Polícia

Deputado João Maia é assaltado por dupla no interior do Estado

Por volta das 10h de hoje, o deputado João Maia acompanhado de dois familiares e do motorista foi assaltado por uma dupla armada. O fato ocorreu em uma estrada carroçável próxima a uma propriedade do político localizada há 15 km do centro de Jardim de Piranhas.

Informações que chegaram até o blog do BG dão conta que os bandidos fingiram estar com o carro quebrado e pediram ajuda às vítimas, e logo depois anunciaram o assalto. A dupla levou dinheiro dos ocupantes do veículo. Apesar do constrangimento, não houve violência física e todos passam bem.

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Polícia

Polícia registra homicídio contra grávida nas Quintas

Na noite de ontem por volta das 23h, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) acionou as guarnições para uma ocorrência na Rua Rio Potengi, Quintas. A ocorrência se tratava de um homicídio, e a vítima foi J.F.G. de 29 anos, que estava grávida de três meses.

Policiais do 9º BPM e do BPCHOQUE foram encaminhados ao local pelo CIOSP por ter sido solicitado por populares em decorrência de um tiroteio na Rua Potengi. Depois, as equipes fizeram diligências nas imediações do mangue na busca por três ou quatro homens.

O local das diligências se deu a partir de informações prévias de populares e CIOSP que informaram sobre a fuga dos acusados.

Após algum tempo fazendo varredura no local indicado por populares, as guarnições se depararam com o cidadão infrator conhecido por “Pinheirinho”. O suspeito reagiu a voz de prisão efetuando disparos de arma de fogo contra os policiais. Na troca de tiros Pinheirinho foi alvejado e, mesmo tendo sido socorrido, veio a óbito quando deu entrada no hospital Clóvis Sarinho.

Com ele foi encontrado um revólver calibre .38 com capacidade para cinco munições (todas deflagradas) e uma arma calibre 12 de fabricação caseira.

As informações de populares apontam Pinheirinho como autor dos disparos que fez vítima a senhora grávida.

Durante o confronto inevitável com o traficante da região Pinheirinho, o mesmo foi alvejado, e embora tenha sido prontamente socorrido pelas equipes da PM, o acusado veio a óbito no Hospital Clovis Sarinho.

A Polícia Militar realizou o isolamento do local para perícia do ITEP e investigação por parte do Delegado de Plantão. Após a Perícia do ITEP as guarnições deslocaram-se para a DP Plantão Zona Norte, onde apresentaram o armamento apreendido no local do crime.

Fonte: Tribuna do Norte

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Judiciário

[MENSALÃO]: STF quer acelerar publicação de sentenças

Os ministros do Supremo Tribunal Federal começaram a discutir uma forma de garantir o rápido cumprimento das eventuais condenações de réus no processo do mensalão. A principal providência é acelerar a publicação do acórdão, a íntegra da decisão do colegiado. A publicação do acórdão é necessária para que as penas que forem impostas sejam cumpridas. O receio é de que o Supremo condene, mas efetivamente não puna os envolvidos no escândalo.

 Pelo regimento interno do STF, exceto em casos justificados, a Corte tem 60 dias para publicar o acórdão no Diário de Justiça do dia em que o resultado for anunciado. Mas na prática o resumo não tem data para ser publicado, o que tem preocupado os ministros mais envolvidos com o processo do mensalão. O Estado fez um levantamento entre os cinco casos em que o Supremo condenou políticos desde a Constituição de 1988. A média entre a decisão de plenário e a publicação do resumo no Diário de Justiça foi de nove meses.

 Em um dos casos, o do deputado federal licenciado Cássio Taniguchi (DEM-PR), o acórdão nem sequer foi publicado. Condenado em 2010 por crime de responsabilidade quando era prefeito de Curitiba (PR), Taniguchi se livrou da punição porque o processo prescreveu. No caso do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação, tem se empenhado desde que recebeu o caso, em 2005, para publicar com rapidez as decisões. Cabe ao relator, ou ao revisor, em caso de derrota do primeiro, ou ao ministro que der o voto vencedor, no caso de derrota dos dois primeiros, redigir o resumo do caso. O Supremo demorou apenas 2 meses e 12 dias para divulgar o acórdão do julgamento quando o tribunal tornou réus os 40 denunciados.

 Para acelerar a validade das decisões, o Supremo tem estabelecido como prática divulgar o acórdão sem a obrigatoriedade da revisão dos votos dos ministros. No recebimento da denúncia do mensalão, em 2007, a conduta já foi adotada: das 1.144 páginas, mais de mil eram dos votos dos ministros não revisados. A intenção é fazer o mesmo agora. Ministros dizem que a intenção é publicar o acórdão antes da aposentadoria compulsória de Ayres Britto, em 18 de novembro, quando ele completa 70 anos. Se não for possível, ficará para a gestão do relator do mensalão e futuro presidente, Joaquim Barbosa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão

 

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Social

SETURN vai realizar coletiva para esclarecer 'caso Rio-Grandense'

O Seturn promove amanhã, às 10h, coletiva de imprensa para esclarecer o fim das atividades da empresa de transportes Rio-Grandense.

Funcionários e usuários foram surpreendidos com a paralisação das atividades da empresa na manhã de hoje.

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Judiciário

OAB faz grande festa no dia dos Advogados

Paulo Eduardo, Ângela, Aldo Medeiros, Paulo Coutinho e Marcos Guerra

Convidado pela diretoria da OAB este blog foi ontem a festa comemorativa ao Dia dos Advogados no Parque Aristófanes Fernandes. Uma tarde muito agradável e prestigiada.

