Judiciário

Impeachment de Witzel: presidente do TJRJ suspende prazos e processo não tem data para terminar

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu nesta segunda-feira (28) os prazos do processo de impeachment de Wilson Witzel, governador afastado do RJ. Com isso, não há data para que o julgamento seja encerrado.

Inicialmente, o prazo era de 180 dias a partir de 5 de novembro, quando o processo de impeachment foi retomado no Tribunal Especial Misto. Porém, o depoimento de Witzel foi suspenso no sábado (26) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Ele determinou que o interrogatório somente poderá ser realizado após a defesa ter acesso a todos os documentos de defesa — como a delação premiada do ex-secretário Edmar Santos.

Assim, não há previsão de data para o depoimento do governador afastado.

Nesta segunda, o presidente do TJRJ, Cláudio de Mello Tavares, anunciou que suspendeu os prazos do julgamento.

A decisão estabelece que os prazos só serão retomados depois que o Superior Tribunal de Justiça acatar a denúncia contra Witzel que deu origem ao processo de impeachment. Como ele tem foro privilegiado, sua participação depende do aval do STJ.

A acusação do Tribunal, representada pelo deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, afirmou que entrou com um pedido para impugnar a decisão e permitir o interrogatório do governador afastado.

Testemunhas

Nesta segunda, quatro testemunhas prestaram depoimento ao Tribunal Especial Misto.

A ex-subsecretária estadual de Saúde Mariana Tomasi Scardua afirmou que alertou sobre a escolha da Organização Social Iabas para a gestão dos hospitais de campanha. Mariana acabou exonerada logo depois.

Em depoimento, Mariana afirmou que, após externar que escolher a Iabas seria “imprudente e perigoso”, foi demitida do cargo.

De sete hospitais prometidos, apenas dois foram entregues, no Maracanã e em São Gonçalo, com capacidade reduzida, de acordo com o ex-secretário de Saúde, Alex Bousquet.

“Quando houve o planejamento, nós tínhamos um cenário catastrófico previsto em janeiro. O cenário dizia que nós precisaríamos de 5 mil leitos de CTI por mês por causa do percentual da população que seria atingida pelo coronavírus”, disse Bousquet.

Ambos foram posteriormente desmobilizados durante a gestão dele, que afirmou que, naquele momento, havia leitos físicos para suprir a demanda dos pacientes.

Ele avalia que o Estado do Rio ainda passa pela primeira onda da pandemia da Covid-19, e alertou:

“Acredito que ainda vamos aumentar o número de casos”

“Quando fui comunicada que os hospitais de campanha estavam sendo com o Iabas, fui novamente ao secretário e alertei a ele [Edmar Santos] que a Iabas tinha o histórico de não entregar o que prometia. Quando eu faço um novo alerta ao secretário sobre o Iabas, no dia 2 de abril, fui comunicada que seria exonerada no dia seguinte, dia 3 de abril”, explicou.

Mariana ainda negou os termos da delação de Edson Torres, que citam seu nome como possível beneficiária de recursos retirados do esquema de corrupção na área de saúde.

A sessão começou às 9h15 desta segunda-feira (28), com testemunhas arroladas pela defesa do ex-juiz federal.Os advogados de Witzel chamaram ainda o ex-secretário de Saúde do Rio Alex Bousquet e o ex-secretário de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey.

O Tribunal Misto pediu ainda o depoimento de duas outras testemunhas, que serão ouvidas assim que forem encontradas.

A sessão começou com os membros do tribunal respeitando um minuto de silêncio em homenagem à juiza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Ela foi assassinada na véspera de natal pelo ex-marido. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Após o presidente do Tribunal, Claudio de Mello Tavares, repetir os termos da decisão do STF, o deputado que funciona como advogado de acusação no tribunal misto, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), afirmou que pediu no STF a impugnação da liminar que impede a oitiva de Wilson Witzel.

Testemunhas

Por volta das 9h35, o ex-assessor especial da subsecretaria de gestão da Atenção Integral à Saúde, Luiz Octávio Martins Mendonça, começou a ser ouvido. Ele disse que trabalhou com Mariana Scardua, ex-subsecretária na pasta, e que se especializou em contratações na área do Sistema Único de Saúde.

