Greve de médicos em Natal leva maior hospital do RN a sofrer com corredores lotados e falta de remédios

Está no Uol. Mais uma vez a crise da saúde do Rio Grande do Norte. Problema conhecido por todos nós está ganhando espaço na mídia nacional com frequência. Greves, falta de material médico, corredores lotados e paciente  esperando atendimento, toda a calamidade da saúde é destaque na material de capa do portal.

Confira a reportagem na íntegra.

Corredores lotados de pacientes clamando por atendimento, falta de material médico e remédios. Esta é a realidade do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, o maior em urgência e emergência do Rio Grande do Norte, e que sintetiza em sua estrutura a calamidade na saúde pública pela qual passa o Estado, agravada nos últimos dias pela greve dos médicos cooperados que prestam serviço ao município.

Com o fechamento das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e AMEs (Atendimento dos Ambulatórios Médico Especializado), responsáveis pelo atendimento básico na saúde, a demanda destas unidades está seguindo para o Walfredo Gurgel, que sente em suas estruturas também o impacto da falta de atendimento nos outros hospitais do município cujos médicos estão em greve.

“Deveríamos cuidar apenas de casos graves, mas estamos recebendo aqui desde pacientes com unhas encravadas, ou outros problemas mais simples, até pessoas que estão necessitando de atendimento da mais alta complexidade. Nosso maior problema hoje é a ortopedia. Isso porque a Prefeitura de Natal é a responsável por contratar os serviços de cirurgias ortopédicas, mas como há uma dívida do município de milhões com a Coopmed, e os médicos desta cooperativa estão com os salários atrasados desde junho, há esse caos. O ideal é que tivéssemos também um outro hospital para traumas”, explicou a diretora-geral do Walfredo Gurgel, a médica cirurgiã Fátima Pereira.

Nesta quinta-feira (13), 209 pacientes foram atendidos na unidade. Um total de 61 passaram por cirurgia geral e outros cinco pelo setor de queimaduras. Nesta sexta-feira (14), 79 esperavam nos leitos e corredores por cirurgias ortopédicas.

Para a diretora, já é possível prever um fim de semana de caos, já que é a partir de sexta-feira que ocorre a maior procura por hospitais, em virtude de acidentes de trânsito e brigas. “Não há como fazer um plano para o fim de semana, se não estamos dando conta nem do que tem aqui. A capacidade de nosso hospital é de 261 vagas. Estamos com nossos cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) lotados e todos os outros setores cheios também. O reflexo desta superlotação está nos corredores”, contou.

Só ontem, quando a reportagem do UOL esteve no hospital, 56 pacientes ocupavam macas pelos corredores. Entre eles, o pedreiro Adriano Barbosa, 31. Ele está há 15 dias no local depois de um acidente de trânsito em Parnamirim (a 15 quilômetros de Natal). Para dar “maior sustentação” à sua “cama”, os parentes de Adriano trouxeram de casa travesseiros, cobertores e uma caixa de papelão, que ergue a cabeça do paciente. “Chamamos esta área aqui de corredor da morte porque quando não morre alguém aqui, passa o corpo de quem acabou de morrer. Só na quinta, nas minhas contas, passaram seis corpos por aqui”, contou Barbosa. Dados oficiais do hospital mostram que morrem no Walfredo Gurgel de sete a oito pessoas diariamente.

Adriano explicou que precisa fazer muito barulho para ser ouvido e atendido no hospital. “Nós ficamos nos corredores sem receber nenhum medicamento. Eu estou tomando um remédio por conta própria. Temos que fazer barulho o tempo todo para enfrentar os problemas daqui. De vez em quando os funcionários passam com uns tambores de lixo encostando nas nossas macas. O banheiro é para homem e mulher. Não tem higiene alguma. O pior é que já recebemos o comunicado de que se fizermos mais barulho, vão chamar a polícia”, desabafou.