Organização impecável e música de ótima qualidade deram o tom da confraternização de mais de 800 pessoas presentes. Era advogado para ninguém botar defeito. Muitos advogados jovens e grandes nomes da nossa advocacia se fizeram presente.

Mas não poderia deixar de destacar o processo eleitoral intenso que tem vivido a categoria. No evento de ontem ficou claro isso, todos os candidatos à Presidência da OAB compareceram e circulavam bastante. A OAB tem grandes candidatos. Seja quem vencer – Sergio Freire, Aldo Medeiros ou Lucia Jales -,  a categoria vai estar muito bem representada.

Mas o que me chamou atenção mesmo foi a intensa movimentação dos candidatos a lista sêxtupla para o TJ/RN. Reencontrei vários amigos de longos tempos e bati papo com quase todos os candidatos presentes. Marisa Almeida circulava facilmente e bastante cortejada, Artemio Azevedo sempre um gentleman e bastante focado, Priscila Fonseca a simpatia de sempre, Marcos Duarte e Glauber Rego costurando o tempo todo, o gente boa Carlos Sérvulo e o determinado Verlano Queiroz confiante que vão reverter o indeferimento da OAB as suas candidaturas. A candidata Magda Leticia não conversei pessoalmente mas vi que também se movimentava bem.

Não perdi a oportunidade de perguntar a todos os advogados com os quais conversei o que achavam e se já tinham candidatos nos processos da OAB e do Quinto.

Quanto a OAB,  senti a candidatura de Sergio Freire mais forte, seguida da de Aldo Medeiros. Já no tocante ao Quinto, impressiona a força dos nomes dos advogados Felipe Cortez, Artemio Azevedo, Marisa Almeida, esses três com maior intensidade, e logo depois, Carlos Servulo, Olavo Hamilton, Magda Leticia, Priscila Fonseca, Verlano Queiroz, Marcos Duarte e Glauber Rego.

Pois é, esse é o relato do que vimos ontem na festa dos advogados. Gostaria de agradecer também a grande audiência do BG nesta categoria tão importante para nossa sociedade.

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Cultura

Domingo de cultura e educação no Parque das Dunas

Neste domingo (12), o Parque das Dunas Jornalista Luiz Maria Alves, dentro da programação do Agosto da Alegria, será palco para expressões artísticas e ações de educação ambiental. Com a intenção de familiarizar o potiguar com suas raízes culturais, o Agosto da Alegria traz ao Bosque dos Namorados duas atrações regionais. Durante a manhã, às 11h, o espetáculo infantil “Casa de Contos” sobe ao palco do anfiteatro Pau Brasil e promete muito encanto e diversão para os pequenos. À tarde, o fascínio fica por conta do centenário “Pastoril de Dona Joaquina”, grupo folclórico da cidade de São Gonçalo do Amarante, que se apresentará às 16h30.

A partir das 9h, uma equipe de educação ambiental ministrará oficinas e demonstrações de práticas de reciclagem e sustentabilidade. Os educadores ensinarão a transformar óleo de cozinha usado em sabão ecológico e, também, técnicas de reaproveitamento de embalagens, como caixas e garrafas pet. Ao longo das oficinas, a equipe dará dicas de como viver em maior harmonia com o meio ambiente. As ações continuam no período da tarde.

O visitante do Bosque dos Namorados terá oportunidade de prestigiar fortes expressões folclóricas, não só nesse domingo, como também nos demais fins de semana do mês. A programação integra o Agosto da Alegria, evento do Governo do Estado realizado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) e diversos órgãos da administração direta e indireta. A entrada do Bosque custa apenas 1 real.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do IDEMA

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Acidente

Acidente entre carro e moto deixa dois mortos na BR-406

Por volta das 20h30 de ontem, um grave acidente aconteceu na BR-406, que liga Natal a Extremoz,perto da AMBEV, deixando duas vítimas fatais.

Segundo informações de populares que estavam no local do acidente, um carro da marca Siena, cor branca, que ia no sentido Natal-Extremoz bateu de frente com uma motocicleta Trax preta que vinha no sentido contrário.

Os populares informaram também que a motocicleta invadiu a faixa da esquerda e que o Siena não teve como evitar a colisão. O motorista do carro não prestou socorro as duas vitimas. Elas ficaram cerca de 30 minutos esperando pelo Samu.

O Sub-Tenente do Corpo de Bombeiro, Edson Marques da Silva, passava no local e fez os primeiros socorros, além de entrar em contato com a Central do Corpo de Bombeiros.

As duas vítimas, dois homens, não foram identificados por não estarem munidos de documentos.

O Sub-Tenente afirmou que as duas vítimas tiveram fraturas expostas; um deles teve lesão na coluna servical. Eles foram levados para o Hospital Walfredo Gurgel pela Samu e por uma viatura do Corpo de Bombeiros.

A Policia esteve no local poucos minutos após o acidente e saiu na busca do motorista até às 21h30, mas sem sucesso.

Fonte: Tribuna do Norte

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Esporte

Nísia Floresta deve ser a casa do América em 2013

Depois de atuar as temporadas 2011 e 2012 na cidade de Goianinha, a equipe do América deve se mudar para a temporada de 2013. Neste sábado, o presidente Alex Padang esteve no Estádio Municipal de Nísia Floresta e gostou muito da realidade do local.

O estádio, com pouco mais de 5 mil lugares, está com tudo regularizado e deve ser a casa do alvirrubro no Estadual 2013. Na ano passado, antes de decidir por Goianinha, a diretoria do América chegou a observar Nísia Floresta.

A diferença é de 19 km de uma cidade para outra. Contudo, somando ida e volta, será uma economia de 38 km para torcedor do América. Uma economia de tempo e combustível razoável.

