Economia

Equipe de Bolsonaro prevê crescimento econômico de 5% em 2020

A turma de Jair Bolsonaro está otimista em relação a economia do Brasil no novo governo.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, a equipe econômica do presidente eleito, chefiada pelo futuro ministro Paulo Guedes, prevê um crescimento de 3% em 2019 e de 5% em 2020.

Entre as prioridades do time de Guedes para o primeiro ano de governo, estão o enxugamento da máquina do Estado, as privatizações e a reforma da Previdência,

Opinião dos leitores

  1. Depois disso tudo, é 15% de crescimento, se não fizerem como Garibaldi q sumiu com o dinheiro da Cosern, ainda teremos um anos de bonança.

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Política

Presunção de enriquecimento ilícito não causa inelegibilidade, decide Fachin

Condenação por improbidade administrativa só é hipótese de inelegibilidade se ficar claro que o gestor público enriqueceu ilicitamente. Mas esse fato deve ser demonstrado, não presumido. Com esse entendimento, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral Luiz Edson Fachin aceitou recurso e validou o registro da candidatura de Rubens Bomtempo (PSB) a deputado estadual do Rio de Janeiro nas eleições de outubro.

Ex-prefeito de Petrópolis, Bomtempo teve seu pedido de registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A corte declarou-o inelegível com base no artigo 1º, I, “l”, da Lei Complementar 64/1990. O dispositivo diz que não podem assumir cargos públicos “os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena”.

O TRE-RJ baseou sua decisão na condenação de Bomtempo pela prática de ato doloso de improbidade administrativa que ocasionou dano ao erário. Isso porque ele, quando prefeito de Petrópolis, dispensou licitação para contratar diretamente a Fundação Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra com o objetivo de executar obras da Secretaria Municipal de Habitação e fornecer mão de obra para apoio operacional. Nesse caso, o político recebeu as penas de ressarcimento ao erário no valor de R$ 209.860,44 e suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos.

Representado pelo advogado Rafael Carneiro, Bomtempo recorreu da decisão do TRE-RJ. Argumentou que a condenação por lesão ao erário se deu por dano in re ipsa — independentemente da comprovação de que os cofres públicos tenham sido efetivamente desfalcados — e que dessa presunção não decorre automaticamente a configuração do enriquecimento ilícito, já que não houve no acórdão qualquer indicação de que os envolvidos tenham recebido valores indevidos.

Fachin concordou com o ex-prefeito de Petrópolis. Segundo o ministro, “o TRE-RJ presumiu a existência do enriquecimento ilícito, quando a própria Justiça competente não o fez”. Para ele, não há elementos na ação de improbidade administrativa que demonstrem que Bomtempo obteve vantagem financeira ou não prestação do serviço contratado.

“Reforce-se, no ponto, que o acórdão do Tribunal de Justiça fluminense é silente quanto à eventual superfaturamento ou pagamento desproporcional à Fundação Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra que pudesse indicar a ocorrência de enriquecimento ilícito de terceiros. Ao contrário, extrai-se da decisão apenas que houve a contraprestação pecuniária por serviços prestados, o que não indica, por si só, o indevido acréscimo patrimonial.”

Para fortalecer sua interpretação, o ministro citou precedentes do TSE. A corte eleitoral já concluiu que, para se caracterizar enriquecimento ilícito, é preciso que a decisão da Justiça comum faça referência ao recebimento de valores sem justa causa ou ao pagamento de valores indevidos (REsp 10.788). Além disso, o TSE tem o entendimento de que a dispensa indevida de licitação não acarreta, por si só, o enriquecimento ilícito para gerar inelegibilidade. O tribunal também avalia que não é possível usar presunções ou termos genéricos para impedir uma candidatura.

Dessa maneira, Fachin aceitou o recurso de Bomtempo, afastou a incidência da causa de inelegibilidade do artigo 1º, I, “l”, da Lei Complementar 64/1990 e validou o registro de candidatura dele a deputado estadual do Rio.

Com isso, os 23.670 votos que Bomtempo recebeu passam a ser considerados válidos, aumentando o coeficiente eleitoral do PSB. Assim, Renan Ferreirinha Carneiro, que obteve a segunda maior votação na legenda — apenas atrás de Carlos Minc, que foi eleito —, deve assumir uma cadeira na Alerj.

Precedente importante

Advogado de Bomtempo, Rafael Carneiro afirmou à ConJur que a decisão do ministro Fachin estabelece um parâmetro relevante para as próximas disputas eleitorais.

“É um precedente importante, pois fixa a tese de que condenação por improbidade administrativa por dano presumido (dano in re ipsa) não preenche os requisitos da hipótese de inelegibilidade.”

Consultor Jurídico

Opinião dos leitores

  1. Agora f****, já não bastava uns idiotas terem seu bandido favorito, agora a justiça também tem, só está faltando ser inelegível o cidadão honesto e cumpridor dos seus deveres. Isso é " jaz Brasil".

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Polícia

Moro vai investigar origem de R$ 174,5 bilhões sem registro na Receita Federal

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasi

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, tem como uma das prioridades emergenciais investigar a origem dos R$ 174,5 bilhões pertencentes a brasileiros que estavam no exterior sem registro na Receita Federal, segundo o jornal O Globo.

Esses valores foram regularizados após dois programas de incentivo dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. As ações promoveram a anistia de crimes como evasão de divisas e sonegação fiscal, mediante mera declaração de posse dos valores sem que houvesse qualquer tipo de análise sobre a origem dos recursos.

O jornal afirma ainda que o plano de Moro é incrementar a integração entre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e unidades de inteligência financeira, em especial o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), para verificar o uso dos valores por organizações criminosas, tanto aquelas com atuação violenta, como tráfico de drogas e armas, quanto as envolvidas em crimes de colarinho branco. Essas condutas não estão anistiadas pela lei.

Declaração
Criado em janeiro de 2016 para aumentar a arrecadação federal, o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (Rerct) permitiu que brasileiros declarassem recursos mantidos no exterior mediante pagamento de 30% do valor ao governo na forma de tributos e multa.

