Ministério da Saúde confirma primeira morte por febre hemorrágica no Brasil em 20 anos

Foto: Vagner Campos / A2FOTOGRAFIA/Governo de São Paulo

O Ministério da Saúde confirmou na noite dessa segunda-feira o primeiro caso de febre hemorrágica no Brasil em mais de 20 anos. A vítima foi um adulto de Sorocaba (SP), que morreu no último dia 11, menos de 15 dias após apresentar os primeiros sintomas. A doença é considerada extremamente rara e de alta letalidade.

Segundo o ministério, o paciente passou por três hospitais: inicialmente em Eldorado e Pariquera-Açu, ambos no Vale do Ribeira, e por fim na capital, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A vítima foi examinada em busca da causa da doença, e os resultados descartaram a possibilidade de ser febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika.

Exames complementares no Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein identificaram o patógeno como sendo um arenavírus, causador da febre hemorrágica brasileira.

O Ministério da Saúde comunicou o fato à Organização Mundial de Saúde (OMS) e à Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), conforme protocolos internacionais estabelecidos.

“Os funcionários dos hospitais por onde o paciente passou estão sendo monitorados e avaliados, assim como os familiares do caso confirmado em São Paulo”, informou o ministério. “Não há risco para trânsito de pessoas, bens ou mercadorias a nível nacional ou internacional. Este evento é isolado e sua transmissão é restrita.”

Segundo o Boletim Epidemióligico divulgado pelo Ministério da Saúde, o caso foi confirmado como tendo sido causado por um arenavírus do gênero Mammarenavirus (que infecta mamíferos), com aproximadamente 90% de similaridade com a espécie Sabiá.

O chamado vírus Sabiá, causador da febre hemorrágica brasileira, ganhou esse nome a partir do bairro da cidade de Cotia (SP) onde foi contaminada a primeira vítima identificada no país, em 1990. Desde então, houve outros quatro casos, o último deles em 1999.

O vírus é contraído a partir da inalação de partículas formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. É possível também a transmissão de pessoa a pessoa quando há contato muito próximo e prolongado ou em ambientes hospitalares, quando não são utilizados equipamentos de proteção.

Como os demais arenavírus, o Sabiá causa uma síndrome febril hemorrágica, cujo período de incubação da doença é longo (em média, de 7 a 21 dias) e se inicia com febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Seu ciclo dura de 6 a 14 dias, em geral, e, à medida que o quadro evolui, pode haver comprometimento neurológico (sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão) e grave comprometimento hepático, resultando em hepatite.

O tratamento depende dos sintomas do paciente. O antiviral ribavirina costuma ser utilizado no tratamento, sendo mais eficaz quando aplicado precocemente.

Histórico da febre hemorrágica no Brasil

Segundo o Boletim Epidemióligico divulgado pelo Ministério da Saúde, há a descrição de quatro casos humanos causados pelo vírus identificado no paciente. O primeiro caso, uma mulher de 25 anos, ocorreu em 1990 em São Paulo e deu origem a um segundo caso. Ela contraiu o vírus no município de Cotia, também em São Paulo, dez dias antes do início dos sintomas.

O segundo caso descrito foi um técnico de laboratório infectado acidentalmente durante o processamento da amostra clínica do primeiro caso. O paciente sobreviveu. O terceiro caso ocorreu em um laboratório nos Estados Unidos, também provavelmente durante procedimentos laboratoriais.

Por fim, o último caso é de 1999: um operador de máquina de grãos de café de 32 anos residente em Espírito Santo do Pinhal, no estado de São Paulo. Após sete dias hospitalizados, o paciente morreu.

O Boletim Epidemiológico afirmou que esse é um evento incomum ou inesperado, já que o vírus não era identificado em território nacional há 20 anos.

Segundo o Ministério do a Saúde, contudo, não existe a necessidade de apoio externo dos organismos internaiconais. As investigações apontam para um único caso restrito a uma região do país. O paciente, procedente de Sorocaba, viajou para Itapeva e Itaporanga, locais prováveis de infecção, além de Eldorado e Pariquera-Açu. Ele não realizou nenhuma viagem internacional.

O Globo

Ministério da Saúde diz que RN e mais 10 estados poderão ter surto de dengue em 2020

Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Todos os estados do Nordeste, assim como Espírito Santo e Rio de Janeiro, poderão ter um surto de dengue a partir de março de 2020, afirma o Ministério da Saúde.

“A dengue é uma doença sazonal e o quadro é dinâmico e pode mudar em pouco tempo, mas, no momento, os nove estados do Nordeste e as regiões do Sudeste com grande contingente populacional pouco afetadas em 2019 estão no nosso alerta”, afirmou ao G1 o porta-voz do Ministério da Saúde, Roberto Said.

O Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue no ano passado, com 782 mortes, segundo dados da pasta, um aumento de 488% em relação a 2018, um ano considerado atípico pelo Ministério.

Infográfico mostra os casos registrados de dengue e estados com maior número de registros — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Variações de ano a ano

Segundo Said, 2017 e 2018 foram anos com poucos casos de dengue quando comparados a 2015 e 2016.

“Isso aconteceu porque circulou, em todos esses anos, o mesmo sorotipo do vírus da dengue. E quando uma pessoa é infectada pela dengue, ela estará imune aquele determinado sorotipo pra sempre, mas não aos outros sorotipos da doença”, afirma.

A dengue é transmitida por quatro sorotipos do vírus: o sorotipo 1, 2, 3 e 4, todos em circulação no Brasil.

A intensidade de circulação desses sorotipos se alterna pelo país de tempos em tempos. Os surtos de dengue costumam ocorrer, segundo Said, quando há mudança na circulação do tipo de vírus.