Mendonça avaliou que a entrada de Gabriell Neves, ex-subsecretário de Saúde, piorou muito as condições de trabalho na pasta de Saúde.

“Houve atraso no pagamento de salários, atraso no pagamento de fornecedores. E tive um desentendimento pessoal, então pedi para ser exonerado da secretaria de Saúde. Com o cenário pandêmico, decidi continuar, só que no dia 3 de abril minha exoneração foi publicada, junto com a exoneração da doutora Mariana Scardua”, afirmou.

Mendonça disse que, durante o tempo na secretaria, houve três Organizações Sociais que responderam por processos de desqualificação. A Unir Saúde, que foi desqualificada e depois requalificada para gestão de UPAs no Estado, estava entre elas. “A OS Pró-Saúde também respondia a um processo de desqualificação, assim como a Cruz Vermelha”, afirmou.

Segundo ele, até então nenhuma OS havia sido desqualificada, “embora houvesse Organizações Sociais que tivessem tido problemas de execução, tanto assistencial quanto à prestação de contas, no âmbito da execução desses contratos”.

Mendonça disse que nunca presenciou um ato irregular ou de corrupção na secretaria de saúde, e que acreditava que não havia desvio de verbas. “Nunca participei, nunca presenciei e nunca senti nada”.

Pouco antes das 11h30, começou o depoimento de Mariana Tomasi Scardua, ex-subsecretária de Gestão e Atenção Integral à Saúde durante a gestão de Edmar Santos.

Mariana disse que, com a chegada de Gabriell Neves como subsecretário executivo, o termo de compra de respiradores para ajudar contra a pandemia da Covid-19 não passou pela consulta de sua pasta. No entanto, não soube dizer quem pode ter indicado Neves para assumir o cargo.

A relação da pasta de Mariana com as unidades de saúde, segundo ela, piorou muito com a chegada de Neves.

“Até dia 31 de janeiro de 2020, o que perguntávamos à subsecretaria executiva era respondido claramente. Com a chegada do Gabriell Neves, os membros foram proibidos de conversar com outras áreas, e essas informações eram sempre imprecisas. Ficávamos com o prestador do lado dizendo que não recebeu e a secretaria de outro dizendo que pagou”, explicou Mariana, dizendo que o desgaste motivou seu pedido de exoneração.

Combate à pandemia

Às 13h05, começou o depoimento do coronel Roberto Robadey, ex-comandante do Corpo de Bombeiros e ex-Secretário de Defesa Civil. Ele afirmou que considerou acertada a decisão de criação de hospitais de campanha no Estado, e defendeu os planos de contenção da Covid-19 no Estado.

“Nós tínhamos um estudo no início da pandemia com uma projeção de que se nada fosse feito, a cada 7 dias o número de óbitos dobraria. Em certos momentos, havia um movimento grande pela liberação. Não fossem as reuniões, nós teríamos tido um caos no estado do Rio”, afirmou o coronel, que acrescentou que a secretaria chegou a estudar a compra de caixões e câmaras frigoríficas caso o número de mortos fosse muito grande no Estado.

Segundo ele, uma câmara foi levada para a Baixada Fluminense, mas nunca utilizada. A contratação de outros cinco equipamentos semelhantes não foi levada à frente.

Ex-secretário fala sobre OSs

Pouco antes das 13h50, começou o depoimento de Alex Bousquet, que foi secretário de Saúde após a saída de Fernando Ferry. Ele afirmou que, quando assumiu, viu uma secretaria “arrasada”.

“Vínhamos de prisões em sequência e um modelo de gestão do doutor Fernando Ferry para que a máquina ficasse ainda mais paralisada”, explicou.

Um dos três grupos de trabalho feitos por Bousquet após assumir o cargo foi para, segundo ele, dar respostas sobre os hospitais de campanha criados pelo Estado no combate à pandemia da Covid-19.

“Entendíamos que, em 22 de junho, o fortalecimento dos municípios seria fundamental para o enfrentamento à pandemia. Mapeamos mais de 900 leitos no momento em que optei pelo fechamento dos hospitais de campanha”, disse ele.

