Saúde

Ministério da Saúde altera critérios de confirmação de mortes por covid e faz registro nas últimas 24 horas diminuir; veja mudanças


Foto: Arte/G1

Nesta terça-feira (23), dia em que o Brasil bateu novamente o recorde de mortes por Covid-19 confirmadas em 24 horas, o Ministério da Saúde alterou a ficha dos pacientes no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

A informação é de técnicos responsáveis por preencher diariamente as atualizações sobre novos óbitos causados pela doença. Segundo esses técnicos, os dois principais impactos da nova ficha foram:

a falta de aviso prévio por parte do Ministério da Saúde às secretarias – ao contrário do que ocorreu em julho de 2020, quando havia ocorrido a última mudança;

e a exigência de preenchimento obrigatório de novos campos (veja, abaixo, quais são) – para os técnicos, isso pode aumentar o atraso entre a ocorrência das mortes e o registro delas no sistema, para que constem do balanço oficial diário.

O Sivep-Gripe é o sistema oficial onde todas as novas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) devem ser compulsoriamente notificadas desde 2009 (leia mais a final da reportagem). Em 2020, com a pandemia do novo coronavírus, ele passou a ser usado também como a fonte oficial das mortes confirmadas por Covid-19.

A TV Globo procurou o Ministério da Saúde para confirmar se a mudança foi combinada com as secretarias estaduais e municipais, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.

Em nota enviada à TV Globo, a secretaria-executiva do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) afirmou que os novos campos já estavam sendo discutidos anteriormente, mas ocorreu “falta de comunicação adequada” no momento em que a mudança foi oficialmente instituída.

“Por este motivo, solicitamos a retirada desses campos como obrigatórios por enquanto”, diz o conselho.

Saiba quais são as mudanças

A nova ficha distribuída às vigilâncias de saúde municipais e estaduais trouxe uma série de mudanças. Foi incluído, por exemplo, um campo para informar se o paciente pertence a uma comunidade tradicional. Outros campos, por outro lado, foram excluídos – caso do histórico de viagem internacional.

Outras alterações, no entanto, devem afetar mais diretamente o trabalho de preenchimento do sistema, como a obrigatoriedade de informar:

o número do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS);

se o paciente é brasileiro ou estrangeiro;

e se já foi vacinado contra a Covid-19.

Todos esses campos inexistiam na versão anterior da ficha, em utilização desde julho de 2020.

Além disso, o campo do número do CPF, que antes era considerado “essencial”, passa a ser obrigatório. Caso o paciente não tenha o CPF em mãos, é obrigatório preencher o Cartão Nacional do SUS. A única exceção para essa obrigatoriedade refere-se aos pacientes declarados indígenas na ficha.

Instabilidade na terça-feira

Nesta quarta-feira (24), pelo menos dois governos estaduais e um municipal relataram que houve queda na notificação de novas mortes devido às mudanças no sistema.

Em São Paulo, o governo afirmou que “a medida pegou os municípios de surpresa, fazendo com que muitas cidades não conseguissem registrar todos os óbitos no sistema nacional oficial”.

“Além disso, muitas cidades reportaram à Secretaria de Estado da Saúde instabilidade do sistema desde a tarde de ontem [terça], também dificultando a inserção de dados.”

Na terça, São Paulo confirmou 1.021 óbitos, principalmente por causa do represamento no fim de semana, que é mais alto do que nos dias úteis.

Nesta quarta, porém, foram 281 óbitos confirmados em 24 horas, número mais baixo para este dia da semana desde 17 de fevereiro – e bem inferior à média móvel registrada nesta terça, de 532 mortes diárias. Com a queda na produtividade, a média também caiu para 484.

Em Mato Grosso do Sul, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que as 20 novas mortes confirmadas em 24 horas não representam a “realidade”.

“Nós estamos tendo muito mais óbitos que esses anunciados hoje. Mas é porque o sistema, chamado Sivep, está com oscilação, está dificultando a inserção de dados, e certamente amanhã nós vamos ter um número elástico de óbitos, já que a nossa média móvel já ultrapassou a 30 óbitos por dia”, afirmou o secretário de Saúde de MS, Geraldo Resende.

