Saúde

Ministério da Saúde inclui todas as gestantes e puérperas em grupo prioritário de vacina contra Covid

O Ministério da Saúde decidiu incluir todas as gestantes e puérperas no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. A medida consta de uma nota técnica da pasta divulgada aos estados e municípios.

Até então, a vacina era indicada apenas para as grávidas que tinham doenças preexistentes ou estavam em algum outro grupo previsto para receber a vacina (como trabalhadores de saúde, entre outros) após avaliação de riscos e benefícios com o médico.

A estimativa é que existam hoje cerca de 3 milhões de gestantes e puérperas no país. O documento do ministério não cita data específica, mas estima que a oferta da primeira dose ocorrerá até o final de maio.

Na nota técnica, a pasta diz que a decisão pela inclusão das gestantes na campanha de vacinação considerou possíveis riscos e benefícios, a situação epidemiológica do país e dados que apontam aumento no risco de hospitalização de pacientes com Covid neste grupo.

O ministério afirma também que, ainda que a segurança e eficácia das vacinas contra a Covid não tenham sido avaliadas em gestantes, vacinas de plataformas de vírus inativado (como é o caso da Coronavac) já são utilizadas por esse grupo de mulheres no Calendário Nacional de Vacinação, e levantamento feito pela pasta em recomendações nacionais e internacionais apontou parecer favorável à imunização.

“Considerando ainda o momento pandêmico atual no Brasil com elevada circulação do Sars-CoV-2 e aumento no número de óbitos maternos pela Covid-19, ficou entendido que, neste momento, é altamente provável que o perfil de risco versus benefício na vacinação das gestantes seja favorável”, informa a nota, que cita análises por câmaras técnicas para a decisão.

“Portanto, o Programa Nacional de Imunizações (…), decidiu por recomendar a vacinação contra a Covid-19 de todas as gestantes e puérperas e incluí-las nos grupos prioritários para vacinação”, completa.

Ainda segundo a pasta, a vacinação das gestantes e puérperas deve ocorrer em conjunto com a vacinação de pessoas com comorbidades (como diabetes, hipertensão e outros fatores de risco) e pessoas com deficiência, mas em duas fases.

Na primeira, devem ser vacinadas gestantes e púerperas com comorbidades, independentemente da idade. Já a segunda inclui o restante das gestantes, independentemente de condições preexistentes.

Junto a essas fases, a pasta também traz na nota técnica uma especificação para os demais grupos de deficiência e comorbidades (veja abaixo), os quais devem ser organizados por faixa etária e outros critérios, como o acesso ao BPC (benefício de prestação continuada). Como a Folha mostrou, sem uma diretriz clara, estados estavam adotando critérios diferentes para organizar a vacinação dessa população.

O ministério orienta ainda gestantes com comorbidades a comprovar a situação por meio de exames, relatórios ou receitas médicas.

A vacinação deve ocorrer independentemente da idade gestacional. A nota técnica diz que mulheres puérperas que estejam amamentando devem ser orientadas a não interromper a prática.

Ainda segundo o ministério, a vacinação poderá ser realizada com qualquer vacina de plataforma de vírus inativado (Coronavac, por exemplo), vetor viral (Oxford/AstraZeneca) ou mRNA (Pfizer), respeitando os intervalos entre as doses recomendados.

A pasta também orienta respeitar o intervalo de no mínimo 14 dias entre a aplicação da vacina da gripe e outras indicadas a gestantes e a administração da vacina da Covid-19.

Neste mês, o secretário de atenção primária em saúde do ministério, Raphael Câmara, afirmou que as variantes do coronavírus no Brasil têm se mostrado mais agressivas em grávidas e recomendou postergar a gravidez nesse período crítico da pandemia. Câmara, porém, não especificou a quais variantes se referia nem mostrou pesquisas que comprovem que as novas variantes sejam mais agressivas especialmente nesse público.

Reportagem da Folha com dados do OOBr Covid-19, observatório obstétrico que agrupa informações de várias bases públicas, mostrou que o número de mortes maternas por Covid mais do que dobrou nas 13 primeiras semanas de 2021 em relação à média semanal do ano passado. Passou, assim, de 10,4 óbitos (449 mortes em 43 semanas de pandemia de 2020) para 22,2 nas primeiras semanas deste ano, com 289 mortes.

