(PANCADA) – VÍDEO: “Curto e grosso”, Mourão diz que Witzel “esqueceu” da ética e da moral

O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), reagiu nesta segunda-feira, 27, à gravação de um telefonema feito por Wilson Witzel (PSC), e divulgado nas redes sociais pelo governador do Rio de Janeiro. Nas palavras de Mourão, o ex-juiz federal “esqueceu” da ética e da moral.

No domingo, o governador do Rio divulgou, em sua conta oficial no Twitter, um vídeo no qual telefona ao presidente em exercício, com o viva voz ligado, e pede apoio do governo federal para conter estragos causados pela chuva. Witzel chama Mourão de “senhor presidente”.

“Solicitei ao presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, e ao Ministério da Defesa apoio para o envio de água potável às pessoas atingidas pelas chuvas no Norte/Noroeste do RJ. A ajuda do Governo Federal será fundamental para socorrer a população dessa região”.

“Em relação ao governador Witzel, ele diz que foi fuzileiro naval. Eu acredito que ele se esqueceu da ética e da moral que caracterizam as Forças Armadas quando saiu do corpo de fuzileiros navais”, disse Mourão.

Segundo Mourão, o presidente Jair Bolsonaro lhe procurou para tratar do telefonema gravado por Witzel. O presidente em exercício não detalhou a conversa. “(Bolsonaro) Só disse que é uma coisa que não é ética. É óbvio, né. Se você vai gravar alguém, você diz ‘olha, vou te gravar aqui, porque vou botar para o povo do Rio de Janeiro para saber que estou atuando’. Ok, beleza, 100%”, declarou o presidente em exercício.

Mourão disse que não voltou a conversar com Witzel após gravação de um telefonema feito entre eles, divulgado nas redes sociais do governador do Rio.

Após a repercussão negativa da gravação da conversa Witzel alegou que o vídeo “não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo.” O governador não comentou, porém, o fato de a gravação ter sido feita sem o consentimento de Mourão.

“O vídeo divulgado nas redes sociais do governador Wilson Witzel tem somente a intenção de tranquilizar os moradores de cidades do noroeste do estado, fortemente atingidas pelas chuvas e, em função disso, sem item básico neste momento que é água para consumo”, diz a nota enviada pelo governo (veja mais abaixo).

Na ligação divulgada pelo governador, Mourão afirma que está “ciente” da situação e que vai pedir auxílio ao Rio para o ministro Fernando Azevedo, da Defesa. “Qualquer coisa a gente apoia mais alguma coisa aí no Rio de Janeiro, governador”, afirma Mourão.

Em viagem à Índia, o presidente Jair Bolsonaro criticou a divulgação do telefonema. “Ele, pelas imagens, está no seu carro e um assessor filma. E ele liga para o presidente em exercício. Eu acho que não é usual alguém fazer isso. Eu não gostaria que fizessem comigo, não interessa qual seja o assunto. O que se trata por telefone tem que ser reservado”, afirmou Bolsonaro nesta segunda.

Chuvas em MG e ES

O presidente em exercício, Mourão, afirmou que terá ainda hoje agendas sobre liberação de recursos federais para reparar estragos causados pela forte chuva em Minas Gerais e no Espírito Santo. “Preciso conversar com a área econômica e com o ministro Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional)”, disse.

Índia

Mourão afirmou que foi “excelente” a agenda de Bolsonaro na Índia e que a ideia é “dobrar” o fluxo comercial com o país até 2020. “Excelente, não tínhamos aproximação tão grande com a Índia, apesar de estarmos no Brics. Agora, com esses 15 acordos assinados nas mais variadas áreas, abre aí um novo mercado e com a meta, que foi posta, de a gente dobrar nosso fluxo comercial aí até 2022”, declarou.

Veja abaixo a nota divulgada por Wilson Witzel:

O vídeo divulgado nas redes sociais do governador Wilson Witzel tem somente a intenção de tranquilizar os moradores de cidades do noroeste do estado, fortemente atingidas pelas chuvas e, em função disso, sem item básico neste momento que é água para consumo. A informação de que os governos estadual e federal estarão juntos para atender demandas básicas da população da região não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo. Por isso é importante e de interesse público.

A disposição de auxiliar a região demonstrada pelo presidente em exercício, Hamilton Mourão, é prova do compromisso com as vítimas dessa calamidade que trouxe grandes prejuízos a várias cidades fluminenses. Ressalte-se que o telefonema carateriza uma conversa de trabalho, buscando uma solução para um problema específico. E a sensibilidade demonstrada pelo presidente em exercício evitará o sofrimento de milhares de pessoas.

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Roberto Araujo disse:

    O Mourão parece um cara legal…consegue se sair melhor que o próprio Presidente…porém acho exagero essa crítica toda ao Governador, sendo que ele não falou nada que pudesse comprometer sua integridade..
    Tempestade num copo d'água isso aí.

  2. É cada uma disse:

    BOLSONARO VENDEU AO SATANÁS sua alma…E se juntou com o maior pilantra bisto Edir Macedo para mostrar o caminho.

  3. Pedro disse:

    Com esse nome "Alcides" só pode dar nisso mesmo. Burrice total, vira bolas e outras bizarrices. Tu queria que aquele nove dedos fosse o que ? Não tinha que ter mostrado ? Deixa de ser burro.

  4. Alcides disse:

    A ética e a moral acabou em 2016, depois que um juiz de primeira instância gravou e divulgou as conversas privada de uma presidente da republica. Na época, a globo mostrou e todo mundo viu, riu e gostou. Agora, meu filho, tudo é possível e salve-se que puder.

  5. Ojuara disse:

    Fudeu- se

  6. Bosco disse:

    Voce tá certo! O resto dos políticos dão de graça a alma da mãe ao diabo, pelo poder.

  7. paulo disse:

    Esse governador do RJ vende a alma o diabo pelo poder.

Quem é o empresário ‘fantasma’ suspeito de desviar milhões da Saúde que delatou Witzel

A imagem que ilustra a nota foi capturada pelos investigadores, em um dos momentos em que o empresário “fantasma” se deixou filmar por uma câmera de segurança. Foto: Divulgação

O empresário Daniel Gomes da Silva é apontado por investigações do Ministério Público do Rio, da Paraíba e de outros estados como chefe de uma rede de corrupção que desviava recursos da saúde a partir do pagamento de propina e de repasses de caixa dois a políticos de diferentes regiões do país.

Apenas no Rio, ele teria desviado cerca de 15 milhões de reais da Saúde. Jovem para os padrões da corrução nacional, Daniel Gomes, 42 anos, gostava de passar o tempo em Portugal, distante dos holofotes do Rio, tanto que não havia, ainda hoje, imagens dele na internet.

O empresário fazia parte da “República da Barra”, onde ainda hoje tem endereço na Praça Telê Santana. A imagem que ilustra a nota foi capturada pelos investigadores, em um dos momentos em que o empresário “fantasma” se deixou filmar por uma câmera de segurança.

A origem da investigação contra ele foi a filial da Cruz Vermelha no Rio Grande do Sul. O empresário, preso no fim de 2018 na Operação Calvário, montou um esquema de corrupção a partir de organizações de saúde que assumiam contratos milionários para gerenciar unidades hospitalares nos estados.

O esquema abasteceu os bolsos de políticos e financiou o caixa dois de campanhas em diferentes estados. Desde 2010, como revelam as investigações da PF na Paraíba, Daniel operava não apenas no setor de saúde, mas também em alguns contratos da educação paraibana.

A delação de Daniel Gomes, já homologada pelo Superior Tribunal de Justiça, além de comprometer autoridades com foro privilegiado, como Wilson Witzel, apresenta um cenário devastador para alguns figurões que já ocuparam o poder, como o ex-governador Ricardo Coutinho e o ex-senador Ney Suassuna.

Como o Radar mostrou, Daniel detalhou em longa delação o pagamento de propinas a Suassuna e repasses de caixa dois para quitar dívidas de campanha do PSB na Paraíba.

Radar – Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Mayra Rodrigues disse:

    Empresário fajuto sem prova alguma a mando do Bolsonaro. Quando o trabalho bom do governador começa a incomodar, dá nisso.

  2. José Maurício . disse:

    A lava jato é danada .

