Política

‘Vamos deixar o Bolsonaro sentar na cadeira: ela queima’, afirma Dirceu

José Dirceu
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu Foto: SERJÃO CARVALHO/ESTADÃO

 

POR ESTADÃO CONTEÚDO

José Dirceu desceu a escadaria com um celular na mão. Tinha olhar concentrado na tela do aparelho. “Acho que vou ser preso.” O líder petista ficou tenso. Era seu advogado, Roberto Podval, quem lhe chamava ao escritório, interrompendo a série de compromissos que o aguardavam em São Paulo nesta quarta-feira, 12. Alarme falso. Condenado a 41 anos na Lava Jato, o ex-ministro falou ao Estado sobre Jair Bolsonaro, a crise ética do PT e a prisão que o espera.

Quando o PT foi fundado, dizia-se que a vida de um militante seria no mundo moderno um símbolo de que outra vida era possível. A crise ética do PT, exposta na delação de Antonio Palocci, não leva descrédito à esperança de que outro mundo é possível?

Você conhece os vereadores do PT? Os deputados, os prefeitos? Alguém enriqueceu na política? A Luiza Erundina enriqueceu? O (Fernando) Haddad? A Marta (Suplicy) enriqueceu na política? Não tem. Problema de caixa 2 de eleição, relações com empresas, é uma coisa; outra é enriquecimento pessoal e corrupção. Uma coisa é a responsabilidade nossa, dos dirigentes, pelo caixa 2, pela relação com as empresas, pelo custo das campanhas. Outra coisa é o partido. Você não pode condenar um partido.

E o ex-ministro Antonio Palocci?

O Palocci é o Palocci. Não tem outro. Só tem o Palocci. Ninguém mais delatou. Quem que delatou mais? Ninguém. Aliás, estão presos só quem não delatou, porque está todo mundo solto. São mais de 180 delatores soltos com seus patrimônios. As empresas foram arruinadas. É o contrário no mundo, onde se protege as empresas e se desapropria todos os bens dos responsáveis pelos atos ilícitos das empresas. No Brasil, não. Aqui se fez o contrário. Toda a construção política da Lava Jato é em cima das delações, e a maioria delas em cima do terror psicológico.

Qual o destino político de Lula?

A história dirá. Já me perguntaram por que o PT não se livra do Lula ou não se desvencilha do Lula, insiste no Lula. Porque o PT e o Lula se confundem. O Lula tem um legado e domina 40 milhões de votos. O PT não só tem de defender a liberdade do Lula e a inocência dele, como também o legado dele.

Mas não fizeram isso pelo sr.

Mas é completamente diferente. Eu me defendo. Onde chego no Brasil, tenho apoio da militância do PT, de dirigentes.

Mas e a sua cassação…

Não me defenderam porque fizeram uma avaliação errada do que era o mensalão. Errada do que era a conjuntura. Se eu for me sentir vítima, teria morrido de enfarte ou de câncer há muito tempo. Eu tenho experiência política suficiente para compreender que isso era luta política e eu era o alvo da luta político. Podia ter sido outro. Eu superei isso, tanto que, apesar da Lava Jato, continuo na militância política.

Dilma em 2013 sancionou a lei de delações premiadas, que o sr. tanto critica. Ela sabia o que estava fazendo quando a sancionou?

O problema nosso foi ingenuidade de não fazer um pente-fino nessas leis (delação premiada, organização criminosa e antiterror) e não perceber que o modo aberto em que se deixou várias questões permitia o que está acontecendo. A lei de delação é tão absurda que, se a deleção for anulada, continuam valendo as provas. O delator perde os benefícios, mas continua valendo a delação. Como pode fazer delação preso? Delação é pessoa solta, em liberdade. Erramos ao não nos darmos conta de que vários pontos podiam ser usados de maneira antidemocrática, ser instrumentos de repressão e não de Justiça.

Como fica Lula com Bolsonaro?

O Lula tem de seguir. O problema do Lula independe do governo Bolsonaro. Deixa o Bolsonaro tomar posse. Nós sabemos as intenções dele em relação a ‘n’ questões, mas não na questão econômica. Vamos ver o que o (Paulo) Guedes vai fazer, o que o Congresso vai aprovar e como o Judiciário vai se comportar. Ele nunca escondeu o que seria em questões de política externa, de meio ambiente, maioridade penal e da mistura do Estado com a religião.

É possível reconstruir pontes com partes do PSDB?

Há questões no Brasil que temos de defender com todos aqueles que queiram estar nessa luta. Todos são bem-vindos contra o Escola sem Partido, contra a mistura do Estado com a religião e questões da democracia e das liberdades individuais. Já a agenda econômica é mais restritiva.

E a reforma da Previdência?

Vamos esperar primeiro qual a reforma de Previdência que Bolsonaro vai propor.

Um regime único para militares, funcionários públicos e iniciativa privada?

Nós somos favoráveis. Os militares, os servidores públicos e a iniciativa privada. Vamos procurar pontos de contato com todas as forças políticas para se fazer uma reforma da Previdência, mas não essa de privatização da Previdência. O Brasil tem muita coisa para reformar que você pode ter contato com outras forças políticas, não necessariamente só as de esquerda. Eu sempre fui aliancista, sempre procurei alianças. Mas vamos aos fatos: nós esperávamos que o Fernando Henrique (Cardoso) apoiasse o Haddad no segundo turno. O eleitorado apoiou, pois nos 47 milhões de votos do Haddad têm uma parcela grande que é anti-Bolsonaro e votou no Haddad.

Haddad consegue ser um líder popular?

Ele vai ser um líder político.

Mas popular?

A história dirá. Não posso dizer. Ele tem condições de ser.

A oposição pode se unir em torno de Ciro Gomes?

Ela não vai se unir em torno de figura nenhuma. Ela vai se unir em torno de pontos concretos.

É possível o PT convergir com forças da centro-direita?

Pode-se convergir com outras forças em questões que são essenciais das liberdades democráticas. Não fizemos isso na campanha das direitas? Vamos deixar o Bolsonaro sentar na cadeira. Aquela cadeira queima; queima aquela cadeira de presidente. Ele vai ter de tomar várias decisões em janeiro e fevereiro. Ele vai desvincular o salário mínimo da Previdência? Ele vai congelar o salários dos servidores públicos? Vai revogar a tabela do frete, subsidiar o diesel? A vida é dura. Que reforma da Previdência ele vai fazer? Ele vai realmente adotar sua política externa? Ele vai descontingenciar, executar todo o orçamento das Forças Armadas, da Segurança e da Justiça e vai contingenciar o orçamento da Saúde e Educação? Ele vai desconstituir a Loas (Lei Orgânica da Assistência Social)? Porque tem declarações muito contraditórias entre eles. Qual a política dele? Deixa ele governar. Não foi eleito? Vamos fazer oposição conforme as propostas que ele fizer, independentemente do fato de que somos oposição a ele já, pois temos concepções diferentes de País, de vida, de tudo. Quero que ele comece a governar, tomar decisões, porque senão fica parecendo que você está torcendo para dar errado, né. Não estou torcendo para dar errado; só estou dizendo que não vai dar certo. Não deu em outros países, não vai dar aqui.