“E a gente sabe que esse número de hoje está a menor do que o que aconteceu nos últimos dias por essa oscilação do sistema do Ministério da Saúde.”

No Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Porto Alegre também confirmou em nota “que enfrenta problemas para inserir dados sobre o coronavírus no sistema Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde” e que a situação ocorre desde terça-feira.

Segundo a prefeitura da capital gaúcha, “a instabilidade possivelmente tem causado represamento nos dados”, já que hospitais da cidade também submetem dados ao sistema.

A prefeitura diz que “apura mais informações sobre o atraso” e que o “Ministério da Saúde informou ao município que ‘estão tentando localizar o problema e resolver o quanto antes'”.

Impacto na contagem de mortes

A ficha do Sivep-Gripe é válida para todos os hospitais e vigilâncias municipais do país. A ficha do paciente vai sendo preenchida conforme o ele evolui e novas informações são obtidas – como o resultado de exames, a necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou de ventilação mecânica, além da data da alta ou do óbito.

Segundo técnicos que são usuários do Sivep, em mudanças anteriores da ficha, não houve necessidade de preenchimento retroativo de novos campos para pacientes que já constavam do sistema.

Coordenador do InfoGripe – plataforma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que desde antes da pandemia já usava o Sivep-Gripe para rastrear os casos de SRAG no Brasil –, Marcelo Gomes explica que a mudança vai afetar no atraso de notificação de casos e de óbitos.

Segundo ele, “é uma mudança que facilita a limpeza de duplicidades e identificação de casos suspeitos de reinfecção, mas o impacto na ponta é muito grande por conta da falta de acesso fácil ao CPF e CNS de todos os pacientes internados”.

Ele explica que “diversos pacientes buscam atendimento apenas com RG, tornando a ausência de acesso ao CPF importante. Nesses casos, torna-se necessário o agente de saúde pesquisar o CNS do paciente, caso já tenha sido cadastrado ou efetuar o cadastro do CNS caso contrário”.

Para Gomes, a mudança “tende a atrasar ainda mais o registro, aumenta a carga de trabalho, por ter que buscar o CNS do paciente que não apresentar CPF, e corre-se o risco de perda de registros por conta disso”.

G1

Opinião dos leitores

  1. A ditadura queria esconder ao surto de meningite e o Bozo quer agora reeditar essa "façanha" com a Covid-19. Não cola!!!
    #ForaBolsonaro

  2. Maus fácil seria fazer como a Correia dó Norte. Não tem covid-19 e pronto. Se não tem não tem mortes. 🤔🤔

    1. Se tiver um GENOCIDA nessa pandemia é sua Governadora, que recebeu muito dinheiro do Governo Federal e não providenciou UTI suficiente para a população, ainda fechou as que abriu. Mais de 500 morreram sem acesso a uma UTI, isso é que poderia ser chamado de Genocídio.

  3. Muito bom, tem gente morrendo de diversas doenças e infectados com a covid. Tem que separar morte por covid e morte com covid.

    1. Incluir CPF como obrigatório é querer esconder os fatos? Entendi. Obrigado por nos iluminar com sua sabedoria e inteligência.

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Manifestação em Brasília pede liberdade a Bolsonaro e aprovação da anistia

Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Realizada neste domingo (30) uma manifestação em Brasília pedindo liberdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os manifestantes também cobraram a votação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

A concentração ocorreu no Museu da República e o ato na Catedral de Brasília, iniciando com a execução do hino nacional. A organização destacou que o ato foi comunicado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), como determina a Constituição.

Entre os nomes políticos, a manifestação contou com a presença do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) e apoio logístico do senador Izalci Lucas (PL-DF). Em discurso, Pollon criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de perseguição contra o ex-presidente, citando o argumento de como uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi utilizado pelo STF na prisão de Jair Bolsonaro.

O discurso do parlamentar trouxe referências bíblicas para dizer que Deus permitiu a prisão de Bolsonaro para demonstrar abusos e problemas do PT. Ele concluiu dizendo que “eleição sem Bolsonaro é golpe.”

