Economia

Cade atua sob risco de conflito de interesses e deve mudar, diz CGU

Responsável por julgar fusões e aquisições bilionárias no país e por firmar acordos de leniência com empresas em investigações, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) atua sob risco significativo de conflito entre os interesses público e privado.

A conclusão é da CGU (Controladoria-Geral da União), que terminou recentemente uma auditoria sobre o órgão e afirmou haver um mau funcionamento dos controles internos para mitigar o problema.

A principal preocupação do órgão de controle está no trabalho de integrantes do Cade para escritórios de advocacia. “O risco potencial de surgimento de conflito de interesse é significativo”, afirma o relatório.

De acordo com dados analisados pela CGU entre 1996 e 2019, 28 servidores – dos quais 5 são ou foram conselheiros – foram sócios de escritórios no mesmo período em que estiveram lotados no órgão. Em algumas situações, o relatório aponta que a concomitância foi superior a três meses ou que permaneceu por todo o período de atuação do servidor no conselho.

Além disso, a autoria afirma que 14 servidores tinham sociedade com escritórios antes da atuação no Cade. Seis deles, conselheiros.

A CGU também levantou casos de pessoas que passaram a defender empresas após passarem pelo Cade. Ao todo, 54 servidores e 45 estagiários associaram-se ou foram empregados por escritórios de advocacia após deixar o órgão.

Folhapress

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Política

Paulo Guedes informa a senadores que reforma tributária será entregue em fevereiro na Câmara

Paulo Guedes informou a senadores que a primeira parte da proposta do governo da reforma tributária, sobre a fusão de tributos federais, desembarca na Câmara em fevereiro. A ideia de criar uma comissão formada por integrantes do Senado e da Câmara subiu no telhado.

Na ausência da reforma administrativa, prometida por Paulo Guedes (Economia), mas que ainda não chegou à Câmara, a deputada Paula Belmonte (CidadaniaDF) apresentou proposta que reduz as férias dos juízes para 30 dias —hoje, eles têm 60.

Painel/Folha de S.Paulo

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Política

Bolsonaro insistirá em ação contra PSL para garantir verba pública para Aliança

O presidente Jair Bolsonaro aposta na atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) para garantir que um grupo de cerca de 20 deputados migrem do PSL, seu antigo partido, para a Aliança pelo Brasil, sua nova legenda, mantendo os mandatos e as respectivas fatias dos fundos partidário e eleitoral.

A equipe jurídica que auxilia o clã Bolsonaro na criação da Aliança pretende encaminhar nos próximos dias ao procurador-geral da República, Augusto Aras, os primeiros relatórios de uma auditoria que está sendo feita nas contas do PSL.

Os documentos serão anexados a uma representação já levada à PGR em 30 de outubro. Nela, Bolsonaro pediu o bloqueio do fundo partidário do PSL e o afastamento do presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE).

O documento também aponta enriquecimento ilícito dos dirigentes e dano ao erário.

Bolsonaro solicitou à PGR que abra uma investigação para “apuração dos indícios de irregularidades” na movimentação de dinheiro que é repassado ao PSL “em nome da moralidade, da transparência e da proteção do patrimônio público”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Dinheiro fácil não tem partido, mas qualquer partido tem acesso a dinheiro na mamata. Como votou o PT nessa questão?

  2. "Bolsonaro diz que vagabundo
    adora depender do Estado.

    Me diga o nome da empresa em que Bolsonaro e os quatro filhos trabalharam."

  3. Vamos continuar remando e remando para alimentar o bilionário fundo partidário e os políticos profissionais canalhas…..

    1. Para manter esse fundo nao existe direita, nem esquerda, nem centrao, pois todos estao hermanados em nanter

    2. Cuidado com esse comentário, vai vir alguém te chamar de petista.

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Diversos

‘Lula pediu para que a Odebrecht fizesse um projeto em Cuba’, diz Marcelo Odebrecht

O empresário Marcelo Odebrecht, 51, arruma milimetricamente o quadro que fica na parede do local que escolheu para fazer as imagens desta entrevista. O quadro traz a foto de uma grande raiz, encontrada pelo seu avô e fundador da Odebrecht, Norberto, em uma praia ao sul da Bahia, na década de 1970.

A raiz está em um pedestal na sede da empresa, em Salvador. Marcelo diz que escolheu aquele local, que fica numa espécie de sala de estar da sua casa, na capital paulista, porque quer “motivar os integrantes da empresa a se superarem neste momento tão desafiador”.

“Uma raiz que superando a sua fragilidade, além da adversidade do meio onde viera a cair, encarnava a resiliência que precisamos todos ter, ainda mais agora”, afirma.

Leia a entrevista na íntegra AQUI na Folha de S.Paulo.

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Política

Reforma política começa pela redução de deputados e senadores, defende líder da oposição

Líder da Oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirma que uma reforma política deve começar pela redução no número de congressistas. Ele foi relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 106/2015 que estabelece o enxugamento de 1/3 dos senadores e de aproximadamente 25% dos deputados federais. “Qualquer reforma política tem que partir daí”, disse.

A declarações foram dadas em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360.

O projeto determina que cada Estado terá apenas 2 senadores. Atualmente, são 3 por unidade da Federação.

Pela proposta, os atuais 81 senadores passariam para 54. Já na Câmara, o senador quer alterar 1 dispositivo da Constituição Federal de 1988.

O texto constitucional estabelece que o número máximo de deputados por Estado é 70, o que é aplicado somente em São Paulo, que tem a maior população do país. O mínimo de representantes estaduais é 8, situação que ocorre em 11 unidades da Federação do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Se o texto de Randolfe for aprovado, o número máximo cai de 70 para 56 deputados. O mínimo, de 8 para 6. O número total de cadeiras na Câmara seria reduzido de 513 para 386.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deram entrevista ao Poder em Foco e declararam-se contrários à redução de congressistas. Maia afirmou no programa transmitido em 13 de outubro de 2019 que seria melhor cortar os custos da Câmara e não o número de deputados. Alcolumbre disse em 3 de novembro de 2019 que “o que vai resolver o problema dos brasileiros não é diminuir a quantidade de parlamentares”.