Opinião dos leitores

  1. Inacreditável ver a mídia dá espaço a um bandido condenado pela justiça. Inversão de valores é isso aí.

  2. FALA COM VOZ DA EXPERIÊNCIA !!!!
    ELE SE QUEIMOU E QUER FAZER DA EXPERIÊNCIA DELE A DOS OUTROS. BANDIDO !!!! #VAMOS TER SIM UMA PESSOA QUE FARÁ POR TODOS NOS UM BRASIL MELHOR SIM !

  3. A imprensa é podre. Dá trelha a um ladrão condenado a 41 anos por roubo a nação, para falar de quem nem começou a governar. Ele sabe que é ladrão ……. e pronto.

  4. Impressiona-nos, a mídia dá voz a um pilantra desse.
    Esse sujeito (composto) deveria está preso em cela comum, e a mídia dando cabimento a bandido.
    Ô paísinho meia sola!!

  5. Quanto mais vejo esses depoimentos PTralhas, vejo q nós escapamos do caos, a maior organização criminosa do Mundo.

  6. Mais um vez esse blog virando página policial, dando espaço a bandido.

  7. Bandido, defensor de fraudar eleições com dinheiro sujo da corrupção. Só isso mostra seu caráter. Chefe de facção criminosa

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Jornalismo

Senado volta a proibir trabalho insalubre para gestantes e lactantes

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 18, uma modificação na reforma trabalhista do ano passado para proibir que mulheres grávidas ou lactantes sejam obrigadas a trabalhar em local insalubre. O projeto de lei aprovado será agora analisado pela Câmara dos Deputados. O texto obriga o pagamento, por parte do empregador, do adicional de insalubridade, independentemente de a trabalhadora optar por continuar a exercer as atividades com risco à saúde no emprego.

Segundo o projeto de lei do Senado, a mulher gestante ou lactante poderá decidir se trabalhará em locais insalubres de grau leve ou médio. Para isso, elas deverão apresentar atestado emitido por médico do trabalho, com a respectiva autorização. A regra proposta determina que, a priori, elas devem ser afastadas das condições de insalubridade graves. Pela reforma trabalhista de 2017, elas só seriam afastadas mediante atestado médico.

A proposta retoma o disposto originalmente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para proibir o trabalho insalubre grave, tanto para gestantes quanto para lactantes. Só que, a partir de agora, a mulher poderá decidir se retorna ou mantém as atividades laborais, desde que com aval médico.

Pelo projeto, cabe ao contratante pagar um salário maternidade se não for possível que a mulher grávida ou lactante afastada exerça seu trabalho em locais salubres na empresa, quando então a gravidez passará a ser considerada de risco.

A imposição de que grávidas e lactantes trabalhassem em locais com riscos à saúde havia gerado uma séria de críticas na reforma trabalhista, inclusive durante as eleições gerais. A reforma determinou que, para o afastamento, seria necessário apresentar um atestado de saúde emitido por médico de confiança da mulher. Uma medida provisória, acordada pelo Palácio do Planalto com os senadores durante a reforma trabalhista, foi editada pelo governo Michel Temer para modificar a regra, mas ela caducou em abrill.

“O projeto corrige uma lacuna inaceitável na reforma trabalhista. O projeto garante o emprego e a saúde de gestantes e lactantes. A nossa obrigação é garantir um ambiente saudável de trabalho para as mulheres grávidas e mulheres que estão amamentando. A saúde das crianças também está em jogo, é bom lembrar”, disse o senador José Serra (PSDB-SP).

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) afirmou que o projeto tira uma “mácula” da reforma trabalhista em relação à proteção das gestantes, um dos principais reclamações de eleitores na campanha passada.

A líder do MDB, senadora Simone Tebet (MS), disse que vai tentar levar o projeto ao plenário da Câmara nesta quarta-feira. “Nós temos chances de já levar esse projeto amanhã para tentar votar no plenário da Câmara, já temos deputadas acionadas e, quem sabe, o atual presidente possa sancionar”, afirmou ela, que foi autora do substitutivo votado. “A CLT determinava que mulheres gestantes ou lactantes eram afastadas de qualquer forma com insalubridade. Com a reforma trabalhista, essa situação ficou realmente em uma penumbra. Nós estamos melhorando o que já dizia a Consolidação das Leis do Trabalho. No grau máximo (de insalubridade), elas continuam afastadas, inclusive lactantes com adicional. No grau mínimo e médio, a regra é o afastamento com adicional, mas, se porventura elas quiserem, até para assegurar – na iniciativa privada acontece muito isso –, o emprego, elas podem apresentar um atestado médico dizendo que, no grau mínimo ou médio, elas querem voltar à atividade.”

A senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) criticou o fato de a decisão de voltar ao trabalho em condições leves ou médias de insalubridade ficar com a mulher trabalhadora. Ela se disse contrária ao projeto e afirmou que a solução do Senado é “esdrúxula”.

“Eu tenho o sentimento de que aqui nós teremos que nos resignar com o menos ruim. E eu não quero ter essa posição. A questão de a mulher ficar com o ônus de ter que trazer um atestado médico para dizer se ela pode ou não pode trabalhar é um absurdo – é um absurdo –, ainda que valha a intenção dos que aqui estão. Está errado fazer dessa maneira, na última hora, no mais ou menos, porque deixaram caducar a MP que interessava. Nós transferimos a responsabilidade de um cuidado explícito que deveriam ter as leis com relação ao trabalho de mulher, ainda mais numa situação tão delicada”, disse Rose.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Governadores eleitos articulam frente de apoio para reforma da Previdência

Governadores eleitos estão articulando uma frente pró-reforma da Previdência, para garantir a aprovação do texto no ano que vem, com regras que alcancem os servidores estaduais. O movimento já conta com o apoio de João Doria (SP), Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS), Romeu Zema (MG) e Hélder Barbalho (PA). Para ampliar o apoio, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já marcou, para o fim de janeiro, uma reunião com os governadores.

A estratégia é mobilizar as bancadas estaduais de parlamentares para conseguir os votos necessários para a aprovação da proposta que será encaminhada pelo novo governo ao Congresso em março.

Os governadores eleitos querem garantir que a proposta a ser aprovada pelo Congresso promova mudança nos regimes especiais de Previdência dos servidores estaduais, incluindo professores, policiais e bombeiros.

