Educação

Doze estados já aprovaram currículo de referência para escolas do infantil e fundamental; RN está no meio

Exatamente um ano após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) dos ensinos infantil e fundamental, pelo menos 12 estados e o Distrito Federal já aprovaram seus currículos de referência para escolas dessas duas etapas de ensino. Segundo um levantamento do Ministério da Educação, até a sexta-feira (14) outros sete estados tinham previsão de concluir esse processo até 31 de dezembro.

Os documentos foram elaborados a partir da BNCC e serve como referência para que cada escola elabore o seu projeto político-pedagógico, que, segundo Kátia Smole, secretária de Educação Básica do MEC, representa a “materialização” das intenções pedagógicas da base curricular.

Etapas de elaboração do currículo estadual

Após a homologação da BNCC pelo MEC, cada estado criou comissões reunindo os municípios para a elaboração da proposta curricular e, de acordo com Kátia, os redatores foram escolhidos conjuntamente por estados e municípios.

O processo ocorreu durante todo o ano, e o primeiro estado que conseguiu aprovar a proposta foi o Paraná, em 22 de novembro. Nesta semana, segundo o MEC, Espírito Santo, Pernambuco e Minas Gerais concluíram o processo.

Cada estado precisa cumprir quatro etapas até a aprovação da proposta curricular

Elaborar um documento preliminar a partir da BNCC, mas incluindo os aspectos do contexto regional
Realizar uma consulta pública a respeito do documento preliminar
Elaborar uma versão final do documento, sistematizada a partir do resultado da consulta pública, e entregá-la ao Conselho Estadual de Educação (CEE)
Aprovar o documento no conselho

Veja abaixo a situação de cada estado

Já aprovaram o documento final no CEE:

Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraíba
Paraná
Pernambuco
Rio Grande do Norte
Sergipe
Tocantins

Já entregaram o documento final ao CEE:

Acre
Alagoas
Amazonas
Amapá
Bahia
Pará
Piauí
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima

Estão sistematizando o documento após a consulta pública:

Maranhão
São Paulo
Rio de Janeiro

Já elaborou o documento preliminar, mas não terminou a consulta pública:

Santa Catarina

G1

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Política

Após se declararem impedidos, ministros do TCU salvam políticos

Depois de se declararem impedidos para julgar um processo de superfaturamento, os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro voltaram atrás ao ver que dois ex-dirigentes do Senado, ligados ao MDB, seriam condenados a devolver ao menos R$ 14 milhões em prejuízos aos cofres públicos.

Os dois pediram que a restrição fosse retirada durante sessão na última quarta (12) e votaram pela absolvição do ex-primeiro secretário da Casa, o ex-senador Efraim Morais (DEM-PB), e do ex-diretor geral Agaciel Maia (PR-DF), hoje deputado distrital em Brasília.

A manobra virou o placar do julgamento, livrando os dois políticos do ressarcimento e também do pagamento de multas e, possivelmente, da inabilitação para exercer cargos comissionados e funções de confiança por oito anos.

Outros ministros protestaram, argumentando nunca ter visto um caso de “desimpedimento” em plena votação de um processo tanto no próprio TCU, órgão ligado ao Legislativo, quanto no Judiciário.

O Ministério Público que atua na corte avalia recurso contra a decisão por desobediência ao devido processo legal.

O impedimento ou a suspeição de um julgador se dá quando, por algum motivo objetivo ou subjetivo, sua imparcialidade pode ser questionada e ele fica afastado do caso a pedido de terceiros ou dele próprio.

O Regimento Interno do TCU prevê que, nessas situações, o ministro não participa nem da discussão e nem da votação do processo.

Tanto no caso de Cedraz quanto no de Carreiro, o afastamento se deu a pedido deles próprios, sem justificar formalmente o porquê.

Antes de ser nomeado no TCU, Cedraz era deputado pelo extinto PFL, que viria a se tornar o DEM, de Efraim. Carreiro foi secretário-geral da Mesa do Senado e é ex-filiado ao MDB do ex-presidente e ex-senador José Sarney (AP), seu padrinho político.

Tanto Agaciel quanto Efraim são ligados a Sarney e exerceram seus cargos nas gestões dele e de outros emedebistas.

O processo que apontou o superfaturamento ficou cinco anos parado no TCU antes de ser apreciado. Estava pronto para julgamento desde maio de 2013, como mostrou a Folha em fevereiro deste ano. Só voltou à pauta após o MPF (Ministério Público Federal) cobrar a corte pela inércia.

Uma auditoria do tribunal concluiu em 2012 que os ex-dirigentes licitaram e contrataram a valores exorbitantes serviços terceirizados de auxiliar técnico de informática entre 2005 e 2009, embora tenham sido alertados pela área técnica da Casa sobre os preços altos. O prejuízo de R$ 14 milhões é em valores da época, não atualizados. Ambos negam irregularidades.

Nesta quarta, o relator do processo, José Múcio Monteiro, votou para que Efraim e Agaciel tivessem as contas reprovadas, pagassem multas e devolvessem as perdas ao erário (em valores atualizados). Ele seguiu o entendimento da área técnica da corte e viu “culpa grave” dos dois no caso.

Vital do Rêgo, no entanto, divergiu. Propôs a absolvição dos dois políticos, com a condenação apenas da empresa contratada, a Aval Serviços.

Vital alegou que os dois ex-dirigentes tinham muitas atribuições no Senado e que não cabia a eles se aprofundar sobre aspectos da licitação e da contratação. Argumentou também que o alerta de técnicos sobre os preços praticados não foi explícito sobre o superfaturamento. Vital é ex-senador pelo MDB da Paraíba e aliado de Morais no Estado.

Os ministros passaram a analisar as duas propostas. Presidente da corte, Carreiro conduziu o julgamento e pulou Cedraz, justificando que o ministro “está impedido”.

Múcio saía vencedor por quatro a três quando Cedraz pediu a palavra, alegou que estava “perdido na votação” e pediu para que o placar fosse anunciado. Àquela altura, só faltava votar, em separado, um agravante para inabilitar os dois políticos para cargos públicos.

