Estudo brasileiro pode ajudar na busca por vida extraterrestre

Foto: Reprodução

Pesquisadores do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia em Materiais), em Campinas, no interior de São Paulo, criaram imagens 3D de formas de vida de aproximadamente 1,9 bilhão de anos atrás. As fotos foram feitas com a ajuda de um método avançado de produção de imagens, e são as mais detalhadas já produzidas até hoje.

A análise foi feita em parceria com pesquisadores da Suíça e da França, e abre caminho para novos estudos com fósseis, que são usados há décadas para entender o surgimento e a evolução da vida na Terra, e até mesmo para ajudar na busca por vida em outros planetas.

De acordo com o CNPEM, os microfósseis foram encontrados na Formação Gunflint, no Canadá, e têm cerca de 1,88 bilhão de anos. Os restos preservam microorganismos semelhantes às bactérias atuais, mas que viveram durante um período em que apenas organismos microscópicos habitavam o planeta. A Formação Gunflint é bem conhecida por paleontólogos por ser referência em preservação de fósseis.

Lâmina de rocha analisada. Os microfósseis se encontram nas áreas vermelhas/Foto: Divulgação

Para produzir as imagens, os pesquisadores usaram raios-X do tipo síncotron, etapa que foi realizada pelo Instituto Paul Scherrer, por meio do Swiss Light Source. A técnica envolve feixes de luz muito intensos produzidos por grandes aceleradores de partículas chamados síncotrons.

Usando essa técnica de tomografia em alta resolução, foi possível observar os microorganismos em três dimensões dentro de minúsculos pedaços de rocha, sem precisar quebrá-las. Assim, os cientistas conseguiram reconstruir as células e observar como os processos geológicos e o tempo afetaram sua forma e composição original.

A 1ª imagem é resultado da análise microscópica; as demais são visualizações em 3D de tomografia de raios-X em diferentes planos/Foto: CNPEM

A única fonte de luz síncotron na América Latina fica no Laboratório Nacional de Luz Síncotron, em Campinas. É onde trabalham os pesquisadores Lara Maldanis, doutora pelo Instituto de Física de São Carlos (USP), e Douglas Galante, pós-doutor em astronomia pela USP, líderes do estudo.

Ao longo da análise, descobriu-se também que, ao contrário do que se imaginava, fósseis antigos não tinham revestimento de hematita. Na verdade, eles eram compostos de material orgânico (invisível na microscopia óptica) e revestidos com cristais de maghemita de óxido de ferro.

“Isso mostrou que, no nível das células e em contato com a matéria orgânica, os óxidos de ferro seguem um padrão de transformação diferente do resto da formação, o que aprimora nossa compreensão de como essas estruturas foram preservadas e como foram alteradas depois de permanecerem enterradas por bilhões de anos”, disse o CNPEM em comunicado.

O instituto acrescentou ainda que o grande desafio em estudos como esse está nas características dos microfósseis, que têm apenas alguns micrômetros de diâmetro – dez vezes menos espessos que um fio de cabelo humano. Além disso, o material sofre alterações geológicas com o passar do tempo, causadas pela pressão e temperatura das rochas acima dele.

Por isso o resultado da pesquisa é importante. “Usando técnicas como esta, a ciência poderá revelar mais detalhes sobre os primeiros vestígios de vida na Terra ou mesmo em Marte, que nos ajudarão a responder algumas das questões mais intrigantes da ciência: como a vida surgiu na Terra? E estamos sozinhos no universo?” concluiu o Centro.

Com UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Barros disse:

    Isso serve pra quê???

  2. Dulce disse:

    Deixa pra gastar com isso quem pode, as pessoas não tem nem água e alimentação, tão gastando dinheiro com isso, pqp, deixa pra os EUA, que pode gastar

  3. Bruno disse:

    Pense numa matéria inútil!

    • Cigano Lulu disse:

      Inútil para muitos, porém importante como notícia por fugir do convencional. Como, por exemplo, a pandemia em curso: de tanto "morder o cachorro" e outros bichos, avalia-se que os chineses terminaram se tornando incubadoras ambulantes do novo coronavírus.

Proteína desenvolvida no Instituto de Tecnologia de Massachusetts(EUA) pode ajudar a tratar casos graves de Covid-19

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu proteínas especializadas que podem ajudar no combate à Covid-19, especialmente os casos graves da doença causada pelo novo coronavírus.

