Política

Bastidores porque Bolsonaro atacou o PSL e avalia trocar de partido

O presidente Jair Bolsonaro atacou o PSL, partido pelo qual se elegeu, no ano passado, e indicou que poderá mudar de sigla. O motivo da insatisfação é a dificuldade da família Bolsonaro para controlar a legenda e seus diretórios regionais, que não aceitam a imposição dos nomes do grupo. Mesmo rachado, o partido terá na próxima campanha a maior fatia dos fundos públicos usados para financiar candidatos – estimada em R$ 400 milhões –, porque foi o mais votado na disputa de 2018, na esteira da eleição de Bolsonaro.

A saída do presidente, porém, já é dada como certa pela cúpula do PSL, que teme uma debandada. Dirigentes do partido ouvidos pelo Estado afirmam que o presidente pode levar até 15 dos 53 deputados federais, além de dois dos três senadores – Flávio Bolsonaro (RJ) e Soraya Thronicke (MS).

Embora ainda não tenha definido o seu destino, Bolsonaro avalia vários cenários políticos e deseja um partido que possa controlar, para impulsionar sua candidatura à reeleição, em 2022. A União Democrática Nacional (UDN) já pediu registro como partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e quer que o presidente se filie à sigla.

“Estamos de braços abertos para a família Bolsonaro”, disse Marcus Alves de Souza, presidente da UDN. O Estado apurou que o dirigente da sigla em formação tem conversado com interlocutores do clã Bolsonaro.

O conflito do presidente com a cúpula do PSL ficou evidente nesta terça-feira, 8, após ele ser abordado, diante do Palácio da Alvorada, por um apoiador que disse ser pré-candidato da legenda no Recife. Bolsonaro pediu a ele para “esquecer” o PSL e afirmou que o deputado Luciano Bivar (PE), presidente do partido, “está queimado para caramba”.

O militante estava gravando um vídeo quando Bolsonaro fez o apelo que escancarou a queda de braço no PSL. “Oh, cara, não divulga isso não. O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”, afirmou o presidente.

A articulação de Bolsonaro ganha luz no momento em que partidos de centro se articulam em torno da possível candidatura do apresentador de TV Luciano Huck à Presidência.

Em fevereiro, o Estado revelou que o clã Bolsonaro negociava migrar para a UDN, sigla extinta após o golpe militar de 1964. Em abril, o advogado Marco Vicenzo, outro articulador da criação do partido, protocolou no TSE um pedido de refundação da legenda alegando a necessidade de reparar “injustiças históricas praticadas em desfavor” do partido. Se aceito, a legenda pode ser refundada sem o protocolo tradicional de criação de um partido, descartado por pessoas próximas ao clã Bolsonaro que consideram inviável. A legenda também mudaria de nome e passaria a ser chamada de “Conservadores”. Aliados da família dizem que outra opção é o Patriota, partido que chegou a negociar com Bolsonaro antes das eleições.

Bolsonaro exige comando da sigla

Por telefone, Bolsonaro exigiu de Bivar, na segunda, 7, o comando do PSL. Disse que, caso a situação continuasse como está, deixaria o partido. Bivar recusou o ultimato. O deputado controla o PSL desde 1994, quando a sigla ainda era nanica.

Nos bastidores, Bivar acusa o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho “03” do presidente, de tentar “dar um golpe” para destituí-lo. Chegou a dizer até mesmo que Eduardo incentivou a confecção de uma lista para antecipar a eleição interna no partido.

O grupo político ligado a Bivar divulgou nesta terça um manifesto exaltando a importância do partido nas eleições de 2018. Defendeu, ainda, a redistribuição de postos de comando da legenda nos municípios.

Na prática, a medida pode desfazer arranjos impostos no Rio pelo senador Flávio Bolsonaro, filho primogênito do presidente, e, em São Paulo, por Eduardo. Em São Paulo, dirigentes regionais foram à Justiça para reverter atos de Eduardo. No Rio, Flávio teve de recuar da decisão de expulsar filiados com cargos no governo de Wilson Witzel (PSC) – que tem criticado o governo federal.

No documento divulgado nesta terça, aliados de Bivar afirmaram que ele atendeu a todos os pedidos de Bolsonaro em 2018. Lembraram que o deputado chegou a se afastar da presidência do partido – na época, quem assumiu o comando do PSL foi Gustavo Bebianno, a pedido de Bolsonaro. Bebianno foi empossado ministro da Secretaria-Geral da Presidência, mas caiu após atrito com Carlos Bolsonaro, o filho “02” do presidente.

“Se Bivar não tivesse aberto as portas, o presidente fatalmente não teria tido legenda para concorrer em 2018”, afirmou o deputado Júnior Bozzella (SP), signatário do manifesto em favor de Bivar. Os apoiadores do deputado organizaram um jantar em desagravo a ele ontem, em Brasília.

Bivar tirou das mãos da deputada Bia Kicis (DF), aliada do presidente, o comando da legenda no Distrito Federal, e prepara o rompimento do contrato da advogado eleitoral Karina Kufa, que cuidou da campanha de Bolsonaro e é diretamente ligada a Eduardo.

A possibilidade de uma debanda do PSL está no radar de Bivar desde de agosto, quando a presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP), tentou aprovar uma emenda para permitir um novo período de janela partidária. Com isso, autorizava parlamentares a trocar de legenda sem punições. Na ocasião, Bivar convocou outros dirigentes de partidos, entre eles Paulinho da Força (Solidariedade) e Marcos Pereira (Republicanos), para discutir a proposta. Mas articulou a derrubada do projeto, evitando a possibilidade da desfiliação em massa.

