Casos confirmados de dengue no RN neste ano chegam a 5.890 e chikungunya a 3.311; veja números

Sesap divulga novos números das arboviroses. Foto: Ilustrativa

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), divulgou nesta quarta-feira (11), o novo boletim das arboviroses no RN, referente ao período da semana epidemiológica 01 a 33, encerrada em 17 de agosto de 2019, foram notificados 27.817 casos suspeitos de dengue, sendo confirmados 5.890 casos, o que representa uma incidência de 799,57 casos por 100.000 habitantes.

Em 2018, considerando o mesmo período, foram 24.958 casos notificados e 11.035 confirmados, gerando uma incidência de 717,39 casos por 100.000 habitantes. Quanto à classificação, em 2019, do total de 5.890 confirmações, 5.654 casos foram classificados como dengue, 219 como dengue com sinais de alarme e 17 como dengue grave.

Chikungunya

Quanto à Chikungunya, da semana epidemiológica 01 a 33 de 2019, foram notificados no estado 9.063 casos suspeitos, sendo confirmados 3.311, representando uma incidência de 260.51 casos por 100.000 habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram notificados 2.912 casos, com 1.057 confirmações, o que significa uma incidência de 83,70 casos por 100.000 habitantes.

Zika Vírus

Com relação ao Zika vírus, da semana epidemiológica 01 a 33 de 2019, foram notificados 941 casos prováveis, o que corresponde a uma incidência de 27,05 casos por 100.000 habitantes. No mesmo período de 2018, foram 425 notificações, gerando uma incidência de 12,22 casos por 100.000 habitantes. Em 2019, nenhum caso foi confirmado e em 2018, no mesmo período, houve 49 confirmações.

A Sesap orienta a realização das ações de prevenção e educação em saúde executadas pelos municípios, bem como orienta e supervisiona o trabalho realizado pelos agentes de endemias para controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti. Além disso, são realizadas as operações de aplicação do inseticida por meio dos carros fumacê, que devem ocorrer apenas quando houver necessidade do controle de surtos e epidemias por arboviroses.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gilberto Paulo disse:

    Gostaria de saber como foram confirmados esses resultados de chikungunia e de zika, trabalho em laboratório de município do interior e minha cidade tem quase 200 amostras com resultados pendentes de realização no LACEN pra esses 2 exames. Desde o início do ano que não tem nenhum resultado por falta de kit para essas doenças. Acho que essas confirmações são por achómetro. Ou seja, subnotificações..

Prefeitura do Natal lança aplicativo contra a dengue; saiba como usar

A Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lançou, durante a Campus Party, que aconteceu de 16 a 18 de agosto em Natal, o aplicativo de smartphone “Dengue Não”, que tem o intuito do reforçar o combate ao mosquito transmissor da doença, de forma interativa e colaborativa com a população.

Na ferramenta, é possível ter recomendações sobre os mitos e verdades da enfermidade e checar recomendações de boas práticas para não facilitar a reprodução do Aedes aegypti. Além disso, a aplicativo conta com espaço para notificações de casos de dengue (com mapa interativo, espaço para denúncia e Ranking Dengue Não) e com Boletim Entomoepidemiológico das Arboviroses. Outras funções do aplicativo são os jogos educativos para diversas faixas etárias e espaço para conhecer e registrar seus sintomas.

Dentro do app, existe um ranking com pontuação e premiação para os usuários que usam a ferramenta. Para a criação do programa, a SMS envolveu setores com representantes das pastas de Promoção à Saúde, Saúde Bucal, Saúde da Criança, Saúde da Família, Departamento Vigilância em Saúde, o Centro de Controle de Zoonose, Assessoria de Planejamento, secretários adjuntos e o próprio secretário municipal de Saúde, George Antunes.

Para o coordenador de saúde bucal e do programa Saúde na Escola, Rodolfo Lira, “o ‘Dengue Não’ é uma estratégia de interação ágil, acessível e com potencial de capilaridade”. Ele afirma que “o aplicativo é bem recente e continuará sendo aperfeiçoado e a inovação que essa ferramenta traz pode ser trabalhada de muitas formas pela saúde. Acho muito relevante a criação dessa ponte de interação e colaboração ágil e acessível da população com a gestão. Agora, nós partiremos para trabalhar esse app com a população, usando nas escolas e em ações da Prefeitura do Natal, como o Participa Natal. Estamos montando um planejamento para premiar os cidadãos destaques com honra ao mérito no combate do Aedes. Esses dados de sintomas irão nos ajudar a predizer surtos e agilizar o atendimento dos usuários”.

COMO USAR

Depois de um cadastro inicial, se o usuário identificar focos de dengues em terrenos baldios ou em sua caixa d’água, por exemplo, ele deve ir no espaço “notifique” e inserir o endereço do local atingido enviando uma fotografia juntamente com os dados. Estas informações vão para um mapa interativo dentro do aplicativo. Dentre 7 a 15 dias o problema será apurado e resolvido. Também há a possibilidade de informar sintomas suspeitos de dengue e receber orientação quanto à procura de uma unidade de saúde.

