Clima

Fogo controlado pode ajudar a evitar incêndios florestais, diz estudo; entenda técnica

Foto: (Nirut Sangkeaw / EyeEm/Getty Images)

O final de 2019 e o começo do 2020 foram marcados por uma série de incêndios florestais de grandes proporções em diversos lugares: na Floresta Amazônica, na África Subsaariana, na Austrália e no oeste dos Estados Unidos, por exemplo. Apesar de diferentes entre si, todos chamaram a atenção do mundo para o problema das mudanças climáticas e do aumento de eventos climáticos extremos. Se preparar para enfrentar incêndios cada vez maiores não é fácil, mas existem algumas técnicas que podem ajudar. Uma delas parece paradoxal: colocar fogo em florestas para evitar incêndios desastrosos no futuro.

Funciona assim: florestas são enormes campos de material combustível acumulado, principalmente na forma de madeira, folhas e arbustos. Dependendo do clima da região, a falta de chuva torna essas áreas extremamente secas, e aí basta uma fagulha inicial para o fogo começar e se espalhar — pode ser uma bituca de cigarro ou um raio, por exemplo.

Quando se sabe que uma floresta pega fogo em épocas de seca, causar um incêndio controlado antes disso vai consumir a maior parte do combustível disponível. Aí, quando a seca chegar, os incêndios podem até ocorrer — mas haverá muito menos matéria para ser queimada, e o resultado será bem menos danoso.

Mas não é só sair por aí com um lança-chamas, queimando tudo o que se vê pela frente: é preciso delimitar uma área primeiro. Em geral, essas áreas são sempre próximas a alguma barreira que impedirá a propagação do fogo para além dos limites desejados, como um rio ou uma estrada, por exemplo. Caso seja necessário, é preciso construir outras barreiras artificiais, usando tratores para derrubar uma “faixa” que separe a área queimada do restante da floresta que permanecerá intacta.

A queimada em si acontece em etapas, para garantir um melhor controle, espalhando o combustível de modo que o fogo se propague contra o vento (ou seja, mais lentamente). Caso tudo ocorra bem nas primeiras etapas, o combustível pode ser espalhado em direções a favor do vento, acelerando o processo.

Os incêndios controlados geralmente são do tipo superficial, ou seja, queimam a matéria que se encontra abaixo de 1,80 m de altura, evitando ao máximo que o fogo chegue no topo das árvores (esse tipo de incêndio, conhecido como incêndio de copas, é mais devastador e difícil de controlar). É possível controlar isso porque o processo é feito em etapas, em épocas que as árvores não estão muito secas. Então, o que está embaixo, como folhas e arbustos, queima muito rapidamente – o que extingue a maior parte do fogo antes que as chamas subam para as árvores. Dessa forma, é possível apagá-lo quando ainda é superficial. Se alguma árvore entra totalmente em chamas no processo, geralmente ela é cortada para evitar a propagação do incêndio para outras.

A técnica não é nova — muito países e estados usam incêndios controlados em áreas de secas, incluindo a Califórnia, nos EUA, e a Austrália, dois lugares que entraram nos noticiários por seus grandes focos de incêndio recentes. No país da Oceania, inclusive, a queimada intencional está longe de ser moderna: os povos aborígenes que ocupavam as terras antes da chegada dos europeus já tinham conhecimento da manobra. Por isso mesmo, os nativos australianos têm sido uma das maiores vozes na crise dos incêndios do país, que já consumiram mais de 10 milhões de hectares e mataram 30 pessoas.

Mas um novo estudo publicado na revista Nature Ecology confirmou novamente que incêndios controlados não apenas são seguros e efetivos, mas que eles também poderiam ter amenizado a desastrosa temporada de incêndios — pelo menos na Califórnia, que também enfrentou chamas anormalmente poderosas no fim do ano. A equipe da Universidade de Stanford analisou os motivos que levaram a uma queda no número de incêndios controlados no estado americano, o que provavelmente teve um papel importante para a crise.