Líder do PSL no Senado, Major Olimpio (PSL-SP) disse não ver Bolsonaro saindo do partido. “Eu realmente estou perplexo com a manifestação do presidente”, afirmou ele. “É como alguém morar sozinho e fugir de casa. O PSL é o único partido 110% fiel ao presidente, em todas as votações.” /

RENATO ONOFRE, CAMILA TURTELLI, MARIANA HAUBERT, PEDRO VENCESLAU e PAULA REVERBEL / ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. "..Mesmo rachado, o partido terá na próxima campanha a maior fatia dos fundos públicos usados para financiar candidatos – estimada em R$ 400 milhões…".
    Está escancarado aí o grande motivo de tanta luta do governo e dos políticos em geral no sentido de extrair todos os direitos possíveis e imagináveis do trabalhador brasileiro, sob o pretexto de "economia" : O apetitoso e famigerado fundo partidário.

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Educação

Zenaide alerta: RN perde mais de R$ 47 milhões com PLN 18/2019

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) fez um alerta para as perdas para o Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (08), com a aprovação do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN 18/2019), que abre cerca de R$ 3 bilhões em créditos suplementares para algumas áreas, como a da defesa, retirando mais de R$ 1 bilhão do orçamento da educação.  “É importante dizer a população que quem votou a favor do PLN votou a favor da retirada de verbas para a universidade pública e para os institutos federais”, destacou Zenaide Maia.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, sofre impacto negativo de R$ 8,76 milhões e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) perde R$ 2,47 milhões. O prejuízo para a educação do Estado chega a R$ 12,5 milhões.

Na área de segurança pública, serão cancelados R$ 3,25 milhões que financiariam a aquisição de equipamentos e material para informatização e aperfeiçoamento da investigação criminal da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Ações de desenvolvimento urbano na capital, Natal, perdem R$ 2,05 milhões. Somados todos os cancelamentos, são R$ 47,7 milhões a menos para o Estado. “Eu não poderia ser favorável a cortes que prejudicam tanto, especialmente, a área de Educação e o Rio Grande do Norte”, declarou Zenaide Maia.

A proposta foi aprovada na Câmara, mas faltou a decisão do Senado, pois faltou quórum.

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Política

PSL e Bolsonaro travam disputa por R$ 737 milhões

Bolsonaro e Bivar

Parece perto do fim o casamento de conveniência entre Jair Bolsonaro e o PSL. Ontem o presidente torpedeou o dono do partido, Luciano Bivar, a quem chamou de “queimado”. Por trás das escaramuças, trava-se uma disputa pelo controle de R$ 737 milhões.

Este é o valor que a legenda deverá receber dos cofres públicos até 2022, segundo cálculos de Bruno Carazza, autor do livro “Dinheiro, Eleições e Poder”. A conta ainda pode engordar caso os parlamentares aprovem o sonhado aumento no fundo eleitoral.

Até o ano passado, o PSL passava despercebido na sopa de letrinhas da política brasileira. Vivia de migalhas do fundo partidário e do comércio de segundos na propaganda obrigatória. Com a eleição de Bolsonaro, a pequena sigla virou um grande negócio. Passou a receber mais dinheiro público que PT e PSDB.

O cartório milionário está nas mãos de Bivar, um dublê de empresário e cartola de futebol. Em 2006, ele concorreu ao Planalto e terminou em último lugar, atrás do folclórico Eymael. Doze anos depois, tirou a sorte grande ao alugar a legenda para Bolsonaro.

Na garupa do capitão, elegeu 52 deputados e quatro senadores, quase todos novatos. Foi um crescimento exponencial. Na eleição anterior, o PSL havia conquistado uma única cadeira na Câmara.

O presidente nunca se notabilizou pela fidelidade partidária. Começou no extinto PDC e perambulou por outras oito siglas, incluindo o PTB de Roberto Jefferson e diferentes encarnações do PP de Paulo Maluf. Em 2018, flertou com o Patriota do Cabo Daciolo antes de trocar alianças com Bivar.

Ao anunciar a filiação, Bolsonaro deixou claro que fazia um acordo de interesses. “Dificilmente ele sobreviveria à cláusula de barreira, e eu, sem partido, não seria candidato. Então estamos fazendo um casamento”, explicou.

Como acontece em muitas famílias, o aumento do patrimônio precipitou o desgaste da relação. Bolsonaro valorizou a casa, mas não conseguiu tomar a chave do cofre. Agora ele tentará negociar a partilha de bens antes de decidir se assina o divórcio.

BERNARDO MELO FRANCO – O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. "Por trás das escaramuças, trava-se uma disputa pelo controle de R$ 737 milhões". E haja "economia" no lombo do trabalhador brasileiro, sob os aplausos dos incautos e inocentes úteis, à esquerda, direita e centro .

  2. “QUANDO É QUE O MORRO IRÁ DESCER?”…

    O morro desce todos os dias.
    Prepara o pão da cidade; limpa as ruas da cidade; faz o almoço da cidade; cuida das crianças da cidade; deixa janta pronta; atende até o último pedido do povo bacana da cidade e sobe o morro para enterrar seus filhos…
    Todo SANTO DIA…

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Política

Esposa do ex-prefeito Carlos Eduardo, Andrea Ramalho transfere domicílio eleitoral para Parnamirim

Mulher do ex-prefeito de Natal e atual presidente do  diretório estadual do PDT, Carlos Eduardo Alves, a administradora de empresas e psicóloga Andrea Ramalho Pereira Alves transferiu o domicílio eleitoral para o município de Parnamirim, na sexta-feira (4), dois dias antes de expirar o prazo previsto na legislação eleitoral para quem almeja disputar as eleições de vereador e prefeito de 2020.

De acordo com a lei eleitoral, o eleitor que desejar disputar um cargo majoritário ou proporcional tem de ter domicilio eleitoral um ano antes do pleito, 6 de outubro.

Atual secretária de Política para Mulheres na administração do prefeito de Natal, Álvaro Dias, ela não quer, por enquanto, falar sobre o assunto.