Ao saber da iminente condenação, Cedraz afirmou: “Quero retirar o meu impedimento e votar com Vital”.

Com o empate em quatro a quatro, coube ao presidente proferir o voto de minerva. Ele explicou que também havia pedido impedimento no “processo-mãe” sobre o superfaturamento, que deu origem ao julgamento de quarta, o que não cabia mais: “Hoje me declaro desimpedido. Voto com Vital”.

“Vossa excelência tinha um sentimento psicológico, uma afeição ou inimizade [pelos citados no processo]. Essas são as razões pelas quais alguém se declara impedido. Isso se altera com o passar do tempo, mas não em determinado momento da votação, sem que isso tenha sido declarado no início”, reagiu Benjamin Zymler.

Cedraz justificou que o TCU não tem e não obedece aos mesmos critérios do Judiciário. “Os impedimentos aqui nunca foram registrados devidamente. Até hoje, temos dificuldade de fazer e obedecer às regras aqui em relação a isso”. Ele acrescentou ter sido procurado por Efraim antes da sessão e que ouviu seus argumentos. “Posso ter evoluído como evoluí agora, porque estou aqui votando com tranquilidade.”

“Vou pedir que nós encerremos este assunto”, reclamou o presidente do TCU. “Se nós voltarmos para investigar por que você se desimpediu num processo em que estava impedido, amanhã vamos abrir um processo aqui para investigar por que você votou de qualquer forma. É um precedente grande.”

Procurados pela Folha, Carreiro e Cedraz não se pronunciaram.

Agaciel Maia e Efraim afirmaram, por meio de assessores, que não vão comentar o processo. A Aval informou não ter sido notificada da decisão.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Casa de Mãe JOANA é muito mais organizada e respeitosa para com seus pares do que esse TCU de canalhas!

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Política

Sandro Pimentel esclarece que reprovação das contas se deu por “erro técnico”

O vereador Sandro Pimentel, que se elegeu deputado nas eleições desse ano, emitiu uma nota de esclarecimento sobre o julgamento das contas de campanha que foram reprovadas nesta sexta-feira (14) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). De acordo com ele, a medida já era esperada e se deu por um erro técnico. Ele adiantou que recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar prejuízos.

Confira a nota na íntegra

Nota de esclarecimento do deputado estadual eleito, Sandro Pimentel, sobre reprovação de contas eleitorais

Ontem, 14, o Tribunal Regional Eleitoral julgou nossas contas eleitorais, e, sem surpresa, elas foram reprovadas. Tal reprovação se deu por conta de um erro técnico. Durante o processo eleitoral, foram depositados recursos próprios, em nossa conta de campanha, acima do limite de depósito em espécie previsto na norma eleitoral.

Para se ter uma ideia, se o mesmo valor tivesse sido transferido para a conta eleitoral ou depositado de maneira fracionada, atenderíamos a norma eleitoral em sua integralidade. Ou seja, o que aconteceu foi um erro formal, algo que poderia ter sido evitado, mas que de forma alguma prejudica a lisura de nossa campanha e eleição.

Assim, sobre a reprovação de contas é necessário esclarecer 5 pontos:

1 – Ressalto que não usei recursos do fundo público eleitoral durante a campanha, tudo foi bancado com recursos próprios e com algumas doações de apoiadores, tudo devidamente declarado para a justiça eleitoral.

2 – Os valores usados em nossa campanha são muito menores do que de outras campanhas eleitas, e os valores usados são totalmente compatíveis com a minha renda.

3 – Sempre prezando pela legalidade e pela transparência, fizemos passar todos os gastos pela conta eleitoral, para conhecimento e apreciação da justiça e da sociedade.

4 – Acrescento ainda que mesmo sem os órgãos de controle solicitarem, nós adiantamos e abrimos totalmente o nosso sigilo bancário desse ano, numa comprovação inconteste de boa fé e da certeza da origem dos recursos utilizados na campanha.

5 – Recorri ao Tribunal Superior Eleitoral, com a certeza de que, os quase 20 mil votos que recebi serão honrados com um mandato compromissado com a transparência, com a defesa dos animais e na luta pelos direitos da classe trabalhadora.

Sandro Pimentel
deputado estadual eleito

Opinião dos leitores

  1. Conheço Sandro, embora seja polêmico politicamente… É uma pessoa ética, e acredito que realmente tenha sido um erro técnico!

  2. BG minha saudosa mãe sempre dizia""quem muito fala muito era e que o macaco não olhava pro rabo e língua falou o fiofó pagou"" hoje o nobre vereador/deputado Sandro Pimentel diz que as contas dele foram reprovadas por erro técnico mais se fosse com os outros era falcatruas. Um abraço.

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Polícia

A partir das 14h, João de Deus será considerado foragido, alerta delegado

Caso João de Deus não se entregue até as 14 horas deste sábado, a Polícia Civil de Goiás passará a considerá-lo foragido da Justiça. A informação foi dada ao GLOBO às 21h40m desta sexta-feira pelo delegado geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes.

— A partir das 14 horas de amanhã (sábado), caso ele não se entregue, vamos considerar que está havendo uma manobra da defesa. Continuamos atrás dele, inclusive com troca de turno de policias durante a madrugada.

Mais de 20 endereços ligados a João de Deus já foram alvo de buscas da Polícia Civil em Abadiânia, onde fica o centro espiritual comandado pelo médium, e em outras localidades no interior do estado. A prisão de João de Deus foi decretada pela Justiça na manhã desta sexta-feira.

Famoso pela realização de “cirurgias espirituais”, João Teixeira de Farias, o médium João de Deus, já atendeu celebridades, políticos e altos funcionários públicos do Brasil e do mundo. Agora, no entanto, ele é alvo de uma série de acusações de abuso sexual. O caso veio à tona com a revelação, entre sexta-feira (7) e sábado (8), de relatos de mulheres que acusam o médium de se aproveitar da autoridade de líder espiritual para abusar sexualmente delas. As histórias foram contadas na noite de sexta no programa “Conversa com Bial” e, no sábado, no jornal O GLOBO .