Em 2017, uma nova fase do programa foi lançada. Nas duas edições, 27 mil contribuintes e 123 empresas declararam valores que resultaram em promessa de pagamento de multa de R$ 52,6 bilhões. A lei que formalizou o programa proibiu a abertura de investigação tendo a declaração como único indício de crime, com o intuito de incentivar adesão e evitar autoincriminação, um direito constitucional.

No entanto, a perspectiva da equipe de Moro é destravar essa barreira a partir de outros caminhos investigatórios, em especial aqueles oferecidos pela integração do Coaf aos órgãos de investigação criminal e o cruzamento de bases de dados que hoje operam isoladas umas das outras.

Moro já solicitou a transferência do Coaf do Ministério da Fazenda para o da Justiça, e o nome de quem o ajudará a otimizar a atuação da unidade de inteligência financeira será o auditor fiscal Roberto Leonel Lima, chefe da área de investigação da Receita Federal em Curitiba e cérebro do órgão na atuação na “lava jato” do Paraná.

Relatórios de evolução patrimonial e movimentações financeiras e fiscais produzidos pela equipe liderada por Lima ajudaram a revelar desvios de mais de R$ 40 bilhões na Petrobras. A função do órgão é detectar qualquer operação financeira acima de R$ 10 mil e informar autoridades financeiras e policiais para que verifiquem indícios de atividades ilícitas. Transações como a repatriação de valores no âmbito dos programas dos governos Dilma e Temer também serão alvo do Coaf.

Consultor Jurídico

Opinião dos leitores

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Política

Aliados de Bolsonaro querem o fim do Ministério dos Direitos Humanos

Com o argumento de enxugar a máquina pública, alguns auxiliares de Jair Bolsonaro tentam convencer o presidente eleito a acabar com o Ministério dos Direitos Humanos.

De acordo com a coluna “Painel”, da Folha de S.Paulo, o grupo quer que a pasta seja rebaixada, tornado-se uma secretaria especial.

O Ministério dos Direitos Humanos foi criado em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Notícias ao Minuto

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Política

Livro narra bastidores de negócios de filho de Lula

Sem editora e parca divulgação, circula há quase um mês no Rio de Janeiro o livro “Sócio do Filho: As Verdades Sobre os Negócios Milionários do Filho do Ex-Presidente Lula”.

É um texto-depoimento de Marco Aurélio Vitale, ex-executivo das empresas de Jonas Suassuna, com sua versão sobre os bastidores da sociedade do empresário com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Suassuna foi sócio de Lulinha na Play TV e dono de metade do sítio em Atibaia (SP)atribuído a Lula pelo Ministério Público Federal. No terreno de sua propriedade não houve reformas, o que fez com que não fosse denunciado na ação sobre os investimentos feitos por empreiteiras em favor do petista.

+ ‘Cortar ministério é ilusão, não reduz despesa’, diz especialista

Pelo relato de Vitale, o empresário se aproveitou de Lulinha por volta de 2005 para retomar um sucesso empresarial perdido, enquanto o filho do ex-presidente precisava de uma fachada para receber seus recursos da empresa de telefonia Oi.

“Os malabarismos de retórica do grande mentiroso encantaram os futuros sócios. O empresário quebrado posou de milionário, e convenceu”, escreve o ex-executivo.

Vitale afirma ter ouvido de Kalil Bittar, outro sócio de Lulinha, uma frase atribuída a Lula sobre Suassuna. “O Jonas mente com tanta empolgação que você fica ali prestando atenção e sabendo que é mentira o que ele está falando. Ele é o maior mentiroso que conheço.”

O ex-diretor comercial do Grupo Gol -firma de Suassuna que atua nas áreas editorial e de tecnologia e sem relação com a companhia aérea de mesmo nome- afirma que empresas de seu ex-empregador foram usadas para repassar dinheiro da Oi para o filho do ex-presidente.

Os negócios seriam fruto de tráfico de influência de Lula e seriam de fachada.

A informação foi revelada em entrevista de Vitale à Folha de S.Paulo há um ano, que descreveu quatro acordos suspeitos. O caso está sob análise da Polícia Federal em Curitiba, ainda sem conclusão. Todos os acusados negam a influência do petista na condução dos negócios.

A principal novidade do livro é a descrição da personalidade irascível de Suassuna. O ex-diretor da Gol revela traços místicos do ex-patrão. Relata que o empresário contava com uma mãe de santo para opinar sobre negócios e afastar adversários.

“Certa vez, um repórter pediu uma entrevista e adiantou a pauta. Um Suassuna com o rosto vermelho encerrou a ligação sem dar resposta ao jornalista. Ato contínuo, a mãe de santo já estava ao telefone. […] O repórter, designado para outra pauta ou por qualquer outro motivo, nunca mais apareceu”, descreve.

Vitale relata ainda no livro a tentativa de Suassuna de demonstrar proximidade com o ex-presidente –e a contrariedade de aliados.

Segundo o ex-executivo, o empresário construiu uma suíte destinada a Lula na sua casa de veraneio numa ilha em Angra dos Reis. Apesar de insistentes convites, o ex-presidente passou apenas uma tarde no local.

Suassuna passou a frequentar a intimidade do ex-presidente no sítio de Atibaia. Segundo Vitale, “a proximidade do ex-presidente era um troféu a ser exibido”.

O livro afirma que as empresas de Suassuna bancavam despesas pessoais de Lulinha e Kalil Bittar em troca da entrada de dinheiro da Oi em projetos sem retorno financeiro.

O acordo passa a degringolar quando o dinheiro da empresa de telefonia míngua, mas os gastos do filho do ex-presidente e Bittar permanecem os mesmos.

Vitale diz que negociou com três editoras para publicar o livro. Relata uma “operação” de Suassuna para evitar o fechamento de contratos. O ex-executivo então decidiu imprimir por conta própria 1.000 exemplares. Cerca de 600 já foram distribuídos ou vendidos no boca a boca -quase metade via vaquinha virtual.

Suassuna nega ter sido beneficiado pela Oi em razão de suas relações com o filho de Lula. Quando as revelações de Vitale vieram à tona, no ano passado, a Oi afirmou que as empresas do Grupo Gol “são reconhecidas no mercado e fornecedoras de grandes companhias que operam no país”.

Folhapress

Opinião dos leitores

    1. Fácil conhecer o império do lulinha, faz-se uma devassa fiscal. #devassa fiscal no lulinha já!…O que acha esquerdopatas petralhas de plantão, isso ou cale-se para sempre!

