Diversos

Pequenos Imóveis já rendem mais que aplicações financeiras

Com a recente queda da taxa de juros SELIC que atingiu 6,5% ao ano os Imóveis comerciais já começam a bater essa rentabilidade, garantindo aos investidores uma taxa bem mais atrativa.

Em Natal já é possível encontrar Imóveis com boa rentabilidade, principalmente os destinados ao turismo e as locações por temporada, uma diária nesses imóveis está na faixa de R$ 250,00 e pode render em 15 dias de ocupação mensal um faturamento de R$ 3.750,00. Com essa ocupação de 15 dias em um mês e descontando os custos com administração, condomínio, impostos e outras pequenas despesas é possível retirar livre R$ 2.000,00 mensais, como a faixa de preço desses imóveis gira em torno de R$ 178 mil, a rentabilidade beira a taxa de 1% a.m., bem mais do que os 6,5% anuais obtidos pelos investidores na renda fixa.

É possível encontrar imóveis para compra em Ponta Negra que se adequam a essa facilidade, a Nautilus Incorporações tem um projeto em fase de acabamento todo voltado para esse tipo de negócio, o Ilusion Residence tem 122 apartamentos, piscina, área de lazer e restaurante onde cada proprietário pode alugar diretamente sua unidade ou participar do Pool de Locação e deixar a administração do imóvel a cargo da Administradora, é necessário também fazer um investimento em mobília que gira em torno de R$ 15.000,00.

Maiores informações pelo WhatsApp (84) 99982-5790.

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Judiciário

Ação popular contra propaganda do Estado é indeferida por não preencher requisitos legais

O juiz Ricardo Cabral Fagundes, da 2ª Vara de Currais Novos, indeferiu pedido liminar feito por uma cidadã para que o Estado do RN seja forçado a se abster de veicular qualquer tipo de propaganda institucional, enquanto não realizar o pagamento de 100% do funcionalismo, além de abastecer 100 % a rede hospitalar estadual. No julgamento, o magistrado entendeu que a ação não preencheu os requisitos legais inseridos nos artigos 294 e 300 do CPC.

O caso

A autora ingressou com a Ação Popular contra o Estado do Rio Grande do Norte, representado pelo governador Robinson Faria, alegando que o Governo do Estado está veiculando propagandas institucionais em sua maioria visando a promoção pessoal do atual chefe do Executivo estadual com nítido caráter eleitoreiro, haja vista o pleito eleitoral que se avizinha.

A autora da Ação Popular sustentou também que essa publicidade disseminada nos mais variados meios de comunicação configuraria desvio de finalidade, afrontando diretamente o disposto no artigo 37, § 1º, da CF/88.

Alegou que a situação é agravada pelo atual estado de calamidade nas finanças públicas pelo qual passa o Rio Grande do Norte, com o atraso no pagamento dos servidores, assinalando ser desproporcional e desarrazoado que o Estado gaste aproximadamente R$ 14 milhões com publicidade, o que representa dano ao erário público, especialmente diante do alegado desvio de finalidade.

Por fim, pediu, liminarmente, que seja concedida medida judicial a fim de que o Estado do RN seja forçado a se abster de “veicular qualquer tipo de Propaganda Institucional, enquanto não atualizar 100% do funcionalismo, inclusive o décimo terceiro e os consignados de todos os servidores, além dos repasses constitucionais dos poderes constituídos, além de abastecer 100 % a rede hospitalar estadual”.

Decisão

Quando analisou a demanda, o magistrado Ricardo Cabral Fagundes explicou que a Ação Popular é o instrumento jurídico a que a lei põe a disposição de qualquer cidadão em pleno gozo dos seus direitos políticos, a fim de postular que seja declarada em juízo a invalidade de atos que considere lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.

Nesse sentido, considerou que a cidadã conseguiu demonstrar, em um juízo preliminar, a existência dos requisitos necessários para o recebimento da ação judicial. No entanto, quanto ao requisito da probabilidade do direito, o juiz entendeu que mesmo em sede de tutela antecipada é preciso que se colha dos autos prova inequívoca das alegações sustentadas na petição inicial, o que não ficou configurado na hipótese sob exame.

É que apesar de sustentar que as propagandas institucionais veiculadas pelo Estado do Rio Grande do Norte possuem nítido caráter eleitoreiro e de promoção pessoal do atual gestor do Estado, considerou que a petição inicial, nesse ponto, é genérica, pois sequer aponta uma só propaganda para servir como parâmetro de análise, sendo desarrazoada a conclusão apriorística de que todas as publicidades encontram-se maculadas pelo alegado desvio de finalidade.

“Na hipótese dos autos, por exemplo, a autora trouxe colagens dos sítios eletrônicos do Governo do Estado na rede mundial de computadores onde se percebe notícias de inauguração de programas com a presença do Governador, de obras do Governo e visitas a comunidades do Estado, tudo aparentemente dentro da normalidade das propagandas institucionais, principalmente por se encontrarem inseridas dentro do próprio site do Governo do Estado, sendo certo que estão ao acesso apenas daqueles que procuram o referido sítio para informar-se”, comentou o juiz.