  3. Ricardo disse:

    Enquanto isso quantas pessoas morrem esperando atendimento nos corredores dos hospitais?
    Todos os envolvidos diretamente ou mesmo indiretamente deverão carregar a culpa milhares de vidas ceifadas de forma tão cruel.

    Parabéns ao sistema politico brasileiro… vocês matam mais que qualquer outra praga conhecida na história da humanidade.

Witzel compara Bolsonaro a Chávez, Fujimori e Erdogan

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Em um café da manhã com jornalistas nesta terça-feira, o governador do Rio, Wilson Witzel, voltou a atacar Jair Bolsonaro.

“Ele usa vocabulário típico de Fujimori, Erdogan e Chávez. Típico de quem não respeita diversidade de opiniões”, afirmou Witzel.

Perguntado se estava decepcionado com o governo Bolsonaro, Witzel respondeu:

“Só eu? É só olhar os índices de reprovação. Evidente que o Bolsonaro não se preparou. Você não consegue conversar com ele sobre economia. É uma pauta muito mais ideológica do que concreta.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antenado disse:

    Governador de uma eleição só.

  2. Bento disse:

    Um governador que fica de joelhos para Gabigol qual o moral que tem para governar um Estado.

    • Curiosa disse:

      Bolsonaro quando deputado bateu continência pra Moro e ficou no vácuo. Hoje Moro lambe as botas de Bolsonaro pelo cargo que Bolsonaro ocupa, não é nunca por respeito ou por Bolsonaro ser honesto.

  3. Luiz Alves disse:

    E eu comparo Witzel a Judas, Joaquim Silvério dos Reis Brutus.

  4. Antonio Turci disse:

    Não dá para comparar. Erdogan no poder desde 2003; Fujimori, passou 12 anos; Chaves, 15 anos. Bolsonaro: 11 meses e 18 dias Paciência, pessoal.

  5. Cidadão de bem disse:

    Bolsonaro está seguindo os passos de Hugo Chavez desde o início do governo.

  6. Jeová disse:

    Vamos esperar mais alguns meses, para ver o caráter desse cidadão

    • Carlos Henrique Batista de Barros disse:

      De qual cidadão… só pode ser do Witzel a quem você se refere. Bolsonaro está sendo o que sempre foi… Bolsonaro. Está sendo coerente com aquilo que demonstrou e cumprindo as promessas que fez…quando o congresso e o STF permitem, é claro. O cara é o que é e eu votei nesse "tosco" mesmo. Quer boa educação? Recoloque o presidente anterior, o Temer, um gentleman de educação. Esse Witzel é bem isso um Judas, como outros….um juiz com ego de juiz…"dona otoridade". O Bolsonaro é sem surpresas. Mas o país tá se recuperando. Se a gente detonar a esquerda nas próximas eleições municipais vai ajudar muito.

    • Sérgio disse:

      E aí Carlos Henrique.
      Ele prometeu acabar com a reeleiçao.
      Não comprar o Congresso pra aprovar as reformas.
      Isentar o Imposto de Renda até 5 mil.
      Não proteger corruptos.
      Quer mais ou tá pouco?

Pivô de prisões na Paraíba delatou caixa dois de Witzel

Foto: Mauro Pimentel/AFP

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) é alvo de mandado de prisão preventiva na sétima fase da Operação Calvário, da Polícia Federal, que foi deflagrada nesta terça na Paraíba.

São cumpridos 54 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisão preventiva, nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná.

Além de Ricardo Coutinho, deputados, prefeitos e secretários são alvos da Operação Calvário – Juízo Final.

A ação na Paraíba também promete provocar barulho no Rio.

Um dos colaboradores desta fase da operação é o empresário Daniel Gomes da Silva, que liderava o esquema desmontado pelos investigadores.

O mesmo Daniel, preso no fim de 2018, negociou em sigilo uma delação com a PGR e teve seu acordo homologado pelo STJ.

Daniel arrasta a campanha de Wilson Witzel para o centro dos seus negócios. Diz que, em meados do ano passado, repassou uma bolada via caixa dois — o valor é mantido em sigilo — para emissários do governador. Ele teria dado o dinheiro para se aproximar do grupo político de Witzel que assumiria o poder no Rio.

Radar – Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luis Ribeiro disse:

    Agora querem atacar o Witzel de todas as formas. Como ninguém vê que isso tudo está acontecendo para encobrir algo maior, não é possível q em tão pouco tempo de política, ele esteja envolvido em tudo e mais um pouco.

  2. Mariana disse:

    Onde estão as provas? Witzel é a bola da vez mesmo, querem queimar o cara a qualquer custo.

  3. Curiosa disse:

    A delação deveria sempre vir com provas, qualquer um quer sair da cadeia, e aí fala o que puder para se livrar.

  4. Potiguar disse:

    O delator diz: tenho uma denúncia contra dois peixes grandes.
    O investigador pergunta: quem são?
    O delator Witzel e Ricardo Coutinho.
    O investigador grita: pessoal mais um petista vai em cana!!

  5. escritor disse:

    Caixa 2? É so pedir desculpa e pronto. Se for seu amigo politico é caixa 2, se for seu inimigo politico é propina. Vc escolhe o nome.

    • Dilma disse:

      Foi o stf que decidiu? Vai, quando a petralhada daqui do estado tiver por trás das grades, vc chega e diz a PF. Rsrsrs

Witzel pede ao STF que suspenda obrigatoriedade de repasse de royalties para saúde e educação

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Wilton Júnior / Estadão

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel apresentou ação direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar trecho da lei federal que prevê a obrigatoriedade da destinação de royalties do petróleo à saúde e educação. Segundo Witzel, a legislação fere ‘de forma muito grave’ a autonomia financeira do Estado do Rio de Janeiro, que passa por grave crise fiscal.

Os royalties são compensações determinadas por lei aos entes federativos em que ocorrem a extração do petróleo. Por lei, cada Estado deve destinar 75% dos recursos para a educação e os outros 25% para a saúde. A legislação foi sancionada em setembro de 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT).

No pedido ao Supremo, Witzel argumenta que os dispositivos da lei ‘afetam diretamente – e de forma muito grave – a esfera de interesses do Estado do Rio de Janeiro’ e classifica a obrigatoriedade como uma ‘clara agressão’ à autonomia financeira e federativa do ente da União.

“Tal situação se revela ainda mais tormentosa diante da vigência do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o que torna o manejo de recursos por parte do Poder Executivo temática ainda mais delicada, especialmente por conta de cenário de profunda escassez”, aponta Witzel.

O Rio de Janeiro acionou o programa de socorro da União por estar em grave crise fiscal. No acordo, o governo federal suspende a cobrança de dívidas com o Estado por três anos, para garantir um alívio nas contas fluminenses. Em troca, o Rio deverá cumprir uma série de exigências para colocar as contas no azul.

Em setembro, o Conselho de Supervisão do RRF deu advertência a Witzel por não estar cumprindo as demandas impostas ao Estado do Rio. O acordo foi assinado em 2017 e a dívida fluminense com a União já chega a R$ 32,5 bilhões.

Desde janeiro, Witzel tenta renegociar a dívida com o governo federal. Em junho, o governador mandou ao ministro Paulo Guedes (Economia) pedido de revisão do plano de recuperação fiscal.

Ao pedir o fim da obrigatoriedade dos repasses à educação e à saúde, Witzel sinaliza que gostaria de utilizar a verba em outras áreas. Segundo o governador, como o Estado é quem sofre o prejuízo da extração de petróleo, é o Estado quem deveria determinar como e onde os recursos da compensação por royalties devem ser alocados.

“Isso não quer dizer, por evidente, que saúde e educação não sejam searas prioritárias, nem que as receitas dos royalties não devam servir também a melhorias nesses serviços públicos, em adição às vinculações orçamentárias já estabelecidas pela Constituição. Pode ser que essa seja, de fato, uma destinação adequada com vista à compensação por danos e transtornos gerados com a atividade exploratória”, argumenta Witzel.

“Mas também é possível que não o seja – até porque os impactos ambientais e socioeconômicos produzidos tendem a ser os mais diversos, espraiando-se por áreas como ordenação urbana, segurança pública e habitação”, aponta.

Fausto Macedo – Estadão

Witzel diz que segurança do Rio está no ‘mesmo patamar de Paris, Nova York e Madri’

 Foto: Reprodução/TV Globo

O governador do Rio, Wilson Witzel disse, durante evento na manhã desta quinta-feira (14), que os índices de criminalidade no estado caíram e que hoje a cidade do Rio é tão segura quanto Paris e Nova York.

