Esporte

No Estadual, Globo vence América na Arena das Dunas e assume a vice-liderança; pela Copa do Nordeste, ABC empata no Piauí

Foto: Jocaff Souza / FNF

No fechamento da rodada dupla na Arena das Dunas, a equipe do Globo FC venceu o América-RN por 2 a 0, nesse domingo (27), o que fez o clube de Ceará-Mirim subir para a segunda colocação da Copa Cidade do Natal, com oito pontos. Por outro lado, o Alvirrubro acabou descendo para a terceira posição, com sete pontos.

Em um jogo muito movimentado e com lances duros, América e Globo FC mostraram um futebol técnico e com chances claras para ambas as equipes. Os dois gols do Tricolor saíram no segundo tempo. Aos 16 minutos, após um levantamento na área, o zagueiro Alexandre completou de cabeça para abrir o placar. O segundo gol da Águia aconteceu aos 32 minutos da etapa final, com o meia Chiclete.

Na próxima rodada, o América joga contra o Força e Luz, na quinta-feira (31). Sem definição de local, a FNF deve confirmar durante a praça esportiva, além do horário para a partida. Já o Globo volta a campo na próxima quarta-feira (30), às 20h, no Estádio Barrettão, em Ceará-Mirim, quando recebe o Potiguar.

ABC empata fora de casa pela Copa do Nordeste

Foto: Andrei Torres / ABC F.C

Em um jogo bastante movimentado, Altos-PI e ABC ficaram no empate em 1 a 1 neste domingo. Em duelo válido pela segunda rodada da Copa do Nordeste. A partida foi disputada no Estádio Lindolfo Monteiro, em Terezina (PI).

Os gols só aconteceram na etapa final de jogo, o ABC saiu na frente aos três minutos do segundo tempo em uma cobrança de escanteio, Henrique aproveitou a chance e cabeceou, sem chances para a defesa. Enquanto que o Altos-PI empatou o jogo aos 35 minutos em uma falha, Ramon recebeu sozinho, sem marcação e empurrou para o fundo das redes e empatou.

Com o resultado, o Alvinegro somou o seu quarto ponto na competição regional e aparece na 3ª colocação do Grupo B. Na próxima rodada, o ABC vai jogar fora de casa, diante do Santa Cruz-PE, sábado (2), às 16h (horário de Natal), no Estádio Arruda.

Com informações da FNF

 

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Diversos

SINAIT realiza ato em frente ao TRF1, em Brasília: Chacina de Unaí completa 15 anos. Impunidade marca o caso

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – SINAIT realiza ato em frente ao Tribunal Regional Federal – TRF da 1ª Região, em Brasília, na manhã de 28 de janeiro, para marcar os 15 anos da Chacina de Unaí. Será um ato de protesto contra a decisão do Tribunal que determinou um novo julgamento para Antério Mânica, um dos mandantes do crime. O Sindicato também vai cobrar a prisão imediata dos demais mandantes e intermediários: Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro.

O dia 28 de janeiro marca o início da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e o Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho, ambos instituídos por lei, em homenagem às vítimas da Chacina de Unaí.

Entenda o caso

Em 28 de janeiro de 2004, os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, foram brutalmente assassinados durante uma fiscalização rural em fazendas no interior de Minas Gerais, onde havia indícios de prática de trabalho escravo.

Os executores do crime foram condenados em 2013, em julgamento realizado em Belo Horizonte (MG) e estão cumprindo suas penas em regime fechado. Mandantes e intermediários foram julgados e condenados em 2015, mas todos permanecem em liberdade.

No dia 19 de novembro de 2018, a 4ª Turma do TRF da 1ª Região, em Brasília, julgou recursos dos mandantes e dois dos três desembargadores decidiram que deve ser realizado um novo julgamento, por júri popular, do fazendeiro Antério Mânica, que havia sido condenado a 100 anos de prisão. A defesa alegou insuficiência de provas.

No mesmo julgamento, foi apresentado um fato novo, o irmão de Antério, Norberto Mânica, apresentou uma confissão registrada em cartório em que assume ter sido o mandante do crime em relação ao Auditor-Fiscal Nelson. Para o SINAIT, essa foi uma estratégia montada pela defesa para livrar Antério Mânica das acusações de mando dos assassinatos.

Em relação a Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro, os desembargadores decidiram pela redução das penas.

Durante o Ato Público em Brasília, o SINAIT cobrará a prisão imediata de Norberto, Hugo e José Alberto e protestará contra a decisão de novo julgamento para Antério, cujas provas são robustas. Passados 15 anos, dificilmente serão encontradas novas provas.

Opinião dos leitores

  1. O interessante que quando a chacina completou 10 anos não fizeram nenhum ato como estão querendo agora. Acho justo esse ato, e por que não fizeram nos 10 anos?? Claro, era o PT que estava governando.

    1. Seu comentário não procede. Todos os anos, desde o primeiro aniversário dos assassinatos, há no dia 28 ato em protesto feito tanto em Brasília como nas superintendências nos Estados.