Por mais que seja certo que os gastos com a folha dos servidores públicos e com a saúde pública são, de longe, mais essenciais do que as despesas decorrentes de publicidade, considerou que para se justificar uma decisão de impedimento de veiculação de propaganda, deveria ficar demonstrado em um juízo de cognição sumária que a previsão da dotação no orçamento para propagandas foi fixada em patamar tão exorbitante que fere os princípios constitucionais, legitimando o controle judicial da constitucionalidade do ato.

“Mais uma vez, na hipótese dos autos não ficou patente o vício de conteúdo no ato legislativo atacado, pois nesse momento limiar do feito não há elementos suficientes para se aferir se o dinheiro destinado a rubrica da publicidade está muito acima do patamar que o Estado pode pagar, isso considerando, por óbvio, que existe a publicidade de interesse público, conforme já exposto, que é aquela de caráter informativo institucional, de modo que a existência do gasto com publicidade em si não representa afronta aos princípios constitucionais sociais e financeiros, mas sim o seu exagero, o que só pode ser averiguado em conjunto com o restante das despesas aprovadas para o exercício financeiro de 2018”, finalizou o julgador.

(Processo nº 0100731-27.2018.8.20.0103)
TJRN

 

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Polícia

CASO YASMIM – (FOTO): Casa de pedreiro procurado pela polícia é depredada e saqueada

Foto: cedida

 

Moradores do bairro da Redinha depredaram e saquearam a casa de um homem suspeito de ter envolvimento no desaparecimento da menina Yasmin Lorena de Araújo, de 12 anos, que foi vista com vida pela última vez no dia 28 de março. O suspeito, segundo a Polícia Civil, passou a ser procurado após um corpo ter sido encontrado na tarde dessa terça-feira (24) enterrado dentro de uma casa que fica na mesma rua a menina mora. O imóvel depredado fica ao lado da residência onde mora a família de Yasmim. Móveis, eletrodomésticos, e até uma pia inteira foram levados pelas pessoas que invadiram a casa. Os cômodos ficaram revirados e pichações foram feitas nas paredes da residência, conforme imagem acima.

Diante de todas as evidências e investigações avançadas, a polícia acredita que o corpo seja o de Yasmim. Contudo, em razão do avançado estado de decomposição, a identificação ainda não foi oficialmente confirmada. Na ação policial, um segundo suspeito foi preso e indiciado por ocultação de cadáver.

 

Opinião dos leitores

  1. Não tenho a menor dúvida de que muitos dos que aí moram,m inclusive os pais, já desconfiavam do que tinha acontecido, ou do envolvimento de vizinhos da vítima no crime. Preferiram se omitir, e agora, vomitam sua ignorância e covardia.

  2. O problema do Brasil é o brasileiro… aproveitam um crime para ROUBAR, SAQUEAR, DEPREDAR…

  3. Pela escrita na parede você logo percebe o nível de escolaridade dos moradores dessas comunidades, não tem como o estado e o pais querer diminuir os índices de violência com esse tipo de nível de ensino não.

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Política

(VÍDEOS) – Rogério Marinho: “Sindicatos pelegos perderam a boquinha”

A modernização das leis trabalhistas voltou a ser tema de debate no plenário da Câmara dos Deputados na noite dessa terça-feira (24). Na oportunidade, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), que foi relator da matéria na Casa, defendeu a nova legislação e criticou os parlamentares que difundem “mentiras” sobre o assunto com objetivo político.

“Os presidentes de sindicatos pelegos perderam a boquinha. E, como perderam a boquinha, estão simplesmente irresolutos, irresignados”, disse Rogério em referência ao fim do imposto sindical obrigatório, que passou a ser opcional com a modernização da lei.

O tucano ainda destacou a queda de quase 50% no número de ações trabalhistas no Brasil e completou: “o único direito que foi retirado foi o de mentir, que, infelizmente, se mantém no plenário desta Casa. Pelo direito e pela prerrogativa da condição de Parlamentar, é possível continuar mentindo de forma reiterada”, disse em reação a críticas de deputados do PT.

Rogério Marinho relembrou ainda a “implosão dos princípios macroeconômico brasileiros no Governo do PT”. De acordo com o parlamentar, “o PT destroçou a maior empresa do Brasil, que é a Petrobras, assaltou fundos de pensão e destruiu a economia. E o povo brasileiro pagou essa fatura ao longo dos últimos dois anos. A pior recessão da história econômica do país nós devemos ao PT”.

Opinião dos leitores

  1. O objetivo dessa mudança nunca foi reduzir o papel dos sindicatos pelegos. Até porque esses sindicatos são estruturas que dão suporte aos patrões e aos gestores. Até porque os sindicatos podem e tem autonomia para aprovarem taxas pra compensar essas percas.

    O objetivo da alteração da CLT foi unicamente beneficiar as empresas mais ainda. Maria Bridi especialista diz exatamente isso. "Com a reforma trabalhista, o poder do empregado fica reduzido a pó" FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/02/sindicatos-aprovam-novas-taxas-para-compensar-fim-de-imposto-sindical.html

  2. A Sociedade tem que lutar com unhas e dentes para dar fim a esse famigerado FORO PRIVILEGIADO , que só serve par dar abrigo a políticos canalhas e inescrupulosos da pior espécie que ficam arrotando honestidade. Nojo desses hipócritas !!!

