Diversos

Com masturbação e sexo a três, série no canal GNT, da Globosat, feita por mulheres retrata fantasias femininas

Desnude, que estreia nesta segunda (5) no GNT, promete mostrar forte conteúdo sexual com uma diferença: na série erótica, as mulheres estão no comando do prazer. A produção foi feita com base em cerca de cem relatos de telespectadoras, que contaram as fantasias que têm ou que já realizaram. Os nove episódios misturam os pontos mais marcantes, com direito a cenas de masturbação, sexo a três e personagem mandando nudes. E foram realizados quase somente por mulheres.

Estamos falando de sexo a partir da perspectiva feminina, para a mulher se ver mais representada nesse universo. Os episódios são inspirados nas histórias que a gente recebeu e foi sentindo o clima. Sexualidade feminina é um tema muito amplo, então decidimos recortar para as fantasias. Concluímos que assim conseguiríamos chegar no imaginário da mulher”, explica Carolina Jabor, diretora de Desnude.

A série não segue uma linha cronológica: cada episódio tem sua própria história com começo, meio e fim, que não se conecta com os demais. A diretora afirma que procurou colocar tramas sensuais para todos os gostos _uma telespectadora pode se identificar muito com uma história e nada com a outra, segundo ela.

Entre as histórias, há a de uma mulher (interpretada por Claudia Ohana) que é seduzida pelo filho de um casal de amigos. Em outra, a protagonista (Rafaela Mandelli) é seguida por um detetive particular e se interessa pelo “stalker.

Há ainda uma garota (Laura Neiva) que estabelece uma relação sexual sozinha, sentindo uma força sobrenatural, e uma editora de livros eróticos (Clarice Falcão) que se deixa levar pelo texto e começa a mandar mensagens sexuais para colegas de trabalho (o chamado “sexting”).

“São mulheres de idades e conceitos diferentes, mas procuramos o tempo inteiro colocar a mulher no controle do próprio prazer. Fazer o que gosta, ter prazer com sua escolha, seja ela homossexual, hétero, seja a três, com namorado, só com uma masturbação. Foi um trabalho árduo, porque somos condicionadas ao prazer masculino, é assim que nos ensinam. O tempo todo isso era refletido, ela coloca a mão dela no pênis dele só se ela quiser”, diz Carolina, sobre a criação dos capítulos.

Erótica sim, pornô não

Toda a equipe de criação, roteiro e produção do Desnude é feminina, além das profissionais de estúdio, de diretora de áudio até contrarregras. No total, 80 mulheres trabalharam na série, cerca de 90% de todos os funcionários envolvidos. Os poucos homens no estúdio, como atores e um eletricista, ficaram surpresos.

“Foi engraçado. O primeiro que chegou foi o Eduardo Moscovis, e só tinha mulher em volta dele no set de filmagem. Ele falou: ‘Opa, alguém chama um homem no set, o eletricista, pelo amor de Deus, fica aqui perto’. Mas a gente ama eles e precisa deles. É um prazer conjunto”, ressalta a diretora.

Moscovis participa do episódio de estreia, em que compartilha fantasias sexuais com a mulher após os dois voltarem de uma festa. A diretora afirma que as cenas picantes seguem um padrão estético de sofisticação _nada de pornografia gratuita.

“Acho que a TV já está muito mais livre, mostrando mais coisas. O erotismo é uma coisa possível de se ter na televisão, mas as pessoas confundem com pornografia. Erotismo é um negócio belo, envolvente, misterioso, e a pornografia, do meu ponto de vista, é um pouco degradada. Não há em Desnude uma pretensão de chocar. Há a ideia de expor, mostrar que [sexo] também é bonito, que é possível imaginar, fantasiar”, diz Carolina.

Após nove episódios ficcionais, o GNT exibirá um documental, no qual as profissionais envolvidas falam sobre o desenvolvimento do projeto e refletem sobre o prazer feminino.

“A sexualidade da mulher passa pelo feminismo também, saber do que você gosta e do que você não gosta. Aos poucos a gente vai se libertando de amarras. Se a gente conseguir chegar um pouco além no imaginário feminino, já será legal. Qual é o seu prazer?”, instiga a diretora.