Uma das principais características enfermidade é a resposta excessiva do sistema imunológico em casos graves. Segundo os cientistas do MIT, quando o Sars-CoV-2 infecta nosso corpo, ele gera uma reação exagerada do sistema imunológico, causando uma “tempestade” de moléculas conhecidas como citocinas — que em excesso podem levar à morte.

Foi pensando nessa estrutura que os pesquisadores desenvolveram os anticorpos, que focam justamente em absorver essas citocinas em excesso. “A ideia é que eles possam ser injetados no corpo e se ligarem às moléculas excessivas geradas pela ‘tempestade’, removendo as citocinas excessivas e aliviando os sintomas da infecção”, explicou Rui Qing, um dos principais autores do estudo, em comunicado.

As proteínas projetadas pelos pesquisadores imitam seis receptores diferentes de citocina presentes em anticorpos. Até agora a tecnologia foi testada em laboratório e funcionou bem, segundo o artigo publicado pela equipe na edição deste mês do Quarterly Review of Biophysics.

Agora os cientistas esperam testar as citocinas em células humanas e em modelos animais para validar o tratamento. Eles esperam licenciar a tecnologia rapidamente e colaborar com empresas farmacêuticas e de biotecnologia, que podem ajudar a aplicá-la em ensaios clínicos com humanos.

“Obviamente, essa abordagem precisará de mais estudos com animais e estudos clínicos potencialmente humanos”, afirmou David Jin, líder do estudo. “Mas temos confiança de que essa descoberta contribuirá para aplicações clínicas a fim de tratar doenças virais que envolvem tempestades de citocinas.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rocha Neto disse:

    Que pena! O próprio homem criando a sua arma biológica para por fim a sua vida e de muitos milhões no mundo. Apocalipse iniciado, como está no Livro da Vida.

Netflix doa R$ 5 milhões para ajudar trabalhadores do audiovisual no Brasil

Foto: Getty Images

A Netflix doou R$ 5 milhões para um fundo emergencial em apoio aos trabalhadores do audiovisual afetados pela pandemia de Covid-19 no Brasil.

O fundo será administrado pelo Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB) e ajudará até 5 mil pessoas. Profissionais como produtores, assistentes, coordenadores, técnicos e operadores de diferentes departamentos de produção como câmera, áudio, arte, maquiagem, figurino, cenografia, logística, entre outros, que em sua maioria recebem por semana ou trabalham sem contratos garantidos, serão elegíveis para solicitar o benefício, um único depósito no valor do salário mínimo, R$ 1.045.

De acordo com a Netflix, a doação para o ICAB faz parte do fundo de US$ 100 milhões anunciado em março para apoiar os trabalhadores do audiovisual em países como o Brasil, onde a companhia tem uma grande base de produção. Em comunicado oficial, a empresa reforçou que a quantia “é um complemento ao pagamento de cachês que foram feitos às equipes e atores das nossas produções originais no país”.

Os profissionais podem se inscrever por meio de um formulário online na página do ICAB (icabrasil.org) a partir de 28 de abril,. Um comitê, composto por membros do ICAB, da BRAVI e da Netflix, vai revisar cada inscrição e determinar quem pode receber os recursos em até 10 dias. As inscrições poderão ser feitas por dois meses ou até que os recursos do fundo se esgotem.

“Estamos gratos em trabalhar com o ICAB para apoiar aqueles trabalhadores da produção de filme e televisão que foram os mais atingidos no Brasil. A comunidade criativa brasileira sempre recebeu muito bem a Netflix e agora queremos fazer nossa parte para ajudar quem precisa de apoio neste momento sem precedentes que vivemos”, declarou o vice-presidente de produções originais para América Latina da Netflix, Francisco Ramos.

Diretor executivo do ICAB, Mauro Garcia aproveitou para convocar outros nomes do setor a contribuir para o fundo. “O Instituto, que traz em seu DNA a preocupação com o bem estar dos profissionais, não podia deixar de agir no momento em que essas pessoas mais precisam, por isso estamos muito felizes com esta parceria com a Netflix. Também queremos convocar outros membros da indústria audiovisual para contribuir e aumentar os recursos que visam exclusivamente apoiar aqueles que são uma parte fundamental da produção audiovisual brasileira”.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Disruptiva por excelência, pode-se afirmar que depois da Netflix ninguém jamais viu cinema como antigamente.