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Diversos

Câmara Municipal de Natal tenta solucionar problemas e implantar central de libras

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Câmara Municipal de Natal se reuniu nesta terça-feira (24) para tratar da Central de Libras que deveria ter sido implementada no Rio Grande do Norte deste 2013, mas que até hoje nunca foi implementada mesmo com o recebimento dos equipamentos.

A Central de Libras foi um equipamento público desenvolvido dentro do Plano Nacional da Pessoa com Deficiência para dar suporte aos surdos no atendimento de serviços básicos como, por exemplo, atendimentos médicos. A secretária-geral da Associação dos Surdos de Natal (Asnat), conta que esses problemas são constantes porque os profissionais não conseguem se comunicar com os surdos e que a central resolveria o problema disponibilizando um intérprete para acompanhar o surdo.

“Faz cinco anos que esses equipamentos estão aí e não foram utilizados. A Câmara está de parabéns por discutir esse tema. A central é importante para resolver isso. O dia a dia desse pessoal é muitíssimo complicado, mesmo levando um familiar, porque em alguns lugares não é permitido o acompanhamento. A pessoa fica sem se comunicar. É uma realidade que é enfrentada todos os dias. Essa Central é uma solução para esse problema e esperamos que realmente saia”, contou.

Os equipamentos a que se refere a representante da Asnat são dois carros e dois pacotes de equipamentos que incluem mobiliário e computadores. Esses equipamentos foram adquiridos em 2013, quando o Governo do Estado assinou um convênio aderindo ao Plano Nacional da Pessoa com Deficiência. Em contrapartida, caberia ao ente público ceder o local para funcionamento e o intérprete. O primeiro órgão que recebeu os pacotes foi a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), que entendeu que os serviços deveriam ser prestados pela Secretaria de Estado de Educação (Seec), que, por sua vez alegou que não poderia assumir. O caso foi devolvido para União, que devolveu para o Município, que entregou o caso para Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas), que até hoje não colocou em prática.

Nenhum titular de secretaria esteve presente na reunião da Comissão, mas a coordenadora para Integração da Pessoa com Deficiência (Corde) Tânia Scarsamella, explicou que os serviços não são integrados e espera que a reunião da Comissão sirva para unir os entes público no sentido de resolver o problema e colocar as centrais de libra em funcionamento em breve, Ela preferiu não dar prazos

“O que acontece é que os serviços não são integrados. A gente precisa integrar educação, com a assistência social e a Corde. A gente não pode responsabilizar apenas uma secretaria. Temos que nos unir. Onde tem intérprete? Na Secretaria de Educação. Quem pode dar apoio? A Assistência Social. Quem pode promover a política pública? A Sejuc, através do Corde”, esclareceu.

Quem participou dos debates foi a presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), central de libras que funciona na Paraíba. Ela também reforçou a necessidade da união do poder público com as entidades que representam os surdos para solucionar o problema. Ela lembrou que na Paraíba a união permitiu a instalação de quatro centrais desde a adesão ao Plano Nacional.

“Temos que parabenizar a iniciativa da Câmara de trazer essa discussão no sentido de dar encaminhamento à central de libras que já foi adquirida, masque só precisa de um enterimento para que ela se efetive. Na Paraíba temos uma experiência muito exitosa. É um espaço simples, mas que tem uma relevância social muito grande. Acreditamos aqui no Rio Grande do Norte o diálogo venha a resolver. O que precisa agora é ver do ponto de vista legal como os equipamentos chegaram, onde estão e fazer um termo para que, quem puder assumir, realmente coloque em funcionamento. Tenho certeza que o Estado e Natal conseguirão”, declarou.

A vereadora Júlia Arruda, presidente da Comissão, elogiou o debate promovido pela Casa e adiantou que a frente de trabalho vai continuar os debates no dia 8 de maio no sentido de solucionar o problema de colocar a Central de Libras em pleno funcionamento.

“Importantíssima essa reunião da pessoa com deficiência pra tentar elucidar um caso que se arrasta desde 2013, quando o Estado assinou um convênio aderindo ao Plano Nacional da Pessoa com Deficiência, disponibilizando carros equipamentos para implementação dessas centrais de libras. Aconteceu que a Sejuc passou para Educação, que passou para o Município, na Secretaria de Assistência Social, que também não demostrou interesse. Queremos saber de quem é a responsabilidade e o que é que está faltando para funcionar. Nós iremos até a última instância para ver essa central em funcionamento”, avisou.

Os vereadores Nina Souza (PDT), Carla Dickson (PROS), e Franklin Capistrano (PSB) também participaram da reunião. Todos lamentaram o fato de os carros e equipamentos estarem parados aguardando a implantação e acreditam que o caso avançará no próximo encontro. A vereadora Carla, inclusive, disse que convidou pessoalmente a secretária Ilzamar Pereira, titular da Semtas, para participar da reunião do dia 8 de maio. Os demais secretários envolvidos também serão convidados.[

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Diversos

TRT-RN: Precatório de R$ 1,1 milhão do DETRAN será aplicado em segurança pública

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (DETRAN/RN) assinou acordo, durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), para quitação de um precatório no valor de R$ 1 milhão e 100 mil.