Embora estudos apontem que a gestação e o pós-parto aumentam o risco de complicações e morte por Covid-19, especialistas dizem que pesa nesse cenário a falta de assistência adequada, como acesso a UTI e ao procedimento de intubação.

O CDC (Centro de Controle de Doenças) dos EUA recomendou que as gestantes se vacinem contra a Covid-19. Um estudo recente mostrou que as vacinas da Pfizer e da Moderna são seguras para grávidas e bebês.

Em audiência na Câmara, a coordenadora do PNI, Francieli Fontana, disse que o governo não teria doses suficientes para fazer a vacinação apenas com Pfizer, daí a opção por incluir as demais vacinas também a gestantes.

“A vacina Coronavac tem uma plataforma bastante conhecida, e a Oxford e a Pfizer também não contém agentes vivos que podem se replicar no organismo”, disse. “Estudos pré-clínicos em animais e dados de gestantes vacinadas inadvertidamente em testes também não mostraram riscos.”

Confira a ordem recomendada pelo Ministério da Saúde para vacinação de pessoas com comorbidades, com deficiência e gestantes e puérperas:

Fase 1 (datas dependem da organização local):

Pessoas com síndrome de down, independentemente da idade;

Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) independentemente da idade;

Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade;

Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos;

Pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos

Fase 2:

Pessoas com comorbidades de demais faixas etárias, com critério de priorização por idade (pessoas de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos);

Pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC;

Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes.

Fonte: Ministério da Saúde

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Confesso que fui pesquisar o significado de “puérpera”. Em 53 anos de existência nunca ouvi essa palavra!

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Demora em compra favoreceu desperdício de R$ 260 milhões em Coronavac sob Lula, afirma TCU

Foto: Miguel Schincariol/AFP

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) afirma que a demora do Ministério da Saúde em concluir um processo de contratação favoreceu a perda de ao menos R$ 260 milhões em vacinas Coronavac.

O imunizante contra a Covid-19 foi comprado em 2023, em negociação que se arrastou por mais de sete meses. Os lotes foram entregues com validade curta e no momento em que a vacina fabricada pelo Instituto Butantan estava em desuso no SUS.

Ao menos 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas nem sequer deixaram o armazém do Ministério da Saúde e foram incineradas por causa do fim da validade, revelou reportagem da Folha de S. Paulo.

“Portanto, a excessiva demora para a contratação consistiu na principal causa para a perda dos imunizantes”, afirma trecho do relatório elaborado por técnicos do tribunal.

O que diz o Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde diz que encontrou um cenário de “completo abandono dos estoques” deixado pelo governo Jair Bolsonaro e que iniciou a contratação nos primeiros meses de 2023. Ainda afirmou que o TCU reconheceu que a compra seguiu diretrizes vigentes da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A pasta também afirma que atuou para garantir a oferta de vacinas à população em meio ao “cenário incerto” em todo o mundo sobre como seria a adaptação às novas variantes. “Cabe reforçar que o processo seguiu o trâmite exigido pela administração pública e a análise do TCU ainda está em curso”, acrescenta o ministério.

O que diz a área técnica do TCU

A área técnica do tribunal afirma que a compra se deu em cenário que exigia “prudência”, pois não havia possibilidade de troca das vacinas vencidas e “todos os fatores relacionados sugeriam a possibilidade de se formar um elevado estoque”.

O processo de aquisição da Coronavac se arrastou de fevereiro a setembro de 2023. A ideia da Saúde era ter aplicado as doses a partir de maio daquele ano, mas o imunizante chegou aos estoques do governo somente em 25 de outubro.

Dias antes da entrega das doses, o Ministério da Saúde isentou o Instituto Butantan da obrigação de substituir os lotes com validade inferior ao prazo definido no contrato. Para a área técnica do TCU, a pasta adotou postura diferente da esperada e “assumiu o risco” ao receber produto com validade curta e sem alternativa de troca ou ressarcimento.

Os técnicos do tribunal ainda dizem que o Butantan alertou formalmente o ministério, em maio e setembro de 2023, sobre a disponibilidade das doses, que haviam sido fabricadas em março. O instituto ainda afirmou que a “demora na formalização contratual vinha consumindo o prazo de validade do imunizante”, segundo o TCU.