Randolfe sabe que é muito difícil emplacar essa redução do número de congressistas, mas considera importante manter o tema em pauta, pois sente que é uma demanda da sociedade.

Reforma política começa pela redução de deputados e senadores, diz Randolfe

Poder360
Maconha: apenas uso medicinal

A favor da prisão pós-2ª Instância

Quer a fusão da Rede com o PV

Entrevistado pelo Poder em Foco

O líder da Oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, concedeu entrevista ao Poder em Foco na 4ª feira (4.dez.2019). O senador falou sobre os esforços para ampliar o alcance de seu partido Sérgio Lima/Poder360 – 04.dez.2019
09.dez.2019 (segunda-feira) – 0h04

Líder da Oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirma que uma reforma política deve começar pela redução no número de congressistas. Ele foi relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 106/2015 que estabelece o enxugamento de 1/3 dos senadores e de aproximadamente 25% dos deputados federais. “Qualquer reforma política tem que partir daí”, disse.

Assista ao programa (46min55seg):

A declarações foram dadas em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360.

O projeto determina que cada Estado terá apenas 2 senadores. Atualmente, são 3 por unidade da Federação.

Pela proposta, os atuais 81 senadores passariam para 54. Já na Câmara, o senador quer alterar 1 dispositivo da Constituição Federal de 1988.

O texto constitucional estabelece que o número máximo de deputados por Estado é 70, o que é aplicado somente em São Paulo, que tem a maior população do país. O mínimo de representantes estaduais é 8, situação que ocorre em 11 unidades da Federação do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Se o texto de Randolfe for aprovado, o número máximo cai de 70 para 56 deputados. O mínimo, de 8 para 6. O número total de cadeiras na Câmara seria reduzido de 513 para 386.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deram entrevista ao Poder em Foco e declararam-se contrários à redução de congressistas. Maia afirmou no programa transmitido em 13 de outubro de 2019 que seria melhor cortar os custos da Câmara e não o número de deputados. Alcolumbre disse em 3 de novembro de 2019 que “o que vai resolver o problema dos brasileiros não é diminuir a quantidade de parlamentares”.

Randolfe sabe que é muito difícil emplacar essa redução do número de congressistas, mas considera importante manter o tema em pauta, pois sente que é uma demanda da sociedade.

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No Brasil, a quantidade de vagas na Câmara dos Deputados se mantém a mesma desde 1994: 513 cadeiras. Não há limites para reeleições ao cargo.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defende também uma proposta semelhante à de Randolfe. Em 30 de junho de 2019, o congressista fez 1 discurso em Brasília citando o exemplo do Chile. Além do corte de cadeiras, propôs também 1 limite no número de mandatos para quem se elege para o Congresso –algo que é adotado por vários Estados nos EUA.

Outra proposta sobre o tema é a PEC 12/2019, em que Randolfe Rodrigues é signatário. De relatoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), o projeto só reduz o número de integrantes do Senado Federal de 81 para 54.

Na avaliação do líder da Oposição, as elites política e econômica precisam estar atentas a 2 fatores que emergem na sociedade: o 1º seria impedir medidas que ampliam a exclusão social e a desigualdade; o 2º é trabalhar mais para projetos de anseio da população, como o da redução de congressistas. Caso contrário, o senador considera possível a criação de 1 “caldeirão para a ebulição social”, que pode levar a protestos como os registrados no Chile.

“A gente [elite política] continua se distanciando do que pensa concretamente o Seu Zé, o Seu Joaquim, nas periferias, nas pequenas, médias e grandes cidades do Brasil. Quando nós tomamos medidas efetivas para reduzir a representação no Congresso […] a gente se distancia”, declarou Randolfe, que nasceu em Garanhuns (PE), mas mora desde os 9 anos no Amapá.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Tá na cara que redução de congressistas não passa. É um sonho que todos nós temos, mas não passa.

    1. Vc tem toda razão.
      Uns 18 senadores e uns 36 deputados, estava bom demais.
      E trabalhando voluntariamente, aí eu queria saber, quem é patriota de verdade e tem amor pelo Brasil.

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Política

Senadores tentam acordo para votar pacote Anticrime ainda este ano

Na reta final dos trabalhos antes do recesso parlamentar, senadores tentam um acordo para conseguir votar o Pacote Anticrime (Projeto de Lei 10.372/18) ainda neste ano.

Aprovado pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (4), o pacote reúne parte da proposta apresentada no início deste ano pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e trechos do texto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A matéria, que traz mudanças na legislação penal, como aumento de penas e novas regras para progressão de regime pelos condenados, acabou sendo aprovada pelos deputados sem polêmicas que poderiam dificultar o avanço da proposta. Nesse rol, estão temas como prisão após condenação em segunda instância, que está em discussão por instrumentos diferentes na Câmara e no Senado, o plea bargain, que prevê a redução de penas de acusados que confessarem ter cometido um determinado crime, e o excludente de ilicitude, que protegeria agentes de segurança que, por “violenta emoção, escusável medo ou surpresa”, cometessem excessos no exercício da função.

Para os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Eliziane Gama (Cidadania-MA), a retirada do último ponto foi muito importante para que a proposta tenha clima favorável à votação no Senado.

Segundo Randolfe, o texto final aprovado pelos deputados ficou “bem razoável” para receber o apoio do Senado. Na mesma linha, Eliziane Gama que no caso da supressão desse tema, a mensagem é que “todos têm direito à vida” e que quem não respeitar esse direito deve ter punição exemplar.

Outro ponto que está sendo considerado pelos defensores da votação no Senado ainda neste ano é que, às vésperas de um ano com eleições municipais, esse é o texto possível.