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Política

Delator relata pressão após suspensão de propina para o PT

Um delator ex-funcionário do departamento de propinas da OAS disse à Polícia Federal que houve pressão para que a empreiteira retomasse o fluxo de repasses ilegais ao PT que havia sido suspenso após a deflagração da Operação Lava Jato, em março de 2014.

Ramilton Lima Machado Junior era um dos responsáveis pela geração e distribuição de recursos de caixa dois da OAS no nordeste e prestou depoimento no âmbito da Operação Sem Fundos, fase da Lava Jato que investiga um esquema de fraudes, superfaturamentos e desvio de verbas durante a construção do conjunto Torre Pituba, sede da Petrobras na Bahia.

O empreendimento foi feito com dinheiro da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, e construído pelas empreiteiras OAS e Odebrecht. O contrato previa que após a conclusão das obras a Petrobras seria a locatária do imóvel por 30 anos.

Ramilton contou aos investigadores que, em 2012, foi informado por outro executivo da companhia que haveria repasse de 1% do valor da obra da Torre Pituba para o Partido dos Trabalhadores. A pessoa que iria tratar desse recebimento pelo lado petista era Marice Lima, cunhada de João Vaccari Neto, então tesoureiro da legenda.

O delator disse aos investigadores que se reuniu com Marice “no final de 2012/início de 2013” e que ficou acertado que “seria feito um pagamento mensal de R$ 200 mil e que se faria um acerto, ao final, de acordo com o fluxo de pagamentos da obra”.

Os pagamentos foram feitos, segundo Ramilton, em dinheiro vivo na residência de Marice e também no escritório onde ela trabalhava, na cidade de São Paulo. O delator também disse que, a pedido de Marice, houve valores pagos ao PT por meio de doações eleitorais. Foi nesse período que a empreiteira teve que interromper os pagamentos.

“Com a deflagração da Lava Jato, em março de 2014, foram suspensos todos os pagamentos de vantagens indevidas, inclusive as relativas ao prédio da Petros”, disse Ramilton. “Nessa época foi procurado por Elmar Varjão (diretor da OAS Norte-Nordeste) dizendo que havia grande pressão para prosseguimento do pagamento de vantagens indevidas relativas a essa obra da Petros.”

Mais tarde, para contornar o impasse, o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro determinou que fosse feito um contrato de R$ 1,6 milhão com uma empresa de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras. O dinheiro pago a empresa de Duque, segundo o delator, seria descontado do acerto feito com o PT relativo ao empreendimento Torre Pituba.

Leo Pinheiro e Renato Duque foram presos em novembro de 2014, na sétima fase da Lava Jato. Ambos chegaram a ser soltos, mas retornaram à cadeia logo depois. Eles hoje estão na mesma ala da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, e tentam acordo de delação premiada.

Ramilton Lima Machado Junior é um dos oito funcionários da controladoria da OAS, setor de caixa dois e propinas da empreiteira, que assinou acordo de colaboração premiada com a Lava Jato.

Para fechar a delação, os oito ex-funcionários empreiteira romperam com a cúpula da empresa, que também tentava fazer colaboração premiada em conjunto, nos moldes da feita pela Odebrecht. Hoje os herdeiros da companhia, Cesar Filho e Antonio Carlos Mata Pires, e o ex-presidente Leo Pinheiro continuam tentando um acordo com o Ministério Público Federal.

Nesta sexta (30), a juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na Operação Lava Jato, mandou soltar Marice, que estava presa em Curitiba. A magistrada, porém, estipulou algumas medidas cautelares como a proibição de deixar o país e de manter contato com os demais investigados (salvo familiares).

A Folha não conseguiu contato com a defesa de Marice Lima e com a assessoria do Partido dos Trabalhadores.

Folhapress

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Religião

Papa diz que homossexualidade no clero o preocupa

Em entrevista publicada num livro a ser divulgado nesta segunda-feira (3), o papa Francisco diz estar preocupado com a homossexualidade no clero.

“Na nossa sociedade, até parece que a homossexualidade está na moda, e essa mentalidade influencia de certa forma também a Igreja”, afirma o pontífice na entrevista em espanhol.

A homossexualidade no clero “é algo que me preocupa”, afirmou Francisco, revelando que se trata “de um assunto muito sério”. Para o papa, pessoas com “essa tendência profundamente enraizada” não deveriam ser admitidas em seminários ou ordens religiosas.

Na entrevista, o papa Francisco afirma que seria um erro acreditar que gays no mundo sacerdotal “não é assim tão grave” e que a homossexualidade seria apenas uma forma de afeição. “Na vida consagrada e na vida sacerdotal, não há lugar para esse tipo de afeição”, afirma.

As declarações estão do livro de entrevistas do autor Fernando Prado, intitulado “La fuerza de la vocación” (“O poder da vocação”) e que deve ser publicado em várias línguas. A maior parte da obra destaca Francisco discutindo o seu chamado para o serviço religioso.

A Igreja Católica rejeita a prática da homossexualidade. Porém, Francisco falou repetidamente no passado contra a discriminação de gays e lésbicas.

Para a decepção dos fiéis homossexuais, no entanto, Francisco não mudou o caminho da doutrina católica. Também no Sínodo da Juventude, em outubro último, ficou claro não haverá mudanças fundamentais quanto ao tema da homossexualidade.

Deutsche Welle/G1

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Política

Temer faz balanço de realizações sociais do governo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Michel Temer fez neste sábado (1º) um balanço das realizações do governo federal na região Nordeste do país. Ao conceder entrevista para o cientista político Antônio Lavareda, Temer mencionou os programas sociais que manteve e ampliou durante sua gestão, recomendou que o presidente eleito Jair Bolsonaro promova a reforma da previdência como uma das primeiras reformas e disse que vai continuar de alguma forma na política, mas sem pleitear cargos.

A entrevista foi veiculada no Programa 20 Minutos, da TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco. Segundo Temer, a principal ação do governo dos dois anos e meio de mandato no Nordeste foi a continuidade dada ao projeto da Transposição do São Francisco.

