Diversos

Folha diz que chefe da Secom recebe dinheiro de emissoras e agências contratadas pelo governo federal

Foto: Reprodução/Youtube

Chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Fabio Wajngarten recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro.

A Secom é a responsável pela distribuição da verba de propaganda do Planalto e também por ditar as regras para as contas dos demais órgãos federais. No ano passado, gastou R$ 197 milhões em campanhas.

Wajngarten assumiu o comando da pasta em abril de 2019. Desde então, se mantém como principal sócio da FW Comunicação e Marketing, que oferece ao mercado um serviço conhecido como Controle da Concorrência. Tem 95% das cotas da empresa e sua mãe, Clara Wajngarten, outros 5%, segundo dados da Receita e da Junta Comercial de São Paulo.

A FW fornece estudos de mídia para TVs e agências, incluindo mapas de anunciantes do mercado. Também faz o chamado checking, ou seja, averiguar se peças publicitárias contratadas foram veiculadas.

A Folha confirmou que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record, cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo.

A legislação vigente proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. A prática implica conflito de interesses e pode configurar ato de improbidade administrativa, demonstrado o benefício indevido. Entre as penalidades previstas está a demissão do agente público.

Em 2019, a Band, por exemplo, pagou R$ 9.046 por mês (R$ 109 mil no ano) à empresa do chefe da secretaria por consultorias diversas. O valor mensal corresponde à metade do salário de Wajngarten no governo (R$ 17,3 mil).

Os montantes foram confirmados à Folha pelo próprio Grupo Bandeirantes, ao ser procurado. A emissora informou que contrata a FW desde 2004. Disse também ter pago a ela R$ 10.089 mensais em 2017 e R$ 8.689 mensais em 2018.

A Band afirmou que a empresa do secretário “presta serviços para todas as principais emissoras da TV aberta”, fornecendo vários tipos de serviço, entre eles o mapeamento de anunciantes, com o detalhamento de montantes investidos —ferramenta em geral usada pelos departamentos comerciais.

Questionado pela Folha sobre as relações comerciais com as emissoras, Wajngarten confirmou ter hoje negócios com a Band e a Record. Ele não informou os valores, justificando que os contratos têm cláusulas de confidencialidade.

Além das TVs, a FW faz checking para três agências responsáveis pela publicidade da Caixa. Trata-se da Artplan, da Nova/SB e da Propeg. O valor é de R$ 4.500 mensais, segundo confirmou a Propeg.

As três atendem outros órgãos do governo.

Em agosto do ano passado, o próprio Wajngarten assinou termo aditivo e prorrogou por mais 12 meses o contrato da Artplan com a Secom, de R$ 127,3 milhões.

Em janeiro, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) renovou por mais um ano o vínculo com a Nova/SB e a Propeg.

As duas também conseguiram, respectivamente, esticar contratos com os ministérios da Saúde e do Turismo. Nesses casos, os aditivos foram firmados por outros gestores.

Sob o comando de Wajngarten, a Secom passou a destinar para Band, Record e SBT fatias maiores da verba publicitária para TV aberta, enquanto a Globo, líder de audiência, viu suas receitas despencarem a um patamar mais baixo que o das concorrentes.

Nos governos anteriores, a emissora carioca recebia a maior parte do bolo, tendência que agora se inverteu.

Bolsonaro e Wajgarten fazem ataques recorrentes à Globo, com o discurso de que a emissora persegue o governo em sua cobertura jornalística.

O TCU (Tribunal de Contas da União) investiga possível distribuição das verbas oficiais por critérios políticos, de forma a favorecer TVs alinhadas com o governo.

Os programas dos apresentadores Datena (Band) e Ratinho (SBT), escolhidos recorrentemente por Bolsonaro para dar entrevistas em que defende medidas de sua gestão, vêm sendo contemplados com dinheiro para merchandising (propaganda inserida nas atrações).

De 12 de abril, data em que Bolsonaro nomeou Wajngarten, a 31 de dezembro do ano passado, a Secom destinou à Band 12,1% da verba publicitária para TVs abertas, ante 9,8% no mesmo período de 2018.

A Record obteve 27,4% e o SBT, 24,7%. No ano anterior, as duas haviam recebido, respectivamente, 23,6% e 22,5%.

Já a Globo, sob Wajngarten, ficou com percentual menor (13,4%), contra 24,6% em 2018.

O levantamento foi feito pela Folha com base em planilhas da própria secretaria.

A lei que trata do conflito de interesses na administração federal proíbe o agente público de exercer atividade que implique a “prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio” com empresas com interesse nas decisões dele.

Também veda que o ocupante de cargo no Executivo pratique “ato em benefício de pessoa jurídica de que participe ele próprio, seu cônjuge, companheiro ou parentes até o terceiro grau”, ou mesmo que “possa ser por ele beneficiada ou influenciar seus atos de gestão”.