Desnude irá ao ar no GNT de segunda a sexta, a partir das 23h30.

UOL

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Número de mulheres que pilotam aeronaves no Brasil cresceu 106% em 2 anos

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (5) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que o número de mulheres com licença ativa para pilotar aeronaves cresceu 106% de 2015 a 2017. Segundo a Anac, existem no Brasil 1.465 mulheres exercem a atividade. Os homens são 46.556.

O maior crescimento ocorreu no número de mulheres com licença de pilotos privados de avião, que aumentou 165%, passando de 279, em 2015, para 740 no ano passado.

A Anac também identificou aumento expressivo no segmento de pilotos privados de helicóptero, que passou de 47 mulheres em 2015 para 167 em 2017, o que representa crescimento de 255%.

No caso de pilotos de avião de empresas aéreas, o número de mulheres passou de 29, em 2015, para 41 em 2017. Também aumentou a presença de mulheres piloto de linhas que operam com helicóptero, que foi de 14 profissionais para 22 no mesmo período.

O número de mulheres mecânicas de aeronave também cresceu. O percentual foi de 30% no período, passando de 179, em 2015, para 233 em 2017. “No entanto, o número ainda é pequeno quando comparado aos profissionais do sexo masculino: 8092 em 2017”, informou a Anac.

Comissárias são maioria

Os dados excluem a carreira de comissário de bordo que, historicamente, sempre teve mais profissionais do sexo feminino. Ao todo, são 6.485 profissionais contra 3.335 homens habilitados para a função.

De acordo com a agência, o levantamento de profissionais habilitados é feito a partir da extração das licenças ativas emitidas exclusivamente pela Anac. De acordo com a Anac, apesar de os homens serem a maioria nos postos de pilotos, mecânicos e despachantes, os dados mostram que o cenário está mudando aos poucos com o ingressos de mais mulheres no setor, em especial no comando das aeronaves.

Agência Brasil

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

“País vai crescer 3% e gerar 2,5 milhões de empregos formais este ano”, afirma Meirelles no “Motores do Desenvolvimento”, em Natal

Ministro da Fazenda, foi, junto com o empresário Flávio Rocha, um dos palestrantes da 34ª edição do projeto, que teve realização do Sistema Fecomércio RN

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o empresário e diretor do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Flávio Rocha, foram os convidados da primeira edição de 2018 do Seminário Motores do Desenvolvimento, que aconteceu na manhã desta segunda-feira, 5, e foi realizado pelo Sistema Fecomércio RN, em parceria com o jornal Tribuna do Norte, o Sistema Fiern, a UFRN, o Ministério Público do RN e a RG Salamanca. Com o tema “Caminhos para um Novo Brasil”, o evento levou cerca de mil pessoas ao Hotel Holiday Inn Natal, entre autoridades, empresários e público em geral.

Na abertura do Motores, o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, destacou a importância de debater temas que irão definir o futuro do Brasil, e de que forma a sociedade pode atuar para reverter a situação em que o país se encontra hoje. “O Estado brasileiro, em todos os seus níveis, enfrenta gravíssimos problemas financeiros. Um desequilíbrio profundo, fruto de um sistema perdulário, inchado, ineficiente e ineficaz, com o qual a sociedade brasileira já não suporta mais arcar. Todos nós queremos um novo Brasil. Um Brasil que seja capaz de nos garantir o retorno digno do que lhe entregamos com o suor dos nossos rostos”, afirmou.

O empresário e presidente do IDV, Flávio Rocha, que falou sobre “Cenários possíveis na política e nos negócios” citou que o Brasil está na 153ª posição no índice de liberdade econômica, e atribuiu este fato ao tamanho do Estado e ao volume dos seus gastos. Como consequência, o país perdeu a condição de competir, e se tornou um ambiente hostil ao desenvolvimento. Para ele, é preciso construir um país de economia livre.

“Por isso o movimento Brasil 200 existe. Para colocar em pauta essas ideias e alertar à imensa maioria da população que o conflito hoje não é pobre contra rico, capital contra trabalho. O conflito é entre quem puxa a carruagem, ou seja, quem produz, contra aqueles que estão aboletados em cima da carruagem estatal, dessa imensa farra de gastos públicos. Então se nós somos 98%, por que é que nós vamos nos subjugar a essa pequena maioria que há muito tempo não está mais preocupada em servir à população? Eles estão servindo aos seus privilégios”, declarou.