Mas a assessoria de imprensa do PDT pronunciou-se, afirmando que houve especulações a respeito, o que é natural. Andrea Ramalho continua filiada ao partido, habilitando-se a disputar uma cadeira de vereadora ou à sucessão do prefeito Rosana Taveira (PRB), por exemplo.

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

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Economia

Congresso fecha acordo sobre cessão onerosa e define percentuais de distribuição. Estados do Nordeste prejudicados

A Câmara dos Deputados e Senado articularam nesta terça-feira um projeto de lei para definir os critérios de distribuição com Estados e municípios de parcela dos R$ 106,5 bilhões previstos de arrecadação com o megaleilão do petróleo, marcado para 6 de novembro. O acordo em negociação prejudica os estados do Norte e Nordeste em relação à proposta original, porque garante que dos 15% destes recursos que seriam distribuídos para os Estados, 10% teriam como critério o Fundo de Participação e 5% a Lei Kandir, que é mais favorável às regiões Sul e Sudeste.

A ideia é que, se houver acordo, o novo texto seja votado até na próxima terça-feira, 15, por deputados e senadores, com maioria simples. O impasse em torno do assunto ameaça a reforma da Previdência no Senado.

O assunto foi discutido em reunião de líderes do Senado na tarde de ontem em conversas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com governadores ao longo do dia.

A proposta é, depois do pagamento à Petrobras, distribuir 15% dos recursos (R$ 10,95 bilhões) para os municípios seguindo o critério do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que beneficia principalmente as cidades mais pobres.

Para os Estados também serão direcionados 15% (R$ 10,95 bilhões), mas seguindo duas regras diferentes: dois terços pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE) e um terço pela lei Kandir e Fundo de Exportação (FEX), como antecipou o Estado no domingo. Segundo o senador, estava ainda em discussão como esses recursos poderão ser usados pelos governadores.

Na prática, essa divisão diminuiria os recursos destinados para Norte e Nordeste e aumentaria os valores para Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O critério de divisão de 10% por FPE e 5% por Lei Kandir foi defendido pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em reunião de governadores mais cedo.

Parlamentares e governadores do Nordeste afirmam que o critério proposto ainda não é consenso e demonstram resistência. O restante dos recursos ficará com a União (R$ 48,9 bilhões) e com o Rio de Janeiro (R$ 2,19 bilhões). O pagamento à Petrobras pelos investimentos já feitos ficou acertado em R$ 33,6 bilhões.

O que é a cessão onerosa?

A chamada cessão onerosa foi um acordo entre a União e a Petrobras para a exploração de campos de petróleo do pré-sal sem licitação, feito em 2010.

O acordo previa a extração de até 5 bilhões de barris pela estatal. Como a quantidade potencial dos poços se mostrou maior, o governo precisará fazer um leilão sobre as áreas excedentes.

Estimativas preveem que a área possa ter de 6 a 15 bilhões de barris de petróleo. Com isso, o megaleilão, marcado para novembro, pode render R$ 106,5 bilhões aos cofres públicos.

Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou parte da PEC da Cessão Onerosa, que permite que o governo ressarça a Petrobras, para além do que autorizaria o teto de gastos. O Tribunal de Contas da União (TCU) considerava esse ponto como um empecilho para o leilão.

No entanto, o Congresso ainda precisa definir como será a divisão dos mais de R$ 100 bilhões a serem arrecadados, que será definida na segunda parte da PEC.

De acordo com o texto aprovado pelo Senado e em análise na Câmara, a divisão será assim: R$ 10,95 bilhões (15%) serão repassados aos estados, seguindo os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE); outros R$ 10,95 bilhões (15%) serão distribuídos para os municípios, de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM); R$ 2,19 bilhões (3%) ficarão com Rio de Janeiro e R$ 48,9 bilhões, com a União.A ideia é votar na Câmara amanhã (9), votar no Senado na terça-feira (15) e o presidente Jair Bolsonaro promulgar no final da próxima semana — informou o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

ESTADÃO CONTEÚDO

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Cultura

JÁ FOI REELEITO: ‘Até 31 de dezembro de 2026, eu assino’, diz Bolsonaro sobre prêmio a Chico Buarque

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou nesta terça-feira (8) que não deve assinar diploma que será concedido ao compositor, cantor e escritor Chico Buarque pelo Prêmio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa.

Na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente foi questionado se firmaria o documento. Primeiro, ele respondeu que a sua decisão é um “segredo”. Depois, disse que tem até 2026 para assinar o diploma, cuja cerimônia de entrega está prevista para abril de 2020.

“É segredo. Chico Buarque?”, disse. “Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”, respondeu, fazendo alusão à reeleição. Seu mandato termina em dezembro de 2022. .

O valor total do prêmio é de € 100 mil (em torno de R$ 447,3 mil), dividido entre os dois países. A parcela da condecoração que cabia ao governo brasileiro já foi depositada em junho. O diploma, no entanto, ainda não foi assinado por Bolsonaro.

O assunto tem rachado a cúpula do governo. Para integrantes do setor moderado, como o valor já foi liberado, a assinatura do diploma seria apenas uma iniciativa protocolar e, por isso, o presidente deveria seguir a tradição, evitando criar um constrangimento com o governo português.

Na avaliação de membros do núcleo ideológico, no entanto, ao não assinar o documento, o presidente faria um gesto político, posicionando-se contra o uso de recursos públicos em ações não prioritárias e demonstrando que seu mandato representa uma ruptura em relação aos governados anteriores.

No mês passado, o ex-secretário especial de Cultura Henrique Pires disse à Folha que correu o risco de ser demitido em maio quando Chico foi anunciado como vencedor, já que ele havia escolhido os dois representantes brasileiros do júri da premiação.

Segundo ele, Terra foi convencido na época de que não havia motivação política na escolha depois de conversar diretamente com o escritor Antônio Hohlfeldt, um dos jurados brasileiros da premiação. O outro brasileiro que participou do júri foi o escritor Antonio Cícero.