A explosão dos gastos com Previdência dos servidores é hoje o principal problemas dos Estados que sofrem uma situação de colapso financeiro, como Minas, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio. O rombo da aposentadoria do funcionalismo de todos os Estados e do Distrito Federal, em 2017, foi de R$ 94 bilhões, 14% mais que no ano anterior.

Durante a tramitação da proposta de reforma de Michel Temer, o primeiro recuo nas negociações foi justamente a retirada de mudanças nas aposentadorias de policiais militares e bombeiros e depois de um dispositivo que dava um prazo de seis meses para que as assembleias legislativas de cada Estado aprovassem as alterações nas regras dos seus servidores. Após esse prazo, se não houvesse mudanças, ficariam valendo as regras aprovadas para os servidores federais. A pressão dos servidores na época fez com que o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, cedesse e tirasse esses itens da proposta.

As bases para a articulação da frente de governadores foram definidas, na semana passada, em encontro dos cinco governadores organizado pela Comunitas, uma organização da sociedade civil voltada para o aprimoramento dos investimentos sociais. Na próxima reunião de janeiro, Guedes, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o futuro de secretário de Previdência, Rogério Marinho, apresentarão o impacto da proposta de reforma nas contas públicas dos governos estaduais.

O governador eleito João Doria disse ao Estadão/Broadcast que o objetivo da mobilização é fazer uma grande articulação das bancadas para a “reforma ir para frente”. “De preferência, a reforma total. Se não for possível, a parcial”, disse.

Ex-secretária de Fazenda de Goiás, a economista e sócia da consultoria Oliver Wyman, Ana Carla Abrão disse que a expectativa é de adesão dos novos governadores. “Começar com cinco governadores já é um passo muito forte”, afirmou.

O secretário do Tesouro, que permanecerá no cargo, informou que, na reunião de janeiro, o governo vai mostrar aos governadores números do impacto da reforma nos Estados e “sensibilizá-los para serem aliados nessa batalha”.

Segundo ele, o apoio dos governadores é fundamental para a aprovação da proposta. A reunião da equipe econômica ocorrerá antes do Fórum dos Governadores, marcado para fevereiro, que deverá contar com a presença de Bolsonaro. “Novos governadores estão interessados em colocar a Previdência em debate. Eles estão mais mobilizados”

Mansueto afirmou que entre as propostas que estão sendo estudadas pela equipe de Jair Bolsonaro há “convergência” para a fixação de uma idade mínima para aposentadoria, regra de transição, critérios mais homogêneos para todos os trabalhadores, com a redução dos regimes especiais de Previdência. “A reforma é muito importante para os governadores, porque dois terços dos servidores inativos são de regimes especiais com aposentadorias sendo concedidas em média com 49 anos.”

ESTADÃO CONTEÚDO

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Política

Funcionalismo tem 11,5 milhões de pessoas e custa R$ 725 bilhões

Com um total de 11,5 milhões de servidores públicos e custo de R$ 725 bilhões, no ano de 2017, o serviço público brasileiro sonsome 10,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. É o que mostra o Atlas do Estado Brasileiro, uma plataforma interativa lançada hoje (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e disponível para consulta pela internet.

O número absoluto de servidores com vínculo ativo, civis e militares, saltou de 7,5 milhões para 11,5 milhões nos últimos 20 anos, de 1995 para 2016. Segundo o estudo, este crescimento se concentrou nos municípios, onde 40% dos trabalhadores são de serviços essenciais como médicos, enfermeiros e professores. O mesmo perfil profissional é refletido nos estados.

O atlas reuniu dados dos ministérios do Trabalho e Emprego; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, do Tesouro Nacional e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – pesquisas Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de Informações Básicas Estaduais (Estadic) e de Informações Básicas Municipais (Munic).

Segundo o Ipea, o objetivo do estudo é apresentar dados e evidências para qualificar o debate sobre o setor público no Brasil.

Análises

A diretora adjunta da Diretoria de Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Ipea, Flávia Schmidt, disse que o atlas foi dividido por nível federativo e por poder, para que possam ser feitas as análises e comparações entre os serviços públicos federal, de estados e municípios e também no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, que apresentam muita disparidade.

“O que a gente fez na nota técnica e no estudo foi qualificar um pouco essa questão do serviço público, porque são diversas realidades que convivem simultaneamente. Têm diferenças muito marcadas entre poderes e entre níveis da Federação, para gente poder verificar questões como remuneração e tendência de comportamento.”

A análise traz dados de 1995 até 2016. Os dados apontam que enquanto os servidores do Executivo federal receberam, em média, R$ 8 mil, as remunerações do Judiciário federal entre 2007 e 2016 foi o dobro disso, R$ 16 mil. No Legislativo federal, os salários foram de 90% da remuneração do Judiciário, cerca de R$ 14,3 mil.

Já no nível estadual, o salário médio do Executivo ficou em R$ 5,1 mil, o que corresponde a 40% das remunerações do Judiciário (R$12 mil) e 51% do que é pago no Legislativo (R$ 8,4 mil). O nível municipal tem o maior número de servidores, com um total de 6,5 milhões de trabalhadores, mas a remuneração é a menor entre os três níveis federativos, com média de R$ 3 mil.

Para Flávia Schmidt, apesar do crescimento, não se pode afirmar que há inchaço da máquina pública. “Quando você vai ver as ocupações que cresceram marcadamente, não são aquelas de topo de carreira, em Brasília, no Executivo federal, como está no imaginário comum. Na verdade, o que cresceu muito foi justamente a prestação de serviços com vínculo público nos municípios, que é onde estão os vínculos mais predominantes no serviço público”.

Vínculos

Em números absolutos, o total de vínculos civis e militares ativos no setor público federal aumentou 25%, passando de 950 mil pessoas em 1995 para 1,2 milhão, em 2016, porém, a análise destaca que o número de civis federais em 2018 é inferior ao de 1991. No nível estadual, a evolução foi de 28%, indo de 2,9 milhões para 3,7 milhões. Já nos municípios, o salto foi de 175%, passou de 2,4 milhões para 6,5 milhões.

Segundo a pesquisadora, uma próxima etapa do estudo vai analisar as áreas onde esses servidores estão alocados, para verificar a qualidade do serviço prestado à população. Do total nos municípios, 40% estão nas áreas de saúde e educação. Nos estados, essas duas áreas mais a segurança englobam 60% dos vínculos.

“Uma das grandes tendências nessa análise é que houve sim o aumento em números absolutos de servidores públicos civis e militares em 20 anos, mas esse aumento se deu principalmente nos municípios, que é onde se encontra, de uma forma mais intensa desde a Constituição de 1988, a prestação de serviços públicos ao cidadão. Esse servidor é o professor, o médico, a assistente social, a enfermeira”.