“No meu governo nós conseguimos concluir o Eixo Leste, que levou água para a Paraíba, e boa parte de Pernambuco. Agora estamos concluindo o Eixo Norte, que vai levar água para o Ceará, outras partes de Pernambuco e chegando ao Rio Grande do Norte, com previsão [de entrega] no final de dezembro. As obras estavam paralisadas, nós botamos, somando todas as verbas da transposição de outros locais, de produção de água, para o Nordeste, nós investimos quase R$ 2 bilhões de reais”, disse.

Quanto ao Bolsa Família, Temer disse que além de zerar a fila das famílias que aguardavam serem incluídas no programa que o reajuste superior à inflação no pagamento do benefício trouxe um incremento de “dinheiro substancioso na economia local”. Ele lembrou do pente-fino que vem sendo feito pelo ministério do Desenvolvimento Social, eliminando fraudes, e da renegociação das dívidas com produtores rurais, viabilizada após envio de medida provisória ao Congresso.

“O que nós fizemos em complemento ao Bolsa Família foi criar um programa chamado Progredir. Você precisa fazer com que as pessoas, filhos dos bolsistas família, tenham emprego. Fizemos contato com os empresários, e hoje são mais de 220 mil contratações de filhos de bolsistas família, na sua grande maioria. E esta é a verdadeira inclusão social”, avaliou.

Com relação ao Programa Minha Casa, Minha Vida, Temer informou que mais da metade das mais de mil residências que foram entregues no último período por dia foram construídas nos nove estados nordestinos. Ele defendeu a manutenção, pelo próximo governo, do Programa Luz para Todos, o presidente disse ter ampliado o prazo para que o Brasil possa acabar com a estatística de 2 milhões de famílias sem luz elétrica. Quanto à concessão de títulos de regularização fundiária, Michel Temer contou que cerca de 12 mil títulos de propriedade, dos mais de um milhão em todo o Brasil, foram distribuídos em Pernambuco no ano passado.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Assim como um representante fiel dos petralhas, inclusive foi vice de Dilmanta por duas vezes seguidas, foram 16 anos que socializaram a indignação no país, inclusive a descrença nos políticos porque todos foram flagrados roubando. Os políticos foram processados como criminosos, logo deixaram de ser políticos pra serem verdadeiros criminosos.

    1. E agora ele, o MDB, PSDB, DEM e afins vao apoiar teu Mico, idiota útil.

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Trânsito

[VÍDEO] Moradores mostram carros e ônibus na contramão marginal da BR-101 após fechamento de túnel; falta orientação e sinalização

O trânsito na marginal da BR-101 para quem precisa trafegar em Neópolis, na região próxima ao Sam’s Club está completamente confuso. Vários são os relatos de carros e ônibus trafegando na contramão por falta de sinalização e orientação após o fechamento do túnel que dá acesso à Avenida das Alagoas, túnel que também é conhecido como túnel de Neópolis ou túnel do Sam’s. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fechou o local para obras complementares da rodovia, mas a falta de orientação preocupa moradores. Desde ontem, vários são os registros de riscos de acidentes.

Opinião dos leitores

  1. Isso aí não tem nada haver com o fechamento do túnel, os motoristas fazem isso todos os dias. O túnel é mão única para a Av das alagoas. Essa contra mão aí e enfrente a Caoa, eles fazem isso sempre

  2. PRF tá nem aí pra isso. Pagamos 10 mil reais de salário para eles não conseguirem coibir nem uma contra mão? Bora trabalhar.

    1. Admiro quem expõe sua ignorância com tanto orgulho em um blog desse gabarito.
      A PRF não responde pela obra ou por sua sinalização.
      Cabe ao executor da obra, por força do CTB em seu art. 95, promover isso.
      Que tal se informar antes de se expor de forma tão vergonhosa?

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Política

Em NY, Haddad defende humildade para conter avanço do que classifica como “direita populista”

Reverter o atual populismo de direita identificado nos Estados Unidos, em países europeus como Áustria e Suécia e no Brasil será um desafio intelectual que vai exigir humildade, afirmou, na noite deste sábado (1º), Fernando Haddad (PT), candidato à Presidência derrotado nas eleições.

Haddad participou de seu terceiro evento público em Nova York, onde esteve para o lançamento da Internacional Progressista, aliança encabeçada pelo senador democrata Bernie Sanders, com quem se encontrou na sexta (30), em Vermont.

O objetivo declarado do grupo é defender uma visão compartilhada de democracia e conceitos como sustentabilidade e solidariedade.

Neste sábado, na faculdade de direito da Universidade Columbia, Haddad e o ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis falaram sobre os desafios de conter o que chamam de direita populista. Ambos participaram da palestra “Challenging the new right populism” (“Desafiando o novo populismo de direita”). “Temos um desafio intelectual muito grande pela frente”, afirmou.

“Não podemos ser arrogantes de imaginar que temos as respostas prontas para desafios tão complexos. Uma dose de humildade, mas uma humildade que não paralisa, que estimula a buscar alternativas rápidas que possam ser oferecidas a uma população que deseja um mundo novo. Ela só não sabe qual.”

Para o ex-ministro da Educação, o que a aliança progressista tem a oferecer é muito melhor “do que o que está sendo escolhido hoje nos Estados Unidos, no Brasil e no mundo”.

Na conversa com Varoufakis, Haddad afirmou que o desafio de conter a direita populista é global.

“Há uma preocupação das forças democráticas mundiais sobre o que se passa na América do Sul, na Europa Oridental, e agora a gente vê que vai chegando nos EUA e mesmo na Europa Ocidental sinais já marcantes na Áustria, na Suécia e, agora, na Itália, de que há problemas de toda ordem acontecendo”, disse.

Segundo Haddad, há uma preocupação com as eleições europeias do próximo ano.

“Se eles utilizarem os mesmos métodos que utilizaram no ‘brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia], aqui na eleição do [presidente Donald] Trump, da eleição do Bolsonaro, nós podemos ter problemas em países que são a última fronteira democrática que ainda resiste. E ninguém quer um mundo obscurantista”, afirmou.

O ex-ministro das Finanças grego defendeu que a aliança progressista não cometa os erros do passado. “Não vamos ficar encantados conosco. Nós estamos perdendo o jogo e temos muito trabalho a fazer”, afirmou.