Irregularidades apontadas

O acórdão aponta duas possíveis irregularidades. Uma delas é a “morosidade” na compra da vacina em “contexto que demandava celeridade reforçada”. A segunda conduta a ser questionada envolve “não coordenar, orientar e acompanhar, de forma tempestiva e compatível”, a contratação.

O prejuízo com a vacina pode ser maior e alcançar praticamente o valor total do contrato, de R$ 330 milhões, ao considerar o destino dos imunizantes que foram entregues pelo ministério aos estados. De cerca de 2 milhões de doses repassadas, apenas 260 mil foram aplicadas, segundo dados das secretarias locais. No pior cenário, 97% das vacinas se perderam.

O ministro Bruno Dantas considerou que, neste momento, não há razão para abertura de tomada de contas especial, ou seja, de procedimento que poderia envolver a cobrança do valor desperdiçado. Ele afirmou que a perda das vacinas contra a Covid é resultado de “aspectos multicausais”.

Durante o processo, o Ministério da Saúde atribuiu a baixa procura pela dose às campanhas de desinformação sobre a imunização. Afirmou ainda que o SUS poderia ficar desabastecido se as doses com validade curta fossem recusadas, pois não haveria tempo hábil para nova compra.

Para os auditores do TCU, porém, a alegação não é válida, pois o próprio ministério já reconhecia que havia baixa adesão da população à vacinação e que não seria necessário um largo estoque.

A Coronavac já estava em desuso no SUS quando as vacinas foram recebidas. Em dezembro de 2023, semanas depois de receber as doses, o ministério ainda mudou orientações sobre a campanha de imunização no SUS e definiu que a Coronavac deveria ser utilizada em “situações específicas”, como na falta ou contraindicação de outros imunizantes em crianças de 3 e 4 anos, também em crianças não vacinadas na idade recomendada.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Governo Lula atrasa liberação de R$ 41 milhões e trava obras de mobilidade, infraestrutura e saúde em Natal

Foto: Bloomberg/Bloomberg via Getty Images

A retomada de obras estruturantes em Natal depende da liberação de cerca de R$ 41 milhões em recursos federais, referentes a emendas de 2021 e 2022 ainda não repassadas.

Do total, R$ 9,66 milhões estão vinculados ao Ministério da Saúde para a segunda etapa do Hospital Metropolitano — com apenas R$ 435 mil liberados neste ano.

Já no Ministério das Cidades, faltam cerca de R$ 31,4 milhões, incluindo projetos como a requalificação do entorno da Pedra do Rosário, obras na Praia do Meio e recapeamento de vias na Zona Leste.

A Prefeitura também pleiteia R$ 17,57 milhões via novo PAC para intervenções viárias. Segundo o secretário de Planejamento, Vágner Araújo, os recursos retidos impactam diretamente obras de mobilidade, infraestrutura e saúde.

O prefeito Paulinho Freire afirma que os projetos estão aprovados e com execução iniciada, mas dependem da liberação federal. A gestão municipal tem feito articulações em Brasília para destravar os valores.

A retenção dos recursos gerou embate político. A vereadora Nina Souza (PL) atribui a paralisação das obras à falta de repasses federais.

Já a vereadora Samanda Alves (PT) contesta a versão e afirma que mais de R$ 12 milhões já foram liberados, além de novos investimentos previstos, como cerca de R$ 17 milhões para obras viárias via PAC.

Entre as intervenções previstas estão:

  • Implantação do binário Rui Barbosa/Xavier da Silveira (R$ 10 milhões)
  • Modernização semafórica no corredor Hermes da Fonseca/Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)
  • Ajustes viários na Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)

As obras visam melhorar a mobilidade urbana, com medidas como faixas exclusivas para ônibus e semáforos inteligentes, que podem reduzir o tempo de deslocamento em até 20%.

Segundo a Prefeitura, os recursos já estão previstos em contratos, e a liberação é essencial para evitar atrasos, aumento de custos e prejuízos à população.

Com informações de Tribuna do Norte

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Prefeito de Assú reúne multidão e reafirma apoio a Cadu Xavier e Dr. Gustavo

O prefeito de Assú, Lula Soares, reuniu uma multidão neste sábado (02) em um grande encontro político no município. O evento reafirmou seu apoio ao pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, e ao pré-candidato a deputado estadual, Dr. Gustavo Soares.