“Quem manda [ na pauta do plenário] é o [presidente do Senado] Davi [Alcolumbre, DEM-AP]. Se ele quiser, eu faço quantas reuniões forem necessárias [na Comissão de Constituição e Justiça], e a gente leva para plenário”, disse a presidente da CCJ da Casa, Simone Tebet (MDB-MS). O texto precisa ser analisado pela CCJ antes de ser levado à votação final por todos os senadores. Segundo a senadora, nesse caso, “qualquer coisa é melhor que nada”. Para Simone, é melhor garantir avanços em alguns pontos agora e, se for o caso, depois das eleições municipais, aperfeiçoar pontos na norma.

Já Wellington Fagundes (PR-MT) entende que o Pacote Anticrime é uma demanda do Brasil e uma forma de fazer justiça para “quem mais precisa”. “O pacote tem instrumentos legais que podem oferecer à sociedade segurança jurídica. Chega em boa hora, e vamos aprovar o mais rápido possível”, afirmou.

Diário do Poder

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Política

Com custos sigilosos, Rodrigo Maia já fez 229 viagens em jatinhos da FAB e ainda deu carona a 2.131 pessoas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é o recordista absoluto de uso dos jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), este ano, no total de 229 viagens e inacreditáveis 2.131 passageiros transportados. na nossa conta, claro. Maia não é o único a aproveitar a regalia. O uso dos aviões da FAB é restrito ao vice-presidente da República, ministros de Estado e aos presidentes do Supremo, da Câmara e do Senado. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os presidentes Dias Toffoli (STF) e Davi Alcolumbre (Senado) também aproveitam, mas números de Maia fazem o uso deles parecer irrisório.

Até a terça (3), Dias Toffoli já havia realizado 87 viagens “a serviço” em jatinhos da FAB, na companhia de um total de 1.091 passageiros.

Alcolumbre fez 43 viagens, levando 743 pessoas com ele, entre fevereiro e terça (3). Incluindo passeio nos EUA em plena Black Friday.

Como os custos são sigilosos por envolverem aeronaves militares, os políticos deitam e rolam, sem prestar conta do gasto a quem paga: nós.

Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. impressionante é q um ano tem 366 dias , nesses dias muitos feriados e e finais de semana, no caso entao ele fez mais de dois terços de viagem de dias do ano ou seja ele nao trabalha lá na camara , fora q ainda estamos no começo de dezembro, algo estranho ai.

  2. Isso é um bandido, sugador do dinheiro público.
    Nenhuma viagem dessas a bem do povo.
    Vai vê que a grande maioria, foi pra fazer, politicagem sebosa.

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Política

Graças ao prestígio, Moro foi da frigideira à chapa

Ministro mais popular da Esplanada, Sergio Moro ficou bem-posto na penúltima fotografia tirada pelo Datafolha. Conhecido por 93% dos brasileiros, Moro é aprovado por 53%. Está 23 pontos percentuais acima de Jair Bolsonaro, cuja taxa de aprovação é de míseros 30%. Os dados servem para explicar por que o ministro da Justiça foi retirado da frigideira do Planalto.

Há cinco meses, a orquestra do capitão executava para Moro uma partitura com muitos tambores e poucos violinos. Bolsonaro afastou Roberto Leonel, um pupilo do ministro, do comando do velho Coaf. Ameaçou destituir da direção-geral da Polícia Federal o delegado Mauricio Valeixo.

Em junho, numa das saidinhas do Alvorada, um repórter perguntou ao presidente se confiava em Moro. A resposta soou corrosiva: “Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa… por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: Confie 100% só em mim e minha mãe”.

Decorridos cinco meses, a cabeça de Valeixo continua sobre o pescoço. E Moro foi transferido da frigideira do Panalto para a chapa de Bolsonaro na sucessão de 2022. O ex-juiz da Lava Jato ocupa informalmente o posto de opção para a vaga de candidato a vice-presidente da República.

Munido de suas próprias pesquisas, Bolsonaro se deu conta de que o excesso de tambores e a escassez de violinos poderia empurrar Moro não para a vice, mas para a cabeça de uma chapa rival.

Josias de Souza

Opinião dos leitores

  1. Bolsonaro fez de tudo pra destruir a imagem de Moro, e continuará fazendo. Só que pra atingir o legado do Moro vai precisar uma munição que não existe, é algo blindado pela verdade, logo impossível de destruir.

    1. Se moro foi capaz de deixar uma carreira estável de juíz pra ser ministro, com certeza irá declinar de ser ministro do stf e será presidente do Brasil. MORO 2022

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Política

Sem caixa, Estados pressionam Governo Federal para receber recursos do pré-sal

O Fórum Nacional de Governadores pediu ao presidente Jair Bolsonaro para receber, de forma antecipada, R$ 5,3 bilhões referentes ao chamado bônus de assinatura pelo megaleilão do pré-sal realizado no início de novembro. O recurso é de “inestimável relevância” para o pagamento do 13.º salário dos servidores dos Estados, de acordo com carta assinada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), coordenador do fórum.

O governo arrecadou R$ 69,96 bilhões com a concessão de duas das quatro áreas ofertadas, frustrando a expectativa inicial de um ganho superior a R$ 106 bilhões e participação maciça de companhias estrangeiras. Pelas regras do leilão, as empresas vencedoras (a Petrobrás em associação com as estatais chinesas CNOOC e CNODC) têm até 27 de dezembro para pagar o bônus de assinatura à União. Em seguida, os valores devem ser repassados à própria Petrobrás, Estados e municípios.

O desejo dos governadores, porém, é receber os valores já entre os dias 10 e 20 deste mês, a tempo de usá-los para quitar o 13.º salário – cujo prazo legal para depósito da segunda parcela se encerra exatamente no dia 20. A crise financeira que se arrasta há anos têm colocado Estados em dificuldades para remunerar regularmente os seus servidores. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o 13.º será pago em parcelas pelo quinto ano consecutivo.

