Governo do RN "privilegia" classe médica

Para quem tinha anunciado que nenhuma categoria iria ter privilégios, a categoria médica teve. Vejam o que disse o secretário Domício Arruda: “Os médicos receberam  um tratamento diferenciado do Governo”.
Segue reportagem da Tribuna do Norte:
À unanimidade dos 21 médicos presentes à assembléia geral  realizada na noite desta terça-feira, 21, a categoria decidiu pela suspensão do indicativo de greve programado para amanhã. Eles aceitaram a proposta do governo de incorporar a gratificação a partir de 30 de junho, sem repercussão financeira imediata no cálculo das demais parcelas da remuneração dos médicos. 

O secretário estadual de Saúde Pública, Domício Arruda, apresentou, pessoalmente na assembléia, um documento assinado pelo chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, em que o governo se compromete a pagar os salários dos médicos, com a tal repercussão financeira da incorporação das gratificações, a partir de setembro e em três parcelas mensais.

Domício Arruda admitia na assembléia realizada no Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), que apesar da determinação do  governo em negociar em separado com nenhuma categoria em greve, que os médicos receberam “um tratamento diferenciado” do  governo.

Arruda explicou à categoria que a incorporação representa um impacto mensal  de R$ 1,7 milhão na folha salarial da saúde, que gira em torno de R$ 50 milhões, quando o orçamento da Sesap é de R$ 68 milhões. Portanto, dizia ele, sobram apenas R$ 18 milhões para custeio. 

Durante a assembléia, ficou acertado que os outros itens da pauta entregue ao governo, deverão ser discutidos de forma gradual, segundo o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira Filho.

Uma das propostas é de haver um reajuste salarial, com ganho real de 6,86%, que foi o mesmo percentual do salário mínimo de 2011. O secretário disse que essa proposta não estava na conta do governo, que não vai discuti-la, da mesma forma que não  vai conceder, este ano, reajuste salarial a outras categorias do funcionalismo público, porque na mesa das negociações estão apenas a questão da implementação dos planos de carreira.

Os médicos também querem a criação de uma gratificação de urgentista no valor de R$ 3  mil, a fim de equiparar a remuneração dos médicos aos profissionais que atuam no município de Natal e ainda a criação da carreira de médico urgentista, da carga horária máxima de de 40 horas semanais de oito plantões de 12 horas ou quatro plantões de 24 horas, entre outras reivindicações.