O encontro contou com a presença de apoiadores, simpatizantes, lideranças políticas e aliados, consolidando a força do grupo político local. Após a mobilização, Lula Soares, Cadu Xavier e Gustavo Soares concederam entrevista à Rádio Princesa, onde destacaram a importância da união para o futuro do estado e da região do Vale do Açu.

Lula Soares explicou que o apoio a Cadu Xavier está ligado ao reconhecimento pelas ações realizadas pela governadora Fátima Bezerra em Assú. Segundo o prefeito, a expectativa é de continuidade dessa parceria administrativa, com avanços e novos investimentos para o município.

Já em relação ao apoio a Dr. Gustavo Soares, Lula destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos 8 anos em que Gustavo esteve à frente da Prefeitura de Assú. Lula Soares também relembrou sua participação na gestão dele, quando atuou como secretário de Saúde e de Assistência Social, reforçando a confiança no nome de Dr. Gustavo.

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Geral

Chuvas deixam mortos e milhares de famílias sem casa no Nordeste; veja situação

Foto: Reprodução/@Yegor_drones.ofc

Fortes chuvas que atingem o Nordeste desde a última sexta-feira (1º) já deixaram mortos em Pernambuco e mais de 1,5 mil desalojados na Paraíba. Segundo informações da Defesa Civil, o cenário levou o governo federal a elevar o nível operacional para alerta máximo neste sábado (2), diante do risco e dos impactos registrados na região.

Foto: Reprodução

Em Pernambuco, de acordo com o governo estadual, ao menos seis mortes foram registradas nas últimas 48 horas em decorrência de deslizamentos e alagamentos. As ocorrências se concentram na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata Norte, atingindo cidades como Recife, Olinda, Paulista, Goiana e Timbaúba.

Foto: Reprodução/@pernambuco_ordinario

Segundo as autoridades, entre as vítimas estão mãe e filho, mortos após um deslizamento de terra na capital. Outras mortes incluem adultos e crianças, conforme balanço divulgado pelo estado.

Foto: Reprodução

Na Paraíba, de acordo com a Defesa Civil estadual, cerca de 1.500 famílias estão desalojadas, além de aproximadamente 300 pessoas desabrigadas e cerca de 9 mil afetadas pelos temporais. Os municípios mais impactados incluem João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Cabedelo.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Timbaúba

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou, em nota, que equipes federais estão em campo prestando apoio e monitorando a situação. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres emitiu 22 alertas durante o período crítico. Apesar da redução no volume de chuvas, o órgão afirma que o estado de atenção permanece.

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Economia

RN perde R$ 13 bilhões e vê investimentos em energia solar irem embora

Foto: Reprodução

O RN registrou a frustração de cerca de R$ 13 bilhões em investimentos após a devolução de outorgas de projetos de usinas solares entre 2025 e o início de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), cenário que acende alerta para impactos na economia, empregos e atração de novos empreendimentos no estado.

De acordo com os dados, foram devolvidos 2,8 gigawatts (GW) em capacidade de geração, volume superior aos 2,1 GW atualmente em operação no RN. Ao todo, 51 projetos foram afetados, o que representa cerca de 7% das devoluções registradas no Brasil no período analisado, conforme informações da Tribuna do Norte.

Segundo a Absolar, um dos principais fatores para a desistência dos empreendimentos é o chamado “curtailment”, que são cortes na geração de energia renovável sem compensação financeira aos produtores, além de entraves regulatórios e limitações na infraestrutura de escoamento.

Representantes do setor energético apontam que o cenário pode impactar diretamente a geração de empregos, a arrecadação e a competitividade do estado, além de aumentar a cautela de investidores nacionais e internacionais na destinação de novos recursos para o RN.

De acordo com especialistas e entidades, mudanças recentes no marco regulatório do setor elétrico, redução de subsídios e incertezas jurídicas também estariam entre os fatores que influenciam a devolução das outorgas e a retração dos projetos no estado.

As informações são baseadas em levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e em declarações de representantes do setor.