Foi o que ocorreu no final de 2018, quando começou a circular no Sudeste e Centro Oeste um tipo diferente dos anos anteriores, o sorotipo 2. “As pessoas não estavam imunes ao sorotipo 2, que não circulava no país desde 2008. Por isso ele veio tão forte, porque encontrou novas pessoas para infectar”, explica o porta-voz.

A recente circulação do sorotipo 2 aconteceu somente em algumas partes do Sudeste e Centro Oeste, o que ajuda a entender porque 77% de todos os registros de dengue no país, assim 67% dos óbitos, ocorreram em apenas três estados em 2019: São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

“O sorotipo 2, que já é um tipo mais virulento que os outros, foi ganhando força conforme foi infectando novos pacientes nesses estados. Agora, ele está circulando por mais áreas. Por isso, para 2020, é esperado aumento dos casos de dengue justamente nos estados que não foram tão afetados pelo sorotipo em 2019, como o Rio de Janeiro e Espírito Santo”, explica o porta-voz do ministério.

Além da dinâmica de circulação dos sorotipos do vírus da dengue, ele alerta que o surto da doença também está relacionado a fatores ambientais. “Estamos em um momento propício para a proliferação do mosquito transmissor da dengue [Aedes aegypti]: altas temperaturas e chuvas intensas”.

Zika e chikungunya

Os dados de registro de zika ainda estão baixos no Brasil. “Mas temos a confirmação laboratorial de que o vírus do zika está em circulação por todos os estados do país, menos o Acre. Por isso, ainda há alerta de infecção para as gestantes”, informa Said.

A zika é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue. Em gestantes, a infecção por zika pode causar microcefalia nos bebês. Em 2016, o Brasil foi apontado como um dos países mais afetados pelo zika.

Foto: Fernanda Garrafiel/G1

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Camila disse:

    Mesmo assim, ninguém investe em telas nas janelas. Que atraso. O mundo inteiro usa telas nas casas. Algo bem simples e barato de ter.

  2. socorro medeiros disse:

    cade o MINSITERIO DA SAUDE governo bolsobosta?? alo….

    • Delano disse:

      Esse risco é no RN, cuja governadora petralha, como é características deles, não sabem fazer o dever de casa. Portanto cobre a irresponsabilidade ao governo do RN, a omissão do governo potiguar é de fácil constatação. Não existe um programa em andamento pra combater o mosquito, está totalmente omisso esse RN. Descalabro total

  3. Everton disse:

    E o governo Bolsonaro omisso em relação às necessidades do Nordeste, mais uma vez… eita raiva grande de nordestino q ele tem

    • Bento disse:

      Não é culpa do presidente.
      O recado foi dado
      Os governos estaduais deixaram de fazer seu dever de casa.
      E você já deu sua contribuição verificando se não tem água empossada em sua casa.?

Ministério da Saúde quer zerar fila de espera por cirurgias eletivas

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O Ministério da Saúde reservou R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os repasses começam a ser feitos já em janeiro para diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos que incluem catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgia de astroplastia de quadril e joelho, entre outras com grande demanda.

Os procedimentos com maior demanda são os oftalmológicas, para tratamento de catarata e de suas consequências, e para tratamento de doenças da retina, seguida de cirurgia para correção de hérnias e retirada da vesícula biliar.

De acordo com o Ministério da Saúde a expectativa é zerar a fila de espera de pacientes que aguardam por esses procedimentos, que não têm caráter de urgência e são de média complexidade.

As cirurgias eletivas, fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que ao longo de 2018 foram realizadas 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo país. Até outubro de 2019, foram 2 milhões de procedimentos realizados em todos os estados brasileiros.

Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, responsáveis pela organização e a definição dos critérios que garantam o acesso do paciente aos procedimentos cirúrgicos eletivos, podem se programar para utilização os recursos de acordo com as demandas da população de cada estado. Confira o valor do repasse por estado.

Foto: Ministério da Saúde/Divulgação

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Véi de Rui disse:

    Esse meu presidente tá saindo melhor do que a encomenda!

Ministério da Saúde quer incluir mais 50 milhões de brasileiros no SUS

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde quer incluir mais 50 milhões de brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS). Com esse objetivo, a pasta está convocando gestores e profissionais de saúde de todo país a atualizarem o registro dos pacientes no SUS. Para garantir essa mobilização e estimular as prefeituras a cadastrarem e incluírem mais brasileiros no SUS, o governo federal vai repassar ainda este ano R$ 401 milhões a todos os municípios.

A portaria que autoriza os recursos foi publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (12). Segundo o ministério, serão R$ 8,9 mil para cada uma das cerca de 45 mil Equipes de Saúde da Família, formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de Saúde que atendem a população nos serviços de saúde da Atenção Primária.

A medida é parte do Programa Previne Brasil, lançado no mês passado, que traz uma nova proposta de financiamento da Atenção Primária. “Agora, consultas médicas e exames garantirão mais recursos federais. Assim, os serviços de saúde que acompanharem o dia a dia da saúde das pessoas, com consultas regulares e exames, prevenindo doenças ou evitando complicações, serão recompensado.”

Um dos novos critérios de financiamento aos municípios considerará o número de pessoas cadastradas nos serviços de Saúde para definir o valor de recursos a ser repassado às secretarias de Saúde dos municípios. “Ou seja, quanto mais pacientes acompanhados, mais recursos para os municípios.”

Atualmente, cerca de 90 milhões de pessoas estão cadastradas nos serviços da Atenção Primária. De acordo com o ministério, a meta, a partir do cadastramento, é chegar a cerca de 140 milhões de pacientes vinculados às equipes de saúde. Com isso, aumentar o número de pessoas acompanhadas nos serviços de saúde, principalmente quem recebe benefícios sociais, crianças e idosos.

“O novo modelo de financiamento do SUS prioriza o atendimento das pessoas no serviço público de saúde, portanto, destina mais verba para os locais onde mais pessoas usam a Atenção Primária. Isso permite uma Atenção Primária mais justa e com mais equidade”, disse o secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim.