Opinião dos leitores

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Social

Empresa de ônibus Rio Grandense pede falência; funcionários são surpreendidos

Cobradores e motoristas que foram trabalhar no início da manhã deste domingo foram pegos de surpresa ao não encontrarem os ônibus da Viação Rio Grandense na garagem por volta das 4h.

Segundo o motorista Hélio Ferreira, o dono da empresa,José Venâncio Flor, chegou na sede a meia-noite e levou os ônibus para Parnamirim e Cidade da Esperança. A informação não chegou por um comunicado oficial, mas sim por meio de um funcionário que ficou encarregado de passar o que tinha acontecidos aos demais colegas.

“Chegamos para trabalhar e não vimos os ônibus. É estranho eles decretarem falência quando não houve indício de que isso ia acontecer. Eles estavam pagando nossos salários e o vale-alimentação normalmente”, disse Hélio Ferreira.

Hélio confirmou também que o dono da empresa agendou reunião com todos os funcionário na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) na próxima terça-feira, às 11h. Mas antes, amanhã a partir das 4h, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (SINTRO) vai estar na garagem da empresa em apoio aos funcionários que trabalhavam na Rio Grandense.

Com a interrupção do serviço hoje, usuários que costumam pegar os ônibus das linhas 03-Campus, 45 e 132-jardim Petrópolis estão sendo prejudicados.

 

Fonte: Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Eu, gostária muito, que a empresa Riograndense, voltar-se ativa, voltar- se a circular, eu, tenho saudade, dela

  2. Eu, lamento muito, à empresa, Riograndense, ter fálido, uma das grandes empresas, de transportes, coletivos, da cidade do Natal, eu, gostária muito, e quizera muito, que a empresa Riograndense, voltar- se a circular, eu, gostária muito, que às linhas, 03, 28, e 45 voltar- se ativa, voltar- se a circular, uma.

  3. é uma uma grande pecar para Natal e o RN pois foi uma das melhores empresa em transporte do nosso estado….

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Social

Ministério Público nega excessos durante operações

Em matéria de O Novo Jornal, o Ministério Público rebate crtíticas de excessos em algumas das decisões tomadas recentemente durante operações de combate à corrupção.

Dentre as acusações, estas feitas por advogados, que pesaram sobre o MP está o fato de primeiro prender para depois investigar. De acordo com os promotores que se reuniram com uma equipe de repórteres do matutino, não é legítimo dizer isso, uma vez que não se pede prisão sem base em nada, portanto, os pedidos possuíram fundamentos, se assim não fosse, juiz algum deferiria o pedido.  A instituição nega espetacularização de ações.

Acerca do tempo em que George Olímpio, apontado como chefe do esquema fraudulento da Inspeção Veicular, foi mantido preso – e que muitos apontaram os sete meses como um exagero -, os promotores argumentaram que o ideal é que o suspeito permaneça preso até que o MP conclua as investigações. A existência de 400 volumes formando o processo referente a Operação Sinal Fechado e a denúncia de 34 pessoas tiveram seu peso. E sobre a liberação de Olímpio, o fato não indica que a prisão foi injusta, e, sim que o Superior Tribunal de Justiça entendeu que não havia condenação e que, portanto, o acusado não poderia permanecer preso. “O réu solto pode destruir prova, influenciar testemunha ou continuar a delinquir”, explicou.

Sobre suspeitos que teriam sido presos injustamente, os membros do MP afirmam que até o momento não existe nenhuma medida contra a instituição uma vez que não existem elementos para isso. Admitiram que após cada operação é feita uma autoavaliação para que os procedimentos possam ser otimizados. “Não consideramos que tenham havido nenhum erro ou excesso”.

No tocante ao caso do escriturário do Banco do Brasil, Pedro Luiz Neto, preso durante a investigação da Operação Judas e que depois teve sua inocência decretada, a comissão do Ministério reafirmou não ter havido excesso também neste episódio, uma vez que as investigações apontavam indícios de participação do suspeito. “Mas o bancário não chegou a ser levado ao cárcere. Ele foi conduzido à delegacia”, justificou. “Ele assinava documentos e a fraude estava comprovada” , acrescentou.

Com informações de O Novo Jornal

Opinião dos leitores

  1. Estamos voltando pro tempo da inquisição o MP manda prender, o unico juiz que defere é dr. Armando Pontes, o suspeito permanece preso até o momento em que confessa ou faz a delação premiada, caso de  carla ubarana, se isso não for tortura, o que é?

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Social

PM prende dupla em Extremoz e apreende munição de uso exclusivo das Forças Armadas

Dois homens foram presos pelo pelotão destacado de Extremoz, região da Grande Natal, por volta das 22h30 desse sábado (11), no Conjunto Central Park, centro da cidade. Segundo informações do tenente Leão, Gerson da Costa Silva estava em frente a uma residência, portando maconha, quando foi abordado pela polícia. Dentro da casa, foram encontradas munições de diversos calibres, dentre elas, três cartuchos de calibre 50, que tem uso exclusivo das forças armadas e poder de fogo para derrubar um avião. Jurandi Lopes Pitanga, que também foi abordado no local, assumiu a responsabilidade pelo crime.

De acordo com a polícia, além da calibre 50, foram encontradas munições para calibres de 9mil (43), calibre 38 (9), calibre 40 (4), além do calibre 762 (4), que também tem grande poder de fogo. Gerson e Jurandi foram encaminhados para a delegacia de plantão da Zona Norte.

Fonte: Diário de Natal

 

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Incêndio destrói loja no Alecrim

Um incêndio de grande proporção foi registrado nas proximidades de um shopping popular, no bairro Alecrim, na noite desse sábado (11). Segundo informações do sub. tenente Farias, do Corpo de Bombeiros, a Casa da Moeda, localizada na avenida 10, começou a pegar fogo por volta das 22h e os bombeiros só conseguiram conter as chamas às 2h deste domingo. Houve perda total de danos na loja, mas ninguém ficou ferido.