As situações de possível choque do interesse privado com o público devem ser informadas pelo próprio servidor ao governo.

Para cargos como o ocupado por Wajngarten, a fiscalização é feita pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Ex-presidente do colegiado, Mauro Menezes diz que situações como a do secretário transgridem a lei. A sanção prevista é a de demissão.

Segundo ele, que falou em tese com a Folha, nesses casos cabe também a abertura de ação de improbidade administrativa.

Dias antes de assumir a função de secretário especial de Comunicação, Wajngarten mudou o contrato social da FW e nomeou para gerenciá-la, em seu lugar, um administrador.

Manteve-se, contudo, como principal cotista da empresa. O novo contrato social prevê a distribuição anual para os sócios de lucros e dividendos proporcionais à participação no capital social.

WAJNGARTEN DIZ NÃO HAVER CONFLITO DE INTERESSES

​Wajngarten afirma que não há “nenhum conflito” de interesses em manter negócios com empresas que a Secom e outros órgãos do governo contratam.

“Todos os contratos existem há muitos anos e muito antes de sua ligação com o poder público”, afirmou, por meio de nota da Secom.

Wajngarten disse que, para assumir sua função no Planalto, deixou o posto de administrador da FW, “como rege a legislação”.

Questionado sobre se reportou à Comissão de Ética da Presidência os negócios com TVs e agências, conforme prevê a lei, o secretário respondeu que “jamais foi questionado” a respeito.

Wajngarten informou que atualmente sua empresa “tem contratos apenas com Record e Band”, assinados desde 2003. “Os valores e as características contratuais têm cláusula de confidencialidade.”

Ele afirmou que a FW fornece aos clientes, via internet, um banco de informações atualizadas de hora em hora. “Todo investimento publicitário televisivo é reportado. O cliente cria o relatório conforme sua necessidade.”

O secretário disse ainda que o contrato com as agências da Caixa foi assinado em 2016, “muito antes” de entrar na vida pública. O custo de R$ 4.500 mensais é rateado entre as três contratadas.

Ele negou que a renovação do contrato da Secom com a Artplan tenha relação com o fato de sua empresa receber dinheiro da agência.

“O aditivo contratual foi feito em 2019 com as três agências licitadas [pela Secom]. As agências Calia e NBS nunca assinaram o serviço [Controle da Concorrência], o que descarta qualquer tipo de influência.”

A Record não se pronunciou.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Nao tem nada , a firma dele faz outros tipos de trabalhos do que propaganda estatal, ela faz checagem de Midia , o problema é que a folha quer mais propaganda e isso não vai ter mais

  2. Caso seja verdade, Bolsonaro certamente afastará o suspeito e caso comprovado o ato lesivo, sem dúvida demitirá o cidadão.

  3. Qualquer notícia da "foia" bote um pé na frente e outro atrás senão …
    Você cai do cavalo.
    Pense numa desgraça do capeta

  4. HUM, FOSSE no governo do PT taa todo mundo gritando inclusive a midia bolsonarista do Rn…escandalizando..gritando

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Geral

Maduro deixa prisão em NY e é levado para tribunal

Foto: Reprodução

O presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) deixou na manhã desta 2ª feira (5.jan.2026) a prisão em que está em Nova York (EUA) e foi transportado a um tribunal da cidade norte-americana. A audiência está marcada para as 12h no horário local de Nova York (14h em Brasília).

O venezuelano fez parte do transporte de helicóptero e, depois, foi transferido para um veículo. Estava acompanhado de diversos agentes. Ao sair do helicóptero, Maduro aparentou estar mancando. Além dele, sua mulher, Cilia Flores, também foi levada ao tribunal.

Nesta 2ª feira (5.jan), o juiz deverá tratar de procedimentos iniciais, como leitura formal das acusações, direitos do réu e definição sobre custódia. A medida se dá 2 dias depois de Maduro ser capturado pelas forças norte-americanas, sob o governo de Donald Trump (Partido Republicano).

O venezuelano enfrenta acusações de narcoterrorismo, importação de cocaína para os EUA e crimes relacionados a armas.

Poder360

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Polícia

“Eu assumo meu erro”, diz jovem que deixou amigo para trás no Pico Paraná

Foto: Reprodução

A jovem, identificada como Thayane Smith, que deixou para trás Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, em uma trilha no Pico Paraná, na cidade de Campina Grande do Sul, em Curitiba, disse que errou ao largar o amigo no percurso que seguiam na quinta-feira (1º).

Em entrevista à Ric Record Paraná, ela afirmou que conversou com a família de Roberto e comentou sobre o futuro do jovem. Veja abaixo:

Esse foi meu erro. Eu conversei com família e eu assumo meu erro. Eu sei que errei nisso de ter deixado ele ter vindo sem mim, mas tinham outras pessoas com ele. Não tinha como se perder. Não sei o que aconteceu.

