Saúde

Ministério da Saúde altera critérios de confirmação de mortes por covid e faz registro nas últimas 24 horas diminuir; veja mudanças


Foto: Arte/G1

Nesta terça-feira (23), dia em que o Brasil bateu novamente o recorde de mortes por Covid-19 confirmadas em 24 horas, o Ministério da Saúde alterou a ficha dos pacientes no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

A informação é de técnicos responsáveis por preencher diariamente as atualizações sobre novos óbitos causados pela doença. Segundo esses técnicos, os dois principais impactos da nova ficha foram:

a falta de aviso prévio por parte do Ministério da Saúde às secretarias – ao contrário do que ocorreu em julho de 2020, quando havia ocorrido a última mudança;

e a exigência de preenchimento obrigatório de novos campos (veja, abaixo, quais são) – para os técnicos, isso pode aumentar o atraso entre a ocorrência das mortes e o registro delas no sistema, para que constem do balanço oficial diário.

O Sivep-Gripe é o sistema oficial onde todas as novas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) devem ser compulsoriamente notificadas desde 2009 (leia mais a final da reportagem). Em 2020, com a pandemia do novo coronavírus, ele passou a ser usado também como a fonte oficial das mortes confirmadas por Covid-19.

A TV Globo procurou o Ministério da Saúde para confirmar se a mudança foi combinada com as secretarias estaduais e municipais, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.

Em nota enviada à TV Globo, a secretaria-executiva do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) afirmou que os novos campos já estavam sendo discutidos anteriormente, mas ocorreu “falta de comunicação adequada” no momento em que a mudança foi oficialmente instituída.

“Por este motivo, solicitamos a retirada desses campos como obrigatórios por enquanto”, diz o conselho.

Saiba quais são as mudanças

A nova ficha distribuída às vigilâncias de saúde municipais e estaduais trouxe uma série de mudanças. Foi incluído, por exemplo, um campo para informar se o paciente pertence a uma comunidade tradicional. Outros campos, por outro lado, foram excluídos – caso do histórico de viagem internacional.

Outras alterações, no entanto, devem afetar mais diretamente o trabalho de preenchimento do sistema, como a obrigatoriedade de informar:

o número do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS);

se o paciente é brasileiro ou estrangeiro;

e se já foi vacinado contra a Covid-19.

Todos esses campos inexistiam na versão anterior da ficha, em utilização desde julho de 2020.

Além disso, o campo do número do CPF, que antes era considerado “essencial”, passa a ser obrigatório. Caso o paciente não tenha o CPF em mãos, é obrigatório preencher o Cartão Nacional do SUS. A única exceção para essa obrigatoriedade refere-se aos pacientes declarados indígenas na ficha.

Instabilidade na terça-feira

Nesta quarta-feira (24), pelo menos dois governos estaduais e um municipal relataram que houve queda na notificação de novas mortes devido às mudanças no sistema.

Em São Paulo, o governo afirmou que “a medida pegou os municípios de surpresa, fazendo com que muitas cidades não conseguissem registrar todos os óbitos no sistema nacional oficial”.

“Além disso, muitas cidades reportaram à Secretaria de Estado da Saúde instabilidade do sistema desde a tarde de ontem [terça], também dificultando a inserção de dados.”

Na terça, São Paulo confirmou 1.021 óbitos, principalmente por causa do represamento no fim de semana, que é mais alto do que nos dias úteis.

Nesta quarta, porém, foram 281 óbitos confirmados em 24 horas, número mais baixo para este dia da semana desde 17 de fevereiro – e bem inferior à média móvel registrada nesta terça, de 532 mortes diárias. Com a queda na produtividade, a média também caiu para 484.

Em Mato Grosso do Sul, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que as 20 novas mortes confirmadas em 24 horas não representam a “realidade”.

“Nós estamos tendo muito mais óbitos que esses anunciados hoje. Mas é porque o sistema, chamado Sivep, está com oscilação, está dificultando a inserção de dados, e certamente amanhã nós vamos ter um número elástico de óbitos, já que a nossa média móvel já ultrapassou a 30 óbitos por dia”, afirmou o secretário de Saúde de MS, Geraldo Resende.

“E a gente sabe que esse número de hoje está a menor do que o que aconteceu nos últimos dias por essa oscilação do sistema do Ministério da Saúde.”

No Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Porto Alegre também confirmou em nota “que enfrenta problemas para inserir dados sobre o coronavírus no sistema Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde” e que a situação ocorre desde terça-feira.

Segundo a prefeitura da capital gaúcha, “a instabilidade possivelmente tem causado represamento nos dados”, já que hospitais da cidade também submetem dados ao sistema.

A prefeitura diz que “apura mais informações sobre o atraso” e que o “Ministério da Saúde informou ao município que ‘estão tentando localizar o problema e resolver o quanto antes'”.

Impacto na contagem de mortes

A ficha do Sivep-Gripe é válida para todos os hospitais e vigilâncias municipais do país. A ficha do paciente vai sendo preenchida conforme o ele evolui e novas informações são obtidas – como o resultado de exames, a necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou de ventilação mecânica, além da data da alta ou do óbito.

Segundo técnicos que são usuários do Sivep, em mudanças anteriores da ficha, não houve necessidade de preenchimento retroativo de novos campos para pacientes que já constavam do sistema.

Coordenador do InfoGripe – plataforma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que desde antes da pandemia já usava o Sivep-Gripe para rastrear os casos de SRAG no Brasil –, Marcelo Gomes explica que a mudança vai afetar no atraso de notificação de casos e de óbitos.

Segundo ele, “é uma mudança que facilita a limpeza de duplicidades e identificação de casos suspeitos de reinfecção, mas o impacto na ponta é muito grande por conta da falta de acesso fácil ao CPF e CNS de todos os pacientes internados”.

Ele explica que “diversos pacientes buscam atendimento apenas com RG, tornando a ausência de acesso ao CPF importante. Nesses casos, torna-se necessário o agente de saúde pesquisar o CNS do paciente, caso já tenha sido cadastrado ou efetuar o cadastro do CNS caso contrário”.

Para Gomes, a mudança “tende a atrasar ainda mais o registro, aumenta a carga de trabalho, por ter que buscar o CNS do paciente que não apresentar CPF, e corre-se o risco de perda de registros por conta disso”.

G1

Opinião dos leitores

  1. A ditadura queria esconder ao surto de meningite e o Bozo quer agora reeditar essa "façanha" com a Covid-19. Não cola!!!
    #ForaBolsonaro

  2. Maus fácil seria fazer como a Correia dó Norte. Não tem covid-19 e pronto. Se não tem não tem mortes. 🤔🤔

    1. Se tiver um GENOCIDA nessa pandemia é sua Governadora, que recebeu muito dinheiro do Governo Federal e não providenciou UTI suficiente para a população, ainda fechou as que abriu. Mais de 500 morreram sem acesso a uma UTI, isso é que poderia ser chamado de Genocídio.

  3. Muito bom, tem gente morrendo de diversas doenças e infectados com a covid. Tem que separar morte por covid e morte com covid.

    1. Incluir CPF como obrigatório é querer esconder os fatos? Entendi. Obrigado por nos iluminar com sua sabedoria e inteligência.

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Política

Flávio falará sobre tarifas em audiência nos EUA no dia 7 de julho


Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), falará no dia 7 de julho na audiência do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) sobre a investigação comercial contra o Brasil, que pode resultar em novas tarifas ao país. O congressista será o 1º a falar durante o 2º dia da sessão, marcada para começar às 10h em Washington D.C (11h no horário de Brasília).

Flávio planeja falar por 5 minutos para pedir a suspensão do tarifaço e propor uma “resolução construtiva e negociada das questões identificadas na investigação”. O senador defende que a aplicação das tarifas “beneficiaria” o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A audiência pública será realizada nos dias 6 e 7 de julho na repartição da U.S. International Trade Commission, localizada na capital norte-americana. O prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil é 15 de julho de 2026. A decisão sobre a aplicação da tarifa cabe ao presidente Donald Trump (Partido Republicano).

Representantes de confederações e empresas privadas do Brasil e dos Estados Unidos prestarão depoimento durante as sessões, podendo argumentar contra ou a favor da aplicação de tarifas. Eis o cronograma completo da audiência (PDF, em inglês – 155 kB).

O embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), irá à audiência para representar a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

Entidades norte-americanas também estão escaladas para falar, principalmente dos setores de agropecuária e energia, como a Associação Americana do Comércio de Sementes e Associação de Pecuaristas dos Estados Unidos, além da Associação de Combustíveis Renováveis.

O governo brasileiro não enviará representantes para a audiência pública. A avaliação é de que a sessão é um espaço de interesse dos setores privado e civil, e não governamental.