Perto da cama de Adriano está o agricultor Marcondes Paixão, 37, também esperando por atendimento ortopédico após ter se machucado em uma briga no município de Nova Cruz (a 80 quilômetros de Natal). “Cheguei aqui há 19 dias”, disse. Com o braço quebrado, o pescador José Hélio, 34, andava de um lado para o outro em um dos corredores, no início da tarde de sexta. Sua agonia era conseguir dinheiro para comprar medicamentos que, segundo ele, não há no hospital. “Estou há 31 dias aqui. A situação é vergonhosa, não há remédio, a alimentação é ruim”.

Funcionários

A superlotação no Walfredo Gurgel e todos os problemas decorrentes da greve está levando funcionários do hospital a pedirem exoneração. “Dois médicos vasculares assinaram o pedido, sei que há dois cardiologistas também querendo deixar a unidade e hoje soube pela imprensa de um ortopedista”, relatou a diretora.

Na quinta-feira (13), médicos revoltados com as condições de trabalho aproveitaram a visita de representantes do Creme-RN (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte) e do CEDH (Conselho Estadual de Direitos Humanos) e armaram um protesto pedindo soluções. Depois do que viram, membros do Conselho de Direitos Humanos avaliam comunicar à Corte Latinoamericana de Direitos Humanos a situação de caos na saúde pública do Rio Grande do Norte.

O pedreiro Adriano Barbosa, 31, está há 15 dias no hospital Walfredo Gurgel depois de um acidente de trânsito em Parnamirim (a 15 quilômetros de Natal). Para dar “maior sustentação” à sua “cama”, os parentes de Adriano trouxeram travesseiros, cobertores e uma caixa, que ergue sua cabeça

O cirurgião Edesio Macario estava na manhã desta sexta-feira como plantonista na traumatologia do Walfredo Gurgel e relatou o caos no hospital. “Sou funcionário público e cirurgião há 41 anos. Estou no Walfredo desde 1975 e já assumi diversas diretorias dentro deste hospital, mas nunca vi uma fase tão ruim como agora. O secretário de saúde do Estado [Isaú Gerino] já declarou por aí que há exagero por parte dos médicos, mas não é verdade. Não temos material para fazer nossos procedimentos. Pacientes não podem fazer hemodiálise, as seringas que temos aqui não têm qualidade. Combinamos uma reunião entre os médicos e a diretoria do hospital, na segunda à noite. Nossa intenção é expormos a real situação na qual estamos trabalhando. Queremos acabar com esta imagem de que estamos exagerando”, justificou.

Enquanto o médico relatava as dificuldades de trabalho, uma enfermeira passava avisando que não havia mais oxigênio.

Sem atendimento

Nas outras unidades de saúde do município, as portas estão fechadas ou recebendo pacientes “à conta gotas”. Na UPA de Pajuçara, por exemplo, um paciente que enfartava na manhã desta sexta-feira aguardava posicionamento se deveria ou não ser encaminhado para o Walfredo Gurgel. Além desta unidade, na sexta-feira, o atendimento também foi suspenso nas AMEs de Brasília Teimosa, Planalto e Nova Natal.

No Hospital da Mulher, o atendimento está reduzido, limitando-se aos 30% dos médicos, conforme a lei para greves. Assim como nesta e em outras unidades de saúde de Natal o que se vê são pacientes retornando sem atendimento ou corredores vazios. “Acho que todo mundo que está precisando de atendimento médico em Natal e nos municípios próximos está indo para o Walfredo Gurgel porque já sabe que se for para outro hospital não vai conseguir nada”, comentou a dona de casa Maria Lúcia Antunes, 42, enquanto procurava atendimento para o marido Antônio Carlos Antunes, 47, no Hospital dos Pescadores.

Dos 56 pacientes  que aguardavam atendimento pelos corredores do Walfredo ontem, mais de 30 vieram de municípios próximos a Natal. “Há um problema na saúde pública em todo o Estado. E as ambulâncias que vêm com pacientes de outras cidades simplesmente não nos ligam para saber se temos vaga e ao chegarem deixam o paciente aqui na entrada do hospital e vão embora. Sem contar que estes mesmos pacientes recebem alta e ficam dias aqui à espera das ambulâncias para levá-los de volta. As unidades de saúde do interior sempre respondem que só poderão levar estes pacientes de volta quando estiverem com outro para trazerem”, contou a diretora do maior hospital do Rio Grande do Norte.