Encerrando o Motores do Desenvolvimento, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, falou sobre “Crise e recuperação, construindo um novo Brasil”. “O Brasil está crescendo. Saímos da maior recessão da nossa história. Tivemos uma queda da produção nacional, um aumento muito grande no desemprego. Agora, com a diminuição dos gastos públicos, o país já voltou a crescer. Saímos de uma PIB negativo em 3,5% em 2016 para fechar 2017 com crescimento de 1%. Isso já é muito significativo. Além disso, projetamos alta de 3% para este, com a criação de 2,5 milhões de novos empregos”, afirmou o ministro. Entre os fatores que possibilitaram a volta do crescimento, Meirelles citou também a aprovação da reforma trabalhista, o controle da inflação e a queda nas taxas de juros.

“Não estamos aqui para apontar culpados e nem para personalizar nenhum debate. Nem muito menos para olhar para trás. Queremos olhar para frente. Mas, da mesma forma que abrimos mão de apontar erros já cometidos, precisamos cobrar que nada possa ser considerado imutável, intocável, indiscutível. Precisamos devolver o Brasil aos brasileiros”, finalizou Marcelo Queiroz.

*Reitora da UFRN, Ângela Paiva; ex-ministro Fernando Bezerra; senador José Agripino; presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz; ministro da Fazenda Henrique Meirelles; prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves; senador Garibaldi Alvez Filho; diretor da Tribuna do Norte, Ricardo Alves; vice-governador Fábio Dantas; diretor presidente da Cosern, Luiz Antonio Ciarlini.

 

Opinião dos leitores

  1. Os Vampiros do RN estão sedentos de Sangue e seguem esse Rola Bosta dos BAnqueiros e empresários de Multinacionais.
    Serviçal do Mercado querendo dar uma de bonzinho com mentiras.

    1. Ta falando dos servidores publicos que sugam o sangue dos trabalhadores privados?

    2. Certeza que o joão acima tentou a vida todo ser servidor público e o mais próximo q ele conseguiu pode ter sido um cargo comissionado ! pq num tem intelectual pra passar !

    1. Que gostado agora o FMI fala a verdade quando ele falava contra o PT era tudo mentira ???

    1. Se esses números se confirmarem, qual seria a fonte em que vc confiaria?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

MPT: A cada quatro horas e meia, uma pessoa morre vítima de acidente de trabalho

Desde o começo de 2017, ao menos um trabalhador brasileiro morreu a cada quatro horas e meia, vítima de acidente de trabalho. O dado é do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e cujos resultados atualizados foram apresentados nesta segunda-feira (5).

Com base em informações disponibilizadas por vários órgãos públicos, o observatório estima que, entre o começo do ano passado e as 14h de hoje, foram registradas 675.025 comunicações por acidentes de trabalho (CATs) e notificadas 2.351 mortes.

Ainda de acordo com o observatório, entre 2012 e 2017, a Previdência Social gastou mais de R$ 26,2 bilhões com o pagamento de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, auxílios-acidente e pensões por morte de trabalhadores. Além disso, com base em cálculos da OIT, o procurador do trabalho e co-coordenador do laboratório de gestão (SmartLab de Trabalho Decente), Luís Fabiano de Assis, afirma que o país perde, anualmente, 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes de “práticas pobres em segurança do trabalho”.

Segundo Assis, no ano passado, estas perdas gerais à economia com acidentes de trabalho foram equivalentes a cerca de R$ 264 bilhões. Para os procuradores do trabalho, os números “alarmantes” são apenas a “ponta do iceberg”, não representando a real dimensão do problema. Assis ainda acrescenta que as notificações não vem caindo. “Quando analisamos o número de [trabalhadores] expostos [ao risco de acidente], o número de contratos de trabalho existentes, o número de acidentes não caiu em comparação a 2016. Ele se manteve estável”.