Poder 360

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Geral

Moraes determina transferência de joias sauditas recebidas por Bolsonaro

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (2) a transferência da custódia das joias sauditas dadas de presente pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Atendendo a um pedido da Receita Federal e acatando a um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), o magistrado decidiu arbitrar pelo envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.

Na decisão é apontado o parecer da PGR, que apontou não haver mais interesse criminal sobre os objetos. O entendimento é de que a transferência se faz necessária para o andamento do procedimento fiscal, com a incorporação dos itens ao patrimônio da União.

“A Receita Federal afirma, em síntese, que a transferência da custódia dos bens é essencial para a instrução e o regular prosseguimento do procedimento fiscal de perdimento em curso no âmbito da Receita Federal do Brasil, que permitirá a transferência de sua propriedade à União”, destaca a decisão.

Ao final do parecer, Moraes determinou a comunicação da deliberação à Receita Federal, à Polícia Federal em São Paulo e à Procuradoria-Geral da República.

Entenda o caso

A Polícia Federal indiciou Bolsonaro, em 2024, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos por tentar vender as joias sauditas dadas ao governo brasileiro nos Estados Unidos. Segundo o relatório da corporação, a venda dos itens teria como objetivo o enriquecimento ilícito do ex-presidente. O valor da operação é estimado em cerca de R$ 6,8 milhões.

Em março, porém, a PGR pediu o arquivamento da investigação, argumentando que não há uma legislação clara que regulamente esse tipo de situação. Para o órgão, não é possível responsabilizar criminalmente alguém com base em cenários marcados por lacunas legislativas ou por forte divergência interpretativa sobre o que é lícito ou ilícito.

Gonet ressaltou, no entanto, que sua análise se limita à esfera penal e não impede a apuração de eventuais responsabilidades em outras áreas, como na esfera civil ou administrativa.

Ainda no mesmo mês, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que presentes de uso pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são patrimônios públicos e podem continuar com os políticos ao saírem do cargo.

CNN

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Geral

Lula gasta mais de R$20 milhões somente em propaganda no Face e Instagram

Foto: Divulgação

O governo federal desembolsou mais de R$20 milhões em publicidade nas plataformas da Meta, controladora do Facebook e do Instagram, ao longo de um período de aproximadamente três meses.

Os dados são públicos e constam na Biblioteca de Anúncios da empresa, ferramenta que reúne informações sobre campanhas patrocinadas veiculadas nas redes sociais.

Levantamentos baseados na plataforma apontam que o valor aplicado pela administração federal supera R$22 milhões nos 90 dias analisados.

Com isso, o governo aparece como o maior anunciante da Meta no Brasil durante o período, à frente de partidos políticos, empresas e outras instituições.

As campanhas patrocinadas tiveram como foco a divulgação de programas sociais, mudanças na legislação do Imposto de Renda, investimentos em infraestrutura, iniciativas na área da educação, combate ao feminicídio e outras ações da administração federal.

A plataforma informa faixas de investimento para cada anúncio, sem divulgar o valor exato de cada campanha individual.

Em recortes mais recentes, os gastos permaneceram elevados.

Segundo os dados da Meta, apenas nos 30 dias anteriores à atualização do levantamento foram investidos cerca de R$7,9 milhões em anúncios.

Já na semana mais recente considerada pelo levantamento, os investimentos ultrapassaram R$4 milhões.

A Biblioteca de Anúncios da Meta reúne informações sobre publicidade relacionada a temas sociais, eleições e política, além de campanhas institucionais promovidas por órgãos públicos.

O sistema apresenta o período de veiculação, estimativas de alcance e as faixas de valores investidos em cada anúncio, permitindo o acompanhamento público dessas despesas.

Os investimentos em publicidade digital fazem parte da estratégia de comunicação da administração federal e se somam aos recursos destinados à divulgação institucional em outros meios de comunicação.

Dados divulgados recentemente indicam que os gastos totais com publicidade institucional do governo em 2026 alcançaram R$178 milhões apenas no primeiro semestre do ano.

Diário do Poder

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Política

Zenaide Maia encerra ciclo de entregas de obras antes do período eleitoral com quase R$ 1 bilhão em investimentos no Rio Grande do Norte

Foto: Divulgação

A sexta-feira (3) marcou o encerramento do calendário de inaugurações e entregas de obras permitidas pela legislação eleitoral. E a senadora Zenaide Maia fechou esse ciclo da mesma forma como conduziu seu mandato: entregando resultados para a população potiguar.