Antes, o cadastro dos pacientes no Sistema de Informação em Saúde da Atenção Básica era uma atribuição dos gestores e dos profissionais de saúde. Segundo a pasta, a novidade é que agora o registro passou a ser um dos critérios para pagamento das equipes de saúde, recursos que vão para a conta dos municípios. E, para facilitar, o cadastro também poderá ser feito pelo CPF do paciente e não apenas pelo Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).

Esse cadastro pode ser feito nas unidades de saúde ou mesmo durante as visitas domiciliares pelas Equipes de Saúde da Família (ESF), Equipes de Atenção Primária e Agentes Comunitários de Saúde até abril do próximo ano. Isso porque, o primeiro pagamento levando em consideração esse critério, começará a ser feito a partir de maio de 2020.

De acordo com o ministério, outros dois critérios utilizados para definição dos recursos são: melhora das condições de saúde da população, como impedir o agravamento de doenças crônicas como diabetes e redução de mortes de crianças e mães; e ainda a adesão a programas estratégicos, como o Conecte SUS, para informatização dos serviços, e Saúde na Hora, que amplia o horário de atendimento à população com abertura das unidades durante o almoço, à noite ou aos fins de semana. Desta forma, o governo vai distribuir R$ 2 bilhões a mais no próximo ano para os municípios que melhorarem a saúde dos brasileiros.

A iniciativa visa ampliar o cadastro dos usuários do SUS, pois, muitas pessoas são atendidas na Atenção Primária, mas nem sempre estão vinculadas às equipes de saúde, o que garantiria um acompanhamento regular. Ou mesmo, por não terem a saúde monitorada no dia a dia, essas pessoas acessam o SUS nas emergências hospitalares, com quadros mais graves de doenças que poderiam ter sido evitadas. O vínculo do cidadão à equipe permite o planejamento da oferta de serviços nos municípios e o acompanhamento adequado de cada paciente.

Harzheim defende que o serviço de saúde precisa saber quem são as pessoas para cuidar de prevenção, fazer o controle de doenças, melhorar a prescrição dos medicamentos e tratamentos, reduzir internações de emergência, dentre outras ações. “O objetivo é fazer a remuneração pelas pessoas cadastradas e não pelo cálculo de moradores de uma área de atuação, sem considerar o atendimento a estas pessoas, como era feito antes. Por isso, a captação (cadastro de pessoas) é um componente fundamental no novo modelo de financiamento”, disse.

A Atenção Primária é a porta de entrada do SUS. Neste nível de atenção é possível resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas. “Se a gente conseguir colocar ainda mais pessoas dentro da Atenção Primária, monitorar a qualidade do cuidado materno-infantil, imunização e doenças crônicas, o cidadão estará melhor cuidado”, finalizou Harzheim.

*Com informações do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde: 135 mil convivem com HIV no país e não sabem

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado no domingo (1) o Ministério da Saúde fez um alerta: 135 mil pessoas no Brasil convivem com o vírus HIV e não sabem.

Na avaliação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, houve ganhos importantes nos últimos anos, mas ainda há uma série de desafios. ”Temos uma epidemia estabilizada em torno de 900 mil pessoas com casos de Aids, e podemos observar uma epidemia, principalmente em homens jovens, na faixa etária de 25 a 39 anos. É com essa população que precisamos trabalhar prioritariamente”, disse.

De acordo com os dados apresentados hoje (29), das 900 mil pessoas com HIV, 766 mil foram diagnosticadas, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral e 554 mil não transmitem o HIV.

O balanço aponta ainda que o número de contaminados continua subindo no país: há um ano, eram 866 mil pessoas. Somente no ano passado, foram notificados 43,9 mil novos casos.

Ao ressaltar que o Brasil oferece acesso universal ao tratamento, não só de Aids, mas também HIV, o ministro da Saúde comemorou a redução nos casos e, também, na mortandade causada pela doença. Foram evitados quase 12 mil registros de Aids entre 2014 e 2018, e houve queda de mortalidade em 22,8% no período de cinco anos. “Encerrando o ano de 2019, veremos uma diferença ainda maior. Não podemos ter casos de morte com aids”, disse.

Campanha

A nova campanha do Ministério é direcionada à população jovem, onde a contaminação está crescendo. O foco é reforçar a importância da prevenção, testagem e tratamento: “Se a dúvida acaba, a vida continua. Precisamos incentivar o diagnóstico precoce para salvar vidas. O maior problema ainda é o medo. É importante esse incentivo para fazer o teste. Temos que atingir metas internacionais, como algumas cidades já estão fazendo. E o Brasil, da forma como está indo, ainda precisa testar 90% da população”, disse o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids, Gerson Pereira.

Até o fim do ano, o governo estima que serão distribuídos 462 milhões de preservativos, que segundo o Ministério é a forma mais eficaz de prevenção. HIV e Aids têm diferença. A primeira situação é quando a pessoa é portadora do vírus. Na segunda, o infectado já desenvolveu a doença.

Transmissão vertical

Mandetta também comemorou a informação de que o município de São Paulo receberá certificação pela erradicação vertical do HIV, quando o vírus é transmitido durante a gestação, parto e amamentação. No Paraná, as cidades de Curitiba e Umuarama foram as primeiras a serem certificadas em 2017 e 2019, respectivamente.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flauberto Wagner disse:

    Se o pessoal do Ministério da Saude sabe por que não avisa a estas pessoas!!

    • Marcelo disse:

      Flauber, trabalho no Hospital especializado em doenças enfectocontagiosas , e fazemos por amostragem esses dados eles tem uma credibilidade de 97,9% de acertos. inclusive hoje não existe grupo de risco, todos: (héteros,homos, trans…), são grupos de riscos, a cidade do Natal tem a cultura de sexo sem preservativo e sempre com muitos parceiros, inclusive a Bi sexualidade em natal é fato, enfim todos os dias chegam novos casos . Quando descobrimos cedo o paciente leva uma vida normal….
      Pressão Alta mata, câncer mata, pneumonia mata, todas as doenças quando não tratadas matam, com a AIDS não é diferente.
      Façam o teste, grátis no sistema SUS, ou compra na farmácia.