O advogado Alberto Toron, que integra a equipe de defesa do acusado, afirmou que o médium não se entregaria à polícia na noite desta sexta-feira, e não confirmou se isso ocorrerá neste sábado.

O Globo

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Política

Funcionários de Flávio Bolsonaro repassaram até 99% de seus salários

Dados da movimentação financeira de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indica que ao menos uma assessora depositou quase todo o salário recebido na Alerj, em determinado período sob investigação no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no esquema que engrossou o caixa do filho de Jair Bolsonaro (PSL). A funcionária em questão é Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício. Ela transferiu dinheiro da Alerj para o pai em “movimentação financeira atípica” investigada pelo Coaf – mais precisamente R$ 97.641,20, a título de crédito mensal médio de R$ 7.510,86.

O total transferido por Nathalia no esquema de nomeações de Flávio Bolsonaro corresponde a 99% do pagamento líquido feito pela Alerj à assessora em janeiro de 2016, segundo registros da folha salarial daquela Casa. Segundo o blog do jornalista Fausto Macedo (Estadão), não há informações completas disponíveis sobre a movimentação financeira de Nathalia, ou seja, por ora não há como comprovar que o dinheiro tem origem exclusiva nos rendimentos pagos da Alerj.

“Os cálculos são por aproximação. Para fazê-los, o Estado usou o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da Operação Furna da Onça e consultou a folha salarial da Casa. O órgão federal mostrou que no período investigado Nathalia transferiu os R$ 97.641,20 para a conta do assessor de Flávio”, reporta Fausto Macedo.

Ainda segundo o jornalista, o montante foi dividido ao longo dos 13 meses – até que se chegasse à média mensal – sob investigação no Coaf, órgão que ficará sob comando do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, e que já tem dado muita dor de cabeça para os membros do governo eleito. Um dos pagamentos líquidos recebido em janeiro de 2016 por Nathalia na Alerj foi de R$ 7.586,31, acrescenta a reportagem.

“No confronto com o bruto, R$ 9.835,45, chegou-se a um repasse de 77,14%. Cotejada com a renda usada pelo Coaf, R$ 10.502,00, o porcentual foi de 72,23%. A renda considerada pelo Coaf, possivelmente, incorpora valores que não constam da folha de janeiro da Alerj ou rendimentos obtidos por Nathalia de outras fontes. Todos as cifras, porém, mostram porcentuais altos de repasse”, acrescenta o blog.

O senador eleito diz não ter cometido qualquer irregularidade e que seus assessores se explicarão às autoridades competentes. Já Jair Bolsonaro transferiu para Fabrício de Queiroz – que teve uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão como assessor de Flávio identificada pelo Coaf – a responsabilidade de esclarecer seus registros financeiros.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Nada de espanto. Infelizmente essa prática se dá com a maioria dos polítocos brasileiros, desde um vereador de uma pequena cidade à um senador. TEM QUE TER PUNIÇÃO!

  2. Esperando os bolsominions aderirem a prática. Devolvam aos coitados dos patrões (segundo famiglia B171) 99% dos salários. Para resolver o problema vai na goiabeira da ministra

    1. É impressionante a imbecialidade destes "justiceiros" só que não pra Lula. Cara vc fez críticas a ministra Damaris, vc conhece a história do pé de goiaba? Claro que não! Vc tá repetindo o que os seus amiguinhos esquerdopatas divulgaram de forma errada na Internet. O pé de goiaba é o lugar onde ela se refugiava após ser estuprada seu imbecil, era no pé de goiaba que ela subia para chorar quando o seu abusador a estuprava, ela tinha a idade de 6 anos, ela sofreu abuso sexual dos 6 aos 10 aos 8 anos, aos dez anos ela tentou suicídio subinddo no pé de goiaba, ele ia se informar quando estava prestes a fazer isto está teve uma visão de Jesus é isto fez com que ela não se suicidasse. Procura se informar primeiro pra depois sair cagando pela boca seu cabeça de camarão. Isto não tem nada de engraçado.

  3. Isso sim é um funcionário de coraçao
    Grande, pagando para trabalhar. Kkkkkkk
    Vá la Moro, de uma olhada com bons olhos nessa maracutaia

  4. Tem que se investigar isso direito. O eleitor/contribuinte brasileiro já está de SACO CHEIO de sustentar políticos parasitas.
    Que o digam os corruptos que já estão presos.

  5. Que família corrupta esfomeada!! Geralmente os políticos cobrasileiros metade dos comissionados! Essa prática já é imoral, imagina ficar com 99%!! ???????

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Política

Legalizar Lobby é o ‘caixa 2 do futuro’, diz Toffoli

Questionado sobre o tema, o ministro Dias Toffoli , presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ser contra a ideia de legalizar o lobby no país. Futuro ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro defendeu nesta quinta-feira a regulamentação da atividade dos lobistas. Projetos de lei sobre o tema tramitam no Congresso.

Questionado sobre o tema, o ministro Dias Toffoli , presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ser contra a ideia de legalizar o lobby no país. Futuro ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro defendeu nesta quinta-feira a regulamentação da atividade dos lobistas. Projetos de lei sobre o tema tramitam no Congresso.

— Tenho uma tremenda preocupação que a regulamentação do lobby vire um novo caixa 2 no futuro. Caixa 2 no sentido de através de doações de campanha se fazer o locupletamento (de agentes públicos) — argumentou.

A regulamentação do lobby é defendida por entidades representativas de diversos setores econômicos. Moro avaliou, em rápida entrevista em Brasília, que é melhor a prática ser regulada do que feita “às escondidas”. Porém, Toffoli disse que a transparência é a forma correta de combater a corrupção:

— Sou absolutamente contra (regulamentar o lobby), acho antidemocrático. Esses problemas você combate com mais democracia, não com menos democracia. A proibição leva à corrupção, a liberdade leva ao controle.

O presidente do STF ainda comparou a figura do lobista, que se tornaria uma profissão, com a dos despachantes que atuam junto aos departamentos de trânsito para resolver problemas burocráticos dos motoristas.

