Judiciário

Procuradores da República no RN que ajuizaram ação contra Lava-Jato e Moro são alvos de inquérito no MPF

Foto: Ed Alves/CB/D.A Press

Os procuradores da República Emanuel de Melo Ferreira e Luís de Camões de Lima Boaventura, com atuação em Mossoró, que ajuizaram ação civil pública contra a União pela atuação supostamente antidemocrática do ex-juiz Sergio Moro no âmbito da Lava-Jato, tornaram-se alvo de inquérito administrativo disciplinar do próprio órgão.

O procedimento sigiloso foi instaurado de ofício na segunda-feira pela corregedora-geral do Ministério Público Federal (MPF), Elizeta Maria de Paiva Ramos.

Matéria completa no Justiça Potiguar AQUI.

 

Opinião dos leitores

  1. Quiseram aparecer pra sair na globo, agora vão se lascar. Moro sozinho fez muito mais que a justiça toda do Brasil e desarticulou uma quadrilha grande.

  2. Vixe, o feitiço virou contra o feiticeiro.
    Até nisso o Véio Bolsonaro tem razão. Da-le Naros. Jair, Eduardo, Carlos e Flávio.

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Televisão

VÍDEO: Sikêra Jr. chora ao anunciar ao vivo que venceu processo contra Sleeping Giants

O apresentador Sikêra Júnior chorou ao vivo ao anunciar no “Alerta Nacional”, programa que comanda na RedeTV!, que venceu um processo contra o Sleeping Giants Brasil, que nas redes sociais se define como “um movimento de consumidores contra o financiamento do discurso de ódio e das fake news”. “Quero que eles tirem isso que está acontecendo aqui como uma grande resposta”, afirmou o comunicador, que pegou seu celular e leu: “O desembargador Airton deferiu a liminar e mandou suspender a campanha do Sleeping Giants contra Sikêra”. Chorando, ele continuou: “O que esses caras fizeram com a minha família e comigo, a resposta está aí. A resposta está dada, a família brasileira está dando a resposta. Já começamos a mostrar que a gente não aceita mais essa sacanagem. Demorou, mas por isso que eu digo, acredite na Justiça do seu país. Eu acredito”.

Sikêra também chamou de “satânicos” os sites envolvidos com o Sleeping Giants e disse que a campanha feita contra ele foi para buscar “lacração”. “Passei a ser chamado de ‘investigado’. Eu, pai de família, trabalhador. Agora, vem um engraçado que sofreu bullying a vida inteira e quer descontar nas costas de quem não apoia”, finalizou. Em junho desde ano, no Dia do Orgulho LGBTQIA+, o Sleeping Giants lançou uma campanha para que as marcas deixassem de patrocinar a atração comandada por Sikêra, que, ao comentar uma campanha publicitária de uma rede de fast food que apoia a diversidade em um de seus programas, referiu-se à comunidade LGBTQIA+ como “raça desgraçada”. “Vocês não têm filhos, não procriam, não reproduzem. Eu cheguei à seguinte conclusão: vocês precisam de tratamento. Que tara é essa de pegar as crianças do Brasil? Se você quer dar esse rabo, dê, mas não leve as crianças”, declarou o apresentador no “Alerta Nacional”. A campanha #DesmonetizaSikera ganhou força no Twitter e vários anunciantes deixaram de patrocinar a atração. Com a repercussão, ele pediu desculpas e disse que se excedeu.

Jovem Pan

Opinião dos leitores

  1. 👏👏👏👏👏palmas para Sikeira jr, aliás muitas palmas para Sikeira 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

  2. O Desembargador concedeu uma liminar e a manchete é que ele ganhou o processo ? Só se ganha um processo depois de trânsito em julgado.

  3. Estou com sikera e não abro !! A tradicional família brasileira agradece a sua luta ! E tbm nunca vou esquecer daquela propaganda madita do burguer King ! Aquilo sim é um atentando violento ao pudor !! Principalmente com crianças!!!

  4. Esse eh a nova escória da TV que mama no dinheiro público… recebeu verba do ministério da saúde pra defender o presidente inepto das rachadinhas e um tratamento precoce que só existia na cabeça da gadolandia…

  5. “Se você quer dar esse rabo, dê, mas não leve as crianças”…Sikeirão é mito demais…Se tivéssemos mais políticos assim, votaríamos com gosto!!!! Nossas crianças agradecem!!!!

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Judiciário

STF tira de pauta processo contra Flávio Bolsonaro por supostas ‘rachadinhas’

Foto: Pedro França/Agência Senado

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tirou da pauta desta terça-feira (14) um recurso que questiona qual é o foro do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) no processo que trata das “rachadinhas”.

O julgamento era esperado para o último dia 31, mas o relator, ministro Gilmar Mendes, atendeu a um pedido de adiamento feito pela defesa do senador e adiou a discussão para esta terça-feira (14). Ainda não há uma nova data para a análise do recurso apresentado pelos advogados do parlamentar.

No recurso, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) questiona a Corte se a investigação contra Flávio Bolsonaro sobre desvios de recursos de seu gabinete poderia ter tramitado na primeira instância ou se deveria ter sido analisada no órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

A defesa do senador defende que, como ele era deputado estadual à época, o foro da investigação deveria ser o TJ-RJ. O Ministério Público argumenta que decisão anterior do STF restringe o foro privilegiado a fatos ocorridos durante o atual mandato, e que crimes envolvendo mandatos anteriores deveriam tramitar em primeira instância.

Entenda o julgamento

Para o MP-RJ, Flávio Bolsonaro não teria direito a foro privilegiado depois de ter concluído seu mandato como deputado estadual, em 2018, quando a investigação foi aberta. Os procuradores afirmam que o hoje senador deveria ter tratamento comum porque as investigações se referem a um período em que Flávio exercia um mandato que já foi concluído.

A defesa do filho mais velho do presidente diz que, por ter assumido o cargo de senador logo depois do fim do seu mandato como deputado, Flávio teria direito à continuidade do foro privilegiado. Ele foi eleito senador nas eleições de outubro daquele ano.