Ao ser questionada sobre o que é possível fazer nesse momento, Thayane ainda disse que “agora é manter o equilíbrio e esperar os bombeiros darem o resultado final e fazerem o trabalho deles. Não podemos fazer nada.

“Não tem o mesmo estilo de vida”, disse jovem após deixar amigo em trilha

CNN

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Mundo

Trump diz que Irã pode ser “atingido com muita força” em meio a protestos

Foto:  Reuters 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã no domingo (4) sobre uma forte resposta caso as forças de segurança intensifiquem a violência contra os manifestantes no país do Oriente Médio.

“Estamos acompanhando de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou Trump a repórteres ao ser questionado sobre os protestos no Irã.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas durante uma semana de manifestações no país, segundo grupos de direitos humanos no domingo, enquanto as manifestações contra a inflação crescente se espalhavam pelo país, provocando confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.

Trump havia ameaçado anteriormente ajudar os manifestantes caso enfrentassem violência, dizendo na sexta-feira (2): “Estamos prontos para agir”, sem especificar quais ações estava considerando.

Essa advertência provocou ameaças de retaliação contra as forças americanas na região por parte de altos funcionários iranianos. O Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã “não se renderá ao inimigo”.

CNN

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Geral

[VÍDEO] Zelenski sobre Venezuela: “Se é possível lidar com ditadores assim, os EUA sabem o que fazer a seguir”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez uma piada em referência a uma possível intervenção futura dos EUA na Rússia, ao ser questionado por um jornalista sobre a ação na Venezuela, neste sábado, 3, e a prisão do presidente Nicolas Maduro.

“O senhor poderia comentar sobre a situação na Venezuela? Como devemos reagir?”, perguntou o repórter ucraniano.

“Bom, o que eu posso dizer? Se é possível lidar assim com ditadores, então os EUA sabem o que fazer a seguir”, afirmou, arrancando risos dos jornalistas, numa referência velada a uma possível intervenção na Rússia de Vladimir Putin.

No entanto, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, Zelensky segue governando sem convocar novas eleições.

O comentário foi feito em uma entrevista coletiva realizada após uma reunião de segurança nacional com conselheiros de outros países europeus. O vídeo foi publicado na rede social X pelo repórter Sam Pancher, do site Metrópoles.

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Geral

Com faturamento anual de R$ 10 bilhões, fontes de renda do PCC vão do tráfico de drogas aos contratos públicos e franquias, apontam investigações

Foto: Avener Prado/Folhapress

Investigações recentes mostram que recursos do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram identificados em pequenos negócios e grandes empresas, incluindo firmas que prestam serviços ao poder público, franquias, empreendimentos ilegais na Amazônia e empresas no interior de São Paulo. Em muitos casos, as estruturas eram usadas para lavagem de dinheiro, mas apurações mais recentes indicam investimento direto da facção em negócios lícitos.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), há indícios de envolvimento do PCC em empresas de ônibus que atuaram na capital paulista e na compra de usinas sucroalcooleiras investigadas na Operação Carbono Oculto, que aponta presença de pessoas ligadas à facção em diferentes etapas da cadeia de combustíveis. O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, estimou em R$ 10 bilhões o faturamento anual da organização.

O PCC consolidou-se como um dos principais grupos de tráfico de drogas da América do Sul, com atuação em países produtores de coca, envio de drogas para a Europa e a África e parcerias com organizações estrangeiras, como a máfia italiana ’Ndrangheta. A expansão se intensificou a partir de 2016, após a morte de Jorge Rafaat Toumani, quando a facção passou a dominar a chamada “rota Caipira”, entre Paraguai, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A facção também atua na rota do Solimões, usando grupos locais e, em períodos de seca, helicópteros para transporte de drogas. Outras fontes de renda incluem contravenção, como jogos ilegais, golpes financeiros por telefone e internet, além de fraudes em licitações públicas.

Operações policiais identificaram lavagem de dinheiro em casas de apostas, lojas de carros de luxo e empresas de transporte público. Em 2024, a Operação Fim da Linha investigou a UPBus, ligada a líderes do PCC. Em julho de 2025, a Justiça condenou Vagner Borges Dias por liderar um esquema de fraude em licitações associado à facção, envolvendo contratos em diversos municípios paulistas.