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Polícia

Hospital de Taipu, distante pouco mais de 50 km de Natal, vive momentos de terror em arrastão: roubo de TVs, celulares e carro de médico

Distante pouco mais de 50 quilômetros de Natal, o Hospital Municipal de Taipu, foi alvo de criminosos na madrugada desta segunda-feira (28), por volta das 3h, em um arrastão que resultou no roubo de aparelhos de TV, celulares de funcionários e ainda o carro de um médico.

Segundo a Polícia Militar, seis bandidos, dois deles armados com um revólver e uma pistola, renderam os servidores que estavam de plantão e iniciaram o arrastão, que, por fim, ainda resultou no roubo de um Jeep Renegade, que pertence ao médico. Até o momento veículo inda não foi encontrado.

Opinião dos leitores

  1. Estava redondamente enganado quem pensou que o "Governo da Segurança" acabara em dezembro de 2018. E tome bagunça petralhas por quatro anos.

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Política

Cirurgia de Bolsonaro iniciada na manhã desta segunda deve durar de três a quatro horas

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro para retirada da bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal começou por volta das 7h desta quarta-feira (28) e deve durar de três a quatro horas. Será a terceira cirurgia em quatro meses, desde o ataque a facada em Juiz de Fora, Minas Gerais.

A previsão da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto é que o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros, conceda um briefing no final da manhã desta segunda-feira.

O presidente deverá ficar no Hospital Albert Einstein por cerca de 10 dias. Nesse período, ele pretende trabalhar normalmente, despachando com ministros e assessores, além de transmitir orientações para a equipe ministerial.

O Hospital Albert Einstein organizou um espaço para o presidente despachar. Segundo o porta-voz, existe um dispositivo montado pelo gabinete de Segurança Institucional com equipamentos, possibilidades técnicas para Bolsonaro orientar seus ministros e seus órgãos e despachar.

Ontem (27), os exames laboratoriais e de imagem pré-operatórios indicaram normalidade, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, na capital paulista. A estimativa é que após as primeiras 48 horas da cirurgia, o presidente volte ao trabalho no próprio hospital.

Agência Brasil

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Trânsito

Detran realiza dois dias sequenciados de fiscalizações nos litorais Sul e Norte

O final de semana foi de ações de fiscalização empreendidas no litoral potiguar pelo Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) por meio da Operação Lei Seca. Em dois dias sequenciados de fiscalizações realizadas na faixa de areia das praias e nas rodovias de acesso ao litoral foram verificados 119 veículos, 17 autos de infração de trânsito foram expedidos e um automóvel foi retido e levado ao pátio do Detran.

Nas abordagens a beira-mar os policiais da Operação Lei Seca fiscalizaram principalmente bugueiros. Nessa situação, os condutores eram orientados a respeitar o limite de passageiros dos veículos, utilizar o cinto de segurança e trafegar respeitando os limites de velocidade e os locais onde o tráfego de automóveis é proibido. Os policiais ainda inibiram o tráfego de veículos em áreas impróprias no sentido de preservar a integridade física dos banhistas.

Já nas rodovias de acesso ao litoral foram montadas barreiras onde os veículos e condutores passaram pelas abordagens. No momento, eram checadas a documentação dos motoristas e veículos, e averiguada a combinação ilegal de álcool e direção.

Durante a Operação os policiais se depararam com biólogos da Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque, que solicitaram apoio para fiscalizar uma área de ninhos de tartarugas na orla de Muriú. “Os policiais fizeram a fiscalização, juntamente com os biólogos, e se colocaram à disposição para ajudar na causa ambiental, tendo em vista que essa época do ano é o período do nascimento de filhotes de tartarugas e essa região é um berçário dessa espécie”, explicou o coordenador da Operação Lei Seca, tenente-coronel Francisco Flávio dos Santos.

No primeiro dia da Operação os policias patrulharam a orla do litoral Norte que vai da Redinha Velha a Barra de Maxaranguape, e no litoral Sul a região que vai de Pium até Malembá. Já no segundo dia de ação foram intensificadas as fiscalizações na orla Norte partindo de Pitangui até Maracajaú e na Sul o patrulhamento agiu da Praia de Cotovelo até Malembá.

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Economia

Servidores federais se aposentam aos 57 anos em média

Era de 57 anos a média de idade dos mais de 385 mil servidores públicos federais que se aposentaram desde 1995. Desses, apenas 90 mil (23%) não recebem aposentadoria integral. Só no mês de dezembro de 2018 mais 1.476 servidores se aposentaram do serviço público federal com vencimentos integrais até o fim da vida, ao contrário do que ocorre com os demais trabalhadores. As informações são do Painel Estatístico de Pessoal da Secretaria de Planejamento.

Em 2018 foram 19.905 aposentadorias do serviço público federal. Quase todas (19.179) aposentadorias integrais.