Segundo o Ministério da Economia, se o pagamento das empresas for feito mesmo no fim do prazo, o recurso só deve ser repassado aos governadores em 31 de dezembro.

Dos R$ 69,96 bilhões efetivamente arrecados pela União, R$ 34,6 bilhões vão ficar com a Petrobrás, como compensação pela revisão do contrato firmado em 2010 com o governo. O restante será compartilhado entre União (R$ 23,7 bilhões), Estados (R$ 5,3 bilhões) e municípios (R$ 5,3 bilhões). Por ser o Estado produtor, o Rio de Janeiro vai ter uma parcela adicional de R$ 1,06 bilhão.

Procurado, o Fórum afirmou que o pedido recebeu apoio da maioria dos governadores do País. O órgão ainda alegou que a antecipação não é determinante para garantir o pagamento de servidores estaduais, mas que traz um “alívio” para fechar as contas do ano. O Palácio do Planalto repassou na quarta-feira passada o pedido dos governadores aos ministérios da Economia e de Minas e Energia.

O governo de Minas Gerais informou que concorda com os termos propostos na carta. O Estado torce pela antecipação do bônus, pois ainda busca alternativa para pagar o 13.º salário de seus servidores. A ideia principal do governador Romeu Zema (Novo) para fechar as contas é utilizar recursos da alienação de recebíveis da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

A carta partiu de uma iniciativa de Ibaneis e foi compartilhada em um grupo de WhatsApp de que participam os governadores do fórum, segundo fontes que acompanham o debate.

Pressão

O Estado apurou que há forte pressão sobre o governo federal para antecipação dos valores da assinatura do bônus do megaleilão. Técnicos da equipe econômica, no entanto, dizem que é difícil fazer o repasse antes de a União receber o valor acordado na disputa.

Segundo fontes da área econômica, há pressão, inclusive, para que o governo antecipe valores dos lotes que não tiveram ofertas – e que, em tese, só serão licitados em 2020.

A ala política do governo é sensível aos pleitos de governadores, que exercem forte influência sobre as suas bancadas no Congresso. Até o fim do ano, o governo Bolsonaro ainda dependerá da articulação com o Legislativo para aprovar matérias vitais, como o Orçamento. Procurado, o Palácio do Planalto disse que cabe ao Ministério da Economia responder questionamentos sobre o pedido dos governadores.

Estadão Conteúdo

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Judiciário

Advogados da Lava Jato só questionam nulidade do processo e nunca dizem que cliente é inocente, diz presidente do TRF-4

Advogados da Lava Jato só questionaram nulidades, não o mérito, diz presidente do TRF-4

‘Em cinco anos na 8ª Turma, nunca ouvi um advogado dizer ‘meu cliente é inocente”, afirmou o desembargador Santos Laus

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Victor Luiz dos Santos Laus, disse ao Estado durante entrevista em seu gabinete, em Porto Alegre, na última terça, 3, que em cinco anos como integrante da 8ª Turma, julgando decisões da primeira instância da operação Lava Jato, nunca ouviu “um advogado fazer uma defesa de conteúdo material” – ou seja, de mérito – dos clientes condenados na primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nunca um advogado disse ‘meu cliente é inocente, meu cliente não tem nada a ver com isso, não há uma prova nesse processo’”, disse o desembargador-presidente. “O que eu fiquei ouvindo, durante cinco anos, foi: ‘há uma nulidade, porque aquele documento é preto, e devia ser verde; aquele portão não abriu mas devia ter aberto; ah porque o juiz espirrou em vez de tossir; ah, porque o promotor falou muito alto, e o meu cliente ficou com medo…’”. O Estado perguntou se não estava exagerando – já que diversos advogados efetivamente questionaram o mérito – mas ele repetiu: “Nunca ouvi uma defesa de conteúdo material – e nós, como juízes, não podemos idealizar a forma e sacrificar o conteúdo. A verdade é essa”.

Santos Laus, um solteiro de 56 anos, é desembargador do TRF-4 desde o penúltimo dia de 2002, 30 de dezembro, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso o escolheu, de uma lista tríplice. Tinha dezesseis anos de Ministério Público – seis no estadual, dez como procurador da República.

Virou um personagem nacionalmente mais conhecido no começo de 2018 quando a 8ª Turma, que integrava, passou a julgar as decisões de primeira instância da operação Lava Jato. O julgamento de maior repercussão do qual participou foi o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve confirmada e aumentada a sentença de primeira instância que o condenou por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá, da qual continua recorrendo.

Santos Laus tomou posse como presidente do TRF-4 em junho passado, foi eleito com 17 dos 27 votos possíveis. Comanda uma máquina que atua em três estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná –, com cinco mil funcionários ativos, mil aposentados, e um orçamento anual em torno de R$ 5 bilhões.

Catarinense de Joaçaba, é um dos cinco filhos de um advogado de descendência alemã que foi preso político, por 32 dias, e teve cassado seu registro profissional pela ditadura que derrubou o presidente João Goulart, do qual era um quadro de confiança. “Foram tempos difíceis”, comentou o desembargador, lembrando os dez anos em que a família se mudou para São Paulo, eu busca de dias melhores. O pai tem 90 anos, está alquebradamente bem, e o filho pede que não se publique o nome, “por segurança”. A mãe, descendentes de portugueses, é cirurgiã-dentista aposentada, com 84 anos. Uma de suas pinturas florais ornamenta uma das paredes do amplo gabinete presidencial de 115 metros quadrados, com ampla vista para o estuário do Rio Guaíba, no 9º andar da sede do TRF-4.