Disputa entre instâncias

As investigações sobre o suposto esquema de rachadinhas na Alerj começou em novembro de 2018, após o então Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – atual Unidade de Inteligência Financeira (UIF) – detectar movimentação superior a R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo da família Bolsonaro.

Segundo o MP-RJ, Flávio e Queiroz operavam um esquema de desvio de dinheiro público ao contratar como funcionários do gabinete pessoas que recebiam apenas parte do seu salário e devolviam o restante do dinheiro para o deputado e seu assessor. Segundo a investigação, algumas dessas pessoas, nomeadas como funcionários comissionados, sequer exerciam funções no gabinete.

A quebra dos sigilos fiscal e bancário solicitada pelo juiz de primeira instância, Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do TJ-RJ, motivou na defesa o desejo de ver o caso julgado longe dos domínios de Itabaiana. A defesa entrou com habeas corpus alegando que, à época dos casos investigados pelo Ministério Público, Flávio era deputado estadual, portanto, deveria ser julgado pelo Órgão Especial de segunda instância do Rio de Janeiro.

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro atendeu, em junho do ano passado, o pedido do senador por dois votos a um, retirando o caso da 27ª Vara Criminal e passando ao Órgão Especial do TJ-RJ.

Em janeiro deste ano, dois dias antes de a Corte fluminense julgar o caso, o ministro Gilmar Mendes, relator no STF, suspendeu a tramitação do processo no Rio de Janeiro e determinou que o Órgão Especial se abstivesse de julgar o caso até que o Supremo decidisse o foro competente.

Mandato cruzado

A defesa de Flávio Bolsonaro pode se beneficiar do entendimento do STF em caso parecido que favoreceu a manutenção do foro de um outro senador investigado por supostos crimes enquanto exercia o que é chamado de mandato cruzado, que é quando o político salta de um cargo para outro em diferentes casas legislativas, sem que haja nenhum intervalo entre o mandato anterior e o seguinte.

Em maio deste ano, o STF decidiu pela manutenção do foro privilegiado a Marcio Bittar (MDB-AC), acusado de participar de um esquema de corrupção quando ainda era deputado federal. A maioria dos ministros entendeu que a perda do privilégio acontece quando o parlamentar deixa de exercer qualquer cargo protegido pelo foro especial, independentemente de os atos investigados terem sido praticados naquele mandato em exercício ou em outro, já concluído.

Votaram pela manutenção do foro, à época, os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux. Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello divergiram, mas foram votos vencidos.

A PGR (Procuradoria-Geral da União) ponderou, porém, a possibilidade de o tribunal seguir o entendimento construído a partir do caso de Bittar. Para o órgão, ainda não há um entendimento estabelecido no STF sobre qual o foro correto em casos em que um político exerce mandato cruzado.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Desse jeito, assim como fizeram com Roberto Jeferson, homem íntegro, honesto, exemplo a ser seguido.

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Geral

CGU aponta fraude e abre processo contra a Precisa, alvo da CPI da Covid

O corregedor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, instaurou um PAR (processo administrativo de responsabilização) contra a Precisa Medicamentos, responsável pela intermediação do negócio bilionário da vacina indiana Covaxin.

A decisão é do dia 24 de agosto, após a conclusão de uma investigação preliminar sumária, um tipo de apuração que antecede a formalização de um processo. O procedimento aponta fraude e “comportamento inidôneo” por parte da Precisa, alvo central da CPI da Covid no Senado.

Reportagem publicada pela Folha no dia 13 de agosto mostrou que a área técnica da CGU (Controladoria-Geral da União) havia decidido pela abertura de processo para eventual punição da Precisa, na contramão do discurso do ministro bolsonarista Wagner Rosário.

O ministro, desde o início, fez a ponte com o Palácio do Planalto e minimizou a gravidade das fraudes e irregularidades.

A Corregedoria-Geral da União funciona no âmbito da CGU. O trabalho do corregedor-geral e das Diretorias de Responsabilização de Agentes Públicos e de Entes Privados envolveu diligências como depoimentos, análise de documentos e apreensão de computadores.

Na prática, houve duas auditorias dentro da CGU. Uma foi capitaneada pelo ministro e foi feita às pressas, para atender aos interesses do Planalto. O relatório, divulgado por Rosário, descartou diversas irregularidades e resumiu-se a dizer que houve montagem de documentos por parte da Precisa.

Já a investigação sumária foi concluída com apontamentos de indícios de fraude e “comportamento inidôneo”, como consta em registros internos da CGU sobre processos abertos para responsabilizar empresas contratadas pelo governo federal.

O procedimento é mantido em sigilo. A CGU não deu publicidade à instauração do PAR, como usualmente ocorre nesses casos.

Não há informação se houve também abertura de PADs (processos administrativos disciplinares) para responsabilizar servidores públicos que viabilizaram o contrato de R$ 1,6 bilhão para compra de 20 milhões de doses da Covaxin.

O contrato foi assinado por Roberto Ferreira Dias, que exercia o cargo de diretor do Departamento de Logística em Saúde no ministério. A negociação foi conduzida pelo coronel da reserva do Exército Élcio Franco Filho, então secretário-executivo da pasta.

Dias foi demitido do cargo após acusações, reveladas pela Folha, de que teria cobrado propina de US$ 1 por dose de vacina inexistente num mercado paralelo de imunizantes para Covid-19.

Franco, após deixar o ministério, ganhou um cargo de assessor especial na Casa Civil da Presidência da República. Dias e Franco são investigados na CPI da Covid.

Em nota, a CGU afirmou que a abertura do PAR foi publicada no Diário Oficial da União.

Sobre PADs, o órgão disse que “não divulga as respectivas instaurações com identificação de nomes e casos, em função de se tratar de trabalho de acesso restrito”. “Não temos como confirmar a abertura ou não de PADs relacionados a essa investigação.”

Dois auditores foram designados pelo corregedor-geral para conduzir o PAR. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 180 dias.

Entre as punições estudadas estão a declaração de inidoneidade da Precisa, com proibição de novos contratos com o poder público, e a aplicação de multa, que pode chegar a 20% do faturamento bruto, conforme previsto na Lei Anticorrupção. A empresa deve ser ouvida antes de uma eventual punição.