Projeto da UFRN vai ajudar vacinação de idosos em condomínios de Natal durante a pandemia

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por meio do projeto de extensão “ESTRATÉGIAS DE APOIO À CAMPANHA DE VACINAÇÃO DE IDOSOS CONTRA INFLUENZA NO MUNICÍPIO DE NATAL/RN: uma ação complementar no combate a COVID-2019”, está contribuindo a Secretaria Municipal de Saúde de Natal na vacinação de idosos contra a influenza. A ação visa diminuir os riscos que esta população estaria exposta se aglomerada em espaços coletivos.

Nesse sentido, as unidades envolvidas no projeto de extensão (Departamentos de Enfermagem, Departamento de Saúde Coletiva, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva, Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Instituto Envelhecer o e o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde – LAIS) disponibilizaram os números de telefone do Instituto Envelhecer para cadastramento dos condomínios através dos síndicos.

No entanto, em virtude do congestionamento das linhas telefônicas do Instituto Envelhecer, o grupo gestor do projeto está desenvolvendo uma plataforma que estará disponível no site do LAIS (https://lais.huol.ufrn.br/), a partir do dia 28/03/2020, para que os síndicos dos condomínios (e somente eles) acessem e cadastrem os idosos com 60 anos ou mais residentes, moradores dos respectivos condomínios, exclusivamente.

Para o cadastramento é necessário informar nome completo, idade, data de nascimento, e ainda se os idosos residentes já foram vacinados nesta campanha ou não.

Recomendamos que até que a plataforma esteja pronta, os síndicos iniciem a busca das informações que serão enviadas por meio da plataforma.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cabo Silva disse:

    Comece providenciando as vacinas!!!
    O LAIS é aquele enrolado na justiça com o programa da SIFILIS???

    • Ricardo Lúcido disse:

      Cabo Silva . Como autoridade militar de tão graduada patente , sugiro que se informe melhor sobre o que é o LAIS , e a importância desse serviço na inovação e gerenciamento médico em todo Brasil . Vovô me contava uma história muito engraçada . Soldado Totonho tinha 29 anos de PM , desses 28 servindo na mesma cidade , ao completar 29 anos e 11 meses foi promovido a cabo . Orgulhoso desfilava pela cidade com o novo uniforme devidamente normatizado com as insinuando de Cabo e o nome CB TOTONHO . Passsando pela farmácia foi cumprimentado por dona ZEFA , irmã do prefeito e senhora de destaque na sociedade local : “ PARABÉNS TOTONHO ! Agora já é cabo ! “ . Totonho parou , inchou o peito em posição de autoridade e respondeu . “ E EU DRUMO DONA ZEFA “ . Só para descontrair Silva .

Fogo controlado pode ajudar a evitar incêndios florestais, diz estudo; entenda técnica

Foto: (Nirut Sangkeaw / EyeEm/Getty Images)

O final de 2019 e o começo do 2020 foram marcados por uma série de incêndios florestais de grandes proporções em diversos lugares: na Floresta Amazônica, na África Subsaariana, na Austrália e no oeste dos Estados Unidos, por exemplo. Apesar de diferentes entre si, todos chamaram a atenção do mundo para o problema das mudanças climáticas e do aumento de eventos climáticos extremos. Se preparar para enfrentar incêndios cada vez maiores não é fácil, mas existem algumas técnicas que podem ajudar. Uma delas parece paradoxal: colocar fogo em florestas para evitar incêndios desastrosos no futuro.

Funciona assim: florestas são enormes campos de material combustível acumulado, principalmente na forma de madeira, folhas e arbustos. Dependendo do clima da região, a falta de chuva torna essas áreas extremamente secas, e aí basta uma fagulha inicial para o fogo começar e se espalhar — pode ser uma bituca de cigarro ou um raio, por exemplo.

Quando se sabe que uma floresta pega fogo em épocas de seca, causar um incêndio controlado antes disso vai consumir a maior parte do combustível disponível. Aí, quando a seca chegar, os incêndios podem até ocorrer — mas haverá muito menos matéria para ser queimada, e o resultado será bem menos danoso.