Chico é crítico de Bolsonaro e apoiou a campanha do petista Fernando Haddad na eleição presidencial do ano passado. Na semana passada, o musico visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e defendeu a sua liberdade.

FOLHAPRE

Opinião dos leitores

  1. sinceramente, eu não sei o que muita gente ver nesse chico Buarque, um maconheiro que se aproveitou de situações no país pra dizer que era um "cantor coitadinho perseguido " , fez fama em cima disso , não canta p*#€*a nenhuma, desafinado ao extremo, duvido que com essa voz dele , ele passasse da fase preliminar do the voice , do ídolos ou qualquer programa nesses estilos , horrível, mas isso é Brasil, enquanto isso existe um monte de talentos espalhados pelo país que não tem oportunidade.

    1. É compositor
      Procure o que significa no dicionário. Já você…

  2. Se o Presidente estivesse realmente preocupado com o uso indiscriminado de verbas públicas, não autorizaria ninguém do seu Partido, ou pelo menos os seus seguidores mais próximos, a usar um centavo da excrescência apelidada de fundo partidário.
    Como se vê, é muita hipocrisia e jogo de cena para os idiotas aplaudirem.

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Política

Cúpula do PSL já projeta cenário sem Bolsonaro e avalia unir-se a outras legendas

A cúpula do PSL não assiste inerte à movimentação de Jair Bolsonaro e de um grupo de deputados para se distanciar do partido. Ao contrário. A direção da sigla traça, há semanas, cenários para sobreviver sem o presidente entre seus quadros. Mais: quer sair maior do episódio, se o desfecho for mesmo o de uma debanda puxada pelo Planalto. Nesse caso, dirigentes da legenda, como Luciano Bivar (PSL-PE), não descartam a perspectiva de união com outras agremiações.

O incômodo de Bolsonaro com o PSL aumentou após a Folha revelar que, durante a apuração sobre o laranjal na seção mineira da sigla, a PF encontrou menções à campanha dele. “Nunca é registrado como ‘o partido do Bivar’. É sempre como ‘o partido de Bolsonaro’”, diz uma conselheira do presidente.

Quem acompanha o divórcio entre Bolsonaro e o PSL diz que há uma junta de advogados trabalhando num plano para não deixar na chuva parlamentares que queiram abandonar o partido ao lado dele. O ex-ministro do TSE Admar Gonzaga integra esse grupo.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), diz que os colegas correm risco. “Não tem janela partidária, novas eleições vão vir. Vão disputar sem dinheiro? Vão deixar o partido que tem o maior fundo eleitoral? Bolsonaro pode não precisar, mas e eles? Esse negócio de ideologia não vai durar quatro anos.”

Já o deputado Júnior Bozella (PSL-SP), que patrocinou um manifesto em defesa de Bivar, diz que Flavio e Eduardo Bolsonaro gerenciam os diretórios do Rio e de SP, respectivamente, sem ouvir os integrantes da bancada federal. Ele diz que o clã precisa reavaliar a ascensão da direita. “Todos nós fomos importantes nesse processo.”

PAINEL FOLHA

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Economia

Bancos culpam economia fraca por queda mais lenta nas taxas de juros

A retomada de cortes dos juros básicos da economia pelo Banco Central reacendeu a discussão sobre o ritmo de redução das taxas de empréstimos bancários.

Na contramão da Selic, que iniciou 2019 em 6,5% e, após duas reduções desde julho, chegou a 5,5%, a taxa dos financiamentos bancários subiu de 37,7% para 37,9% anuais no mesmo período.

Por trás dessa tarifa média, há dois movimentos distintos. Os juros cobrados de empresas caíram de 20,4% para 18,9%; enquanto as taxas pagas pelas pessoas físicas passaram de 51,3% para 52,1%

Dentro desses dois grupos, existem subcategorias com tendências também distintas. Para ficar em dois exemplos: o consumidor pagava, em média, 22,4% para comprar um veículo financiado no início do ano, atualmente, essa taxa é de 20,1%.

Mas, no caso do cartão de crédito parcelado, houve um aumento dos juros anuais de 163,1% para 177,3%. Os dados são do Banco Central e não incluem o crédito concedido em linhas subsidiadas.

Segundo Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a expansão lenta da economia aumenta a percepção de riscos dos bancos, freando uma queda mais acelerada dos juros. “O aumento da inadimplência, a queda lenta do desemprego e o baixo crescimento da renda criam alguma cautela do ponto de vista de quem está concedendo o crédito”, diz.

Mas ele ressalta que, nos últimos meses, quando a Selic voltou a ser reduzida, as taxas de algumas linhas —como cheque especial e crédito pessoal não consignado— caíram, proporcionalmente, mais do que a Selic, embora os juros do cartão de crédito tenham subido.

A persistência de uma grande diferença entre o nível dos juros básicos e dos financiamentos bancários alimenta questões que têm ganhado espaço no debate econômico.

Será que as instituições financeiras repassam seu menor custo de captação para os consumidores na mesma velocidade com que reagiam aos movimentos da Selic no passado? Ou fazem esse ajuste em ritmo mais lento, embolsando parte da diferença para manter sua alta rentabilidade?

A preocupação em investigar essas perguntas se torna mais premente à medida em que o país atinge juros básicos cada vez menores historicamente e a economia, a despeito disso, demora a reagir.
Cálculos feitos pelo economista Márcio Issao Nakane, da USP (Universidade de São Paulo), a pedido da Folha, indicam que os juros bancários estão respondendo, no mesmo ritmo de sempre, a mudanças nos fatores que mais o influenciam. Ou seja, segundo ele, que estuda o tema, o custo do endividamento reage à queda dos juros básicos conforme o esperado.

O problema, diz o pesquisador, é que, no Brasil, outros fatores têm peso significativo no chamado spread bancário, diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram em seus financiamentos.