Ainda segundo o sub. tenente Farias, a ação foi demorada devido as intensidade das chamas, por ser de derivados de petróleo (classe A e B), além das dificuldades com as vias de acesso. Apesar da intensidade das chamas, uma loja vizinha, que vendia equipamentos de som, não chegou a ser atingida.

Três caminhões e uma caminhonete do Corpo de Bombeiros foram utilizados na operação, que envolveu cerca de 30 homens. A ação foi coordenada pelo major João Eduardo, no CBM/RN. A causa do acidente está sendo investigada.

Quanto a informação sobre a localização do foco do incêndio, lojistas do shopping 10 explicaram ao blog do BG que a Casa da Moeda fica nas proximidades e que não houve nenhum sinistro no centro comercial em si.

Com informações do Diário de Natal

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Social

Reconhecimento de paternidade representa cerca de 20% dos casos registrados nas varas de família

Na data em que se comemora o Dia dos Pais, a edição de hoje de O Poti, faz menção àqueles que não têm um pai para chamar de seu. A reportagem de Simone Silva relata histórias de potiguares que estão envolvidos em processos de investigação de paternidade, prova científica e cabal do vínculo biológico.

Somente no primeiro semestre deste ano, foram registrados nas comarcas de Natal, Parnamirim e Mossoró 437 processos, o que representa entre 15% e 20% dos casos registrados nas varas de família. Em 2011, o número nessas jurisdições chegou a 847.

Segundo a análise do psicólogo Eudes Basílio, a ausência paterna produz reflexos durante toda a vida do indivíduo, podendo comprometer as relações sociais futuras. Basicamente, existe uma influência na construção de identidade de gênero, que segundo o profissional se torna mais clara quando há o convívio com pai e mãe. Além de haver também interferência no estabelecimento de vínculos afetivos, uma vez que o indivíduo que sofre com a ausência paterna pode se sentir culpada pela rejeição.

A reportagem mostra a história de Maíva Patrícia da Rocha, de 36 anos, nascida de um relacionamento de aproximadamente um ano entre sua mãe, uma potiguar, e um aspirante paulista da FAB, que atuou em Natal no início dos anos 1970.

No depoimento da personagem, marcas de uma vivência marcada pela ausência do pai biológico. Fato realçado nos simples gestos de preencher um formulário ou fazer uma inscrição e ter de deixar um espaço em branco e vazio, até mesmo a vergonha de responder a pergunta sobre o “nome do pai” e não ter uma identidade a apresentar”.

Segue a matéria na íntegra:

O desabafo ao lado não é de uma criança, mas de uma mulher que começou sua luta para ser reconhecida pelo pai já adulta, aos 27 anos, e cuja batalha teve um princípio de desfecho quase 10 anos depois. À exemplo dela centenas de pessoas, menores ou adultas, no Rio Grande do Norte, mais que um encontro em família gostariam de neste domingo terem seu vínculo biológico paterno reconhecido, um direito garantido pela Constituição Federal – que proclama como dever do Estado assegurar à criança a convivência familiar –  e ainda pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que decanta ser “indisponível e imprescritível” o direito personalíssimo de reconhecimento do estado de filiação.

De janeiro a junho deste ano já tramitaram nas comarcas de Natal, Parnamirim e Mossoró 437 processos de investigação de paternidade, ações que correspondem entre 15% e  20% das demandas das varas de família. A frieza dos números mascara histórias de distância entre pais e filhos, que segundo o psicólogo Eudes Basílio Júnior pode trazer consequências para toda a vida, influenciando na qualidade das relações sociais daqueles que não conhecem sua raiz paterna. “A ausência pode ser um facilitador de desequilíbrio, principalmente quando o individuo sabe que o pai existe e não atende a sua demanda de afeto”, garante. Da necessidade de suprir esta lacuna emocional vem a buscar pelo parentesco.

Eudes Júnior explica que a ausência paterna pode interferir em duas vertentes importantes: a construção de identificação do gênero, que nasce da observação do pai e da mãe; e da criação de vínculos afetivos, o apego que se dá dentro do convívio familiar. Sem a figura paterna pode surgir sentimento de carência e dúvida levando a criança a sentir-se culpada pela rejeição. “Mãe não substitui pai e pai não substitui mãe. A criança não está envolvida no processo de separação, só os adultos”. O especialista em psicologia escolar e psicopedagogia alerta que timidez, agressividade, baixa estima e até isolamento social podem ter origemna ausência de um “apego seguro”.

DireitoTitular da 1ª vara de família central, a juíza Eveline Guedes Lima reconhece que “todos têm o direito saber quem é seu pai biológico, ainda que já exista a filiação registral e sócio-afetiva distinta”. Há 10 anos na função, ela já julgou centenas de processos de identificação de paternidade, cuja maior parte das decisões se baseia no teste de vínculo genético, popularmente conhecido como exame de DNA.  Cerca de 90% dos casos chegam à justiça via atendimento jurídico gratuito (defensorias públicas ou práticas forenses de instituições de ensino superior) sendo, portanto, a maioria dos requerentes pertencentes a classes menos favorecidas.

“Os filhos sem  nome do pai em suas certidões são, em sua maioria, fruto de relações esporádicas. Então o pai não tem certeza e não reconhece de imediato o filho”, conta a magistrada. No entanto, de acordo com sua experiência 95% dos processos são resolvidos na primeira audiência, promovida por conciliadores. Outra parte, garante o advogado João Arthur Silva Bezerra também têm solução nos escritórios de advocacia. Estes, normalmente, envolvem pessoas mais abastadas. “A situação não chega ao juiz e se resolve numa conversa prévia onde há disposição voluntária das partes, inclusive submetendo o suposto pai ao exame de DNA”. A conclusão de todo processo dura cerca de 30 dias.