Falta de acordo

Depois de a secretária de Saúde de Natal, Maria do Perpétuo Socorro Nogueira Lima, ter apelado aos médicos cooperados para que usem o ‘bom senso’ e voltem ao trabalho, os profissionais vinculados à Coopmed decidiram, em assembleia na noite de quinta-feira (13), não aceitar a proposta da Secretaria Municipal de Saúde e lançaram uma contraproposta. Os médicos querem que os pagamentos referentes aos meses de junho e julho sejam feitos imediatamente. E que a remuneração referente ao mês de agosto seja paga no dia 15 de outubro.

Mesmo após a prefeitura já ter feito o pagamento de algumas parcelas da dívida com a cooperativa, ainda faltam R$ 4 milhões.

Não bastassem os problemas dentro dos hospitais, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também é afetado pela paralisação na saúde. O serviço está reduzido por conta da greve dos enfermeiros e dos técnicos, que se iniciou no dia 30 de agosto.

A crise na saúde pública do Rio Grande do Norte vai levar os médicos para as ruas de Natal neste sábado (15). Eles farão um manifesto principalmente contra as precárias condições na pediatria. A concentração será no Pronto-Socorro Infantil Sandra Celeste, na avenida Jaguarari, às 9h. Do local, o grupo seguirá à pé até o Hospital Walfredo Gurgel.

Estado

O governo do Rio Grande do Norte informou que desde o dia 4 de julho vem tomando as providências necessárias para resolver os problemas da rede de urgência e emergência do Estado, o que inclui a reforma de hospitais e o chamamento de parceria público-privada destinada à construção do novo hospital de trauma de Natal.

O Estado informou ainda que realizou todos os repasses devidos à Cooperativa dos Médicos e que a atual situação de paralisação de algumas unidades de saúde em Natal diz respeito a serviços e pagamentos de responsabilidade da prefeitura, incluindo os do Samu.

Policiais Federais mantêm greve e cumprem calendário de protestos

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal rejeitaram a última chance de acordo e decidiram manter a greve deflagrada em 7 de agosto e enfrentar o governo em busca do reconhecimento como categoria de nível superior. O calendário de protestos nos próximos quatro meses, foi organizado  na quinta-feira (30) em assembleia com os 27 sindicatos da categoria, inclui boicote às ações de inteligência da PF, como infiltração, campana, interceptações telefônicas e investigação de organizações criminosas. Segundo o comando de greve, essas atividades exigem habilidades de nível superior.

No Rio Grande do Norte o SINPEF (Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal), comunica que a greve, prossegue também aqui no estado e, na manhã desta segunda-feira (03) em Natal, será realizado o hasteamento da bandeira, às 09h, e em seguida servido um café da manhã.

A manifestação ocorre na entrada principal do prédio da Superintendência (Rua Dr. Lauro Pinto, 155 – Lagoa Nova), onde se concentram os grevistas.

Sem reajuste há três anos, eles recebem hoje entre R$ 7.500 e R$ 13 mil. Com a reestruturação, querem ser equiparados às demais carreiras de Estado, cujos salários vão de R$ 11.500 a R$ 19 mil. A entidade vai editar uma cartilha de procedimentos funcionais orientando a categoria a só exercer funções de nível médio como protesto.

 

Corte de ponto dos servidores em greve poderá ser revisto, diz secretário

O governo sinalizou hoje (26) que poderá rever a decisão de cortar o ponto dos servidores públicos federais em greve há mais de três meses. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse há pouco que, se for fechado um acordo para reposição dos dias parados, não haverá o corte do ponto e poderá haver a devolução do salário cortado.