É de lá que o desembargador exerce seu novo desafio – com a ajuda de um buda dourado que decora uma das colunas, e de uma mandala, ambas trazidas pelo novo dono do pedaço. “Sou um iluminista, um espiritualista”, explicou. “Acredito que nós somos energia, basicamente, e que energia boa atrai energia boa. É assim desde sempre. Isso é da física quântica, meu caro”. Pode parecer pernóstico, mas é apenas o que sobrou do Victor Luiz que pretendia ser físico nuclear e trabalhar na NASA antes de passar em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina. Comente-se algo como “o pessoal do Lula teria gostado”, e ele complementará, ligeiro e bem humorado: “Principalmente se eu estivesse num foguete”.

Santos Laus deu uma entrevista de quatro horas – um recorde para quem nunca concordou nem com dois minutos. “Agora, como presidente, eu tenho que falar”, afirmou, declarando-se um “progressista-humanista”.

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O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4 posa em seu gabinete em Porto Alegre. Foto: EVANDRO LEAL / ESTADAO
O que o sr. achou do resultado do recente julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia, em que a 8ª Turma confirmou e aumentou a sentença condenatória da primeira instância?

Eu estive no âmbito da operação Lava Jato desde o seu nascedouro. Todos os julgamentos foram uma radiografia do que estava nos autos. No processo do sítio de Atibaia existiam elementos documentais e materiais que sustentavam a acusação feita pelo Ministério Público. O juízo condenatório era uma imposição. Restava resolver a dosagem de pena.

A decisão sobre o sítio de Atibaia, elogiada por um lado, foi, também, uma das mais atacadas. O advogado do ex-presidente Lula disse, por exemplo, que o TRF-4 “julgou o Lula como inimigo”.

Existe na doutrina penal vários autores que usam a expressão “direito penal do inimigo”. É uma construção doutrinária que entende que a norma penal tem apenas o conteúdo de punir alguém, de perseguir alguém. Essa é a visão maniqueísta. Quem não professa essa doutrina compreende que o Direito Penal tem um conteúdo retributivo e civilizatório. Se o funcionário botou a mão no que não é dele, mas da coletividade, representada pelo Estado, tem que ser punido. Mas não é porque o sistema seja contra aquela pessoa. O sistema é a favor do normal funcionamento da sociedade.

Há um grupo de juristas, numeroso e representativo, chamado Prerrogativas, que fez várias críticas ao julgamento. Afirmou, por exemplo, que a 8ª Turma foi “parcial, ignorou fatos, sacramentou o plágio”, e por aí vai. É uma visão diametralmente oposta a isso que o sr. entende como verdade.

É o que eu compreendo como estando nos autos.

No caso do julgamento do triplex do Guarujá – em que o sr. participou – também há entendimentos contrários à decisão do Tribunal. Como também os há francamente favoráveis. Por que é assim?

Assim como tem esse chamado Direito Penal do inimigo existe também o movimento garantista. Existem muitos profissionais que se autodefinem ou se rotulam como garantistas. Garantismo é uma doutrina que nós conhecemos. Mas quando se faz a tradução para o Brasil, o brasileiro tem essa mania de sempre dar um verniz barroco às tradições e aos conceitos.

De que categoria o sr. está falando?

Os advogados, por exemplo, que se apresentam como garantistas, na realidade são advogados que dão uma ênfase à forma, e não ao conteúdo. Aí a discussão é outra. Vale o conteúdo material ou o conteúdo formal? Em cinco anos de operação Lava Jato, julgando casos na então 8ª Turma, eu nunca ouvi uma defesa de conteúdo material. Nunca ninguém disse “meu cliente é inocente, meu cliente não tem nada a ver com isso, não há uma prova nesses processo”. Eu fiquei durante cinco anos ouvindo: “há uma nulidade, porque aquele documento foi feito preto, e devia ser verde; aquele portão não abriu mas devir ter fechado; ah porque o juiz espirrou em vez de tossir; ah, porque o promotor falou muito alto, o meu cliente ficou com medo porque ele tossiu…”. Eu não posso idealizar a forma e sacrificar o conteúdo. A verdade é essa.

Não é um exagero o sr. afirmar que nunca ouviu, em cinco anos, um advogado da Lava Jato defendendo a inocência do cliente, no mérito?

Nunca ouvi.

E os casos em que o sr. mesmo absolveu – como um dos processos do sindicalista e ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto?

Não só do Vaccari, teve outros casos. Mas por quê? Porque eu li todo o processo e entendi que o cidadão não estava envolvido naquela cadeia que se formou mais adiante. No nosso Tribunal, ao longo desses anos, muitos casos foram absolvidos. Dizem que é uma câmara de gás, porque o sujeito entra e sai condenado. Sai condenado, quando realmente as provas sustentam a condenação.

O que nós temos na praça, é que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, antes de ser preso, preso, e agora em liberdade, fez e continua a fazer um discurso forte e radicalizado contra as decisões que o condenaram, criticando o mérito, e não a forma…

Está no direito dele.

Que contesta, diretamente, tudo isso que o sr. está dizendo. Diz que não tem provas contra ele, que é inocente, que foi alvo de injustiça. Como o sr. entende essas afirmações?

Existe um princípio, em Direito, que é o princípio da não autoincriminação. Ninguém pode ser obrigado a se autoincriminar. A partir dessa concepção, todo o réu tem direito a discordar da decisão. Então, no caso do ex-presidente, ele tem todo o direito, deve ter as suas razões, sejam elas quais forem, de discordar da decisão. Agora, o advogado dele já é diferente. O advogado dele é um profissional que exerceu o seu papel ao longo da instrução processual. Então, do advogado eu não esperaria esse tipo de comentário.

Parte dos advogados – o do ex-presidente e outros – continuam a fazer esse tipo de comentário. O que o sr. diz?

A questão é o conteúdo civilizatório das decisões. Em países que tem um estágio mais avançado do que o nosso quando o Poder Judiciário se pronuncia, a questão termina. Roma locuta est; causa finita est (Roma falou, a causa acabou). Em alguns países isso é assim. Porque não se tem suspeição sobre o seu Poder Judiciário. Ninguém está aqui para atender favor. Ninguém aqui tem compromisso com A ou B. Há uma grande diferença nisso. Nosso tribunal não é um tribunal político. É um tribunal que analisa provas.