A audiência foi presidida pelo juiz auxiliar de Conciliação e Negociação de Precatórios do TRT-RN, Michael Knabben e contou com a participação da procuradora Ileana Neiva Mousinho, do Ministério Público do Trabalho, e do chefe da procuradoria do DETRAN/RN, Marco Antônio Medeiros.

O valor será pago pelo DETRAN em três parcelas, sendo as duas primeiras de R$ 366 mil, em maio e junho e a última, de R$ 368 mil, em julho deste ano.

Esses recursos serão aplicados na reforma de delegacias e no aparelhamento da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Norte.

Histórico

O precatório conciliado pelo TRT-RN é resultado de uma ação civil pública de 2014, que condenou o DETRAN ao pagamento de indenização pelo dano moral coletivo causado por seu programa de estágio.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, o DETRAN contratou estagiários para suprir sua falta de servidores e não realizar concurso público, muitas vezes com risco à saúde e segurança dos estagiários.

Em 2015, a contratação de estagiários foi reconhecida pela Justiça do Trabalho e o DETRAN foi condenado a pagar R$ 900 mil por dano moral coletivo.

Como o órgão não efetuou o pagamento, a dívida foi corrigida e inscrita em precatório com prazo de vencimento em dezembro deste ano.

Opinião dos leitores

  1. Vixi!!! Uma ação dessa Procuradora vai servir para o governo aplicar dinheiro em segurança pública, que poderá gerar benefícios para a sociedade? não era ela que era acusada de exterminadora de empregos?

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Finanças

Atos que motivaram reprovação das contas de Robinson livraram Rosalba no TCE

Ciro Marques / AGORA

Dois pesos e duas medidas. Essa é a impressão que se tem das decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE) quando são observados os atos da gestão Robinson Faria (PSD), e que teriam motivado o parecer pela reprovação das contas dele, mas não as do último ano da gestão Rosalba Ciarlini, apesar de serem idênticos – em alguns casos, até mais graves durante a administração da ex-governadora. A comparação foi feita pela Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) e constam em relatório apresentado ao TCE com o objetivo de reverter (sem sucesso) a decisão.
Dentre os pontos apresentados pela Seplan que foram iguais na gestão de Robinson e de Rosalba (aprovadas com ressalvas pela Corte de Contas), estão a abertura de créditos adicionais suplementares; as despesas com pessoal acima do limite legal; e o registro de despesas pagas sem orçamento, constituindo o chamado “pagamento por ofício”. Detalhe que este caso é considerado um dos mais graves do exercício de 2016, eles foram duas vezes maiores em 2014.

Segundo o relatório da Seplan, no último ano da gestão Rosalba esses supostos pagmentos por ofício representaram um montante de R$ 161 milhões, enquanto no segundo ano da gestão Robinson foram apenas R$ 68 milhões. “Irregularidades indicadas como graves, especialmente no último ano de mandato, exaustivamente demonstradas no relatório técnico sobre a PCA 2014, elaborado pelo TCE RN e não encontram correspondência com os fatos enumerados pelo Tribunal em face das contas relativas ao ano de 2016”, apontou o relatório da Secretaria de Planejamento.

Contudo, nem só na comparação entre Robinson e Rosalba o relatório técnico da secretaria foi construído. O material também explicou aspectos que foram considerados irregulares pelo TCE, mas apontados como corretos e previstos pelo Governo. Exemplo: os créditos suplementares, que teriam representado um montante de R$ 131 milhões em 2016, sem comprovação de efetivo excesso de arrecadação da gestão Robinson.

A Secretaria Estadual de Planejamento lembra ainda que o governador Robinson Faria não é ordenador de despesas “cabendo as autoridades delegadas os atos específicos de execução, inclusive, com a escolha dos meios hábeis a implementação a ação governamental”. E mesmo que fosse, parte das irregularidades condenadas pelo TCE são consequentes da conjectura nacional, conforme apontou a própria secretaria do Tesouro Nacional, a STN.

“O desequilíbrio fiscal não é consequência de atos praticados pela atual gestão governamental, a qual não teria dado causa às adversidades conjunturais nem poderia ser responsabilizada pelo grave desequilíbrio atuarial do regime próprio de previdência dos servidores estaduais, realidade local que reflete a questão nacional da Previdência Social do Serviço Público, cuja mudança exige, como sabido, reforma da Constituição Nacional”.

Nessa cota que não poderiam culpar o governador, inclusive, estariam as despesas com pessoal acima do limite legal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Mesmo exonerando-se a totalidade dos cargos comissionados, seria ainda necessária a demissão de 30% dos servidores ativos para que o Estado se enquadre nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, apontou o relatório da Seplan.

Opinião dos leitores

  1. Com certeza tem as MÃOS do Alves e Maia por traz, são um CANCER dessa capitania, acorda povo temos que erradicar esse pessoal da política e a hora é agora, realmente os candidatos são fracos, mas não podemos colocar no comando do estado que estava na prefeitura, que durante anos comandando Natal deixa a cidade na mesma, um exemplo quando chove os mesmos pontos de problemas continuam, fora o atraso que é essa cidade.