De acordo com o secretário, a negociação sobre os percentuais de reajuste e a que discute o fim do corte estão sendo feitas separadamente. “Uma é a negociação da reposição do trabalho, das horas [não trabalhadas] que foram decorrentes da greve. Se houver também uma possibilidade de acordo sobre a reposição do trabalho e das horas de trabalho, faremos um acordo também. Mas um acordo não depende do outro”, disse Mendonça.

“O governo acenou com esta possibilidade para todas as categorias. Há realmente esta possibilidade”, frisou. O secretário acrescentou que se houver a reposição dos dias parados o governo poderá devolver o salário dos servidores que já foram alvo do corte do ponto.

Desde o mês passado, o governo anunciou que faria o corte do ponto dos trabalhadores em greve. Mesmo com a ameaça do corte, o governo manteve as negociações com os servidores.

Na semana passada, quatro entidades sindicais ajuizaram ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra determinação do governo federal de cortar o ponto dos servidores públicos em greve. Os servidores alegam que, até o momento, não há decisão judicial que tenha declarado a ilegalidade da paralisação da categoria.

 

Da Agência Brasil

Servidores rejeitam acordo com governo e fazem contraproposta para reajustes até 2015

Por Agência Brasil

Considerado um dia decisivo na negociação entre o governo e os servidores públicos federais, o sábado está chegando ao fim sem avanços. Até o começo da noite de hoje (25), todas as categorias que participaram de reuniões com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, recusaram a proposta do governo de reajuste de 15,8%, escalonados até 2015.

Como era esperado, auditores e técnicos de fiscalização agropecuária e servidores de 22 carreiras do ciclo de gestão e trabalhadores ligados a Confederação dos Trabalhadores do Servuiço Público Federal (Condsef) não aceitaram a proposta. “Dificilmente essa proposta vai atender as categorias. Mas vamos levar às bases e trazer uma resposta até a terça-feira”, disse o diretor executivo da Condsef, Pedro Armengol. Em contrapartida, a União das Carreiras de Estado (UCE) apresentou uma contraproposta de reajuste de 25,9%, divididos em fatias anuais de 6%, 8% e 10% até 2015.

A possibilidade de acordo com os novos patamares foi considerada improvável por Mendonça, mas o assunto deve ser avaliado pelo governo e voltar a ser discutido na segunda-feira (27).

A UCE representa cerca de 50 mil servidores de carreiras estratégicas do funcionalismo federal, entre eles, do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Receita Federal, do Ministério do Planejamento, do Tesouro Nacional, da Polícia Federal e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A menos de semana do prazo limite para o envio da proposta do Orçamento de 2013, que deve conter a previsão de gastos com a folha de pagamento, o governo só fechou acordos com servidores federais da educação, que deflagraram a greve em meados de maio. A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa a minoria dos docentes federais, e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), representante dos técnicos administrativos universitários, aceitaram a proposta de 15,8% até 2015.

Mendonça ainda vai se reunir com servidores do Ministério do Meio Ambiente e de categorias ligadas ao Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências). Amanhã (26), prazo limite definido pelo governo para o fim das negociações, haverá reuniões com representantes dos controladores de voo, analistas de infraestrutura e trabalhadores das áreas de saúde e seguridade.

Governo Dilma do PT manda cortar ponto de 11mil servidores em greve

Jesus… Isso acontecendo num governo do PT? O que a companheirada tem a dizer sobre isso? Segue reportagem do G1.

O Ministério do Planejamento divulgou na noite desta terça (21) o corte do ponto de 11.495 servidores públicos federais em greve.

De acordo com o ministério, eles sofrerão o desconto dos dias parados no salário de agosto, a ser pago a partir de 1º de setembro. Na folha salarial de julho (pagamento em agosto), os descontos atingiram 1.972 grevistas, segundo informou o ministério.

De acordo com a assessoria do Planejamento, o corte do ponto de professores universitários que aderiram à greve será decidido pelas direções das universidades federais, que têm autonomia para isso.

O governo estima em 70 mil o número de servidores em greve. Segundo os sindicatos das categorias em greve, 350 mil servidores federais paralisaram as atividades em todo o país.