São 77% os servidores públicos federais que embolsam durante toda a aposentadoria o valor completo do último salário que recebeu.

Também o governo do Distrito Federal vive a rotina de buscar recursos  para pessoal. Foram 18 mil aposentadorias em doze anos.

CLAUDIO HUMBERTO

 

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  1. Não à toa o Brasil tem o melhor serviço público do mundo: em nosso país ninguém precisa enfrentar filas; um processo na Justiça tramita tão rápido que ninguém mais quer ser advogado; o SUS é tão eficiente que os planos de saúde estão à beira do colapso; a educação pública mata de vexame o ensino particular; as empresas de segurança estão a ponto de responsabilizar as polícias civil e militar por sua exagerada eficiência e consequente quebradeira no setor privado… Enfim, o sonho secreto de muitos países de primeiro mundo é um dia poder exibir um IDH semelhante ao nosso.

  2. O medo de perderem os privilégios é grande. Repartir o bolo em fatias iguais, ninguém quer. Ser esquerda de Iphone e desejar socialismo pros outros, ai é facil…Pode isso Arnaldo?

  3. Pessoas com altos cargos no governo e jornalistas sensacionalistas, com a intenção única de denegrir o funcionário público, divulgam que estes recebem aposentadoria integral. Mas não contam que estes servidores gastaram seus tempos em estudos, lograram êxito em concurso , público (coisa que os denegridores não tiveram competência), não tiveram direito a FGTS, direito a ter outro emprego, proibição de continuar trabalhando após aposentado, pagamento previdenciário sobre todo o rendimento, etc… Enfim, fazem tudo para que a sociedade não seja informada sobre o que o governo ofereceu à época do concurso e agora querem mexer na Constituição…..

    1. Verdade. Não dizem tb q o desconto de INSS é sobre os vencimentos integrais, n até um teto, como na iniciativa privada. E mais, esse desconto é feito diretamente no contra-cheque, impossibilitando a fraude, como mto acontece tb na iniciativa privada.
      Dessa forma, se tem uma classe q ajuda o INSS a manter seus recursos é a dos servidores públicos federais no Brasil.

  4. Se aposentam sim com 57 anos em média.
    Porém tendo muito mais de 35 anos de contribuição pra o sistema.
    Muito justo uma vez que começou a trabalhar logo cedo.
    Enquanto isso…Não vou nem falar.

  5. Diariamente se publicam notícias tendenciosas a fim de minar as aposentadorias no serviço público, no afã de mostrar o quanto essa classe seria "privilegiada"… mas não vejo nenhuma matéria mostrando que o trabalho no serviço público não dá direito a FGTS, não existe pagamento por hora extra… o servidor é proibido de continuar trabalhando no serviço público após se aposentar… o servidor não pode ter 2 empregos públicos, exceto para professores.. dentre outras limitações.

  6. Contribuem sobre todo o rendimento. Por isso ficaram recebendo integral. Hj a maior parte dos servidores federais já estão com fundo de pensão (funpresp).

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Esporte

Neymar tem constatada nova fratura no quinto metatarso no pé direito e pode ser operado

Paris Saint-Germain constatou uma nova fratura no quinto metatarso do pé direito de Neymar, na mesma região em que ele foi operado em março de 2018, pouco antes da Copa do Mundo da Rússia.

Segundo a imprensa francesa, anova lesão é menos grave do que a anterior. No entanto, o clube parisiense não descarta outra cirurgia. A decisão será tomada em conjunto com o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, que viaja a Paris ainda esta semana.

O técnico do PSG, Thomas Tuchel, já anunciou que não conta com Neymar para a partida contra o Manchester United, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. O jogo de ida está marcado para o dia 12 de fevereiro, enquanto o de volta acontecerá no dia 6 de março. Além disso, ele deve ficar fora dos amistosos que a seleção disputará em março, em preparação para a Copa América.

Por enquanto, Neymar vem realizando um tratamento intenso de fisioterapia a fim de adiantar o processo de recuperação.

Neymar se machucou na quarta-feira passada, na vitória do PSG sobre o Strasbour, pela Copa da França.

NOTÍCIAS AO MINUTO

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Economia

TRF-1 avalia ação em que Ministério Público cobra impostos da Igreja Universal

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) coloca em pauta, nesta segunda-feira (28), o julgamento da competência do Ministério Público Federal (MPF) de propor uma ação civil pública contra a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).

CORPO…

Na ação, aberta em 2006, o MPF questiona a “imunidade tributária” alegada pela igreja para o não pagamento de impostos referentes aos períodos-base de 1991 a 1994, cujo total calculado pela procuradoria chega a R$ 98,3 milhões.

… FECHADO

O Ministério Público aponta que, na época, auditores fiscais da Receita Federal em SP “desconsideraram a imunidade tributária da entidade” para cobrar tributos como PIS e Imposto de Renda.