“A realidade da cidade do Rio de Janeiro é que nós saímos de 35 mortes por 100 mil habitantes para 16, só estamos perdendo para uma capital do Brasil. Nós somos a segunda capital mais segura do Brasil. E se nós olharmos para o resto do mundo, nós estamos no mesmo patamar de Nova York, de Paris e de Madri”, disse o governador, sem especificar a que período essas taxas de homicídio se referem.

As declarações do governador aconteceram durante o lançamento do Segurança Presente em Caxias, na Baixada Fluminense.

Ainda de acordo com Witzel, áreas turísticas não sofrem tanto com a criminalidade. “Nas áreas turísticas do estado não acontecem tiroteios, eles acontecem nas comunidades. Acontecem (nas áreas turísticas) furtos, não tiroteios. Tivemos dois turistas que sofrem violência nos últimos dez meses. O que estamos fazendo para estimular o turismo é mostrar que Pão de Açúcar, Corcovado, Petrópolis, estão protegidos, não fazem parte dessa realidade (de tiroteios)”, explicou Witzel.

De acordo com o levantamento do monitor da violência do G1, no ano passado o estado do Rio registrou 28,76 mortes violentas para cada 100 mil habitantes. Já a cidade de Nova York, segundo a polícia local, registrou 3,31 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em Paris, a taxa é ainda menor, que ano passado registrou 1,4 homicídios por cada 100 mil habitantes.

Sobre a entrada de armas e drogas pelas fronteiras do país, o governador fez um apelo ao governo federal e pediu união de forças para ajudar no combate à criminalidade.

“Não é hora de ficar colocando a culpa em A, B, C ou D. É hora de união, é hora da polícia federal ser recomposta, é hora da polícia federal trabalhar em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Nós, temos, hoje, o maior departamento de lavagem de dinheiro e a Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas, que é a Desarme, mas as armas não entram apenas pelas rodovias estaduais, pela Baía de Guanabara. Entram pelas fronteiras brasileiras e pelos portos brasileiros”, garantiu.

Mortes violentas no Rio

Em dois dias, uma criança de 5 anos e um gari foram mortos após serem atingidos por balas perdidas na cidade. Na quarta (13), o governador criticou o governo federal, ao comentar em redes sociais as vítimas de balas perdidas no Rio.

Witzel disse que a entrada de armas e drogas alimenta o que chamou de “guerra insana que existe nos estados” e que impedir a entrada de drogas e armas no país é responsabilidade do governo federal. “É preciso que o governo federal tenha uma visão estratégica e não continue sucateando a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.”

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, rebateu as declarações do governador, também na rede social. Moro disse que “O governo federal tem combatido duramente o tráfico de drogas e de armas. Não é correto comparar as apreensões dos primeiros cinco meses de 2019 com o total apreendido nos anos anteriores, como faz o governador do Rio de Janeiro ao buscar transferir a responsabilidade dos crimes no estado ao governo federal.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rogério Rocha disse:

    😜😜😜 duvido ele entrar em uma favela.

  2. Ricardo disse:

    Essa afirmação do Exmo. Sr. Gov. Witzel, é a piada do dia. Nem comentários merece.

  3. Carlos Medeiros disse:

    Marmenti

  4. Carlos disse:

    Deixe sua risada. Vai melhorar, mas nível de New York está longe.

  5. Cidadão disse:

    É um fanfarrão❗️😂

Witzel lamenta morte da menina Ágatha, responsabiliza o crime organizado e defende pacote anticrime de Moro

Foto: Reprodução

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) lamentou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (23) no Palácio Guanabara, Zona Sul do Rio, a morte de Ágatha Félix, aos 8 anos, no Alemão, Zona Norte. Witzel culpou o crime organizado e defendeu o pacote anticrime do ministro Sergio Moro.

” A dor de uma família não se consegue expressar. Eu também sou pai e tenho uma filha de 9 anos. Não posso dizer que sei o tamanho da dor que os pais da menina estão sentindo. Jamais gostaria de passar por um momento como esse. Tem sido difícil ver a dor das famílias que tem seus entes queridos mortos pelo crime organizado. Eu presto minha solidariedade aos pais da menina Ágatha. Que Deus abençoe o anjo que nos deixou”, disse Witzel.

A entrevista ocorre quase três dias após o crime. O governador disse que estava em contato com as autoridades locais e pediu celeridade nas investigações.

“Liguei para os secretários de polícia determinando o rigor e a celeridade nas investigações. Eu confio no trabalho das polícias e do MP. E independente do meu pedido eu sei que eles vão fazer o trabalho que tem que fazer”, afirmou

Witzel disse ainda que conversou com diversas autoridades em Brasília e que não tem nada a esconder. O governador defendeu o pacote anticrime do governo Bolsonaro.

“Tenho minha opinião pessoal que a excludente de ilicitude nós poderíamos continuar exatamente como estamos, no artigo 25 do Código Penal, mas toda lei que vem para aclarar, para melhorar a interpretação judicial é bem vinda e assim o é a proposta do ministro Sérgio Moro, do artigo 25 do Código Penal, onde acrescenta 2 incisos.”

PM diz que trabalho é com planejamento

Testemunhas e parentes da menina afirmam que ela foi morta por um policial militar, que nega. O comandante da PM, Rogério Figueredo também participa da entrevista e disse que o “evento na Fazendinha é um evento isolado.”

Ele defendeu a PM e disse que a corporação vai continuar a fazer o trabalho com planejamento.

” A Polícia Militar, através de seu secretário, determinou um inquérito policial-militar para apurar os fatos, que terá sua duração estabelecida no código de processo militar e com os depoimentos, a perícia, os fatos apurados, dirão o resultado daquele evento. A Polícia Militar não compactua com qualquer transgressão de disciplina e entende que os fatos devem ser esclarecidos.”

Independência da DH

O secretário de Polícia Civil, delegado Marcos Vinicius destacou o trabalho da polícia na investigação dos crimes no Estado.

“A independência da DH não veio de agora. A Delegacia de Homicídio não vai investigar a política de segurança do Estado porque essa está muito bem. Por isso, reduzimos os números de homicídios e de roubo de cargas.”

O secretário falou sobre os números da criminalidade e destacou a queda de alguns índices.

“Aqui não tem marketing. O que temos é um polícia forte. Casos como esses devem ser investigados. Vamos apurar. Não é verdade que a política de segurança está causando todas essas mortes. São menos 800 mortes. Quantas pessoas deixaram de morrer com relação a 2018. Eu afirmo que não tem momento melhor na segurança pública. Não vamos misturar as coisas. O trabalho está sendo muito bem feito. São 800 mortes. E em setembro já vou afirmar que estamos muito melhores que em 2018.”

O delegado elogiou o trabalho desenvolvido pelo atual governo na área de segurança.

“Eu passei a vida inteira enxugando gelo. E agora não estou mais enxugando gelo. Isso aconteceu na retomada do Alemão, como na Barreira do Vasco e no Caju[ regiões da Zona Norte da cidade]. Isso tudo foi enxugar gelo. A Polícia Civil agradece e apoia muito a política de segurança do Estado.

No domingo (22), o governo do Estado divulgou nota em que lamentou “profundamente” a morte da menina.

“O governador Wilson Witzel determinou rigor máximo para que sejam investigadas todas as circunstâncias que causaram esse episódio trágico”, diz o texto.

Ainda de acordo com o governo do estado, o projétil foi retirado do corpo da menina e será periciado no Instituto de Criminalística Carlos Éboli. Uma reprodução simulada deve ser feita no decorrer da semana.

O crime

O crime ocorreu às 21h30 de sexta-feira (20) na Fazendinha. A criança estava com a mãe dentro de uma Kombi e foi baleada nas costas, quando o veículo parou para desembarcar passageiros.

De acordo com familiares, uma moto passava pelo local e um PM atirou duas vezes, mas acabou acertando a Kombi. Testemunhas dizem que não houve confronto.

A PM afirma que houve tiroteio e que policiais “foram atacados”.

“Não há nenhum indicativo nesse momento de uma participação efetiva do policial militar no triste episódio que vitimou a pequena Ágatha”, diz o porta-voz Mauro Fliess.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Zanoni disse:

    A culpa é mesmo do drogado, viciado fdp que patrocina o tráfico de drogas e, consequentemente, outros crimes. Deveriam, sim, punir mais severamente os drogados e os pequenos vendedores de drogas ilícitas.