A Precisa disse, em nota, não ter sido notificada sobre a conclusão da investigação da CGU.

A empresa afirmou que “está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos e comprovar que não há irregularidades, tendo seguido desde sempre os mais rigorosos critérios de integridade e interesse público, respeitando todas as normas legais e regras do contrato”.

Segundo a nota dos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que defendem a Precisa e o dono da empresa, Francisco Maximiano, é a Envixia Pharmaceuticals —uma segunda intermediária do negócio, com sede nos Emirados Árabes Unidos— ​que tem a responsabilidade pela fraude em documentos apresentados ao Ministério da Saúde.

Somente com as revelações das fraudes e irregularidades o governo Jair Bolsonaro decidiu cancelar o contrato. Primeiro, houve uma suspensão, por determinação do corregedor-geral da União. Depois, o negócio foi cancelado de vez.

Rosário, bolsonarista e alinhado às demandas do Planalto, sempre minimizou as irregularidades na compra da Covaxin.

Primeiro, quando o governo anunciou a suspensão do contrato, em 29 de junho, o ministro da CGU afirmou que “existem denúncias de uma possível irregularidade que não conseguiu ainda ser bem explicada pelo denunciante”.

“Vamos fazer essa apuração para que a gente tenha certeza de que não existe nenhuma mácula no contrato”, disse.

O ministro omitiu que a suspensão do contrato foi uma determinação da Corregedoria-Geral da União e que a medida valeria até a conclusão da investigação preliminar.

Um mês depois, em 29 de julho, Rosário participou de entrevista coletiva para apresentar os resultados da auditoria que capitaneou. Ele apontou apenas montagens em documentos apresentados pela Precisa ao Ministério da Saúde, com encaminhamento à Polícia Federal para perícia.

O ministro negou existirem outras irregularidades no processo, como no tempo célere de análise da contratação, no preço da vacina —US$ 15, o mais alto dentre os imunizantes comprados pelo governo— e nos documentos para importação.

Esses documentos também têm indícios de adulteração e foram usados pela Precisa para tentar pagamentos antecipados de US$ 45 milhões.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Não foi comprada nenhuma vacina e não foi pago nenhum centavo por elas. Ou seja, ZERO corrupção. Infelizmente, boa parte do serviço público foi aparelhado pela esquerda e vão investigar o NADA. Apenas mais narrativa para alimentar a grande mídia militante e os defensores de corruptos.

  2. É tudo mentira talkei? Essa CPI não tem moral pra apontar um dos casos de roubo no Min. da Saúde do governo Bolsonaro, talkei? Bozo é do centrão, Ricardo Barros, Lira, Ciro Nogueira são seus parças, talkei? Direita Honesta não comenta essas mentiras inventadas pela esquerda.

  3. Será que foi por causa dessas irregularidades que o MINTOmaníaco das rachadinhas decretou sigilo nesse contrato?

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Judiciário

Mãe de Gabriel Medina perde processo de danos morais contra nora e ainda vai pagar honorários

(Foto: Reprodução/Instagram)

Simone Medina, mãe de Gabriel Medina, perdeu o processo que movia contra a nora, Bruna Bordini, mulher de Felipe Medina, por danos morais. O juiz entendeu o mérito como improcedente, de que tudo não passou de uma mero conflito familiar, que nada tem a ver com o poder judiciário, em sentença dada no dia 26 de julho, segundo informou o colunista Léo Dias.

“Pela análise das provas produzidas, evidencia-se que não houve lesão aos direitos da personalidade da autora, uma vez que não foram proferidas ofensas em seu desfavor pela requerida, sendo que sequer o nome da autora fora mencionado, circunscrevendo-se a sua fala em típica manifestação do pensamento livre em sociedade democrática, inexistindo danos morais capazes de ensejar uma condenação, não tendo, o descontentamento manifestado pela requerida na rede social, ultrapassado os parâmetros da razoabilidade”, diz o documento.

Nem o pedido de retração pública que Simone pediu que Bruna fizesse foi aceito. Com isso, a empresária terá que fazer o pagamento dos honorários dos advogados de defesa da influenciadora digital fixados no valor de R$ 2 mil.

ENTENDA

Simone Medina abriu um processo contra Bruna Bordini, esposa de seu filho, Felipe Medina, e pediu uma indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil. O motivo foi que, em abril, a influencer contou em seu Instagram que teria sido expulsa pela sogra da casa em que morava em Maresias, litoral de São Paulo, “sem ter feito mal algum”.

Segundo Bruna, a causa teria sido não aceitar um emprego de carteira assinada, em que teria que deixar a filha, Analua, de 1 ano, com outra pessoa enquanto saísse para trabalhar. O fato foi negado pela mãe de Medina, que solicitou ainda uma retratação pública da nora.

Fora a briga com a nora, Simone ainda está com as relações cortadas com Gabriel Medina e sua mulher, Yasmin Brunet. A empresária acusa a modelo de ser “controladora” e afastar o surfista desua família.

Globo, via Quem

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Judiciário

Xuxa perde processo de indenização por danos morais contra Carla Zambelli

Foto: Reprodução

“O Tribunal de Justiça de São Paulo negou ação de reparação de danos morais ingressada pela apresentadora Xuxa contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)”, informa a Folha. Xuxa pedia pagamento de R$ 150 mil por danos morais, por causa de críticas da parlamentar ao livro “Maya“, voltado ao público infantil e de temática LGBTQIA+.

Zambelli escreveu nas redes sociais que “sexualizar e instigar inocentes ao sexo pavimenta a pedofilia e a depravação”. E lançou a hashtag #XuxaDeixeNossasCriancasEmPaz.

Para a juíza Carolina Pereira de Castro, “o comentário da ré em uma rede social —ainda que sobre um livro que sequer havia sido lançado— reflete a liberdade de expressão e a sua limitação pode ferir preceito constitucional e caracterizar censura, o que não é permitido”.