PASSADO

“Inconformada com a decisão” a Iurd interpôs recurso, diz o texto. Após avaliação do então Conselho de Contribuintes, hoje o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (​Carf), a dívida da entidade foi reduzida em quase R$ 92 milhões —valor cobrado pelo MPF, que alega “defesa do patrimônio público lesado”.

NÃO PODE

A Iurd diz que “o pedido do MPF contraria julgamentos do Superior Tribunal de Justiça”. “O MPF não pode cobrar na Justiça impostos, pois existe um órgão público com esta função, a Receita Federal”, afirma a instituição.

MÔNICA BERGAMO / FOLHA

Opinião dos leitores

  1. Não mais que justo…tem que cobrar mesmo impostos das igrejas, pois religião ta se tornando comercio.

  2. Tem que botar quente, é notório o uso da igreja para lavar dinheiro, vide os preços pagos pela igreja para usar a grade a record, que é da própria igreja…

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Política

Queiroz indicou sete funcionários para o Gabinete de Flávio Bolsonaro

Pivô da crise que atingiu o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz foi o responsável pela nomeação de pelo menos sete funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.

A influência de Queiroz beneficiou a própria família e ajudou a estabelecer ligações com o entorno do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega — seu amigo dos tempos de 18º BPM, conforme admitiu nesta semana.

Adriano é apontado pelo MP como líder do grupo paramilitar que controla a comunidade de Rio das Pedras e principal articulador do Escritório do Crime, que reúne matadores de aluguel. Ele foi um dos alvos da Operação Os Intocáveis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e pela Polícia Civil, e encontra-se foragido.

A primeira nomeação na conta do ex-assessor, que atuava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro, foi a de Márcio da Silva Gerbatim, em maio de 2007 — menos de dois meses depois da chegada de Queiroz à equipe de Flávio. Márcio é ex-marido da atual mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, também indicada por ele para o gabinete.

Apadrinhados

Em setembro de 2007, Queiroz emplacou mais dois nomes na Alerj. No dia 6, Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, mulher de Adriano, passou a trabalhar no gabinete de Flávio. Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, também ocupou cargos ligados a Flávio entre março de 2015 e novembro do ano passado. Antes de ir para o gabinete do senador eleito, Raimunda esteve lotada na liderança do PP — partido do senador eleito naquele momento.

Em 20 de setembro de 2007, foi a vez de Nathália Melo de Queiroz, filha do ex-assessor, que ocupou inicialmente um posto na liderança do PP.

Nathália passou por vários cargos até deixar a Alerj em dezembro de 2016 — abandonando uma função no gabinete de Flávio para assumir um lugar na equipe de Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados. Em seu lugar, Queiroz indicou sua outra filha, Evelyn Melo de Queiroz, para o mesmo cargo.

Na retaguarda

O ex-assessor ainda conseguiu espaço para a enteada, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, nomeada em agosto de 2017. Ela permanece no cargo até hoje.

Se demonstrava poder na montagem do gabinete, Queiroz era discreto da porta para fora. No dia a dia da Alerj, não costumava acompanhar Flávio em reuniões e não frequentava o plenário — onde ocorrem as votações da Casa.

Sua presença, porém, era notada fora da Alerj, onde sempre estava perto de Flávio. O ex-assessor chegou a impedir um assalto na porta da Assembleia.

— Há cerca de um ano, o Flávio estava chegando à Alerj e um sujeito assaltou uma mulher na Rua da Assembleia. O Queiroz saltou do carro e correu atrás do assaltante. Tiros foram disparados, e o cara foi detido. Não sei se foi o Queiroz que atirou — lembra um deputado.

Queiroz era presença constante entre a sede da Alerj e o prédio anexo, nos fundos, onde ficam os gabinetes dos parlamentares. Segundo uma funcionária da casa, ele costumava aguardar a saída do chefe.

— Estava sempre ali por baixo. Ficava perto do Flávio quando ele entrava ou saía da Assembleia —afirma uma funcionária da Alerj.

Um assessor parlamentar lembra de ver Queiroz na agência do banco Itaú na Alerj — onde parte significativa de sua movimentação flagrada pelo Coaf foi feita. No mesmo local foram feitos os 48 depósitos de R$ 2 mil na conta de Flávio Bolsonaro.

— Fiquei na fila do caixa e ele estava do lado conversando com os seguranças, demonstrando intimidade —conta o funcionário.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. E apois… Um menino tão bonzinho. Como é que pode. Falar de um santo desse que não precisa nem de asas pra voar. Que injustiça…

  2. Que pena que para atacar bozonaro Atacam um garoto. Palavras do presidente. Kkkkkkkkkkkkkkk
    Quando era o filho do outro o que tem nove dedos barbudo, o mundo parecia que ia se acabar.
    Onde estão os revoltosos patrióticos batedores de panelas e ocupadores das avenidas?