Mas não é só sair por aí com um lança-chamas, queimando tudo o que se vê pela frente: é preciso delimitar uma área primeiro. Em geral, essas áreas são sempre próximas a alguma barreira que impedirá a propagação do fogo para além dos limites desejados, como um rio ou uma estrada, por exemplo. Caso seja necessário, é preciso construir outras barreiras artificiais, usando tratores para derrubar uma “faixa” que separe a área queimada do restante da floresta que permanecerá intacta.

A queimada em si acontece em etapas, para garantir um melhor controle, espalhando o combustível de modo que o fogo se propague contra o vento (ou seja, mais lentamente). Caso tudo ocorra bem nas primeiras etapas, o combustível pode ser espalhado em direções a favor do vento, acelerando o processo.

Os incêndios controlados geralmente são do tipo superficial, ou seja, queimam a matéria que se encontra abaixo de 1,80 m de altura, evitando ao máximo que o fogo chegue no topo das árvores (esse tipo de incêndio, conhecido como incêndio de copas, é mais devastador e difícil de controlar). É possível controlar isso porque o processo é feito em etapas, em épocas que as árvores não estão muito secas. Então, o que está embaixo, como folhas e arbustos, queima muito rapidamente – o que extingue a maior parte do fogo antes que as chamas subam para as árvores. Dessa forma, é possível apagá-lo quando ainda é superficial. Se alguma árvore entra totalmente em chamas no processo, geralmente ela é cortada para evitar a propagação do incêndio para outras.

A técnica não é nova — muito países e estados usam incêndios controlados em áreas de secas, incluindo a Califórnia, nos EUA, e a Austrália, dois lugares que entraram nos noticiários por seus grandes focos de incêndio recentes. No país da Oceania, inclusive, a queimada intencional está longe de ser moderna: os povos aborígenes que ocupavam as terras antes da chegada dos europeus já tinham conhecimento da manobra. Por isso mesmo, os nativos australianos têm sido uma das maiores vozes na crise dos incêndios do país, que já consumiram mais de 10 milhões de hectares e mataram 30 pessoas.

Mas um novo estudo publicado na revista Nature Ecology confirmou novamente que incêndios controlados não apenas são seguros e efetivos, mas que eles também poderiam ter amenizado a desastrosa temporada de incêndios — pelo menos na Califórnia, que também enfrentou chamas anormalmente poderosas no fim do ano. A equipe da Universidade de Stanford analisou os motivos que levaram a uma queda no número de incêndios controlados no estado americano, o que provavelmente teve um papel importante para a crise.

Os cientistas argumentam que cerca de 20% da Califórnia tem que ser frequentemente alvo de queimadas controladas para ajudar a evitar incêndios fora do normal. Nos últimos anos, porém, nem metade desse número foi cumprido. Os motivos para isso são vários: falta de verba, legislações e regulações desatualizadas, falta de profissionais qualificados, etc… A opinião pública também tem um papel importante, porque muitos leigos condenam a medida como algo negativo, mesmo que a ciência comprove que seja efetiva e benéfica para a floresta.

Os pesquisadores também mostram que investir em precaução de incêndios é menos custoso do que tentar lidar com eles depois — tanto financeiramente como ecologicamente.

Mesmo assim, especialistas alertam: somente as queimadas controladas não dão conta de evitar eventos catastróficos. Na Austrália, por exemplo, a medida é empregada regularmente, apesar de uma ligeira queda nos últimos anos, e isso não impediu que o país entrasse em chamas como nunca antes. As mudanças climáticas estão tornando esses eventos extremos mais comuns em todo o mundo — os últimos 10 anos tem tido temperaturas acima da média na Austrália, algo que segue a tendência global. Lidar com esse problema parece inevitável se quisermos proteger nossa natureza.

E na Floresta Amazônica?

O novo estudo coletou dados das queimadas da Califórnia, que tem uma vegetação e um clima semelhantes às áreas incendiadas na Austrália.

Embora também tenha sido palco de grandes incêndios recentemente, nossa Amazônia não compartilha muitas outras coisas com as florestas australianas e californianas. Ela é uma mata úmida, equatorial, que não fica seca naturalmente e dificilmente pega fogo sem intervenção humana. Os polêmicos focos de incêndio que observamos no noticiário foram causados principalmente por queimadas intencionais relacionadas ao desmatamento ilegal, que cresce na região devido ao avanço do agronegócio e da pecuária.

Nesse caso, não faz muito sentido colocar fogo, já que não há queimadas naturais — o melhor mesmo é preservar.