Um dos organizadores do evento, Deuselis Braga André Filho disse, em entrevista à rádio Itatiaia, que a expectativa era de um público maior, mas que as pessoas podem estar “amedrontadas” de sair de casa. “O que importa é manter a chama. A gente vai continuar fazendo”, afirmou. Além disso, ele garantiu que outras manifestações irão ocorrer em cidades como São Paulo, Recife, e novamente em Brasília.

Com informações de Gazeta do Povo e Metrópoles

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PT propõe criação de Guarda Nacional Civil para substituir Força Nacional em operações de GLO

Força Nacional | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT) propõe, em sua nova cartilha de segurança pública, a criação de uma Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil, responsável por substituir a atual Força Nacional de Segurança Pública nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Segundo o documento, a medida depende de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alteraria o artigo 144 da Constituição Federal e mudaria a estrutura da atuação federal no setor. A substituição integra um conjunto de mudanças constitucionais defendidas pelo partido.

A cartilha afirma que a Força Nacional é “apenas um programa”, composto por policiais cedidos pelos estados, sem “estrutura hierárquica adequada, código de conduta ou órgão corregedor”. Por isso, o PT defende uma instituição própria da União, com efetivo permanente, ingresso por concurso público e atuação uniforme e ostensiva em todo o território nacional, especialmente em áreas sensíveis como fronteiras e Amazônia Legal.

Com essa mudança, “gradativamente não será mais necessário o emprego das Forças Armadas por meio das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)”, diz o documento.

PEC em elaboração

A PEC elaborada pelo partido pode ser apresentada ao Congresso pelo governo federal ou pela própria bancada petista. Embora não estabeleça prazo, o documento afirma que a proposta faz parte de uma reestruturação mais ampla da segurança pública no país.

Segundo a cartilha, a PEC prevê:

  • criação da Guarda Nacional Civil, com atuação nacional e ingresso via concurso;
  • substituição da Força Nacional, que deixaria de existir no modelo atual;
  • inclusão da nova guarda no capítulo constitucional da segurança pública;
  • transferência da responsabilidade por ações de GLO para a nova força, retirando essa função das Forças Armadas;
  • reforço da atuação federal em regiões estratégicas, como fronteiras.

Vale ressaltar que a PEC da Guarda Nacional não é a PEC da Segurança Pública, em tramitação na Câmara dos Deputados. Ela é uma outra proposta, dentro do pacote de “mudanças constitucionais” sugeridas pelo PT.

Proposta de criação do Ministério da Segurança Pública

Além da nova guarda, o PT também defende a criação do Ministério da Segurança Pública (MSP), retirando o tema da estrutura do Ministério da Justiça, hoje comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski. A ideia é concentrar em uma pasta exclusiva todas as ações e órgãos federais do setor.

Segundo a cartilha, ficariam sob a estrutura do novo ministério:

  • Polícia Federal (PF)
  • Polícia Rodoviária Federal (PRF)
  • Polícia Ferroviária Federal
  • Polícia Penal Federal
  • Força Nacional — que seria substituída pela Guarda Nacional caso a PEC avance
  • Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)

O documento afirma que “a União deve coordenar a política de segurança pública, mediante a criação do Ministério da Segurança Pública”, reforçando que a mudança ampliaria a capacidade de planejamento, gestão e integração das políticas do setor.

A cartilha reúne sugestões que, segundo o PT, devem orientar debates internos e embasar futuras iniciativas legislativas do partido na área de segurança pública.

SBT News

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Netanyahu pede indulto presidencial em julgamento por corrupção

Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou um pedido formal de perdão ao presidente Isaac Herzog, segundo informou neste domingo (30/11) o gabinete do premiê. Netanyahu afirma que os processos criminais em andamento prejudicam sua capacidade de governar.

Indiciado em 2019 por suborno, fraude e quebra de confiança, o líder israelense responde ao primeiro julgamento criminal já enfrentado por um premiê no cargo. O processo começou em 2020 e segue sem condenação até agora.

O pedido de perdão ganha peso político porque ocorre logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defender publicamente que Netanyahu seja perdoado. Em carta enviada a Herzog neste mês, Trump afirmou que é “hora de permitir que Bibi una Israel, concedendo-lhe o perdão e encerrando de uma vez por todas essa guerra judicial”. O gesto amplia a pressão internacional e abre um novo capítulo na crise que ronda o governo israelense.