  2. Sem querer defender Governador A,B ou C, mas todos que tem um mínimo de discernimento sabem que o que está em jogo é pura e simplesmente a eleição de outubro. NINGUÉM está preocupado com moralidade nas contas públicas, mas sim nos seus próprios interesses obscuros.
    A Sociedade tem que ficar de olhos abertos a esse jogo sujo.

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Cultura

PGR dá parecer a favor de queixa-crime de Caetano Veloso contra Marco Feliciano

Leo Aversa

Raquel Dodge decidiu pelo recebimento da queixa-crime proposta por Caetano Velosono STF por difamação contra o deputado Marco Feliciano.

A ação foi aberta em dezembro, depois que Feliciano o chamou de “pedófilo”.

O motivo da ofensa foi a defesa feita por Caetano da performance realizada em setembro de 2017 no MAM-SP. Nela, um dos atores se apresentou nu e foi filmado sendo tocado na perna por uma criança. A partir daí, Feliciano fez posts em redes sociais e gravou vídeos ofendendo Caetano. Num deles, chegou a dizer:

— Em inúmeros sites na internet você vai encontrar ele dizendo que tirou a virgindade de uma menina de 13 anos de idade na festa de 40 anos dele. Todos sabemos que isso é crime, é estupro de vulnerável, é pedofilia…

A PGR diz que neste caso está caracterizado o “crime de difamação” e que a imunidade parlamentar não inclui esse tipo de manifestação.

O processo terá Luís Roberto Barroso como relator.

Ticiano Figueiredo, advogado de Caetano, comentou a decisão de Dodge, usando títulos de músicas conhecidas do compositor:

— Nessas horas Raquel mostra que “é linda”, que esse caso não é “qualquer coisa”, que Feliciano não ficará berrando como um “leaozinho” tampouco fará um “panis et circensis” no Congresso nem em “Sampa”. Eis o encontro da mais “fina estampa”, da “beleza pura” do direito. Nessas horas eu vejo que a PGR “não me ensinou a te esquecer” e agora, com “odara” vamos aguardar o julgamento, esperando colocar fim a essas agressões infundadas, desproporcionais, contra pessoas tão queridas!

LAURO JARDIM

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Política

IBOPE: Bolsonaro lidera na frente de Alckmin em São Paulo. Barbosa se destaca

Pesquisa Ibope/Band feita apenas com eleitores do Estado de São Paulo mostra que, nos cenários sem o petista Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente Michel Temer, a disputa pela Presidência fica embolada entre os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL)Geraldo Alckmin (PSDB) e, mais abaixo, Marina Silva (Rede) e Joaquim Barbosa (PSB).

No primeiro cenário sem Lula, no qual o presidente Michel Temer aparece como candidato do MDB, Bolsonaro e Alckmin dividem a liderança entre os paulistas, com 16% e 15% das intenções de voto, respectivamente. Marina aparece a seguir, com 11%. Como a margem de erro é de três pontos porcentuais, a candidata da Rede pode ter até 14%, no máximo, e Bolsonaro, 13%, no mínimo. É preciso considerar, portanto, um triplo empate técnico na liderança, embora seja estatisticamente muito improvável que Marina esteja de fato na frente.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que ainda não confirmou se será mesmo candidato, aparece com 9% das preferências, empatado tecnicamente com Marina e com Alckmin. Como possível candidato do PT no lugar de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad aparece apenas no terceiro escalão da pesquisa, com 3%, junto a Ciro Gomes, do PDT, com 4%, e Temer, do MDB, com 2%.

Nada menos que 26% dos paulistas anunciam a intenção de votar nulo ou em branco com essa combinação de candidatos na urna. O Ibope analisou ainda um cenário sem Lula e sem Temer, e com Haddad e Henrique Meirelles como candidatos pelo PT e pelo MDB, respectivamente. Nesse caso, Alckmin e Bolsonaro empatam numericamente, com 15%. Marina, com 12%, e Joaquim Barbosa, com 10%, são listados a seguir. A taxa de brancos ou nulos atinge 25% – equivalente a um em cada quatro eleitores.

Nos dois cenários em que Lula é incluído no cartão com o nome de candidatos, o ex-presidente é quem aparece como líder, com 20% a 22% das intenções de voto. Em um desses cenários, Alckmin e Bolsonaro a seguir empatados, com 14%, seguidos de Marina e Barbosa, ambos com 9%. No outro cenário com o ex-presidente, os pré-candidatos do PSL e do PSDB ficam com 14% e 12%, respectivamente.

Metodologia

O Ibope entrevistou ao todo 1.008 eleitores do Estado de São Paulo entre os dias 20 e 23 de abril. A margem de erro máxima do levantamento divulgado na sexta é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. O contratante foi a TV Bandeirantes.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo SP-02654/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00314/2018.

Opinião dos leitores

  1. Lula e Dilma sempre perderam no Sudeste. Isso não quer dizer nada, kkkkkk. É melhor JAIR SE ACOSTUMANDO a perder o cargo de deputado federal após a derrota eleitoral.

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Judiciário

Vão apagar o Moro dos vídeos?

Será que o trio da Segunda Turma que mandou retirar da alçada de Sergio Moro os trechos da delação da Odebrecht que citam Lula vai determinar que se apague o juiz Sérgio Moro dos vídeos de depoimentos de delatores como Marcelo e Emílio Odebrecht?