Super Interessante

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diogo disse:

    Nassim Taleb já fala disso faz anos.

Amigos criam aplicativo para ajudar universitários a produzir TCC

Ketlen Komorek e Tiago Hermano, dois dos criadores do aplicativo “Minha Jornada TCC” (Foto: Divulgação)

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é muito temido pelos universitários. E não é à toa: produzir um projeto grande e conciliá-lo com aulas e estágio é uma das tarefas mais desafiadoras da vida universitária. Mas, com organização e planejamento, a vida do formando pode ficar muito mais fácil.

Foi pensando nisso que os amigos Ketlen Komorek, Tiago Hermano, Victória Arantes e Gabriel Rodrigues decidiram criar um aplicativo que faz um planejamento personalizado e facilita a organização do aluno que está encarando o último ano da graduação.

A ideia surgiu durante um hackathon organizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde estudam. “Eu já entendia muito bem a realidade desse processo do TCC, já que passei muito mais tempo do que devia fazendo o meu trabalho pela dificuldade de me organizar”, afirma Ketlen, que se formou em dezembro de 2019 em Publicidade e Propaganda.

Batizado de Minha Jornada TCC, o aplicativo organiza o planejamento do trabalho final e cobra os estudantes para os prazos devem cumprir. Com isso, o universitário consegue traçar suas metas — e a faculdade ainda poderia acompanhar a evolução do trabalho em tempo real.

Segundo a publicitária, eles decidiram criar o aplicativo porque perceberam que não existe um produto focado no processo de produção do TCC. Os recursos disponíveis se aplicam apenas ao resultado final, como editar o trabalho segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Mesmo que o aluno consiga entregar o trabalho no prazo, ainda é um processo que bagunça muito a sua vida”, afirma Ketlen.

Como funciona

O aplicativo começa fazendo algumas perguntas relacionadas ao trabalho e à personalidade do aluno. “A partir dessa análise inicial, a plataforma cruza dados para criar um método de gerenciamento completo das tarefas a serem feitas e ainda estabelece um canal direto com o professor orientador do trabalho”, diz Tiago, que estuda Sistema da Informação.

O app ainda está em fase de desenvolvimento e não tem previsão de quando será lançado. Mas já é muito promissor: ele foi escolhido entre mais de 100 projetos de todo o Brasil para o encontro global do Red Bull Basement University, que aconteceu em dezembro de 2019 no Canadá. O evento contou conta com palestras, oficinas e sessões de orientação, além de uma competição.

Participaram do torneio 26 equipes, mas apenas 10 foram classificadas para a final. “Competimos pelo último lugar na final com o Japão e, infelizmente, não passamos”, diz Tiago. “Mas toda a vivência foi riquíssima, fizemos grandes amigos de diversos países, trocamos muitas experiências e conhecimentos. A energia era muito mais colaborativa do que competitiva”.

Galileu

Ex-presidente do Paraguai deu R$ 500 mil para ajudar doleiro foragido

Conversas entre os doleiros Dario e Lucas — Foto: Reprodução

O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes teria disponibilizado US$ 500 mil para o doleiro Lucas Lucio Meirelles Paredes, sócio da Casa de Câmbio Yrendague. Esse valor seria encaminhado de forma gradual a Dario Messer, considerado o doleiro dos doleiros, e na época já era considerado foragido. A operação está descrita na denúncia feita pelo Ministério Público Federal.

O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes é alvo de mandado de prisão preventiva em um desdobramento da Lava Jato nesta terça-feira (19).

A suspeita é que ele tenha ajudado na fuga de Dario Messer, que está preso desde o fim de julho.

A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal fluminense, que determinou a inclusão do nome de Cartes na Difusão Vermelha da Interpol — a lista de procurados distribuída em aeroportos do mundo todo.

A decisão diz que, em junho de 2018, quando estava foragido, Messer mandou uma carta ao ex-presidente do Paraguai pedindo US$ 500 mil para cobrir gastos jurídicos.

A força-tarefa da Lava Jato afirma que Dario Messer é amigo de longa data de Horacio Cartes.

Relação antiga

“O relacionamento da família Messer com a família Cartes se iniciou na década de 80, quando Dario fundou a Cambios Amambay SRL — atual Banco Basa –, tendo como acionista majoritário o pai do ex-presidente”, escreveu Bretas na decisão.