A Agência Brasil procurou Ministério do Trabalho e a Previdência Social, mas os órgãos não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

Setores

Setorialmente, as notificações de acidente de trabalho foram mais frequentes no ramo hospitalar e de atenção à saúde, público e privado, onde foram registradas 10% das CATs. Na sqeuência aparecem o comércio varejista (3,5%); a administração pública (2,6%); Correios (2,5%) e a construção (2,4%), seguido pelo transporte rodoviário de cargas (2,4%). Entre os profissionais mais vitimados estão os que trabalham em linhas de produção; os técnicos de enfermagem; faxineiros; serventes de obras e motoristas de caminhões. Quem trabalha em contato com máquinas e equipamentos tem mais chances de se acidentar e de sofrer ferimentos mais graves.

Segundo Assis, o objetivo do MPT e da OIT ao divulgar os dados não é expor os empregadores, mas sim estimular as discussões sobre como reduzir os riscos de acidentes do trabalho. “Os acidentes de trabalho envolvem um problema de saúde pública, econômico e previdenciário – em um momento em que se discute a necessidade de reformar [alterar as regras da] Previdência Social. Há perdas de vidas, perdas para as famílias, para a economia e um aumento do número de ações na Justiça”, ponderou o procurador. Ele lembrou que, mundialmente, discute-se os ganhos de produtividade resultantes da redução do número de acidentes e de afastamentos.

O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, enfatizou que os índices de acidentes laborais e de adoecimentos em função do trabalho são extremamente preocupantes. Fleury ainda comentou que a maioria dos acidentes não são notificados, contrariando a legislação trabalhista. “É importante que as empresas, os trabalhadores e o próprio governo se conscientizem. Que as políticas públicas sejam direcionadas para garantir que os trabalhadores possam voltar para casa vivos e saudáveis”, disse Fleury, criticando a “cultura” de que o trabalhador acidentado deixa de ser responsabilidade dos empregadores para se tornar um problema da Previdência Social.

“Temos demonstrado que, em muitas áreas, estes acidentes ocorrem por descumprimento de normas de segurança e saúde por parte das próprias empresas. Tecnicamente, não poderiam sequer ser classificados como acidentes de trabalho, mas sim como acidentes que ocorrem por culpa das empresas”, comentou Fleury, explicando que o MPT e a Advocacia-Geral da União (AGU) tem buscado, na Justiça, responsabilizar as empresas pelo pagamento de pensões e benefícios previdenciários. “Não é justo toda a sociedade arcar com estas despesas”, finalizou o procurador-geral.

Agência Brasil

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

FOTOS: Após cartaz em semáforo, homem consegue emprego de vigilante na Assembleia Legislativa de Palmas

Lira conseguiu emprego de vigilante após pedir trabalho em semáforo (Foto: Montagem/G1)

Sou grato à solidariedade dos palmenses e as pessoas que multiplicaram o meu grito silencioso”. A declaração é de Edvaldo de Mendonça Lira, de 36 anos. Ele começou a trabalhar como vigilante na Assembleia Legislativa na manhã desta segunda-feira (5), após usar um cartaz de papelão para pedir trabalho em um semáforo no centro de Palmas. O homem estava desempregado há cerca de um ano.

“Eu não esperava tanta repercussão, mas tinha certeza que ia conseguir. Cheguei a pensar em desistir. Houve um momento em que o sol estava muito forte, senti muita sede e fome. Muitas pessoas riram de mim, mas eu não fiquei com vergonha. Também teve muita gente tirando foto e pensava que alguém poderia ver a imagem. Essa divulgação boca a boca que eu queria.”

Edivaldo chamou atenção de quem passava no centro de Palmas na última quinta-feira (1º). No dia seguinte, o diretor de uma empresa de serviços terceirizados, Joseph Madeira, entrou em contato com ele.

“Um dia eu também cheguei a Palmas em busca de um emprego. A pergunta ‘Alguém pode me ajudar?’, escrita na placa, falou diretamente comigo. Eu pensei: ‘Eu posso’. Eu acredito que quando a gente tem um sonho, tem que fazer de tudo para alcançá-lo.”

Além da atitude, Madeira ressalta que Lira preenche os requisitos necessários para vaga. “Nós recebemos mais de 100 currículos diariamente. Eu conversei com ele e correspondeu à expectativa. Está preparado. Além disso, demonstra compromisso e gratidão”, afirma.