Na Europa, ele atribuiu a ascensão do populismo à deflação, que “aumentou o medo do outro, não importa quem seja esse outro.”

“A sociedade se encontra desnorteada e se vira para populistas fascistas que prometem resolver todos os problemas. Isso toma formas diferentes em lugares diferentes.”

Ele falou que uma forma de conter o avanço do populismo é discutindo a redistribuição de renda.
“A esquerda focou em renda, enquanto a direita focou em riqueza, em aproveitar terras e riqueza, como se discutíssemos besteira”, afirmou. “Uma abordagem gradual de reforma sempre vai favorecer os ricos. Nós precisamos discutir redistribuição de riqueza”, afirmou.

Varoufakis foi ministro das Finanças no governo de Alexis Tsipras em 2015. Ele assumiu com a perspectiva de afrouxar as medidas de austeridade que a Grécia enfrentava, ainda em decorrência dos efeitos da crise global de 2008. Ficou no cargo de janeiro a agosto, quando renunciou.

Na conversa com o grego, o petista voltou a falar sobre o fim da dicotomia democracia x ditadura, “porque na verdade não se trata mais disso”. Como fez no evento de quinta (29), Haddad ressaltou que a democracia está sendo solapada por dentro das instituições.

“Do mesmo jeito que os indígenas estão inseguros, que os tratados internacionais sobre meio ambiente estão em risco, que a comunidade LGBT está em risco, hoje você não tem, no Brasil, segurança de liberdade de cátedra”, diz.

“Ou seja, há ações judiciais neste momento sendo movidas contra associações de professores, no caso do Ceará, por terem feito um grupo de combate ao fascismo.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Já ser "esquerda populista", pode… Tal critério de avaliação só podia mesmo vir de uma cabeça petralha.

  2. Lacoste e iPhone tenho. Rolex posso não. Acho q vou me filiar ao PSL. Como bolsominios e/ou Olavete logo consigo o relógio.

  3. Porque esse comunista não vai passar na Venezuela ou Cuba ???? Malandragem….adoram enganar os idiotas dos militontos PTralhas

  4. Saem os ladrões que se consideram de esquerda, e esperamos que os que assumem a presidência também não enveredem pelo mesmo caminho, só o tempo dirá.

  5. Os comunistas brasileiros adoram os Estados Unidos, um Rolex no pulso, um iPhone no bolso, uma camisa Lacoste….

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Saúde

Brasil criou 13.624 vagas em cursos de medicina desde 2013; 20% delas seguem os critérios do Mais Médicos

Publicada no Diário Oficial da União em julho 2013, a medida provisória que criou o Programa Mais Médicos não se ateve apenas à contratação de médicos formados fora do Brasil, na condição de bolsistas, para suprir em caráter emergencial a demanda de profissionais da saúde no país. Ela também definiu ações do governo federal para reduzir essa carência permanentemente, incluindo a expansão das vagas na graduação em medicina e na residência em medicina da família e comunidade, e a reforma do curso de graduação para incluir um estágio obrigatório dos estudantes na saúde pública.

Passados mais de cinco anos da mudança, o G1 publica uma série de três reportagens, entre este domingo e terça (4), que analisam o impacto dessas três medidas na formação de novos médicos no Brasil.

Veja, em resumo, o que o programa Mais Médicos pretendia e o que aconteceu:

Criar 11.447 novas vagas em medicina até 2017: Entre julho de 2013, quando o anúncio foi feito, e o fim de 2017, 10.861 novas vagas foram criadas. Considerando janeiro de 2013 a novembro de 2018, esse número sobe para 13.624, maior do que a meta. Destas, 20% seguem os critérios da Lei do Mais Médicos. As faculdades precisam já ter cursos de medicina em outros municípios com bons indicadores de qualidade, além de capital financeiro para a abertura imediata do curso, desenvolver programas de residência médica com o mesmo número de vagas da graduação e oferecer contrapartidas aos SUS local, como formação de profissionais e reforma de equipamentos de saúde. O Ministério da Educação (MEC) diz que as demais já estavam em processo de abertura antes da lei, que não incide retroativamente. Outras 1.760 vagas de processos em aberto ainda serão autorizadas mas, em abril, o governo federal decretou uma moratória (leia mais abaixo) que impede a criação de novos cursos até 2023.

Ampliar a vagas da residência em medicina de família até 40% do total em 2018: A reestruturação da residência médica incluiu a universalização do acesso dos médicos aos programas de residência, com foco principal na expansão das vagas da residência em medicina de família e comunidade, que forma profissionais da chamada atenção primária, nos postos de saúde e na comunidade. Mas, entre 2013 e 2017, o número de vagas autorizadas foi de 15.960 para 24.807, sendo que a participação da medicina de família nesse total subiu de 6,2% para 13%.

‘Esticar’ a graduação de seis para oito anos, incluindo estágio obrigatório na atenção básica: A ideia foi anunciada publicamente também em julho de 2013, mas acabou sendo reformulada após críticas da classe médica. Em 2014, o Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu, na criação das novas diretrizes da graduação em medicina, estipular um tempo mínimo de atuação na atenção básica dentro da carga horária de estágios já existentes nos cursos. Porém, segundo especialistas ouvidos pelo G1, a implementação dessa mudança no currículo de todas as faculdades ainda está longe de ser realidade.

Expansão de vagas foi maior na rede privada

Das 13.624 novas vagas em medicina autorizadas pelo MEC entre janeiro de 2013 e novembro deste ano, 83,4% delas estão em universidades privadas, e 65,4% estão em campi fora das capitais – a interiorização do ensino de medicina, para que estudantes locais se formem e queiram permanecer em locais fora dos grandes centros, também é um dos focos do Mais Médicos.

A análise do G1 mostra ainda que 50,7% das vagas são de cursos já existentes, ampliando o número original de ofertas deles. Os estados com o maior número de novas vagas são São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Juntos, eles respondem por 47,4% delas.

G1

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Diversos

Falece dona Isabel Tito; velório começa às 13h

Faleceu no hospital Prometer no início da manhã deste domingo (2) dona Isabel Tito aos 93 anos decorrente de falência múltipla dos órgãos.

Dona Isabel é mãe do amigo Ramilson Tito. Em nome dele desejamos nossos sentimentos a toda a família.

