia. Acho sim, o requerimento um instrumento bastante utilizado na resolução dos problemas. Projetos de lei realmente existem alguns interessantes, mas o principal instrumento nosso realmente é intermediar as demandas da população com a prefeitura e principalmente junto às secretarias.

O senhor disse que sempre foi ligado à ex-governadora Wilma de Faria (PSB), mas cita que posteriormente houve uma dissidência. Por que o senhor deixou de seguir a liderança de Wilma para acompanhar o deputado federal Rogério Marinho?

Eu tenho ótima relação com dona Wilma. Tenho grande respeito e admiração. Dona Wilma foi um marco na política do Rio Grande do Norte, principalmente na conquista de espaço da mulher. Ela marcou uma era. O grande erro político, que ela ainda paga por ele, foi na eleição de 2008, quando ela preteriu a candidatura de Rogério Marinho, depois de toda uma mobilização do partido para lançá-lo candidato a prefeito. Nas vésperas das convenções, houve o acordão e o partido abriu mão de apoiar uma candidatura legítima e preparada para buscar projetos pessoais dela. Naquela ocasião, Wilma entendeu que elegendo Fátima com o apoio de Lula seria senadora de férias.

Então, acho que ela quebrou um compromisso com o próprio partido, ao abrir mão de uma candidatura própria do PSB, que vinha governando a cidade por 12 anos seguidos. Havia uma orientação nacional do partido de ter candidatura própria em todas as cidades com mais de 100 mil habitantes. Então, quem quebrou o compromisso foi dona Wilma. Dessa forma, não concordei com o que ocorreu e me afastei dela politicamente, até que consegui a justa causa na Justiça e deixei o PSB.

A tendência natural, então, seria o senhor migrar para o PSDB, do deputado federal Rogério Marinho.Por que então o senhor optou pelo DEM?

Minhas ligações políticas, tirando Wilma, são com o senador José Agripino (DEM). E foram José Agripino e Marcílio Carrilho que me levaram a apoiar Wilma. Foi quando eu me liguei a ela. Marcílio era líder de Wilma em 1989, quando me convidou para fazer parte da base do governo dela. Eu era filiado ao PMDB. Deixei o partido. A partir dali, me vinculei a Wilma, a pedido de Marcílio e José Agripino. Então, minhas ligações históricas politicamente são maiores com Marcílio e Agripino do que com Wilma. Então, não foi estranho que eu tenha optado pelo Democratas. Tenho grande amizade com Marcílio e voto em José Agripino desde 1990.

Hoje, o nome de Wilma de Faria é melhor do que o de Carlos Eduardo para prefeito?

Não tenho dúvida disso. Wilma, pelo menos, se fez um bom governo no primeiro mandato, no segundo foi muito ruim. Tem sido histórico isso. A reeleição deve entrar em cheque no futuro, porque quase sempre o segundo mandato é pior do que o primeiro. Tenho percebido issoem alguns estados e capitais. Com o governo Lula (PT), não sei se o segundo mandato foi melhor do que o primeiro. Wilma conhece muito bem a cidade e tem uma capacidade administrativa muito grande. Agora, parece que o estado tinha uma dimensão muito maior para a gestão que ela queria fazer. É diferente governar uma cidade, mesmo que seja a capital, de pegar o abacaxi do estado, cheio de problemas nos 167 municípios. A própria Rosalba governou Mossoró três vezes de forma excelente. Está tendo dificuldade para governar o estado. Com a experiência que Wilma tem de três mandatos como prefeita e dois como governadora, ela será uma grande gestora se for eleita prefeita de Natal.

O senhor é líder da prefeita Micarla de Sousa na Câmara. De acordo com as pesquisas de opinião, a administração é desaprovada por cerca de 90% do eleitorado natalense. O senhor não teme que essa rejeição respingue em sua candidatura no pleito deste ano?

Eu tenho andado muito pela cidade. Atendo pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nas comunidades mais humildes. O meu mandato de vereador e meu projeto de reeleição não têm sido contaminados em nenhum momento pelo fato de eu apoiar a gestão Micarla de Sousa. Pelo que vejo, acredito que não seja tão grande a reprovação como indicam as pesquisas. Não consigo compreender uma coisa.