Remuneração

O serviço público também apresenta diferença de remuneração entre homens e mulheres, apesar de ser em menor proporção do que no mercado de trabalho como um todo. Em média, as mulheres ganham 75% do salário dos homens e no Executivo civil federal os homens ganham 14% a mais do que as mulheres. Segundo Flávia, não há uma explicação única para essa diferença.

“A gente supõe que isso aconteça porque elas podem estar concentradas em ocupações de menor remuneração, talvez não estejam no topo das carreiras. Pode ser também que não ascendem dentro da carreira, não chegam a postos de chefia. Pode vir de outras condições que inibem as mulheres a conseguir fazer o concurso, como existe no mercado de trabalho como um todo, não conseguem fazer o concurso e não ingressam no serviço público”.

Flávia destaca que as mulheres são predominantes em todos os níveis do serviço público, mas em todos o salário delas é menor.

A pesquisa também mostra o aumento da qualificação dos servidores públicos. De 1995 a 2016, o número de servidores federais com nível superior completo ou pós-graduação subiu de 45% para 78%, nos estados passou de 28% para 60%, e nos municípios os graduados ou pós-graduados passaram de 19% para 38%.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Mas o maior problema está nos Super salários, nos inúmeros cargos comissionados, nas gratificações e auxílios.
    A terceirização custa bem mais caro, fragiliza a administração precarizando os serviços e tirando a autonomia dos servidores de carreira para se posicionarem com independência funcional (sem medo de serem perseguidos ou retaliados por emitirem opinião técnica em favor do Estado), alé de se tornar uma poderosa fonte de renda e de fazer política com empreguismo típico do modelo patrimonialista que desejamos extirpar do serviço público.
    Apesar de não ser perfeito, o concurso público, seguido de um acompanhamento do estágio probatório, é ainda a melhor maneira de manter o serviço público em padrão de qualidade e sustentabilidade para a segurança da gestão pública.
    OBS: Lembrando que o servidor terceirizado e contratado não contribuem para a previdência pública e sim para a privada, criando um deficit ainda maior no sistema.

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Economia

Brasil gasta muito com juros, Previdência e Justiça, aponta Tesouro

O Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – gasta muito em despesas que distorcem a distribuição de renda, revelou relatório divulgado hoje (18) pelo Tesouro. O estudo comparou os gastos públicos brasileiros com 54 países, agrupando as funções das despesas em dez categorias, conforme a metodologia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Orçamento brasileiro atribui 28 funções aos gastos públicos, o que, segundo o Tesouro, exigiu a adequação aos padrões internacionais para facilitar a comparação. De acordo com a classificação da OCDE e da ONU, o Governo Central gastou 33,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) em 2016. Esse é o quarto maior volume entre os países analisados, só perdendo para os países do norte da Europa – Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

A diferença, destacou o relatório do Tesouro, está no fato de que os países nórdicos são ricos e com elevada carga tributária, o que lhes permite ter condições de arcar com os altos gastos públicos. Além disso, acrescentou o documento, o país gasta em funções que fornecem pouco retorno em serviços públicos.

Dívida Pública

Em 2016, o Brasil gastou 9,7% do PIB com o pagamento dos juros da dívida pública, contra 2,7% dos países emergentes e 1,95% dos países desenvolvidos. A queda dos juros básicos entre 2015 e 2017, reduziu em R$ 123,6 bilhões (18%) esse tipo de despesa, mas o relatório apontou que o Brasil continua a gastar muito com o serviço da dívida pública. O ano-base de comparação foi 2016 para permitir a comparação internacional.

Aposentadorias

Em relação ao pagamento com aposentadorias e pensões, o Brasil desembolsou 12,7% do PIB em 2016, contra 8,2% das economias avançadas e 7,6% das nações emergentes. Os países nórdicos, em média, gastaram 12,8% do PIB. No entanto, o Tesouro ressaltou que a proporção de idosos no Brasil é bastante inferior a dos países do norte da Europa. Na Finlândia, a população com mais de 65 anos equivale a 35,5% do total, contra 13,9% no Brasil.

Para impedir o descontrole do gastos públicos, à medida que a população brasileira envelhece, o relatório recomenda a aprovação da reforma da Previdência. “Para aprofundar nesse ajuste [fiscal], é imprescindível avançar na reforma da Previdência, sem a qual não haverá controle do gasto público no Brasil”, defendeu o relatório.

O Tesouro ressaltou que a aprovação da reforma da Previdência permitirá melhorar a distribuição de renda no país, ao remanejar parte das verbas para as parcelas menos favorecidas. “Com essa reforma, será possível inclusive melhorar o estado do bem-estar social no país, ao direcionar uma parcela maior do gasto público para a população mais vulnerável e não para as pessoas de maior poder aquisitivo, que se aposentam, em média, com menos de 55 anos de idade”, ressaltou o texto.

Judiciário

O relatório considerou elevada a proporção dos gastos com o Poder Judiciário. Em 2016, o Brasil gastou 1% do PIB com os tribunais de Justiça, mais que o triplo da média de 0,3% dos países analisados. As despesas não abrangem apenas os gastos com os servidores, mas com a administração, gestão ou apoio aos tribunais e a representação legal e o assessoramento jurídico em nome do governo.

Enquanto gasta mais que a média com o Poder Judiciário, o país gasta menos que os emergentes com saúde. Em 2016, as despesas com saúde do Governo Central somaram 2% do PIB, contra 2,5% nos países emergentes e 3,3% nos países desenvolvidos. Os gastos federais concentraram-se nas transferências do Sistema Único de Saúde (SUS) aos fundos estaduais e municipais de saúde, que financiam os programas de Atenção Básica à Saúde e procedimentos como tratamentos, internações e exames.

Em relação à educação, o Brasil gastou 2,4% do PIB, contra média de 3,1% dos países pesquisados. A maior parte desse total foi destinada ao ensino superior, de competência do governo federal. Isso porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece a administração do ensino médio aos estados e do ensino fundamental aos municípios.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. E o levislativo fica de fora? É caro demais, cheio de penduriclho e legisla sempre em causa própria.

  2. Porque não faz um quadro comparativo com gráficos, ficaria mais fácil o entendimento. O que fica muito evidente é a enorme diferença percentual de quanto se paga de juros no Brasil e no resto mundo, isso tem a mão dos esquerdopatas petralhas, que
    Tiraram nossas dívidas da mão dos bancos internacionais (dívida externa) e transferiram pra os bancos nacionais (dívida interna), com isso os pagamentos de juros aumentaram 500%, a vantagem disso é que os banqueiros repassam parte desses juros para os mandatários do poder, através de propinas. Enquanto isso, ficamos sem prestação de muitos serviços, pois o dinheiro é carreado pra banqueiros e políticos. E ninguém comenta nada, porque enriquece aos poderosos.