Em sua experiência, Bezerra garante que seus clientes buscam mesmo o reconhecimento, embora a maioria das ações venha concomitantemente ligada a arbitração de pensão alimentícia. “São adolescentes, por exemplo, que têm trauma por não ter o nome do pai em sua certidão e isso afeta sua vida”. Há casos, conta, que a própria mãe esconde, por mágoa principalmente, a identidade do pai da criança.  “Nessa situação a mãe só pensa nela, na sua dor. Se ela pensar no filho, não faz isso”, atesta o psicólogo Eudes Júnior.

Fato é que todo indivíduo tem direito de receber o nome do pai e da mãe e de ser sustentada, alimentada e educada por eles. Além do parentesco ser uma relação de sangue, a identificação da paternidade é fundamental na formação de um indivíduo, sendo seu referencial de existência. A origem de cada um, muito mais que apenas um nome num documento, um dever jurídico, passa pela não negligência paterna, para que não só uns, mas todos possam festejar a data do Dia dos Pais.

Um sonho pela metade: a história de Maíva

O texto de abertura desta matéria pertence à secretária Maíva Patrícia da Rocha, de 36 anos. Fruto de um relacionamento juvenil e fugaz – de cerca de um ano – entre sua mãe, potiguar, e um aspirante paulista da FAB, em trânsito em Natal no início dos anos 1970, ela ostenta em todos os documentos o que sempre teve na vida: a ausência paterna. A cada necessidade de preencher um formulário ou fazer uma inscrição, o constrangimento de deixar um espaço em branco e vazio, a vergonha de responder a pergunta: “nome do pai” com um “não tenho”. Nem que quisesse poderia esquecer seu vínculo sanguíneo. Seu estranho nome é a junção da denominação do pai e da mãe. “Afago e abraço me foram negados por ele”, lamenta.

A existência de Maíva para o possível genitor se deu por forma de carta. Durante um ano sua mãe escreveu enviando fotos e falando do desenvolvimento da menina. Tudo sem resposta. Aos três anos de idade sua responsável legal fez a primeira tentativa de confirmação, buscando um advogado. Na época, um acordo feitopelo advogado para que o processo não fosse adiante, o que impediria  a subida de patente do aeronauta, garantiu a compra de algumas roupas e uma festa infantil, tudo, segundo sua mãe, com a promessa de que haveria o reconhecimento legal. “Lembro que ela me perguntou se eu queria conhecê-lo, e eu disse que ia fugir se ela fizesse isso. Quando criança eu tinha raiva dessa história de pai”, lembra Maíva.

Embora possuindo a figura de um pai postiço –  na verdade o marido de sua tia, considerada sua mãe de criação – foi na adolescência que surgiu na secretária a curiosidade de conhecer sua origem. “Via coisas em mim que não identificava em ninguém da minha família, então aos 19 pensei em entrar novamente na justiça”. Mas foi só aos 27 anos que ela “se deu de presente” a busca do pai. A alta patente dele dificultou a obtenção de informações, que ela só conseguiu em Brasília, graças a intervenção de uma amigo, assessor parlamentar. Na ocasião já sabia que o militar tinha outra família e pertencia a uma classe social bem distinta da sua. “Nesse momento eu só queria mesmo conhecê-lo, nem buscava ser reconhecida como filha”, garante.

IdentidadeSegundo Maíva, a conversa de três minutos a fez ficar deprimida durante três dias. “Liguei para a base e já esperava que ele fosse frio. Ele descartou de cara ser meu pai e me mandou procurar saber com minha mãe a verdade. Ele foi grosso”. Maíva Rocha resolveu pressionar  a genitora, que confirmou: “tenho certeza que é ele”. No dia seguinte entrou na justiça por meio da prática jurídica gratuita de uma universidade – o ano era 2003. O processo praticamente só andou em 2009 e terminou sendo transferido para São Paulo, onde seu provável pai mora e a quem ela credita a influência para isso ter ocorrido. “Fiquei ciente que seria difícil”. Uma conhecida lhe encaminhou para uma advogada na capital paulista, que pegou sua causa sem lhe cobrar. Foi graças à ajuda de outros amigos que foi fazer seu exame de DNA, no fim de 2011.

Quando chegou ao laboratório Maíva Patrícia da Rocha reconheceuo pai pelas fotos que já vira na internet. Sentou atrás do militar e o observou. Este só soube quem era sua suposta filha quando foi chamado pela técnica. “Antes de realizar o exame a perita disse que era muito estranho esse processo estar lá”. Ainda na sala de espera, o aeronauta, hoje brigadeiro-do-ar, puxou conversa, fez várias perguntas à secretária, a última delas: “O que você quer de mim?”, “Eu disse: reconhecimento”.

Ao final, um simples aperto de mão. “Observei ele até o estacionamento e fiquei surpresa quando ele, que tem 63 anos, subiu numa moto. Descobri de onde vinha minha paixão por essas máquinas”, conta. Meses antes ela havia ficado 11 dias numa UTI, sem perspectiva de sair com vida, em virtude de um acidente de moto.

“Deus estava me satisfazendo o desejo do meu coração em me deixar mesmo que discretamente olhar para ele e gravar suas expressões e seu jeito. Agradeci pela oportunidade. Eu realizei o meu sonho nesse dia. Aos trancos e barrancos o que queria era conhecer ele. E eu consegui”.