Bousquet afirma que o modelo de Organizações Sociais foi se “desvirtuando” no caminho, e citou que “40 ou 41” contratos estavam vigentes no seu mandato como secretário, com 11 OSs diferentes.

“Somente duas delas tinham nota B, de acordo com a nossa fiscalização. Todas as demais tinham nota C. Elas tinham dificuldade de cumprir as metas assistenciais, e as metas financeiras não eram fiscalizadas há muito tempo”

O ex-secretário de Saúde, que deixou o cargo após sofrer um mal súbito, disse que apurações sobre contratos de OSs foram feitos durante sua gestão, mas nenhuma investigação foi concluída.

Depoimento suspenso

O tribunal tinha estipulado o depoimento do governador afastado, Wilson Witzel, nesta segunda-feira (28). No entanto, a oitiva foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No sábado (26), o ministro Alexandre de Moraes determinou que o interrogatório somente poderá ser realizado após a defesa ter acesso a todos os documentos de defesa — como a delação premiada do ex-secretário Edmar Santos.

Moraes estabeleceu ainda que o próprio Edmar terá que ser ouvido de novo após o fim do sigilo de sua delação, antes de Witzel. Assim, não há previsão de data para o depoimento do governador afastado.

Em agosto, Witzel foi afastado e denunciado pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de corrupção. Segundo as investigações, ele seria o chefe de uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos da área de saúde durante a pandemia.

G1

 

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Saúde

VARIANTE ÔMICRON: OMS pede que países mantenham fronteiras abertas para africanos

Foto: Andre Borges/Agência Brasília

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, neste domingo (28/11), uma nota onde pede que os países reabram as fronteiras para nações africanas. Vários países suspenderam voos do continente após a detecção de múltiplos casos da Ômicron, nova variante do coronavírus.

O comunicado diz que restrições de viagem são importantes para controlar a transmissão do vírus, porém, acabam sendo prejudiciais para o dia a dia dos cidadãos e meios de sustento de cada pessoa. Por outro lado, a OMS recomenda outras medidas de contenção, como a ampliação dos testes e sequenciamento da Covid-19.

Ainda não está claro se Ômicron é mais transmissível quando comparada a outras variantes do SARS-CoV-2 ou se causa sintomas mais graves. No entanto, a OMS já classificou a cepa como uma variante de preocupação.

A nova cepa foi identificada inicialmente na África do Sul. Porém, Reino Unido, Alemanha e Itália já confirmam casos da Omicron. Em uma tentativa de conter a entrada da variante no Brasil, a Anvisa recomendou, no sábado (27/11), a proibição do desembarque de voos com origem ou passagem pela África do Sul, Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue. No dia seguinte foram incluídos na lista: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

Neste domingo, o presidente da África do Sul, Matamela Cyril Ramaphosa, criticou a decisão dos países de fechar a fronteira para os voos vindos do continente africano por causa da nova cepa do coronavírus.

Para Ramaphosa, a medida é injustificável, discriminatória e ineficaz contra a disseminação da variante.

Metrópoles

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Esporte

Bira Marques é reeleito presidente do ABC

Foto: divulgação

Bira Marques foi eleito para mais um mandato como presidente do ABC Futebol Clube. A eleição foi realizada neste domingo (28). O atual presidente, que faz parte da Chapa 2 (ABC no Rumo Certo) venceu com 67,2% dos votos. O vice é Bira é Fred Menezes.

Dos 745 eleitores aptos 431 compareceram para votar na eleição para escolha do presidente do ABC para o próximo triênio, uma abstenção de 42%.

A chapa 01 foi encabeçada por Idamylton Garcia, fundador da organizada Camisa 12 e a chapa 02, o atual presidente Bira Marques.

Os votos dos cessionários de camarotes estão sub judice, mas ainda assim o resultado dos votos apurados na tarde de hoje (28) apontou a vitória da chapa 2, encabeçada por Bira Marques.