No bairro Auta de Souza, em Macaíba, a parlamentar participou da entrega de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), construída e equipada com mais de R$ 1 milhão destinados por seu mandato. Na ocasião, também recebeu o Título de Cidadã Macaibense, uma homenagem que simboliza o reconhecimento pelo trabalho realizado em favor do município.

As cerimônias de entrega encerram, mas o trabalho continua. Enquanto a legislação estabelece limites para inaugurações neste período, os investimentos conquistados pelo mandato seguem transformando a realidade dos municípios, com obras em andamento, recursos já assegurados e projetos que continuarão beneficiando milhares de potiguares.

Ao longo do mandato, Zenaide Maia destinou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares ao Rio Grande do Norte, alcançando todos os 167 municípios. Os recursos fortalecem a saúde, a educação, a segurança pública, a assistência social, a agricultura, a infraestrutura e o desenvolvimento municipal.

Os investimentos contemplam hospitais públicos, maternidades e unidades de saúde; universidades e institutos federais, como a UFRN e os 21 campi, além da Reitoria do IFRN; instituições filantrópicas; as Ligas Contra o Câncer de Natal e Mossoró; hospitais das Forças Armadas; a Polícia Rodoviária Federal; a Polícia Federal; além de centenas de obras, equipamentos e ações executadas em parceria com prefeituras e com o Governo do Estado.

“Nosso mandato tem um compromisso: fazer com que os recursos públicos cheguem onde as pessoas vivem e precisam. Cada obra entregue, cada equipamento adquirido e cada serviço ampliado representam mais dignidade, mais oportunidades e mais qualidade de vida para a população”, destaca a senadora.

Mais do que números, os investimentos representam vidas alcançadas, atendimento à saúde ampliado, escolas fortalecidas, municípios mais estruturados e oportunidades para quem mais precisa.

Ao encerrar esse período de entregas, fica uma marca que ultrapassa as inaugurações: a de um mandato municipalista, presente nos 167 municípios potiguares e construído com diálogo, compromisso e resultados concretos. Porque obras têm data para serem inauguradas. O trabalho, esse, continua todos os dias em favor do Rio Grande do Norte.

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Geral

Natal registra primeiro semestre com chuvas 23% acima da média histórica

Foto: Demis Roussos

Natal encerrou o primeiro semestre de 2026 com um volume de chuvas 23,2% acima da média histórica para o período. Entre janeiro e junho, foram registrados 1.381,6 milímetros de precipitação, enquanto a média dos últimos 22 anos é de 1.121,3 milímetros. Os dados são da Defesa Civil Municipal, com base em medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O acumulado representa 260,3 milímetros a mais do que o esperado para os seis primeiros meses do ano e coloca 2026 entre os períodos mais chuvosos da série histórica iniciada em 2003. O levantamento considera apenas os anos com medições consistentes, desconsiderando períodos que apresentaram falhas de registro.

O cenário exigiu atuação permanente das equipes da Prefeitura ao longo do semestre. Serviços de limpeza da rede de drenagem, monitoramento de áreas suscetíveis a alagamentos, operação de bombas de drenagem, vistorias preventivas e atendimento às ocorrências provocadas pelas chuvas fizeram parte das ações desenvolvidas para reduzir os impactos do período chuvoso.

Na avaliação do prefeito Paulinho Freire, o comportamento das chuvas registrado neste primeiro semestre confirma a necessidade de manter investimentos permanentes em infraestrutura e prevenção.

“Os números mostram que Natal enfrentou um primeiro semestre com chuvas muito acima da média histórica. Isso exige planejamento, equipes preparadas e investimentos contínuos para que a cidade responda da melhor forma possível. Estamos executando obras de drenagem, ampliando a manutenção preventiva e atuando diariamente para reduzir os impactos das chuvas e oferecer mais segurança à população”, afirmou.

À frente da Defesa Civil Municipal, a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro, explica que o volume de precipitações registrado neste primeiro semestre exigiu acompanhamento permanente das áreas mais vulneráveis e atuação integrada entre os órgãos municipais.