O governo do PT, em nível nacional, que vai completar nove anos agora, foi um desastre na área de saúde, que eu conheço bem. É também um desastre na educação, nas universidades públicas brasileiras, na educação do segundo grau também. Não andamos bem. O Brasil perde para a Argentina, Paraguai, Chile. Isso só na América. Então, a saúde no governo do PT foi péssima, a educação também, a segurança não preciso nem falar. São três situações que estão sempre sendo criticadas pela população. Então, não consigo entender o alto índice de aceitação do governo do PT, mesmo com deficiências nessas três áreas importantes.

Como explicar a rejeição?

Micarla teve avanços significativos na saúde e na educação, com muitas melhorias, mas não tem boa avaliação nas pesquisas. Então, parece que administrar uma cidade é só fazer a limpeza e tapar os buracos. Parece que o povo quer isso. Eu fico até preocupado em ver avanços na saúde e educação, principalmente, e a prefeita ser mal avaliada. Mas tenho certeza que se nesses três ou quatro meses ela der banho de asfalto na cidade e mantiver as ruas limpas, isso vai mudar completamente. Aí eu me preocupo. Será que administrar uma cidade é só tapar buraco e recapear asfalto?

O senhor acha que a prefeita ainda tem condições de reverter o quadro desfavorável e disputar a reeleição?

Eu sou o líder da prefeita na Câmara, onde tenho defendido seus projetos, tentado derrubar os que não interessam, mantido os vetos dela. Defendo o governo do ponto de vista administrativo. Politicamente, me filiei ao Democratas e não ao PV. Então, isso não cabe a mim responder. Mas, uso muito uma frase de Magalhães Pinto: “Política é como uma nuvem. Você olha e está de um jeito. De repente, está de outro”. Não existe o impossível. A própria presidente Dilma Rousseff tinha apenas 2% nas pesquisas e ganhou a eleição. Fernando Bezerra, quando foi candidato a governador, tinha 65%. Não foi nem para o segundo turno. Que existe possibilidade de ela reverter a situação, existe. Se essas obras de mobilidade que começaram agora tivessem sido iniciadas há um ano, as chances seriam ainda maiores. Eu não sei se, agora em março, a 7 meses e meio da eleição, ela irá se tornar uma candidata competitiva. Mas a possibilidade existe.

O senhor descarta a possibilidade de apoiar uma possível candidatura da prefeita Micarla de Sousa?

Na hora que eu defini minha filiação ao Democratas, em função da fidelidade, para onde o partido for, eu irei. Parece-me que o caminho natural do DEM não será apoiar a reeleição de Micarla, embora ela seja prefeita hoje por causa da legenda. Foi o maior apoio que ela teve em 2008, principalmente em tempo de televisão. O fato de eu estar com a prefeita hoje não é estranho, tendo em vista a participação do democratas na eleição da prefeita.

Então o senador José Agripino é responsável pelos resultados da administração de Micarla?

Eu acho que democracia é isso. Você pode votar em alguém, depois rever seu voto. Não existe responsabilidade de Agripino pelos atos da gestão. Eu acho que a prefeita tem juventude, determinação, representa renovação do quadro político do estado. Acredito que José Agripino a apoiou nessa condição. Numa cidade de porte médio como é Natal, tendo um boicote do governo do estado e do governo federal, ninguém consegue fazer nada. É preciso entender que havia uma crise econômica sem precedentes, quando Micarla assumiu. Houve boicote total do governo Lula e do PSB, que governava o estado. Não foi feito nenhum convênio. Aqueles que hoje fazem oposição à prefeita Micarla de Sousa tiveram ações contra a cidade. Então, Agripino não é culpado. O boicote que ela teve foi muito grande. A própria governadora Rosalba Ciarlini teve que arrumar o estado no primeiro ano, mas já sinaliza com parcerias. Já Dilma, com quem ela tem boa relação, também por causa da Copa do Mundo, vai viabilizar obras agora. Mas, foram praticamente três anos sem nenhuma obra importante para a cidade.

Qual o caminho que o senhor acha que o DEM deve seguir no pleito deste ano?

Eu sou novo no DEM. Estou evitando dar declarações em nível de partido. Pelo que tenho visto pela imprensa, o único candidato que o Democratas teria viável para a prefeitura seria o deputado federal Felipe Maia, que até tirou o nome das pesquisas e anunciou que não é candidato. O democratas sinaliza que o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é o candidato natural . Então, acho que o projeto será esse. Sendo esse, é claro que vou seguiro meu partido.