O aplicativo “Dengue Não” já está disponível para aparelhos móveis com sistema operacional Android e futuramente também estará disponível para IOS. Existe também a possibilidade de acessar o aplicativo por computadores em sua versão Web, mas sem a opção de jogos. Para baixar o aplicativo, basta acessar o link Applink.com.br/colabore_natal.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lucia disse:

    Concordo, se a população não vigiar nada serve, os focos devem ser encontrados e eliminados, esse aplicativo é bom, mais se a prefeitura lançar um aplicativo dizendo: a cada foco da dengue encontrado, você pontua pata uma premiação, ai sim, não dobrará nenhum mosquito. Rsrs

  2. Aroldo Pontes disse:

    GASTO EM VÃO. Podem criarem 1000 aplicativos. Se a população não tiver o mínimo de consciência, nada resolve

ALERTA: Recomendação do MP visa combater propagação de dengue, chikungunya e zika em quatro municípios do RN

Foto: Ilustrativa

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu recomendação para que quatro Municípios adotem diversas medidas para combater arbovirores, como dengue, chikungunya e zika. As orientações são destinadas a Nova Cruz, Passa e Fica, Lagoa D’anta e Montanhas.

Os Municípios deverão realizar todos os ciclos anualmente previstos de controle e combate a essas doenças, incluindo ações educativas junto à comunidade local, considerando a porcentagem dos imóveis habitados e não habitados que já foram visitados com sucesso pelos agentes de endemias.

Para isso, é preciso que as Prefeituras garantam os veículos e o transporte dos agentes às áreas mais distantes do Município; adquiram os equipamentos de proteção individual (EPI) para esses profissionais e os insumos necessários ao trabalho (como pesca-larvas, provetas, trenas e escadas); e que promovam capacitações para as equipes, com foco no combate ao mosquito.

Outra garantia a ser dada aos agentes de endemias é que o Município adote as medidas administrativas, dentro do poder de polícia, para que possam adentrar nos imóveis habitados, a fim de verificar a existência de focos e sua eliminação, notificando prévia e amplamente a população em geral e os seus proprietários acerca do cronograma de visitação. A ação deve atingir 100% dos imóveis visitados, requisitando, se necessário, força policial para ingresso forçado. O mesmo uso do poder de polícia deve ser utilizado para que os agentes entrem nos imóveis não habitados.

O MPRN também recomendou que os Municípios providenciem a regular alimentação do Sistemas de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) em relação à ocorrência das arboviroses em cada localidade.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. carlos cunha disse:

    Interessante como esse MPRN entende de tudo. Eles poderiam abandonar seus confortáveis escritórios e trabalhar no executivo. Secretário de saúde, por exemplo, seria um promotor e por aí vai. Será que eles topariam?
    Detalhe, o salário estaria passível de atraso, igual a de todos os servidores públicos "mortais" e falíveis.

Quase mil cidades brasileiras podem ter surto de dengue, zika e chikungunya

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Novecentos e noventa e quatro municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e podem registrar surtos de dengue, zika e chikungunya.

O número, de acordo com informações do Ministério da Saúde, representa 20% das 5.214 cidades que realizaram algum tipo de estudo que classifica o risco do aumento de doenças causadas pelo vetor.

O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 revela que a incidência de casos de dengue no país entre janeiro e março subiu 339,9% em relação ao mesmo período de 2018.

Além da situação de risco, o estudo identificou 2.160 municípios em situação de alerta e 1.804 com índices considerados satisfatórios.

O ministério alertou hoje (30), em Brasília, para a necessidade de fortalecer ações de combate ao mosquito, mas avaliou que, mesmo com o aumento de casos de dengue, a taxa de incidência está dentro do esperado para o período e o país não está em situação de epidemia. O Ministério da Saúde admite, entretanto, que podem haver epidemias localizadas de dengue em alguns municípios.

Capitais

Cinco capitais estão com índice de infestação considerado satisfatório: Boa Vista, João Pessoa, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Cuiabá está classificada como em risco e outras 16 capitais estão em alerta. São elas: Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Salvador, Teresina, Recife, Belo Horizonte, Campo Grande, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus, Maceió, Aracaju e Goiânia.

Natal, Porto Alegre e Curitiba realizaram levantamento por meio de metodologia diferente (armadilha), enquanto Florianópolis e Rio Branco não enviaram informações ao ministério sobre o índice de infestação ao governo federal.

Criadouros

O armazenamento de água no nível do solo (armazenamento doméstico), como em toneis e barris, foi o principal tipo de criadouro identificado no país, seguido por depósitos móveis, caracterizados por vasos e frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. Por último, estão os depósitos encontrados em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dengue

Até 13 de abril de 2019, foram registrados 451.685 casos prováveis de dengue no Brasil contra 102.681 casos no ano passado. A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 216,6 casos para cada 100 mil habitantes. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 186,3%, passando de 66 para 123 mortes.

Zika

Foram registrados ainda 3.085 casos de zika, com incidência de 1,5 caso para cada 100 mil habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram identificados 3.001 casos prováveis da doença. Não há óbitos por zika contabilizados em 2019.

Chikungunya

Também houve 24.120 casos de chikungunya, com uma incidência de 11,6 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2018, foram 37.874 casos – uma redução de 36,3%. Em 2019, não foram confirmados óbitos por Chikungunya no país.
O levantamento

O LIRAa é classificado pelo Ministério da Saúde como um instrumento fundamental para o controle do vetor e de doenças transmitidas por ele. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante.