Na carta que escreveu em dezembro passado para as  duas irmãs contando sua história, Maíva desabafou. “Creio que vocês já sabem da minha existência, existência esta que foi apagada da vida do meu pai. Digo pai porque eu e ele sabemos a verdade, verdade essa que de todos os modos está sendo deturpada, violada e modificada, e pela qual eu não tenho mais forças pra lutar, pois fui vencida realmente pelo cansaço, e pela tristeza”. O exame de DNA excluiu a paternidade, embora Maíva Rocha tenha certeza do erro.

Projetos possibilitam reconhecimento paterno

Dois projetos, o “Pai Legal” e o “Pai presente”, vêm devolvendo a centenas de crianças potiguares o direito à filiação paterna. O primeiro é uma iniciativa da promotoria de Natal e embora tenha surgido em 2009, funciona efetivamente desde o ano passado, período no qual pelo menos 220 crianças puderam obter seu reconhecimento legal e direitos, afetivos ou financeiros,  vinculados. O segundo é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) através do provimento 16, que busca reduzir o número de pessoas sem paternidade reconhecida no país.

A segunda promotora de justiça da capital, Rosa Lígia Rosso Nunes Flor,  explica que o  Pai Legal funciona junto às escolas públicas municipais, sendo realizado por zonas de atuação. Partindo de dados fornecidos pelas próprias instituições de ensino, são identificados estudantes sem registro do genitor. Em Natal 10 promotores atuam no projeto. Primeiro vão conversar com os pais na escola para relatar a importância de constar no registro dos filhos o nome do pai. “Depois vamos averiguar a existência deles, convidamos a mãe a abrir um processo, pedimos documentos e indicação de onde podemos achá-lo. Então o chamamos”, explica.

Na maioria dos casos, segundo ela logo no início, o pai – que não possuía qualquer contato com o filho – faz o reconhecimento e se estabelece o provimento legal, encaminhando ofício para o cartório para que proceda o registro correto. “Ainda há muito preconceito quando a pessoa só possui o nome da mãe”, conta a promotora. Segundo dados nacionais estima-se que no Brasil existam entre 3,5 e 5 milhões de alunos das redes pública e privada que não têm o nome do pai na matrícula. Em Natal são cerca de 10 mil casos, segundo Fátima Soares de Lima, juíza coordenadora no RN do Pai Presente.

O programa desenvolvido por Tribunais de Justiça de todo o país desenvolve no Rio Grande do Norte ações pontuais em parcerias com diversos órgãos como as defensorias públicas e até Câmaras Municipais. Graças a ele o acesso à justiça foi viabilizadopermitindo que aja o reconhecimento. Através dele as mães cujos filhos não possuem o nome do pai na certidão de nascimento poderão recorrer a qualquer cartório de registro civil para dar entrada no pedido. O mesmo procedimento pode ser adotado pelo pai que desejar espontaneamente fazer o registro do seu filho. “O Pai Presente abriu um enorme espaço para regularizar muitas situações que antes era preciso judicionalizar”, revela Fátima Lima.

No cartório é necessário preencher um termo com informações pessoais, do filho e do suposto pai, conforme modelo fornecido pela Corregedoria Nacional, além de apresentar a certidão de nascimento. Pessoas com mais de 18 anos também podem dar entrada no pedido diretamente nas serventias, sem a necessidade de estarem acompanhadas da mãe. O próprio registrador deve enviar o pedido ao juiz competente, que notificará o suposto pai a manifestar-se em juízo se assume ou não a paternidade.

Duas histórias de paternidade

A dona de casa Maria de Fátima Freitas aguarda o resultado de seu exame de DNA para reconhecimento de paternidade. Sua história é atípica. Sexta filha de um casal não legalmente casado, perdeu o pai quando tinha três meses de vida, vítima do álcool. Por este motivo terminou sem o sobrenome “Costa” em sua certidão de nascimento. Só aos 21 anos resolveu regularizar a situação. “Todos os meus irmãos tem o sobrenome, menos eu. Quando era criança lembro de ficar triste por não ter a quem entregar os cartões que fazia. Os outros tiveram contato com ele, eu não. Eu quero ter uma identificação, eu tive um pai. Aprendi a conviver com ele, mas fica o vazio”.

Um administrador (que preferiu manter seu nome sob sigilo) sempre desconfiou que uma de suas filhas, fruto de um de seus longos relacionamentos não fosse sua filha. No entanto só as 16 anos resolveu tirar a dúvida e, sem avisar a ninguém submeteu-se a um exame de DNA. Para o comparativo pegou fios de cabelo da filha e da ex-mulher que pudessem servir ao teste que,por fim confirmou sua suspeita e excluiu sua paternidade. O resultado atendeu uma necessidade própria. Ele só contou o ocorrido a um irmão. “Resolvi continua a ser o que eu já sou há 16 anos, o pai. É assim que eu me sinto”.

Sabia mais

A Constituição Federal de 1988 igualou os filhos havidos ou não da relação de casamento, não havendo mais qualquer restrição para que se opere o seu reconhecimento.

Processo de reconhecimento

– Todo indivíduo tem direito de conhecer suas raízes, de saber qual o seu parentesco com outras pessoas. Caso o pai se recuse a reconhecer um filho, parte-se para um processo que se chama Ação de Investigação de Paternidade que pode ser movido pela criança, representada por sua mãe quando ela é menor de idade, contra o suposto pai que  nega o reconhecimento. Outra situação se aplica quando o filho atingiu a maioridade e pode ele próprio iniciar o processo.