CONFIRA O RESULTADO DETALHADO:

TOTAL

Chapa 1 – A Força da Frasqueira

Presidente: 79 votos

Conselho: 81 votos

Chapa 2 – ABC no Rumo Certo

Presidente: 175 votos

Conselho: 185 votos

Brancos

Presidente: 17

Conselho: 06

Nulos

Presidente: 02

Conselho: 01

JUDICIALIZAÇÃO

O juiz do plantão judicial Nilson Roberto Cavalcanti de Melo determinou neste domingo (28), em tutela de urgência, que o ABC, através da Comissão Eleitoral, disponibilize uma urna em separado para que seja realizado o processo eleitoral com os votos da lista de membros de camarotes sub judice. O pedido foi protocolado pelos representantes da Chapa 1 à presidência do clube que tem o candidato Idamylton Garcia à frente.

A medida permitirá que ao final da votação, a apuração dos votos seja contabilizada com e sem os membros da referida lista, divulgando, ao final, o resultado da eleição sem os votos dos membros dos camarotes. Na decisão, o magistrado entendeu que a votação em separado dos membros do camarote seria capaz de garantir a possibilidade do voto até que seja julgado o mérito da demanda.

No pedido, os advogados da Chapa 1 apontam o descumprimento do critério da anualidade de admissão do quadro social do clube. O estatuto do ABC prevê, desde 2017, o dever de informação por parte da instituição, a partir da qual, anualmente, em janeiro, seja dada transparência quanto aos prazos de admissão no quadro social para que fossem rechaçadas “indicações surpresa” em dissonância aos preceitos estatutários.

Ainda no pleito protocolado na Justiça, foi informada a solicitação realizada por conselheiros do clube, por meio de requerimento em 11 de outubro deste ano, as listas de indicações dos membros de camarotes para que fosse possível fiscalizar o cumprimento da anualidade. O documento pedia que fossem publicados os membros dos camarotes possivelmente aptos a participarem da eleição, contudo a Junta Eleitoral indeferiu o pedido.

Há inclusive uma ação ajuizada em agosto deste ano, ainda está pendente de julgamento da medida liminar, para obter essas informações. Contudo, a lista dos aptos a votar foi publicada, mas sem os possíveis aptos dos camarotes. As listas dos camarotes não possuem nenhum comprovante de ratificação publicado nos moldes definidos pela própria comissão, sendo publicadas apenas as listas dos integrantes com datas entre 2016 e 2020, não tendo como avaliar se houve publicações extemporâneas ou com datas retroativas.

BIRA MARQUES

O empresário Bira Marques assumiu o cargo após a renúncia do professor e médico Fernando Suassuna, em abril do ano passado. Ao assuimir o posto, Bira divulgou uma carta aberta para a torcida e conselheiros do Alvinegro pregando “união de todos os abecedistas para enfrentarmos as inúmeras dificuldades e desafios que virão pela frente”.

Portal Grande Ponto

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Segurança

VÍDEO: Antes de aparecer morto nas escadarias de Mãe Luíza, homem foi filmado por mulher que o acusava de estupro

O homem que apareceu morto rolando nas escadarias do bairro de Mãe Luíza na manhã deste domingo (28), foi filmado por uma mulher, que revoltada, o xingava, o acusava de estupro, afirmando que ele iria morrer.

Ele foi identificado como João Maria Bento da Silva. O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep-RN) fez a retirada do corpo do local. De acordo com a polícia, ele teria sido morto por membros de uma facção criminosa e a motivação pode ter sido devido a acusação de estupro. A Polícia Civil deve investigar o caso.

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Saúde

COVID: Brasil registra 92 óbitos e 4 mil casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil neste domingo (28):

– O país registrou 92* óbitos nas últimas 24h, totalizando 614.278 mortes;

– Foram 4.043* novos casos de coronavírus registrados, no total 22.080.906.

O Ministério da Saúde calcula que mais de 21,2 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

*Sem dados de DF, MS, MT e TO, que não divulgam aos domingos

A média móvel de mortes é de 231, já a média móvel de casos é de 9.090.

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Saúde

Queiroga: “Principal arma contra a ômicron é a campanha de imunização”

Foto: Sergio Lima/Poder 360

O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) disse neste domingo (28) que a principal forma de conter a propagação da nova variante de covid-19, a ômicron, identificada inicialmente na África do Sul, é a campanha de vacinação.

