Jornalismo

Justiça determina realização de concurso para agentes de endemias em Natal

Por interino

O Juiz de Direito da 5ª Vara da Fazenda Pública, Airton Pinheiro, abriu prazo de trinta dias para que o Município de Natal providencie a substituição dos Agentes de Endemias que atuam com contratos temporários, conforme acordado em termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado entre o Ministério Público e o poder público municipal.

A  decisão foi proferida no Processo Judicial n.º 0806043-02.2011.8.20.0001, uma Execução de Termo de Ajustamento de Conduta firmado em maio de 2010, no bojo do Inquérito Civil n.º 008/10, da 62ª Promotoria de Justiça, cujo objetivo era acompanhar as contratações temporárias de agentes de endemias e comunitários de saúde no Município de Natal, bem como a realização do concurso público para a regularização desses profissionais e dos agentes de saúde no serviço.

Com base nos argumentos expostos pela representante do MP na petição inicial (precariedade do vínculo desses profissionais, que desenvolvem atividade-fim da Secretaria e, portanto, deveriam ser contratados por concurso público), o juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública abriu prazo de 10 dias no começo do último mês de janeiro para o Município comprovar que havia cumprido os termos do TAC firmado.

Pela inércia do Município (certificada em 13/02/2012), foi proferida a decisão, determinando a obrigação.

O Juiz de Direito determinou a notificação da Prefeita de Natal e da Secretária de Saúde para fins de caracterização de eventuais responsabilidades pessoais por ato de improbidade por ofensa aos princípios da Administração (legalidade e provimento de cargos por concurso público).

Opinião dos leitores

  1. NOTA
    DE ESCLARECIMENTO SOBRE DECISÃO DO JUIZ DA 5ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE
    NATAL-RN.

    Sou
    Secretário do Sindicato dos Agentes de Saúde e gostaria de esclarecer alguns
    detalhes a respeito do DESPACHO proferido pelo M. Juiz, Airton Pinheiro, da 5ª
    Vara da Fazenda Pública, nos autos do processo nº 0806043-02.2011. 8.20.0001,
    que determina um prazo de 30 dias para o Município de Natal realizar concurso
    Público para substituir os agentes de endemias temporários.

    Em
    2009, o Município de Natal passou por uma epidemia de Dengue e declarou estado
    de emergência, contratando por certame simplificado, 74 agentes de endemias,
    nos moldes do que prevê a Lei Federal nº 11.350 de 05 de outubro de 2006 e Art.
    198, §§ 4º,5º da Constituição Federal. Em 2009, na então Gestão da Ex-Secretária
    Municipal de Saúde Ana Tânia Lopes Sampaio, os contratos foram renovados por
    duas vezes com aval do MP por meio da Promotoria de Defesa da Saúde. Para que
    ocorresse a segunda renovação, eu intervi pessoalmente junto a Promotoria da
    Saúde, tratando do assunto diretamente com a Sra. Promotora Elaine Cardoso e
    com Sr. Procurador do Município, Bruno Macedo. Na época usei como argumento, a
    existência de fortes indícios de uma iminente epidemia de Dengue e que já
    existia um processo administrativo em curso, que tratava da realização de um
    concurso público, para contratação definitiva de mais agentes de endemias.

    A
    Promotora em tela, preocupada com interesse público e, ao mesmo tempo, zelando
    pelas prerrogativas constitucionais garantidas ao MP, antes de autorizar a
    renovação dos contratos por mais seis meses (maio de 2009 a maio de 2010),
    exigiu da Municipalidade, que fosse enviado um Projeto de Lei ao Legislativo
    Municipal, para autorizar o Executivo renovar os contratos e alterando a Lei
    Municipal 080/2007, criando mais 150 vagas para o concurso. Além dessa
    exigência, o MP condicionou a renovação ao um futuro concurso, o que não
    ocorreu, originando portanto, o Termo de Ajustamento de Conduta –TAC, onde o
    Município se comprometeu fazer concurso para suprir a necessidade e não o fez.
    A Prefeitura no final de maio de 2010, conforme havia sido exigido por Dra.
    Elaine Cardoso em discussão conosco, enviou para Câmara o PL 010/2009, que
    depois de aprovado, deu origem a Lei Complementar nº 106 de 05 de junho de
    2009. No final de 2010 os agentes que antes tinham a condição de agentes
    temporários, foram absolvidos pela Lei nº 120/2010 conforme o Próprio
    Procurador informou ao M. Juiz Airton Pinheiro.

    O
    TAC que o Juiz executou na ação Judicial Proposta pelo MP, em referência ao
    Inquérito Civil n.º 008/10, perdeu seu objeto com a edição da Lei Municipal nº
    120/2010 e, indubitavelmente, se refere aos agentes de 2008 e não aos atuais
    agentes contratados para suprir a necessidade emergencial em 2011.