Um deles, a inadimplência, tem se movido em direção contrária aos juros básicos neste ano, principalmente no segmento de crédito aos consumidores. “Pesquisas recentes mostram que a inadimplência é um fator que precisamos olhar com atenção no Brasil. O que esse modelo captou está de acordo com esse diagnóstico”, diz Nakane.

Depois de registrar tendência de queda desde o fim de 2016, afatia inadimplente das carteiras de empréstimos às famílias subiu nos últimos meses, atingindo 4,88% do total em agosto deste ano, nível mais alto desde outubro de 2018.

O conceito de inadimplência se refere a parcelas vencidas há mais de 90 dias. O percentual de financiamentos com atrasos entre 15 e 90 dias também tem aumentado.

Os dados levantados por Nakane mostram como as taxas médias cobradas de clientes em operações de crédito acompanham, desde 2011, os movimentos dos juros de empréstimos entre os bancos —o chamado CDI—, da inadimplência e dos atrasos inferiores a 90 dias.

A partir de outubro de 2016, quando teve início o atual ciclo de queda da Selic, o modelo busca estimar o comportamento esperado dos juros bancários com base em sua reação passada a esses três fatores. No caso dos empréstimos aos consumidores, a taxa projetada para este ano (52,4%) é muito próxima aos juros cobrados, de fato, pelos bancos (52,1%).

Já o custo do financiamento atual das empresas (18,9%) está um pouco acima do projetado pelo economista (17,5%).

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Só pode ser uma piada dos bancos não barrarem os juros por causa economia fraca.
    E quando ela esteve aquecida, porque não baixaram? Por causa da lei da oferta e da procura?
    Ora, ora, ora…

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Tecnologia

Site do Detran-RN expõe dados de aproximadamente 70 milhões de brasileiros com CNH, destaca portal de tecnologia

Aproximadamente 70 milhões de brasileiros tiveram os dados pessoais expostos no site do Detran; era possível encontrar dados sensíveis, inclusive do presidente Jair Bolsonaro e sua família

A venda de dados pessoais deixou de ser exclusividade no ambiente da Deep Web para ganhar a internet da superfície. Casos de vazamento de dados se tornaram corriqueiros e não apenas exclusividade de pequenas empresas, as quais não possuem estrutura suficiente para proteger os dados de seus clientes.

Com exclusividade, o Olhar Digital recebeu uma denúncia anônima sobre uma grave falha de segurança no sistema do Detran do estado do Rio Grande do Norte. A brecha expôs dados pessoais de aproximadamente 70 milhões de pessoas. Era possível obter, apenas com o número de CPF, outros dados pessoais como endereço residencial completo, telefone, operadora, dados da CNH (categoria, validade, emissão, restrição, registro), foto, RG, CPF, data de nascimento, sexo e idade.

A denúncia partiu de um pesquisador de segurança da informação, que explorou a falha por aproximadamente três meses e descobriu, por meio de testes com variados números de CPFs gerados aleatoriamente, a falha que dava acesso ao banco de dados completo dos Detrans de todo o Brasil – que têm seus sistemas integrados e unificados. Por se tratar de um banco de dados de base nacional, era possível obter dados de qualquer pessoa, inclusive de figuras públicas como o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, Wesley Safadão, Xuxa, Neymar, Eike Batista, entre outros.

O pesquisador, que contatou duas vezes o Departamento Nacional de Trânsito para notificar a falha, afirmou não ter obtido nenhum retorno do órgão. Na semana passada, ao tentar acessar o site novamente, descobriu que a página que retornava com os dados não mostrava mais informações da ficha cadastral, mas continuava ativa e, assim, passível de ser acessada e explorada por algum invasor.

Aparentemente, o Detran corrigiu a brecha do sistema, visto que as tentativas não retornam mais páginas com dados dos cadastrados. O Olhar Digital tentou, por diversas vezes, entrar em contato com o Detran-RN, mas até o momento da publicação desta matéria, não obteve resposta.

Olhar Digital

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Diversos

Júnior Groovador anuncia leilão de baixo usado ao lado de Jack Black no Rock in Rio

A agenda e a rotina do potiguar José Edilson Firmino Silva Júnior, mais conhecido como Júnior Bass Groovador, mudaram completamente nas últimas semanas, após o “baixista dançarino” dividir o palco do Rock in Rio 2019 com a banda Tenacious D, do ator Jack Black. Mas, entre um show e outro, ele aproveita a fama repentina para ajudar outras pessoas, em especial seus conterrâneos.

O músico anunciou que vai leiloar um dos dois contrabaixos usados no palco do rock e doar o valor arrecadado ao Hospital Infantil Varela Santiago – uma entidade filantrópica de Natal, que completa 102 anos no próximo dia 11 de outubro. O evento, segundo ele, está previsto para dezembro, mas ainda não há data definida.

“A ideia partiu da iniciativa de um amigo. A gente quer poder ajudar essa instituição e os pacientes. Quero contar com a presença de todos os norte-riograndenses. Vamos trabalhar, vencer e ajudar quem precisa”, comentou o artista em entrevista por telefone, ao G1, pouco antes de uma reunião de trabalho.

O instrumento fabricado por um luthier, e que tem preço estimado de R$ 6,2 mil, continua, até lá, sendo usado pelo músico durante suas apresentações. A agenda está cheia.

G1

Opinião dos leitores

  1. PARABÉNS PELA INICIATIVA
    TEMOS QUE VALORIZAR ARTISTAS DE NOSSA TERRA!!!
    UM GRANDE TALENTO QUE FOI RECONHECIDO

    1. Você deveria ao menos respeitar o talento e a iniciativa do rapaz, que teve uma oportunidade de ser reconhecido pelo grande público e se prestou a realizar um ato solidário. Será essa sua piadinha fruto da inveja ou do despeito por conta do sucesso do músico?