“A principal arma que temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização, em particular o Brasil vai muito bem. Já distribuímos mais de 372 milhões de doses de vacinas e dessas 308 milhões já foram aplicadas”, disse em transmissão ao vivo feita em suas contas oficiais.

Participaram da live, com o ministro: os secretários Rodrigo Cruz (Secretaria-Executiva), Arnaldo Medeiros (Vigilância em Saúde) e Sérgio Okane (Atenção Especializada à Saúde).

Todos eles ressaltaram a importância da vacinação contra a doença. “É extremamente importante que mantenhamos foco na campanha de vacinação e que mantenhamos medidas não-farmacológicas, evitando aglomerações fúteis”, disse Arnaldo Medeiros.

Queiroga afirmou na transmissão que a ômicron preocupa, mas que não é necessário desespero da população. “A variante tem causado atenção das autoridades sanitárias do mundo todo e aqui no Brasil também. Gostaria de tranquilizar os brasileiros, porque os cuidados com essa variante são os mesmos cuidados com as outras”, disse.

O ministro citou em sua live o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que ainda não se vacinou contra a doença. “O presidente Bolsonaro sempre tem dito que é necessário ter todo cuidado com questões relativas à saúde e preservar a nossa economia. Para esse binômio, é necessário cada um fazer a sua parte”, disse.

O chefe do ministério falou ainda sobre as comemorações de fim de ano. Disse que o governo trabalha para que os brasileiros tenham excelentes festas de fim de ano, mas que ainda não é hora de “grandes eventos” em massa.

“Estamos nos aproximando das festas de fim de ano, é uma boa oportunidade para confraternização das famílias, evitando grandes eventos em massa, porque ainda temos uma pandemia. Ficou bem mais controlada graças ao esforço do SUS, mas sabemos que só estaremos seguros quando todos estiverem seguros”, disse.

Poder 360

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Saúde

Anvisa identifica covid em brasileiro vindo da África do Sul; não há confirmação sobre variante

Foto: PHILL MAGAKOE /AFP – 27.11.2021

Um brasileiro que retornou da África do Sul foi diagnotiscado com Covid-19 e está em isolamento, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O passageiro desembarcou em Guarulhos no sábado (27), em um voo da Ethiopian Airlines. A agência reforçou que não é possível confirmar se ele está com a variante africana, nomeada ômicron.

O passageiro realizou teste RT-PCR para voltar ao Brasil e apresentou resultado negativo para embarcar, conforme determinam as normas brasileiras para entrada no país.  Após a chegada em São Paulo, ele realizou um novo exame, no próprio aeroporto, que deu positivo para o vírus. O passageiro estava assintomático quando pousou no Brasil, afirmou a Anvisa.

“Diante do resultado, a Agência notificou o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional, estadual e municipal, às 1h07 do dia 28. A Vigilância epidemiológica do Município de Guarulhos também foi acionada para acompanhamento do caso”, disse a Anvisa.

Agora, o passageiro cumpre quarentena em casa e ficará isolado. Fora dos portos e aeroportos, o monitoramento e procedimentos necessários para o caso ficam a cargo dos órgãos de saúde estadual e municipal.

Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo informou que “mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todo o território estadual. A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e, até o momento, não há registros de casos da nova variante B.1.1.529 (Ômicron) no Estado.”

As medidas já conhecidas pela população seguem cruciais para combater a pandemia do coronavírus: uso de máscara, higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel) e a vacinação contra a Covid-19.

R7

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Saúde

Ômicron causou apenas ‘sintomas leves’ até o momento, diz médica sul-africana que tratou dezenas com a variante

Passageiro faz teste de Covid em aeroporto de Johanesburgo antes de ir para Uganda | Foto: SUMAYA HISHAM / REUTERS

Uma médica sul-africana que já tratou cerca de trinta pacientes com a variante Ômicron da Covid afirmou que eles apresentam apenas “sintomas leves” e que, por enquanto, estão passando pelo período de recuperação sem a necessidade de internação.