—Para se relacionar com o Estado vai ter que ter um despachante? — questionou — Multas desaparecem (com os despachantes), veículos que não podem estar na rua andam na rua. Vamos criar despachantes para a nação toda.

O Globo

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Polícia

O que são e como agem as milícias acusadas de matar Marielle Franco

As milícias que atuam no Rio de Janeiro voltaram às manchetes nesta semana com desdobramentos de investigações ligadas à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros na região central da capital fluminense há nove meses.

O general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Estado, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, que Marielle teria sido morta a mando de milicianos. O motivo seria a crença de que a vereadora poderia interferir em interesses relacionados à grilagem de terras na zona oeste do Rio, principal área de atuação destes grupos paramilitares na cidade.

Na quinta-feira (12), foram cumpridos mandados de prisão, busca e intimações nas cidades de Nova Iguaçu, Angra dos Reis e Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Os mandados foram emitidos em inquéritos que correm em paralelo à investigação sobre a morte de Marielle e Anderson e teriam como alvos suspeitos de envolvimento com o crime.

Também foi feita uma operação de busca e apreensão na casa e no gabinete do vereador Marcello Siciliano (PHS). O político estaria envolvido junto com um miliciano no assassinato de Marielle, segundo depoimentos prestados à polícia. Siciliano nega qualquer participação no crime.

A Polícia Civil ainda apura um suposto plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Segundo uma denúncia anônima, um policial militar e comerciantes ligados a milicianos teriam a intenção de matá-lo.

Freixo é o autor do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou a atuação das milícias, em 2008, e que culminou no indiciamento de 226 pessoas por ligações com estes grupos, entre elas vereadores e deputados estaduais.

Até hoje esta CPI foi a maior investigação já feita sobre a atuação de milícias.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, as milícias representam hoje uma ameaça maior do que o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

O que são as milícias?

Milícias são grupos armados irregulares formados muitas vezes por integrantes e ex-integrantes de forças de segurança do Estado, como policiais, bombeiros e agentes penitenciários.

Os milicianos assumem por meio da força armada o controle territorial de áreas ou mesmo bairros inteiros e coagem moradores e comerciantes, segundo definições traçadas pelos pesquisadores Ignácio Cano e Thais Duarte no estudo “No Sapatinho: a evolução das milícias no Rio de Janeiro (2008-2011)”, publicado em 2012.

Estes criminosos se apresentam como uma solução para o problema do tráfico de drogas seja para impedir sua entrada em um determinado bairro, por exemplo, ou como uma forma de expulsar os traficantes dali.

“Estes grupos podem ter 20, 30 ou até 40 membros. São pessoas que de alguma forma têm acesso privilegiado a armas e bons contatos na polícia, o que lhes confere proteção. Eles ocupam uma área sob a justificativa de que proporcionarão a segurança que o Estado não é capaz de fornecer, deixam um grupo armado no local e partem para outras áreas para invadi-las”, diz Michel Misse, diretor do Núcleo de Estudos em Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

As milícias têm como objetivo principal o lucro, obtido a princípio pela cobrança da proteção oferecida nestes locais.

“Eles chegam dizendo que trarão a paz, mas isso tem um preço, que é a taxa de segurança imposta a moradores e comerciantes. Quem se opõe, é morto. Depois, as milícias percebem que podem criar um negócio mais amplo e ampliam o portfólio de suas atividades”, explica o sociólogo José Cláudio de Souza Alves, professor da UFFRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).

O pesquisador diz que atualmente as milícias estão envolvidas na oferta de uma variedade de serviços, como venda de água, gás e cestas de alimentos, transporte clandestino, TV a cabo e internet piratas, roubo e refino de petróleo cru para fabricação de combustível, coleta de lixo e também na apropriação de terras públicas e privadas abandonadas ou sem uso, que são loteadas e vendidas ilegalmente.

Esta última atividade estaria ligada ao crime contra Marielle e Anderson, de acordo com a polícia, porque a vereadora estaria apoiando um grupo que lutava contra o plano da prefeitura para a comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste, de realizar parcerias com construtoras para que elas fizessem obras de urbanização em troca da permissão para construir edifícios de até 12 andares na região.

Rio das Pedras foi uma das primeiras áreas da cidade a ser controlada por milícias. A atuação da vereadora contrariaria os interesses de milicianos, que seriam donos de imóveis no local.

A origem das milícias

Muitas vezes, as milícias são tratadas como uma novidade surgida no Rio de Janeiro nos anos 2000, mas especialistas no tema apontam que suas raízes são mais profundas.

“Quando se cria essa categoria, parece um fenômeno novo, mas foi apenas um novo nome para um tipo de atividade que já existia na Baixada Fluminense [na região metropolitana do Rio] desde os anos 1950, em que grupos de extermínio já agiam como protomilícias e cobravam taxas de comerciantes locais para manter a ordem”, diz Misse.

Alves afirma que, a partir de meados dos anos 1990, estes grupos mudaram de perfil – até então formados majoritariamente por civis, eles passaram a ter entre seus membros cada vez mais agentes públicos de segurança e ganharam força, atuando também na política.

“Com o controle de um território urbano, eles passam a oferecer o acesso a eleitores e vendem votos de áreas inteiras para quem paga mais”, diz o sociólogo.

A socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Cidadania na Universidade Candido Mendes (CESeC) e ex-diretora do sistema prisional do Rio de Janeiro, diz que, em princípio, “havia a crença que estes grupos tinham bons propósitos”.

“Políticos chegaram a transmitir a ideia de que, como a polícia não podia dar segurança, a própria população estava se organizando para fazer isso, mas, com o tempo, ficou claro que eram grupos armados que estavam submetendo comunidades inteiras a um regime de terror e cometendo todo tipo de crimes”, diz Lemgruber.

A CPI de 2008, instaurada após funcionários do jornal O Dia terem sido torturados por milicianos, foi um ponto importante para essa mudança de percepção.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou à BBC News Brasil que, entre 2006 e setembro deste ano, 1709 pessoas foram presas por ligações com milícias.