  2. joaozinho da escola disse:

    Ora.. seria por acaso melhor o crime organizado administrar o país julgando, condenando, matando? Quando chegar a esse caos, o desejo de certos grupos criminosos se concretizará com o fim da PM, com a essa policia armada apenas de pombinha da paz e fazendo dancinhas nas escolas pra falar sobre segurança. Queria ver emissoras de TV e jornais falando ladainha numa situacao dessas.. a morte dessa criança nao vai passar impune, e nem a proposta de lei tem haver com esse fato, pq trata de bandido armado atirando na policia, apenas direito a legitima defesa com protecao legal.

  3. Cristovam disse:

    Todo mundo sabe que quando a PM vai enfrentar o crime organizado, logo uma vítima é feita e tem início a essa ladainha promíscua culpando os policiais. Isso virou rotina no Rio, só um louco não percebe essa armação praticada a tanto tempo e vem se repetindo para culpar a PM e dar ar de inocente a todo grupo armada contra o cidadão.
    Desde sempre as balas perdidas, segundo a mídia, tem origem nas armas dos policiais, de imediato, automaticamente, a bala que tirou uma vida de um inocente é atribuída as armas dos policiais. Como a mídia sabe disso? Como a mídia prova isso?
    Onde a bandidagem aprendeu a atirar tão bem que nunca erra um tiro e não causa a morte de pessoas inocentes? Por sinal eles tem a denominação de bandido porquê?
    Quem trabalha para culpar, difamar, denegrir, atacar e acusar as ações policiais, tem interesse nada democráticos e republicanos por trás.
    Pessoas que querem acabar com a PM, são criaturas que precisam do "quanto pior para o povo, melhor pra eles". São os corruptos e corruptores que necessitam retirar a PM das ruas para que suas melícias dominem a sociedade.
    Se não, qual a razão de tanto ataque e acusações a PM sem provas, tudo baseado no axômetro?

‘Eu sou governador do estado querendo ser presidente da República’, diz Witzel em entrevista, mirando sucessão de Bolsonaro

Foto: GloboNews / Reprodução

O governador Wilson Witzel afirmou que governa o estado do Rio com desejo de ser presidente da República . A declaração foi dada durante entrevista à jornalista Andreia Sadi exibida na noite desta quarta-feira pelo canal de TV paga Globo News.

– Eu sou governador do estado querendo ser presidente da República, porque aquilo que eu acredito que vai ser bom para o estado do Rio, para desenvolver a economia, desenvolver socialmente a população, resolver problemas graves do estado como a questão da pobreza nessas comunidades, o crime organizado… Tem questões macro que só um presidente pode resolver e eu tenho projetos para o Brasil – afirmou Witzel.

Entretanto, ele não confirmou sua candidatura ao cargo em 2022:

– Se, em 2022, eu vou ser candidato ou não, isso o tempo vai dizer.

Essa não foi a primeira vez que Witzel manifestou seu desejo de ocupar a Presidência da República. Em entrevista divulgada no começo de agosto à atriz Antonia Fontenelle, ele já havia mencionado seu desejo de ser presidente da República , preferencialmente como sucessor de Jair Bolsonaro.

Aproximação com o DEM

O governador comentou ainda sua aproximação política com o DEM, partido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, derrotado por ele nas eleições estaduais do ano passado:

– Bom, apoio de Eduardo Paes, por enquanto, zero. Agora, aproximação com o DEM, não com o Rodrigo Maia especificamente. Até porque o Rodrigo é presidente da Câmara, é um deputado do nosso estado, uma pessoa que eu respeito pelo trabalho que tem feito. Mas a aproximação é com o DEM, com o partido – disse ele – A aproximação com o DEM é uma aproximação importante, é um partido importante no cenário nacional e, é como eu falei, o PSC tem um projeto para o Brasil e o DEM também tem um projeto para o Brasil.

Durante a entrevista, Witzel lembrou também que não foi eleito com apoio de Bolsonaro:

– Eu fui eleito no Rio de Janeiro não pelo apoio do Bolsonaro, porque ele nunca declarou voto em mim. Eu declarei que votaria nele. Mas ele nunca declarou voto em mim. As pessoas me escolheram por aquilo que eu sou na minha história – disse o governador – Muita gente, pelo fato de eu ter declarado meu apoio ao Bolsonaro, entendeu que nós tínhamos semelhança de propostas e também votaram em mim.

Menos de 300 mortes em agosto

Grande parte da entrevista foi dedicada à discussão sobre segurança pública. Witzel afirmou que o estado registrou menos de 300 mortes em agosto, indicador que deve se repetir em setembro. Além disso, informou que 12 mil policiais militares e outros mil policiais civis devem ser admitidos até 2022.

Durante a conversa, a jornalista perguntou:

– Hoje, o senhor diria que matar, o assassinato de suspeitos, por exemplo em confrontos, é uma política de estado?

Ao que Witzel, em seguida, respondeu:

– Não só no Rio de Janeiro, mas no mundo inteiro. Quem está à margem da lei, portando um fuzil, atirando contra polícia, em qualquer lugar do mundo vai ser morto.

Sadi questionou então se a medida não aumentaria o risco de morte por engano de pessoas que portam objetos que podem ser confundidos um fuzil, como um guarda-chuva:

– A minha pergunta é: você diminui a taxa de homicídios matando? – resumiu a jornalista.

Ao que o governador deu a seguinte resposta:

– Desde o início do ano até agora, quase 800 pessoas deixaram de morrer. Isso porque nós estamos enfrentando o crime organizado. Se nós não tivéssemos enfrentando o crime organizado, você pode ter certeza: não só 800, seria mais gente morta. Porque as facções criminosas, elas matam. Elas matam pessoas inocentes, muito mais do que no confronto policial. Então, se nós retrocedermos e permitirmos que eles continuem se fortalecendo, continuem comprando arma, continuem vendendo droga, eles vão estar cada vez mais poderosos e matando cada vez mais gente. Então, se você olhar o resultado que nós tivemos, não há como você tirar a polícia do trabalho que ela está fazendo. Se você tirar, o crime organizado vai avançar.

Em um momento posterior da entrevista, novamente perguntado sobre se o assassinato de suspeitos era ou não uma política do estado, Witzel respondeu da seguinte forma:

– Política de estado é a polícia fazer o que tem que ser feito em qualquer lugar do mundo. Se você lembrar o que aconteceu na França, com gente de fuzil atirando nas pessoas, a polícia francesa veio e matou todo mundo. E ninguém se levantou contra o ato da polícia francesa. Então, o que acontece no Rio de Janeiro são atos terroristas. E essas pessoas que estão ali nas comunidades, eles conseguiram se encastelar no meio dessa população, que é uma população honesta, uma população decente, uma população que sofre.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. altamir disse:

    Os 13 anos de PT foram suficientes para mostrar realmente a cara dos nossos governantes. Quase todos presos, ou caminhando para o cárcere.
    Livre de Lula!

  2. Paulo disse:

    Esse é melhor do que o João do PSDB 10 mil vezes ,

  3. Paulo disse:

    Governador esta certo tem que querer o cargo máximo mais ele esta fazendo seu dever de casa, um cara preparado de decidido, mais ainda vai passar muita água debaixo da ponte, Bolsonaro tem o coro grosso , muitos anos apanhando , levando pancada e firme! conhece o congresso e as figuras marcantes da politica do Brasil e como elas se movimenta, Bolsonaro sabe mexer o caldo, e sabe azedar o leite , agora é natural que todos que ocupam e outros que não ocupam cargos queiram a cadeira de presidente, vejá até um condenado ladrão, corrupto quer ! se acha no direito que seja tudo esquecido , tudo anulado por um papo extra oficial e que foi roubado, para se valer de uma brecha e fugir , presidiário chefe do PT sabe que se ficar nunca mais vai sair e na primeira brecha ele pega o beco!