– O primeiro passo é a busca por um advogado. Quem não pode pagar um deve buscar a justiça gratuita das defensorias e práticas jurídicas. É de suma importância fornecer  duas informações cruciais: o nome e o endereço onde o suposto genitor possa ser localizado. O homem é chamado para tomar conhecimento da solicitação. Caso não aceite a paternidade parte-se para o processo de instrução, com a solicitação do DNA.

– Uma vez provada a filiação através do exame, ele será obrigado pelo  juiz a registrar e  cumprir todos os deveres relacionados à paternidade, como, por exemplo, pensão alimentícia e herança. A sentença tem eficácia absoluta, valendo contra todos, ao declarar o vínculo de filiação.

– No entanto ele pode se negar a fazer o exame. Ainda sim o processo segue. “O fato de se eximir dele é um indício forte que será levado em consideração”, explica Eveline Guedes, da primeira vara de família de Natal. Antes do DNA levava-se em consideração, entre outros fatores, as “semelhança fisionômicas”, prova testemunhal, documentos e exames menos específicos de sangue. Um processo deste tipo pode chegar até o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo assunto tratar-se de matéria constitucional.

Estatísticas

Investigação de paternidade

Casos que chegaram à justiça
Período Janeiro a Dezembro de 2011

Comarca de NatalCentral – Seis varas –  143 casos
Zona Sul – Duas varas – 18 casos
Zona Norte – Duas varas – 122 casos
Comarca de Mossoró – Quatro varas –  418 casos
Comarca de Parnamirim – Duas Varas – 146 casos

Total de casos – 847

Investigação de paternidade

Casos que chegaram à justiça
Período Janeiro a Julho de 2012

Comarca de NatalCentral – Seis varas –  162 casos
Zona Sul – Duas varas – 19 casos
Zona Norte – Duas varas – 81 casos
Comarca de Mossoró – Quatro varas –  101 casos
Comarca de Parnamirim – Duas Varas – 74 casos

Total de casos – 437

Fonte: Diário de Natal/ O Poti

 

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Segurança

Apesar de déficit de 2 mil vagas, novo pavilhão de Alcaçuz segue desocupado

“Pavilhão fantasma”. Esta é a definição da Tribuna do Norte, na matéria assinada por Yuno Silva, dada ao Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, anexo ao Presídio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Com um déficit de 2 mil vagas em todos o sistema prisional potiguar, o estabelecimento prisional permanecene sem presos devido a problemas de estrutura e de pessoal.

A edificação que possui uma área construída de aproximadamente três mil metros quadrados se encontra vazio há quase dois meses. Motivos: problemas na rede elétrica, os quais impossibilitam o funcionamento da rede de tratamento de esgoto e insuficiência no efetivo de agentes penitenciários. Toda a estrutura comporta 402 presos distribuídos em 52 celas.

Inaugurado em dezembro de 2010, porém ocupado somente em outubro do ano seguinte, o Rogério Madruga foi apresentado como um pavilhão de segurança máxima. Fato ignorado pelos 41 presos que conseguiram fugir do local em janeiro deste ano. A construção do anexo custou quase R$ 11 milhões.

AGENTES – De acordo com a matéria, atuam 16 agentes penitenciários em Alcaçuz, presídio ao qual o pavilhão ainda está subordinado administrativamente. Seriam necessários 25 profissionais para dar cumprimento ao serviço.

REABERTURA- A atual diretora de Alcaçuz, Dinorá Simas informou que os reparos na rede elétrica devem ser iniciados nesta semana, mas não apresentou uma data para conclusão e reabertura da unidade. Ela adiantou que, segundo prospecção da Sejuc, devem ser convocados 59 agentes penitenciários para trabalhar no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga.

Segue abaixo a matéria na íntegra:

A cena é de abandono e desperdício. O Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como o pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, reflete os problemas que assolam o sistema prisional no Rio Grande do Norte. Inaugurado em dezembro de 2010, o prédio de quase três mil metros quadrados de área construída está desocupado, mesmo com o déficit de duas mil vagas, e no olho do furacão de uma crise que pode desembocar na decretação do estado de calamidade pública na segurança pelo Governo do Estado – pelo menos esse é o entendimento do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), cuja sugestão é vista com bons olhos pelo juiz Henrique Baltazar, da Vara de Execuções Penais.

Baltazar interditou parcialmente a Penitenciária de Alcaçuz no dia 8 de agosto, devido a superlotação do presídio, decisão que impede qualquer transferência ou encaminhamento de novos presos. A decisão só será revogada quando a situação do pavilhão 5 for normalizada – sua construção custou R$ 10,98 milhões aos cofres públicos.

Considerado de segurança máxima, o pavilhão 5 está vazio há cerca de dois meses por deficiências na rede elétrica, que impede o funcionamento da estação de tratamento de esgotos, e falta de pessoal. Testemunha de uma série de fugas – a mais espetacular delas aconteceu em janeiro deste ano, quando 41 presos escalaram o muro -, boa parte delas ocorridas por falta de vigilâncias: das 11 guaritas de Alcaçuz, apenas nove funcionam e mesmo assim de forma irregular. “São necessários 25 homens para dar conta do serviço, no mínimo 22, mas hoje só temos 16”, declarou um agente penitenciário que acompanhou a reportagem da TRIBUNA DO NORTE até o pavilhão fantasma, e preferiu não se identificar.

Quando se chega ao Pavilhão Rogério Coutinho Madruga tem-se a impressão de que o lugar foi abandonado às pressas, como cidades fantasmas vistas em filmes:  através das janelas é possível ver roupas, lençóis, utensílios pessoais e recipientes com comida apodrecida jogados pelo chão e espalhados por cima das camas.