“Quando enfrentamos um período com chuvas acima da média, o monitoramento precisa ser contínuo. A Defesa Civil acompanha as áreas mais sensíveis da cidade, realiza vistorias preventivas, orienta a população e atua de forma integrada com os demais órgãos municipais para que as respostas sejam rápidas sempre que necessário. O trabalho preventivo é fundamental para reduzir riscos e proteger as pessoas”, afirmou.

Atuação integrada

A resposta ao período de chuvas acima da média mobilizou diferentes órgãos da administração municipal. Enquanto a Defesa Civil intensificou o monitoramento das áreas mais vulneráveis e o atendimento às ocorrências, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) ampliou os serviços de manutenção preventiva da rede de drenagem. A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) atuou na sinalização e no monitoramento de vias afetadas, e as demais equipes municipais permaneceram de prontidão para atender às demandas registradas durante o período chuvoso.

Entre as ações executadas pela Seinfra está a limpeza de mais de 520 quilômetros da rede de drenagem da capital. O trabalho resultou na retirada de aproximadamente 57 mil toneladas de resíduos, na limpeza de 5.755 bocas de lobo e de 953 poços de visita, além da identificação de 273 ligações clandestinas de esgoto que comprometiam o funcionamento do sistema.

A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, explica que a manutenção preventiva da rede de drenagem é um trabalho permanente e indispensável para garantir maior eficiência ao sistema, principalmente em períodos de chuva intensa.

“Quando o volume de precipitação supera o esperado, toda a infraestrutura de drenagem passa a operar sob maior demanda. Por isso, a manutenção contínua da rede é essencial. A limpeza de galerias, bocas de lobo e poços de visita aumenta a capacidade de escoamento das águas pluviais e contribui para reduzir os riscos de alagamentos”, explicou.

Além da manutenção permanente da rede de drenagem, a Prefeitura mantém em andamento obras estruturantes para solucionar pontos históricos de alagamento e segue monitorando áreas que exigem maior atenção durante o período chuvoso.

A Defesa Civil também orienta a população a colaborar com a preservação do sistema de drenagem, evitando o descarte irregular de lixo em ruas, galerias e bocas de lobo, prática que compromete o escoamento das águas pluviais e aumenta o risco de alagamentos. Em situações de emergência, o órgão pode ser acionado pelo telefone 199.

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Brasil

Coronel da PM expõe traição de jovem com homem casado após não receber nudes

Foto: Divulgação/MPMG

A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) investiga um caso de extorsão, ameaça, injúria e stalking envolvendo um tenente-coronel da Polícia Militar matogrossense. O oficial é acusado de perseguir e chantagear uma jovem de 20 anos, exigindo o envio de fotos e vídeos íntimos sob ameaças de exposição social. Como ainda não houve o indiciamento do oficial, a identidade dele será preservada.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela vítima, ela manteve relacionamento casual e sem compromisso com o militar por um período de oito meses, entre 20 de outubro de 2025 e 20 de junho de 2026.

A crise teria se iniciado no último dia 23 de junho, quando o suspeito descobriu que, durante o período em que se relacionavam, a jovem havia se envolvido com um terceiro homem, que é casado. Ao confrontar a vítima, que confirmou o envolvimento, o tenente-coronel teria tido uma crise de ciúmes e iniciado uma série de perseguições e ameaças.

Conforme o relato oficial da vítima feito à polícia, o militar exigiu que ela gravasse e enviasse um vídeo íntimo. Caso se recusasse, ele revelaria o caso extraconjugal aos pais dela e à esposa do homem envolvido.

Mesmo diante da recusa da vítima — que sustentou que não cederia à extorsão —, o suspeito cumpriu a ameaça no mesmo dia, relatando o ocorrido tanto aos familiares da jovem quanto à esposa do terceiro envolvido.

A mulher afirmou que não iria mandar nem o vídeo nem a foto que o oficial queria. No mesmo dia, o tenente-coronel contou para os pais dela e para a esposa do homem, segundo trecho do documento policial.

Ofensas via Pix

Após o episódio de exposição, a jovem bloqueou o militar em suas redes sociais e aplicativos de mensagem na tentativa de cessar o contato. No entanto, o suspeito teria passado a utilizar números de telefone diferentes e até mesmo transferências bancárias via Pix para continuar enviando mensagens de teor ofensivo e difamatório.

Nos textos anexados à denúncia, o oficial insulta a jovem com termos como “vadia”, “vagabunda” e “puta”. À polícia, a jovem declarou que se sente constantemente perseguida e manifestou profundo temor pela sua integridade física e psicológica, destacando o agravante de o suspeito ocupar alta patente na PM.