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Saúde

Saúde municipal paralisa atendimentos na próxima quarta-feira

Em razão de dificuldades de condições de trabalho, falta de abastecimento em vários locais da rede e atrasos de salários, os médicos do município de Natal paralisam o atendimento na próxima quarta-feira (9).

A paralisação ocorrerá entre os médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF), ambulatórios e Unidades Básicas de Saúde (parcialmente) como forma de pressionar o poder executivo a cumprir os seus compromissos.

Ao todo, são mais de 80 profissionais que não recebem salário desde a convocação pela prefeitura, que vem ocorrendo desde dezembro de 2018.

A maioria dos médicos que fazem parte da ESF é oriunda do Programa Mais Médicos, e assumiram a atividade após serem convocados por concurso público.

Os médicos estão com uma perda de 70% da remuneração, com relação ao que recebiam no Mais Médicos. A perda salarial inicial é de 30%, mas sem o repasse da gratificação a situação se agrava.

A categoria denuncia ainda que a prefeitura vai contratar novos médicos para onze unidades de saúde através de cooperativa, pagando quatro vezes mais a remuneração que é devida ao médico concursado.

“Diga-se a verdade, é preciso até homenagear esses médicos por eles aceitaram uma situação dessas. É uma perda de 70% em relação ao que eles recebiam e um atraso de seis meses na remuneração. A gratificação é um direito deles e uma obrigação do município pagar”, disse Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed RN).

Além da paralisação, os médicos realizam também na quarta-feira uma manifestação, com concentração no Sinmed RN, às 9h. A categoria seguirá até a sede da Prefeitura, onde ocorrerá um ato público no local.

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Diversos

Assessor do PT vencedor de bolão volta a ganhar na Mega-Sena

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um assessor do PT, que em 18 de setembro dividiu o prêmio de mais de R$ 120 milhões com 48 colegas, dez dias depois acertou a quadra e levou mais R$ 523,97.

Nascido no Rio Grande do Sul e morador de Brasília, ele não quis se identificar para não expor a família.

Apostador há 20 anos, o assessor diz que já ganhou oito vezes na quadra. “Que, para mim, é insignificante”, afirmou em entrevista ao G1.

“Tenho as máximas: alguém vai ganhar, e só ganha quem joga. Tem que chamar. Eu ainda vou ganhar um prêmio superior a R$ 10 milhões – eles estão me chamando” , disse.
“Eu não vou ficar para apagar a luz. Entro em todos os bolões. Para amanhã [quarta-feira, 9 de outubro], já estou em seis. Dinheiro chama dinheiro. Gosto de jogar em regiões ricas e em todas as cidades para onde viajo.”
Cada uma das cotas do prêmio anterior de R$ 120 milhões rendeu, na divisão, R$ 2,48 milhões.

“Investi uma parte em gado para engorda, e a maioria [do dinheiro] apliquei, para dar tempo para avaliar novos investimentos”, afirmou o assessor.

Outra parcela, segundo ele, teve outro destino: “Além de assessor, sou militante de esquerda. Reservei parte dos recursos para ajudar pessoas que convivem conosco na liderança, como faxineiras, copeiras etc., colegas que não jogaram e estão em dificuldade, para o acampamento Lula Livre e para militância”.

A curiosidade é que a dezena 13, número do PT, não figurou entre as sorteadas em nenhum dos dois concursos. No 2189, de 18 de setembro, os 49 integrantes do bolão que envolvia os partidários acertaram as dezenas 4, 11, 16, 22, 29 e 33.

Na semana seguinte, no concurso 2193, o assessor gaúcho acertou quatro das seis dezenas sorteadas: 07 , 08, 22, 27, 29 e 42.

Sobre a escolha dos números em que costuma apostar, o assessor explicou: “Não tem padrão. Vai dos números escolhidos, até a surpresinha”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Pensei que ele fosse ajudar alguém, afinal é esquerdista, e com tal luta para que todos sejam rigorosamente iguais.

  2. Quando a PF chegar nesses laranjas, a casa cai igualzinho ao caso dos anões do orçamento, tempos atrás. Ratazanas do dinheiro do povo.

  3. ACORDA POLICIA FEDERAL. DESMASCAREM ESSES BANDIDOS POR FAVOR. VAO FICAR SENDO DESMORALIZADOS MESMO.

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Política

‘Como fiz caixa 2 se não fiz campanha?’, indaga Bolsonaro sobre denúncias contra PSL

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta terça-feira (8), que não tem nenhum envolvimento em suposto esquema caixa dois em campanhas do PSL em Minas Gerais.

“Não fiz campanha. Como é que me acusam que eu fiz campanha com caixa dois? Eu não fiz nada. Não anunciei em jornal nenhum, não fiz uma passeata, não fiz nada”, disse o presidente, ao chegar ao Palácio da Alvorada.

Ele criticou novamente reportagem da Folha, publicada no domingo (6). Segundo o texto, um depoimento e uma planilha obtidos pela Polícia Federal sugerem que recursos de esquema de candidaturas laranjas do PSL foram desviados para abastecer, por meio de caixa dois, a campanha do presidente e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

“Só esta semana, me botaram como responsável por problemas em Minas Gerais. Não tenho nada a ver. Imagine se eu sou for responsável por 2.000 candidatos pelo Brasil”, disse.

No dia que a reportagem foi publicada, o presidente disse, em suas redes sociais, que a Folha “avançou todos os limites” e desceu “às profundezas do esgoto”

O texto revela que Haissander Souza de Paula, ex-assessor de Álvaro Antônio e coordenador de sua campanha a deputado federal no Vale do Rio Doce (MG), disse em depoimento que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Bolsonaro”.

Em uma planilha, nomeada como “MarceloAlvaro.xlsx”, há referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro com a expressão “out”, o que significaria, na compreensão de investigadores, pagamento “por fora”.

O ministro nega irregularidades.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Todo miliciano que é preso tem uma foto com Bolsonaro.

    O omi é o padroeiro das milícias, só pode ?!