Ainda segundo o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal, na década de 90, Horacio e Dario adquiriram uma fazenda juntos.

Em 2016, em um evento público, Horacio — já como presidente — declarou que Dario seria seu “irmão de alma” (“hermano de alma”).

Segundo imagens colhidas no celular de Dario em junho de 2018 — logo após a deflagração da Operação Câmbio Desligo —, o “doleiro dos doleiros” encaminhou uma carta para o “Patrão” solicitando US$ 500 mil para seus gastos iniciais jurídicos, que deveriam ser entregues a Roque.

O MP afirma que “Patrão” é Horacio Cartes. “A carta de fato foi entregue e Roque passou a ser intermediário entre Horacio e Dario”, detalha Bretas.

Nos diálogos, Roque informa que o melhor período, indicado por Horacio, para Dario se entregar às autoridades paraguaias seria após 15 de agosto, quando encerraria o mandato de Horacio.

Já em março de 2019, em conversa com a advogada, Dario assinala que Julio, seu irmão que mora em Nova York, conseguiu falar com seu “hermano de alma” e que as coisas iam ficar mais calmas.

G1

Saiba como ajudar os refugiados venezuelanos em Natal

O Projeto Sem Fronteiras da UnP, que presta assistência a imigrantes em situação de vulnerabilidade em Natal, está arrecadando alimentos, roupas e utensílios de cozinha para os venezuelanos recém-chegados na cidade.

A ação é realizada pelos alunos do Curso de Relações Internacionais em parceria com o Centro de Excelência em Pesquisa Aplicada da Escola de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia da UnP (e-Labora).

As doações estão sendo arrecadadas na Unidade Roberto Freire, no Global Office ou no Núcleo de Práticas em Negócios (NPN) e na Unidade Nascimento de Castro.

O Sem Fronteiras já coordena ações de Odontologia, Medicina e Nutrição no Centro Integrado de Saúde da UnP na Unidade Salgado Filho às segundas e quartas-feiras a partir das 18h.

Com informações da UNP

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flauberto Wagner disse:

    Concordo plenamente com o pedido de ajuda para eles, mas antes temos algumas nativos que também estão em pior situação e precisando de socorro médico, odontológico e principalmente alimentar.
    Outra coisa, eles estão nos quatros cantos da cidade e no interior no estado, inclusive muitos já foram vistos andando de táxi e de transporte locação para outros estados, tenho um amigo que faz viagem para Recife diariamente e ele leva e trás eles.
    Só dias perguntas: a primeira será se não tem alguém por trás gerenciado este pessoalmente com a intenção de exploração e de tirar proveuto deles, a outra é, se o governo da Venezuela tem recursos bloqueados no Brasil, por que o governo não cria um mecanismo de liberação para a manutenção deste pessoal aqui.
    Será interessante também cada Petista do RN adotar um é leva para casa já eles são adoradores é fiel defensores do governo tirado da Venezuela.

  2. Cigano Lulu disse:

    Hoje fiz uma ação solidária: dei carona a quatro deles. Deixei-os em frente à rampa da governadoria, no Centro Administrativo. Fatão GD deve ter os acolhido calorosamente.

  3. Tales disse:

    A pergunta que não quer calar: por que esse mesmo grupo não faz um mutirão para ajudar os sem teto das ruas de Natal? Que por sinal cresce a cada dia. Não desmerecendo a ajuda prestada aos Venezuelanos.

    • Gabi disse:

      Leia de novo: a ação é do curso de relações internacionais. E já tem gente que faz inúmeras ações beneficentes para os moradores de rua de Natal. Alma Lavada, por exemplo, é só um deles. Se informe.

Cientistas querem fotos do seu cocô – para ajudar pessoas “enfezadas”

Foto: (ivan101/iStock)

Talvez isso já tenha acontecido com você: um médico pediu foto das suas fezes. Pode parecer estranho na hora, mas pela cor, textura e formato das fezes os especialistas conseguem deduzir várias coisas sobre a saúde de alguém.

O cocô pode se dividir em sete categorias de acordo com sua consistência, identificadas na escala de fezes de Bristol, que podem informar você e seu médico se você está constipado, sem fibra, tendo um caso sério na hora da liberação, ou em algum lugar intermediário desse espectro.