  4. Alexandre disse:

    [10:21, 12/09/2019] 🖱️🖥️⌨️📡: A eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é apresentada no documentário Privacidade Hackeada, do Neflix, como exemplo de fraude eleitoral comandada pela empresa de análise de dados Cambridge Analytica.
    [10:21, 12/09/2019] 🖱️🖥️⌨️📡: Além da ponta involuntária de Bolsonaro no documentário, Steve Bannon é apontado como a mente do mal que dissemina ódio e gera o caos entre nações. O ex-estrategista de Donald Trump e conselheiro do presidente brasileiro era vice-presidente da Cambridge Analytica.
    [10:22, 12/09/2019] 🖱️🖥️⌨️📡: “Empresas que realizam a coleta (?) e a análise de dados desempenham importante papel nesse fenômeno. Essas mesmas empresas atuam em eleições. Como essas empresas têm atuado no Brasil?”, questiona Zanin.

    Privacidade Hackeada traz à luz a fraude eleitoral possibilitada pelos anúncios nas redes sociais, sobretudo no Facebook e WhatsApp, falsificando a vontade dos eleitores e modificando resultado nas urnas.

    O documentário utiliza como base a eleição presidencial de 2016 nos EUA, a campanha pelo Brexit –saída do Reino Unido da União Europeia (UE)–, a eleição de Bolsonaro e a intervenção da “falecida” Cambridge Analytica em outras nações de todos os continentes.

    Em termos práticos, fica a lição de que não foi uma boa ideia para a democracia brasileira a liberação de propaganda eleitoral paga no Facebook. A proibição desse tipo de publicidade cria desequilíbrio eleitoral e estimula as diabólicas fake news. É sobre isso o filme/documentário.

  5. Hulk Julián disse:

    Esse governador é bom, mas vai ter que entrar na fila.
    O governo Bolsonaro tá só começando, depois tem o Sérgio Moro e quem sabe, o governador.
    Por tanto devagar com o andor, que o santo é de barro.

  6. Gonçalo Alves disse:

    Mais um imbecil para a enfeitar a fauna de animais exóticos da Terra de Vera Cruz.
    Nunca, em 519 anos, estivemos tão mal servidos de políticos neste país.
    Este é o teatral e espetaculoso novo ator da cena brasileira.

    • De saco cheio com o Brasil disse:

      EM QUE BRASIL VC VIVEU NESSES ULTIMOS 13 ANOS???? ESTÁVAMOS EXTREMAMENTE MAL REPRESENTADOS….NUNCA O BRASIL DESCEU TANTO EM TODOS OS ASPECTOS……..ACORDA FANATICO!!!

Witzel: ‘Se não se render, tem que eliminar, matar’

Witzel gosta de tocar trompete no Palácio Laranjeiras. Entre suas músicas preferidas, a lacrimosa “My way”, eternizada por Frank Sinatra.  Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Na última terça (20), após um atirador de elite matar o sequestrador que mantivera 39 reféns — com arma de brinquedo — por três horas e meia em um ônibus na ponte Rio-Niterói, o governador do Rio, Wilson Witzel desembarcou de um helicóptero no meio da via e saiu vibrando para as câmeras que ali estavam como se comemorasse um gol. “Projeção mundial”, celebrou naquela noite com ÉPOCA, satisfeito com seu desempenho diante da imprensa: “Minha entrevista hoje certamente foi a melhor de todas”.

Aos 51 anos, o ex-fuzileiro naval e ex-juiz trabalha como garoto-propaganda sem pudores da política de segurança em vigor desde janeiro. Em quase oito meses, abusa das frases truculentas tanto quanto a polícia que comanda abusa da força. O número de civis mortos em operações policiais aumentou em todo o estado 15% em relação ao ano passado.

“A sociedade ainda não entendeu que estamos numa guerra contra o terrorismo”, disse ele, em entrevista à ÉPOCA.”A polícia tem de chegar para prender, se não houver rendição, tem de eliminar, tem de matar”.

Ele defende inclusive ataques em sobrevoos a favelas: “O helicóptero é o terror dos narcoterroristas”.

Witzel não diz que quer ser presidente. Afirma que será presidente, com a mesma certeza com que falava que seria governador quando ainda era traço nas pesquisas, relatam ao menos seis pessoas próximas ouvidas por ÉPOCA, entre políticos e colegas do meio jurídico.

Ele já antecipa até críticas a João Doria, apontado como outro potencial candidato:. “Fui eleito com um discurso duro pela segurança. E o Doria já está mudando. Na cabeça dele, quer ir para o centro. Ele está querendo ser mais moderado. Eu não!”, diz.

A reportagem completa está na edição desta semana da revista ÉPOCA.

Globo, via Época

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Claude disse:

    #Witzel2026

  2. Zanoni disse:

    Aumento de 15% de bandidos mortos, isso sim.

  3. Paulo Roberto disse:

    É interessante a simpatia que o jornalismo Tupiniquim nutre pela bandidagem de A a Z. Muito interessante!

Witzel vai condecorar atiradores de elite do Bope por bravura

Foto: Ricardo Cassiano/Agência O Dia

O governador Wilson Witzel vai condecorar por bravura os atiradores de elite envolvidos durante o resgate, onde o sequestrador foi atingido por um disparo de um sniper do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na manhã desta segunda-feira. A informação foi confirmada pelo R7 por meio da assessoria de Witzel.

“Ideal era que todos saíssem vivos da operação, mas preferimos salvar os reféns. Determinei que a Secretária de Vitimização cuide dos reféns e também da família do sequestrador”, disse o governador.

O Policial Militar responsável pelo disparo que atingiu o suspeito comemorou logo após ter acertado o tiro. Pessoas que estavam próximas do local comemoraram e aplaudiram a atuação do agente. O homem havia descido do ônibus e arremessado um objeto em direção aos negociadores, no momento que caiu ao chão.

Sequestro

Após serem liberados pelo sequestrador, reféns disseram que o suspeito pedia R$ 30 mil pelo resgate. Durante as quase quatro horas de negociações, seis pessoas foram soltas.

O porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, disse que o sequestrador usava uma arma de brinquedo e havia espalhado combustível por todo o ônibus. Uma imagem de uma espécie de varal de gasolina foi feita por um dos reféns no coletivo.

Toda a ação será investigada pela DH-Capital (Delegacia de Homicídios), na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rafael disse:

    Vc que crítica ,bota sua mãe ou filha ,ou todas as pessoas importantes da sua vida em um ônibus enche ele de gasolina e da o esqueiro para um louco ficar brincando .

  2. Ricardo disse:

    Vocês q entendem mais de religião, Bíblia e coisas do bem, me ajudem, por favor, a encontrar a passagem da Bíblia onde Jesus fala q quem erra ou comete crime tem q ser assassinado!
    Sério, não to achando esta passagem de jeito nenhum.

    • Evan Jegue disse:

      Empatia é coisa do passado, é a nova era. Amar ao próximo só se ele comungar da sua religião.

    • Rômulo© disse:

      O evangelho é tão deturpado pelos que se dizem cristãos, que é capaz de alguém postar aqui uma justificativa bíblica para o assassinato.

      "Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra!"

    • Manoel disse:

      O melhor mesmo seria prolongar toda a situação em que os reféns estavam lá sob a mira de uma arma (até então todos achavam que era uma arma de verdade), com o ônibus todo encharcado com gasolina, né? Acho que vc está equivocado na sua tese: a polícia não foi lá na casa ou no trabalho do vigilante meter uma bala propositalmente na cabeça dele! A polícia agiu em prol de manter a segurança e vida das inúmeras vítimas que estavam sob a ameaça do sequestrador, entendeu a diferença? TODOS lamentam a morte do sequestrador, mas entre a vida dela e a vida ou segurança das vítimas inocentes, quem VOCÊ escolheria?

    • joaozinho disse:

      Romanos 13. E olha que o 13 é o numero que o petista adora, mas creio que nunca leram o Romanos 13, pq contradiz em parte o que eles aceitam ideologicamente. E o troco de Paulo aos descrentes da lei e da ordem.

    • Cesar Bomone disse:

      Com certeza muitos preferiam ver reféns, pais de família, sendo mortos do que balearem essa vítima da sociedade. Esse tempo passou, os governos que defendiam bandidos passou. Viva o novo Brasil.

  3. Cabeto disse:

    “É aos escravos, e não aos homens livres, que se dá um prêmio para recompensá-los por se terem comportado bem.”

    (Baruch Espinoza)

    • Vitor Silva disse:

      Quem diz "CPF cancelado" diante de uma morte é sórdido, abjeto, tem a alma tomada pela escuridão.