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Tecnologia

Regulamentação de nova lei de telecomunicações deve levar um ano

O governo federal realizou hoje (8) cerimônia pela sanção da Lei nº 13.879 de 2019, que altera a legislação de telecomunicações no Brasil. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, a regulamentação do novo Marco Legal das Telecomunicações do país deve levar cerca de um ano. “Já tem sido feito pela Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. Aproximadamente um ano para a gente ter isso completo”, projetou.

A previsão do titular da pasta é importante, uma vez que este detalhamento das regras definirá se as previsões da lei serão de fato cumpridas e como esse processo se dará. A lei abriu a possibilidade de concessionárias de telefonia fixa (como Oi, Vivo Fixo e Embratel/Net) mudarem a forma do contrato com o Estado para exploração do serviço para um modelo com menos obrigações, denominado autorização (entenda mais abaixo).

Caso uma ou mais empresas optem pela migração, o saldo entre as receitas no velho e no novo modelo de exploração deste ano até o fim da concessão (2019 a 2025) seria revertido em investimentos em expansão de redes e oferta do serviço de acesso à Internet. A regulamentação, assim, vai fixar como a conta será feita (e, por consequência, o montante de investimentos). Segundo a Anatel, uma consultoria será contratada para propor um método para desenvolver esse cálculo. Não há ainda, contudo, cronograma estabelecido para essa medida.

A valoração do saldo está, entretanto, envolta em um imbróglio. Isso porque foi ajuizada ação questionando o fato de a Anatel não ter fiscalizado a gestão dos bens oriundos do Sistema Telebrás, privatizado em 1998, obtidos pelas concessionárias, o que teria resultado na desconsideração desse patrimônio.

Em acórdão no mês passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou uma série de determinações à agência no sentido de mapear esses bens, o que poderá impactar o cálculo do saldo de receitas dos contratos. Sobre esse cenário, Pontes avaliou que não haveria riscos ao processo de elaboração dos cálculos. “Ele [o acórdão] tem sido tratado pela Anatel, uma série de requisições e requerimentos para a Anatel, mas isso não tem um impacto imediato nisso”, acrescentou o titular do MCTIC.

Investimentos

A promessa mais citada pelos parlamentares ao defenderem a lei é que a regulamentação também elencará os critérios que serão adotados de modo a orientar as empresas no direcionamento desses recursos e disciplinamento desses investimentos. No processo de aprovação da norma no Senado, diversos parlamentares cobraram que a prioridade fosse dada para áreas não atendidas ou mal cobertas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Essa ênfase foi citada como justificativa para que bancadas de oposição não votassem contra o então projeto e garantisse sua aprovação com ampla maioria. O ministro Marcos Pontes acrescentou que essas reivindicações seriam levadas em consideração na elaboração dos critérios e regras relativas aos investimentos, mas não detalhou como isso seria operacionalizado.

“Existem algumas conversações acontecendo. Essa regulamentação vai acontecer priorizando áreas que são, vamos dizer, escuras, apagadas. Nós temos um trabalho grande pela frente, tem que levar em conta também as opiniões do Congresso, que trabalhou tanto nisso. Esse trabalho vai ser feito, principalmente para levar conexão, informação para as regiões menos privilegiadas”, comentou o titular.

Entenda as mudanças
Segundo a Lei de Telecomunicações, as empresas que adquiriram o direito de exploração da infraestrutura das redes do antigo Sistema Telebrás, por ocasião da privatização, poderão passar para um regime com menos obrigações. Os atuais contratos de concessão, que iriam até 2025, poderão, a pedido da companhia, migrar para autorizações. Com isso, deixarão de estar submetidas a controles do Estado na categoria denominada “regime público”, como metas de universalização, obrigação de continuidade e controle tarifário.

As concessionárias que optarem pela transição (Oi, Vivo Fixo, Embratel/Net, Sercomtel e Algar) serão objeto de cálculo, pela Anatel, para avaliar a diferença entre as receitas que receberão na nova modalidade e aquelas que aufeririam se mantida a concessão. Dentro disso, estão envolvidas as redes exploradas por essas empresas na prestação do serviço, cujos valores variam.

A matéria também tira a responsabilidade da União por serviços de telecomunicações essenciais, que poderão ser prestados em regime privado. Atualmente, apenas a telefonia fixa se enquadra nessa condição, mas a Lei Geral de Telecomunicações (nº 9.472/1997) concedia ao Executivo o poder de incluir outros serviços nessa categoria, o que implicaria obrigações do regime público.

Outra alteração é dar a empresas que exploram faixas de frequência (“espaços” no espectro eletromagnético utilizados, por exemplo, para a transmissão de sinal de rádio e TV, telefonia celular, serviços por satélite e internet móvel) o direito de comercializar “partes” dessas faixas, criando o que vem sendo chamado de “mercado secundário de espectro”. A companhia paga pela exploração e poderá fazer negócios com parte desse “espaço”.

Enquanto as empresas de telecomunicações festejaram a aprovação da lei pela redução de obrigações dos serviços de telefonia fixa e possibilidade de redirecionar os saldos para investimentos em acesso à internet, organizações da sociedade civil questionaram as mudanças por uma série de críticas, como o fato de ela desconsiderar os bens reversíveis, por retirar exigências para serviços essenciais, por prever que autorizações para o serviço sejam renovadas automaticamente e pela ausência de critérios claros para destinação dos investimentos.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Esse babaca fica rindo o tempo todo de que heim?
    Rir é bom, mas rir de tudo é desespero(Frejat)

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Política

Governador do RS anuncia que vai mexer em contracheque, carreira e Previdência de servidores

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fez nesta segunda-feira (7) um pronunciamento de quase dez minutos sobre propostas que alteram a remuneração, a estrutura de carreiras e a Previdência do funcionalismo público do estado.

No pronunciamento, Leite falou em uma economia de R$ 25 bilhões em dez anos que poderão ser direcionados a investimentos públicos.