Durante os últimos dez dias, Angelique Coetzee, que também é presidente da Associação Médica da África do Sul, recebeu pacientes infectados pela Covid, mas com sintomas incomuns.

– O que os levou a me consultar foi um grande cansaço – disse ela à AFP.

A maioria eram homens com menos de 40 anos e quase metade deles estava vacinada.

Além da enorme fadiga, eles sofriam de dores musculares, tosse seca ou “coceira na garganta”, acrescentou o médico. Poucos tiveram febre baixa.

Em 18 de novembro, Coetzee alertou as autoridades sanitárias para este “quadro clínico que não coincide com a [variante] Delta”, que até agora é a variante predominante na África do Sul. A médica não se surpreendeu, porque o quadro já estava sendo estudado.

Dias depois, em 25 de novembro, pesquisadores sul-africanos anunciaram que haviam identificado a variante B.1.1.529, batizada no dia seguinte de Ômicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que possui múltiplas mutações e provavelmente é altamente contagiosa.

O Globo

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Saúde

VÍDEO: Após criticar aglomerações e falta de uso de máscaras, Claudia Leitte faz show para milhares sem proteção em SP

Após fazer críticas a aglomerações e falta de uso de máscaras de proteção contra a Covid-19, a cantora Cláudia Leitte fez um show para milhares de pessoas sem proteção, em São Paulo, no sábado (27). Em um vídeo de maio deste ano, a artista aparece criticando o não cumprimento de protocolos contra a Covid.

Antes do show, a cantora ainda postou nas redes sociais: “Evento realizado com limitação de público, exigência de comprovante de vacina e outras exigências sanitárias estabelecidas pela secretaria de saúde de São Paulo”.

Porém, a flexibilização do uso de máscara ao ar livre em São Paulo que até já foi anunciada, ainda não entrou em vigor. A nova medida passa a valer no próximo dia 11 de dezembro.

As imagens do show feito em meio a pandemia da Covid-19 viralizaram nas redes sociais. Nos vídeos postados pela artista nos stories do Instagram, é possível ver que a maioria do público não está usando máscara. O nome da artista foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter neste domingo, 28.

Em clima de aquecimento para o carnaval, Claudia saiu em cima de um trio elétrico na Avenida Francisco Matarazzo, na zona Oeste de São Paulo, sendo a atração principal da Festa Blow Out.

Com informações de Jovem Pan

Opinião dos leitores

  1. Aqui em Natal na Árvore de Mirassol quase 40% do público circulando sem máscara. Fiquei horrorizada!! Já não volto lá.
    Galera acha que pelo fato de estar vacinado não pega nem transmite. Aiai

    1. Nao fui e nao vou. Não vejo que é hora pata festas abertas com aglomeração.
      O prefeito abriu a boca dizendo que era a festa pós pandemia, so se foi a pandemia dele pq ate hj sabemos que estamos em pandemia, não foi decretado que tinha acabado.

  2. Uma declaração feita em maio? Só olhar o cenário naquele mês e olhar hj. Também essa imprensa gosta de causar.

  3. Hipocrisia.
    Em tempos de pouca farinha, primeiro o meu pirão!
    É só uma amostra do que vem por aí com carnatal, réveillon e carnaval.

    1. O Dr. Laís vai ter, se acontecer algo que não queremos, de explicar essas decisões dúbias e fora de contexto que realiza. Quero ver como controlar o povo que vai para o Carnaval? Pedindo carteira de vacinação ao público, alguém regulando a distância entre foliões, vão usar máscara ou está tudo liberado, torce aí galera estudiosa, vamos ver se a reza de vcs funciona.

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Saúde

Anvisa recomenda ao governo barrar viajantes de mais quatro países africanos

Passageiros aguardam em saguão do aeroporto de Joanesburgo depois que diversos países barraram as viagens para a África do Sul – Foto: Phill Magakoe/AFP

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez uma recomendação na noite deste sábado (27) para que o governo federal proíba a entrada de viajantas que estiveram, nos últimos 14 dias, em quatro países africanos.

Com isso, a agência ampliou para dez o número de nações do continente na lista de restrições sanitárias.