Os cientistas argumentam que cerca de 20% da Califórnia tem que ser frequentemente alvo de queimadas controladas para ajudar a evitar incêndios fora do normal. Nos últimos anos, porém, nem metade desse número foi cumprido. Os motivos para isso são vários: falta de verba, legislações e regulações desatualizadas, falta de profissionais qualificados, etc… A opinião pública também tem um papel importante, porque muitos leigos condenam a medida como algo negativo, mesmo que a ciência comprove que seja efetiva e benéfica para a floresta.

Os pesquisadores também mostram que investir em precaução de incêndios é menos custoso do que tentar lidar com eles depois — tanto financeiramente como ecologicamente.

Mesmo assim, especialistas alertam: somente as queimadas controladas não dão conta de evitar eventos catastróficos. Na Austrália, por exemplo, a medida é empregada regularmente, apesar de uma ligeira queda nos últimos anos, e isso não impediu que o país entrasse em chamas como nunca antes. As mudanças climáticas estão tornando esses eventos extremos mais comuns em todo o mundo — os últimos 10 anos tem tido temperaturas acima da média na Austrália, algo que segue a tendência global. Lidar com esse problema parece inevitável se quisermos proteger nossa natureza.

E na Floresta Amazônica?

O novo estudo coletou dados das queimadas da Califórnia, que tem uma vegetação e um clima semelhantes às áreas incendiadas na Austrália.

Embora também tenha sido palco de grandes incêndios recentemente, nossa Amazônia não compartilha muitas outras coisas com as florestas australianas e californianas. Ela é uma mata úmida, equatorial, que não fica seca naturalmente e dificilmente pega fogo sem intervenção humana. Os polêmicos focos de incêndio que observamos no noticiário foram causados principalmente por queimadas intencionais relacionadas ao desmatamento ilegal, que cresce na região devido ao avanço do agronegócio e da pecuária.

Nesse caso, não faz muito sentido colocar fogo, já que não há queimadas naturais — o melhor mesmo é preservar.

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TRAGÉDIA EM SANTA CRUZ: Homem mata esposa, enteada e cunhada, atira contra dois filhos e PM depois tira a própria vida

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma tragédia deixou três mulheres mortas e duas crianças feridas na manhã desta sexta-feira (18), no bairro Paraíso, em Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte.

Segundo a Polícia Militar, um homem matou a tiros a companheira, a enteada, de 18 anos, e a cunhada dentro de uma residência. As três morreram no local. Duas crianças também foram vítimas: uma foi baleada no rosto e a outra sofreu agressões físicas.

Após o crime, o homem fugiu e entrou em confronto com policiais militares. Durante a troca de tiros, um PM foi atingido no antebraço. O policial foi socorrido e passa bem.

Durante o confronto, o homem atirou contra a própria cabeça e morreu no local. As identidades dos envolvidos ainda não foram oficialmente divulgadas.

As circunstâncias e a motivação dos crimes serão investigadas pela Polícia Civil.

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[VÍDEO] “ISSO É UMA VERGONHA”: Boris Casoy critica aumento dado pelo presidente Lula ao Bolsa Família às vésperas do primeiro turno

O jornalista e apresentador Boris Casoy criticou o presidente Lula (PT) pelo reajuste de 15% do Bolsa Família e classificou a decisão como “medida eleitoreira”. O comentarista afirmou que não há dinheiro previsto no orçamento para o aumento e disse que a dívida provocada pela decisão ficará para o próximo presidente.

“Quer saber o que é isso? Isso é uma vergonha! É uma medida eleitoreira, uma medida tomada, obviamente, de improviso”, criticou.

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Benes reúne multidão em Lajes, recebe o apoio de 7 dos 8 prefeitos da Região Central e presta contas dos mais de R$ 100 milhões em recursos

Fotos: Divulgação

Lajes viveu, na quinta-feira (17), uma noite de forte mobilização política. O deputado federal Benes Leocádio levou uma multidão às ruas da cidade em um grande arrastão que reuniu moradores de Lajes, lideranças políticas e apoiadores de diversos municípios da Região Central.

A mobilização reforçou a presença de Benes em uma região onde o deputado mantém uma trajetória política construída ao lado dos municípios. Dos oito prefeitos da Região Central, sete integram a base de apoio ao parlamentar, fortalecendo sua articulação política e sua presença no território.