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Geral

[VÍDEO] “Estamos brincando de segurança pública”: sindicato diz que 5 presos estão nas ruas e chama sistema de “falido”

Imagens: Reprodução/Instagram/Vilma Batista

Após a fuga de cinco detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, neste sábado (2), a presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN (Sindppen-RN), Vilma Batista, afirmou que os presos “estão nas ruas” e criticou as condições de trabalho e a estrutura do sistema prisional no Estado.

Em vídeo divulgado nas reds sociais, Vilma atribuiu a fuga a falhas estruturais e operacionais na unidade. “Cinco presos fugiram de uma cela totalmente deteriorada, com ferragens expostas, sem vigilância aproximada e sem monitoramento eletrônico eficaz”, declarou.

Segundo a presidente do Sindppen-RN, apesar da existência de câmeras, os equipamentos não funcionavam adequadamente no momento da fuga. “Tinha câmera, mas os computadores não funcionavam. Não tinha como os policiais visualizarem esses presos saindo da cela”, afirmou. Ela acrescentou que as falhas já vinham sendo apontadas anteriormente pela categoria.

Vilma também destacou o baixo efetivo como um dos principais problemas enfrentados pelos policiais penais. “Temos um efetivo extremamente baixo. Em muitos casos, um único policial precisa monitorar mais de 500 câmeras. Isso é inviável”, disse. De acordo com ela, “as guaritas estão desativadas há anos, o que compromete ainda mais a segurança”.

A presidente do sindicato criticou ainda medidas adotadas apenas após a fuga. “Somente depois da fuga é que começaram a consertar algumas câmeras e monitores. Mas é importante lembrar: câmera não segura preso. O que garante segurança é a vigilância aproximada, e isso nós não temos por falta de efetivo”, afirmou.

Vilma Batista declarou que a situação do sistema prisional é preocupante. “Estamos brincando de segurança pública”, disse. Em outro trecho, afirmou que os detentos que fugiram “estão nas ruas” e classificou o cenário como resultado de problemas estruturais, chegando a afirmar que o sistema está “falido”.

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Geral

Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica tem transporte gratuito em Natal; veja como chegar

Foto: Alysson Costa/STTU

Natal recebe neste domingo (3) o Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica no Ginásio Nélio Dias, com transporte público gratuito para facilitar o acesso do público ao evento, segundo informações da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU). Para isso, foram disponibilizadas linhas especiais conectando diferentes regiões da cidade ao ginásio, com embarques em pontos estratégicos da capital.

• N-02 – Midway Mall
• N-15 – Alecrim, Centro e Ribeira
• N-43 – Passando pelo Midway
• N-60 – Saída do Nordestão de Santa Catarina
• N-64 – Alecrim, Cidade Alta, Petrópolis e Ribeira
• N-84 – Ribeira, Petrópolis e Cidade Alta

Segundo a organização, as linhas passam em frente ou nas proximidades do Ginásio Nélio Dias, permitindo acesso direto ao local do evento. A operação busca ampliar a presença do público durante as apresentações. Os horários estão disponíveis em www.natal.rn.gov.br/sttu/oso.

As linhas incluem saídas de regiões como Midway, Alecrim, Centro, Ribeira e zona Sul, com itinerários organizados para facilitar o deslocamento. Os horários completos podem ser consultados no site oficial da prefeitura.

Além do transporte gratuito, os ingressos para o evento também são gratuitos, sendo disponibilizados por meio de plataforma digital, com entrada solidária mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.

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Geral

É hoje: Extremoz celebra 266 anos com encontro de bandas na praça; veja

Imagens: Divulgação

O município de Extremoz, na Grande Natal, comemora neste domingo (3) seus 266 anos de fundação com a realização do 1º Encontro de Bandas e Filarmônicas, que acontece a partir das 18h, na Praça Presidente Café Filho.

De acordo com a organização, o evento reúne bandas e filarmônicas da região em uma programação aberta ao público, com apresentações musicais ao longo da noite. O público está convidado a participar do evento, que será realizado em espaço aberto, no centro da cidade.

A iniciativa faz parte das comemorações oficiais do aniversário da cidade e conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de Extremoz. O encontro tem como objetivo valorizar a cultura musical e promover a integração entre os grupos participantes.