Mas cabem os recursos.

Há um caminho natural de recursos, via tribunais. Eu não preciso ir na esquina e ficar falando. De um advogado eu fico até perplexo com esse comportamento, porque o papel dele é feito no processo. Do réu já é diferente. Ele pode dizer o que quiser em defesa dele.

Irá a julgamento, no Supremo, o processo em que a defesa do ex-presidente Lula argui a suspeição do juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, entre outras coisas baseada nos diálogos divulgados pelo site The Intercept. Qual é a sua posição neste caso?

Eu vou ficar pregando no deserto – mas para mim prova ilícita é prova ilícita. Ponto. Os áudios obtidos pelo Intercept são alvo de prova ilícita. Não se prestam a alimentar qualquer investigação, muito menos uma condenação, muito menos uma arguição de suspeição. Ponto.

E o conteúdo que foi obtido – ainda mais em conversas com muita evidência de lé com cré?

Não há que se cogitar de interesse público quando tudo começa a partir de uma ilegalidade. O interesse público não purifica uma nulidade que é original. O Supremo já derrubou várias operações policiais a partir desse vício original. Havendo uma ilicitude original, esquece. É nulo, apaga, deleta, não quero nem saber.

O sr. acredita que o Supremo vai referendar essa tese?

Alguns ministros anunciam que querem rever essa tese. Porque a exceção de suspeição está baseada nessa tese. Parte do princípio de que esses áudios levariam à suspeição do juiz.

O que o sr. achou dos áudios que foram publicados? Não parecem críveis?

Esse é o problema do grampo. Por que a doutrina manda ignorar? Exatamente pro sujeito não alimentar a expectativa de que parece lé com cré. É uma bisbilhotice nossa. Na realidade nós não deveríamos nem poder ouvir o que está lá. Chama-se privacidade. Eu tenho a minha privacidade. O sr. não pode invadir.

Até agora não vazou nenhuma conversa envolvendo o sr. e seus outros colegas da 8ª turma – desembargadores Leandro Paulsen e Gebran Netto – com o juiz Sérgio Moro. Podem aparecer?

É uma boa pergunta. Mas tem que ser direcionada ao The Intercept. Eu assisti ao Roda Viva com aquele cidadão, o sr. Gleen [Greenwald, editor do The Intercept] e vários jornalistas perguntaram sobre a divulgação em doses homeopáticas.

O sr., pessoalmente, teve alguma conversa do gênero?

Que eu saiba, não.

O sr. costumava conversar com o dr. Moro pelo telefone?

Não. Para mim essas gravações são provas ilícitas, e portanto nulas. Isso e nada é a mesma coisa, com base no que o Supremo sempre disse que é. O Supremo pode mudar? Pode. Mas, se mudar, todos nós vamos nos digladiar pelo meio da rua. Vai ser um desrespeito total à privacidade de todos. Acho esse caminho muito perigoso.

Em seu discurso de posse na presidência o sr. manifestou preocupação com a exaltação de ânimos, a instabilidade do tecido social, e o discurso do ódio nas redes sociais…

Discursos de ódio vem desse clima extremado de polarização. Falta tolerância. As pessoas querem ter o direito de ter a última palavra.

Por que chegou a isso?

É fruto da ausência de um diálogo construtivo. O que está faltando é a argumentação adequada. As pessoas enunciam o assunto como se fosse preto no branco – quando é uma das possibilidades de solução.

O governo Bolsonaro piorou essa situação?

Juiz não fala sobe política (risos). O que eu posso examinar é o sistema político. Isso sim. E me parece que mesmo antes da eleição nós já ouvíamos vários cientistas políticos anunciando que viria um processo de degradação do sistema político. A Lava Jato já havia indicado essa degradação do sistema político, da atividade parlamentar. Nós temos que ter uma saída para isso.

O sr. está vendo alguma?

Eu tenho visto novas lideranças surgirem na política. Mas o funcionamento do parlamento também tem que passar por uma oxigenação.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse outro dia que o ex-presidente Lula pertence ao passado do Brasil. O sr. concorda?

Eu não teria dito isso. Na realidade, o ex-presidente sempre será o ex-presidente. Para muitas pessoas foi um líder e segue sendo um líder. Hoje, na minha avaliação, Lula é um condenado. Mas isso não deslustra o passado dele. Ele segue sendo tendo uma biografia, uma luta pelos ideais em que ele acredita. É verdade que ele desiludiu muitos daqueles que creditavam nele. Para esses talvez ele faça parte do passado. O Partido dos Trabalhadores tem que se reinventar, tem que procurar um novo rumo.

Como vê o fato de ele estar em atividade política pública?

Ele é inelegível. Mas está em liberdade – e não há nenhuma restrição aos movimentos dele.

O que o sr. achou de o juiz Sérgio Moro ter trocado a toga pelo ministério da Justiça?

Eu acredito que ele deve ter pensado muito sobre isso. Já eram 22 anos de magistratura e não é fácil largar uma carreira promissora, como a dele, magistrado resoluto, e conhecido, para se aventurar numa via que não é a dele. Porque hoje ele não é mais um magistrado. Ele é um homem de governo. E homem de governo serve o governo. É um desafio para ele.

Como viu a decisão recente de Supremo proibindo a prisão depois do julgamento de segunda instância?

Essa decisão de agora não estava no seu devido momento. O Supremo já havia enfrentado essa questão em 2016. A questão estava pacificada. Os tribunais tem que ter uma certa estabilidade nas suas decisões.

Mas o fato é que mudou.

Eu não acredito que a reabertura do debate fosse oportuna.

E por que foi reaberta?