Na Operação Carbono Oculto, autoridades apontaram que uma organização ligada ao PCC controla desde usinas sucroalcooleiras até postos de combustíveis e lojas de conveniência. Em uma das redes investigadas, com cerca de 200 estabelecimentos, foram encontradas bombas adulteradas e indícios de lavagem de dinheiro.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Geral

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estaria na Rússia, diz Agência Reuters

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Delcy Rodríguez, declarada presidente interina da Venezuela, está na Rússia, disseram à agência de notícias Reuters quatro fontes familiarizadas com seus movimentos no sábado (3), depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro havia sido capturado pelas forças dos EUA após um ataque ao país.

O irmão dela, Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional, está em Caracas, disseram três fontes com conhecimento de seu paradeiro.

Delcy Rodríguez apareceu em uma mensagem de áudio na televisão estatal no início do dia, pedindo uma prova de vida de Maduro e da esposa Cilia, enquanto Jorge Rodríguez não apareceu desde o ataque.

UOL com informações de Reuters

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VÍDEO: Dois ônibus são alvos de assalto na avenida Mário Negócio, em Natal

Um bandido praticou assaltos a ônibus, na avenida Mário Negócio, em Natal, na noite de domingo (4). Reportagem do Via Certa Natal conversou com o motorista de um dos ônibus, vítima da ação criminosa.

“Ele botou a mão na cintura dizendo que estava com uma arma, anunciando o assalto”, disse o motorista que também informou que o criminoso estava com tornozeleira eletrônica.

Segundo o motorista, um passsageiro tentou pegar o criminoso que fugiu e soltou uma bolsa e nela estava um carregador que identificava a numeração da tornozeleira. “Agora é fácil de achá-lo, agora cabe à polícia ir atrás”, afirmou.
O celular e outros bens que foram tomados no assalto foram recuperados.

O motorista ainda afirmou que vários colegas de trabalho já foram assaltados pelo mesmo indivíduo, segundo relatos semelhantes das características do criminoso. “Já tem motorista que passa no ponto de ônibus e não para”.

Ao fim da reportagem do Via Certa, o motorista fez um desabafo, afirmando que polícia tem nas ruas e que o problema são as leis frágeis que permitem que criminosos retornem às ruas. “Pense bem na hora de votar”, aconselhou.

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Thabatta Pimenta diz que protocolou representação contra Nikolas Ferreira, alegando que deputado ‘pediu o sequestro de Lula’

Foto: CMN | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A vereadora Thabatta Pimenta anunciou, nas redes sociais, que protocolou uma representação contra o deputado federal Nikolas Ferreira. Segundo ela, o parlamentar divulgou uma imagem que sugeriria o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por militares dos Estados Unidos.

Imagem: reprodução

Thabatta afirmou que a imunidade parlamentar não pode ser usada para justificar crimes e avaliou que a publicação ultrapassa o campo da provocação política. De acordo com a vereadora, o conteúdo pode violar a Lei nº 14.197/2021, que trata de crimes contra o Estado Democrático de Direito.

imageImagem: reprodução

A parlamentar também criticou o que chamou de tentativa de normalizar discursos de ódio e condutas ilegais sob a justificativa de humor ou opinião política. Ela disse ainda que seguirá cobrando responsabilização por esse tipo de episódio e que não pretende recuar do que considera a defesa da democracia.

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“Fuck you, Lula”, diz conselheiro de Trump após crítica à ação dos EUA na Venezuela

Imagem: reprodução/X

O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, reagiu de forma ofensiva às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ação militar americana contra a Venezuela, realizada no sábado (3/1).

Em publicação na rede X, Miller compartilhou uma reportagem sobre a declaração de Lula e escreveu: “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”, em tradução livre. A operação dos EUA resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Horas após o ataque, Lula afirmou que a ação ultrapassou uma “linha inaceitável”, classificando os bombardeios e a captura do chefe de Estado como uma grave afronta à soberania da Venezuela e ao direito internacional. Segundo ele, o uso da força cria precedentes perigosos e ameaça a estabilidade internacional, além de lembrar episódios históricos de interferência na América Latina.

 

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Lula prometeu ‘revogaço’ e transparência, mas governo já decretou mais de 3 mil sigilos

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Durante a campanha de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu o que chamou de ‘revogaço’. Disse que iria rever decretos de sigilo do governo Jair Bolsonaro e que faria uma gestão transparente.

No entanto, entre 2023 e 2025, o governo Lula não só manteve como ampliou a aplicação de sigilos sobre informações públicas.

Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) e de relatórios independentes indicam a imposição de 3.287 sigilos no período, com restrições que incluem informações sobre viagens oficiais, gastos públicos e dados relacionados a empresários.

Em 2023, primeiro ano do atual mandato, foram registrados 1.339 pedidos de informação classificados com sigilo de até 100 anos. Em comparação, no último ano do governo Bolsonaro, em 2022, houve 1.332 registros do mesmo tipo.

Os levantamentos apontam ainda que 16% dos pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) foram negados na atual gestão.

Com informações da coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder

Opinião dos leitores

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