Surfando nessa onda é que as empresas de saúde Seed e Augi, juntamente com o MIT, estão trabalhando para montar o primeiro banco de dados com imagens de cocô do mundo – que contará com pelo menos 100 mil fotos. E para que vai servir este peculiar objeto de estudo? Para ajudar milhares de pessoas que sofrem na hora de “liberar”.

Os pesquisadores começaram a reunir as fotos por meio de uma campanha chamada “Give a Shit”, ou “Se Importe”, um trocadilho com a expressão “don’t give a shit”, que significa “não se importar” em inglês.

Primeiro, uma equipe de médicos vai examinar cuidadosamente todas as imagens recebidas. Sim, sete gastroenterologistas farão isso, examinando as fezes de desconhecidos com olhar clínico. As informações fornecidas pelos médicos sobre seu cocô, então, ajudarão a treinar uma inteligência artificial. A ideia é que o algoritmo consiga virar craque em detectar problemas de intestino, e alcance um diagnóstico tão preciso quanto o dos médicos analisando as imagens.

Segundo os responsáveis pela ideia, o ato de oferecer as fezes para a ciência pode ajudar potencialmente 1 em cada 5 pessoas nos Estados Unidos que têm condições intestinais crônicas – como a Síndrome do Intestino Irritável. No Brasil, quase 30% da população tem prisão de ventre. O objetivo dos pesquisadores é justamente facilitar o diagnóstico desse casos: um paciente “enfezado” não precisará mais ir ao médico só para saber o estado do seu cocô.

Usando as fotos enviadas, o grupo pretende criar um modelo que que possa usar a visão computacional para classificar automaticamente diferentes tipos de fezes, principalmente aquelas características de pessoas com problemas crônicos no intestino. Outro objetivo da campanha também é tornar o banco de dados com fotos de cocô uma ferramenta aberta para pesquisadores acadêmicos.

Para participar da campanha – e ter a foto do seu cocô gentilmente doada à ciência – é simples: basta acessar seed.com/poop no seu celular. Sabiamente, a marca concluiu que levar o laptop para o banheiro é estranho, então a página só permite que você envie uma foto usando o smartphone. Depois, é só e clicar no grande botão roxo que diz “#GIVEaSHIT”. Você será solicitado a inserir seu endereço de e-mail e informar se a sua rotina de defecagem acontece de manhã, a tarde ou a noite. Aí, se você já tiver “liberado”, é só fazer upload de sua foto; senão, dá para pedir que o site envie um lembrete por e-mail, de acordo com a sua rotina.

Para aqueles que gostaram da ideia mas estão receosos em expor seus retratos fecais, vale um adendo: depois de enviar sua foto para o banco de dados, a imagem é separada dos metadados (como seu endereço de e-mail e outras informações potencialmente identificáveis). Assim, sua participação segue anônima pelo resto do processo.

A ciência, e os enfezados, claro, agradecem.

Super Interessante

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giba disse:

    Pronto…comece pela a do Bozo, pra ver o grau de inteligência dele também, kkkk

    • joaozinho disse:

      Petista detectado. Intolerancia é uma caracteristica de extrema esquerda, como da extrema direita. Nao é a toa que a Uniao Europeia associou a responsabilidade dos pares nazismo e comunismo nos crimes contra humanidade.

Viagra poderia ajudar no tratamento de leucemia e linfoma, diz estudo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram em um novo estudo que o Viagra pode ser útil para outra finalidade além da disfunção erétil: o medicamento poderia ser usado em transplantes de medula óssea.

O trabalho foi feito em ratos: os cientistas deram aos animais o citrato de sildenafila, princípio ativo do Viagra, e uma dose de Plerixafor, remédio usado para direcionar células-tronco do sangue para a medula óssea. O órgão é o responsável pela produção de células sanguíneas e, em pessoas com leucemias e linfomas, não funciona como deveria.

O experimento deu certo: a disponibilidade de células-tronco com a mistura de medicamentos ficou 7,5% maior, o dobro do obtido usando apenas o Plerixafor.

Os autores da pesquisa apostam que, se esses resultados se mantiverem em estudos com humanos, é possível ter uma nova alternativa aos transplantes de medula, com a vantagem de ser indolor e segura.

“Os médicos poderão prover um tratamento único para condições que atualmente têm que ser tratadas durante a vida toda de um paciente”, afirmou a pesquisadora Camila Forsberg, que participou do estudo, em comunicado.

Galileu