A atuação de Benes na região também é marcada pela destinação de recursos. São mais de R$ 100 milhões em emendas destinadas aos municípios da Região Central, contemplando áreas como saúde, infraestrutura, educação, agricultura e desenvolvimento local.

A mobilização evidenciou a dimensão da articulação construída por Benes na Região Central. Ex-prefeito de Lajes e com trajetória diretamente ligada ao Cabugi, o deputado mantém uma atuação marcada pela defesa dos municípios e pela destinação de recursos para atender demandas concretas da população.

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PESQUISA BG/PERFIL: 45,51% dos eleitores de Álvaro votam em Flávio para presidente e 26,47% em Lula

Flávio Bolsonaro (PL) recebe 45,51% dos votos dos eleitores que escolhem Álvaro Dias (PL) para o Governo do RN, segundo o cruzamento da pesquisa BG/Perfil. Lula (PT), porém, fica com uma fatia importante dessa base: 26,47%.

Augusto Cury (Avante) aparece com 4,99%, enquanto os demais candidatos somam 3,98%. O grupo também tem o maior percentual de indecisos entre as três principais bases da disputa estadual, com 14,66%. Outros 4,39% pretendem votar em branco ou nulo.

Apesar de Álvaro e Flávio serem do mesmo partido, menos da metade dos eleitores do candidato ao Governo do RN declara voto no presidenciável do PL. Mais de um em cada quatro afirma votar em Lula.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em todas as regiões do RN entre os dias 12 e 15 de setembro. A margem de erro geral é de 2,45 pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento está registrado no TSE sob os números BR-02304/2026 e RN-08335/2026.

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PESQUISA BG/PERFIL: 95% dos eleitores de Cadu votam em Lula para presidente

O eleitorado de Cadu de Lula (PT) está praticamente todo fechado com o presidente Lula (PT). Segundo o cruzamento da pesquisa BG/Perfil, 95,45% dos entrevistados que escolhem Cadu para o Governo do RN também votam no petista para presidente.

Flávio Bolsonaro (PL) recebe apenas 1,63% dos votos desse grupo, enquanto Augusto Cury (Avante) aparece com 1,32%. Outros 1,07% estão indecisos e 0,55% pretendem votar em branco ou nulo.

O resultado mostra uma forte ligação entre as duas candidaturas petistas. De cada 100 eleitores de Cadu, aproximadamente 95 também escolhem Lula na disputa presidencial.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em todas as regiões do RN entre os dias 12 e 15 de setembro. A margem de erro geral é de 2,45 pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento está registrado no TSE sob os números BR-02304/2026 e RN-08335/2026.

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PESQUISA BG/PERFIL: 58,6% dos eleitores de Allyson votam em Lula para presidente e 21,49% em Flávio

A maioria dos eleitores que escolhem Allyson Bezerra (União Brasil) para o Governo do RN vota em Lula (PT) para presidente. Segundo o cruzamento da pesquisa BG/Perfil, o petista recebe 58,60% dos votos desse grupo.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 21,49% entre os eleitores de Allyson. Augusto Cury (Avante) recebe 2,38%, enquanto os demais candidatos somam 6,60%. Outros 3,83% estão indecisos e 7,10% pretendem votar em branco ou nulo.

Os números mostram que, apesar de Allyson não ser candidato do PT, seu eleitorado no Rio Grande do Norte está majoritariamente alinhado a Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em todas as regiões do RN entre os dias 12 e 15 de setembro. A margem de erro geral é de 2,45 pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento está registrado no TSE sob os números BR-02304/2026 e RN-08335/2026.

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CRISE NO STF: Lula reclama de atuação de Flávio Dino em sessão sobre Alexandre de Moraes

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente Lula reclamou a aliados da atuação do ministro Flávio Dino durante a tumultuada sessão do STF que discutiu a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master. Segundo a Folha de S.Paulo, Lula criticou tanto o pedido de vista apresentado por Dino quanto o tom adotado pelo ministro durante o julgamento.

A sessão de terça-feira (15), classificada pelo próprio Lula como um “show de horrores”, terminou sem decisão sobre a investigação de Moraes. O julgamento foi suspenso após uma série de confrontos entre ministros e o pedido de vista de Dino.