Em entrevista a uma emissora de rádio local, o ex-prefeito comentou a possível formação do futuro secretariado. O senhor acha que ele é o prefeito de férias?

Não. Claro que não. Há uma leitura (das pesquisas) que o ex-prefeito Carlos Eduardo e os que estão por trás do seu projeto de voltar à prefeitura não querem fazer. Hoje, 75% do eleitorado de Natal não têm candidato definido. Dos 25% que têm, ele aparece com 40%. Então, ele tem um voto em cada 10. Ou seja, nove não querem votar nele. É uma candidatura que eu considero frágil. Se é frágil em termos de número, ele também está num partido pequeno, não vai construir grandes alianças e é um político que não expira confiança.

Por que?

Ele, se elegendo, não escuta ninguém. Em 2005, ao assumir o segundo mandato, com amplo apoio do PSB, que tinha a governadora, dois deputados federais, três estaduais e oito vereadores, o partido não foi consultado para indicar uma ASG. Parece que ele disse: “agora o governo é meu”. Ele personalizou a administração. Em vez de fortalecer o PSB, ele incentivou as pessoas ligadas a ele, como Justina Iva, Raniere Barbosa e Aparecida França, a se filiarem a outros partidos.

Como explicar essa postura?

É uma postura estranha para quem deveu muito ao PSB. Ele só foi prefeito de Natal por causa de Wilma, que era prefeita e renunciou. Depois, ele chega a dizer que a equipe era boa. Disse que era uma equipe campeã. Foi um desastre na educação. A saúde ficou sucateada, com 5 unidades fechadas pelo CRM, R$ 10 milhões em remédios jogados fora. Também sacou R$ 22 milhões do fundo previdenciário para pagar contas, um crime previsto na Constituição Federal. O parque da Cidade foi inaugurado duas vezes inacabado, para fazer campanha eleitoreira para a candidata dele: a deputada Fátima Bezerra. E o Machadão passou por uma reforma que teve superfaturamento de quase R$ 5 milhões. O TCU e o TCE mostram várias ilegalidades referentes à obra. Eu acho a candidatura dele muito frágil. Na televisão, os adversários dele mostrarão tudo isso.

O senhor considera que houve mau uso do dinheiro público na gestão do ex-prefeito?

Não tenho a menor dúvida. Têm publicações no Diário Oficial, no último semestre de 2008, onde houve excesso de receita. Se havia um planejamento orçamentário com uma estimativa de receita que foi superada, por qual motivo ele ainda usou o dinheiro da previdência para pagar obras? Havia dinheiro. Isso para mim é mau uso do dinheiro público.

Por que então, diante de tudo isso, o senhor deu sustentação à gestão de Carlos Eduardo desde o primeiro momento?

Eu era do PSB e ele também. Nós brigamos pela eleição dele. Wilma me pediu para apoiá-lo. Mas meu distanciamento começou a partir das convenções de junho de 2008. Foi também quando comecei as críticas porque ele fez tudo isso.

Fonte: O Poti

Opinião dos leitores

  1. Parei quando ele diz: "O governo do PT, em nível nacional, que vai completar nove anos agora, (…) é também um desastre na educação, nas universidades públicas brasileiras".Se tem uma coisa em que o governo federal não falhou foi em investimento em educação a nível universitário. Aqui no próprio RN, a expansão da UFRN e, principalmente, da UFERSA, teriam sido impensáveis em épocas anteriores, onde a regra era sucatear.

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Damares denuncia Freixo por patrocínio da Embratur à escola de samba que homenageará Lula na Sapucaí

Fotos: Agência Senado e Câmara dos Deputados

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou denúncia à Comissão de Ética da Presidência da República contra o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, por patrocinar o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval deste ano.

Na representação, Damares acusa Freixo de uso político de recursos públicos, ao autorizar o repasse de R$ 12 milhões da Embratur à Liga das Escolas de Samba (Liesa) — R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas do Grupo Especial. A senadora também cita a participação de Freixo em ensaio técnico vestindo camisa com o rosto de Lula, o que, segundo ela, configuraria favorecimento político e quebra de deveres éticos.

Em resposta, Freixo defendeu o patrocínio em vídeo nas redes sociais, afirmando que o investimento visa promover o Carnaval brasileiro no exterior, atrair turistas e movimentar a economia. Ele destacou ainda que o valor é o mesmo destinado em 2024 e que o evento também recebe recursos do governo estadual e da prefeitura do Rio.