A magistrada determinou ainda que Xuxa pague custas, despesas processuais e honorários advocatícios no valor de 10% da causa. Zambelli afirma que seus advogados irão doar o montante a entidades de caridade.

O Antagonista 

Opinião dos leitores

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Política

TRE-RN nega habeas corpus a Henrique Alves em processo de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) negou a unanimidade o habeas corpus do ex-ministro Henrique Alves contra processo que apura corrupção e lavagem de dinheiro.

No pedido de habeas corpus, a defesa de Henrique Alves argumentou “ausência de descrição de promessa ou ato de contrapartida em troca das doações de campanha”, o não esclarecimento “do ato de ofício praticado pelo denunciado a justificar o recebimento de propina, o qual seria necessário para configurar o delito de corrupção passiva” e inexistência de crime antecedente que configurasse lavagem de dinheiro.

Já a Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou pela denegação do habeas corpus, apontando que não há fundamentação para a utilização desse artifício.

Matéria completa AQUI no Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

  1. A solução para esse sujeito é contratar Kakay ou Cristiano Zanin, amigos do ministro Gilmar Mendes, e impetrar o HC no STF. Entre uma lagrima e outra, o HC será concedido.

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Diversos

Juliette deve mover processo milionário contra marca de joias; saiba o que aconteceu

Foto: Reprodução

O fenômeno Juliette Freire, campeã do BBB21 segue em alta. Mesmo depois de mais de 2 meses do fim do Big Brother Brasil, a advogada que acumula mais de 31 milhões de seguidores em suas redes sociais segue fazendo um sucesso estrondoso em todo país.

Todo esse sucesso, no entanto, pode acabar trazendo alguns tormentos para a maquiadora. De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Matheus Baldi, do site Glow News. A embaixadora do Globoplay deve mover um processo milionário contra a Vivara, famosa marca de joias.

Isso porque, mesmo sem ter nenhum vínculo de contrato ou parceria com a paraibana, a empresa de joias divulgou, em sua rede social, uma imagem de Juliette Freire usando algumas de suas peças.

A empresa ainda colocou um link de vendas para que seus seguidores pudessem ir direto para o site fazer as compras das peças utilizadas pela campeã do Big Brother Brasil. A publicação foi apagada minutos depois.

De acordo com informações da publicação, os advogados da mais nova milionária já estariam estudando todas as medidas cabíveis contra a Vivara. O site ainda ouviu especialistas que alertaram que Juliette pode processar a marca por danos morais, materiais além de lucro cessante. O que pode acarretar em uma pequena fortuna de indenização.

Além de ser contratada da Globo como embaixadora do seu canal de streaming o Globoplay. A advogada é disputada por muitas marcas. Estima-se que até o momento Juiette Freire já tenha faturado o equivalente a R$ 12 milhões desde que saiu da casa mais vigiado do Brasil.

Mas é importante lembrar que boa parte desse valor ainda não caiu na sua conta bancária. Dentre as marcas que fizeram contrato publicitário com Juliette Freie estão: Avon, Americanas, L’Occitane au Brésil, C&A , Bohemia, Estácio entre outras empresas. Juliette Freire também tem se destacado no ramo da música. A ex-sister que ficou conhecida por ter uma bela voz, ao cantar junto nas festas com seus ex-companheiros de reality, já fez algumas lives com importantes nomes da nossa música brasileira como, Gilberto Gil e Elba Ramalho.

Agora RN

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Política

Exército deve sinalizar a Bolsonaro que pressão da opinião pública não afetará processo de Pazuello

Foto: CNN Brasil

Em viagem ao Amazonas nesta quinta-feira (27), o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, deve discutir com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) o procedimento disciplinar de defesa aberto contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Segundo assessores do governo, na conversa, que deve ter a participação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, a intenção do comandante será a de detalhar que o general da ativa terá direito a ampla defesa, em uma apuração não contaminada por pressões da opinião pública.

A objetivo do comandante é também mostrar ao presidente que o procedimento disciplinar é um processo administrativo normal e necessário. E que tem um caráter educativo, servindo de exemplo para os demais militares da ativa.

No início desta semana, o Exército instituiu o procedimento disciplinar após Pazuello ter discursado em um carro de som, no último domingo (23), ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Como general da ativa, o ex-ministro da Saúde só poderia participar da manifestação com autorização do comando do exército, o que não ocorreu. A investigação avalia se houve descumprimento o Regulamento Disciplinar do Exército, que prevê punição caso “manifeste-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”.

Pazuello foi notificado pelo Exército ainda na noite de segunda-feira (24) sobre a abertura da apuração. No mesmo dia, como mostrou a CNN, Nogueira sinalizou a Braga Netto que respeitaria o trâmite regimental e não aceleraria o processo de defesa. Hoje, a tendência é de que Pazuello receba a punição mais branda, como advertência. Ele, no entanto, deve ser aconselhado a antecipar a sua passagem para a reserva.

A previsão inicial era que o ex-ministro da Saúde fizesse a transição apenas no próximo ano. O general da ativa, no entanto, tem indicado que não pretende antecipar a sua passagem e, em sua defesa, tem argumentado que, apesar de ter comparecido a uma manifestação, não encampou um discurso político quando foi chamado ao carro de som.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. É SO O COMANDANTE DO EXÉRCITO EVOCAR O EXCESSO DE PESO PARA COLOCAR ESSA BALEIA NA RESERVA KKKKKK. COMO DANADO É QUE UM GORDUCHO DESSE PODE COMANDAR UM EXÉRCITO NA GUERRA. DEVERIA TER UMA LEI QUE AFASTASSE IMEDIATAMENTE GENERAL BOLHUDO. SE TRANSFORMOU EM UM SARGENTO GARCIA FORA!!!!!!

  2. Antagonista, Veja, CNN, Uol, Isto é, Poder 360 só era legal quando atacava Lula e Dilma. Agora não é mais.

  3. CNN quanta credibilidade, não se espelhem nesses lixos de extrema esquerda, não vai dar em nada essa pressão toda para punir mais um mito que apareceu, Bolsonaro é o chefe supremo das forças armadas e ponto final.