O velório será iniciado às 13h, a missa de corpo presente às 17h e o sepultamento às 18h, no Cemitério Morada da Paz Emaús.

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Política

Bolsonaro deverá herdar mais de 50 concessões e privatizações de Temer

O presidente eleito Jair Bolsonaro deverá herdar pelo menos 57 projetos da atual gestão do PPI (Programa de Parceria de Investimentos).

São concessões, privatizações e renovações de contrato que já foram estruturadas, analisadas pelo Tribunal de Contas da União e cujos editais já foram redigidos.

Outros 31 estão estruturados, mas sem todas as etapas preparatórias concluídas.

Somados, os projetos podem resultar em investimentos de R$ 133 bilhões, segundo atual governo.

Folhapress

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Esporte

Grupo ligado a Del Nero ganha licitação na CBF

Anunciada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como vencedora de uma licitação para a exploração das placas de publicidade dos jogos da seleção nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, a Propaganda Estática Internacional é uma antiga parceira do ex-presidente da entidade Marco Polo Del Nero.

Com o cartola à frente da FPF (Federação Paulista de Futebol), o grupo do empresário Ronaldo Montenegro foi o responsável pela intermediação da publicidade nas placas ao redor do campo nos jogos do Campeonato Paulista por mais de uma década.

A Propaganda Estática tem contratos com a federação paulista desde 2003, mesmo ano em que Del Nero, até então vice, virou presidente da instituição. A empresa foi a vencedora de todas as licitações da entidade desde então. A FPF sempre foi a principal cliente da companhia, que realiza o mesmo serviço que agora fará nos jogos da seleção brasileira.

Del Nero deixou a entidade estadual em 2015 para assumir a CBF. Ele saiu do cargo na confederação em 2018, banido pela Fifa acusado de suborno e corrupção.

Nos últimos três anos dele como presidente da federação paulista, a Propaganda Estática teve um faturamento de cerca de R$ 74 milhões brutos e mais de R$ 50 milhões líquidos. Na ocasião, a empresa tinha cinco funcionários. O quadro de empregados atual é o mesmo.

Segundo fontes próximas às operações, de 2011 a 2015 a Estática tinha um contrato para pagar R$ 7 milhões por ano à federação para explorar as placas do Paulista. No período, a empresa faturou aproximadamente R$ 100 milhões com a revenda das placas.

Com capital social registrado na Receita Federal de R$ 100 mil, a Propaganda Estática Internacional foi a vencedora na licitação da CBF após fazer uma oferta de US$ 1,25 milhão (R$ 5 milhões) por partida da seleção em casa no torneio classificatório para o Mundial de 2022, no Qatar. Como são nove jogos, a empresa vai desembolsar R$ 45 milhões pelo contrato.

A CBF afirmou à Folha que “a empresa foi escolhida vencedora do processo de concorrência mediante apresentação da melhor oferta financeira e comprovação de capacidade técnica”.

A Propaganda Estática Internacional atualmente está em situação de pendência judicial em seus registros na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), por disputa na Justiça entre os sócios. São quatro no papel, três deles da família Montenegro.

O principal, e dono da empresa por ser majoritário, é Ronaldo Montenegro, detentor de 51% da companhia.
O empresário diz que não possui relação com o ex-presidente da CBF nos dias de hoje.

“Tive uma relação institucional com Marco Polo Del Nero enquanto ele presidia a Federação Paulista, onde minha empresa mantém contrato de publicidade estática até hoje”, diz Montenegro.

Desde 2010, o empresário investe nos EUA. Aplicou na construção de mais de 350 casas na Flórida. Para realizar as transações com facilidades fiscais, ele abre empresas limitadas, coloca as residências em nome das firmas e vende aos interessados. Nos últimos anos, já teve mais de 30 companhias nos EUA.

Atualmente, seis ainda estão em seu nome. Uma delas, a Guijulu LLC, possui como endereço principal a rua Kingspointe Parkway, 7901, suíte 17, em Orlando.

É exatamente o mesmo local em que está registrada a Finview Real Estate LLC, de propriedade de um dos filhos de Del Nero e que possui em seus registros americanos um imóvel em nome do cartola. Tanto a empresa de Montenegro como a de Del Nero Filho foram criadas em 2014.

A dona desse endereço nos EUA é a consultoria contábil e fiscal Larson Accounting e Consulting Services LLC.

Conhecida por trabalhar com brasileiros que abrem negócios em Orlando, a agente Caroline Larson tem mais de 2.000 clientes. O endereço da consultoria é colocado para correspondência nos registros das firmas. As companhias que trabalham com a consultoria e não possuem local fixo, como é os casos da Guijulu e da Finview, acabam registrando a Larson Accounting como endereço principal.

A Folha questionou à Larson quantas firmas existem no lugar, mas a empresa não respondeu. Ela alega que não pode falar sobre seus clientes.

Ronaldo Montenegro, por sua vez, disse que desconhece a empresa de Marco Polo Del Nero Filho nos EUA.

“Não tenho conhecimento dos endereços de empresas de titularidade de quaisquer dirigentes ou executivos da CBF, tampouco de seus entes familiares. Minhas empresas estão em atividade, declaradas
e não há qualquer relação delas com executivos ou dirigentes de futebol”, afirmou.

Del Nero Filho ainda tinha uma segunda empresa, chamada Finview Real Estate II, localizada no mesmo endereço, mas essa companhia está inativa desde 30 de abril de 2018, quatro dias antes de a Guijulu mudar seu endereço principal para esse exato local.

Ronaldo Montenegro afirmou que não tem qualquer relação com Del Nero Filho. “Não há qualquer relação pessoal ou das minhas empresas com o filho do ex-presidente da CBF”, disse o empresário.

Foi por causa das contas abertas no país que vários dirigentes do futebol mundial foram descobertos em esquemas de pagamentos de propina. Entre eles, os brasileiros João Havelange (1916-2016) e José Maria Marin, preso nos EUA.

Procurado pela Folha para falar sobre a empresa, Marco Polo Del Nero Filho não respondeu. O pai também foi questionado e não quis comentar a reportagem.