O G1 acompanhou o primeiro dia de trabalho de Lira. Antes de começar, ele foi recepcionado pelos funcionários da empresa. Durante a apresentação, ficou emocionado.

Ele conta que depois da iniciativa de ir para o semáforo chegou a receber pelo menos 50 propostas de emprego. “O que me fez optar por essa empresa foi a acolhida, a atenção com a qual me trataram”, garante.

Agradecido, Lira diz que o objetivo agora é corresponder a oportunidade e crescer na empresa. “Vou dar o meu melhor e vão ouvir falar de mim.”

(Foto: Gabriela Lago/G1)

Entenda

Desempregado há um ano, com muitas contas acumuladas e tendo que pagar pensão alimentícia, um homem chamou atenção de quem passava por um semáforo, no centro de Palmas, nesta quinta-feira (1º) . Edvaldo de Mendonça Lira, de 36 anos, foi visto com uma placa feita de papelão com a mensagem: “Estou precisando de um emprego! Alguém pode me ajudar?”

Edvaldo conta que morava em Recife (PE) e se mudou para Palmas com a esposa para procurar emprego. O homem conta que a decisão de ir às ruas com a placa surgiu depois de dois meses na cidade distribuindo currículos. “As empresas só dizem pra eu aguardar. Já fui vítima de preconceito várias vezes”.

O homem acredita que quem vem de fora tem mais dificuldade para encontrar trabalho e que durante a procura já enfrentou algumas situações contrangedoras antes mesmo de fazer as entrevistas. “Por causa do meu sotaque, pelo telefone mesmo as pessoas já descartam e dizem que a vaga já foi preenchida”, conta.

Ele disse que apesar de ter mais experiência no ramo da segurança, aceita a oportunidade que aparecer. “Procuro qualquer tipo de funcionalidade, mas a minha área é da segurança. Já trabalhei de vigia, porteiro, agente de segurança e de portaria, segurança de shopping, mas o que aparecer eu quero”, explica.

O semáfaro que Edvaldo estava é um dos mais movimentados da cidade. A estudante Erica Regina de Farias Ferreira foi quem tirou uma foto e postou nas redes sociais. Ela disse que as reações eram diversas. “Foi um clima meio estranho, porque as pessoas ficaram sem saber se davam dinheiro, mas não era isso que ele queria”, conta.

Para o homem que precisa se sustentar e pagar pensão alimentícia dos filhos de 9 e 12 anos, “a esperança é que agora dê certo. Não quero mais ter que fazer isso.”

Desemprego

O Tocantins fechou o ano de 2017 com 75 mil pessoas desempregadas. Com esse resultado, o estado ocupa o 18º lugar no ranking do país. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

G1

 

Opinião dos leitores

  1. BG
    Enquanto isto os tubarões do serviço público ganhando salários e aposentadorias de R$ 30. 40 mil reais por mês com auxílios os mais esdrúxulos possíveis e imorais, ferias de 60 dias,etc,etc, se banqueteando, com veículos de alto luxo, turistando pela Europa e o Cidadão pobre desempregado jogado na SARJETA compulsoriamente. Isto é simplesmente IMORAL.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

FOTO: Guarda Municipal apreende paredão de som em festa no estacionamento do Ginásio Nélio Dias

A Guarda Municipal do Natal (GMN) apreendeu na noite do sábado (03), um paredão de som que estava ligado animando uma festividade no estacionamento do Ginásio Poliesportivo Nélio Dias, na zona Norte da capital. Os guardas municipais emitiram o laudo de constatação da ocorrência e o equipamento apreendido foi direcionado ao setor competente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) para conclusão dos demais procedimentos.

A irregularidade foi denunciada por cidadãos residentes nas proximidades do evento que havia sido iniciado por volta das 16h e reunia dezenas de pessoas. Na ocasião, os guardas municipais encontram o paredão de som ligado, porém o responsável foi identificado e notificado da legislação que proíbe o acionamento desse tipo de som em áreas públicas da capital.