Diante do cenário de vulnerabilidade e dos crimes de difamação, extorsão, injúria e stalking, a vítima solicitou formalmente a concessão de medida protetiva de urgência em desfavor do oficial.

A Polícia Civil segue conduzindo as investigações para apurar a conduta do militar, e o caso deve ser acompanhado também pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso para a abertura de procedimentos administrativos cabíveis. Até o fechamento desta edição, a defesa do suspeito não havia se pronunciado.

Metrópoles

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Geral

STTU ajusta operação do transporte público para jogo do Brasil neste domingo; confira mudanças

Foto: STTU

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) definiu uma operação especial para o transporte coletivo durante a partida da Seleção Brasileira, marcada para este domingo (5), às 17h. A programação habitual de domingo terá ajustes pontuais em 52 viagens de diferentes linhas urbanas. Outras 14 viagens terão os horários adequados para atender ao aumento da demanda após o fim da partida.

A medida foi definida com base no histórico de redução do número de passageiros durante os jogos da Seleção Brasileira e segue os critérios estabelecidos no acordo judicial firmado em 2023 para a operação do transporte coletivo.

Entre as linhas com alterações estão O-33, N-08, N-73, S-50, O-38, 557, 584 e 597. Já as linhas O-21, O-41A, O-59, N-02, N-04, N-43 e 309 manterão a programação normal, sem suspensão de viagens.

Caso a Seleção Brasileira avance para as quartas de final, prevista para o dia 11 de julho, às 18h, a STTU informa que não haverá alterações na operação. O transporte coletivo funcionará conforme a programação habitual de sábado, seguindo a Ordem de Serviço Operacional e os critérios definidos no acordo judicial.

Viagens suspensas

O-33: 16h20, 16h50, 17h20, 17h55
585: 17h15, 18h25
N-08: 16h50, 17h20, 18h30, 21h05, 22h10
N-60: 18h20, 19h20
N-77: 16h35, 17h45
N-79: 18h, 19h
N-80: 16h55, 17h55
597: 17h
557: 17h
O-38: 15h40, 16h40
O-50: 16h45, 17h30, 18h15, 18h55, 19h40, 20h30
584: 17h20, 18h15, 19h20, 20h10
N-29: 16h30
S-37: 17h20, 18h15, 19h20, 20h10
N-73: 16h15, 16h29, 16h43, 17h13, 17h28, 17h45, 18h25, 19h15, 20h05, 20h50, 21h30

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Política

Após desgastes na campanha, Flávio diz estar “firme e forte” para disputar eleições

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (3/7) estar “firme e forte” para disputar a eleição pela Presidência da República em outubro deste ano. A declaração se dá após uma série de desgastes na sua campanha.

“Eu estou aqui, firme e forte, mais forte do que nunca, de cabeça erguida, mais preparado do que nunca para disputar a Presidência do nosso Brasil”, declarou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seminário de comunicação do Partido Liberal (PL), no Rio de Janeiro.

O senador disse ainda que a sua entrada na corrida presidencial é um “projeto de Deus” e que, se não acreditasse nisso, não teria aceitado a “missão”. Flávio foi escolhido pelo próprio Jair Bolsonaro para ser o seu sucessor na disputa.

Embora estivesse crescendo nas pesquisas, o pré-candidato tem passado por uma série de desgastes na sua pré-campanha desde maio.

O primeiro episódio foi após a revelação de que Flávio teria negociado um contrato de R$ 134 milhões com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro está preso e é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a instituição.

À época, Flávio negou qualquer relação com Vorcaro. No entanto, o “Intercept Brasil” divulgou áudio em que o senador aparecia cobrando dinheiro de Vorcaro e o chamando de “irmão”.

Após a divulgação do áudio, o pré-candidato disse ter encerrado sua relação com Vorcaro assim que soube do caso Master, que veio à tona em novembro de 2025. Contudo, foi relevado pelo portal “Metrópoles” que Flávio se encontrou com o ex-banqueiro em sua casa enquanto este estava em prisão domiciliar e utilizava tornozeleira eletrônica.

Além disso, Flávio vinha enfrentando dificuldades para se aproximar do eleitorado feminino. A situação do senador piorou depois que a sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), publicou um vídeo dizendo ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado após ela ter discordado de decisão do PL de apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Ceará.