No Brasil, a Finview tem uma representação. O endereço que consta como sendo de Del Nero Filho é de um imóvel ligado ao seu pai, ex-presidente da CBF, na rua Padre João Manuel, no bairro de Cerqueira César, em São Paulo.

Há um pequeno erro, já que o negócio está no número 923, mas aparece nos registros americanos como 823, que não existe.

Os imóveis no local são divididos entre o ex-presidente da CBF, a esposa e três filhos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Gosto muito do ESPORTE futebol, mas acreditar que há disputa verdadeira dentro de campo é a mesma coisa, salvo melhor juízo, que acreditar no bom velhinho de barba branca.

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Diversos

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 10 milhões na próxima terça-feira

O prêmio da Mega-Sena acumulou e poderá pagar R$ 10 milhões na próxima terça-feira (5). Isso porque nenhuma aposta acertou as seis dezenas do Concurso 2.102, sorteadas na noite deste sábado (1º), em Curitiba.

Os números sorteados foram: 04 – 06 – 17 – 34 – 51 – 57.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, 77 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 25.027,75, cada. Já a quadra saiu para 4.557 apostas, que vão ganhar R$ 604,13, cada.

A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Os apostadores podem tentar a sorte até as 19h de terça-feira nas casas lotéricas ou pelo sistema online de loterias da Caixa.

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Polícia

Coronel Araújo: “Queremos maior ostensividade”

O futuro secretário estadual de segurança, o coronel Araújo, quer estabelecer um diá logo com a ala militar da bancada federal do Rio Grande do Norte para ter o apoio do Governo Federal na segurança do Estado. À TRIBUNA DO NORTE, Araújo afirmou que procurou o general do Exército Eliéser Girão, eleito deputado federal pelo PSL, mesmo partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, e com o capitão da Polícia Militar Styvenson Valetim (Rede), para ter acesso ao alto escalão de militares da futura gestão do Governo Federal, responsáveis pela ala da segurança.

Com a expectativa de arrecadar recursos com o Governo Federal, Araújo pretende pôr a polícia na rua com ações ostensivas e aumentar a capacidade de investigação. O futuro secretário faz a ressalva que isso é possível somente se houver a integração das forças de segurança estaduais (Polícias Civis e Militares, Instituto Legal e Corpo de Bombeiros), com o poder Judiciário (Ministério Público e Justiça Estadual) e com as forças federais (Polícia Federal, Rodoviária Federal e Forças Armadas).

Na avaliação de Araújo, o grande desafio da sua gestão vai ser recuperar o efetivo das polícias com a crise fiscal que passa o Estado. Ele afirmou que concursos serão feitos “somente quando forem possíveis” porque, hoje, o Estado gasta acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nas despesas com pessoal e, enquanto não for possível, vai ser preciso “otimizar os recursos humanos” com ações planejadas e integradas.

O coronel assume a Secretaria de Segurança Pública no dia 1º de janeiro com a missão de dar autonomia às forças do Estado e “agir como um facilitador” entre elas. Araújo atuou como Comandante-Geral da Polícia Militar e, atualmente, é chefe de segurança da Assembleia Legislativa. Abaixo, a entrevista completa.

Qual o diálogo estabelecido com o atual governo nesse período de transição para planejar as ações de segurança?

Nós tivemos três reuniões com a equipe de transição. Nessas reuniões tivemos uma visão geral da estrutura da segurança pública e essa parte orçamentária. Já tem garantido, por emendas federais com a bancada federal, R$ 20 milhões para a segurança pública. Também há outros projetos que já estão em andamento, entre convênios e contratos com o Governo Federal, para dar estrutura a segurança pública. Nós temos também conversas com o pessoal da área federal em Brasília, os generais que vão compor o alto escalão do Governo Federal. Eles estão nos garantido que vão ajudar na segurança pública do Estado.

Então, já há um diálogo com eles e uma pré-disposição declarada deles em ajudar o Estado?

Já, inclusive com os parlamentares eleitos no Rio Grande do Norte que têm um acesso direto a eles.

O senhor cita o general Girão, eleito deputado federal pelo PSL?

Sim, o general Girão e o senador capitão Styvenson, que estão ligados ao Governo Federal. Também contamos com os dois senadores, a Zenaide Maia e o Jean Paul-Prates, e deputados federais aliados.

Assegurados esses recursos, quais serão as prioridades?

Colocar polícia na rua. Queremos garantir a maior ostensividade possível com os Policiais Militares. Outra prioridade é a integração das forças: integrar mais a estrutura da Polícia Militar com a da Polícia Civil, trabalhar em conjunto, realizar operações integradas. Além de fazer uma integração maior com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público. Buscaremos o apoio fundamental do Ministério Público para as operações porque é uma instituição que trabalha com investigações. Eles já sinalizaram para a gente que vamos ter uma parceria muito boa com eles para realizar operações. A gente realizando operações, a tendência é reduzir a criminalidade porque vamos prender os infratores.

Um dos grandes problemas citados hoje é a baixa capacidade de investigar. Como é possível aumentar o poder de investigação, levando em consideração os limites do Estado?

Eu acredito que o nosso relacionamento, inclusive garantido por promotores que trabalham na área criminal, vai melhorar a parte de investigação e elucidação de fatos. Isso vai ser um avanço contra o crime organizado. É uma ‘soma de sócios’: as instituições de segurança pública com instituições que fazem investigação e com o próprio Poder Judiciário. O novo presidente do Tribunal já sinalizou também que vai fazer uma parceria institucional, e nos apoiar. Essa soma de sócios com a integração das instituições, e mais o apoio das outras forças, vai fortalecer a estrutura de segurança.

Existe o diálogo com outras forças de segurança?

Eu também estou buscando o diálogo com as Forças Armadas. Eu já estive na 7ª Brigada de Infantaria reunido com o general Sydrião, que é o comandante do Exército no Rio Grande do Norte, e levei os coronéis Alarico e Monteiro, futuros comandantes da PM e dos Bombeiros. O general nos garantiu que o Exército vai nos apoiar com ações de inteligência, em cursos de capacitação, estrutura de forças armadas. Vai haver uma integração muito boa.

No Brasil a gente tem uma situação de tráfico de drogas que ganha força a cada ano. Aqui no Rio Grande do Norte, temos uma situação semelhante. Com a estrutura atual do Estado, é possível combater essas facções?