O patrocínio tem gerado críticas e ações da oposição. Além da denúncia de Damares, o partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do repasse, pedido que foi negado pelo ministro Aroldo Cedraz. Para ele, os recursos fazem parte de um acordo de cooperação para ampliar a visibilidade internacional do Brasil por meio do Carnaval.

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Padre da Igreja de Sant’ana em Capim Macio esclarece denúncia que rejeitou batizar filho de casal homossexual

Imagem: reprodução/Arquidiocese de Natal

O padre Marcelo Araújo, pároco da Igreja de Sant’ana em Capim Macio, entrou em contato com o BG para explicar a situação que gerou a denúncia do casal de mulheres homossexuais de que ele não teria batizado o filho delas.

Padre Marcelo disse ao blog que é padre há 15 anos, e que nunca havia se deparado com um pedido como esse. Em razão disso, pediu para o secretário da paróquia encaminhar o caso para a Cúria, em busca de uma orientação sobre como deveria ser o procedimento de batizar uma criança filha de um casal homossexual.

“Seguirei o que a Cúria da nossa Arquidiocese me orientar” finalizou Padre Marcelo

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Anvisa registra 6 mortes suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de notificações de suspeita de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras vem crescendo no Brasil desde 2020, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No período, seis registros tiveram desfecho suspeito de morte.

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 145 notificações relacionadas a medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados de estudos clínicos, o total chega a 225 registros. As informações fazem parte do sistema VigiMed, usado para monitorar eventos adversos de medicamentos.

A série histórica aponta aumento contínuo: houve apenas uma notificação em 2020, número que subiu para 21 em 2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Em 2025, os registros saltaram para 45 casos, alta de 60,7% em relação ao ano anterior.

A Anvisa destaca que os dados se referem a suspeitas, não a casos confirmados. O risco de pancreatite já consta nas bulas desses medicamentos, aprovadas pela agência no Brasil.

O crescimento do uso dessas canetas — inclusive fora das indicações originais e por meio do mercado ilegal — reforça, segundo a Anvisa, a necessidade de prescrição responsável e acompanhamento médico.

Nesta semana, a agência reguladora do Reino Unido também emitiu alerta sobre o risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos para obesidade e diabetes, como Wegovy e Mounjaro, ressaltando que, embora raros, alguns casos têm sido severos.

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Casal homossexual denuncia padre da Igreja de Sant’ana em Capim Macio por não querer batizar o filho delas

Um casal homossexual formado por duas mulheres que vivem juntas há 9 anos procurou o BLOGDOBG para denunciar o padre Marcelo Araújo, da Igreja de Sant’Ana, em Capim Macio, na Zona Sul de Natal, por não querer batizar o filho delas.

O casal enviou o print com a transcrição da resposta negativa sobre o batismo da criança, enviada por um secretário da Paróquia.

No print, a transcrição do áudio informa que o padre Marcelo pediu que elas procurassem a Cúria da Arquidiocese (estrutura administrativa e judicial da Igreja Católica) para encontrar uma solução.

Opinião dos leitores

  1. Denunciar oq, omi? Tem dois quase mil anos de regras e hierarquias, o pessoal acha que é freestyle.

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BOMBA: Henrique Alves pede desfiliação do PSB e deixa entender que está voltando para o MDB

Foto: José Aldenir / Agora RN

Uma fonte do BLOGDOBG entrou em contado comigo na tarde deste sábado (7) para soltar uma bomba.

Segundo esta fonte, o ex-deputado Henrique Alves entrou em contato com o diretório municipal do PSB para pedir a desfiliação, informando que vai registrar o pedido, dizendo em alto e bom som que está voltando para onde nunca deveria ter saído.

Segundo a nossa fonte, Henrique ainda teria disparado: “voltarei por cima”.

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  1. Nessa frase de Henrique volto por cima aí como minha avó dizia neste angu tem caroço é vem lá do ninho dos bacurau lá de Brasília.bacurauzinho do RN cuidado c/ as asas pode ser cortada destriche se for capaz .

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Agreste Potiguar registra chuvas acima de 140 mm em um único dia

Foto: reprodução

Chuvas intensas marcaram a madrugada e a manhã deste sábado (7) no Rio Grande do Norte, com destaque para o Agreste Potiguar, onde os acumulados ultrapassaram 140 milímetros em apenas um dia. Os dados são da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN).