No entanto, Lemgruber faz críticas ao real efeito da CPI e da atuação do Estado contra estes grupos.

“A CPI mostrou que temos um problema de grandes proporções, durante algum período pessoas foram presas, mas nada foi feito além disso”, afirma a socióloga.

“Algumas medidas simples poderiam ter sido tomadas. As corregedorias das corporações deveriam ter aberto investigações para verificar se agentes suspeitos tinham rendimentos para levar a vida que tinham. Estes grupos precisavam ser sufocados financeiramente, mas isso nunca aconteceu, porque não há interesse. Ou melhor, há muitos interesses escusos entremeados aí.”

A dimensão das milícias

Estudos apontam que as milícias cresceram bastante desde a conclusão da CPI.

Um levantamento do MPE (Ministério Público Estadual) do Rio de Janeiro revelado em abril pelo jornal O Globo mostra que, nos últimos oito anos, as milícias mais do que dobraram sua área de atuação na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em 2010, grupos paramilitares controlavam 41 comunidades e favelas cariocas nesta região da cidade. Hoje, são 88.

Por sua vez, um levantamento do site G1 feito com base em dados do MPE, da Polícia Civil, da Secretaria de Estado de Segurança e do IBGE aponta que, em 2008, as milícias estavam em 161 favelas da região metropolitana fluminense. Dez anos depois, já estão em 37 bairros da cidade e 165 favelas.

Estes grupos teriam 2 milhões de pessoas sob sua influência, em uma área de 348 km², uma expansão ocorrida não só na zona oeste, mas também na Baixada Fluminense e no município de Itaguaí, a 69 km do Rio.

Na avaliação de Alves, da UFRRJ, as milícias representam hoje um perigo maior do que o tráfico de drogas.

“O poder deles é incomparável, têm um portfólio de negócios em sua base e estão dentro do Estado. Eles elegem políticos, o tráfico não. Veja que, para a investigação sobre a morte da Marielle chegar a alguma coisa, foram necessários nove meses. Não sei se isso terá algum resultado, mas mostra o poder que as milícias têm hoje.”

Misse, da UFRJ, concorda que os grupos paramilitares são um problema de segurança pública “mais grave do que o tráfico, porque envolve agentes e ex-agentes públicos”.

“Hoje em dia, há um discurso que legitima esse tipo de atuação, de que isso é algo eficiente para controlar a criminalidade, algo que o tráfico não tem”, afirma.

“As milícias continuam se espalhando e parecem ter um projeto de expansão, de ampliar seu poder por meio da política, conferindo a ela uma proteção por dentro do Estado.”

BBC/G1

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Política

TRE reprova contas do deputado eleito Sandro Pimentel

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) concluiu ontem últimos processos referentes à prestação de contas eleitorais referentes às eleições desse ano e, dentro da pauta, votou pela desaprovação das contas do vereador Sandro Pimentel, que se elegeu deputado estadual pelo PSOL.

A princípio, Sandro poderá ser diplomado e empossado normalmente, mas o caso abre brechas para que o diploma de deputado eleito não seja emitido.

Também foram reprovadas as contas dos candidatos a deputado derrotados Getúlio Batista e Abidene Salustiano. Foram aprovadas com ressalvas as prestações de Nina Souza, Fernando Antônio e Daniel Sampaio.

Opinião dos leitores

  1. O buraco agora é mais embaixo, agora não dá pra comprar os votos dentro das assembleias, daquele jeito……..Kkkkkkk

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Economia

Projetos aprovados após eleições deixarão fatura de R$ 41 bilhões para novo governo

Deputados e senadores deixarão uma fatura de até R$ 41 bilhões para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, em projetos aprovados apenas após as eleições de outubro. Parte da pauta – que inclui novas despesas e renúncias de arrecadação, que vão pesar nos cofres públicos pelos próximos quatro anos – contou com apoio do governo Michel Temer.

Depois das eleições, em que parte do Congresso saiu derrotado, parlamentares aprovaram aumento salarial para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com efeito cascata no funcionalismo público; benefícios para montadoras; reajuste para agentes comunitários de saúde; extensão de benefícios para empresas instaladas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e benefícios para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Além disso, deputados aprovaram nesta semana uma resolução que aumenta o número de servidores sem concurso nos novos gabinetes a partir de 2019, cujo impacto ainda não foi informado. E também discutem subir seus próprios salários, equiparando os valores aos novos vencimentos dos ministros do Supremo.

– Essas pautas são uma lembrança de que o próximo presidente vai ter que enfrentar também esse tipo de problema. Não é só aprovar reformas, mas conter esse tipo de matéria – disse a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif.

Negociado com Temer, o aumento salarial de 16,38% para ministros do STF foi aprovado em novembro. Apenas para a União, o impacto estimado é de R$ 6,4 bilhões em quatro anos, período do mandato de Bolsonaro, que chegou a manifestar “preocupação” com o reajuste.

Nesta semana, Temer sancionou a lei que cria o novo regime automotivo brasileiro, chamado de Rota 2030. Montadoras terão incentivos em troca de investimentos. A renúncia será de R$ 6,6 bilhões em quatro anos. O impacto fiscal causado com a lei só não foi maior porque Temer vetou benesses incluídas pelo Congresso no projeto.

Também nesta semana, a Câmara aprovou a prorrogação, até 2023, de incentivos fiscais para empresas instaladas nas áreas de atuação de Sudam (Norte), Sudene (Nordeste) e Sudeco (Centro-Oeste). O impacto será de R$ 3,5 bilhões por ano, segundo o Ministério da Fazenda. Ou seja, no mandato de Bolsonaro, a perda de arrecadação será de R$ 14 bilhões. Já aprovada no Senado, a proposta está na mesa de Temer para sanção.