O lixo arremessado pela janela se acumula do lado de fora, e logo na entrada uma gambiarra parece ser a única fonte de energia elétrica que alimenta o pavilhão – fato que comprova a precariedade do fornecimento e as constantes sobrecargas que paralisam o funcionamento da estação de tratamento de esgoto (ETE). Para completar o quadro, um vazamento chama atenção pelo barulho causado pelo volume de água desperdiçada.

O agente penitenciário mostra a estrutura da ETE: “Tudo novo e sem funcionar direito”, lamentou. “Está vendo ali aquela guarita? Está vazia. E logo aquela outra”, aponta, “também vai ficar, pois não há quem renda o policial”. As duas guaritas são as que cuidam da vigilância do pavilhão. Ele contou que, quando os 41 presos fugiram em janeiro, “era tanta gente que escalaram o portão e usaram as escadas de manutenção da ETE para pular o muro”. De acoprdo com o agente, “no começo esse lugar aqui era um exemplo de disciplina, era tudo organizado e limpo. Hoje está assim, tudo bagunçado”, lamentou.

Falta de agentes é principal problema

O Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, inaugurado pelo Governo em dezembro de 2010 mesmo sem ter sido completamente concluído, foi projetado para ser uma unidade prisional independente. A informação é do agente penitenciário que acompanhou a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE até o local.  “Há espaço suficiente para instalar setor administrativo próprio”, garantiu o agente que prefere não ser identificado. “A estrutura física daqui é boa, há camadas de concreto no chão para evitar escavações, o maior problema é a falta de recursos humanos”, informou.

Outra questão apontada por ele, que prejudica o funcionamento do pavilhão, é o fato da central elétrica não ser independente: “Sem eletricidade não há como a central de tratamento de esgoto operar, fato que compromete todo o sistema hidráulico deste pavilhão”. O pavilhão 5 é o único do complexo prisional de Alcaçuz que possui o equipamento, “os quatro restantes utilizam fossas comuns”.

A estação de tratamento está parada desde que o pavilhão foi fechado, há cerca de dois meses, por falta de estrutura. Questionada se há algum prazo estipulado para o pavilhão ser reestruturado e reaberto, Dinorá Simas Lima Deodato, diretora da Penitenciária de Alcaçuz, limitou-se a dizer que “estamos esperando e logo logo será relocado, não deve demorar muito não. Os trabalhos para resolver o problema da rede elétrica deverão iniciar nesta próxima semana”. Segundo a diretora, a empresa que ganhou a licitação já esteve no local fazendo medições: “Fui informada pelo engenheiro da empresa que segunda-feira (13) começam a encostar o material para as obras”, adiantou. Quanto à necessidade de contratar novos agentes penitenciários para tomar conta do pavilhão 5, quando este for reaberto, Dinorá Simas comentou que há comentários na Sejuc de serão “convocados 59 novatos”.

Com 52 celas, 2.880 mil metros quadrados de área construída e capacidade para abrigar 402 apenados, o Pavilhão Rogério Coutinho Madruga é um dos únicos do Estado que possui estação de tratamento de esgotos – ao lado da Cadeia Pública de Nova Cruz, inaugurada em agosto de 2010. Construído em tempo recorde (120 dias), com blocos de concretos de alto desempenho que dificultam escavações, o pavilhão recebeu investimento da ordem de R$ 10,98 milhões, recursos do próprio Governo do RN.

Bate-papo: Henrique Baltazar – Juiz de Execuções Penais

Há alguma previsão do Pavilhão 5 ser reaberto?
O Governo informou que em 30, no máximo em 60 dias quer concluir as obras de reestruturação do pavilhão. Eu acho que vão tentar apressar, pois conforme a determinação imposta   só serão permitida a entrada de novos presos em Alcaçuz depois que esse pavilhão for reaberto. Agora depende do Estado, se terminar em 15 dias ele (o Governo) pode encaminhar novos detentos pra lá.

Qual o principal problema do pavilhão?
Adequação da parte elétrica, reativação da estação de tratamento de esgoto e a segurança. Não adianta reabrir o local sem os agentes para trabalhar, se não vai acontecer a mesma coisa que aconteceu antes: se não tiver ninguém trabalhando lá dentro, vão fugir de novo.

O senhor saberia informar se o Governo pretende contratar ou remanejar agentes penitenciários para cuidar do pavilhão quando ele for reaberto?
O que posso dizer é que o Ministério Público propôs ao Governo um Termo de Ajustamento de Conduta permitindo a nomeação de novos agentes prisionais.

E a chegada de três novos presos na noite de quinta (9) para sexta-feira (10) em Alcaçuz?
Esse caso é o seguinte: a Sejuc transferiu esses presos e encaminhou um ofício pra mim, temos um sistema interno de troca de correspondência, mas eu ainda não tinha aberto esse comunicado. E eles, na verdade, teriam que esperar que eu respondesse primeiro. Disseram que era uma situação emergencial e irei determinar um prazo para que esses presos sejam transferidos para outro local. A determinação que dei é que para entrar ou sair presos de Alcaçuz só com minha autorização.

Há rumores de que as fugas do dia 3 de agosto, quando fugiram oito detentos, foram facilitadas?
Como dizem: não confirmo nem ‘desconfirmo’, a situação está sendo investigada.

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Acidente

Animal na estrada provoca capotamento e morte na BR-304

O acidente aconteceu por volta das 23h desse sábado, no trecho da BR-304, nas proximidades da comunidade de Acauã, entre as cidade de Assu e Itajá.

Segundo informações, Dandara de Souza Fonseca, de 22 anos, conduzia um veiculo tipo Sorento de placas NNK 9864, e, no momento que tentou desviar de um animal, perdeu o controle do carro e capotou. A jovem morreu no local.

A vitima era filha do empresário conhecido como “Samucka Palcos” da cidade de Assu.

Com informações do blog O Câmera

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