De acordo com a coordenadora do Grupamento de Ação Ambiental da GMN, Francineide Maria, o principal objetivo da ação é combater a poluição sonora e a pertubação do sossego. “É preciso que o cidadão se conscientize que a utilização do paredão de som em via pública é crime ambiental. Outra coisa é que nesses locais onde são utilizados paredões é também comum encontrarmos crianças e adolescentes fazendo uso de bebida alcoólica, o que também é proibido”, comentou.

Além de Lei Federal que prevê crime ambiental, o artigo 3º da Lei municipal nº 6.246, sancionada em 20 de maio de 2011 em Natal, versa sobre a proibição do funcionamento dos paredões de som nas vias, praças, praias e demais logradouros públicos do município de Natal e define “paredão de som” como “todo e qualquer equipamento de som automotivo rebocado, instalado ou acoplado nos porta-malas ou sobre a carroceria dos veículos”.

O descumprimento da lei municipal 6.246/2011 é passível de multa que pode variar de 300 a 3.000 unidades fiscal de referência (Ufir). Outro agravante é que o proprietário de veículo flagrado perturbando o sossego público pode ser multado sem a necessidade de medição dos decibéis, com base em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Nessa situação, basta que o agente registre no auto de infração a forma de constatação da transgressão. A infração é considerada grave,
registra cinco pontos na CNH e tem penalidade pecuniária de R$ 195,23.

NOTÍCIA SE ENCONTRA EM DESTAQUE NO SITE DA PREFEITURA DO NATAL. CLIQUE AQUI E VEJA ÍNTEGRA

Opinião dos leitores

  1. Pra prender som de carro e paredão a policia ambiental vai correndo agora p prender som de local privado q incomoda vizinho. Vc pode morre de ligar q nao vem. " quando vc ligar ele pergunta logo e som de carro?"

  2. Paredão: um dos piores "inventos" que se tem notícia. Culto à estupidez a a falta de educação. Baixaria pura.

    1. O número é o 190 e não adianta de nada, pq ligo e não aparece nem um policial. No bairro da Redinha velha têm algumas pessoas q todo final de semana fazem farra em suas casas e os vizinhos são obrigados a ouvir as péssimas músicas, quase estourando nossos tímpanos. Seria bom q tivessem fiscalizações com frequência, só assim manteria a ordem. Essas pessoas não respeitam idosos, doentes e nem crianças. Absurdo!

  3. NINGUEM E OBRIGADO A ESCUTAR SOM ALTO ALHEIO DE PAREDAO!!!!! EXISTE "LEI" PRA QUE SE ACHA DONO DE RUA , ESQUINA…. UM "CONSELHO" VENDE ESSA PORCARIA DE PAREDAO E DEIXA A GRANA APLICADA NO BANCO , SE VAI VER QUE E MUITO MAIS NEGOCIO!!!!

    1. As festas de rua têm a devida autorização pra funcionar e de forma prévia. O sujeito que tem um paredão desses, geralmente é invasivo e inoportuno.
      Se o cara quer ouvir sua música, compre um fone de ouvido e fique à vontade pra estourar seus tímpanos! O que não pode é obrigar os outros a ouvir também.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Casais hoje já iniciam o namoro usando brinquedos sexuais, afirma especialista

“Se antes a ideia era acabar com a mesmice numa relação já desgastada pelo tempo, hoje casais já iniciam o namoro usando brinquedos sexuais”, diz Ana de Magalhães, que releva quais os mais buscados e as tendências do meio

Seja para o prazer individual ou para esquentar a relação, o público masculino está cada vez mais interessado na indústria de sex toys. São muitas as opções que estão fazendo homens e mulheres descobrirem novas formas de prazer e de quebrar tatus. “Fazer e falar de sexo entrou no cotidiano das pessoas. Com isso, também se abre a possibilidade dos homens experimentarem novas formas de prazer, sem constrangimento”, afirma especialista Ana de Magalhães, sócia da Miss Scarlet.

A empresária explica que os sex toys trazem diversidade para o relacionamento. “Se antes a ideia era acabar com a mesmice numa relação já desgastada pelo tempo, hoje casais já iniciam o namoro usando brinquedos sexuais”, afirma. Se você ficou interessando em explorar mais desse meio, mas não faz ideia do que comprar, saiba quais são os objetos eróticos mais buscados pelos homens.