Os maiores volumes foram registrados em Bom Jesus (142,4 mm) e Santo Antônio (142,1 mm). Outros municípios do Agreste também tiveram índices elevados, como Lagoa de Pedras (96 mm), Boa Saúde (89 mm), Santa Maria (86,4 mm) e Monte Alegre (70 mm).

No Leste Potiguar, Ceará-Mirim apareceu entre os maiores acumulados do estado, com 128,2 mm. Macaíba registrou 75,6 mm, enquanto Natal teve volume bem menor, com 22,6 mm.

Em contraste, as chuvas foram irregulares em outras regiões. No Seridó, Currais Novos acumulou apenas 0,3 mm e Acari não registrou precipitação no período.

As informações fazem parte do relatório diário da EMPARN, elaborado com base em dados de estações pluviométricas distribuídas pelo estado e utilizadas para monitoramento climático e planejamento agropecuário.

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Tarcísio de Freitas está em Natal

Foto: reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está em Natal.

Ele foi visto neste sábado (7), almoçando no Sal e Brasa, na capital potiguar.

A esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, é potiguar e com certa frequência, visitam Natal.

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VÍDEO: Mulher é presa ao tentar viajar para Fortaleza com 43 celulares furtados no show de Natanzinho Lima, na Redinha em Natal

Uma mulher foi presa pela Polícia Militar na rodoviária de Natal após tentar embarcar com 43 celulares furtados durante o show do cantor Natanzinho Lima, realizado na Redinha, em Natal.

A polícia foi acionada por uma das vítimas que rastreava o aparelho furtado. Os policiais localizaram a criminosa com o celular de uma das vítimas carregando. Ela foi abordada pelos policiais que de imediato já localizaram 30 aparelhos em uma mochila. Em seguida, foi encontrada uma caixa com outros 13 aparelhos.

A criminosa disse aos policiais que veio de Fortaleza para Natal somente para roubar celulares. Ainda segundo a mulher presa informou à polícia, ela faz parte de um grupo que já estava a caminho de Fortaleza com outros aparelhos também furtados.

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VÍDEO: Veículo capota após manobras na praia de Genipabu

Um veículo capotou após realizar manobras na praia de Genipabu neste sábado (7).

Imagens divulgadas pelo Via Certa Natal mostram o carro com as quatro rodas para cima e fumaçando, logo após o acidente, enquanto pessoas tentavam desvirar o carro.

Pelos relatos feitos durante a gravação do vídeo, o carro por pouco não atingiu banhistas.

Opinião dos leitores

  1. O retrato da Esculhanbacão.
    Com certeza tem o apoio do presidente Luizinho nove dedos.
    Virou uma coisa banal.
    É imoral.

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Viviane Barci, mulher de Moraes, assume novo caso no STF em defesa de Lucas Kallas, sócio de Vorcaro

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Um novo processo no STF passou a ter como advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ela atua na defesa do empresário Lucas Kallas, acionista da farmacêutica Biomm ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O caso foi protocolado na segunda-feira (2) e Viviane aparece como única advogada no processo, representando Kallas por meio do escritório Barci de Moraes Advogados, da família Moraes. Também assinam a petição os filhos do ministro, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

Kallas afirma, em nota, que foi citado indevidamente em investigação relacionada à Empabra, empresa de mineração da qual diz ter se afastado em 2017. Segundo ele, não há ação penal instaurada, e sua defesa é feita de forma conjunta pelos escritórios Grimaldi & Rodrigues e Barci de Moraes desde 2024.

O processo chegou ao STF por decisão do TRF-6, que apontou possível conexão com pessoas com foro privilegiado. Antes, o caso tramitava sob sigilo na Justiça Federal de Belo Horizonte.

Kallas é citado pela Polícia Federal em inquérito que apura extração ilegal de minério em área ambientalmente protegida. Apesar disso, integra desde 2023 o Conselhão do governo Lula e já recebeu elogios públicos do presidente.

A ação foi distribuída ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin, e ainda aguarda redistribuição. Dados revelados pelo Estadão mostram que o número de ações patrocinadas por Viviane Barci em tribunais superiores cresceu de forma significativa após a posse de Alexandre de Moraes no Supremo.

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