O objetivo do levantamento é permitir que os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito. A lista completa de cidades que participaram do estudo pode ser acessada aqui.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. manezinho disse:

    O problema nao é o virus… é o ser humano parasita que coloca lixo em terrenos baldios, e onde tb ha veiculos abandonados em terreno publico, exposto a chuva. O bairro de morro branco tem deposito de lixo de pneu na area limite de preservacao do parque das dunas, ou melhor, praticamente dentro do parque. O carroceiro e os manes colocam o lixo dentro da area limite de protecao, a prefeitura ao custo 100x maior retira pra outro local, e pagamos esse serviço de porco. Enquanto isso pneus e outros recipientes de proliferacao de mosquito se acumulam dentro da area limite de protecao, proximo ao IDEMA e IBAMA, e outras reparticoes publicas. Por sinal, a regiao tem alto indice de infestacao de dengue. Pra que tanto salario e despesa com funcionario publico e politicos, se nao conseguem resolver uma porcaria dessas. Natal ta um fim de mundo mesmo.

    • Ceará Big World disse:

      Culpar o povo é fácil. Dilma foi a responsável por mandar soltar os mosquitos que estavam presos nas universidades federais esquerdistas.

Com 322 mil casos no país, dengue tem alta de 29% em duas semanas

Divulgação/Fiocruz

O número de casos de dengue no país subiu 29% em duas semanas, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. Até 30 de março, foram contabilizadas 322.199 infecções, com 86 mortes. Em 16 de março, eram 229.064. Em relação ao ano passado, a elevação é bastante expressiva: 303%. No mesmo período do ano passado, haviam sido registrados 51 óbitos.

O maior número de casos da doença está na região Sudeste, com 66,3% do total do País. Em seguida, vem o Centro-Oeste (17,4%), o Nordeste (7,5%), Norte ( 5,4 %) e Sul (3,4%). A maior relação de casos por habitantes foi registrada em Tocantins (687,4 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (518,6 casos/100 mil hab.), Goiás (479,0 casos/100 mil hab.), Acre (467,9 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (387,8 casos/100 mil hab.) e Espírito Santo (303,9 casos/100 mil hab.).

O Estado mostrou que pelo menos 94% dos municípios paulistas já foram notificados sobre casos de dengue este ano. Do total de 645 cidades, em 606 ao menos uma pessoa apresentou os sintomas da doença de janeiro a março, conforme dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado. No mesmo período do ano passado, 545 cidades (84,5%) haviam tido dengue.

Campinas confirma 3,5 mil casos e morte de bebê de 5 meses por dengue

Um bebê de cinco meses morreu após contrair a dengue, em Campinas, interior de São Paulo. A morte, confirmada na segunda-feira (15), é a primeira pela doença na maior cidade do interior paulista, mas há outro óbito em investigação. A Secretaria de Saúde divulgou novo balanço da dengue, que já infectou 3.578 pessoas no município. Em uma semana, foram confirmados 1.530 casos, o que mostra o avanço da doença. Há ainda 2.151 casos suspeitos.

O bebê que faleceu, do sexo feminino, morava com a família na região sul da cidade e foi atendido em unidade da rede particular. Já o óbito investigado é de uma universitária de 19 anos. A Vigilância Epidemiológica informou ter intensificado as ações de prevenção, como a nebulização, nas áreas mais atingidas. Desde julho de 2018, segundo o órgão, 410 mil imóveis foram visitados pelas equipes que atuam no combate à dengue. Ao menos 40 mil criadouros foram removidos.

Em Araraquara, região norte do Estado, o número de casos de dengue confirmados este ano subiu para 7.493, conforme boletim divulgado pela prefeitura. Em uma semana, ouve mais de mil infectados. Cinco mortes já foram confirmadas. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os números indicam que o pico da epidemia já passou. Foram contabilizados 2,7 mil casos em janeiro, outros 3,8 mil em fevereiro, ponto alto da doença, caindo para 1,4 mil em março. A prefeitura informou ter reforçado as ações preventivas.

 

Com informações do Estadão

Sesap divulga casos de dengue, Zika Vírus e Chikungunya no RN

Sesap divulga novos dados das arboviroses no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), divulgou nesta quinta-feira (04), o boletim das arboviroses no RN referente ao período da semana epidemiológica 01 a 13, encerrada em 30 de março de 2019. Ao total, foram notificados 2.727 casos suspeitos de dengue, sendo confirmados 624, o que representa uma incidência de 78,38 casos por 100.000 habitantes. Em 2018, considerando o mesmo período, foram 4.682 casos notificados e 1.509 confirmados, gerando uma incidência de 134,58 casos por 100.000 habitantes.

Quanto à classificação, do total de 624 confirmações em 2019, 604 casos foram classificados como dengue, 18 como dengue com sinais de alarme e 2 como dengue grave. No mesmo período de 2018, dos 1.509 casos confirmados, 1.455 foram classificados como dengue, 49 como dengue com sinais de alarme e 5 como dengue grave.

Zika Vírus

Com relação ao Zika vírus, da semana epidemiológica 01 a 13 de 2019 foram notificados 54 casos, o que corresponde a uma incidência de 1,55 casos por 100.000 habitantes. No mesmo período de 2018, foram 209 notificações, gerando uma incidência de 6 casos por 100.000 habitantes.

Chikungunya

Quanto à chikungunya, em 2019 foram notificados no estado 297 casos suspeitos, sendo confirmados 98, representando uma incidência de 8,54 casos por 100.000 habitantes.
Em 2018, no mesmo período, foram notificados 647 casos, com 127 confirmações, o que significa uma incidência de 18,60 casos por 100.000.