    1. Vc tá falando igual a um petista de sinal invertido kkkkk. O petista diria que a CNN eh facista ! O MINTOmaníaco eh comandante supremo das forças armadas mas nem ele nem o general Pezadello estão acima da lei ! Sei que vc está louco pra que Bolsonaro faça igual a Hugo Chavez mas o capitão bunda suja ainda não conseguiu comprar nem cooptar as forças armadas por aqui…

  4. Podem observar que matérias que têm em sua origem, Antagonista, Veja, CNN, Uol, Isto é, Poder 360 e seus pares, são feitas apenas para atacar o atual governo, nem sei porque esse blog aposta sua credibilidade nesse tipo de mídia.

    1. Todos estes . ..? Ate o the Guardian,o esquerdista le monde ou o de direita le Figaró,sera que toda a unanimidade é burra…?

  5. Não sei quem eh mais cagão: o general que covarde que não assume nada que fez ou o capitão MINTOmaníaco que foi “otorizado” pelos bolsopetistas a decretar que os governadores não poderão exercer o poder concedido pela lei que ele mesmo sancionou!

    1. Esse Manoel F continua vomitando comentários irresponsáveis para idolatrar seu corrupto de estimação? Morre de medo do Capitão, se ficar de frente com Pazuello vai se borrar. Todo final de semana ele vive um pesadelo com Bolsonaro nas ruas sendo festejado pelo povo.
      Sua revolta é tão grande que nem percebe o papel ridículo que vem fazendo, com essas opiniões sem qualificação e tão falsas e fracas quanto sua colocações. É tão deslocado que nem digno de pena é!

    2. Paulão Marreta!!!!!!
      Chore não homi 🥲🥲🥲kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Muuuuuuuuuuuuuuuuuu

    3. Paulão (precisa mesmo se afirmar até no pseudônimo eh?), reafirmo: o general e o capitão são dois cagões! Eu não tenho pesadelo nenhum já q não tenho a família investigada por rachadinha! Antes de falar o que não sabe, vá ler a lei que autoriza as medidas sanitárias…Entre eu e vc, o único que tem CORRUPTO das rachadinhas de estimação aqui eh vc! Deixe de ser retardado e achar q sou esquerdista ! Mude o argumento ridículo abestado!

    4. Pois é, Paulão. Tem um balaio de pseudônimos por aqui que escrevem apenas para a corja de convertidos defensores de corruptos. Esses babacas não acrescentam nada ao debate e resumem suas postagens a grosserias e molecagens. E pensam que as pessoas decentes darão importância a suas asneiras.

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Judiciário

Juiz repreende Lula em processo contra a atriz Regina Duarte: “estratégia de mídia com fins políticos”

Foto: Ricardo Stuckert/Twitter

O juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros, do Distrito Federal, afirmou que o ex-presidente Lula usou o processo judicial aberto contra a atriz Regina Duarte com objetivos políticos, “como forma de recuperar a sua desgastada imagem”.

Barros é o mesmo juiz que condenou a atriz a reconhecer publicamente que errou ao compartilhar um post segundo o qual Marisa Letícia tinha R$ 256 milhões no banco. Marisa, que foi casada durante 42 anos com o ex-presidente e morreu em 2017, tinha, na verdade, R$ 26.281,74 em uma aplicação.

Depois da condenação, Regina Duarte pediu desculpas a Lula em suas redes sociais, mas o ex-presidente apresentou um recurso solicitando que ela fosse multada por considerar que a atriz havia mentido à Justiça. Ao se defender no processo, Regina Duarte dissera que apagou o post assim que soube que a informação não era verdadeira, mas Lula afirma que isso não é verdade, pois ela manteve no ar uma charge sobre o tema.

O juiz negou a aplicação da multa e repreendeu o ex-presidente.

“Lula deixou de processar o verdadeiro responsável pelo erro de informação quanto ao patrimônio da falecida dona Marisa Letícia e buscou se valer de processo judicial contra pessoa reconhecida nacional e internacionalmente para se manter em evidência na mídia nacional”, afirmou o magistrado na sentença.
O erro de Regina, de acordo com o juiz, ocorreu em decorrência de uma informação equivocada do processo de inventário de Marisa Letícia.

“Quantos foram os veículos de comunicação que também noticiaram tal erro? Quantos foram os milhares de brasileiros, incautos, que também foram, inicialmente, levados à mesma percepção equivocada?”

Para o juiz, ao processar somente Regina Duarte e eventuais desafetos políticos, Lula adotou “estratégia de mídia com fins políticos”. O magistrado disse duvidar que Lula processaria a atriz se ela não tivesse se envolvido com o governo Jair Bolsonaro.

“Regina Duarte é uma atriz nacional e internacionalmente reconhecida, mãe, avó e certamente pessoa humana que merece reconhecimento e respeito independentemente de suas preferências políticas”, declarou o juiz na sentença.

“Se utilizar de processo judicial para tentar associar a sua imagem [de Regina Duarte] a eventual disseminadora deliberada de fake news não parece ser o uso que se esperava desse processo judicial.”

Lula ainda pode recorrer da decisão que negou a aplicação da multa e um pedido de pagamento de uma indenização por danos morais.

UOL – colunista Rogério Gentile

Opinião dos leitores

  1. É um cafajeste, pulha!
    Meu Deus, o Brasil está perdido! De um lado um louco, de outro um criminoso oportunista. 😱

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Política

Conselho de Ética da Câmara arquiva processo contra Eduardo Bolsonaro por declarações sobre AI-5

Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

O Conselho de Ética da Câmara decidiu arquivar nesta quinta-feira a representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por declarações sobre a volta do AI-5, ato que cassou as liberdades individuais durante a ditadura militar. O placar foi de 12 votos a 5 pelo arquivamento. É a segunda representação contra o deputado que é arquivada.

Em parecer preliminar, o deputado Igor Timo (Podemos-MG) não considerou o caso como quebra de decoro parlamentar. Ele justificou que a conduta do parlamentar se tratou de “fatos atípicos”.