Ministério da Saúde libera R$ 3,4 milhões ao RN para ações contra o sarampo

Foto: Ilustrativa

O Ministério da Saúde liberou R$ 3,4 milhões para os municípios do Rio Grande do Norte fortalecerem as ações de ampliação da cobertura vacinal da Tríplice Viral e de prevenção, controle do surto e interrupção da cadeia de transmissão do sarampo.

A portaria com a lista com os valores, por cidade, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (16).

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), publicado em 11 de outubro, o RN tem 4 casos confirmados de sarampo, e 47 casos em investigação.

FOTO: SAMU 192 RN recebe 12 ambulâncias do Ministério da Saúde

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte recebeu, do Ministério da Saúde, 12 ambulâncias para renovação da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU 192 RN). Os veículos serão utilizados como Suporte Básico (USB) e Avançado (USA) na Região Metropolitana e bases descentralizadas no interior do estado e entram em operação a partir desta sexta-feira (13).

Com os novos veículos a frota do SAMU 192 RN passa a ser de 50 viaturas, sendo 28 de Suporte Básico, 08 de Suporte Avançado, além de 14 ambulâncias para backup.

Mais de 700 profissionais atuam no serviço que possui 21 bases descentralizadas em todo o estado, além de uma base central, em Macaíba e uma Central de Regulação Médica. Em 2018 o SAMU 192 RN atendeu a 94.613 ocorrências em todo o estado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JPS disse:

    Governo federa não fazendo nada!
    😂😂😂
    Só não ve quem é contra!

  2. Pedro disse:

    Parabéns a todos o que fazem o SAMU, que veio para ocupar um espaço importante na assistência a saúde, infelizmente, como política isolada, os seus efeitos positivos, não encontram continuidade na rede hospitalar. Atender bem e transferir e necessário e importante, porém, o estado (via SUS) ficou nisso. A porta de entrada é grande e boa, mais o WG, tem serios limites de espaço para internação, com isso, o acúmulo de pacientes nos corredores, inevitavelmente, pessimamente assistidos, só se agrava. Ainda mais com essa política atual de fechar leitos, que já não são suficientes para a demanda, isso torna a porta de saída , do mesmo hospital uma tristeza. Aumentar ambulâncias e equipes, sem aumentar oferta de leitos é incoerente e inconsequente.
    O fato é que, o SAMU dá ibope.

  3. gilson disse:

    isso o G1 não divulga… kkkkkkkkk

FOTOS: Governo do RN assina com Ministério da Saúde atos para liberação de R$ 65 milhões

Fotos: Elisa Elsie

A governadora Fátima Bezerra e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinaram nesta sexta-feira, 16, em Natal, atos normativos que autorizam a liberação de R$ 65 milhões para os serviços prestados pela secretaria estadual de Saúde e mais R$ 20 milhões para 51 municípios.

Os recursos são destinados aos serviços da atenção primária e hospitalar, aquisição de equipamentos, obras de construção, reforma e ampliação de unidade de saúde, custeio dos serviços de urgência e emergência e ampliação da capacidade de atendimento à população.

Fátima Bezerra agradeceu a presença do ministro em Natal e a liberação dos recursos e disse que este ano este é o primeiro aporte de recursos federais extras para o Governo do Estado e que o montante é muito importante, mas as necessidades são de R$ 220 milhões. “Recebemos com muita alegria o ministro e agradecemos pela atenção em liberar os recursos”, afirmou a Governadora para acrescentar que, diante das nossas necessidades este foi um passo importante. “O povo do Rio Grande do Norte me conferiu a função de governadora através do voto. E vou bater em todas as portas para cobrar ao Governo Federal o atendimento às nossas reivindicações”, reforçou

Do total dos R$ 65 milhões, R$ 35 milhões por ano serão destinados à ampliação do custeio dos serviços de média e alta complexidade (teto MAC) para financiar internações, cirurgias e exames complementares. R$ 23 milhões serão liberados em três parcelas como adicional para fortalecer a rede hospitalar.

HOSPITAL DA PM PASSA A INTEGRAR O SUS

Outra medida importante solicitada pelo Governo do Estado, e agora atendida pelo Ministério da Saúde, é a inclusão do Hospital Central da Polícia Militar Coronel Pedro Germano na rede SUS. O Hospital da Polícia Militar vai receber aporte de R$ 7,8 milhões por ano para atendimento a pacientes do SUS na urgência e emergência 24 horas.

Os recursos vêm suprir déficit orçamentário já existente e ajudará na qualificação da assistência à população potiguar. O déficit se dá por que o teto de repasse do Governo Federal tem valor inferior à produção dos hospitais no atendimento à população. O déficit orçamentário previsto para este ano é de R$ 200 milhões.

A governadora também agradeceu o apoio da bancada de deputados federais e senadores do RN que intercedeu junto ao Governo Federal em apoio à liberação dos recursos. “Buscamos apoios dos nossos parlamentares e conseguimos. Nos reunimos em Natal e em Brasília, o resultado é que, somando esforços, conseguimos esta liberação em favor da população de todo o Rio Grande do Norte”, registrou Fátima Bezerra.

O secretário estadual de Saúde Cipriano Maia, destacou a importância da vinda do ministro ao Rio Grande do Norte. “Esperamos que a vinda do ministro possa propiciar o fortalecimento das relações interfederativas da saúde”, disse o secretário.