 

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Política

Caicó dispara na geração de empregos e entra no top 4 do RN; veja números

Imagem: Divulgação

Caicó voltou a ganhar destaque no cenário econômico do RN. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o município do Seridó foi o quarto que mais gerou empregos formais no estado em março de 2026.

Foram 184 novos postos de trabalho com carteira assinada no período. O resultado coloca Caicó atrás apenas de Natal (738 vagas), Parnamirim (425) e São Gonçalo do Amarante (234) — cidades com população significativamente maior.

O dado chama atenção quando analisado proporcionalmente: com cerca de 63 mil habitantes, Caicó respondeu por aproximadamente 16% de todos os empregos criados no estado no mês, mesmo representando apenas 1,4% da população potiguar.

Segundo análise da consultoria Valorem.net, o desempenho não é pontual, mas resultado de uma trajetória consistente iniciada em 2021.

Crescimento sustentado desde a pandemia

O estoque atual de empregos formais em Caicó gira em torno de 11,6 mil vínculos ativos. Após o impacto negativo da pandemia em 2020, quando o município registrou queda no emprego, a recuperação começou em 2021 e vem se consolidando desde então.

Em 2025, o saldo foi positivo, com estimativa entre 450 e 550 novos postos ao longo do ano. A tendência de crescimento se mantém em 2026, impulsionada por diferentes fatores econômicos.

Obras, saúde e setor de serviços impulsionam empregos

A análise aponta que a estratégia adotada pela gestão municipal tem papel relevante no desempenho. Entre as principais frentes estão:

* Obras de infraestrutura, com cerca de 90 ruas pavimentadas pelo programa Pavimenta Caicó, com investimentos superiores a R$ 43 milhões;
* Expansão da rede de saúde, que passou de 8 para 28 equipes de atenção básica;
* Avanço do Complexo Industrial de Serviços e Comércio do Seridó (CISCOM), com cerca de 70% das obras concluídas;
* Fortalecimento do setor de serviços e comércio local.

Essas iniciativas geram impacto direto no mercado de trabalho, criando vagas na construção civil, na saúde e em atividades ligadas ao comércio e serviços.

Eventos movimentam milhões na economia local

Outro fator decisivo para a geração de empregos é o calendário de eventos da cidade. A Festa de Sant’Ana de 2025, por exemplo, movimentou cerca de R$ 145,6 milhões, segundo levantamento da Fecomércio-RN.

O evento reuniu 345 mil pessoas, sendo mais de 200 mil visitantes de fora do município, o que gerou forte impacto no comércio, hotelaria e serviços.

O Carnaval também vem ganhando destaque, com programação ampliada e atração de turistas, consolidando Caicó como um dos principais destinos festivos do interior do Nordeste.

Perspectivas para 2026

Com a continuidade das obras, a possível conclusão do CISCOM, novos investimentos e o fortalecimento do setor de eventos, a expectativa é de manutenção do crescimento ao longo de 2026.

Se o ritmo observado em março se repetir, Caicó pode fechar o ano com saldo superior ao de 2025, consolidando uma trajetória de recuperação e expansão do emprego formal no interior do estado.

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Geral

Disney recua em linguagem neutra, retoma “senhoras e senhores” e anuncia cortes; entenda

Foto: Reprodução

A Disney voltou a usar a tradicional saudação “senhoras e senhores” em atrações de seus parques nos Estados Unidos, após anos adotando linguagem neutra. A empresa também demitiu cerca de mil funcionários em meio a um movimento de reestruturação interna e ajustes na cultura da empresa.

De acordo com informações divulgadas por perfis especializados em parques temáticos, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o retorno da expressão em uma atração do Magic Kingdom, na unidade de Orlando, nos Estados Unidos.

A saudação tradicional havia sido substituída em 2021 por termos considerados mais inclusivos, como “sonhadores de todas as idades”, em uma iniciativa da empresa voltada à diversidade e inclusão, conforme informações da Revista Oeste.

A Disney afirmou à época, em nota, que buscava criar um ambiente mais acolhedor, valorizando diferentes experiências e perspectivas entre visitantes e funcionários. A política teria sido reforçada internamente nos anos seguintes.

Paralelamente, a empresa também realizou cortes que somam cerca de mil funcionários, dentro de um processo mais amplo de reestruturação, embora não haja confirmação oficial de ligação direta entre as mudanças na comunicação e as demissões.

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