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VÍDEO: Advogada que surrava vítimas com porrete fazia “oração da extorsão”

Tatiane e HebertImagem: reprodução/redes sociais

Em uma gravação que escandalizou até mesmo investigadores experientes da Polícia Civil goiana, a advogada Tatiane Meireles e o sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Hebert Póvoa aparecem realizando uma espécie de “oração da extorsão” sobre maços de dinheiro arrecadados pela quadrilha.

As imagens, gravadas em Luziânia (GO), no Entorno do DF, e obtidas pela polícia durante a operação de sexta-feira (28/11) mostram os dois agradecendo e pedindo que o dinheiro fruto das cobranças violentas fosse “multiplicado”.

No vídeo, Tatiane conduz a reza enquanto o sargento acompanha em silêncio com as mãos sobre o montante. A advogada diz:

“O Senhor nos faz grande e que todos tenham gratidão, e que o dinheiro retorne para nós. Um dinheiro abençoado… e que estamos abençoando essas pessoas. Pedimos a Deus que multiplique esse dinheiro. Pedimos ao Pai amado que nós possamos multiplicar esse dinheiro.”

Frieza e confiança

As imagens, segundo investigadores, simbolizam o nível de organização, frieza e confiança que o grupo tinha em sua atuação criminosa. O dinheiro exibido foi arrecadado mediante humilhação, agressões físicas e ameaças armadas a pessoas endividadas.

A Polícia Civil de Luziânia prendeu seis integrantes da organização criminosa acusada de praticar agiotagem, extorsão, tortura mediante sequestro e lavagem de dinheiro. Entre os detidos estão:

  • o sargento Hebert Póvoa, ex-candidato a vereador pelo PL;
  • a advogada Tatiane Meireles, sua esposa;
  • dois outros policiais militares;
  • dois civis.

A denúncia que desencadeou a investigação partiu da própria Polícia Militar de Goiás, após constatar indícios de envolvimento de seus integrantes em crimes graves.

Violência brutal

Além da chamada “oração do dinheiro”, a polícia recolheu vídeos que registram a violência cometida durante as cobranças. Em uma das gravações, Póvoa agride uma mulher que havia pegado empréstimo com o grupo:

  • O sargento aparece armado dentro da casa da vítima, que permanece sentada na cama, acuada.
  • Ele desfere tapas no rosto da mulher e a insulta chamando-a de “vagabunda” e “piranha”.
  • Em tom ameaçador, afirma que ela estava “mexendo com vagabundo”.
  • A vítima chora e afirma que não recebeu o dinheiro cobrado.

Ao ser ameaçada de ter o celular tomado, ela implora para ficar com o aparelho, dizendo que precisava dele para trabalhar.

Em desespero, oferece que o policial olhe o armário para comprovar que não tinha comprado sequer o básico para a própria filha.

Mais agressão

Outros vídeos da quadrilha mostram homens ajoelhados, chorando e sendo espancados com tacos de baseball, cassetetes e chutes. Em um deles, um agressor afirma: “Aqui no Goiás você vai aprender como funciona.”

Tatiane Meireles não se limitava a fornecer apoio jurídico. Em outra gravação, ela aparece golpeando um homem com um cassetete durante uma cobrança, gritando: “Levanta! Levanta o braço, porra!”

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam:

    • armas de fogo;
    • objetos usados em agressões;
    • cerca de R$ 10 mil em espécie, parte visivelmente relacionada à “oração do dinheiro”.

A Polícia Civil afirma que o grupo operava como uma organização criminosa estruturada.

Coluna ‘Na Mira’, Metrópoles

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Michelle Bolsonaro é tratada como ‘presidenciável’ em evento do Novo no Ceará

Foto: Adriana Negreiros/UOL

A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, foi saudada como “presidenciável” durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, na manhã de hoje.

O episódio ocorreu quando Deltan Dallagnol (Novo), ao iniciar seu discurso, cumprimentou “os presidenciáveis presentes”, apontando para Michelle e para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Surpresa, Michelle reagiu fora do microfone: “Eu, presidenciável?”. Deltan respondeu: “Pra gente é”.