À solenidade no auditório da Governadoria em Natal também compareceram os secretários de Estado da Saúde, Cipriano Maia, da Infraestrutura, Gustavo Coelho, da Sethas, Iris Oliveira, Segurança Pública, Francisco Araújo, Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, secretaria extraordinária de gestão de projetos (SEGEPRO), Fernando Mineiro, diretor do DER, Manoel Marques, presidente da Caern, Sérgio Linhares, senadora Zenaide Maia, os senadores Jean Paul Prates e Styvenson Valentim enviaram representantes, deputados federais Rafael Motta, Benes Leocádio e João Maia, deputados estaduais, George Soare – líder do Governo na Assembleia, Eudiane Macedo, Ubaldo Fernandes e Bernardo Amorim, prefeitos de Natal, Álvaro Dias, Mossoró, Rosalba Ciarlini, São Gonçalo do Amarante, Paulo de Souza, de Messias Targino, Shirley Targino, Pau dos Ferros, Leonardo Rego.

SOLICITAÇÕES DO PLANO DE CUSTEIO DA SAÚDE PÚBLICA

• As solicitações do Governo ao Ministério da Saúde integram o Plano de custeio da Saúde Pública apresentado no mês de março último ao secretário executivo do ministério, João Gobbardo dos Reis;

• O Plano prevê um investimento total de R$ 220,6 milhões;

• O valor seria utilizado para soluções de médio e curto prazo a fim de diminuir a superlotação das unidades, conter as paralisações na prestação de serviços e evitar o colapso na área;

• O pedido foi reforçado em maio e depois em julho, em reuniões com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta;

• O plano define como prioridades a liberação de R$ 50 milhões para cirurgias (oncológicas, cardíacas, neurocirurgias e de alta complexidade), abastecimento de insumos e medicamentos;

• O sistema estadual de regulação de cirurgias tem mais de 8 mil pessoas na fila de espera para procedimentos de urgência e eletivos, além de mais de 20 mil requisições de ultrassonografia e 8 mil para tomografia;

• O plano ainda trata da integração do Hospital da Polícia Militar ao SUS, financiamento para implantação das policlínicas, ampliação do teto em áreas de média e alta complexidade (MAC), custeio solidário dos leitos de UTI, aumento de recursos para contratos com os hospitais universitários e liberação de emendas parlamentares para hospitais estaduais (realizado hoje;

• O teto do MAC teve decréscimo nos últimos anos. A produção de serviços nas unidades estaduais ultrapassou o teto em mais de 40%, com uma diferença negativa de cerca de R$ 50 milhões; inclusive, o Ministério da Saúde só reconhece o teto máximo de R$ 36 milhões.

• O Governo do Estado, em 2018, teve mais de R$ 60 milhões sequestrados pela Justiça para atender a decisões judiciais, além de manter 30 leitos de UTI na rede privada, ao custo de R$ 45 milhões/ano, também por decisão judicial.

SOLICITAÇÕES DO PLANO ENTREGUE AO MINISTÉRIO DA SAÚDE

– Hospital da PM: R$ 7,8 milhões/ano

– Custeio da produção da Sesap: R$ 50,4 milhões/ano

– Complementação dos serviços sem financiamento federal: R$ 33 milhões/ano

– Cirurgias oncológicas: R$ 17 milhões/ano

– Cirurgias ortopédicas: R$ 2 milhões/ano

– Cirurgias urológicas: R$ 2,2 milhões/ano

– Déficit nas tomografias, ressonâncias e cintilografias: R$ 26 milhões/ano

– Leitos de UTI judicializados: R$ 45,9 milhões

– Leitos de UTI próprios: R$ 20,8 milhões

– Cirurgias eletivas: R$ 7,6 milhões

APOIO DO GOVERNO DO RN AO HOSPITAL INFANTIL VARELA SANTIAGO

O Governo do RN mantém um convênio com o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio Grande do Norte (IPAI) no valor de R$ 2,3 milhões/ano para o financiamento do Hospital Infantil Varela Santiago. Esse convênio foi firmado ano passado e teve pagamento dividido em quatro parcelas, em 2018 duas foram pagas e esse ano as demais.

O Estado também apoia o Varela Santiago com o pagamento de serviços que incluem fornecimento de gases medicinais e recolhimento do lixo hospitalar no valor de mais de R$ 519,7 mil e ainda mantém convênio referente ao atendimento de média e alta complexidade no valor anual de R$ 2,2 milhões.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Boris disse:

    Quer permanecer na política mude de cor, O PT ja era acabou.
    Ou faz o dever de casa, ou a parceria, é direto com as prefeituras.

  2. Arnaldo Franco disse:

    A Governadora tava toda sem jeito. Assim fica dificil receber apoio do Governo Federal e dizer "é gopi".

  3. Thor Silva disse:

    Tem que ficar de olho nesse dinheiro para nenhum " gópi" desviá-lo.

    • Anti-Político de Estimação disse:

      Concordo plenamente. Mas também temos que ficar de olho no NOSSO DINHEIRO , pago a duras penas através dos tributos federais, que estão nos cofres da União. Não boto minha mão no fogo por político NENHUM.

  4. Teo disse:

    O hospital da PM sempre foi do SUS, ao contrário das forças armadas…

  5. natalsofrida disse:

    Essa petralhada vai enlouquecer quando o mito chegar por aqui.
    Quero ver o que ela vai dizer. É gópi.

  6. Cabo Silva disse:

    Grelo-Duro tirou foto fazendo arminha hahahahahahahaha

    • Rodrigo disse:

      Só faz assinar o recibo do dinheiro que o governo federal tá depositando, prestar as contas direitinho, é que vai ser outra história. Rsrsrs

Ministério da Saúde reduz distribuição de vacina antirrábica e Sesap alerta para casos de raiva em animais; veja registros no RN

Foto: Prefeitura de Piracicaba

O Ministério da Saúde comunicou à Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte que o número de doses da vacina antirrábica (VARC), solicitadas pelo Programa Estadual de Controle da Raiva da Sesap, foi reduzido de 800 mil para 500 mil. Este ano, o número de estados que receberão a vacina será reduzido para nove e a campanha será realizada no período de 19 de agosto a 18 de outubro, sendo o Dia “D” fixado em 28 de setembro.