De acordo com relatos feitos à Folha, Lula considerou inadequado o tom zombeteiro usado por Dino em alguns momentos da sessão. O ministro, que foi titular da Justiça no atual governo, também protagonizou embates com o presidente do STF, Edson Fachin.

Lula esperava que o Supremo avançasse na definição sobre a abertura da investigação contra Moraes e demonstrou preocupação com o prolongamento da crise interna na Corte em plena reta final da campanha eleitoral.

Com informações da Folha de S.Paulo

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FISCAIS DE URNA: Flávio Bolsonaro anuncia site para recrutar voluntários para fiscalizar votação

Foto: Reprodução/Youtube

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, anunciou que vai criar um site para recrutar voluntários para atuar como fiscais nas eleições deste ano. A proposta foi apresentada durante uma live nesta quinta-feira (17).

“A gente vai começar a fazer um trabalho de arregimentação de pessoas para nos ajudar na fiscalização no dia da eleição”, afirmou. Segundo Flávio, os interessados poderão se inscrever, serão credenciados e receberão orientações sobre como acompanhar a votação, especialmente no fechamento das urnas.

O candidato disse que pretende ter fiscais em todo o país para evitar que “pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras”. Ele não apresentou exemplos de ocorrências desse tipo.

A legislação eleitoral permite que partidos, federações e coligações fiscalizem todas as fases da votação e da apuração. Nas seções eleitorais, cada legenda, federação ou coligação pode nomear até dois fiscais, com apenas um atuando por vez.

De acordo com o TSE, desde a implantação da urna eletrônica, em 1996, não houve fraude comprovada capaz de alterar o resultado de uma eleição ou quebrar o sigilo do voto. O sistema passa por mecanismos de fiscalização e auditoria antes, durante e depois das eleições.

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Flávio diz que Moraes e Dino não têm condições de seguir no STF e fala em indicar até 6 ministros

Fotos: Sérgio Lima/AFP e Gustavo Moreno/STF

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que Alexandre de Moraes e Flávio Dino “não têm condições” de continuar no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que poderá indicar até seis ministros para a Corte caso seja eleito. A declaração foi feita nesta quinta-feira (17), durante ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia.

Quatro ministros do STF deverão atingir a aposentadoria compulsória durante o próximo mandato presidencial, o que abriria quatro vagas para indicação do próximo presidente. Para chegar às seis citadas por Flávio, Moraes e Dino também teriam de deixar o tribunal. A saída de um ministro antes da aposentadoria pode ocorrer, entre outras hipóteses, por renúncia ou impeachment.

“Não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF. Mas já estou pensando que podem ser seis vagas, porque o Flávio Dino também não tem condição de ficar lá”, declarou.

Flávio disse ainda que pretende indicar “homens e mulheres” que sejam contra as drogas e o aborto, respeitem a Constituição e, segundo ele, não utilizem o cargo para perseguir adversários políticos.

No mesmo discurso, o candidato voltou a criticar Moraes ao comentar o julgamento no STF relacionado a um relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro e o caso Master. O mérito sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes ainda não foi analisado pelo plenário.

Flávio também prometeu, caso eleito, classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e declarou que pretende intensificar o combate ao que chamou de “narcoterrorismo”.

Com informações  do g1

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PRIORIDADES: SUS do governo Lula distribui “kit chuca” para o público LGBT+

Circula nas redes sociais um vídeo que mostra a distribuição de materiais de higiene íntima voltados ao público LGBT+ pelo governo Lula, por meio do SUS.

No vídeo, uma mulher afirma que o uso é “autoexplicativo” e demonstra como utilizar o kit. Nas imagens, são apresentados itens entregues em um ambulatório especializado, entre eles um higienizador íntimo indicado para a realização da chamada “chuca”.

O material também inclui preservativos e outros itens de prevenção e saúde sexual.

A distribuição do material pelo SUS tem gerado críticas de internautas nas redes sociais, que argumentam que a iniciativa ocorre enquanto a saúde pública enfrenta filas, falta de medicamentos e demora para consultas e exames em várias partes do país.

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