      Não tem relação nenhuma com a ação correta da polícia para salvar reféns.

      Policial não fica feliz quando precisa matar. Bandido fica.

    • Evan Jegue disse:

      CPF cancelado é coisa de covarde onanista, quero ver pegar uma pt e ir lá matar. Oremos.

    • Robson Levy disse:

      Coloque sua mãe como refém. Será que mantém o discurso?

VÍDEO – Witzel festeja fim de sequestro e explica ação: decisão para salvar reféns

Reprodução

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), chegou à ponte Rio-Niterói de helicóptero e comemorou com socos no ar e punho cerrado a operação policial que encerrou o sequestro de um ônibus com reféns.

Depois de cumprimentar os policiais que participaram da operação, ele concedeu entrevista dizendo que a solução não era a ideal, mas a decisão de atirar no sequestrador foi a única possível para salvar os reféns.

“Quero agradecer a Deus dessa solução que infelizmente não era a melhor, o ideal é que todos saíssem com vida, mas tivemos que tomar a decisão de salvar os reféns e rapidamente solucionar os problemas. O que assistimos foi um trabalho muito técnico da PM”, disse.

A Polícia Militar disse que o responsável pelo sequestro foi morto ao ser atingido por disparos de um atirador de elite. Porém a reportagem do UOL apurou que o homem foi levado com vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Apenas Comentando disse:

    PIB per capita elevado com sucesso! ✅

  2. EMJ disse:

    Parabéns governador pela medida. O bem tem sempre que superar o mal! 👏🏻👏🏻👏🏻

    • Ceará Mundão disse:

      Bom é o assessor filmando atrás.

    • Ceará-Mundão disse:

      Amigo, crie seu próprio pseudônimo. Eu apoio a forma de agir do governador e estou certo que os brasileiros do bem também apoiam. Quanto ao assessor, não importa.

  3. Sérgio disse:

    Quando liberarem as armas, vai aparecer muitos malucos desses todos os dias.

    • Manoel disse:

      Meu amigo, acho que você não tem conhecimento das normas e testes que são feitos para que um cidadão possa comprar para posse da arma! Apenas para comprar são realizados vários testes inclusive um psicológico, além de um curso. Pra o PORTE de arma, as regras são ainda mais rígidas! Doido pode matar outros até com faca de cozinha, sabia? Ou você esqueceu do atentado que Adélio Bispo cometeu?

    • Ceará-Mundão disse:

      Bandido não liga para autorização legal, meu caro. Quem dela precisa é o cidadão de bem.

  4. Diego Nobrega disse:

    hahahaha até nessa situação botaram lula no meio. Muito amor.

  5. Junin disse:

    Nao penso que tenha comemorado a morte de ninguém, mas sim um desfecho menos trágico que o do onibus 171, é tanto que em sua entrevista ele fala que nao foi o desfecho ideal e sim o que coube no momento para preservar mais vidas!!!

  6. Paulo Laranjeiras disse:

    Só penso que seja uma pessoa que possua uma doença bem estranha, comemorar a morte de qualquer pessoa seja ela quem for é algo bizarro, não trata-se de nenhuma questão política, mas sim de fazer parte de uma raça que até então chamamos de humana, que triste, que terrível, mas é isso e sigamos para o mais profundo abismo.

    • Zanoni disse:

      Estranho mesmo é se portar como um nordestino simples e enganar milhões de pessoas, enriquecendo e tornando rico os familiares, tal como fez o Luladrão.

    • Felipe disse:

      Acho que o colega não compreende bem o que aconteceu. Ele comemora pq se poupou outras vidas em detrimento de um insano homicida.

    • Manoel disse:

      A comemoração dele, que deve ser a de todos os cidadãos de bem, é pelo sucesso na missão de proteger os inocentes que estavam sequestrados por um homem armado e com intenções de queimar as vítimas! Numa situação dessas, o objetivo é proteger a maior parte das vítimas e causar o menor dano. E isso foi feito!

    • Waldemir disse:

      Pegunta para os passageiros do onibus
      PETISTA ENCANTADO

    • Hbbeto disse:

      O que muito mais se estranha é ver que determinadas pessoas sempre se comovem primeiramente com o sofrimento de criminosos e quase nunca, na mesma proporção, com os das vítimas em atos de terror como este. A comoção é tamanha que lhes motivam até a tecer comentários em redes sociais, o que quase não se vê quando o desfecho da operação é contrário ao o que se almejava no ato criminoso. É notório que o governador comemorou o êxito da missão pelo fato de não ter havido vítimas do lado daqueles que realmente foram vítimas, tanto que também ordenou apoio à família do sequestrador, mas, parece que o que mais preocupa algumas pessoas sempre o lado oposto, como se o normal fosse o que comumente vemos, quando se consuma o sucesso da empreitada criminosa em detrimento da sobrevivência das vítimas.

Witzel colocou no currículo doutorado em Harvard, mas nunca estudou na universidade; assessoria explica “intenção”

Foto: Mauro Pimentel / AFP

O ex-juiz federal e governador do Rio, Wilson Witzel, tem, pelo menos, sete cursos em seu histórico acadêmico. No currículo Lattes – plataforma em que profissionais listam seus feitos ao longo da carreira -, ele enumera cursos de graduação e de pós em várias universidades. Uma passagem pela prestigiada Harvard é um dos pontos altos: lá, Witzel teria feito um curso conhecido como “sanduíche”, quando o aluno faz parte do doutorado numa instituição de ensino internacional parceira da universidade em que estuda. No caso do governador, um pedaço da pós-graduação em “judicialização da política” que ele cumpre na Universidade Federal Fluminense, desde 2015, teria sido feito no campus de Cambridge, no estado de Massachusetts, nos EUA. Mas, o problema é que isso nunca aconteceu. A UFF informou ao GLOBO que o governador nunca sequer manifestou interesse em participar da seleção. Apenas dois alunos matriculados na mesma pós-graduação de Witzel foram para lá. É preciso se candidatar e passar por pelo crivo da universidade para obter a bolsa, que é financiada pelo governo brasileiro.

Procurado, Witzel confirmou que não estudou em Harvard. A informação, segundo a sua assessoria de imprensa, constava na plataforma Lattes porque o governador tinha a intenção de estudar na universidade americana durante um ano quando ainda era juiz federal, mas o objetivo nunca foi à frente. Curiosamente, o governador cita, inclusive, o nome de seu orientador na universidade dos EUA, o professor Mark Tushnet. Agora, o governador prometeu corrigir o currículo e acrescentou que pretende fazer a defesa de sua tese, na UFF, até agosto deste ano. A última edição do currículo do governador foi feita no dia 8 de abril de 2016, um ano após ele ter ingressado no doutorado. De acordo com a universidade, as inscrições para o “sanduíche” em Harvard estiveram abertas entre 2015 e 2018.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Beto Araújo disse:

    Quá, quá, quá! Um dia vai ser também do STF…

  2. Nica disse:

    Famoso" tirador de onda"!

  3. João Rodrigues disse:

    Se fizerem uma devassa nos lattes, vão descobrir que há mais ficção do que realidade.

Witzel alerta que é alvo do crime organizado e suspeita de bombas em seu carro e no de sua família; governador do RJ confirma que snipers “já estão atuando”

Foto: Reprodução/TV Globo

O governador Wilson Witzel afirmou na manhã desta quinta-feira que está sendo feito controle de bombas nos carros dele e de sua família porque o crime organizado o “transformou num alvo”. Em entrevista ao “Bom Dia Rio”, da TV Globo, o governador disse que não é um cidadão comum, mas um cidadão “que está aniquilando o tráfico de drogas e as milícias”:

– Eu estou na rua, não deixo de sair às ruas, mas eu sou um alvo. O crime organizado me transformou num alvo, estamos combatendo o crime organizado de tal forma, o prejuízo que estamos dando aos cartéis, pelas apreensões de drogas que estamos fazendo, quantidades absurdas. (…). Sou um cidadão que está aniquilando o tráfico de drogas e as milícias. Hoje nós estamos fazendo controle de bombas nos carros meu e da minha família.

Após dizer, nesta segunda-feira, que não o cabia “fazer juízo de valor” , Witzel comentou a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, cujo carro foi alvo de mais de 80 tiros disparados por militares na tarde deste domingo. Segundo o governador, ele estava esperando uma manifestação da Justiça Militar, que decretou a prisão de nove homens, para se pronunciar sobre o caso:

– Eu tenho que me posicionar. Quando o juiz decreta a prisão, e foi decretada a prisão daqueles militares que atiraram contra aquela família. Desde já manifesto aqui os meus sentimentos pelo erro grosseiro que foi praticado por aqueles militares.