    No
    dia 07 de 02 de 2012, visando urgência na renovação dos contratos dos 150
    agentes de endemias contratados em maio do ano passado e, que teriam seus
    contratos vencidos agora em 07 de fevereiro, procurei o Procurador Bruno
    Macedo, que na ocasião, me informou da existência de um processo na Vara da
    Fazenda Pública e que estava dificultando a renovação dos contratos até o concurso.
    Ele informou ainda que em face desse processo, a Sra. Promotora Iara Pinheiro
    não acatou a renovação. Sabendo dos fatos me dirigi a Promotoria da Saúde e de
    posse do número do processo, descobri que existia uma notificação a ser
    respondida pelo Procurado. No dia seguinte, juntamente com uma comissão,
    compareci a PGM munido de todos os editais e relação de aprovados no Processo
    seletivo de 003/2008 e passei para o Procurador Adjunto, Dr. Heider Neto. Na
    ocasião, em conversa rápida com Procurador Bruno Macedo, o mesmo nos informou
    que o TAC estava invalidado, que o MP era ciente e que pediria audiência com
    Juiz para explicar.

    Nesse
    intervalo de tempo, a solicitação do Juiz não foi respondida e nem os
    documentos que levei a PGM foram colacionados aos autos. Por essa omissão da
    Municipalidade, dia 13/02/2012, o M. Juiz notificou a Prefeitura sobre o
    decurso do prazo e dia 21/02/2012, emitiu DESPACHO dando um prazo de trinta
    dias para Prefeitura cumprir um TAC sobre contratos temporários que não existem
    mais e sobre agentes temporários que já estão efetivos desde 2010.

    O
    grupo de agentes temporários atuais não são os agentes envolvidos nessa Ação
    Civil Pública, e sim, os que foram absolvidos temporariamente pelo Município na
    epidemia do ano passado, depois da anulação do contrato milionário com
    Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), e que precisam
    ser mantidos para evitar uma grande epidemia esse ano. 

    Natal fechou o ano passado com 5 visitas anuais, graças a reforço dado
    com a contratação de 150 agentes temporários, que foram contratados
    temporariamente por 3 e depois mais 6 meses. O segundo aditivo contratual
    venceu dia 07/02/2012, por isso alertei a Prefeitura sobre a importância de
    renovar os contratos novamente, pois como estamos em ano de pleito eleitoral
    local, mesmo que a Prefeitura faça concurso para contratação definitiva de 150
    agentes, como está exigindo o M. Juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, esses
    concursados não poderão mais ser nomeados esse ano. Daí a importância da
    renovação dos contratos por mais um ano.

    Sem os 150 agentes temporários, Natal poderá ser alvo de uma das maiores
    epidemias de dengue, principalmente por causa da circulação do temido sorotipo
    4 e a volta do tipo 1. De nada adianta colocar um plano de contingência que
    visa prevenir a Dengue, sem termos gentes suficientes para fazer trabalho lá na
    ponta, onde o mosquito se reproduz e infesta às pessoas.

    São os agentes de endemias que fazem o trabalho de prevenção, educação em
    saúde, identificação de possíveis criadouros e a eliminação de focos do Aedes
    Aegypti. Falar em prevenir epidemia sem antes se preocupar com esses detalhes,
    é sem dúvida, brincar com a vida.      “Tenho
    certeza que ninguém está disposto a assinar atestados de óbito de pessoas vítimas
    de Dengue”.

    Saúde é um direito de todos e de ver do Estado. Querer resolver em trinta
    dias, um problema que se arrasta há mais de dois anos, é sem dúvida, colocar em
    risco a saúde da população e rasgar o texto Constitucional In Verbis:

    CF DE
    1988:

    “Art. 196 – A saúde é direito de todos e dever do Estado,
    garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
    de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
    serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

    “Art.197 – São de relevância pública as ações e
    serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre
    sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
    diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de
    direito privado”.

     

     

                                                                                                 
                                                                                                                                     _________________________________

    1º Secretário do SINDAS

     

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Tarcísio diz que não seria candidato à Presidência nem se Bolsonaro pedisse

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira, 27, em entrevista à rádio Jovem Pan Sorocaba.

“Isso (Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência) não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador.

Tarcísio também comentou a conversa que pretende ter com o ex-presidente durante visita marcada para esta quinta-feira, 29. Segundo ele, o encontro não terá como foco a disputa eleitoral, mas um gesto de solidariedade.

Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, disse.

O governador voltou a reafirmar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Segundo ele, seu candidato é Jair Bolsonaro ou quem o ex-presidente escolher.

Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, afirmou. Tarcísio disse ainda considerar natural que um integrante da família gere mais confiança ao ex-presidente, que está preso, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre rumores de uma discussão com Flávio Bolsonaro em razão da eleição, o governador negou qualquer desentendimento.

“A conversa com Flávio sempre foi excepcional. Acho que fui a primeira pessoa a saber da decisão do presidente de que ele seria o candidato. Eu disse que ele podia contar comigo, porque estamos no mesmo projeto”, declarou.

Tarcísio tem reiterado que disputará a reeleição ao governo paulista e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como um possível nome para a corrida presidencial em 2026, afirma que apoiará Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente para a disputa do Planalto.

Estadão Conteúdo

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Governo Lula diz que não sabia de contrato de escritório de Lewandowski com Banco Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negaram à CNN que o Planalto tivesse conhecimento prévio do contrato firmado pelo escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, integrantes do governo tentam minimizar o episódio após a revelação de que o escritório de Lewandowski prestou consultoria ao banco enquanto ele ainda chefiava o Ministério da Justiça. Segundo apuração da CNN, a existência do contrato teria acelerado o pedido de demissão do ex-ministro, que deixou o cargo em 10 de janeiro.

Em nota, Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco, sem informar o período. Ministros do Planalto afirmam que Lula não sabia do contrato no momento da nomeação e sustentam que não houve conflito de interesses, pois o vínculo teria sido encerrado antes da posse.

A CNN apurou ainda que Lula se reuniu fora da agenda com Daniel Vorcaro, deixando claro que questões envolvendo o banco devem ser tratadas pelo Banco Central. O presidente também teve encontro com o ministro do STF Dias Toffoli, relator do caso, em dezembro, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Apesar do desgaste político, o governo afirma que manterá a defesa da autonomia da Polícia Federal e do Banco Central enquanto as investigações seguem.

Com informações do blog de Tainá Falcão, da CNN Brasil

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Saiba como votaram os vereadores de Natal na sessão da Câmara que decidiu manter o processo de cassação contra Brisa Bracchi

Imagem: reprodução/TV Câmara Natal

A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Natal que decidiu pela manutenção do processo que pode culminar na cassãção da vereadora Brisa Bracchi foi realizada nesta terça-feira (27). A única ausência da sessão foi a vereadora Anny Lagartixa. Três vereadores presentes na sessão se abstiveram de votar: Luciano Nascimento, Irapoã Nóbrega e João Batista. A vereadora Brisa Bracchi (acusada) e o vereadora Matheus Faustino (acusador) não participam da votação, segundo o regimento da Câmara.

Quinze parlamentares votaram contra o arquivamento do processo e nove votaram para que o processo fosse arquivado.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:

Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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VÍDEO: O encontro de Moraes com o presidente do BRB na mansão de Vorcaro, do Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes, segundo testemunhas ouvidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. Assista:

Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até sua casa porque “o homem estava lá”.

Quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna de Andreza Matais. Moraes estava acompanhado de um assessor na ocasião.

Ao chegar, o então chefe do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.

Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.

A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada, mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.

Aquele fim de semana com Paulo Henrique não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro.

O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky.

Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.

Vorcaro é conhecido por colecionar destilados e vinhos.

O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

O Metrópoles informou o ministro nesta segunda-feira, 26, sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.

  • Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília.
  • Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.
  • A compra do banco pelo BRB fracassou após reação negativa do mercado e veto do Banco Central.
  • A relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro.

Presença de Moraes demonstrava poder de Vorcaro

A presença do ministro mais poderoso da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe política sobre o alcance da influência do empresário mineiro.

Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.

O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129 milhões — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.

Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.

O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

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Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, maior número desde 2016; Nordeste lidera com 11,8 mil óbitos

Foto: PRF/divulgação

O Brasil registrou em 2024 o maior número de mortes no trânsito em oito anos, com 37.150 óbitos — alta de 6,5% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 34.881 mortes. Os dados são de levantamento da Vital Strategies com base em informações do Ministério da Saúde.

Pela primeira vez desde 2010, o Nordeste liderou em número absoluto de mortes, com 11.894 registros, superando o Sudeste, que teve 10.995, apesar de concentrar mais que o dobro da frota de veículos do país. A região também concentra metade das rodovias classificadas como péssimas em pesquisa recente da CNT.

O Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade, com 24,5 mortes por 100 mil habitantes. O Nordeste teve taxa de 20,8, enquanto o Sudeste registrou a menor, com 12,4.

Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que tem adotado medidas preventivas para reduzir a violência no trânsito, como melhorias na formação de condutores, fiscalização e infraestrutura. O governo destacou ainda programas para facilitar o acesso à CNH e incentivar bons condutores.