Diante da diminuição das doses, a Sesap alerta a população sobre a necessidade de atentar para os sinais clínicos da doença nos animais domésticos e para o risco de contato desses com os animais silvestres, especialmente morcegos.

De acordo com a Nota Informativa Nº 51/2019 do Ministério da Saúde, os principais laboratórios produtores de imunobiológicos no Brasil estão com capacidade produtiva reduzida para atender as demandas dos Estados brasileiros. Foi afetada a produção de soro antirrábico (SAR) e dos soros antivenenos, bem como a produção de Vacina Antirrábica Canina (VARC).

As doses enviadas ao RN atenderão apenas municípios prioritários selecionados pela Sesap a partir de critérios orientados pela Coordenação Nacional do Programa de Controle da Raiva do MS, ou seja, municípios com registro de raiva animal nos últimos três anos em ao menos um dos seguintes animais: cão, raposa ou morcego. Outro critério são municípios com percentual de cobertura vacinal canina e/ou felina menor ou igual a 65% na última campanha.

Desde janeiro até o presente momento, são 61 animais positivos para raiva, sendo 55 morcegos, 4 raposas, 1 boi e 1 cão, em 19 municípios do RN.

Municípios selecionados para campanha de vacinação antirrábica no RN em 2019, segundo critério de positividade para raiva (Cão, raposa e morcego) e/ou de baixa cobertura vacinal em cão e/ou em gato.

1. Ceará-Mirim

2. Extremoz

3. Macaíba

4. Natal

5. Parnamirim

6. São Gonçalo do Amarante

7. Baía Formosa

8. Canguaretama

9. Nova Cruz

10. Nísia Floresta

11. Santo Antônio

12. Vera Cruz

13. Assu

14. Mossoró

15. Afonso Bezerra

16. Bento Fernandes

17. Guamaré

18. Jardim de Angicos

19. Jandaíra

20. João Câmara

21. Macau

22. Riachuelo

23. Pedro Avelino

24. Pureza

25. Taipu

26. Caicó

27. Jaçanã

28. Santa Cruz

29. São Paulo do Potengi

30. São Tomé

31. Serra Caiada

32. São Bento do Trairi

33. Almino Afonso

34. Venha Ver

35. Lagoa de Pedras

36. Senador Georgino Avelino

37. Fernando Pedroza

38. Governador Dix-sept Rosado

39. Janduís

40. Ipanguaçu

41. Triunfo Potiguar

42. Rio do Fogo

43. São Miguel do Gostoso

44. Currais Novos

45. Parelhas

46. Campo Redondo

47. Boa Saúde

48. São Pedro

49. Cel. João Pessoa

50. Major Sales

51. Rodolfo Fernandes

52. São Francisco do Oeste

53. Serrinha dos Pintos

54. Severiano Melo

55. Riacho de Santana

56. Taboleiro Grande

Ministério da Saúde comprará remédio no setor privado, ao invés dos laboratórios públicos

Foto: Reprodução Internet

O Ministério da Saúde disse nesta terça-feira, 16, que, para garantir que não faltem medicamentos de distribuição obrigatória no Sistema Único de Saúde (SUS), os remédios que eram fornecidos por laboratórios públicos e tiveram contratos suspensos serão adquiridos da iniciativa privada.

A pasta da Saúde suspendeu, nas últimas três semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 18 medicamentos e uma vacina distribuídos gratuitamente pelo SUS. Documentos obtidos pelo Estado apontam que houve suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete, por exemplo.

Em nota, o ministério justificou que a suspensão das parcerias aconteceu por seis motivos principais: Recomendação de órgãos de controle (como a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União), decisão judicial, descumprimento de cronograma, falta de avanços esperados, falta de investimentos em estrutura ou solicitação de saída do parceiro privado.

Em nota nesta terça, a pasta disse que a etapa atual permite que os laboratórios públicos apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades dos contratos suspensos. “Trata-se de uma medida regular e recomendada pelos órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU), além de estar prevista no marco regulatório das PDPs e realizada com normalidade. Toda e qualquer parceria que estiver em desacordo é suspensa para avaliação”.

A Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), porém, disse que foi pega de surpresa com as suspensões e vai ingressar com ações na Justiça contra a pasta.

“Para suspender um PDP precisa ter uma avaliação de um comitê técnico, de um comitê deliberativo, ter aprovação do grupo executivo do complexo industrial da saúde”, disse ao Estado o presidente da Bahiafarma, Ronaldo Ferreira Dias, que também preside a associação de laboratórios.

“Muitos dos laboratórios estão em fase de importação de insumo, ou desenvolvendo tecnologias,” afirmou Dias. Segundo o ministério, cinco das parcerias suspensas estavam em fase avançada para a aquisição dos medicamentos produzidos. O ministério informou ainda que vem realizando compras desses produtos “por outros meios previstos na legislação”, como pregões, licitações (ou dispensa desses processos) e outros mecanismos.

Economia

De acordo com cálculos da associação de laboratórios públicos as PDPs significaram, ao longo dos últimos oito anos, em mais de R$ 20 bilhões em economia para o Tesouro Nacional.

Por isso, para a entidade, a suspensão de 19 contratos “não apenas coloca em risco o abastecimento de medicamentos estratégicos”, mas também difere dos esforços de outros ministérios de aquisição de tecnologia pela indústria nacional.

Defendido como inovador, modelo enfrenta problemas

Defendidas por especialistas em inovação como um caminho para modernizar laboratórios públicos nacionais, as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) têm acumulado problemas em sua execução no País. Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, não é a primeira vez que convênios do tipo são suspensos. Desde 2015, 46 PDPs já foram interrompidas. Hoje, 87 estão vigentes.