Prevenção

A Sesap realiza ações de prevenção e educação em saúde, bem como orienta e supervisiona o trabalho realizado pelos agentes de endemias dos municípios para controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti. Além disso, são realizadas as operações de aplicação do inseticida por meio dos carros fumacê, que devem ocorrer apenas quando houver necessidade do controle de surtos e epidemias por arboviroses.

De acordo com a subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, “é necessário que a população tome as medidas de prevenção à proliferação do mosquito: receber o agente de saúde em suas residências, eliminar água de vasos de flores, tampar tonéis e tanques, não deixar água acumulada, lavar semanalmente depósitos de água, manter caixas de água e tanques devidamente fechados e colocar o lixo em sacos plásticos, mantendo a lixeira fechada, entre outras”.

 

Macau e Guamaré: MPRN recomenda medidas para acompanhar casos de dengue, chikungunya e zika vírus

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou às Secretarias Municipais de Saúde das cidades de Macau e Guamaré que providenciem a regular alimentação dos Sistemas de Informações em Saúde (Sinan), para garantir a notificação em tempo oportuno dos casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (27).

Para isso, o poder executivo municipal deve providenciar a instalação de computadores com acesso à internet e servidor responsável para alimentação regular do Sinan, além da capacitação dos profissionais. As secretarias de saúde também devem realizar os seis ciclos anuais de controle da dengue para estar de acordo com a normatização vigente e as orientações do Ministério da Saúde, para reduzir o Índice de Infestação Predial para percentual abaixo de 1% .

Além disso, é preciso formalizar a implantação dos Comitês de Ações Intersetoriais para mobilização das ações de combate ao mosquito e realizar o monitoramento e as supervisões semanais no controle das atividades, através das ações dos agentes de endemias, com a garantia dos veículos e do transporte dos profissionais até as áreas mais distantes, entre outras medidas.

A recomendação do MPRN também prevê a elaboração de Decreto Municipal de apoio às ações da Vigilância Sanitária, para amparar legalmente ações de campo no acesso aos imóveis fechados, abandonados ou com acesso não permitido pelo morador.

As secretarias das duas cidades têm o prazo de 30 dias para informar ao Ministério Público as providências adotadas para garantir o cumprimento da recomendação. Em caso de não acatamento, serão adotadas medidas judiciais cabíveis.

Saúde divulga novos dados de dengue, zika vírus e chikungunya no RN; aumento de casos e óbitos

O mais recente Boletim Epidemiológico divulgado pelo Programa Estadual de Controle da Dengue (PECD) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) aponta que no Rio Grande do Norte foram notificados 52.750 casos suspeitos de dengue em 2016, até a semana epidemiológica número 23 (término em 11/06/2016).

Os números representam uma incidência acumulada de 1.634,04/100.000 hab e de acordo com o PECD houve um aumento importante no percentual quando comparado com o mesmo período de 2015, quando foram notificados 24.553 casos suspeitos e incidência de 760,58/100.000 hab.

Dos casos notificados, 7.523 (14,26%) foram confirmados, 7.440 para dengue, 72 como dengue com sinais de alarme e 11 como dengue grave. Em 2015 no mesmo período foram confirmados 5.389 (21,95%), para dengue foram 5.332, dengue com sinais de alarme foram 48 e 9 como dengue grave.

Em 2016, 122 (73,1%), dos municípios apresentam uma alta incidência acumulada de dengue, que são municípios que notificaram mais de 300 casos da doença por 100.000 habitantes. 31 (18,6%) com média incidência, 13 (7,8%) com baixa incidência e 1 município (0,6%) silencioso, ou seja, não notificou nenhum caso suspeito de dengue nesse período.

A SESAP-RN alerta para a importância de sensibilizar os profissionais de saúde para a responsabilidade de notificar todos os atendimentos que se enquadrarem na definição de caso suspeito de doenças de notificação compulsória definidas pelo Ministério da Saúde através da Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016.

Chikungunya

No RN foram notificados 11.707 casos, sendo 1.559 confirmados. A 7ª Região de Saúde (Extremoz, Macaíba, Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante) concentra o maior número de casos notificados, seguida pela 2a (Mossoró) e 4a (Caicó) Regiões.

A incidência da doença no ano 2016, considerando a população de 100 mil habitantes, mostra que os indivíduos mais atingidos pela febre de chikungunya são menores de 4 anos e adultos acima de 50 anos. Esse comportamento aponta para a gravidade da doença nesses grupos etários, tendo em vista que nos menores as defesas imunológicas estão em construção e nos maiores de 50 anos, encontra-se grande número de pessoas com outras doenças de base que, associadas ao CHIKV, podem agravar o quadro da doença, podendo mais facilmente evoluir para óbito.

Zika

Até o momento, foram notificados este ano, 4.250 casos suspeitos de zika-vírus, sendo 4 casos confirmados. No ano de 2015, para o mesmo período, foram 4.133 casos notificados e 73 confirmados.

Óbitos Notificados como Dengue, Zika e Chikungunya

No ano de 2015 e 2016, foram notificados 23 e 121 óbitos respectivamente. Dos óbitos notificados em 2016 para os agravos acima citados,após investigação e exames específicos, os óbitos tiveram a seguinte classificação final : 2 confirmados para dengue grave, 4 chikungunya, 4 para zika e 111 em investigação, tabela 6. Somando um total de 10 óbitos encerrados.