Esposa de Jair Bolsonaro, Michelle é considerada um trunfo político da sigla entre o público feminino e o público evangélico. O episódio levou ao anúncio da saída da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher nesta semana.

Metrópoles

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Geral

Ministra do STM nomeada por Lula recebeu R$700 mil de empresa fantasma

Foto: Reprodução/PR

Novo escândalo envolve ministra do STM e pagamentos de empresa fantasma ligada a rede de lavagem de dinheiro

Um novo capítulo no universo de investigações sobre fraudes bilionárias no INSS e lavagem de dinheiro expõe o nome da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Sterman.

Ela foi nomeada por Lula há 9-10 meses atrás, setembro de 2025. O escritório de advocacia dela recebeu R$ 700 mil, no final de 2024, de uma empresa cujo “dono” oficial confessou ser apenas um laranja.

A revelação é de reportagem da colunista Andreza Matais, do Metrópoles, e se baseia em depoimento bombástico à Polícia Civil de São Paulo e em relatórios de inteligência financeira do Coaf enviados à CPMI do INSS.

O depoimento foi de Ericsson de Azevedo, brasileiro de 50 anos, endividado, morador do Jaçanã, zona norte de São Paulo. Ele vive da confecção de pipas e da venda de rifas, com renda mensal de cerca de R$ 1 mil.

Ele admitiu em janeiro de 2025, ao delegado Julio Jesus Encarnação, que vendeu seus dados pessoais por R$ 5 mil para a abertura da empresa ACX ITC Serviços de Tecnologia.

O homem disse que recebia R$ 1 mil cada vez que precisava assinar algum documento.

Essa empresa, a ACX ITC, que declara capital social superior a R$ 100 milhões, integra uma rede de mais de 40 empresas ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Segundo a CPMI, essa empresa movimentou R$39 bilhões em operações de lavagem e tem conexões com a Victory Trading, empresa sancionada quarta-feira pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por ligações com o PCC.

Relatórios do Coaf apontam que a ACX ITC movimentou R$ 918,3 milhões e apresenta “fortes indícios de envolvimento com recursos oriundos do tráfico”, conforme conclusão da Operação Saturno, da Polícia Civil paulista. O caso foi encaminhado à Justiça Federal.

Os R$ 700 mil foram pagos em parcela única ao escritório de Verônica Sterman, que na época ainda era advogada, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, antes de ser entronizada por Lula como ministra do Superior Tribunal Militar.

A ministra afirmou que o valor refere-se a três pareceres jurídicos, mas a reportagem não localizou processos judiciais nos quais Sterman teria atuado em favor da ACX ou empresas do grupo.

A mesma firma pagou R$ 595 mil ao escritório do ex-ministro do STJ Nefi Cordeiro após sua saída da Corte. Ele disse que foram honorários por serviços em ações já encerradas.

O caso ganha relevância por envolver uma magistrada de tribunal superior e recursos de uma empresa inserida em esquema investigado por fraudes no INSS, lavagem de dinheiro e possível conexão com o crime organizado.

O episódio reforça as preocupações sobre a utilização de “laranjas” e empresas de fachada para dissimular a origem de recursos em investigações de grande porte no país.

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Esporte

Calor pode mudar horário de Brasil e Noruega pelas oitavas da Copa

Foto: Divulgação

O confronto entre Brasil e Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, pode ter o horário alterado por causa das altas temperaturas previstas para Nova Jersey. A tendência é que a partida do próximo domingo (5) seja iniciada uma hora mais tarde, passando das 17h para as 18h (de Brasília), segundo informações apuradas pela CNN Brasil.

A mudança ainda não foi oficializada pela Fifa, mas a CBF já trabalha internamente com essa possibilidade. O motivo é o alerta meteorológico para calor extremo no horário originalmente marcado para o jogo.

De acordo com a empresa AccuWeather, a temperatura na região do estádio pode chegar a 34°C, com sensação térmica próxima de 39°C. A previsão também aponta umidade elevada, chance de chuva e possibilidade de tempestades isoladas, fatores que aumentam o desconforto térmico para atletas e torcedores.

Mesmo diante do cenário, a CBF informou que não pretende adotar protocolos diferentes dos já previstos para jogos em condições de calor intenso. A comissão técnica seguirá utilizando coletes de resfriamento, toalhas geladas e estratégias específicas de hidratação e alimentação, elaboradas antes mesmo do início do Mundial.

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