De acordo com o Ministério do Planejamento, há 582,4 mil servidores ativos no Poder Executivo.

Negociações
Das nove reuniões de negociação com representantes de categorias de servidores federais previstas para esta terça-feira no Ministério do Planejamento,  quatro foram mantidas na agenda do secretário de Relações do Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça.

A primeira, com funcionários do Hospital das Forças Armadas (HFA), terminou sem acordo após o governo apresentar a proposta de 15,8% de reajuste dividido em três anos, a mesma oferta que vem fazendo a todas as categorias.

Segundo Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef – entidade que representa os cerca de mil funcionários do HFA, a proposta do governo “não atende à demanda dos servidores, já que nem repõe a inflação nem reestrutura a carreira”.

Por meio de sua assessoria, o Ministério do Planejamento afirmou que o reajuste de 15,8% dividido em três anos é o “limite” que o governo tem a oferecer.

Mendonça também negociaria com agentes penitenciários, com a Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Agropecuário (Anteffa) e com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguro Social (CNTSS).

Devido ao atraso das demais reuniões, acabou sendo adiada para esta quinta-feira (23) a conversa com a Federação Nacional dos Policiais Federal (Fenapf).

Insatisfeita com a proposta do Planejamento, a entidade que representa agentes, escrivães e papiloscopistas adotou operação-padrão na semana passada e fez com que a Advocacia-Geral da União entrasse na Justiça contra a medida.

O Superior Tribunal de Justiça deferiu o pedido do governo e proibiu operações-padrão em todos os aeroportos, portos e fronteiras do país sob pena de multa diária de R$ 200 mil.

Outra reunião que acabou sendo adiada para esta quarta-feira (22) foi a do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores.

Por meio de nota, a entidade informou que convocou para esta quarta uma greve dos funcionários do Itamaraty como forma de protesto pelo fato de a reunião com a categoria não ter ocorrido.

STJ proibiu que PF e PRF transforme a vida do cidadão comum num inferno por causa das greves

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ, proibiu os grevistas da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal de realizarem operações-padrão em aeroportos, portos, postos de fronteira e rodovias.

Deve-se a decisão a uma ação movida pela Advocacia-Geral da União. A ordem judicial vale para os policiais e também para os servidores administrativos. Em caso de descumprimento os sindicatos que representam as corporações sujeitam-se ao pagamento de multa diária de R$ 200 mil.

Com isso, os grevistas perdem uma de suas mais eficazes táticas de pressão. Na operação-padrão, os policiais executam com especial zelo fiscalizações que normalmente são feitas por amostragem. Algo que inferniza os brasileiros nos aeroportos, alfândegas e rodovias, por exemplo.

O ministro do STJ proibiu também a realização de piquetes. Anotou: “Proíbo que sejam adotados cerceamentos à livre circulação de pessoas, sejam colegas do serviço público, autoridades ou usuários, ou seja, proíbo a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas e ao transporte de mercadorias e cargas.”

Quem diria??? CUT vai denunciar Governo Dilma/PT na Organização Internacional do Trabalho

Quando era oposição, o PT dedicava-se à zuada. Seu negócio era fazer barulho. Olha só o que acontece agora, a CUT vai denunciar o governo na organização internacional do trabalho. O tempo bom o de FHC heim? Segue reportagem de Josias de Souza:

A onda de greves no setor público envenenou as relações do governo petista de Dilma Rousseff com a Central Única dos Trabalhadores, braço do PT no sindicalismo. Junto com quatro entidades de servidores em greve, a CUT prepara uma representação a ser protocolada na Organização Internacional do Trabalho.

A iniciativa foi anunciada em texto veiculado na página eletrônica da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal). Anota que, “nos próximos dias”, será levada à OIT, representação para “denunciar práticas antisindicais que vêm sendo adotadas pelo governo da presidenta Dilma Rousseff.”

Afora a demora do governo em abrir negociação com os grevistas, a CUT e seus filiados nas corporações estatais abespinharam-se com a edição do decreto 7.777, de 24 de julho. Conforme já noticiado aqui, o sindicalismo protocolou no STF uma ação pedindo a suspensão dos efeitos do decreto, tachado de “inconstitucional”.