Sesap realiza coletiva nesta quinta para falar de casos de microcefalia, dengue, zika, chikungunya e gripe H1N1 no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) realiza na tarde desta quinta-feira (31) uma coletiva de imprensa, às 15h, na Sala de Situação (7° andar – Av. Deodoro da Fonseca, 730, Centro) para tratar dos casos de microcefalia, dengue, zika, chikungunya e gripe H1N1 no Rio Grande do Norte.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nice disse:

    Se não houvesse tamanhos desvios das verbas, e diminuíssem os salários dos marajás com apelidos de políticos…a saúde, a educação e segurança, seriam bemmmmmm melhores..Isso é fato!!!!

Saúde confirma 5,4% dos casos notificados de dengue no RN

aedes-aegyptiA Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou, até o momento, 5,24% dos casos notificados de dengue até o momento. No mais recente relatório divulgado pelo Núcleo Estadual de Vigilância das Arboviroses da secretaria, constam 1.025 confirmações, entre os 19.546 casos notificados.

Num comparativo com o ano de 2015, as notificações de 2016 estão acima 142,60% até o momento. Os números da semana epidemiológica 10 apontam para 5 casos de dengue grave, 545 inconclusivos e 486 descartados. A Sesap confirmou 2 óbitos por dengue grave este ano e investiga 31.

Com relação à febre transmitida pelo zika vírus, foram confirmados 7 casos, dos 1.396 notificados. No ano anterior foram notificados 177 casos e nenhum confirmado. A semana epidemiológica 10 relata 20 casos confirmados de chikungunya dos 1.151 notificados. Em 2015 foram 3.045 notificações.

Diante da situação, a secretaria vem intensificando as ações e estratégias de combate ao aedes aegyptae, vetor transmissor das doenças. Os aplicativos Observatório da Dengue, desenvolvido em parceria com a UFRN, e o Aedes na mira estão colaborando para que a população denuncie focos do mosquito. Na Sala de Situação, instalada no 7º andar da Sede da Sesap, uma equipe multidisciplinar recebe as denúncias e as encaminha para os municípios correspondentes, numa ação permanente de monitoramento.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Você sabia? Natal vive a maior epidemia de dengue desde 2008, já são 4068 casos notificados até a 10º semana de 2016 (12/03) , ai não estão inclusos as notificações de Chicungunya e Zika virus. Com relação a 2015 houve aumento de 268% no numero de casos notificados, no mesmo período de 2015 foram 1518. Comparando com o mesmo período de anos anteriores a situação fica ainda mais critica: 2011: 664 , 2012: 897,
    2013: 356 , 2014: 545
    A prefeitura de Natal realizou um concurso publico para o cargo de Agente de combate a endemias em 2014, foram oferecidas 265 vagas para substituir 134 agentes que trabalhavam em regime de contrato de trabalho. Até o momento foram convocados 114 aprovados, 111+3 PNE, sendo que segundo informações internas nem metade desses convocados estão trabalhando diretamente no combate ao mosquitos nas ruas e residências, foram locados no Centro de zoonozes. Desse modo existe um déficit enorme no numero de agentes de combate a endemias nas ruas, isso se traduz na situação crítica de epidemia que a cidade enfrenta, tenho certeza que você conhece pelo menos meia dúzia de pessoas que já contraiu o vírus nas últimas semanas.
    É lógico que a maior responsabilidade é da população, já que 80% dos focos do mosquitos estão nas residências, dessa forma sâo muito importante sim as campanhas de conscientização que a prefeitura realiza, como entrega de panfletos, mutirões, propagandas na tv, rádio e internet, porém a ferramenta mais importante ao meu ver são mais pessoas nas ruas destruindo os focos do mosquito.
    Já fomos avisados pela prefeitura que não haverá convocação de nenhum aprovado esse ano, o que me causa muita preocupação , pois nem chegamos ainda no período chuvoso, estamos ainda na metade do terceiro mês do ano e já temos mais da metade do numero de notificações de todo 2015, 7.779. Triste saber que o poder público não dá pra saúde(vigilância epidemiológica) a mesma atenção que dá pra outras áreas. Há uma necessidade urgente de convocação de todos os 151 aprovados restantes, não estamos pedindo um favor pra gente e sim pra população!
    ‪#‎ConvocaçãoJá‬ ‪#‎TodosContraoAedes‬

Audiência discute combate ao zika e assistência a bebês com microcefalia

unnamed (2)Os riscos do zika vírus e o combate ao mosquito Aedes Aegypit foram temas de discussão na tarde desta segunda-feira (14), na Assembleia Legislativa. Por iniciativa do deputado Carlos Augusto Maia (PT do B), o Legislativo reuniu parlamentares e representantes do Poder Público para tratar sobre o problema no Rio Grande do Norte. Para os participantes, é necessária a conscientização da população sobre os riscos, ações diretas por parte dos potiguares e um trabalho para se acabar com a
subnotifcação de casos.

De acordo com a coordenadora de Promoção à Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, Cláudia Frederico, o estado já tem 373 casos de microcefalia com suspeita de associação ao zika vírus, transmitido através do Aedes Aegypit. O trabalho de monitoramento tanto sobre os focos de Aedes quanto dos casos de microcefalia, de acordo com ela, dependem da interação do estado com os municípios, mas os dados ainda não são repassados de maneira satisfatória.