O Globo

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Política

“Não posso negar pautas conservadoras como candidato”, diz deputado que quer substituir Maia

Rumo ao quinto mandato como deputado federal, o delegado e pastor João Campos (PRB-GO) tenta aproveitar a guinada conservadora com a eleição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir a presidência da Câmara dos Deputados. “Se eu negasse isso agora como candidato à presidência da Câmara, seria uma negação ao meu mandato”. Campos diz ser favorável ao Estatuto do Nascituro, ao Escola Sem Partido e a uma pauta econômica alinhada à do futuro ministro da Economia: “A reforma da Previdência será prioridade”. Integrante das bancadas da Bíblia e da Bala, Campos critica a segunda tentativa de Rodrigo Maia disputar a reeleição ao comando da Casa. Se for eleito, diz que acabará com a possibilidade de reeleição ao cargo. A seguir, trechos da entrevista de João Campos à ÉPOCA:

ÉPOCA – Qual a base para a sua campanha à presidência da Câmara dos Deputados?

João Campos – A minha base é meu partido, o PRB. A partir do apoio do PRB, estou buscando votos dos deputados, um a um, tanto os atuais quanto os novos, e também de presidentes de partidos e lideranças partidárias.

ÉPOCA – O que o senhor tem colocado aos deputados para convencê-los a votar no senhor?

João Campos – Digo que estou no quarto mandato, que já sou conhecido por aqueles que estão na Casa, de conhecer o rito legislativo, e que tenho compromisso com as pautas eleitas pela sociedade brasileira nas últimas eleições. São pautas que venho trabalhando há algum tempo: o enfrentamento da corrupção, o atuar na segurança pública, as reformas de estado, compreendendo a previdenciária e a tributária, e o pacto federativo. Falo sobre a defesa do Parlamento e os critérios para distribuição de relatorias. Também quero impedir a reeleição de forma continuada, independente da legislatura. Isso quebra um dos princípios da democracia: a igualdade de condições. Não é possível que um candidato tenha de concorrer com alguém que esteja no exercício da presidência. Isso cria uma injustiça tremenda.

ÉPOCA – O senhor se refere ao caso do deputado Rodrigo Maia?

João Campos – Sim, mas não se aplicaria a esta eleição. Seria para o futuro. De qualquer forma, é injusto.

ÉPOCA – Os deputados têm reclamado com o senhor? O fato de o Rodrigo Maia estar tentando sua segunda reeleição incomoda os parlamentares?

João Campos – Não diria um sentimento geral, evidentemente, mas existe, sim. A Casa é composta de políticos que desejam ocupar espaço. A Mesa só tem 12 vagas. Nós somos 513. À medida em que o deputado se perpetua lá, diminui as oportunidades para qualquer um dos 513. Tem muita gente capaz aqui.

ÉPOCA – Isso assegura alguma vantagem sobre Rodrigo Maia?

João Campos – Não, não chega a isso. Eu acho que ele é que tem vantagem em relação a mim e aos outros candidatos. O fato de ele estar no exercício da presidência, por si só, expressa segurança aos interlocutores dele. É um parlamentar já institucionalizado, representa a Casa. Representa uma vantagem em relação aos novos deputados, em tese. Ele é conhecido de todo mundo, dos novos, da sociedade brasileira. Os demais deputados não têm essa possibilidade. O conhecimento que terão acerca do João Campos não é o mesmo que terão sobre o presidente Rodrigo.

ÉPOCA – Ser da bancada evangélica e de segurança pública ajuda a sua candidatura?

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Diversos

Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 42 milhões neste sábado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O concurso 2.107 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) dete sábado (15) em Criciúma (SC).

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

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Política

Já são dois os políticos do RN derrotados nas urnas e “aproveitados” por Bolsonaro

O presidente diplomado Jair Bolsonaro absorveu os atuais deputados Rogério Marinho e Antônio Jácome, dois dos principais nomes da política potiguar, e garantiu a ambos cargos no alto escalão do Executivo. Ambos foram derrotados nas urnas deste ano.

Rogério Marinho assumirá a Secretaria Especial de Previdência e Emprego, cujo nome ainda está sendo definido. Antônio Jácome será secretário-executivo no Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos.

Opinião dos leitores

  1. Esse Rogério Marinho lascou o trabalhador brasileiro. Só apoia empresários e banqueiros. Nas urnas teve a resposta do povo trabalhador. Não deveria jamais compor governo algum, mas como esse Guedes, acusado de corrupção, também é banqueiro, resolveu levar o bichinho incompetente pra equipe dele.

  2. Sim, mas qual é o problema? Gostando ou não, concordando ou não, Rogério Marinho mostrou competência na reforma trabalhista. Tudo que Bolsonaro faça ou deixa de fazer, será sempre criticado pelos que não aceitam a derrota petista. Falaram pq ele não deu um Ministério a Magno Malta ( derrotado nas urnas), agora falam pq Rogério Marinho vai assumir um cargo. Um fato é que JB não foi eleito para agradar a A ou a B, mas para governar o país, colocar os eixos nos trilhos. Se ele vai errar, claro que vai. Os contrariados precisam entender que o eleitor que elegeu Bolsonaro têm plena consciência que não votou num santo e sim num ser humano, um político, que assim como todos os viventes tem milhares de defeitos e inúmeras virtudes. O que conta é a coragem de dizer a verdade e a vontade de fazer um país melhor. Não será tarefa fácil pq além de pegar um país destroçado em todos os aspectos, econômico, moral e ético, conta com o desejo e o empenho da esquerda em querer destruí-lo, não só política e moralmente, como também atentar contra a sua vida.

    1. E o motorista desaparecido? Vai pra o Ministério dos Transportes?

  3. Votei em Bolsonaro como a maioria do povo brasileiro, mas estou vendo que Paulo Guedes já está tornando a vida do presidente eleito um vendaval de críticas devido à essas escolhas. Pensei que a equipe tivesse mais militares, mas estava enganado. Falou-se que não faria alianças, mas está acontecendo o contrário. Políticos pilantras estão entrando aos montes nesta relação. Indignado

  4. Colocar esses dois reprovados nas urnas, realmente é ir contra à vontade popular!
    Atitude na minha opinião reprovável.