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Política

Governadores eleitos com discurso de renovação começam a aderir a práticas que lembram o passado

Impulsionados pela onda de renovação que marcou as eleições de 2018, sete dos 27 governadores chegaram ao poder sem nenhuma experiência prévia na política. Sob a promessa de representar “o novo”, derrotaram sobrenomes de peso e surpreenderam institutos de pesquisa. Todos, com exceção de Ibaneis Rocha (MDB-DF), tiveram em comum o apoio ao presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno. A exemplo da administração federal, o primeiro mês desses governos foi marcado por recuos e falta de intimidade com a máquina pública. E alguns deles se aproximaram do que chamam de velha política.

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), despontou na eleição depois de manifestar apoio a Bolsonaro no debate da TV Globo, às vésperas do primeiro turno. Com uma agenda de choque de gestão, defendida durante a campanha, Zema inaugurou seu mandato com 6 mil demissões que causaram entraves à máquina, levando-o a readmitir temporariamente pelo menos 800 pessoas. Em outro momento controverso, foi criticado por ter usado um avião do governo para visitar Bolsonaro em Brasília, descumprindo uma promessa.

Sem experiência política prévia e herdeiro de uma rede de lojas mineiras, Zema, diante do desafio de gerir um dos maiores estados do país, convocou o ex-prefeito de Juiz de Fora Custódio de Mattos (PSDB) para a Secretaria de Governo. Ele foi secretário de Desenvolvimento Social do tucano Aécio Neves entre 2007 e 2008. Outro quadro aproveitado de gestões anteriores, embora técnico, foi Germano Vieira. Secretário de Meio Ambiente de Fernando Pimentel (PT), foi mantido no cargo por Zema.

O ex-juiz na prática

No Rio, Wilson Witzel (PSC) defendeu a gestão eficiente do estado e chegou a prometer reduzir o número de secretarias de 18 para 11 ou, no máximo, 13, mas aumentou para 20.

A crítica enfática à corrupção sistêmica nos últimos governos levou o ex-juiz federal a reforçar as promessas de combate à corrupção e à chamada velha política no segundo turno. Eleito, iniciou a transição escolhendo o coordenador da campanha do ex-governador Anthony Garotinho para chefiar seu gabinete.

Em outro movimento surpreendente, distribuiu secretarias para quadros conhecidos da política fluminense. A nomeação de Felipe Bornier (Pros), filho do ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, para a Secretaria de Esportes provocou reclamações entre eleitores de Witzel nas redes sociais. Nelson Bornier mantinha ligações com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador Sérgio Cabral, ambos presos. . A indicação de Pedro Fernandes, filho da vereadora Rosa Fernandes (MDB), para a pasta de Educação também foi recebida com críticas nos perfis do governador. O ex-juiz acolheu ainda Eduardo Lopes, suplente do prefeito Marcelo Crivella (PRB) no Senado Federal, que não conseguiu se reeleger.

No Distrito Federal, a nova política prometida pelo governador também parece ter ficado no campo das promessas. Advogado, Ibaneis Rocha bancou boa parte dos gastos de sua campanha, defendeu uma nova forma de governar e passou incólume pela impopularidade do correligionário Michel

Temer. Mas a composição do secretariado lembra práticas fisiológicas. A indicação de Sarney Filho (PV), ex-ministro de Temer, para a secretaria de Meio Ambiente coincidiu com a derrota do senador, filho do ex-presidente José Sarney e com domicílio eleitoral no Maranhão, na tentativa de reeleger-se.

Outro integrante da Esplanada de Temer ganhou espaço no Palácio do Buriti: o ex-ministro de Direitos Humanos Gustavo Rocha assumiu a secretaria de Justiça. Cargos também foram reservados para pessoas ligadas aos ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda.

Em Rondônia, o governador Marcos Rocha, do PSL de Jair Bolsonaro, nomeou a esposa, Luana, como secretária de Assistência e Desenvolvimento Social do estado. Posteriormente, indicou a ex-mulher, Irani Santos, para a direção de uma policlínica estadual. De todos os governadores neófitos, Rocha é o que mais acumula experiência: apesar de ser coronel da Polícia Militar, foi secretário de Educação de Porto Velho na gestão de Mauro Nazif (PSB) e ocupou a mesma pasta na administração do governador Confúcio Moura (MDB).

Tudo também ficou em família para o governador de Rondônia, Antonio Denarium (PSL). Ele nomeou duas cunhadas para as secretarias da Educação e do Trabalho. Durante os 21 dias em que atuou como interventor federal no estado, sua esposa atuou como secretária do Trabalho. Após a posse oficial de Denarium como governador, ela deu lugar a uma de suas irmãs, que já despachava como subsecretária.

Em Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) exonerou 59 funcionários das chamadas Agências de Desenvolvimento Regional, mas fez 28 novas contratações dois dias depois. Ele também apresentou dois vetos polêmicos a projetos do Legislativo: se disse contra a adoção do nome social para pessoas transexuais no funcionalismo público e a divulgação obrigatória de sua agenda oficial. A Secretaria da Casa Civil ficou a cargo de Douglas Borba, do Partido Progressista (PP), uma das legendas mais implicadas na Lava-Jato. No Amazonas, Wilson Lima (PSC) nomeou – e depois voltou atrás – uma delegada presa por associação com o tráfico de drogas. Ela é acusada pela oposição de recolher dinheiro de criminosos para a campanha do governador.