    1. Kkkkkk, a culpa sempre é dos outros, amigo a matemática é uma ciência exata, já já vc vai dizer que a justiça é um poder injustiçado!

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Política

Flávio Bolsonaro diz que investigação é para atingir novo governo

O deputado estadual pelo Rio de Janeiro e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira 18, “não ter a menor dúvida” de que as denúncias que envolvem um ex-assessor vieram à tona para atingir ele e seu pai, o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Flávio também disse que “muitas coisas estão mal explicadas” neste caso.

“Por que só o sigilo bancário dele veio a público? Como é que pode? Quebraram o sigilo do cara e veio a público só o dele? Tem um monte de gente lá nessa situação também, similar. Será que é só para me atingir? Será que é só para atingir o presidente eleito, para causar uma desestabilização já no início do mandato dele?”, questionou o senador eleito, que participou da cerimônia de diplomação dos eleitos no Rio de Janeiro.

“Eu não tenho que dar mais explicações sobre isso, quem tem que falar é meu ex-assessor. A movimentação atípica foi na conta dele, não foi na minha. Eu não tenho a senha do cara para saber o que houve”, declarou o senador eleito.

Veja

Opinião dos leitores

    1. É tudo santo do Cê U oco. Essa família já estreou muito bem arrumada.

  1. Vitimização atípica do PT. Não ache que a opinião pública ficará quieta, ao contrário da esquerda, #naotemospoliticosdeestimacao

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Esporte

Globo confirma mudança de horário dos jogos de quarta-feira

A TV Globo confirmou nesta terça-feira, através de um comunicado enviado para a imprensa, que os jogos de quarta-feira nos campeonatos estaduais e do Brasileirão mudarão de hora e passarão a ser realizados às 21h30 (horário de Brasília). A CBF já havia informado a novidade, mas a emissora que transmite os jogos não havia confirmado a informação.

A alteração era um pedido antigo da CBF e também de torcedores, que reclamavam da dificuldade para sair dos estádios e usarem transporte público, além do fato de os jogos terminarem muito tarde.

De acordo com o comunicado, a partir do dia 20 de janeiro a emissora volta a transmitir jogos e o primeiro duelo na quarta-feira à noite acontece no dia 6 de fevereiro. Assim como aconteceu neste ano, os torneios do País serão paralisados durante o período da disputa da Copa América, entre 14 de junho e 7 de julho – neste ano, a parada foi em decorrência da Copa do Mundo.

A Copa do Brasil também irá terminar mais cedo do que em 2018. Se teve a decisão disputada em outubro este ano, a luta pelo título em 2019 ocorrerá nos dias 4 e 11 de setembro. Já o Brasileirão será realizado entre os dias 28 de abril e 8 de dezembro, e a Série B acontecerá de 27 de abril a 30 de novembro.

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Turismo

Recurso final para a implantação do teleférico de Santa Cruz é liberado

Através de sua página no Facebook, o deputado estadual Tomba Farias (PSDB) comemorou na tarde desta terça-feira (18), a liberação do aporte final para a implantação do Teleférico de Santa Cruz, no valor de R$ 1.800.000,00, recursos estes viabilizados com o respaldo pessoal do presidente Michel Temer, “que hoje deu essa boa notícia ao nosso povo, ao Rio Grande do Norte e à cidade Santa Cruz”.

Com a verba garantida, a construção do teleférico de Santa Cruz entra na reta final e o equipamento deverá iniciar a sua operação até o final de 2019, alavancando o turismo religioso do Rio Grande do Norte e tornando Santa Cruz um dos mais importantes polos turísticos do País.

Além de fazer um agradecimento espacial ao presidente Temer, Tomba Farias fez também agradeceu ao ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (PMDB), cujo apoio foi fundamental para “fazer o sonho do teleférico tornar-se realidade”. Tomba lembra que Henrique Alves tem participação direta na viabilização de várias obras importantes para o turismo potiguar, a exemplo da ampliação do Centro de Convenções de Natal e do Museu da Rampa.

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Política

Em sua despedida do Senado, Garibaldi diz que prosseguirá lutando pelo RN

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em seu discurso de despedida do Congresso Nacional, o senador Garibaldi Filho garantiu que continuará trabalhando em favor dos interesses do Rio Grande do Norte. “Em qualquer luta a favor do estado, eu sempre estive no pelotão de frente. A causa do povo potiguar é – e continuará sendo – a minha causa”, afirmou. Ele acrescentou que encerra seu mandato com a certeza de ter cumprido da melhor forma possível a missão que o eleitor potiguar o conferiu.

“Tenho orgulho de dizer que a minha trajetória representou o cumprimento de todos os compromissos que assumi com os cidadãos, desde o princípio, sobretudo os do meu estado. De forma suprapartidária, sempre coloquei o Rio Grande do Norte em primeiro lugar”, registrou. Ele fez uma retrospectiva dos vários mandatos e cargos que ocupou. Lembrou, por exemplo, de programas como o do Leite e das adutoras, que implantou quando prefeito de Natal e governador do RN.

O programa do leite, lembrou Garibaldi, reduziu a mortalidade infantil, salvando a vida de centenas de crianças. Já as adutoras levaram para milhares de sertanejos água de boa qualidade para beber. “Acredito que as melhores obras e iniciativas são aquelas que beneficiam sobretudo aos que mais precisam”, observou. Assumindo a Presidência do Senado em um momento de forte tensão política, Garibaldi apaziguou os ânimos e devolveu o Congresso Nacional à sua rotina de sensatez e trabalho pelo Brasil.

Como ministro da Previdência Social, enumerou Garibaldi, ele ampliou o número de contribuintes empreendedores individuais em seis vezes, abriu a possibilidade de as donas de casa passarem a ter direito aos benefícios previdenciários e implantou os fundos de pensão para os servidores públicos. De volta ao Senado, depois da tarefa no Ministério, focou o seu trabalho na tentativa de minimizar as consequências da seca e do agravamento da violência.

Reconhecendo a gravidade do momento atual, Garibaldi externou seu desejo de que os senadores potiguares que assumirão em fevereiro do próximo ano tenham sucesso na tarefa de trabalhar pelo Rio Grande do Norte. “A Jean-Paul Prates, Zenaide Maia e Styvenson Valentim manifesto votos de êxito, e que honrem o encargo que receberam”, declarou.