Em uma PDP, a farmacêutica privada firma acordo com o ministério, comprometendo-se a repassar a um laboratório público, em um período de cinco anos, tecnologia para a produção de um determinado produto. O laboratório privado, por sua vez, recebe como contrapartida a garantia de tornar-se o único fornecedor daquele item ao ministério durante os cinco anos da parceria.

No Brasil, as PDPs sofrem com as condições precárias de alguns laboratórios públicos, que nem sempre conseguem alcançar estrutura e tecnologia adequadas para assumir a produção dos medicamentos. Outro problema é que, ao fim da PDP, o produto foco da parceria pode já estar com a tecnologia ultrapassada. Para Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabete (Anad), esse é o caso das insulinas que tiveram os contratos suspensos. “Insulinas de NPH são tecnologias antigas, de 30 anos atrás. Não há necessidade de o governo investir em uma fábrica que produz insulina de tecnologia ultrapassada”, defendeu ele, que não vê risco de desabastecimento.

Outro que acredita que a suspensão não afetará pacientes é Carlos Varaldo, do Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite. Ele diz que o sofosbuvir, usado no tratamento da hepatite C, que também teve seu processo de PDP suspensa, tem estoque garantido por um pregão realizado no início do ano. “Não nos interessa se é medicamento de PDP ou de marca. Queremos preço justo. Sou a favor (das PDPs), mas todo ano deveria ter uma licitação e, se houver medicamento mais barato, baixar (o preço).”

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Se o governo mudou a forma é porquê é o melhor para sua população e para o País.
    Parabéns.

  2. realmadriddepiumgenerico disse:

    Nem precisa dizer que é uma nova forma antiga de roubar os cofres públicos. Não existe nenhuma relação público-privada que não seja promíscua.

    • Arrascaeta disse:

      Bem que falei que era temporário, arrumado o desmanche do PT, as coisas volta a fluir normalmente.
      Outra coisa que é sempre bom lembrar.
      LULA TÁ PRESO BABACA.

      Kkkkkkk

    • realmadriddepiumgenerico disse:

      De que riem as hienas?

    • Arrascaeta disse:

      Boa pergunta pra vc mesmo responder.
      Kkkkkkkkkkkkllk
      Kkkkkkklllllllll
      Lula tá preso babaca.

Ministério da Saúde informa que só pagará à Funpec após prestação de contas sobre contrato de R$ 50 milhões

É destaque no Blog do Dina – por Dinarte Assunção, nesta sexta-feira(31). 

O Ministério da Saúde enviou ao Blog do Dina nota em que informa que não repassou nenhum centavo dos R$ 50 milhões destinados ao contrato que a Funpec tem a com a Fields comunicação e que é obrigação da fundação da UFRN dar explicações sobre a licitação que a colocou no centro das polêmicas nos últimos dias.

A nota do MS foi enviada em provocação do blog após reportagens nesta quinta-feira tratar do tema. Em uma delas, o blog revelou semelhanças entre a licitação da Funpec e outra do próprio MS, nas quais a mesma empresa, a Fields, foi vencedora.

Veja mais detalhes aqui em texto na íntegra.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Indignado disse:

    Cadê os militontos que estavam pelas ruas ontem? Não se pronunciarão sobre as ocorrências na Funpec?
    Funpec está virando sinônimo de pilantragem.

  2. João Sl disse:

    Cadê os estudantes pra protestar em favor da FUNPEC?

  3. Arlindo Gomes de Carvalho disse:

    Prestar contas? Como assim? Desde quando universidade presta conta dos recursos públicos que gastou? Que conversa é essa agora?
    Eles não são independentes, a autonomia universitária não está acima das leis?
    Primeiro a autonomia universitária, depois a CF, leis ordinárias e todos resto que fica oprimindo a educação. Vai prestar contas de quê?

  4. Anti-Robô disse:

    Depois da queda, o coice.

Ministério da Saúde abre inscrições para o Mais Médicos

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma nova rodada de inscrições para o Programa Mais Médicos foi aberta nesta segunda-feira (27) e prossegue até quarta-feira (29). São oferecidas 2.212 vagas para o atendimento na atenção primária à saúde em cerca de 1.185 municípios e 13 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). As inscrições são feitas exclusivamente pela internet.

A prioridade no preenchimento das vagas será para médicos formados e habilitados com registro em qualquer Conselho Regional de Medicina do Brasil. Os candidatos inscritos devem acessar o sistema do Mais Médicos na internet entre os dias 6 e 7 de junho para indicar o local onde querem trabalhar dentre as vagas disponíveis.

A expectativa do Ministério da Saúde é que os médicos comecem atender em junho. De acordo com a pasta, essa nova etapa do programa deve reforçar a assistência na atenção primária a mais de 6 milhões de pessoas que vivem nas áreas mais vulneráveis do país.

No caso de vagas remanescentes dessa 1ª etapa, será feito um chamamento público aos brasileiros formados em outros países e que já tenham habilitação para o exercício da medicina no exterior.

edital do 18° ciclo dos Mais Médicos foi publicado no Diário Oficial da União do dia 13 de maio e traz detalhes sobre os documentos que devem ser apresentados pelos candidatos. Dessa vez, toda a documentação deverá ser enviada pela internet já no ato de inscrição. A mudança fará com que apenas profissionais já habilitados participem do chamamento público, otimizando tempo e recurso.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gabriel disse:

    Não vai da em nada, esses médicos filhos de papai nunca vão querer ir pras brenhas trabalhar…Melhor chamar os cubanos para voltar a trabalhar de verdade.

Ministério da Saúde diz que 84% das vagas no Mais Médicos já têm médicos selecionados

Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que já foram selecionados 7.154 médicos para as 8.517 vagas abertas no último edital do programa Mais Médicos . Isso representa 84% do total. No restante dos postos de trabalho, ainda não houve médico interessado.