Com informações de Poder 360

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  1. E agora vai piorar sem precisar fazer auto escola para tirar habilitação. Vamos aguardar…

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VÍDEO: BG analisa desdobramentos políticos após Allyson Bezerra ser alvo de busca e apreensão em operação da PF

No programa Meio Dia RN desta terça-feira (27), Bruno Giovanni analisou os desdobramentos políticos após a operação da Polícia Federal no RN que teve como alvo de busca e apreesão, entre outros, o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra. Assista.

Opinião dos leitores

  1. Com certeza teve dedo De raposas felpudas a nível federal.kkkk
    Pois ele preferem um embate direita/Esquerda.

  2. Aposto o ferro de solda que o Bolsonaro usou pra queimar a tornozeleira…que o prefeito vai dizer que é perseguição política.

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Geral

“Eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, diz Fachin sobre o caso do Banco Master

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que não ficará “de braços cruzados” diante de eventuais questionamentos sobre a condução do caso Banco Master, hoje sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta terça-feira (27).

“Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, disse Fachin em entrevista à repórter Mariana Muniz, para o jornal O Globo.

O presidente da Corte também defendeu a nota institucional divulgada na semana passada em apoio a Toffoli, afirmando que o objetivo foi preservar a institucionalidade do Supremo e a regularidade da atuação do relator durante o recesso.

Pelas regras do tribunal, caberá à 2ª Turma do STF decidir se o caso permanece na Corte ou retorna à primeira instância. Fachin destacou que o Supremo e seus ministros não estão imunes a críticas.

Na segunda-feira (26), a bancada do Partido Novo apresentou notícia-crime à PGR e representação à Polícia Federal contra Toffoli, alegando “interferência atípica” no caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, porém, já havia arquivado pedidos de impedimento do ministro, afirmando que não há providências a serem tomadas no momento.

Opinião dos leitores

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Geral

Por 15 votos contra 9, Câmara de Natal decide manter processo que pede a cassação de Brisa

Foto: Elpídio Júnior

Por 15 votos contra 9, os vereadores de Natal decidiram manter o processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT) na comissão processante, em sessão extraordinária nesta terça-feira (27).

A votação foi contra o parecer da comissão especial que havia optado pelo arquivamento do processo. Além dos 15 votos a favor da manutenção do processo, 9 vereadores votaram a favor da extinção do processo, três se abstiveram e outros 2 se ausentaram da votação.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA  ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:
Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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  1. Esse caso já era para ter sido resolvido, evidencias muitas e cassação URGENTE, não dá mais para tolerar.

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Judiciário

PF desmarca depoimentos de três investigados no caso Master

Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) desmarcou os depoimentos de três investigados que seriam ouvidos nesta terça-feira (27) no inquérito que apura fraudes no Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal). Apenas um suspeito de envolvimento no esquema depôs.

Os advogados de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, ex-diretor do Master, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, disseram à delegada Janaína Palazzo que não tiveram acesso total à investigação.

Apenas o ex-diretor do Master Luiz Antonio Bull prestou depoimento. Ele foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, e desde então é monitorado por tornozeleira eletrônica. Seu depoimento foi por videoconferência.

O advogado Augusto de Arruda Botelho, que atua na defesa de Bull, afirmou a jornalistas, após a oitiva, que o ex-diretor respondeu a todas as perguntas e que sempre esteve e continuará à disposição das autoridades.

A estratégia dos advogados é similar à que foi adotada na segunda-feira (26) pela defesa de outros dois investigados. Os depoimentos foram marcados por ausências e silêncio de investigados.

Dois investigados se ausentaram dos depoimentos que aconteceram no STF. Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, deixaram de ir ao tribunal.

O superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Antes do início dos questionamentos, declarou apenas que cumpria ordens na instituição financeira.

CNN

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Polícia

OPERAÇÃO MEDERI: PF cumpre mandados contra vice-prefeito de Mossoró e outros gestores do RN

Foto: CGU

Ainda sobre a Operação Mederi, mandados de busca da Polícia Federal também atingiram o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, que na época era secretário-adjunto de saúde. Medeiros é quem vai suceder Allyson quando ele renunciar para ser candidato ao governo.

Também foi alvo prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União); o prefeito de Paraú, Júnior Evaristo; e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito. A residência do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo da operação.

Durante as diligências, dinheiro foi apreendido na casa de um dos sócios de uma empresa investigada, a  Dismed – Distribuidora de Medicamentos Ltda. Embora a PF ainda não tenha divulgado o valor até o momento, o BLOGDOBG recebeu a informação de que pode chegar a R$ 1 milhão.

A Justiça determinou medidas cautelares diversas para empresários, incluindo pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica por sócios e funcionários das empresas envolvidas.

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