Os deputados ainda podem recorrer ao plenário para pedir nova análise da representação. Se o recurso tiver 51 assinaturas e for aprovado em plenário, o caso volta a ser discutido no Conselho de Ética.

Após um pedido de vista (mais tempo para análise) os deputados da oposição Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Paulo Guedes (PT-MG) apresentaram na sessão de hoje votos em separado para continuidade do processo no colegiado, mas foram derrotados.

— É inadimissivel que o Conselho de Ética apove esse relatorio. É uma vergonha — disse Melchionna.

Em sua defesa Eduardo Bolsonaro afirmou que não incitou desrespeito à Constituição, negou mais uma vez que defenda a ditatura e fechamento do Congresso. Disse também que estava “tranquilo” e criticou o “vale tudo” da oposição.

— Para os meus adversários políticos de esquerda a ética deles é fazer o vale tudo para alcançar seus objetivos políticos, não existe princípio. Para eles vale até determinados tipos de condutas, como roubar e depois dizer que a pessoa é inocente. Esses mesmos que me acusam de ter conduta ditatorial , ou o próprio presidente Jair Bolsonaro que nunca matou uma pessoa em sua vida, esses mesmos que o acusam de genocida fazem apologia à revolução bolchevique — disse Eduardo Bolsonaro.

O parlamentar foi denunciado após dar entrevista à jornalista Leda Nagle, em 2019, quando disse que “se a esquerda radicalizasse a resposta poderia vir via um novo AI-5”. Na ocasião, afirmou que o país chegaria a um momento parecido com o “final dos anos 60”, “quando sequestravam aeronaves” e “executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades.

— Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada — afirmou Eduardo.

Representações

Foram protocoladas duas representações no colegiado , uma pela Rede, e outra assinada por PSOL, PT e PC do B, que foi incorporada à primeira.

Após repercussão negativa das declarações, o filho do presidente Jair Bolsonaro pediu desculpas argumentando que houve uma “interpretação deturpada” do que foi falado, que não havia uma proposta para a volta do ato institucional decretado durante a ditadura militar e que afronta a Constituição de 1988.

Ao defender o arquivamento do caso no conselho no segunda-feira , Eduardo Bolsonaro se referiu ao seu mandato no Congresso e ao papel de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, afirmando ser o menos interessado na medida porque “o poder já está em nossas mãos”.

No final de fevereiro, o conselho arquivou representação protocolada pelo PSL a pedido da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que o acusou Eduardo de ter quebrado o decoro ao promover um “linchamento virtual” contra ela, por postagens consideradas “difamatórias e injuriosas” nas redes sociais.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Muiuiito mimimi! A Esquerda, velha rapôsa, sempre tentando confundir!! Eles sabem que SE não tivesse ocorrido o AI-5, ruim claro, como todo radicalismo e Regimes de exceção, o Brasil não teria escapado do regime comunista!

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Política

Relator pede arquivamento de processo assinado pela Rede, PSOL, PT e PCdoB contra Eduardo Bolsonaro sobre discurso de AI-5

Foto: Lula Marques/Fotos Públicas

O deputado Igor Timo (Pode-MG) pediu nesta segunda-feira (5) o arquivamento do processo contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Timo é o relator da representação, assinada pelos partidos Rede, PSOL, PT e PCdoB, que pede punição do deputado por quebra de decoro parlamentar ao sugerir, em uma entrevista, em 2019, a adoção de um novo Ato Institucional nº 5 (AI-5), instrumento que endureceu a ditadura militar, em 1968, permitindo, entre outras medidas, o fechamento do Congresso Nacional. Um pedido de vista conjunta adiou a discussão e votação do parecer no conselho.

Os partidos argumentam que Eduardo Bolsonaro abusou das suas prerrogativas como parlamentar e quebrou o decoro por atentar contra os princípios constitucionais. Além do fechamento do Congresso, o AI-5 dava poder ao presidente da República para cassar direitos políticos e mandatos eletivos, confiscar bens de quaisquer pessoas, suspender a vitaliciedade dos magistrados e também suspender a garantia de habeas corpus.

“O discurso a favor de um AI-5 é uma apologia a tudo que este instrumento previu, servindo de incentivo a outras pessoas agirem nesse mesmo sentido, sobretudo pelo discurso ser amplamente divulgado e ter origem não nas palavras de um deputado federal qualquer, mas de um dos filhos do presidente da República”, diz a representação.

Em seu parecer preliminar, Timo considerou as condutas do deputado como “fatos atípicos” e que não feriam o decoro parlamentar. Na avaliação do relator, somente em casos excepcionais e que afetem a “honra do Parlamento” podem configurar quebra de decoro.

“Assim, mesmo que não concordemos com as opiniões extremadas de forma dura pelo representado, não podemos chegar a outra conclusão senão a de que sua fala não configurou grave irregularidade no desempenho do seu mandato, tampouco afetou a dignidade da representação popular que lhe foi outorgada”, escreveu Timo.

Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro disse que foi mal interpretado e que nem ele nem o presidente Jair Bolsonaro têm interesse em que haja uma ditadura no Brasil. “Sou o menos interessado também em qualquer tipo de ditadura, porque o poder já está em nossas mãos. Além disso, que poder eu tenho para fazer o AI-5?”, disse.

Daniel Silveira

Na mesma reunião, foram lidos os planos de trabalho dos deputados Alexandre Leite (DEM-SP) e Fernando Rodolfo (PL-PE), relatores de duas representações no colegiado contra o deputado Daniel Silveira.

Silveira é acusado de gravar ilegalmente uma reunião de seu partido ocorrida em outubro de 2019 e de ofender e ameaçar integrantes do Supremo Tribunal Federal, além de também fazer apologia ao AI-5. Os dois relatores propuseram ouvir diversos parlamentares, entre eles, os deputados delegado Waldir (PSL-GO), coordenador da reunião em que os fatos ocorreram, e Felício Laterça (PSL-RJ).