As vagas foram abertas após o anúncio do governo de Cuba de retirar seus profissionais do programa, em reação às mudanças planejadas no Mais Médicos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele é contra a retenção de parte dos salários dos profissionais cubanos, e a favor da obrigatoriedade de passar por um exame de revalidação do diploma obtido no exterior.

O balanço, com dados que vão até as 8h desta sexta-feira, mostra 19.994 inscrições, das quais 13.341 são de profissionais com registro válido no Conselho Regional de Medicina (CRM). Deles, pouco mais de 7 mil já tiveram um destino escolhido.

O prazo para inscrição iria até este domingo, mas, na quinta-feira, o Ministério da Saúde anunciou sua prorrogação até 7 de dezembro. A extensão ocorreu em razão de instabilidade no sistema que, segundo o ministério, foi causada por “ataques cibernéticos” identificados desde o primeiro dia de inscrição. Segundo a pasta, o sistema está estável neste momento.

De acordo com o edital, são 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas que antes eram ocupadas por médicos cubanos.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Andinho disse:

    Tem uma contradição no ar, as entidades que representam os profissionais de medicina pediram e o Governo atendeu, a suspensão de novos cursos de medicina no País, pois alegam que já tem médico demais e que o futuro da profissão é preocupante. Porém o mesmo governo vai buscar profissionais médicos fora do país pois alega que aqui faltam médicos, quem fala a verdade?

  2. Jorge disse:

    Cuba dá uma lição ao Brasil: nossos médicos agora cumprirão o juramento de Hipócrates! Já não era sem tempo…

  3. João Maria Olimpo de Souza disse:

    Eita assim vai acabar o esperneio da esquerda desesperada em não mais poder financiar a ditadura de Cuba com recursos públicos, e agora? Já sei, os petista vão doar 50% dos salários como doação aos ermanos cubanos. Muito bem PT faça justiça, mostre que vocês não vão deixar os ditadores de Cuba sem dinheiro.

  4. Luciana Morais Gama disse:

    Saiu o programa MAIS MÉDICOS, entrou o NOSSOS MÉDICOS.

Dados do Ministério da Saúde: casos de dengue aumentam 231% no RN em 2018; chikungunya e zika também cresceram

Foto: Ilustrativa

O Ministério da Saúde, através de dados epidemiológicos de janeiro a outubro de 2018, divulgou nesta terça-feira (13) dados alarmantes quanto ao aumento de casos de dengue, zika e chicungunya neste ano, em relação a 2018, no Rio Grande do Norte. De acordo com as novas informações, o estado potiguar registrou até 27 de outubro, o aumento de casos de dengue foi de 231%, passando de 6.604 casos em 2017 para 21.898 no mesmo período de 2018.

O Rio Grande do Norte ficou entre os destaques, com 624,4 notificações por 100 mil habitantes, atrás apenas de Goiás, que teve 1.025 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, 12 estados apresentam aumento de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2017.

Quanto ao casos de chikungunya e zika, que são transmitidos pelo mesmo inseto, neste mesmo período, também registraram crescimento no Rio Grande do Norte. A chikungunya teve aumento é de 18%, passando de 1.867 casos em 2017 para 2.220 em 2018. Já em relação ao zika, houve avanço de 20%, passando de 432 casos em 2017 para 522 neste ano. Não bastasse, o estado também foi destacado pelo Ministério da Saúde entre os sete que tiveram aumento de zika, com 14,9 casos por 100 mil habitantes.

 

UTI do Hospital Municipal de Natal é habilitada pelo Ministério da Saúde

Os dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Natal Dr. Newton Azevedo foi habilitada pelo Ministério da Saúde, conforme a Portaria nº 2.433 publicada no Diário Oficial da União do dia 28 de dezembro. Com isso, a primeira unidade hospitalar de Natal, inaugurado há pouco mais de um ano, passará a receber verbas federais para o custeio dos procedimentos realizados.

A diretora do Hospital Municipal de Natal, Renata Campos, explicou que a UTI já funcionada de forma regular desde março passado, tendo suas despesas custeadas por recursos do próprio município.

“Cumprimos todos os requisitos exigidos pelo Ministério da Saúde para o pleno funcionamento da UTI geral do Hospital Municipal, o que foi atestado durante a visita do auditor ministerial na unidade, ocorrida no dia 22 de novembro passado. Estamos muito felizes com mais essa conquista para a saúde de Natal”.

Ministério da Saúde anuncia repasse de R$ 1 bilhão para área

Michel-TemerO Ministério da Saúde repassará de mais de R$ 1 bilhão, a partir de economias em contratos e pessoal, destinado a 99 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 7,4 milhões de medicamentos e reforço para 216 Santas Casas. As medidas foram anunciadas em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira.

Serão habilitadas 99 UPAs. Os estados que mais receberão essas unidades são São Paulo (23), Paraná (10) e Bahia (7). Em 216 Santas Casas, haverá 1.401 novos serviços – na maioria, leitos hospitalares e leitos de UTI. A pasta informou ainda que investirá R$ 227 milhões para produzir no Brasil a vacina meningocócica, e R$ 222 milhões para comprar 7,4 milhões de medicamentos.

Na economia de R$ 1,059 bilhão anunciada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, estão: reforma administrativa; corte de despesas; revisão de contratos em informática; digitalização da Carta SUS – que tem informações do serviço médico após internação ou serviço ambulatorial de alta complexidade no SUS -; e negociação de reajustes.

A maior fatia de economia foi na revisão de 33 contratos de aquisição de medicamentos e insumos: R$ 449 milhões. A ausência de reajuste pela inflação setorial de 12,5% na compra de medicamentos deixou de gastar R$ 447,8 milhões. O ministério extinguiu 417 cargos da administração – 335 destes eram cargos de confiança.

O Globo