O GLOBO

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Jornalismo

Sobe para 58 o número de mortos em Brumadinho. 305 pessoas estão desaparecidas

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, na noite deste domingo, que o número de mortos no desastre de Brumadinho subiu para 58. De acordo com o tenente coronel Flávio Godinho, 305 pessoas ainda estão desaparecidas. Este número cresceu porque novas famílias fizeram cadastros em busca de seus parentes. Ainda de acordo com ele, 192 resgates foram realizado até o momento. Só neste domingo foram encontrados 21 corpos.

Porta-voz do Corpo de Bombeiros, o tenente Pedro Aihara afirma que um ônibus foi encontrado. Não há informações, entretanto, de quantas pessoas estavam dentro do coletivo. Os bombeiros estão trabalhando para conseguir estabelecer um canal de acesso ao ônibus para retirar os corpos. Não há vítimas vivas.

— Não existe risco de um novo rompimento. Boa parte da água da que estava na barragem já foi bombeada. O que resta são 140 mil metros cúbuicos de água. O monitoramento está sendo feito e o grau de segurança hoje é maior — afirmou Aihara, durante coletiva.

De acordo com ele, são 14 pontos prioritários de buscas. Um deles é um refeitório, onde a lama atingiu 15 metros. Perto dali, há uma residência com três vítimas sem vida.  Os trabalhos de resgate prosseguem mesmo durante à noite.

Toda a área de risco foi isolada para que os resgates sejam feitos com mais segurança. Aihara reforçou, ainda, que não é preciso de ajuda de voluntários, já que trata-se de um local de risco. O tenente disse que a corporação está monitorando as condições climáticas, e que não há possibilidade de materiais radioativos. A lama já foi enviada para análise de toxicidade.

O GLOBO

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Economia

Bloqueios de R$ 11 bilhões contra Vale representam metade do caixa da empresa

Os próximos pregões da Bolsa devem ser turbulentos para a Vale, que já viu seus papéis no exterior derreterem na sexta-feira, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Como a Bolsa brasileira não operou no último dia 25, as ações da empresa só começarão a refletir o impacto do desastre nesta segunda-feira, 28.

Na última sexta-feira, os ADRs (como são chamados os recibos de papéis de ações) da Vale negociados em Nova York fecharam em queda de mais de 8%. A expectativa dos analistas é de que as ações da empresa negociadas na Bolsa brasileira tenham um desempenho parecido nesta segunda, ou pior.

“A queda lá fora foi grande, mas ainda não se tinha a dimensão da tragédia. O mercado deve punir a Vale”, diz Fabio Silveira, da Macrosector. O economista-chefe da Eleven Financial Research, Adeodato Netto considera que os efeitos para a companhia são negativos de curto prazo, mas menos relevantes no longo prazo.”

Após o rompimento, no entanto, a agência de classificação de risco S&P anunciou que poderá rebaixar a nota da Vale. Segundo a S&P, o fato de uma tragédia semelhante ter acontecido há tão pouco tempo potencializa os riscos. A nota da Vale, que é BBB- em escala global, entrou em observação.

Além do reflexo do desastre nas ações, também pesam os pedidos de bloqueio de recursos da empresa para garantir auxílio às vítimas. Somados, os pedidos na Justiça chegam a R$ 11 bilhões. A Vale encerrou o terceiro trimestre do ano passado com cerca de US$ 6,1 bilhões em caixa, lembra Glauco Legat, da consultoria Necton. Os recursos de R$ 11 bilhões representariam 48% do caixa.

“A empresa pode arcar com o valor, mas não deixa de ser uma soma elevada. O mais provável é que a Vale tente substituir esse congelamento por outro tipo de garantia, como fianças bancárias”, avalia Legat.

Os analistas ponderam que a Vale está em situação melhor do que na época de Mariana. “Ela reduziu sua dívida. O bloqueio é ruim, mas não compromete o curso da empresa”, diz Adeodato Netto, da Eleven Financial Research.

Já Silveira, da Macrosector, considera que os investidores devem pressionar para que haja uma mudança na direção da empresa. “Não duvido que o mercado peça a cabeça do presidente, Fabio Schvartsman.”

A agência de classificação de risco S&P anunciou que poderá rebaixar a nota da Vale. O fato de uma tragédia semelhante ter acontecido há tão pouco tempo potencializa os riscos. A nota, que é BBB- entrou em observação.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. A Vale hoje é empresa privada.
    Foi estatizada sob alegação de que iria prestar um melhor serviço, iria se fortalecer, gerar mais empregos, etc.
    Fico pensando se ela continuasse sendo estatal, a culpa desses desastres em Mariana e Brumadinho seria imposta porque empresa estatal não presta!
    Vamos privatizar!