O governador negou que tenha ignorado o episódio e que não o faria “em hipótese alguma”.

– Estão me acusando de ter ignorado a morte do músico. Em hipótese alguma. Eu quero dizer que jamais faria algo abominável como isso. Eu só aguardei que a Justiça Militar se manifestasse, e assim ela o fez, decretando a prisão para que eu, como governador, pudesse me manifestar – disse Witzel.

Witzel acrescentou que, como magistrado, tinha que aguardar “minimamente os indícios de autoria” antes de acusar “o Exército Brasileiro de ter praticado um ato abominável, que foi praticado”. E afirmou que “o Exército tem que reavaliar seu protocolo”:

– Eu não sou um cidadão comum, eu sou um governador de estado. Eu não posso sair por aí acusando o Exército Brasileiro de ter praticado um ato abominável, que foi praticado. A juíza decretou a prisão preventiva daqueles soldados, que não têm uma capacidade, como tem a Polícia Militar, de fazer um policiamento. E agora o Exército tem que reavaliar seu protocolo.

Snipers

Sobre os snipers, o governador afirmou que “já estão atuando” e que não faz “a menor ideia de quantos já foram mortos”:

– Não faz parte do meu trabalho acompanhar quem são os mortos pela Polícia Militar. Quem tem de fazer isso é o Ministério Público. Os autos de resistência estão à disposição da instituição, cada um tem seu papel constitucional. O meu é fazer a polícia funcionar, é dar instrumentos para que ela tenha condições de operar, com material, com homens, com treinamento. É meu dever fiscalizar se a PM está dando treinamento, está orientando os homens, se está com viatura, se está funcionando. É fazer funcionar.

Segundo Witzel, seus alvos no quesito segurança são a milícia, o tráfico e o crime organizado. E destacou que “já são mais de 700% de novos investigados em lavagem de dinheiro por esse departamento”. Para o governador, foi desenvolvida uma investigação “importante contra o colarinho branco”, mas não há investigação “com a mesma eficácia da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, dos cartéis instalados no Brasil, e do tráfico de armas”.

Ele destacou o plano de, nos dois primeiros anos de governo, contratar 3 mil novos policiais militares, 400 policiais civis e fazer concurso para 180 delegados e mais 800 policiais. E falou sobre seu projeto para acabar com a milícia:

– Vamos ter de prender eles. Para isso, é preciso ter uma Polícia Civil, que está totalmente desestruturada, com o efetivo em praticamente um terço. Estamos com concursos previstos para delegado e policial. Contratei papiloscopistas, que vão ajudar também nos cartórios. Dobrei o número, com recursos repassados da economia da Alerj. Com isso, começamos a recompor a capacidade dessas polícias de operar. Principalmente a polícia judiciária.

O governador disse ainda que não vê “nenhuma inconstitucionalidade” no projeto de lei que dá porte de arma a deputados estaduais e agentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira. A princípio, a proposta era restrita aos agentes do Degase. O autor do parecer que modificou o projeto é Márcio Pacheco (PSC), líder do governo Witzel e presidente da Comissão de Constituição e Justiça:

– O fato de os deputados terem aprovado este projeto é preciso avaliar no juízo de conveniência, uma vez que eles não estão contemplados (no estatuto do desarmamento). Mas é um poder, legislativo, mas um poder. Diante daquilo que eles entendem que é cabivel a eles, é preciso ter uma interpretação constitucional talvez extensiva, não limitada ao estatuto do desarmamento. Enquanto juiz, eu diria ao advogado: “suas argumentações são boas. Eu tenho cinco dias para tomar uma decisão liminar, aguarde a publicação no D.O”. No caso da sanção, eu tenho 15 dias. Em cinco dias, tudo pode mudar.

(mais…)

Witzel não descarta que presos pelo assassinato de Marielle poderão fazer delação premiada para apontar mandante

O governador Wilson Witzel na coletiva sobre a prisão dos suspeitos do assassinato a vereadora Marielle Franco Foto: O Globo

O governador Wilson Witzel, o vice-governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, participam na manhã desta terça-feira de uma coletiva de imprensa sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os crimem completam um ano.

O encontro de Witzel com jornalistas no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio, tem como objetivo prestar esclarecimentos sobre a prisão de dois suspeitos de terem cometido o crime : o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Os dois foram detidos na manhã desta terça-feira (o primeiro acusado de ter matado a parlamentar, e o segundo de ter dirigido o carro utilizado na ocasião).

Também estarão presentes na coletiva Antônio Ricardo Nunes (diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, DGHPP) e Giniton Lages (titular da Delegacia de Homicídios).

O inquérito do caso Marielle apresentado aos jornalistas em síntese reuniu, segundo a polícia, 29 volumes que somaram 5.700 páginas, sendo que 16 volumes continham conteúdo sigiloso. Há um banco de imagens com 760 gigas de imagens.

Ao longo da investigação, foram ouvidas 230 pessoas, número que se justificou pela diversidade das linhas de investigações. As ações envolveram o trabalho de 47 policiais. Foram realizadas perícia necroscópica, de local de crime, de componentes de munições, de reprodução simulada dos fatos, de informática e de confrontação balística e decadatilar.

Nas tentativas de chegar aos executores e aos mandantes, a polícia analisou os dados cadastrais de 33.329 linhas telefônicas. Desse total, 318 foram interceptadas. Foram ainda 670/533 gigabytes de dados telemáticos analisados.

‘Eles não erraram’, diz delegado sobre criminosos

O crime foi classificado como “muito complexo” por Giniton Lages, uma vez que os dois homens permaneceram duas horas ininterruptas dentro do automóvel e não poderiam ser identificados por testemunhas.

— Sabíamos de cara o nível da sofisticação do crime. Eles não deixaram o carro por duas horas. Isso nos chamou a atenção de cara. Alcançamos três testemunhas presenciais. Foi um crime que foge à regra. 80% dos crimes são elucidados com testemunho. No caso Marielle Anderson não há essa possibilidade, pois eles não deixaram o veículo. O atirador usava touca ninja. Já sabíamos que não contaríamos com este reconhecimento — disse Lages, que, em seguida, completou: — Se todas câmeras de segurança estivessem funcionando, ainda não seria suficiente para fechar o caso. Eles (criminosos) não erraram.

O delegado destacou ainda que as câmeras nas ruas do Estácio, no Centro do Rio, onde Marielle foi morta, estavam mau posicionadas e não conseguiriam identificar os criminosos. Algumas delas estavam desligadas. Lages descartou que o não funcionamento dos equipamentos tivesse a ver com uma ação interna do Centro de Operações do Rio, onde elas são monitoradas. Ele ainda chamou de “teorias da conspiração” as hipóteses que cogitaram essa possibilidade.

Criminosos foram captados na Barra da Tijuca

Imagens de câmeras de segurança do dia do crime foram apresentadas aos jornalistas. Elas mostraram o carro Cobalt prata em que estavam os criminosos circulando na rua Sargento Faria, na área conhecida como quebra-mar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A identificação do veículo foi possibilitada, entre outras características, por um “defeito traseiro inconfundível”.

O automóvel foi captado uma hora depois na rua dos Inválidos, na Lapa, às 18h45 do dia 14 de março de 2018. Marielle participaria de um evento no espaço chamado Casa das Pretas, localizado nesta rua. A qualidade de uma das câmeras de segurança permitiu, segundo Giniton Lages, identificar a placa do veículo. O número era clonado e o carro verdadeiramente registrado sob a numeração em questão estava na zona sul da cidade, estacionado na garagem de uma cuidadora de idosos.

Assessora de Marielle quase entrou no Cobalt prata

A partir da observação das câmeras de segurança, a polícia percebeu que uma assessora de Marielle Franco quase entrou no carro em que estavam os criminosos. Ela solicitou um carro através do aplicativo Uber e confundiu o automóvel que havia pedido com o Cobalt prata. A profissional chegou a tocar a maçaneta do veículo, mas depois constatou através da placa que se tratava de outro automóvel.