Sim, porque foi Moro, de cuja alçada as revelações saem agora, quem colheu grande parte dos depoimentos. E agora? Editam-se as fitas?

BR18 / ESTADÃO

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Jornalismo

Ex-assessor relata transporte de malas de dinheiro para o senador Ciro Nogueira

O ex-assessor do senador Ciro Nogueira (PP-PI) José Expedito Rodrigues relatou à Polícia Federal que transportou por várias vezes bolsas e malas com dinheiro para o presidente do PP e para o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), conhecido como Dudu da Fonte. Os dois parlamentares foram alvo de busca e apreensão nesta terça-feira, 24, por supostamente ameaçar o ex-funcionário para que ele mudasse a versão de seus depoimentos aos investigadores.

O serviço prestado como transportador de valores ilícitos, segundo o ex-assessor, era custeado com o salário na Câmara dos Deputados. “Que o declarante não recebia nenhuma comissão para o transporte de valores, esclarecendo que o desempenho dessa tarefa ficava por conta do salário que recebia como assessor da Câmara dos Deputados”, diz o registro do depoimento de Rodrigues.

No depoimento, de outubro de 2016, Rodrigues afirmou que trabalhou para os dois parlamentares e que por duas vezes transportou valores dentro de bolsas no trajeto entre São Paulo e o Piauí. Em uma dessas viagens, o ex-assessor disse que levou R$ 150 mil da capital paulista para Teresina e entregou diretamente na casa do senador.

No depoimento, anexado a um dos inquéritos que investigam o senador no Supremo Tribunal Federal, Rodrigues declarou também que transportou dinheiro em espécie de Brasília para Teresina. Nesses casos, as entregas foram feitas em um shopping para uma pessoa ligada ao presidente do PP, segundo relatou.

Outro destino das entregas realizadas pelo ex-assessor do senador foi no Rio. “Que se recorda de ter transportado R$ 100 mil desde o Rio de Janeiro/RJ dinheiro que foi recebido de Ciro Nogueira e entregue a Julio Arcoverde, em Brasilia.” Essa entrega, de acordo com o ex-funcionário, foi no apartamento na 311 sul, em Brasília, onde residia Dudu da Fonte.

Em outra viagem entre São Paulo e Rio para entrega de valores ao senador, o ex-assessor disse que ao chegar à capital fluminense descobriu que “havia maços de dinheiro nas malas, em meio às roupas e calçados” que ele transportava em uma Pajero Full que seria do senador e do deputado.

“Que Ciro Nogueira também mantinha no Rio de Janeiro um imóvel situado na Av. Vieira Souto, o qual dividia o aluguel com Eduardo da Fonte. Que o declarante foi até esse imóvel diversas vezes, algumas delas com o propósito de apanhar valores para serem transportados”, disse.

José Expedito Rodrigues não foi localizado pelo Estado.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Judiciário

‘A 2ª Turma do STF abriu a porteira para estancar a sangria da Lava Jato’

A principal fonte de insegurança jurídica no País hoje é o Supremo Tribunal Federal.

Dia após dia, a Corte apresenta ao País um cardápio de decisões que têm base não na Constituição, por cuja aplicação tem o dever de zelar, mas em “sentimentos” ou “evoluções” de pensamentos de seus ministros ao sabor das circunstâncias.

Foi assim, sem maiores preocupações com decisões recentes de sua própria lavra, que os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes justificaram a reviravolta de ontem na Segunda Turma, quando decidiram tirar de Sérgio Moro a possibilidade de usar provas advindas das colaborações de oito delatores da Odebrecht concernentes a dois processos contra o ex-presidente Lula.

Dias Toffoli, autor do voto que abriu a porteira para a virada de mesa, começa a peça lembrando que os embargos da defesa de Lula contestam decisão unânime da própria Turma – que, por sua vez, confirmara decisão monocrática do relator, Edson Fachin.

“O inconformismo deve ser acolhido”, acha, agora, Toffoli. Foi seguido por Lewandowski e Gilmar. O último, por sua vez, chegou à sessão, atrasado, para desempatar a questão. Isso depois de aventar, em evento da revista Veja, em São Paulo, outras duas brechas que poderiam levar à melhora da situação judicial de Lula.

Disse Gilmar ao fim da sessão da Turma que não sabia a extensão das implicações da decisão que acabara de tomar (!), mas reconheceu que ela dá margem a novos recursos da defesa de Lula para retirar de Moro não só o acesso às provas, mas os próprios processos.

Caminho, diga-se, que o advogado Cristiano Zanin já anunciou que vai percorrer. Para ele, a decisão de três ministros da Segunda Turma comprova “o que sempre foi dito” pela defesa de Lula: que o caso do ex-presidente nada tem a ver com a Lava Jato.

A decisão da Segunda Turma não abre brecha: escancara a porta para tentar passar essa tese. Que pode ter implicações, inclusive – e certamente Gilmar Mendes não ignora isso – sobre a condenação de Lula no caso do triplex.

Se faltava à defesa uma nulidade processual a ser alegada – e os nove advogados do petista gastavam laudas e laudas no palavrório da perseguição política e tribunal de exceção justamente pela falta desse caminho – agora não mais.