Por meio desse decreto, Dilma autorizou os ministérios a firmar convênios com Estados e prefeituras para substituir grevistas federais por servidores estaduais e municipais. Uma forma de furar as greves e assegurar a manutenção dos serviços públicos “essenciais”.

Além da CUT e da Condsef, devem assinar a representação contra o governo na OIT: Anffa (Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários), Fenasps (Federação Nacional das Associações de Servidores da Previdência Social) e  Sinagências (Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação).

Integrantes da cúpula do PT já manifestam, em privado, preocupação com a animosidade que opõe Dilma à CUT e ao sindicalismo estatal. Ouvido pelo repórter, um dirigente do partido disse compreender as “limitações fiscais” que impedem o governo de atender a todas as reivindicações do funcionalismo. Porém…

Avalia que o governo revelou-se “inábil” ao postergar “a negociação daquilo que é possível conceder”. Receia que a proliferação das greves, com os consequentes dissabores impostos à população, resulte em prejuízos eleitorais para os candidatos a prefeito identificados com o governo, sobretudo os do PT.

Há 12 dias, o Ministério do Planejamento enviou um ofício às entidades sindicais. Assina-o Sérgio Eduardo Mendonça, secretário de Relações do Trabalho. No texto (íntegra disponível aqui), o auxiliar da ministra petista Miriam Belchior cancelou todas as reuniões que agendara com as categorias em greve. Alegou que o governo precisava de tempo para realizar “reuniões internas com vistas a construir soluções para o processo negocial.”

Sérgio Mendonça informou no ofício que “todas as entidades” sindicais serão chamadas para ouvir o que o governo tem a lhes dizer na semana que vem –entre segunda (13) e sexta-feira (17). Pediu “compreensão” aos dirigentes das entidades. Obteve mais mobilização.

A CUT e as casas sindicais a ela filiadas mobilizam-se para levar grevistas dos Estados para Brasília. Nos dias mencionados no ofício do Planejamento, acamparão na Esplanada. Na quarta (15), antevéspera do prazo fatal fixado pelo secretário Sérgio Mendonça, os servidores descerão a Esplanada numa marcha rumo à Praça dos Três Poderes. Mais uma.

A julgar pelas palavras de Miriam Belchior, o governo não dirá aos servidores o que eles desejam ouvir. “Nós iniciamos o ano com uma perspectiva melhor do que aconteceria com a economia mundial. No final de junho, esse cenário internacional ficou muito nublado, muito difícil. Isso fez com que o governo tivesse que refazer as suas contas”, declara a ministra. “Preferimos fazer uma análise detida para os casos em que for possível fazer uma proposta responsável aos servidores.”

A mandachuva do Planejamento esclarece de antemão que parte das reivindicações não orna com a realidade fiscal do governo. Pelas contas oficiais, o Tesouro seria sangrado em R$ 92 bilhões anuais se todos os reajustes fossem atendidos. Algo que Dilma descarta.

Governo Dilma fixa 31 de agosto como prazo final para eventuais negociações com servidores em greve

Como previsto, os servidores públicos em greve marcharam sobre a Esplanada nesta quarta (18). Pelas contas da PM do Distrito Federal, o ato reuniu algo como 10 mil pessoas. Perto do final da marcha, manifestantes entraram em confronto com policiais que tentaram removê-los da marquise do Ministério do Planejamento. Voaram latas e chinelos. O rififi foi dispersado a jatos de spray de pimenta.

A Secretaria de Relações do Trabalho da pasta do Planejamento fixou uma data limite para a dissolução das greves por meio de eventuais negociações: 31 de agosto. Nesse dia, vence o prazo para que o governo envie ao Congresso previsão de gasto adicional a ser enxertado no Orçamento da União para 2013.

Por ora, apenas os professores de universidades e institutos tecnológicos federais receberam do governo uma proposta de elevação salarial –entre 27% e 45%, escalanados em três anos. A oferta foi refugada. Remanesce o impasse.