Witzel cogita delação premiada

No discurso de abertura da coletiva, Witzel mencionou uma inspiração na Operação Lava-Jato relacionada à forma como vê a condução da investigação do caso Marielle, admitiu que é possível que exista um novo “fragmento” na investigação para que seja encontrado o mandante e destacou que os presos de hoje pederão realizar delação premiada.

— Uma segunda fase da investigação poderá vir a ocorrer. Primeiro, falei para (a polícia) encerrar com o que tem. A Lava-Jato nos ensinou que investigação deve ser fragmentada. Quem foi preso hoje pode certamente pensar numa delação premiada.

Inicialmente, Witzel classificou o assassinato de Marielle como um “crime bárbaro” e pontuou como agravante o fato de ter acontecido enquanto ela exercia o mandato para o qual foi eleita em 2016.

— Essa é uma resposta importante que estamos dando à sociedade. A elucidação de um crime bárbaro, cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no desempenho de sua atividade democrática, teve sua vida ceifada de forma criminosa, hodienda e inaceitável. Inaceitável a qualquer ser humano, mas muito mais ainda porque Marielle Franco estava no exercício da atividade parlamentar — disse Witzel na abertura da entrevista, afirmando que desde eleito se comprometeu a conhecer as investigações do caso.

‘Ano muito difícil’, diz delegado

Giniton Lages elogiou o ex-secretário de Segurança do Estado, Richard Nunes, e disse que Witzel contribuiu com a investigação. Ele também mencionou positivamente o ex-chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

— Foi um ano muito difícil. Ninguém queria tanto encerrar esse caso como nós. Tivemos reunião com Witzel, como juiz, e passamos todas dificuldades. Ele soube nos compreender e nos deu, sabiamente, dicas para rumo das diligências em curso. Este crime marcou muito meus policiais. O homicídio atinge a todos nós — contou o delegado.

Sucateamento da polícia

Witzel elogiou a condução do caso por Lages. O governador afirmou que o delegado gostaria de ter encerrado o caso antecipadamente, indicando inclusive os mandantes do assassinato. O motivo na demora para a elucidação teria sido, segundo Witzel, o sucateamento da polícia fluminense e o nível de dificuldade envolvido na busca por provas do crime.

— Certamente a polícia gostaria de ter eluciado o caso no prazo que o processo penal assim determina: de 30 dias. Mas, infelizmente, a polícia do Rio foi sucateada por décadas. Apesar das dificuldades, esses profissionais, como Giniton, fazem a diferença. Não são provas fáceis, documentais , testemunhais. Mas vestígios que deixaram exigiam conhecimento técnico aprofundado — afirmou Witzel.

O governador prometeu melhorar a estrutura da polícia, disse que autorizou a abertura de concurso para 150 delegados e para novos policiais (entre 800 e 1000):

— Nomeei (o secretário) Marcus Braga, nos esforçamos para não ter interferência política na Polícia Civil. Dei total autonomia a ele. São vários casos acontecendo e para os quais estão sendo buscadas soluções.

‘Alfinetada’ no MP

Durante a fala, Witzel disse ter convidado o Ministério Público do Rio para participar da coletiva nesta manhã, mas afirmou que os promotores preferiram dialogar com a imprensa à tarde, a partir de 14h.

— O MP foi convidado, mas preferiu fazer uma nova entrevista. Conversei com o procurador-geral Eduardo Gussem hoje cedo. Assim respeitamos. Assim continuaremos, irmanados, para realizar nosso trabalho — declarou o governador.

Críticas à imprensa

Giniton Lages mencionou a atuação da imprensa como um fator complicador para a investigação do crime. Ele disse que a divulgação pela mídia de qual modelo de arma utilizado pelo atirador representou um momento crítico nos bastidores da operação.

— Agradeço a sensibilidade (da imprensa) em respeitar o sigilo em certos momentos. Mas também precisamos refletir, por exemplo, que nos atrapalhou o vazamento da informação da perícia sobre o uso da submetralhadora MP5 — destacou Lages.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giselle disse:

    E que venham as delações…

Witzel diz que caso Marielle pode ser encerrado em breve

O governador Wilson Witzel participa de cerimônia no Comando-Geral da PM – Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse nesta quinta-feira (3) que não vê sentido em mudar os responsáveis pela investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado. Segundo Witzel, o caso deve ser encerrado em breve.

“Pelo que o delegado me falou, em termos de colheita de prova, ele já está avançado. Então, não tem sentido mudar. Acredito que ele vai dar, sim, um encerramento a esse caso em breve”, disse o governador, que inaugurou os programas Tijuca Presente e Ipanema Presente, para reforçar a segurança nos dois bairros.

Mais uma vez, Witzel defendeu a reestruturação da Polícia Civil, afirmando que é preciso deslocar delegados para forças-tarefa concentradas em investigar homicídios e também para delegacias de locais como São Gonçalo e Baixada Fluminense.

Para o governador, essa reorganização vai aumentar a capacidade de investigação e reduzir a impunidade dos assassinos. “Matou, tem que ser preso logo em seguida. Não pode demorar muito para prender. Quem está matando tem que saber que não vai ter mais como se esconder. Com isso, vamos reduzir sensivelmente os homicídios aqui no Rio de Janeiro.”

Recuperação fiscal

Witzel voltou a defender a revisão do Regime de Recuperação Fiscal, para que não haja prejuízo aos serviços públicos do estado. O regime foi assinado entre o governo do Rio e a União para reequilibrar as contas do estado, mas prevê uma série de restrições ao governo fluminense. Witzel disse que já falou do assunto com o ministro da economia, Paulo Guedes, e que vai tratar do tema com ele a partir de fevereiro.

“Tem que ser um percentual em cima da receita para pagar a perder de vista, não tem jeito. A gente faz isso com empresa e não vai fazer com o estado? É preciso ter essa sensibilidade”, disse o governador, que também questionou o projeto de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). “Não adianta querer vender um patrimônio do estado que está gerando receita para pagar uma dívida, e deixar na mão da iniciativa privada, sem analisar o retorno disso para o estado”, afirmou o governador.

Entre as medidas que pretende tomar para cortar gastos está a entrega do prédio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ), que é alugado. O órgão deve ser transferido para o prédio da Central do Brasil, o que pode resultar em uma economia anual de R$ 30 milhões.

Segurança presente

Depois de empossar o secretário estadual de Polícia Militar, Rogério Figueredo, na manhã desta quinta-feira, Witzel assistiu à abertura das operações Tijuca Presente, na Praça Saens Peña, e Ipanema Presente, na Praça Nossa Senhora da Paz. As operações reforçam o patrulhamento nos bairros, como já é feito no centro, na Lapa, no Aterro do Flamengo, no Méier, no Leblon e na Lagoa.

Ao todo, 50 agentes por dia vão ser empregados na Tijuca e mais 50 em Ipanema. O contingente inclui policiais militares da ativa, da reserva e agentes civis egressos das Forças Armadas. Aos jornalistas presentes na abertura das operações, Witzel disse que sua intenção é ampliar o programa a partir de cortes no orçamento.

Coordenador do Ipanema Presente, o capitão da Polícia Militar Jan van Creveld adiantou que a operação buscará prevenir crimes com uma presença ostensiva de agentes, aliando esse policiamento a um serviço de assistência social à população em situação de vulnerabilidade.

“Muitas pessoas em situação vulnerável, em um momento de desespero ou sob efeito de drogas, acabam cometendo delitos. Então, unir a questão de serviço social ao policiamento ostensivo ajuda muito a diminuição”, disse ele, que identifica o furto e o roubo como os crimes mais urgentes a serem combatidos em Ipanema.

O policiamento nas ruas internas do bairro, segundo Creveld, dará fôlego à Polícia Militar e à Guarda Municipal para atuar na segurança da Praia de Ipanema, uma das mais frequentadas da cidade.

De acordo com o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Ipanema, Carlos Monjardim, uma pesquisa de opinião com 100 comerciantes apontou a expectativa de crescimento das vendas com o aumento do policiamento.

“O comércio de Ipanema e a região têm uma característica de shopping a céu aberto. Temos as principais grifes e lojas-âncora da cidade no perímetro da Rua Visconde de Pirajá. Então, a sensação de segurança e a efetivação do policiamento comunitário trazem uma maior tranquilidade”, disse Monjardim, ao lembrar que Ipanema é passagem obrigatória para os turistas que visitam a cidade.

Agência Brasil