  5. Voce nunca teve esperança sr Nasto, dar pra sentir no ar que voce é um dos admiradores do Luladrão e sua corja!!

    1. Uma das maiores provas de que o eleitor do bozonada, não passa de um revoltado contra o governo do PT, sem ideologia nenhuma. Apenas um revoltado.
      O cara votar num sujeito que nunca fez m…nenhuma em mais de vinte anos de vida pública, fez sua campanha baseada em nenhuma proposta concreta, apenas evacuando pela boca o que um monte de idiota revoltado queria escutar só pode dar nessa porqueira que está ai: Nem assumiu ainda e já começa e feder!
      MELHOR JAIR SE ACOSTUMANDO.

    2. Deve ter muitos eleitores arrependidos por votar no velho que se travestiu de novidade.

  6. Já esta errado. Nem começou e já coloca esses Srs. no poder. estou perdendo a pequena esperança que tinha nesse governo. Brasil é Brasil . ( APTOVEITADORES DO POVO BESTA)

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Polícia

Força-tarefa apura denúncias contra João de Deus em seis países

A força-tarefa criada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) apurou denúncias de abuso sexual contra o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, em seis países. Possíveis vítimas procuraram o grupo para denunciar casos de abuso sexual, mesmo vivendo na Alemanha, Austrália, Bélgica, Bolívia, nos Estados Unidos e na Suíça.

Desde o dia 10, quando foi criado o e-mail para receber denúncias de vítimas, 335 mensagens e contatos por telefone foram atendidos. O e-mail específico para essa finalidade é o [email protected].

De acordo com o Ministério Público, as denúncias se referem a possíveis vítimas que estão em Goiás, no Distrito Federal, em Minas Gerais e São Paulo, no Paraná e Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Espírito Santo e Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul, no Pará, em Santa Catarina, no Piauí e Maranhão.

Também já houve levantamento do número de depoimentos coletados em outros estados. Ao todo, foram 30 colhidos pelos MPs de São Paulo, Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Espírito Santo.

Reunião

No esforço de ampliar a integração da atuação do MP e da Polícia Civil no caso, o procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, esteve com o delegado-geral da Polícia Civil, André Fernandes. Mais dois nomes serão incorporados à força-tarefa.

Um deles é o de uma promotora de Abadiânia, cidade goiana onde o médium presta atendimento espiritual, e outro é de uma delegada na força-tarefa criada pelo MP. O grupo era, até então, formado por cinco promotores e duas psicólogas da equipe do MP.

O procurador-geral de Justiça também encaminhou um ofício-circular aos procuradores-gerais de Justiça dos MPs estaduais e do Distrito Federal solicitando a designação de unidades de atendimento para coleta de depoimentos de possíveis vítimas do médium.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. João de DEUS é um danado. Já atendeu até LULA, DILMA, TEMER. E os artistas ?. Será que foram todos CURADOS ? Todos entraram no CORREDDOR estreito sem saída? O BICHO é o BICHO mesmo.

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Judiciário

‘Chegou a hora de a política conduzir país’, diz Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro José Antonio Dias Toffoli, disse ontem no Rio, durante evento comemorativo aos 30 anos da Constituição, que “chegou a hora de a política voltar a conduzir o País e de o Judiciário perder o protagonismo que ganhou nos últimos anos”.

“O Legislativo legisla para o futuro, o Executivo, para o presente, e o Judiciário, o passado. Se tudo vai parar no Judiciário, é porque as outras instâncias falharam. Não pode tudo parar no Judiciário”, afirmou o ministro durante o evento, realizado na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Toffoli sugeriu que sejam criadas outras instâncias de decisões, e apontou como um dos motivos para o predomínio da “judicialização” no País o texto muito longo da Constituição, que, para ele, deveria ser simplificada. Como exemplo, o ministro citou o fato de a greve dos caminhoneiros ter parado no Judiciário, quando poderia ter sido resolvida entre as partes envolvidas no assunto.

“Será que é o Judiciário que tem de decidir greve de caminhoneiro? Ou são os setores da sociedade que têm de decidir? Mas está lá, está judicializado”, afirmou Toffoli. “O Judiciário tem de ser a última fase, e não a primeira.”

Toffoli afirmou que, com isso, o Judiciário ficou muito exposto e chegou a hora de se recolher: “É necessário que nos recolhamos, venho falando muito sobre isso”, disse ele. “Nós não somos zagueiros, somos centroavantes, não podemos ser o superego da sociedade”, afirmou.

Ele informou ainda que, pela primeira vez na história do País, o STF terá uma pauta definida para um exercício completo, e prometeu divulgar na próxima segunda-feira a agenda de 2019. Toffoli saiu sem falar com os jornalistas.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Se os políticos não cometerem crimes, ficaram na política, agora se forem criminosos, tem que serem julgados pelos crime cometido. Só não pode o legislativo, nem o executivo julgar o crimes cometidos pelos políticos

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Política

Assessora de Bolsonaro era personal trainer de celebridades e atendia em horário de expediente

POR ANDREIA SADI

Às cinco da tarde do último dia 20 de abril, atletas e celebridades se reuniram para a inauguração da clínica do Dr. Márcio Tannure, chefe do departamento médico do Flamengo e especialista em medicina esportiva. Entre os convidados, o meia Diego, o ex-jogador Zico e o sambista Dudu Nobre.

Um dos destaques da nova clínica era o equipamento de eletroestimulação muscular e, para mostrar como ele funciona, estava ali a personal trainer Nat Queiroz, representando a equipe de Chico Salgado, treinador de celebridades. A mesma Nat aparece em fotos publicadas em redes sociais por artistas como Bruno Gagliasso e Bruna Marquezine.

Nat Queiroz também atende por Nathalia Melo de Queiroz, que entre dezembro de 2016 e outubro deste ano, era secretária parlamentar lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A informação de que ela atuava como personal trainer ao mesmo tempo em que estava lotada nos gabinetes foi divulgada pelo site o Antagonista e pela Folha de São Paulo.

O nome de Nathalia se tornou público após ela aparecer no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou uma movimentação atípica na conta do pai dela, Fabrício José de Queiroz. Fabrício foi motorista do gabinete de Flávio Bolsonaro até o último mês de outubro.