Josias de Souza

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anderson disse:

    Vale ressaltar que a proposta foi para professores doutores

Governo do Estado não cumpre acordo de implantação do PCCV e médicos devem entrar em greve

Os médicos lotados no estado do Rio Grande do Norte retiraram no último dia 27, em assembleia, indicativo de greve a ser definido hoje, dia 4 de outubro. O indicativo foi motivado pelo posicionamento do governo, que depois de um acordo celebrado com a categoria não irá mais transformar o reajuste dos médicos em seu novo piso salarial.

Dessa forma o governo reduz os ganhos positivos para os médicos com a implantação do PCCV e deixa de fora médicos que não possuem gratificação alguma e os aposentados. Assim, os médicos reivindicam a real transformação dessa incorporação em um novo piso da categoria e que o direito de recebê-lo se estenda a todos os médicos.

Os médicos reivindicam ainda, o pagamento retroativo do plano. Já que, seguindo o acordo firmado através de documento consolidado entre o sindicato e o Chefe do Gabinete Civil do RN, Paulo de Tarso, a partir de setembro a categoria teria direito a incorporação de 100% da gratificação e o pagamento de um valor retroativo, já que a gratificação foi totalmente incorporada em junho, mas com efeitos financeiros apenas no mês de setembro.

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Greve dos Professores considerada ilegal pelo TJ

Por Assecom-RN

Em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (13), o Pleno de Desembargadores do Tribunal de Justiça do RN, julgou ilegal a greve dos professores e decretou o imediato retorno à sala de aula. A decisão foi tomada por unanimidade.

O relator da Ação foi o desembargador Virgílio Macedo, que apresentou o argumento para decretar a ilegalidade da greve, levando em consideração o prejuízo que os 73 dias de paralisação da categoria vêm causando aos 300 mil alunos da rede estadual de ensino.

Durante a sessão, o Procurador-Geral do Estado, Miguel Josino, esclareceu que o Estado não pretende descontar os dias parados em função da exigência da reposição total dos dias pedidos. “As aulas serão repostas durante o mês de julho e todos os sábados, para que seja cumprido o calendário letivo, que prevê 200 dias de aula”, explicou o Procurador.

Miguel Josino solicitou que a intimação com a decisão do Pleno fosse enviada ainda na manhã desta quarta-feira, para que as aulas sejam reiniciadas o mais rápido possível.

Dia D para as Greves

Tribuna do Norte:

Hoje é o “Dia D” para duas categorias que ainda estão em greve no Rio Grande do Norte. Professores estaduais e policiais civis têm audiências importantes no Tribunal de Justiça do Estado (TJRN). Nesta manhã, o Pleno do TJ irá votar a liminar impetrada pela Procuradoria-Geral do Estado pedindo a ilegalidade da paralisação dos professores. À tarde, o juiz convocado Francisco de Assis Brasil irá mediar uma audiência de conciliação entre os policiais e representantes do governo estadual. Ambas categorias estão confiantes e esperam a definição de um acordo.

Pelo menos uma categoria deverá continuar de braços cruzados. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fátima Cardoso, afirma que, independente da decisão dos desembargadores, a greve continua. “Qualquer que seja o resultado, já temos uma postura: se não tiver conversa, vamos continuar em greve”, afirma.

Segundo a sindicalista, uma possível aprovação da ilegalidade e as consequências desta decisão, como corte de ponto, por exemplo, não vão fazer com que os professores retornem às salas de aula. “Esperamos que o governo negocie com a gente da mesma forma que negociaram com as demais categorias que saíram de greve. Acreditamos que chegaremos a um entendimento”, ressalta.