Opinião dos leitores

  1. Onde será mesmo essa "luta" de Garibaldi, no Palácio dos Esportes ou na Arena das Dunas? Pago para ver.

  2. Tá, última luta foi provocar um rombo de muitos bilhões de reais ao conceder aumento de 17% aos magistrados, que já estavam com os salários minguados. Aguarde carta fdp

  3. Me sinto muito bem representado pelo Sr . Garibaldi, homem de grandes gestos pelo sofrido RN,mesmo sabendo que vou ser criticado por vários internautas,pois quando se perde uma eleição todos os nossos valores vão de água a baixo.

    1. Só queria saber a onde colocaram o dh da venda da COSERN já que a audutora foi feita com 180 milhões com a verba que veio do governo federal aprovada pelo então senador Fernando Bezerra.

    2. Amigo, não vou criticar sua opinião, apenas acho q se fosse pago por produção, Garibaldi teria sido demitido a muito tempo,
      A produtividade dele e de Zé Agripino no nosso estado, foi insignificativa.
      Na minha opinião…

  4. Vai tarde, o cara passa a vida toda na política, só na mamata e liberando projetos a conta gota regando a idioti……do povo. Vale salientar que ele tá certo, primeiro a família e por último se sobrar, os abestalha……

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Economia

DEMOROU: Equipe de Guedes quer acabar com contribuição compulsória para Sistema S

A equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda acabar com a obrigatoriedade de pagamento ao Sistema S pelas empresas.

A ideia é retirar a contribuição da lista de recolhimentos compulsórios que incidem sobre a folha de salários.

O futuro secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que o objetivo é baixar os custos de contratação para gerar empregos.

“O custo da folha [de pagamentos] é onerado em 20% de contribuição patronal para o INSS e mais 6,5% aproximadamente do Sistema S. É esse estudo que está sendo objeto agora de uma avaliação muito precisa, porque o principal objetivo é gerar empregos, fazer a folha de salários ser menos onerada”, afirmou Cintra.

“Não existe política mais regressiva do que tributar o salário, que acaba resultando em 13 milhões de desempregados no país, fora a economia informal”.

Nesta segunda-feira (18), Guedes afirmou, na Firjan (federação das indústrias do Rio), que pretende “meter a faca” no Sistema S.

A declaração levou a interpretações de que o governo poderia estar interessado em ficar os recursos, hoje destinados a entidades como Sesc e Senai, para financiar políticas próprias de capacitação.

O Sistema S é um dos principais financiadores dos programas do Senai e também banca o funcionamento da rede Sesc. São recolhidos cerca de R$ 20 bilhões por ano, segundo o secretário.

Cintra afirmou que não se trata de tomar para o governo o recurso que vai para o Sistema S, mas desonerar as empresas.

“É simplesmente que o setor privado possa dispor desses recursos voluntariamente em um programa que lhe seja de melhor proveito, não necessariamente obrigando que esses recursos sejam depositados no governo e o governo seja o repassador para as entidades que prestam esse serviço”, afirmou Cintra.

“Se as empresas acreditam que é um sistema bom, que lhe presta bons serviços, ela vai poder fazer isso, pagando menos ao governo que faz a intermediação e diretamente financiando esses serviços através de empresas privadas, onde quiser”.

Cintra afirmou que a equipe está trabalhando nestes estudos e que até meados de janeiro pretende entregar uma proposta sobre que linha adotar.

“Estamos trabalhando muito seriamente nisso e até meados de janeiro vamos ter uma definição sobre que linha adotar, que percentual do ônus sobre a folha de salários será reduzido. Esperamos que isso gere um impacto de emprego muito positivo”, afirmou.

Ele acrescentou que não o estudo não se concentra apenas no Sistema S, mas também testa a viabilidade de retirar contribuições que incidem sobre a parcela paga ao trabalhador.

“Poderá haver uma substituição de fontes. Estamos fazendo substituição de fontes”, afirmou, referindo-se provavelmente à retirada de tributos que incidem sobre os salários e elevando outros que incidem sobre outros pagamentos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Deve acabar mesmo, assim como acabou com a famigerada "contribuição sindical obrigatória". Mesmo porque "contribuição compulsória" é como estupro consentido, ou seja, algo que não existe.

  2. Concordo plenamente com Paulo Guedes, o sistema S, custou aos cofres públicos nos últimos 4 anos , um total de 65 bilhões aos cofres públicos.
    Se formos mapear, o retorno pra sociedade e empresários, não consigo enxergar benefícios que justifique esse monte de dinheiro.

  3. Estou doido pra falar sobre esse figurão, mas nesse país tenho receio em pagar ao falar o que entendo como verdade. É no mínino ridícu….. o que esse indivíduo prega e o povo pra variar não faz absolutamente nada.

  4. O CORRETO SERIA ESTATIZAR O SISTEMA S, COMO FOI PROPOSTO NA DÉCADA DE 1980, JÁ QUE OS RECURSOS SÃO PÚBLICOS MESMO!
    AFINAL QUEM FAZ O QUE O SISTEMA S FAZ? TANTO NAS ESCOLAS COMO NO SOCIAL?

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Política

Lava Jato pede bloqueio de bens contra parlamentares e ex-parlamentares do PSB, MDB, PP e PSDB

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediu, em uma ação de improbidade administrativa, o bloqueio de bens dos senadores Valdir Raupp (MDB-RO) e Fernando Bezerra (MDB-PE), do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e dos diretórios nacionais do PSB e MDB.

Também foram alvos do pedido os espólios do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente do PSDB, e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que concorreu à Presidência pelo PSB. Ambos morreram em 2014.

A Lava Jato pede o bloqueio provisório de pelo menos R$ 100 milhões de cada um, a fim de ressarcir a Petrobras pelos desvios. No caso do MDB, o valor é de até R$ 1,89 bilhão.

O valor total cobrado pela ação, entre ressarcimento, multas e danos morais, chega a R$ 3 bilhões.
A Justiça ainda não decidiu a respeito, mas já determinou o bloqueio de um precatório do estado de Alagoas à construtora Queiroz Galvão, acusada de participação no esquema.

O grupo é acusado de ter participado e se beneficiado de desvios na Petrobras, por meio da cobrança de propina em contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ou do pagamento de vantagens indevidas na CPI da Petrobras, em 2009.

Os fatos ainda são alvo de apuração em inquéritos e ações criminais no STF (Supremo Tribunal Federal) e na Justiça Federal. No caso de Bezerra, a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro foi rejeitada pelo Supremo na semana passada.

Em ações de improbidade administrativa, porém, não há foro privilegiado —por isso, o processo corre na Justiça Federal do Paraná.

Segundo os procuradores, os senadores Raupp e Bezerra atuavam em nome do MDB e do PSB, respectivamente (Bezerra era pessebista até o ano passado), e tiveram “atuação destacada” no esquema ao favorecer um cartel de empreiteiras na Petrobras, em troca do pagamento de propinas aos partidos.