“Há um problema sério de subnotificações e buscamos os dados com os gestores nos municípios diuturnamente. Para se fazer a saúde, a parte administrativa e de gestão é fundamental. Sem informação, sem dados, é difícil se trabalhar”, reclamou Cláudia Frederico.

Para minimizar os casos de subnotificações, a maternidade Januário Cicco busca o cruzamento de dados com outros hospitais universitários do país. Na área tecnológica, aplicativos para telefones celulares e tablets também são usados como meio para interação e monitoramento junto à população. Com os dados, é possível. inclusive, faze o planejamento para melhoria dos atendimentos de mulheres que têm o risco de darem à luz crianças com microcefalia.

“Fazemos o monitoramento porque é uma forma também de direcionarmos melhor nossas ações em prol da vida e saúde dessas mulheres e desses bebês”, explicou o diretor da Januário Cicco, Kleber Morais.

Além dos problemas de monitoramento, os investimentos na área de Saúde também foram alvos da discussão. O deputado Ricardo Motta (PSB) cobrou a ampliação dos atendimentos com a construção de um hospital voltado para a mulher em Natal, que atenderia todo o Rio Grande do Norte. O pedido, de acordo com o parlamentar, foi encaminhado ao governador Robinson Faria (PSD) e ao secretário de Saúde, Ricardo Lagreca. Por outro lado, os recursos federais voltados à área foram foco do Ministério Público.

A promotora Iara Pinheiro solicitou que o deputado Rafael Motta (PSB), que estava presente à reunião, trabalhasse junto à bancada potiguar e demais deputados do país para evitar que um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias resultasse no contingenciamento de R$ 11 bilhões para a área de Saúde. Segundo ela, é necessário o trabalho para que o veto seja derrubado e outros recursos voltados à prevenção de casos de zika sejam liberados.

“A Câmara Federal deve derrubar esse veto. É um direito e uma obrigação. E também deve se apropriar da questão (prevenção ao zika) e cobrar do Ministério de Desenvolvimento Social a compra de repelentes às mulheres grávidas que são beneficiadas pelo Bolsa Família. Há R$ 300 milhões para este fim e não vemos essa distribuição”, cobrou a promotora.

Em resposta ao pedido da promotora, o deputado Rafael Motta garantiu que é importante que ocorra a conscientização da população e que o Governo Federal atue no combate ao mosquito transmissor, assim como na ajuda à prevenção de contaminação por parte das gestantes.

“Promotora, com toda certeza, votaremos pela derrubada deste veto. Em um momento como esse não podemos contigenciar recursos para a área de Saúde”, disse o deputado.

Propositor da audiência, Carlos Augusto Maia (PT do B) comemorou o nível do debate travado na Casa, que também contou com a participação de profissionais que atuam na área de saúde da sociedade civil organizada. Para o parlamentar, ainda há muito o que se discutir sobre essa questão e é imperativo que a população e também os municípios tomem consciência para contribuir com o combate ao mosquito.

“Ainda há muito desconhecimento, falta de informações e queremos usar nosso mandato aqui na Assembleia no sentido de disseminar informações corretas sobre o zika vírus e a microcefalia, além de propor políticas públicas para a reabilitação das crianças vítimas da microcefalia. Queremos engajar os diversos segmentos da sociedade e minimizar os impactos desse vírus na Saúde pública do Rio Grande do Norte, que está preocupado com a situação. Precisamos unir forças e estreitar os laços para conseguir os objetivos”, disse o deputado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vasconcelos disse:

    Façam um teste: entrem em contato com qualquer endereço eletrônico ou telefone indicado pelo governo, para denúncia de áreas de risco. Eu tentei e… nada! Parece piada. Essas reuniões só servem para divulgação na mídia. Na prática, não está sendo feito nada de efetivo.

[VÍDEO] Prefeitura de Parnamirim comprou 10 mil camisas que matam o mosquito da dengue; faltou só o certificado de garantia

Polêmica grande em Parnamirim com a compra de um Kit de prevenção contra o Aedes Aegypti.

Na sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira 8, o vereador Antônio Batista, do PMDB, garantiu que Parnamirim já possui um sistema de prevenção à picada do mosquito Aedes aegypti: uma camisa que pode ser lavada 30 vezes que, ainda assim, protege as pessoas e ainda mata o inseto. De acordo com ele, a camisa faz parte de um kit que será entregue aos alunos da rede municipal.

Pra contextualizar, essas camisas fazem parte de um lote de 10 mil camisas comprados pela Prefeitura de Parnamirim que afastam o mosquito. Mas, pelo visto, faltou o certificado de garantia de que a vestimenta realmente funciona.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Roberto Carlos disse:

    Homi, seu minino! O ex-Prefeito Agnelo, deve tá se bulino todim no túmulo!
    Não porquê ele fosse um exemplo de correção; mas sim, porquê num teve essa idéia quando foi Prefeito!
    E tá agora vendo, lá d.. ……. … ……..! O vereador Batista "Grande Sumidade" defendendo essa grande solução, para o fim definitivo da Dengue, Chicungunha e Zica; em todo o mundo.
    O melhor de todo, foi ver a cara dos edis, Parnamirinenses, frente a esse absurdo.

  2. Val Lima disse:

    Rapaz não tenha dúvida !!! Essa vai parar no Fantástico da Rede Globo….kkkkk

  3. entediado disse:

    bota camisinha contra picadura de mosquito.