Também serão ouvidos, a pedido da defesa de Silveira, os deputados Carlos Jordy (PSL-RJ), Felipe Barros (PSL-PR) e Luiz Lima (PSL-RJ). Além disso, os relatores disseram que vão requerer ao Supremo Tribunal Federal informações sobre o caso que possam estar contidas em equipamentos como celulares ou notebooks de Silveira.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Essa esquerda não serve pra nada, a não ser pra encher o saco do judiciário. Quem acusa e suas acusações não tem procedência, deveria ser punido. Vivem brincando com o judiciário.

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Diversos

Indústria petrolífera pode ser beneficiada por processo patenteado no RN

Anne Gabriela, professora da UERN, destaca que o desenvolvimento e inovação se deu no processo de síntese e obtenção desses materiais. Foto: Divulgação/UFRN

Cientistas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) receberam a patente do processo de desenvolvimento de nanomateriais aplicáveis na indústria petrolífera, sobretudo para a produção de biocombustíveis e bioaditivos. Contudo, a utilização pode ser mais ampla. É o que destaca a pesquisadora Anne Gabriella Dias Santos, integrante do grupo de inventores.

Segundo ela, o material pode ser utilizado em diferentes aplicações ambientais, como tratamento de efluentes, bem como, na indústria de produção de catalisadores. “A patente foi focada no processo de produção do catalisador, e com as características que o material apresenta, a gama de aplicabilidade é bem ampla. O próprio processo pode ser utilizado para modificar esses catalisadores e adequar-se a alguma situação específica, apresentando-se como outro fator de aumento da área de aplicação”, pontuou.

Um catalisador é uma substância que faz com que uma reação química precise de menor energia para acontecer, ao mesmo tempo em que aumenta a sua velocidade de reação, sem, contudo, participar dela. Por sua vez, os nanomateriais têm uma grande área de superfície específica, o que faz com que tenham propriedades de absorção mais fortes para outras substâncias. Assim, a utilização de nanomateriais como catalisadores é a junção do útil ao agradável: altera a taxa de reação, melhora a eficiência da reação, com excelente seletividade e com temperatura da reação menor.

“Nós usamos uma peneira molecular composta por sílica com a qual, a partir dela, consegue-se a produção de nanomateriais. Esses nanomateriais podem ser utilizados como catalisadores, em várias áreas. O desenvolvimento e inovação se deu no processo de síntese e obtenção desses materiais”, especifica Anne Gabriela, atualmente docente na UERN.

O registro da propriedade do invento foi concedido no mês de fevereiro pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sob a denominação Processo de Obtenção de Niobiosilicatos (Nbs-15) Nanoporosos com ajuste de PH via solução de HCl/KCl. Além de Gabriella, figuram como autores os pesquisadores Luiz Di Souza, Antônio Souza de Araújo e Valter José Fernandes Júnior. Os dois últimos são do Programa de Pós-Graduação de Química da UFRN, unidade onde a tese que deu origem ao pedido foi desenvolvida.

“Depois de tentarmos obter esses materiais por sínteses e métodos convencionais, que já tinham na literatura, e não obter sucesso, veio a ideia de fazer a pesquisa, em conversas com o professor Luiz Di Souza. Fizemos o estudo e chegamos com êxito ao resultado obtido. Então, foi feito todo um apanhado na literatura e visto que não havia nada sobre esse processo de síntese, demos entrada com o pedido de patente”, conta.

Um dos inventores envolvidos, Luiz Di Souza faleceu ano passado, primeira vítima da Covid no RN. Foto: Divulgação/UFRN

As cartas-patentes conferem a propriedade intelectual dos inventos de titularidade da UFRN, para uso aplicado pelos interessados, mediante licenciamento. Como retorno, a Universidade recebe royalties, divididos com os inventores. Daniel Pontes, diretor da Agência de Inovação (AGIR), frisou contudo que o depósito já permite que a tecnologia esteja disponível para o setor produtivo aproveitá-la a fim de melhorar seus processos e fluxos de trabalho.

A proteção das tecnologias desenvolvidas por inventores da UFRN tem como objetivo resguardar os direitos patrimoniais da instituição frente aos investimentos intelectuais e financeiros despendidos durante o seu desenvolvimento, mas também permitir que estes novos produtos e processos sejam licenciados por empresas que possam explorá-los comercialmente, gerando recursos para a instituição na forma de royalties que novamente serão investidos em inovação. Para Anne Gabriella, a obtenção da carta patente representa uma conquista para os pesquisadores, pois dá ânimo para seguir pesquisando e buscando sempre inovar e contribuir para o desenvolvimento da ciência e inovação do Brasil.

Com UFRN

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Política

Câmara seguirá com processo disciplinar contra Silveira por “falas contra antifascistas”

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O Conselho de Ética da Câmara decidiu nesta segunda-feira(22) dar seguimento a processo disciplinar contra o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) por vídeo com falas contra manifestantes críticos do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), identificados como antifascistas.

A decisão de seguir o parecer favorável à admissibilidade e continuidade do processo elaborado pela relatora do caso, deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), foi tomada por 11 dos 13 deputados votantes no colegiado. Outros dois foram contrários ao seguimento do processo. Ninguém se absteve.

Em vídeo postado em seu perfil no Twitter após manifestação em 31 de maio de 2020, Silveira usou diversos palavrões para se referir aos manifestantes antifascistas. O parlamentar disse que há muitos policiais armados participando de atos em defesa do governo, e diz torcer para que um dos opositores tome um tiro “no meio da caixa do peito”.

“Até que vocês vão pegar um polícia [sic] zangado no meio da multidão, vão tomar um no meio da caixa do peito, e vão chamar a gente de truculento”, afirmou. “Eu tô torcendo para isso. Quem sabe não seja eu o sortudo. Vocês me peguem na rua em um dia muito ruim e eu descarregue minha arma em cima de um filho da puta comunista que tentar me agredir. Vou ter que me defender, não vai ter jeito. E não adianta falar que foi homicídio, foi legítima defesa. Tenham certeza: eu vou me defender”.

Os partidos Rede, PSOL e PSB apresentaram representação contra Silveira no Conselho de Ética em que pedem a cassação do mandato dele.