O MDB teria recebido pelo menos R$ 108 milhões em propina, e o PSB (incluindo o ex-governador Eduardo Campos), R$ 40 milhões.

A ação ainda detalha pagamentos feitos ao empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, dono do jatinho em que Campos estava quando morreu num acidente aeronáutico, em agosto de 2014.

Segundo o MPF, Lyra atuava como operador do pessebista, que na época disputava a Presidência.

“Trata-se de propinas canalizadas para a campanha de um presidenciável que, não tivesse falecido, poderia ter sido presidente do Brasil ou ocupado outra alta função pública na esfera federal”, afirmou o procurador Deltan Dallagnol, para quem o fato exige uma “profunda reflexão sobre a necessidade de reformas no sistema político brasileiro”.

Já Guerra, que foi presidente nacional do PSDB entre 2007 e 2013, é apontado como beneficiário de propinas no âmbito da CPI da Petrobras, em 2009, em troca de que a comissão não revelasse o esquema ilícito em andamento na Petrobras.

O atual deputado Eduardo da Fonte, que também é alvo da ação, é acusado de envolvimento nesse mesmo esquema —que é tema de inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Outro lado

Em nota, o MDB informou que considera preocupante “a investida do Ministério Público contra um partido com mais de 50 anos de história e pilar da democracia brasileira”. O partido sustentou que todas as doações recebidas foram contabilizadas e aprovadas pela Justiça, e que a ação de improbidade “mais parece um panfleto político eleitoral”.

“Responsabilizar instituições com base em depoimentos enviesados é um risco enorme para nossa estabilidade”, afirma a nota.

O senador Fernando Bezerra (MDB-PE), em nota, lembrou que o STF, “instância máxima do judiciário brasileiro”, rejeitou a denúncia contra ele em duas ocasiões no passado. “O STF concluiu que as narrativas de supostos delatores não encontram qualquer ressonância com elementos de prova, posicionando-se contrário ao andamento dos inquéritos”, informou o senador. “Como reforça a defesa de Fernando Bezerra, representada pelo advogado André Callegari, ‘não há suporte mínimo de autoria e materialidade contra o senador e a consequência natural era a rejeição das denúncias pela Suprema Corte do país’”.

A Folha aguarda posicionamento dos demais citados.

Folhapress

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Diversos

Turistas poderão visitar restos do Titanic em submarino a partir de 2019

A OceanGate construiu um submarino especialmente para as missões, abertas a qualquer pessoa com ao menos 18 anos, preparo físico básico e disposição para gastar mais de R$ 400 mil pela viagem -o preço é de US$ 105.129, valor de uma passagem de primeira classe do Titanic em sua viagem inaugural, ajustado para a inflação após mais de cem anos.

O famoso navio de luxo está nas águas do Atlântico Norte, a 3.800 metros de profundidade, desde abril de 1912, quando naufragou ao atingir um iceberg, matando cerca de 1500 pessoas. Descoberto em 1985 em uma expedição da Marinha americana, o navio tem sido acessado especialmente por veículos não tripulados desde então.

A OceanGate usará um submarino tripulado construído para a missão, batizado de Titan, cujos testes foram feitos no mar das Bahamas.

Com um visor de 53 centímetros de diâmetro, o equipamento terá capacidade para cinco pessoas (um piloto, um especialista que dará informações sobre o naufrágio e três outros tripulantes).

Estão previstas seis viagens, cada uma delas com vaga para nove turistas. A primeira está agendada para o período de 26 de junho a 7 de julho e a última, de 1º a 12 de agosto.

Os passageiros sairão do Canadá e irão de helicóptero até o navio de apoio, localizado na área onde estão os destroços. A previsão é que se gaste seis horas no submarino, três delas para subida e descida.

A tripulação vai colaborar com cientistas em pesquisas, coletando imagens em vídeo e escaneando os destroços para criar um modelo virtual em 3D do navio naufragado.

Segundo a empresa, que opera submarinos comerciais desde 2010, a viagem é segura e não houve acidentes graves com equipamentos semelhantes nos últimos 35 anos. Elas afirmam que menos de 200 pessoas já viram os destroços do Titanic de perto até hoje.

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Diversos

Outdoor do Detran, criado pela Executiva, é destaque internacional

A mais nova campanha do Detran/RN, desenvolvida pela Executiva – Agência de Comunicação, recebeu reconhecimento internacional, no BEST ADS, portal norte americano, dos mais respeitados do mundo, voltado exclusivamente para a área da propaganda e marketing.

Classificado entre marcas como Mac Donalds (Germany) e Netflix (New Zealand), a peça de outdoor do Detran/RN (Brasil), que ficou entre as melhores do mundo no mês de dezembro, traz estampada a mensagem: *“a pressa passa… as consequências ficam”*, que adverte os condutores de moto contra os riscos de quem pilota sobre duas rodas.

As campanhas publicitárias do Detran RN, somadas às ações educativas das polícias de trânsito, têm feito com que os números de acidentes no RN venham diminuindo a cada ano e, segundo dados do Ministério da Saúde, fizeram com que Natal ficasse com a *segunda melhor posição* do ranking nacional de bons resultados no trânsito.

Opinião dos leitores

  1. Como sugestão ao Detran, a divisão de faixa entre motociclistas e motoristas devem acabar!
    Ou seja, todos os dias acidentes acontecem pq os mesmos andam na pressa entre os carros. Se o motorista anda no engarrafamento o motoqueiro tb deve andar. Essa prática é responsável por mais da metade dos acidentes nas cidades… Se for pra dividir, que andem no corredor dos ônibus!

  2. Enqto isso, o diretor do Detran só cadastrou uma loja que confecciona as novas placas, em detrimento das demais.
    E nessa exploração, estão vendendo por R$ 202, o que deveria está sendo vendido de R$ 60.
    Alô MPRN, tem gente levando vantagem nessa malandragem!!

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Política

Governo inaugura obra de infraestrutura hídrica em Mossoró

“Com esse poço a água vai chegar com mais facilidade nas nossas casas, então encaramos com muita positividade essa ação do governo e só temos a agradecer”. A declaração é da professora Roberta Gláucia que há cinco anos mora no loteamento Nova Mossoró, em Mossoró. O local recebeu a visita do governador Robinson Faria nesta terça-feira (18) para inauguração de obra de infraestrutura hídrica.

Trata-se do poço da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) perfurado na área. O investimento na ação foi de R$ 6,5 milhões com recursos da Companhia e busca ampliar o abastecimento da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

“Essa é uma região de Mossoró que vem crescendo nos últimos anos, são mais de mil casas que precisavam de acesso à água, elemento fundamental para a sobrevivência humana”, disse o chefe do Executivo Estadual. Robinson observou ainda que “esse poço tem uma das maiores vazões da região”.