Mesmo com Zema no palco — ele próprio articulando disputar a Presidência em 2026 — Michelle acabou atraindo maior atenção do público e dos organizadores. Também participaram do evento Damares Alves (Republicanos-DF) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

O encontro reuniu siglas de direita para discutir uma “frente ampla” contra o grupo político que governa o Ceará há quase uma década, com gestões sucessivas de Camilo Santana (PT), Izolda Cela (PDT) e, atualmente, Elmano de Freitas (PT).

Com informações de UOL

Opinião dos leitores

  1. Essa dupla aí é o que temos de melhor.
    Michele tudo indica que vai pro senado junto com a Damares no DF.
    Zema é o cara, esse aí é melhor do que Tarcísio misturado, Caiado raposa velha, Ratinho Jr ausente do debate.
    Por tanto o Empresário Romeu Zema é o melhor, essa a escolha técnica.
    Aqui no RN, Rogério.
    Alison é bom prefeito, mas não tem a bagagem e a experiência de Rogério.

  2. A direita vai ter que catar votos de todos os presidenciáveis dela para tentar chegar ao segundo turno. Nenhum deles sozinho tem nome ou história. Eu preferia que Jair fosse candidato e fosse humilado novamente. Tomara que um dia a direita ache um SER HUMANO digno do título para concorrrer.

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Alcolumbre dá recado a Lula e diz que ‘causa perplexidade’ tentativa indevida do Executivo de interferir na sabatina para vaga no STF


Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgou neste domingo (30) uma nota dura em que critica setores do Executivo por, segundo ele, tentar criar a “falsa impressão” de que divergências entre os Poderes são resolvidas por meio de “interesses fisiológicos, cargos e emendas”.

A manifestação ocorre em meio ao impasse envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de a nomeação já ter sido publicada no Diário Oficial da União, a mensagem com a indicação ainda não foi enviada ao Senado, o que, segundo Alcolumbre, representa interferência indevida no calendário da Casa.

Alcolumbre disse que considera “ofensivas” as tentativas de setores do governo de desmoralizar o Legislativo, chamando o movimento de “método antigo” para desqualificar quem diverge. Ele afirmou que nenhum Poder está acima do outro e que se é prerrogativa do presidente indicar um nome ao STF, o Senado também exercerá a sua prerrogativa constitucional de aprovar ou rejeitar o indicado ao STF sem aceitar pressões externas.

O presidente do Senado destacou que o cronograma da sabatina segue o padrão das nomeações anteriores e permitiria concluir o processo ainda em 2025 — algo que, segundo ele, evita “protelações tão criticadas no passado”.

Alcolumbre encerrou afirmando que espera “lisura” no processo e garantiu que nada fora do rito institucional influenciará a decisão dos senadores sobre o nome de Messias.

Veja abaixo a íntegra da nota de Davi Alcolumbre:

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Morte de homem dentro de jaula dos leões expõe falha grotesca de segurança no Parque da Bica, em João Pessoa

A morte do homem atacado pela leoa no Parque da Bica, em João Pessoa, demonstra a completa falha na segurança e não pode ser tratada como acidente imprevisível.

As imagens que o BLOG DO BG PB recebeu são claras: Ele não “caiu” na jaula, ele entrou pelo teto, que na verdade é uma cerca facilmente escalável, e ainda desceu por uma árvore dentro do recinto. Isso tudo sem que nenhum funcionário note, questione, alerte ou acione qualquer protocolo, um retrato da completa vulnerabilidade de um espaço que deveria ser seguro tanto para pessoas quanto para os próprios animais.

A menos culpada nessa história é a leoa, por causa do seu instinto, algo inveitável. Agora, onde estava a Guarda Municipal? Há monitoramento? Há rondas? Se existirem, falharam de forma absoluta.

O que a população espera é uma investigação rigorosa e, o mais importante, uma ação imediata para reforçar a segurança do local.