    1. Jorge, você fala de algo que desconhece TOTALMENTE. A Vale foi vendida (quase dada pelo valor que realmente valeria) pelo então socialista Fernando Henrique Cardoso, onde a Companhia Nacional Siderúrgica fez parte do consórcio comprador, atuando como maior acionista. Sem falar de fundos de pensão estatais que possuem ações também da Vale. Resumo da "ópera": por mais que parte dela tenha sido vendida, o Estado ainda comanda a Vale, inclusive, com forte interferência política na indicação dos seus diretores. Não é a toa de depois do desastre de Mariana, a senhora Dilma Rousseff, por meio de decreto, definiu esse tipo de acidente (criminoso) como desastre natural. Se informe melhor antes de tecer certos comentários.

  2. Empresa irresponsável com o meio ambiente e ser humano tem que fechar as portas. Impensável, uma empresa que explora o sub-solo, deixar o rejeitos pesados em constante riscos pra o meio ambiente, cidades e pessoas, só o instinto exploratório. Mesmo genuinamente brasileira, tem mais é que ser investigada em todos seus projetos, e diagnósticar o tamanho dos danos provocados por eles, ao mesmo tempo, cobrar as
    recuperações e indenizações ao meio ambiente desses empreendimentos, já que a exemplo dos desastre de Mariana e o atual, é a prática utilizada pela empresa.

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Jornalismo

‘Nos guiamos pelo cheiro dos corpos’, relata brigadista em Brumadinho

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Limite da equipe é de seis metros lama adentro Foto: André Borges/Estadão

 

A busca é feita pelo cheiro, pelo olhar atento que percorre a superfície da lama fétida, em busca de algum sinal de corpo humano, ou do que restou dele. Os brigadistas apontam para algo no meio do barro. Acompanho de longe, ao lado da casa que foi engolida pelo rejeito. Dali, não consigo ver nada além de entulho. “É um corpo. Vamos até lá”, diz um deles.

Na equipe, são 11 brigadistas em operação. Dois deles entram no mato e voltam carregados de galhos para lançar sobre o barro mole. Vão fazendo uma ponte improvisada até chegar ao que parece ser parte de alguém. Um brigadista se volta para mim. Penso que serei expulso. A área foi isolada e não há mais ninguém ali. Ele pede ajuda. “Ei, você, me dá essa madeira aí no canto, rápido”, diz ele, apontando um pedaço da porta que restou de um guarda-roupas. Entrego a madeira. Eles lançam sobre o barro.

Caminhar na lama ainda é impossível. Dois dias depois da enxurrada de rejeito da Valevarrer o Córrego do Feijão e estraçalhar tudo o que encontrou pela frente, o barro ainda segue mole. Um passo em falso e você afunda até as canelas, sem conseguir sair. Para a equipe de brigadistas que trabalha nas margens do desastre, nesta região de Brumadinhoconhecida conhecida como “Berço Alberto Flores”, o limite do salvamento são cinco, seis metros lama adentro. “Qualquer coisa para além disso, é risco de não conseguir voltar”, me diz um deles. “Procuramos sobreviventes, sempre. Mas aqui, a verdade é que estamos nos guiando pelo cheiro dos corpos ou pelo o que conseguimos ver.”

Andando sobre as madeiras, eles chegam ao que seria um corpo humano. É. Com luvas, um deles se abaixa e passa a recolher órgão de alguém. Vísceras, estômago, fígado. Roupa. Em fila indiana, passam de mão em mão o que encontraram pela frente, até depositar as partes sobre uma manta metálica no chão.

Rapidamente recolhem o material e somem pela mata. O deslocamento de vítimas que têm sido encontradas próximas de estradas é feito por meio de ambulâncias. Em áreas mais remotas, o trabalho é apoiado pelo helicópteros, que não param de cruzar o céu.

Olho para o horizonte do mar de lama que se abriu na mata. Ao longe, nos cantos da vegetação, é possível ver mais mantas metálicas espalhadas, aguardando para serem recolhidas.

“É melhor você ir agora”, me diz um dos brigadistas. “Essa região ainda não está segura e foi isolada, o solo ainda está muito movediço.”

Me despeço e saio pela mata. Toda a região foi cercada pela polícia e os acessos pelas estradas estão proibidos. Meu acesso à equipe de brigadeiros se deu casualmente, quando decidi entrar por uma estrada de terras que seguia até o curso do Rio Paraopeba, outra vítima fatal da catástrofe. Sítios e chácaras que não foram inundados estão vazios, com as portas trancadas. A polícia ronda a região, por causa de saques que ocorreram em algumas áreas.