  4. João Alcantara de Melo disse:

    Absurdo! Não sei como a população de Parnamirim elege uma criatura dessas. Não sabe nem falar direito. Absurdo!!!! O bom é que essa camisa não só repele, mas mata o mosquito! Kkkkkkkkkkk meu Deus! Estamos perdidos, a PresidentA diz que A mosquita é que pica, aí vem um vereador desse e sai com essa explicação para o absurdo gasto de 800 mil reais em 10 mil camisas e 10 mil revistas… Não seria melhor investir esse dinheiro em ações de combate ao mosquito. Ministério público não atua em Parnamirim Pq tem muitos interesses na prefeitura!!!! Acorda PARNAMIRIM.

  5. Suely Roriz Pantoja disse:

    Era so o que faltava!

  6. Laís disse:

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Não têm mais o que inventar essa prefeitura! DESESPERADOS ??????

  7. FDP disse:

    Isso é só mais uma, vai lá na Secretaria de Trânsito e vê onde está sendo feito esse "monitoramento", deve ser no mesmo lugar onde foi parar o dinheiro dessas camisas.
    Prefeitura instala câmeras de monitoramento no litoral
    http://www.parnamirim.rn.gov.br/newsItem.jsp?p=3407

  8. Francisco de Assis Xavier disse:

    Bruno, uma pergunta, porque até hoje o MPRN não atua contra a Prefeitura de Parnamirim? já existe varios motivos para atuar e nada faz, estão todos na mão do Prefeito

  9. Verdade seja dita disse:

    Conta outra que já estou quase dormindo.

  10. Márcio Macedo disse:

    Só pode ser uma brincadeira do vereador. Kkkkkkkk

  11. lima disse:

    Piada, já vi de tudo na vida.

Vacina contra dengue do Butantan inicia última fase de testes

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Foto: Roberto Stuckert Filho

Dilma reforçou a preocupação do governo com o vírus da zika, além da dengue. “O desafio é chegar à vacina contra o vírus da zika. Um dos caminhos é esse, de transformar a vacina da dengue de tetravalente em pentavalente, que cobriria também o da zika, ou desenvolver uma exclusiva para esse fim”, observou.
A ideia da vacina pentavalente é colocar o vírus da zika em um a espécie de “invólucro” do vírus da dengue e acrescentar à vacina já existente da dengue, mas a pesquisa ainda está em estágio bastante inicial.
Segundo o secretário de saúde do estado de São Paulo, David Uip, não faltarão verbas para estudos que levem ao desenvolvimento da vacina pentavalente, bem como de outros trabalhos correlatos, como os anticorpos monoclonais como tratamento da zika.
Ao todo, o governo federal anunciou que pretende investir R$ 300 milhões durante os próximos cinco anos na fase final de desenvolvimento da vacina de dengue. Um terço da verba sairá do orçamento Ministério da Saúde — acordo que foi assinado nesta segunda.
Os outros dois terços, que ainda estão sendo negociados, podem sair do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Investimento em soro contra zika
Outros R$ 8,5 milhões foram anunciados pela presidente para financiar o desenvolvimento do soro contra zika, destinado a grávidas já infectadas pelo vírus.
Segundo o médico imunologista Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, o desenvolvimento do soro pode ser mais rápido que o da vacina. A diferença entre a vacina e o soro é que, enquanto a vacina estimula o organismo a desenvolver anticorpos contra o vírus, o soro tem a função de neutralizar o vírus já presente no organismo da pessoa infectada. Ou seja, ele já contém os anticorpos prontos para atacar o vírus.
Kalil observa que o modo de desenvolvimento do soro anti-zika deve ser parecido com o que se usa para produzir o soro contra raiva. “Primeiro é preciso cultivar o vírus em células e inativar esse vírus. Depois, ele é usado para imunizar um cavalo, como se estivesse fazendo uma vacina no animal, que passa a produzir anticorpos contra o vírus. Em seguida, pego o plasma do sangue do cavalo com os anticorpos, trago para a fábrica e purifico para selecionar só aqueles específicos contra o vírus.”
A pesquisa da vacina contra dengue é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.
Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento.
Fases da pesquisa
Nesta etapa de testes, dois terços dos voluntários receberão a vacina e um terço receberá placebo. O objetivo é verificar, depois de um período, se o grupo que foi vacinado teve uma redução considerável de casos de dengue em comparação ao grupo de controle. Isso permitirá verificar a eficácia da vacina.
Segundo estimativa do Instituto Butantan, todos os 17 mil voluntários devem ser vacinados em até um ano. A instituição acredita ser possível que a vacina esteja disponível para registro até 2018.
Até agora, 900 pessoas já receberam a vacina nas fases anteriores de testes clínicos: 600 pessoas na fase 1 e 300 na fase 2. Esses testes permitiram concluir que a vacina é segura e é capaz de induzir no organismo a produção de anticorpos contra os quatro vírus da dengue.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Moreira disse:

    Só falta agora desenvolver a vacina contra o lulismo e petismo, duas doenças ainda muito disseminadas e que afeta o poder de julgamento e discernimento das pessoas infectadas.

Saúde divulga novo boletim da Dengue, Chikungunya e Zika vírus no Estado

Segundo boletim divulgado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap, no Rio Grande do Norte, foram notificados 1.820 casos suspeitos de dengue de 03 a 30 de janeiro de 2016 (até a semana epidemiológica 04), dos quais 111 foram confirmados. Em relação ao ano passado, no mesmo período, se observa um aumento de 37,57% com relação à notificação.