Porque alguns ministros entenderam de querer discutir novamente as suas posições. Não há nada de errado nisso. Mas é a tal coisa: nós costumamos dar tempo ao tempo, porque senão a discussão nunca termina. Esse clima de polarização no país é porque a discussões não terminam. Eu digo que o café está frio. O sr. diz que está quente. Nós vamos discutir até chegar à conclusão de que está morno. As pessoas tem que ser tolerantes umas com as outras.

O sr. é favorável a uma solução legislativa – como alguns deputados e senadores estão tentando?

Eu tenho dificuldades de compreender esses movimentos. Se o Supremo decidiu que só pode haver a prisão após o julgamento do último recurso – essa é a tese. Se foi afirmada pelo tribunal constitucional do país, como é que o parlamento vai na contramão dessa tese? Alguém vai provocar novamente o Supremo. E o Supremo vai dizer o quê? “Eu já decidi”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. As provas são robustas e esclarecedoras, portanto impossível de contestar. Só manobras processuais com conluio espúrios poderão reverter as condenações. Mas aí será uma incógnita a reação da nação.

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Política

Carlos Bolsonaro reativa conta no Twitter, após quase um mês fora das redes sociais

Após quase um mês fora das redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) reativou neste domingo sua conta no Twitter. Na descrição do perfil dele, o vereador escreveu: “vereador da cidade do Rio de Janeiro (ainda podendo opinar sobre o que achar pertinente)”. Ele postou hoje um curto vídeo, mas não fez comentários sobre a política. Em novembro, o filho do presidente Jair Bolsonaro tirou do ar suas páginas no Twitter, Facebook e Instagram.

Na época, interlocutores de Bolsonaro no Palácio do Planalto atribuíram ao presidente a saída do filho das redes. Segundo esses aliados, Bolsonaro vinha mostrando incômodo com as publicações do “02”, em especial aquelas que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF), instituição que ele vem deixando fora da linha de tiro, como informou a colunista Bela Megale.

Carlos é considerado um dos principais responsáveis por criar a estratégia digital de Jair Bolsonaro nos últimos três anos, quando a candidatura presidencial começou a ser construída.

Pelo Twitter, ele deflagrou a primeira crise no coração do Palácio do Planalto ao atacar Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. O comportamento, porém, não é exceção. O “pitbull” da família usa a rede social como uma metralhadora giratória.

É de Carlos também a ideia de atacar mais ferozmente adversários de esquerda e a imprensa. A conduta causou conflito entre os que sempre defenderam uma estratégia mais moderada para Bolsonaro.

Em fevereiro deste ano, O GLOBO analisou 500 tuítes feitos por Carlos entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro e constatou que 72,2% das postagens feitas pelo parlamentar eram ataques . O alvo preferencial é a imprensa, mas também sobram bordoadas para a esquerda e até mesmo para aliados, como no episódio em que foi pivô da saída do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno.

O Globo

Opinião dos leitores

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Política

Caça às bruxas no BNDES provoca demissão e aterroriza funcionários

Foto: Divulgação

Um clima de terror se instalou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente da instituição, Gustavo Montezano, mandou demitir, por justa causa, um funcionário da área da Tecnologia da Informação (TI) sob a alegação de que ele teria copiado documentos sigilosos com o intuito de vazá-los.

A demissão de Gustavo Soares, que estava no BNDES desde 2012, provocou revolta entre seus colegas, pois o estopim para decisão tão radical foi um slide apresentado em agosto deste ano a superintendentes da instituição. Em carta aberta publicada no site da Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) ele se diz injustiçado.

O slide da discórdia trata da imagem do BNDES. Constam nele pontos de atenção sobre a reputação do banco junto à mídia e seu discurso político. Por um erro, esses dados foram disponibilizados por meio de um diretório público, chamado de Arquivo X, que pode ser acessado por todos os empregados do banco.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. BG
    Tem que prender o Luciano Coutinho ex-presidente do Banco, que "soltou" milhões de dólares para as ditaduras comunas mundo afora.

  2. Há pouco mais de 10 anos, exatamente em abril de 2008, o Brasil se escandalizou com a compra duma tapioca de R$ 8,30 com o cartão corporativo de um ministro, que acabou caindo.

    Hoje, o milico torra R$ 14,5 MILHÕES nos mesmos cartões e os homens de bens neste estrondoso silêncio.

    1. Esse é tonto, bom investigar qual o curral pertence essa animalzinho. achar que o pt gastava R$ 8,50 de cartão corporativo pra seus ministros. Aonde chegamos!

    2. Tá proibindo criticar o governo do Bozo, Riva!
      Os assessores do governo federal e seus aliados já estão no gabinetes monitorando as redes sociais para contra-atacar qualquer comentário anti-bozo!
      Se falar mal do governo bozo, já vira petista e ele logo taxado de tonto, burro, etc!
      Baixaria total! Esse pessoal não sabe argumentar, só sabe xingar e bater! Jesus!

    3. Se passar por isentão e ficar jogando mentiras tem que ter resposta à altura, mesmo…!!!

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Política

Bolsonaro desiste de enviar emissário à posse de presidente argentino

Foto: EBC

O presidente Jair Bolsonaro desistiu de mandar um representante para a posse do presidente argentino, Alberto Fernández, próxima terça (10).

O enviado seria o ministro Osmar Terra (Cidadania).

A decisão foi fechada neste fim de semana e ocorre poucos dias após o eleito ter se reunido com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A desistência foi noticiada pelo jornal argentino Clarín e confirmada pelo Painel por integrante do governo brasileiro.

Folha de SP

Opinião dos leitores

  1. Mais um ato terrível do governo brasileiro para piorar as nossas relações aqui na America do Sul.
    O homi arruma confusão com quase todos os países.
    Depois não reclamem quando o dólar chegar a 7 reais, pois doido é o investidor estrangeiro que investe num hemisfério onde só tem confusão e intrigas.

    1. BG
      Ir prestigiar um safado que esteve no Brasil para visitar um criminoso preso e condenado e ainda fez gracinha por aqui hipotecando solidariedade ao mesmo, numa afronta ao Povo Brasileiro e a justiça.