BLOG DO BG PB 

Opinião dos leitores

  1. BG PB Tá defendendo bandido? O cara procurou e encontrou a morte, ninguém tem culpa de nada.

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[VÍDEO] Preso mais de 10 vezes: ‘Vaqueirinho’ que morreu após entrar em jaula de leoa tinha extensa ficha criminal

O jovem que morreu na jaula de uma leoa, na manhã deste domingo (30) foi identificado como ‘Vaqueirinho’ de Mangabeira. A fama dele de contraventor era conhecida desde adolescência, tendo sido apreendido diversas vezes. De acordo com a Polícia Civil, o jovem chegou a ser preso por mais de 10 vezes, sendo solto na última sexta-feira (28).

Na semana passada, a Polícia Militar, recebeu chamados para uma agência de um banco em Mangabeira, onde o suspeito tentou danificar dois caixas eletrônicos. Ele foi detido e levado para a Central de Polícia, no Geisel, e logo depois solto após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

BLOGDOBGPB

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[VÍDEO] IMAGENS FORTES: Mulher sofre amputação das pernas após ser atropelada e arrastada por mais de 1km pelo ex na Marginal Tietê, em SP

Uma mulher de 31 anos foi atropelada e arrastada por mais de 1 km pelo ex-companheiro na Zona Norte de São Paulo, na manhã de sábado (29). A vítima, Taynara Souza Santos, mãe de dois filhos, passou por cirurgias e teve as duas pernas amputadas. Ela segue internada em estado gravíssimo no Hospital Municipal Vereador José Storopolli.

O autor do crime, Douglas Alves da Silva, 26 anos, está foragido. Segundo a Polícia Civil, ele teria atropelado Taynara intencionalmente, após uma discussão motivada por ciúmes em um bar no Parque Novo Mundo. Testemunhas disseram que o agressor acelerou um Volkswagen Golf preto contra a vítima e ainda puxou o freio de mão para aumentar o atrito enquanto a arrastava até a Marginal Tietê.

Imagens entregues à polícia mostram Taynara presa sob o carro enquanto era arrastada por mais de 1 km. Pessoas que estavam no local tentaram impedir a fuga, mas o motorista escapou em alta velocidade. A polícia trabalha com a hipótese de que Douglas tenha fugido para o Ceará.

O caso é investigado como tentativa de feminicídio com extrema crueldade. A SSP afirma que diligências seguem em andamento para localizar o suspeito.

Com informações de g1

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Metade dos pacientes com câncer de próstata no SUS demoram mais de 60 dias para começar tratamento

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quase 50% dos pacientes diagnosticados com câncer de próstata no SUS em 2024 demoraram mais de 60 dias para iniciar um tratamento adequado. Os dados são de levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto, através do sistema de dados abertos do Ministério da Saúde e confirmados pela pasta.

Ao todo, no ano passado foram 42 mil homens diagnosticados com neoplasia maligna da próstata, o câncer de próstata. Desses, 24% iniciaram tratamento antes de 60 dias, 27% não tiveram detalhamento do tempo de espera, e 49% demoraram mais de dois meses para iniciar o combate à doença.

Desses 49%, há aqueles que esperaram quase um ano para ter acesso a uma intervenção médica.

Vale lembrar que desde 2012 está em vigor a Lei nº 12.732, que obriga o SUS a iniciar o tratamento de pacientes com câncer — seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia — em no máximo 60 dias após o diagnóstico confirmado por laudo patológico. O objetivo é evitar que esses pacientes fiquem em longas esperas que podem agravar o quadro de saúde.

Ao longo de mais de um mês a reportagem do R7 Planalto enviou demandas via Lei de Acesso à Informação e via imprensa para o Ministério da Saúde para levantar os dados explorados nesta série de reportagens Saúde do Homem. Após sucessivas tentativas, a reportagem extraiu as informações pelo sistema Tabnet e questionou a pasta sobre o tempo de espera.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que tem expandido a capacidade de diagnóstico e tratamento da doença. “Nos últimos dois anos (2023-2024), foram realizados mais de 547 mil diagnósticos de câncer – um crescimento de 20% em relação ao período anterior. Desde 2023, já foram adquiridos 53 aceleradores lineares no âmbito do Programa Radioterapia, desde 2023”, disse.

R7

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