De acordo com a Subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, Kristiane Fialho, de 03 a 30 de janeiro do ano de 2016, o estado somou nove municípios com alta incidência acumulada de dengue, que são municípios que notificaram mais de 300 casos da doença por 100.000 habitantes. São 104 municípios silenciosos, ou seja, não notificaram nenhum caso suspeito de dengue nesse período acima citado.

Isso aponta para uma subnotificação de casos suspeitos e indica necessidade de sensibilizar os profissionais de saúde para a responsabilidade de notificarem todos os atendimentos que se enquadrarem na definição de caso suspeito para dengue definido pelo Ministério da Saúde. “Pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo dengue ou que tenha a presença de Aedes Aegypti que apresente febre, usualmente entre 2 a 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantemas, mialgias, artralgia, cefaleia, dor retroorbital, petéquias ou prova do laço positiva e leucopenia.”

O cenário epidemiológico da dengue em nosso estado revela um aumento de óbitos notificados em 150%, caracterizando uma situação preocupante. No período de 03 a 30 de janeiro de 2016 (até a semana epidemiológica 04), foram notificados dois óbitos em 2015 e cinco óbitos em 2016. Entretanto, esses óbitos ainda estão em investigação.

Já foram realizadas ações de UBV pesado nos municípios de Natal (zona norte), Caicó, Umarizal, Martins e hoje serão iniciadas essas ações nas cidades de Lajes, Jandaíra, Guamaré e Pendências. Continuando após o carnaval em Cerro Corá, Florânia, Parelhas, Santana do Matos e Pedro Avelino. Outros municípios estão sinalizando a possível necessidade e a equipe estadual irá analisar se enquadram nos requisitos necessários para realização de UBV pesado ou costal.

Casos de febre do Zika e Chikungunya no RN

Em 2016 foram notificados 221 casos de febre do Zika, porém todos ainda em investigação. No ano de 2015 há um total de 6.640 casos notificados suspeitos de Febre de Zika em 81 municípios com 73 casos confirmados por critério laboratorial.

Em relação à Chikungunya, em 2016 ainda não foi registrada nenhuma notificação. Em 2015 foram 4.076 notificações de casos suspeitos, sendo nove confirmadas no município de Natal.

Em pronunciamento, Dilma pedirá ajuda da população para combater Aedes aegypti

dilma_dengueAté a próxima quarta-feira (3), a presidenta Dilma Rousseff fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para pedir que a população ajude no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e Zika. O intuito é fazer um “chamamento” para a única forma atual de evitar a disseminação das doenças, que é a eliminação do inseto.

O vídeo foi gravado na tarde de hoje (1º). De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o objetivo do pronunciamento de Dilma é “despertar as pessoas que a única vacina” contra o mosquito é a conscientização de que todos os criadouro do inseto devem ser eliminados.

Dilma se reuniu no fim da tarde de hoje com vários ministros e presidentes de empresas estatais para, nas palavras do ministro, fazer um “toque de alerta” para que todo o governo esteja envolvido na mobilização contra o mosquito e para que a campanha seja permanente.

Fonte: Agência Brasil

Nova Cruz faz mutirão e dá exemplo na luta contra o Aedes Aegypti

A prefeitura de Nova Cruz, através da Secretaria Municipal de Saúde, atendeu a convocação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) e além de aderir ao Plano Estadual de combate ao Aedes Aegypti, realizou mutirões contra o mosquito responsável por transmitir doenças como a Dengue, Chikungunya e Zika – microcefalia.

Durante todos os dias do mutirão, que aconteceu nas duas últimas semanas do ano, os profissionais de saúde das Estratégias Saúde da Família, NASF, CAPS AD III, Centro de Especialidades e os agentes de endemias e comunitários de saúde atuaram na cidade, visitando residências e estabelecimentos comerciais, realizando o trabalho de prevenção e de tratamento focal, utilizando larvicida, e prestando orientação sobre os hábitos do vetor, e sobre sintomas da dengue, zica e chikungunya.

O objetivo foi conscientizar a população sobre os perigos que envolvem essas doenças, bem como sobre a importância de se trabalhar intensamente o combate ao mosquito vetor, através de medidas simples como o descarte correto dos materiais que podem acumular água parada, e orientando a população sobre como fazer a limpeza eficiente de tanques armazenadores de água.

O mutirão aconteceu no período de 17 a 29 de dezembro de 2015 e atuou nos bairros Salgado, São Judas, São Sebastião, Santa Luzia, Frei Damião, Planalto, Catolé, Nova Descoberta e Cidade do Sol, considerados os bairros que apresentaram um maior número de focos do mosquito. A Secretária de Saúde, Rita de Cássia Rodrigues, esteve à frente das ações e alertou para o fato de que “Em Nova Cruz, cerca de 90% dos focos do mosquito Aedes Aegypti estão dentro das residências, em especial nos tanques armazenadores de água.

Por isso torna-se urgente que ações dessa natureza sejam realizadas, para que assim possamos vencer o mosquito e todos os problemas a ele relacionados”. A Secretária ainda destacou que o trabalho de combate ao mosquito vai continuar sendo efetivado pela Prefeitura durante todo este ano. A intenção é conter a proliferação do mosquito e inibir o avanço das enfermidades causadas pelo vetor.