Basta dizer que a sentença de Moro, confirmada pelo TRF-4 e mantida pelo STJ e pelo STF, se baseou em provas que agora o próprio Supremo, por meio da trinca da Segunda Turma, manda suprimir de Curitiba. E a decisão de ontem é tão mal ajambrada que, depois de ver cabimento no “inconformismo” da defesa, Toffoli fica no meio do caminho e não tira de Moro os processos contra o petista. Só os esvazia das provas.

Se isso não significa abrir uma fenda de insegurança jurídica capaz de ameaçar todo o legado da Lava Jato, o que significa então? O tribunal que tem como missão uniformizar os entendimentos judiciais ignora suas próprias decisões e as das demais instâncias e promove um fuzuê no caso que mais mobiliza o País.

Diante da perda de força da tese de rever a prisão após condenação em segunda instância, com o voto dado por Rosa Weber no sentido de que é cedo para se rever jurisprudência tão recente, os ministros da Segunda Turma resolveram abrir outras formas para reverter a prisão de Lula.

Conseguiram encaçapar uma bola capaz não só de soltá-lo, mas de abalar os alicerces da Lava Jato. Não por acaso, a jogada mira a testa do símbolo da operação: Moro. Ao negar a relação entre delações como a da Odebrecht e o petrolão – ainda que essa ligação esteja amplamente confirmada em depoimentos em vídeo de nomes como Marcelo Odebrecht –, a Segunda Turma abriu a porteira para tentar estancar, finalmente, a sangria da Lava Jato.

POR VERA MAGALHÃES / ESTADÃO

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Judiciário

Supremo impõe derrota a Moro em ações sobre Lula

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs nesta terça-feira, 24, uma derrota ao juiz federal Sérgio Moro, ao decidir retirar dele menções da delação da Odebrecht ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato – que tratam do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula. Os documentos serão encaminhados à Justiça Federal em São Paulo, por decisão da maioria formada pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Os três mudaram de posição em relação a um julgamento de outubro do ano passado.

Relator do caso, o ministro Edson Fachin e o decano Celso de Mello votaram para que as citações a Lula nas colaborações de oito delatores da Odebrecht continuassem com Moro.

A decisão da Segunda Turma pode levar a defesa do ex-presidente, preso desde o início do mês em Curitiba pela condenação no caso do triplex no Guarujá, a contestar a competência de Moro para continuar no comando das investigações sobre o sítio de Atibaia e o suposto pagamento de propina pela Odebrecht por meio da compra de um terreno onde seria sediado o Instituto Lula. O ex-presidente já é réu nessas duas ações, que começaram antes da celebração do acordo de delação dos ex-executivos da Odebrecht.

O ministro Gilmar Mendes disse que a defesa do petista pode entrar com recursos para retirar de Moro processos contra o ex-presidente sob a alegação de que não envolvem fatos diretamente relacionados ao esquema de corrupção na Petrobrás. “Poderá haver recursos em relação a processos que estão lá com o Moro sob o argumento de que não se trata de Petrobrás, isso pode vir até aqui (ao Supremo) em outro contexto”, afirmou Gilmar ao fim da sessão.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que a decisão da Segunda Turma impõe a remessa das ações que tramitam na capital paranaense para São Paulo.

A Procuradoria-Geral da República informou que irá aguardar o envio dos autos para avaliar se vai recorrer da decisão. Em fevereiro deste ano, a PGR pediu que a Segunda Turma rejeitasse o recurso de Lula, e defendeu a manutenção dos trechos da delação com Moro.

Na colaboração, o patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht, citou uma reunião com Lula no Palácio do Planalto, no fim de 2010, no término do segundo mandato, para confirmar que as obras do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), ficariam prontas no mês seguinte. Os delatores disseram que executaram uma reforma de R$ 1 milhão na propriedade a pedido da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

A Lava Jato sustenta que o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, é patrimônio oculto do ex-presidente Lula, registrado em nome de dois sócios de seus filhos. Lula nega.

Essa não é a primeira vez que termos de delação da Odebrecht relativos a Lula são tirados de Moro para serem enviados a outro juízo. Em junho do ano passado, Fachin determinou a remessa para a Justiça Federal em São Paulo de delações da Odebrecht envolvendo o ex-presidente Lula e seu filho Luís Cláudio Lula da Silva.

Os trechos das delações da Odebrecht sobre as ações envolvendo o sítio e o instituto foram remetidos a Moro em abril de 2017 por Fachin. Em outubro, a Segunda Turma rejeitou, por unanimidade, recurso do petista, mantendo a decisão de Fachin.

ESTADÃO / FAUSTO MACEDO

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Avião colide com pássaro e passa mais de uma hora sobrevoando o Recife

Um avião que saiu do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre em direção a Brasília, no Distrito Federal, colidiu com um pássaro e teve que passar uma hora e 42 minutos voando em círculos sobre a capital pernambucana na tarde desta terça-feira (24). Segundo a Latam Airlines Brasil, responsável pelo voo, a aeronave precisou retornar ao terminal aéreo por causa da colisão com o animal.