O procurador-geral do Estado, Miguel Josino, afirma que está confiante na decisão dos desembargadores. “A expectativa é a de que o TJ se sensibilize com o drama dos 300 mil alunos que correm o perigo de perder o ano letivo”, coloca. Josino afirma ainda que deve prevalecer o interesse dos alunos. “Entre o interesse econômico do Estado e as reivindicações justas do professores, haverá de prevalecer o interesse do conjunto maior dos alunos que já estão com o ano letivo prejudicado”.
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Detran e Fundação José Augusto já estão de volta ao batente

Os trabalhadores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e da Fundação José Augusto (FJA) voltam ao trabalho a partir desta segunda-feira (11) após período de greve. A situação foi considerada um “avanço” para o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta (Sinai), Santino Arruda, que espera os resultados positivos para as demais categorias.

“O Governo do Estado entendeu que precisa atender as pautas do funcionalismo de forma que avançamos na negociação e os trabalhadores começam a voltar a partir de hoje”, explica o presidente do Sindicato.
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RN das Greves continua

DN Online:

Os servidores da administração indireta devem voltar ao trabalho nos próximos dias. A expectativa é do presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta, Santino Arruda, depois de participar de uma ruenião com o secretário chefe de gabinete, Paulo de Tarso, e receber a proposta de que o governo vai fazer o pagamento dos planos de cargos das categorias em quatro parcelas a partir do mês de setembro deste ano. Em contrapartida, os policiais civis decidiram pela manutenção da greve porque consideraram um retrocesso o ofício encaminhado pelo governo do estado, segundo informações da assessoria de imprensa do Sinpol.

Dos oito pontos da pauta de reivindicação, o governo encaminhou solução apenas para o reajuste salarial que seria pago em quatro parcelas de setembro a dezembro deste ano. Além disso, o governo condiciona o reajuste salarial ao retorno imediato das atividades. O Sindicato dos Trabalhadroes em Educação (Sinte) aguarda para a próxima segunda-feira uma nova proposta do governo para ser apresentada em assembleia aos professores.

Governo vai cortar ponto de todos que estão em Greve

Fred Carvalho, TN on line:

O Governo do Estado decidiu cortar o ponto dos servidores que estão em greve. A medida foi confirmada na manhã desta quarta-feira pelo secretário Chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso. Segundo ele, cada secretaria que tem servidores em greve terá que verificar o ponto antes de remetê-los à Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Searh).

“Essa é uma decisão meramente administrativa. Vamos apenas cumprir o que determina a Lei. Com isso, os dias não trabalhados serão descontados dos grevistas já no próximo contra-cheque”, disse Paulo de Tarso.

De acordo com Paulo de Tarso, atualmente estão em greve os agentes e escrivães da Polícia Civil, os professores, os servidores da Fundação José Augusto, parte dos funcionários do Detran e ainda os servidores da Emater em Natal.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. O que esse secretario quer mesmo, é voltar pra assembléia, ele está pensando que nós somos analfabetos é? A greve da Educação é legal, e não tem governadora no mundo que corte o ponto dos funcionários, vamos até o STF se for preciso, para fazer valer nossos direitos.

Professores não voltam e "governo não tem clareza administrativa"

Blog de Anna Ruth:

Os deputados estaduais reagiram as declarações do Governo que anunciou que entrará com ação pedindo a inconstitucionalidade dos planos de cargos carreiras e salários.

“Será que são inconstitucionais também os planos do Ministério Público, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas do Estado, da Assembleia Legislativa. Por que são inconstitucionais apenas os planos do Executivo?”, analisou o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), afirmando que a política do Governo “não tem clareza administrativa”.

O petista observou que no primeiro momento o Governo do Estado afirmou que não tinha como oferecer reajuste devido a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Primeiro disse que era uma questão de problema financeiro, depois o Governo afirmou que não daria o reajuste dos servidores por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, agora o Governo diz que não dará o reajuste porque o plano é inconstitucional. O Governo a cada semana muda de argumento”, destacou.

Do Blog:  Os professores da rede estadual de ensino não aceitaram a nova proposta apresentada pelo Governo do Estado nesta terça-feira (14) e continuam em greve por tempo indeterminado. A categoria decidiu quase por unanimidade pela continuação do movimento grevista em assembleia realizada esta tarde na Escola Estadual Winston Churchil, no Centro da Cidade.