Algumas das medidas que serão enviadas à Assembleia Legislativa do estado buscam replicar no Rio Grande do Sul as reformas administrativas feitas pelo governo federal entre 1997 e 2001.

No pronunciamento, o governador adotou um tom de conciliação com os servidores, afirmando que as medidas serão discutidas com os deputados estaduais e entidades representativas.

Afirmou ainda que, com elas, será possível acabar com o atraso no pagamento de salários e até dar reajustes aos que ganham menos.

Ele antecipou que, nos próximos três anos, estão previstos nesses projetos R$ 500 milhões para melhorar a remuneração dos servidores que ganham menos. Ele também quer permitir o teletrabalho e que professores que busquem qualificação ganhem mais.

“Vamos garantir R$ 25 bilhões em dez anos, que vão permitir que o Rio Grande do Sul possa voltar a investir e melhorar a vida dos 11 milhões de gaúchos, entre eles os 350 mil servidores ativos e aposentados e seus pensionistas”, afirmou.

“São medidas muito difíceis de serem tomadas e que eu sei que vão impactar muito a sua vida [dos servidores públicos]. Mas eu também sei que não é mais possível adiá-las.”

O governador afirmou que, em 2019, o estado direcionou 82% das suas despesas até agosto para a folha dos servidores, mas que nem assim o salário está em dia. No orçamento do ano que vem, faltam mais de R$ 5 bilhões para fechar as contas.

Disse também que o estado não está pagando sua dívida com a União, nem os precatórios devidos e que, mesmo sem reajuste salarial, o custo da folha aumenta R$ 1 bilhão por ano.

“Eu não vou aqui dourar a pílula. Nós vamos ter sim mudanças impactantes, que vão mudar o modo como os contracheques são construídos, mexendo em vantagens, incorporações e mesmo na Previdência, mas não vamos em hipótese nenhuma mexer em direitos adquiridos de nenhuma categoria”, disse.

“Estamos em uma curva da história em que não é mais possível adiar a coragem. É hora de mudar o Rio Grande. É hora de mudar nosso futuro. É hora de mudar para alguns e melhorar para todos”, afirmou.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. É muita coragem! Contudo, o governador do RS, assim como os demais governadores de qualquer estado da Federação, não passam enganadores covardes. O discurso é sempre o mesmo: vamos cortar privilégios, vamos moralizar o serviço público, vamos cortar gastos fazer e acontecer etc. Na verdade se fosse uma coisa séria, ou melhor, para ser uma atitude austera as reformas, os cortes, as medidas amargas e difíceis teriam que se iniciar com os marajás do serviço público, ou seja, cortando privilégios das assembleia, do judiciário, do MP, do Tribunal de Contas, acabando com a farra dos cargos comissionados, enfim, cortando primeiro daqueles que sangram os cofres públicos, para então atacar os servidores do executivo. Mas, e aí, cadê a coragem???? São covardes só atacam somente os pequenos.

  2. Devia começar a acabar com a farra dos cargos comissionados e as vantagens astronômicas do MP, legislativo e judiciário!!!! E isso é em todos os estados…..!!!!

  3. Governador vc vai ter coragem de mexer nos poderes legislativo e judiciário, ou vai só lascar o executivo.

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Meio Ambiente

Investigações indicam óleo venezuelano em praias nordestinas

Foto: Marcos Rodrigues/Agência Sergipe Notícias

Investigações sigilosas realizadas pela Marinha e Petrobrás encontraram petróleo com a mesma “assinatura” do óleo da Venezuela em manchas que se espalham pelo mar na região Nordeste. O poluente já foi identificado em mais de 130 pontos no litoral dos oito Estados da região. Nesta terça-feira, 8, o presidente Jair Bolsonaro disse não descartar que tenha sido uma ação criminosa, mas ponderou que a apuração sobre o caso ainda está em curso.

Segundo uma fonte da alta cúpula do governo ouvida pelo Estado, trata-se do mesmo tipo de óleo extraído da Venezuela. A conclusão já foi comunicada ao Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Não é possível dizer que todo o vazamento que atinge as praias do Nordeste tem a mesma origem, mas análises já realizadas em algumas manchas concluíram, com 100% de certeza, que se trata de material de origem venezuelana.

O governo tem tratado o tema com total sigilo. A Marinha e a Polícia Federal analisam amostras e ainda não deram informações sobre a origem do acidente. A Petrobrás se limita a informar que não se trata de material processado ou comercializado pela empresa.

Nesta terça-feira, 8, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há a possibilidade de que o derramamento de óleo em praias do Nordeste tenha sido criminoso. Ele, no entanto, ponderou que as investigações ainda estão em curso e evitou comentar sobre o envolvimento de outros países.

O Estado questionou a Petrobrás sobre a possível presença de óleo da Venezuela nas instalações da refinaria Abreu e Lima, estrutura que, em princípio, seria construída com a parceria da estatal venezuelana PDVSA. A Petrobrás informou que nunca processou óleo de origem venezuelana em Abreu e Lima, nem mantinha estoque de produtos daquele país em suas instalações.

Por meio de nota, a Petrobrás declarou que a análise realizada pela empresa em amostras de petróleo cru encontrado em praias do Nordeste “atestou, por meio da observação de moléculas específicas, que a família de compostos orgânicos do material encontrado não é compatível com a dos óleos produzidos e comercializados pela companhia”.

Os testes foram realizados nos laboratórios do Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes), no Rio. “Desde 12/9, a Petrobras realizou, por solicitação do Ibama, limpeza de praias que apresentaram manchas de óleo nos últimos dias, nos estados de Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Bahia. O trabalho é realizado pelas equipes do Centro de Defesa Ambiental da Petrobras, nas praias indicadas pelo órgão ambiental”, informou.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

    1. Tenho certeza absoluta que a culpa é do PT hehehehehe

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