Ainda de acordo com a companhia aérea, o voo JJ3990 decolou às 15h05 e, nas proximidades do aeroporto, localizado na Zona Sul do Recife, colidiu com um pássaro. Com isso, a aeronave retornou ao terminal, onde aterrissou às 16h47.
Um dos passageiros que estavam no voo no momento da decolagem, o empresário Luis Almeida Neto viajava com a mãe para visitar uma irmã no Distrito Federal, quando foi surpreendido pela notícia de que teria que voltar ao Aeroporto do Recife. Segundo ele, tanto o voo quanto o pouso foram tranquilos.

“Logo após a decolagem, senti uma diferença no barulho, mas não dei importância. O comandante nos comunicou que o avião tinha colidido com um pássaro e teríamos que dar algumas voltas para gastar combustível e voltar ao solo. Ele acionou o trem de pouso para aumentar o consumo de combustível nas voltas e, depois de mais de uma hora voando, pousamos tranquilamente”, contou Luis.

 

G1

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Política

Peritos acham novos fragmentos de projéteis no carro onde Marielle e Anderson Gomes foram assassinados

O carro onde estavam Marielle Franco e Anderson Gomes na noite em que foram mortos passou por nova perícia nesta terça-feira (24). Peritos encontraram novos fragmentos de projéteis no veículo.

O material agora será comparado a balas de calibre 9mm encontrados na cena do crime para saber se pertencem a esses projéteis ou se é oriundo de tiros de outro calibre.

O veículo foi levado da Delegacia de Homicídios da capital, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, para o Instituto Carlos Éboli, no Centro, na manhã desta terça-feira (24). Parte do carro teve que ser desmontada para que os novos fragmentos fossem encontrados. Uma primeira análise foi feita no local do crime, há 41 dias.

Marielle e Anderson foram mortos a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio, por volta das 21h30 do dia 14 de março. De acordo com a polícia, criminosos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam.

Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. Anderson foi atingido nas costas por três balas. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada. A perícia constatou que os tiros entraram pela parte traseira do carro.

G1

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Judiciário

MPRJ pede à Justiça que sejam soltos 138 dos 159 presos em operação contra a milícia

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, requereu à Justiça a revogação da prisão preventiva de 138 dos 159 presos numa festa, no último dia 7 de abril, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com o MPRJ, não há, até o momento, provas efetivas que permitam o oferecimento de denúncia contra eles. Por isso, o órgão defende a permanência na cadeia de 21 suspeitos e pede a liberdade para 138 presos.

No entanto, o texto do pedido de liberdade deixa claro que não há nenhuma ilegalidade na ação policial, tampouco na decisão da Justiça que determinou a prisão dos 159 participantes da festa.

O pedido foi feito com base num levantamento da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) sobre a situação de todos os presos na madrugada do dia 7 na Operação Medusa.

Mas segundo a Draco, 138 deles não têm anotações policiais sobre participação com milicia, nem investigações ou inqueritos em andamento. A Draco não deu informações sobre os outros presos.

Para o MPRJ, de fato, havia integrantes no local do primeiro escalão da milícia que controla o crime organizado na região, o que se comprova pela troca de tiros iniciada pelos criminosos contra a Polícia Civil, quando os agentes iniciaram a operação.

Segundo as investigações, além de disparos partidos de homens que estavam na portaria da festa e de um carro com três ocupantes estacionado na porta, parte dos tiros partiu também de dentro do local do evento, o que atesta que havia criminosos no interior.

Dentro da festa, os policiais encontraram ainda diversos fuzis e pistolas, além de uniformes privativos das forças de segurança pública, material notoriamente utilizado por grupos milicianos. Para o MPRJ, os fatos justificam o auto de prisão em flagrante lavrado pelos policiais e a concessão da prisão preventiva, autorizada em audiência de custódia no dia 9 de abril.

Após análise mais detalhada das provas, da conduta dos suspeitos e realizadas investigações, no entanto, o Ministério Público fluminense entende que para os presos contra os quais não há provas suficientes para oferecimento de denúncia, deve-se revogar a prisão preventiva.

Dezessete dias depois da operação, as famílias dos suspeitos de envolvimento com a milícia em Santa Cruz as famílias disseram ter mais esperanças de ver os parentes inocentes fora da cadeia.

Stefani Oliveira, esposa do preso Carlos Andre da Silva de Souza, disse que estava com o marido na hora da prisão, e que, desde então não viu mais o esposo.

“Os policiais entraram atirando, foi aquela correria e ,desde aquele dia, eu não vejo o meu esposo. Fomos ao show … Chegando lá, compramos nosso ingresso, entramos, fomos revistados. Em momento nenhum eu vi arma. Ficamos curtindo o show até acontecer tudo o que aconteceu”, contou.

Adriana Cunha Matos só não estava ao lado do filho Felipe Matheus da Cruz na hora em que ele foi preso porque desisitu de ir ao show na última hora.

“A gente estava em casa, preparando o churraco dele [de aniversário] que seria no sábado, no dia 7, quando ele recebeu zap de amigos convidando para ir ao show. É um grupo que até mesmo eu gosto. Não fui porque minha irmã achou que eu estaria cansada do preparativo de festa, disso tudo, então a gente decidiu, mas ele acabou indo.

Na quinta-feira (19), o artista de circo Pablo Martins, que estava entre os presos, conseguiu a liberdade por meio de decisão da Justiça do Rio.

G1

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