De acordo com o relatório, Nathalia, que também trabalhava no gabinete de Flávio Bolsonaro, tinha uma renda mensal de R$ 10.502,00 e transferiu, no intervalo de 13 meses, R$ 84.110,00 para uma conta do pai. As informações do Antagonista e da Folha de São Paulo foram confirmadas pelo blog, que obteve mais detalhes.

Em abril, mês da inauguração da clínica, ela ocupava no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados um posto nível SP 20, o que lhe garantia uma renda bruta mensal de R$ 10.088,42, com rendimentos líquidos de R$ 7.733,21.

A função exige pelo menos 40 horas semanais de trabalho, atuando em questões como redação de correspondência, discurso e pareceres do parlamentar, serviços de secretaria e datilográficos, pesquisas e “atividades fins inerentes ao respectivo gabinete”.

O trabalho pode ser feito no estado de onde vem o parlamentar, mas sua frequência é atestada pelo gabinete.

Em entrevista coletiva no último domingo (9), o presidente eleito foi perguntado sobre a função de Nathalia no gabinete e reagiu com irritação. “Ah, pelo amor de Deus! Pergunta para o chefe de gabinete. Eu tenho 15 funcionários comigo”, afirmou na ocasião.

O blog conversou com clientes e empregadores da personal trainer, no Rio de Janeiro. Todos disseram não saber que ela ocupava um cargo no gabinete – alguns até se mostraram chocados com a informação.

Uma cliente que pediu para não ser identificada confirmou ter sido atendida por Nathalia em horário comercial durante algum tempo em 2017 – ela já era secretária parlamentar de Jair Bolsonaro naquele ano. Os atendimentos ocorriam entre 8 e 10 da manhã, mesmo em dias úteis.

Há fotos de Nathalia treinando com clientes no calçadão da praia em redes sociais. Recentemente, Nathalia apagou seu perfil no Instagram.

A personal trainer também aparece em vídeos do aplicativo BTFit, da academia Bodytech, com instruções visuais para exercícios físicos.

De acordo com o Bruno Franco, CEO do BTFit, “Nathalia Queiroz foi uma figurante contratada pela produtora que atendia ao BTFIT. As participações dela foram esporádicas em nossas aulas. Ratificando, ela teve a participação efetivada nos vídeos institucionais através da produtora contratada para realizar as filmagens”.

Na época em que o vídeo foi publicado, Nathalia ainda era lotada no gabinete de Flavio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio.

A Bodytech também confirmou que, entre 2011 e 2012, Nathalia trabalhou como recepcionista em uma das unidades da academia no Rio de Janeiro. Na época, ela já estava lotada no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O blog procurou Nathalia Queiroz, mas ela não retornou o contato da reportagem. O gabinete de Jair Bolsonaro foi procurado e suas respostas serão publicadas aqui quando forem enviadas.

Em nota, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que não há “qualquer ilegalidade ou irregularidade” na atuação de Nathalia Queiroz em seu gabinete.

“Ela foi nomeada no gabinete do deputado Flavio Bolsonaro durante o período de 12 de agosto de 2011 a 13 de dezembro de 2016. A descentralização de gabinetes e funcionários sempre foi permitida mediante a aplicação subsidiária de ato da Câmara dos Deputados e, posteriormente, por Ato da Mesa Diretora da própria Alerj”, diz a nota.

G1

Opinião dos leitores

  1. BG, falar dos escândalos de fora é muito fácil, difícil é falar dos de Guamaré. A compra de votos criminosa que houve eleição suplementar realizada pelo ex-prefeito Hélio e seu pardes. já te enviei até um vídeo e nada. cadê a imprensa deste estado?

  2. Fazia o que todos funcionários do legislativo fazem, e aí está o álibi do funcionário de bolsonaro, movimentava o dinheiro da filha, bem, pela ótica de que os clientes ela eram vips, por certo, pagavam muito bem pelas aulas de personal trainer.

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Saúde

Mais Médicos prorrogam inscrições até a próxima terça (18)

Cerca de 30% dos brasileiros inscritos no programa Mais Médicos para ocupar as vagas dos cubanos não se apresentaram aos municípios de trabalho até a sexta-feira, 14, quando vencia o prazo para que os profissionais comparecessem às cidades escolhidas. A situação fez o Ministério da Saúde prorrogar para a próxima terça-feira a data limite para apresentação.

De acordo com a pasta, dos 8.411 médicos inscritos no edital, 2.520 não compareceram nem iniciaram as atividades nas cidades até as 17 horas de ontem. Outras 106 vagas do edital nem chegaram a ter interessados – a maioria em distritos sanitários indígenas.

Na sexta-feira, o Ministério também anunciou a prorrogação do prazo para que brasileiros ou estrangeiros formados no exterior se inscrevam na segunda fase do edital. O prazo para esse grupo também vencia ontem, mas foi prorrogado até este domingo, 16. Esses profissionais, que não têm registro profissional no Brasil, poderão ocupar as vagas que não tiveram candidatos brasileiros com registro no País.

De acordo com o órgão federal, 8.630 profissionais formados no exterior já se inscreveram no edital. Eles precisam entregar 17 documentos para poder participar do Mais Médicos.

Finalizado o período para apresentação dos brasileiros e de inscrição dos formados no exterior, as vagas remanescentes serão ofertadas de acordo com o seguinte cronograma: nos dias 20 e 21, médicos com registro brasileiro poderão escolher municípios com postos vagos e, nos dias 27 e 28, será a vez dos profissionais brasileiros formados no exterior.

Para os profissionais estrangeiros formados no exterior, a escolha de vagas será nos dias 3 e 4 de janeiro do ano que vem.

Rio Grande do Norte

O edital do Programa Mais Médicos destinou ao Rio Grande do Norte 139 vagas. O número final de médicos inscritos e que se apresentaram aos municípios escolhidos deverá ser divulgado somente na próxima semana.

Em todo o Brasil, foram ofertadas 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

Tribuna do Norte

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