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Política

Deputado ‘Mamãe Falei’, sobre prisão em 2ª instância: Brasil precisa seguir “o resto do mundo”

Foto: Reprodução/Youtube

O deputado estadual paulista Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, também está na Paulista participando da manifestação pela prisão em segunda instância.

“Nós somos a favor de modernizar e realmente seguir o caminho do resto do mundo”, disse o parlamentar — que protagonizou uma confusão na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta semana — em entrevista à Jovem Pan.

“O caminho hoje é via PEC. Hoje estou aqui como militante, e não como deputado, para mostrar que nós queremos, sim, pautar essa PEC”, disse Do Val. “Quem não votar essa PEC não volta em 2022.”

O Antagonista

 

Opinião dos leitores

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Nacional

Deputados federais já gastaram R$ 880 mil com segurança particular em 2019

Foto: Ilustração/Revista Security

Deputados já gastaram R$ 880,3 mil da cota parlamentar para bancar a contratação de seguranças particulares em 2019.

Ao todo, 70 deputados já pediram reembolso por algum serviço de segurança.

O que mais registrou gastos do tipo foi Bosco Saraiva, do Solidariedade do Amazonas, com R$ 78 mil.

Em seguida, vêm João Marcelo Souza, com R$ 77 mil; Flávio Nogueira, com R$ 73 mil; e Daniel Silveira, com R$ 72 mil.

O valor das despesas ainda deve aumentar, já que os deputados têm até três meses para comunicá-las à Câmara.

Época

Opinião dos leitores

  1. Todos armados mas o cidadão de bem não pode pagar um segurança armado e nem ao menos possuir uma arma só os bandidos.

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Televisão

CRISE: Demissão em massa de cinegrafistas na InterTV Cabugi é destaque no UOL

Foto: Divulgação/Ilustração

A emissora InterTV Cabugi, afiliada da TV Globo no Rio Grande do Norte, está promovendo uma demissão a rodo nas últimas semanas. Segundo a coluna apurou, somente nos últimos dias foram oito cinegrafistas demitidos. Somados a outros cinco repórteres cinematográficos, só nesse setor foram 13 dispensados.

No lugar dos demitidos, segundo o sindicato local, a emissora vem contratando vídeo-repórteres por salários bem menores que os pagos anteriormente.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. eu votei Bolsonaro por falta de opção mais eu não ia votar no Pt,mais não aprovo as besteiras que ele vem fazendo e dizendo. Não sou alienado como tem gente neste blog.

  2. Não só a Intertv esta em decadência, a Globo de forma geral esta uma lastima, cada vez mais adotando uma postura ideologica aliado a uma programação e conteúdos péssimos

  3. Tv Cabugi, que há anos representava o padrão de jornalismo, hoje representa o fracasso total de algo que não é jornalismo. O início deste desmoronamento teve início com a saída da maravilhosa Michelin Ricon. Da dó, assistir o nível ZERO, da Cabugi. "Jornalistas" sem o menor preparo, posturas e brincadeiras de "Colégio" em nossas telas, de péssimos níveis. Por fim, Cabugi, conseguiu cair de 10, para 0,!!!!!

  4. Dirceu dire da Intertv RN colocou a p*** dele para fazer a gestão da empresa e aí deu nisso. Os repórteres parecem uns palhaços de animação de palco e os novatos parecem blogueiros sem experiência com o celular!

  5. Sem dúvida nenhuma, a InterTV tem a pior programação de Jornalismo do RN. Jornalistas e apresentadores muito RUINS, as únicas excessões sendo Lídia Pace e Emily Virgílio, os demais são mt sem perfil, o apresentador do meio dia, parece um bobão, dá vergonha assistir, nível bem ruim mesmo, até o rapaz que lia os recadinhos, está apresentando melhor que o apresentador do programa, que de nível tão ruim causa até constrangimento… As demais emissoras do RN exibe muito CONTEÚDO, muitas MATÉRIAS sobre o estado interessantes; o RNTV se limitou a brincadeirinhas bobas (sem graça alguma), notícias de morte e buracos… Oh jornalsinho fraco.. Fico triste, pq qd viajo para Recife, São Luís por exemplo vejo uma programação executada por excelentes repórteres.. e nota-se que o RN nunca aparece em notícias nos principais veículos da Globo, ao contrário de vários estados que sempre estão pintando por lá, como Alagoas, Piauí, Ceará, etc..
    Uma pena..

  6. É melhor fechar as portas logo. A Cabugi vivia de política, hoje tem que correr atrás.

  7. O jornal do meio dia da CABUGI parece gincana de colégio… num traz nenhuma notícia importante, não analisa fato nenhum, nada com nada mesmo…

  8. Infelizmente as emissoras do grupo Globo perderam o sentido de existir, com programas excessivamente ideológicos e de valores duvidosos, o telespectador brasileiro cansou deste formato que empurra de goela a baixo conteúdo vazio e descartável. Ou muda ou vai pro ralo.
    Só lamento pelos profissionais que perderam e perderão seus empregos.

  9. A Intertv está tentandos er quem não é. sem rpe foi um jornalístico sério. ai depois inventou de querer ser "povão" sem ter jeito pra ser. ai nem consegue agradar o povão, nem consegue ser séria para quem quer notícia objetiva sem palhaçada. pronto se perdeu. continua levando peia da Pont negra e perdento o resto de telespectadores que não suportam a tv querer sem quem não é. vai continuar afundando desse jeito.

  10. O RN2 é tão ruim de pauta na hora do almoço que já migrei ver alguns canais no Youtube ..a coisa ta surreal de pauta aqui no RN…fora do normal do aceitável.

    1. No primeiro jornal só falam em tapioca, um dos apresentadores com uma camisa curta, no da tarde é imitando um programa humorístico de péssima qualidade, uns concurdos de dança de rua, salva_,se o RN 2 .

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