Certamente. Nós esperamos isso porque não vamos agir só. A Secretaria de Segurança não vai agir só, vai agir com apoio da inteligência dos órgãos externos, como já citei. Nós queremos que haja a investigação, a prisão e, consequentemente, a condenação dos culpados. Vamos colher provas e levá-los à prisão.

Hoje, o senhor avalia que o maior problema desse combate é fazer com que as drogas não cheguem aqui?

Também, mas a gente precisa integrar as forças de segurança estaduais e federais e de mecanismos legais para o delinquente continuar preso. Esse é outro problema hoje. A fiscalização da entrada do tráfico de drogas no porto, no aeroporto e nas divisas vão ser feitas por barreira de contenção e fiscalização em cada ponto. A Polícia Federal sinalizou que quer fazer um convênio para haver uma ação de cooperação nos aeroportos daqui. Nós vamos fazer isso para evitar determinados ilícitos.

Como o senhor vai atuar enquanto secretário de segurança, diante dessa necessidade de integração de forças, incluindo com outras esferas de poder?
A nossa missão na secretaria é ser um agente facilitador. Eu vou ser um coordenador para interagir entre as forças, buscando infraestrutura junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal para dotar as instituições com a qualidade. Nós temos que ter condições. Estamos muito esperançosos com o Governo Federal, do presidente Jair Bolsonaro, para que ele dê estrutura para as policias trabalharem. Para a polícia atuar melhor, é preciso que esse aparelhamento seja dado, com qualificação profissional, treinamento e requalificação.

Um dos grandes problemas da segurança do Estado é o baixo efetivo das forças de segurança, tanto da Militar quanto da Civil. Como repor esse efetivo diante de uma crise financeira que não consegue garantir o salário dos servidores estaduais?

Essa é uma das nossas lutas. Vamos ter que avançar, lutar e conseguir equacionar essas dificuldades financeiras e orçamentárias, que é uma realidade do Rio Grande do Norte, e tentar aumentar através de concurso público, à medida de que for possível realizar concurso, para recompor o efetivo tanto da Polícia Militar, Civil, como do Corpo de Bombeiros. Temos que recompletar diversos cargos dentro dessas infraestruturas. Mas, enquanto as dificuldades financeiras não forem solucionadas, precisamos otimizar os nossos recursos humanos. Queremos fazer com que a Polícia tenha um planejamento diferenciado para ter ações que tragam melhores resultados para a sociedade.

O senhor afirma que é preciso ‘colocar o policial na rua’. Colocar de que forma? Serão rondas, pontos fixos?

A atividade é polícia ostensiva sem rotular se é ronda cidadã, escolar, etc. O que é quer o cidadão quer? Sair e ter a certeza que pode voltar para casa, em paz e com tranquilidade. Para que isso aconteça, é preciso que a pesteja mais presente na rua e que, quando acontecer um delito, que pode acontecer, que a polícia de investigação consiga investigar, prender e entregar ao sistema prisional. Se esse ciclo de polícia, entre a ostensividade, a investigação e a entrega ao sistema prisional, fluir bem, o Estado vai estar mais seguro.

A gente teve um crescimento muito grande de homicídios nos últimos dez anos, atingindo um recorde no ano passado. Como as forças vão trabalhar para reduzir esse número?

Se nós tivermos operações planejadas, ocupação de espaços com policiamento ostensivo e investigações, que é a repressão qualificada, a tendência é controlarmos a criminalidade.

Consequentemente, haverá uma redução de delitos com um controle maior. Quais delitos? O letal intencional, que são os homicídios e o próprio delito contra patrimônio, de arrombamentos, assalto à mão armada. Claro, se houver esse planejamento maior. O objetivo nosso é ter justamente essa efetividade.

Os homicídios tem um perfil bem definido, segundo pesquisadores: são pessoas pobres, jovens. Como identificar esse perfil pode ajudar na redução dos homicídios?

Nós iremos trabalhar em conjunto com o OBVIO, a instituição que faz esse mapeamento. Nós conversamos com esses dirigentes para nos apoiar nessa tabulação de dados. A partir disso, vão nos indicar as manchas criminais. Aí nossas ações estarão diretamente ligadas nessas áreas.

Uma ação que ganha força no interior do Nordeste são ações de quadrilhas com grande poder de fogo contra agências bancárias. Já existiram situações aqui no estado onde a polícia não conseguiu ter reação porque tinha estrutura menor. É possível conseguir reverter esse quadro?
Esse é um dos nossos objetivos: conseguir armamento, munição, fuzil, coletes balísticos, viatura, melhores equipamentos de comunicação. Isso dá capacidade de reagir no confronto. É preciso ser dotado de estrutura e de qualificação para isso. Existe uma estrutura mínima hoje, mas é preciso ampliar e melhorar essas condições de trabalho para que se tenha mais condições de avançar.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Esse coronel Araújo não passa de um politiqueiro e puxa saco de político vai só enrolar de novo igual fez na época de comandante geral.

  2. SE A GOVENADORAS TIRAR TODOS OS POLICIAIS QUE ESTÃO A DISPOSIÇÃO DA ASSEMBLEIA E JUDICIÁRIO JÁ BOTA UNS 800 HOMENS NA RUA SEM GASTAR UM CENTAVO

  3. Que as Autoridades apoiem o Coronel Araújo! Ele sabe, quer e gosta do que faz! A População do Rio Grande do Norte é que sairá ganhando! Estamos diante de uma grande oportunidade de resgatar a segurança pública em nosso Estado. Polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros, uni-vos, todos, sob o Comando do Coronel Araújo! O POVO saberá reconhecer o valor de cada um de Vocês! Um por Todos e Todos por Um!

  4. Que as autoridades apoiem o Coronel Araújo! O resto ele sabe, quer e gosta de fazer! A População Potiguar é que sairá ganhando! O Rio Grande do Norte está diante de uma grande oportunidade para resgatar a segurança pública do Cidadão. Polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros, uni-vos, todos, sob o Comando do Coronel Araújo! "Um por Todos e Todos por Um!"

  5. Só resolve a vagabundage no RN se botar pra cima iqual a Bolsonaro quer.
    Se for pra se espelhar no governo do PT, estamos F…

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