A medida acrescenta Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia, ao lado de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A nova recomendação da Anvisa será avaliada pelo governo na segunda-feira.

O objetivo é tentar evitar a chegada da nova variante da Covid-19, batizada de ômicron pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Detectada no começo da semana, a variante identificada na África do Sul é vista com preocupação pela OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter potencial risco de ser mais transmissível que as anteriores.

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse na noite de sexta-feira (27) que o governo vai acatar a primeira recomendação da agência e proibir a entrada de quem passou, nos últimos 14 dias, por África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

“O Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África em virtude da nova variante do coronavírus. Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia”, escreveu Nogueira no Twitter.

De acordo com Nogueira, a portaria seria publicada nesta sábado, o que ainda não ocorreu. As regras passariam a valer a partir de segunda-feira (29).

FolhaPress

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Tecnologia

Capitais do Nordeste serão conectadas pela internet 5G até julho de 2022

Foto: Unsplash/Jakub Pabis

O Nordeste vivenciará um salto de conectividade nos próximos anos, após a conclusão do leilão do 5G. Com os compromissos definidos na licitação, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe serão beneficiados com infraestrutura de telecomunicações, que irá ampliar, exponencialmente, o acesso à internet.

Entre os principais serviços que vão chegar: 5G em todos os municípios, 4G em localidades com pouca (ou nenhuma) conexão e em trechos de rodovias sem cobertura de rede móvel. Muitos olhos estão voltados para a região por registrar o maior ágio do certame.

O leilão de radiofrequências abriu espaço para duas novas operadoras na região; capitais receberão 5G até julho de 2022; e 1.794 sedes municipais serão atendidas até 2029.

Além das operadoras Tim, Vivo e Claro, os nordestinos contarão com os serviços prestados pelas empresas Brisanet e Winity II. No entendimento do ministro das Comunicações, a chegada das novas operadoras é fundamental para ampliar a concorrência e pode implicar na redução dos preços praticados hoje no setor de telefonia móvel. No leilão, a Brisanet arrematou o lote C4 da faixa de 3,5 GHz (gigahertz), que cobre toda a região Nordeste, e pagou R$ 1,2 bilhão por 80 MHz (megahertz) da frequência, cujo preço mínimo era de R$ 9 milhões: um ágio de 13.741%.

Todos os investimentos serão feitos pelas operadoras que arremataram os lotes das faixas de radiofrequência leiloadas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz. “Nosso propósito ao realizar um leilão não-arrecadatório é permitir que os valores das outorgas possam ser investidos em melhorias diretas para a população. Vamos ampliar a digitalização no Brasil e conectar brasileiros de todas as regiões”, destacou o ministro das Comunicações, Fábio Faria. O valor econômico total obtido com o leilão foi R$ 47,2 bilhões. Do total, R$ 42,4 bi serão revertidos em investimentos e R$ 4,8 bi irão para os cofres da União.

COBERTURA 5G – A mais nova geração de internet móvel chegará a todas as 1.794 sedes municipais do Nordeste, gradualmente, até 2029. As capitais nordestinas serão as primeiras a receber o 5G, até julho do ano que vem. Em seguida, as cidades com mais de 500 mil habitantes serão atendidas até o início de 2023 e, de forma escalonada, a cobertura se estenderá às demais cidades. Os compromissos preveem ainda a cobertura 5G em 1.148 localidades (que não são sede municipais) da região – isso representa 67% das 1.700 localidades priorizadas no Brasil. O Nordeste também concentra 32% de todos os municípios brasileiros que terão 5G.

CONECTIVIDADE EM ESCOLAS – Com a venda da faixa frequência de 26 GHz, o Governo Federal assegurou R$ 3,1 bilhões para investimento em conectividade nas escolas públicas de todo o Brasil. A escolha dos projetos será feita pelo Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (GAPE), a ser formado por representantes do MCom; da Anatel; do Ministério da Educação; e representantes de cada uma das empresas vencedoras da faixa de 26 GHz. Caberá ao GAPE definir os projetos, detalhando características, critérios técnicos, cronograma de metas e estudos de precificação.

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