Às margens da BR que liga Mossoró a Tibau, o poço atingiu profundidade de aproximadamente 980 metros com vazão de 250 metros cúbicos/h, beneficiando uma área de expansão imobiliária e reforçando o abastecimento de localidades como Santo Antônio, Santa Helena e Abolições.

“A obra vai auxiliar no crescimento desta área que vive pleno desenvolvimento e desafogar outros pontos de abastecimento da cidade”, acrescentou o diretor da Caern, Marcelo Toscano. De acordo com ele, com a conclusão deste poço, na próxima semana será iniciada a perfuração do poço de Sumaré.

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Política

PSOL recebe notícia da suspensão da diplomação com “surpresa e perplexidade”

O PSOL emitiu uma nota externando surpresa e perplexidade com a decisão de suspender a diplomação do deputado eleito Sandro Pimentel. O partido adiantou que casos semelhantes aconteceram com outros políticos eleitos e que vai adotar todas as medidas legais cabíveis para garantir a diplomação.

Confira a nota na íntegra abaixo

A notícia sobre a suspensão da diplomação de Sandro Pimentel como deputado estadual foi recebida com surpresa e perplexidade pelo parlamentar e pelo PSOL. Sandro Pimentel já havia esclarecido que o motivo pela desaprovação das contas pelo TRE/RN se deu por um erro técnico, o que nada interfere na lisura ou na seriedade de sua escolha pelo voto popular, inclusive um recurso foi apresentado ao tribunal sobre essa desaprovação, que ainda nem julgou o pedido.

Que o mesmo erro técnico foi apontado em várias campanhas de outros candidatos, inclusive aqui no RN, e isso não causou interferência no direito constitucional de diplomação de nenhum eleito. Após ser noticiado pela imprensa, a equipe jurídica de Sandro Pimentel foi ao tribunal tomar conhecimento do teor da liminar e, obviamente, tanto o parlamentar quanto o PSOL tomarão todas as medidas legais cabíveis para garantir a diplomação.

Reafirmamos ainda nossa confiança na justiça, na soberania do voto popular e na democracia, sempre entendendo que as instituições e a República são mais fortes que qualquer interesse de ocasião.

PSOL/RN

Opinião dos leitores

  1. Contra os candidatos da esquerda se usa uma lupa e um microscópio, enquanto pros candidatos da direita e extrema direita,…
    Cri, cri, cri…
    Sempre soubemos que a Justiça é uma serpente que pica quem anda com os pés descalços, ou seja, que defende quem está no poder e ataca seus adversários. Mas agora a coisa saiu de todos os limites e não tem mais nenhum escrúpulo ou pudor. Ataca a luz do dia e sem se preocupar nem em fingir.
    E tem gente que ainda acredita que somos um país Republicano.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Amigo BG se o senhor puder nos informar quem é o primeiro suplente da coligação que elegeu o nobre vereador/deputado Sandro Pimentel de ante mão eu lhe agradeço e vou avisa-lo para colocar o paletó em dia

  3. Rapaz esse TRE deve ser muito incompetente ou está sofrendo ingerência externa perseguir os deputados eleitos da esquerda, ja foi Mineiro, Sandro Pimentel, tentaram contra Natalia e Zenaide , mais contra os outros eleitos tudo normal.

    1. Creio que o TRE nao escolhe com ideologia as irregularidades dos candidatos, mas pela lei.. Quem escolhe com ideologia a visao do certo ou errado sao os comentaristas de blogs. Independente da irregularidade ou crime eleitoral que seus candidatos tenham realizado, nao conseguem enxergar que deve ser apurado.

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Diversos

Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte inicia Operação Verão 2018/2019

Com o objetivo de intensificar as ações de fiscalização do tráfego aquaviário e de conscientização, a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN) e a Agência da Capitania dos Portos em Areia Branca (AgABranca) iniciaram a Operação Verão 2018/2019 no litoral potiguar e em suas águas interiores. Durante a operação, esse incremento é realizado nas áreas de maior concentração de embarcações, sobretudo de esporte e de recreio, com especial atenção às embarcações de transporte de passageiros e de turismo náutico.

Para executar a Operação Verão, a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte, e sua agência subordinada, contam com um efetivo de 120 militares, com o apoio de nove embarcações, incluindo lanchas e motos aquáticas, além de dez viaturas.

As ações são realizadas em toda área de jurisdição da CPRN, incluindo a Agência de Areia Branca, priorizando pontos com maior movimento de embarcações, como as localidades de Ponta Negra, Pirangi, Maracajaú, Pipa, Lagoa do Bonfim, Lagoa de Extremoz, Barra do Cunhaú, Tibau do Sul, Porto do Mangue, Tibau, entre outras.

Na Operação Verão 2017/2018, a CPRN inspecionou 1.914 embarcações, emitindo 137 notificações que se reverteram em 57 autos de infração. Além disso, foram realizadas sete apreensões de embarcações.

Campanha

De acordo com informações da Diretoria de Portos e Costas, a principal causa dos acidentes em embarcações de esporte e recreio é a falha humana, o que por vezes pode resultar em consequências irreversíveis. Para minimizar a possibilidade da ocorrência de desastres náuticos, a campanha deste ano terá como conceito “Segurança da Navegação: quem valoriza a vida, respeita”, tendo como mote a valorização da vida e a responsabilidade do proprietário e do condutor da embarcação, especialmente durante as atividades de lazer.

Dados da Superintendência de Segurança do Tráfego Aquaviário da DPC mostram que, nos últimos dois anos, no Brasil, o volume de acidentes envolvendo embarcações de esporte e recreio reduziu 12%, de 229 (2017) para 200 (2018). Cabe ressaltar que somente no verão 2017/2018 ocorreram mais de 38% do total dos acidentes registrados até dezembro deste ano. As lanchas e motos aquáticas são destaques nas estatísticas. No último verão elas representaram 72% dos casos registrados com embarcações de esporte e recreio no país.

Naufrágio, abalroamento, queda de pessoas na água, incêndio e colisão são os casos que mais chamam a atenção nas estatísticas. De dezembro de 2017 a março de 2018, as embarcações que mais se envolveram com esses acidentes durante o lazer foram lanchas (56%), motos aquáticas (21%) e botes (9%).

Travessia Segura

Outra ação que ocorrerá dentro da Operação Verão 2018/2019 será a “Travessia Segura”, no mês de janeiro, em todo o País, com foco especial nas embarcações de transporte de passageiros e de turismo náutico, que tem seu fluxo intensificado durante o período de férias nas regiões litorâneas e nos balneários.

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