Uma dessas casas é a chácara “Recanto Feliz”, número 126, bem na beira da estrada que foi interditada pelo mar de rejeitos de minério de ferro. Sobraram sinais da felicidade por ali. Brinquedos de crianças largados no sofá. Na pia, louça suja de um almoço feito dois dias atrás. Na varanda, uma casinha de madeira para as crianças com vista para o que era o córrego. Não há mais vista. Nem crianças.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Jornalismo

“Guru” de Bolsonaro detona Mourão e Heleno

Olavo de Carvalho acusou o general Augusto Heleno e o general Hamilton Mourão de usarem Jair Bolsonaro como “boi de piranha” no trato com a imprensa:

“Você não tem vergonha, Heleno? Mourão, você não tem vergonha de ir puxar o saco desse Jean Wyllys? (…)

O que o governo constituído fez até agora contra seus inimigos? Nada, nada, nada! Porque está cercado de generais que lhe dizem para não fazer nada. Está cercado de generais que, quando são entrevistados por repórteres, se sentem maravilhados, como um garotinho de escola que foi posto no show. Essa é a cara do general Heleno e essa é a cara do general Mourão quando aparecem na televisão.

Militar, quando está diante de repórteres ou de figuras do show business, se mija nas calças, de temor reverencial e de prazer.”

O ANTAGONISTA

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Política

Cirurgia de Bolsonaro está confirmada para esta segunda-feira

Reprodução: Jair Bolsonaro/Twitter

Foram normais os resultados da avaliação clínica pré-operatória, exames laboratoriais e de imagem feitos pelo presidente Jair Bolsonaro na tarde de hoje (27), segundo boletim médico divulgado há pouco pelo Hospital Albert Einstein, na capital paulista, onde deu entrada na manhã deste domingo e passará por cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal.

A cirurgia está confirmada para a manhã desta segunda-feira (28). No procedimento, ocorrerá a retirada da bolsa de colostomia, que o presidente passou a usar desde setembro do ano passado após ter sofrido uma facada.

O general Otávio Santana do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, informou que o presidente Jair Bolsonaro está “muito animado” com os resultados dos exames pré-operatórios. A declaração foi dada em entrevista coletiva no hospital,

“Amanhã com toda certeza o êxito da cirurgia fará com que ele possa desencadear suas atividades de presidente da República da melhor forma possível”, disse o general. No período de 48 horas depois da cirurgia, o vice-presidente Hamilton Mourão assumirá interinamente a presidência.

Passado esses dois primeiros dias, Bolsonaro voltará ao trabalho ainda no hospital. “Ao lado do quarto onde o presidente estará a realizar sua recuperação, existe um dispositivo montado pelo gabinete de Segurança Institucional com todo o equipamento, com toda possibilidade técnica que permita que ao presidente daqui orientar seus ministros e seus órgãos e até mesmo mediante autorização dos médicos receber para despacho os ministros que venham de Brasília”, explicou Barros.

Bolsonaro foi esfaqueado em um ato de campanha, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro. A facada atingiu o intestino e o então candidato foi submetido a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A bolsa de colostomia utilizada por ele por cerca de quatro meses funciona como um intestino externo e possibilita a recuperação do intestino grosso e delgado.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Isso ta igual ao mequinha quando perde, ai se fala no novo estadio e talz. Basta haver bobeira nesse governo, se noticia a cirurgia e talz. Desvio de foco. E o zero um como fica moro?

    1. Tonto, essa cirurgia está marcada desde o ano passado pra essa data, como será tratado é que é a incógnita.

    1. A sua dilmanta, cronologicamente, só apareceu in loco no desastre de Mariana, como se fosse depois de amanhã, 7 dias depois. Bolsonaro, quase que no dia do desastre já foi lá, radiografar o desastre, provocado cem por cento pelo desmando petralha, inclusive já tomou todas as providências que poderia tomar, isso que é resposta de estado.

    2. Marcada a cirurgia a muito tempo, além de que ele e presidente da república e não bombeiro

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Economia

Bloqueios em conta da Vale já chegam a R$ 11 bilhões

A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de mais R$ 5 bilhões da Vale para garantir auxílio às vítimas do desastre de Brumadinho (MG). O pedido foi feito pelo Ministério Público estadual.

Esse é o terceiro pedido de bloqueio de valores das contas da empresa. No sábado (26), o MP solicitou outros R$ 5 bilhões para reparação de danos ambientais. Um pouco mais cedo no mesmo dia, a Advocacia-Geral de Minas Gerais entrou com pedido de R$ 1 bilhão para prestar socorro às vítimas. Isso faz com que a Vale tenha, agora, R$ 11 bilhões bloqueados.

O rompimento da estrutura da barragem 1 atingiu na última sexta (25) a cidade de Brumadinho (MG), liberando 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos no rio Paraopeba, que passa pela região. O desastre deixou ao menos 37 mortos e 287 desaparecidos.

As buscas, que haviam sido suspensas depois que a empresa emitiu uma alerta, às 5h30 deste domingo (27), de que outra barragem estava na iminência de se romper, foram retomadas na parte da tarde quando o risco diminuiu.

Os moradores, evacuados pelos bombeiros e pela Defesa Civil, foram autorizados a voltar para suas casas.

Folhapress

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