“O deputado Daniel Silveira, em rápido apanhado, usou de um discurso antidemocrático e contra as instituições da República, atacou manifestantes pela mera manifestação do pensamento, propôs projeto de lei contrário às regras fundantes da Constituição e demonstra desprezo geral por minorias, o que configura a inevitável quebra de decoro parlamentar”, diz trecho da representação.

Agora, Daniel Silveira terá 10 dias úteis para apresentar uma defesa por escrito, indicar provas e chamar até oito testemunhas. Posteriormente, um novo parecer deve ser elaborado e votado pelo Conselho de Ética.

Na reunião de hoje, Silveira afirmou que não atacou ninguém e a fala foi tirada de contexto. Disse ainda não ter como provar isso uma vez que suas contas nas redes sociais foram bloqueadas por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) após ele ter sido preso em fevereiro deste ano. Neste caso, por outro vídeo com falas consideradas antidemocráticas com foco na Corte. O deputado está hoje em prisão domiciliar portando tornozeleira eletrônica.

Ao se defender, Silveira disse que a quebra de decoro parlamentar está sendo relativizada na Câmara e argumentou não adiantar muito ele falar porque há um “oportunismo político gigantesco” por parte de partidos da oposição.

Seu advogado citou a imunidade parlamentar e afirmou que não se pode tolher as opiniões de parlamentares.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) disse que liberdade de expressão não deve ser confundida com liberdade de “opressão”.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Não acho correto e defendo a postura e as falas desse deputado, pessoas assim não me representam, acho até bom que ele seja penalizado por dizer tantas asneiras, apesar de achar que algumas tem fundo de verdade. Com a sua penalização, acho que os partidos que hora pedem a sua punição, vão abrir uma porteira (boa) onde muitos, políticos desses partidos vão passar (sem querer passar) pois constantemente estão fazendo uso do expediente que ele utilizou. Os macacos não estão olhando para o rabo.

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Política

Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprova continuidade de processo contra Daniel Silveira

Foto: © Plínio Xavier/Câmara dos Deputados

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu nesta sexta-feira (12), por 13 votos a 2, dar continuidade ao processo contra Daniel Silveira (PSl-RJ) por quebra de decoro parlamentar.

O colegiado aprovou o parecer preliminar do deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) que pediu a continuidade da representação que apura quebra de decoro parlamentar praticada por Silveira razão de vídeo com discurso de ódio e ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar.

As ameaças feitas por Silveira foram o que motivou sua prisão em flagrante, no dia 16 de fevereiro, após a divulgação do vídeo, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão foi confirmada tanto pelo pelo plenário do Supremo quanto pelo plenário da Câmara dos Deputados.

A defesa de Silveira chegou a solicitar a possibilidade de o deputado participar presencialmente das reuniões do Conselho de Ética. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido, argumentando que o deputado poderá participar das reuniões por meio de videoconferência (https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-02/moraes-autoriza-deputado-participar-de-reunioes-do-conselho-de-etica).

O processo contra Silveira no Conselho de Ética tem por base sete representações diferentes de autoria dos partidos PSOL, PT, PDT, PCdoB, PSB, Rede e Podemos, que foram unificadas em uma única representação.

Esta representação foi unificada a outra, apresentada pela Mesa Diretora da Casa e que trata do mesmo assunto, e ambas passarão a ter tramitação conjunta.

De acordo com o presidente do colegiado, Juscelino Filho (DEM-MA), como houve a unificação, a decisão de hoje reabre o prazo de dez dias úteis para que Daniel Silveira apresente sua defesa prévia por escrito, para depois ter início a fase de instrução.

Em seu parecer, o relator disse que o princípio da imunidade parlamentar não tem caráter absoluto e que esta não deve ser utilizada em benefício próprio ou para “causar dano a outrem, mas, sim, em proveito da população”.

“A imunidade material não autoriza o parlamentar a proferir palavras a respeito de qualquer coisa e de qualquer um, tampouco à prática atos em dissonância com a dignidade deste Parlamento”, acrescentou.

Ao se defender, Silveira comparou as acusações contra ele a uma “caça às bruxas”. “Eu já vi que todo mundo está irredutível. Uma [atitude de] caça às bruxas está muito clara”, afirmou o deputado.

Outro processo

Daniel Silveira responde a outra representação no Conselho de Ética por atos praticados durante a disputa pela liderança do PSL na Câmara dos Deputados, em 2019. Na ocasião, o parlamentar gravou uma reunião sigilosa do partido no interior da Câmara dos Deputados.

A continuidade do processo disciplinar foi aprovada por 15 votos a 1.

A representação foi apresentada pelo próprio PSL, sob a argumentação de que Silveira agiu de maneira premeditada e quebrou o decoro parlamentar ao, “ardilosamente, premeditadamente, com fins políticos, manipular debate público, gravando reunião sigilosa de seu partido, dentro da Câmara do Deputados, e liberar gravação à mídia nacional, ridicularizando a Casa e os parlamentares de que dela participam”.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Lá no ABAITOLÁ do CALÍGULA , Cacá para os íntimos , grande festa da máscara hoje . Os sobrinhos musculosos do Cacá já estão prontos . Todo mundo de máscara ?? Claro que sim a questão é saber aonde vão tentar colocar. Ai papai !

    1. Pensei q seria no segundo turno, mas já vi q a fatura será executada logo no primeiro.
      Lula-Luiza (Magalu) 2021!!!

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Judiciário

TJ-RJ dá continuidade a processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel

Foto: Alexandre Cassiano

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Henrique Figueira, determinou que a defesa do governador afastado Wilson Witzel e a Assembleia Legislativa do Rio tenham acesso a todos os depoimentos do processo de Impeachment contra Witzel, assim como a todas as provas anexadas, incluindo os novos depoimentos das testemunhas Edmar Santos e Edson Torres encaminhados ao TJ pelo Superior Tribunal de Justiça.

O desembargador deu ainda o prazo de 10 dias, que passa a valer apartir da próxima segunda feira, para que Witzel e a Alerj apresentem eventual rol de testemunhas a serem ouvidas pelo Tribunal Especial Misto. (atualizada às 09h44)

Ancelmo Gois – O Globo

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