Favorito dos homens

Disparado, em primeiríssimo lugar, está o Tenga Eggs. “Funciona como uma ‘luva’ que envolve o pênis. Na parte interna, há texturas de diferentes padrões que garantem diversos tipos de sensações”, explica Ana. Ao todo, estão disponíveis 14 texturas, entre elas: ondas, pontos, triângulos, espiral, quadriculado e circular. Na embalagem há um desenho indicando a textura – não tem como dizer qual é o melhor, isso vai depender do homem.

Em seguida, aparecem os anéis penianos. “A função básica dos anéis é proporcionar uma maior e mais prolongada ereção. Mas, além disso, alguns modelos também vêm com vibrador e outros com estimuladores de clitóris ou períneo, o que também aumenta o prazer das parceiras”, explica a especialista.

(mais…)

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

STJ segue entendimento que MPRN errou e mantém trancamento de ação penal contra colunista social acusada de peculato na ALRN

 

O ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou recurso do Ministério Público Estadual sobre a colunista social Hilneth Correia. O MP tenta restabelecer ação penal em que acusa a colunista de peculato.

Na acusação, afirma que ela desviou dinheiro público da Assembleia Legislativa na medida em que recebeu sem trabalhar. Para a Justiça, entendimento que vem sendo mantido desde o primeiro grau, houve erro na acusação e o argumento não merece prosperar.

Com parecer do Ministério Público Federal em favor de Hilneth, Marcelo Navarro manteve o que foi decidido no Tribunal de Justiça do RN, que trancou a ação penal contra Hilneth Correia. À decisão cabe recurso.

“O fato imputado à agravada consiste em se apoderar de sua própria remuneração, embora sem prestar os serviços atinentes ao cargo que ocupava na Assembleia Legislativa, o que poderia, em tese, configurar infração disciplinar ou ato de improbidade administrativa, mas não configura fato típico [de peculato]”, escreveu o ministro do STJ.

Para entender a diferença, é preciso recorrer aos conceitos. Peculato, em síntese, ocorre quando há o propósito deliberado em desviar recursos públicos para si ou para outro. Para o Judiciário, esse quadro não se configurou.

O ministro Marcelo Navarro seguiu o entendimento, inclusive, adotado pelo TJRN. “O fato da funcionária não comparecer ao trabalho (mesmo percebendo a remuneração devida ao cargo) não parece configurar a vontade deliberada, a vontade consciente em apropriar-se, desviar ou subtrair dinheiro público, em proveito próprio ou alheio, mas tão somente de não exercer as funções inerentes ao cargo”.

Opinião dos leitores

  1. Absurdo da justiça brasileira!!!
    Coincidência o processo ter caído logo nas mãos de um ministro conterrâneo da nobre jornalista.

  2. Se aquele montante era devido a uma pessoa que exercesse (bem ou mal) aquele cargo, então aquele montante era devido a tal senhora, pois ela não exercia. Logo ela se apropriava de forma consciente do bem público em proveito próprio. Logo cometeu peculato. Qual a dificuldade?

  3. É óbvio que é um absurdo a situação de alguém que detém um emprego público, recebe salário por isso mas não exerce de fato a função. Porém, a questão tratada no artigo é de ordem jurídica. Ressalte-se que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal e o ministro do STJ concordaram que não se tratou de peculato. Isso não significa que tais instituições defendem práticas como o da colunista social.

  4. A interpretação da lei é muito interessante. Então….vamos supor q eu seja funcionária pública, recebo o salário todo mês, mas não compareço ao trabalho e não devolvo os dias não trabalhados… Realmente é muito curioso não ser peculato.

    1. Sim Aparecida. Suponho que deve ter passado despercebido ao Ministro essa analogia tão sagaz. Certamente, o STJ se ressente da falta de sua assessoria jurídica…

    2. O STJ só não se ressente dos bajuladores da aldeia. Sempre abundantes e prontos para defender o que não tem defesa.

    3. Sérgio Nogueira, você tem o meu respeito, como também a Sra. Aparecida, já os bajuladores que se posicionam favoráveis ao perdão do crime, devem ter um motivo justo em troca de exercer cargo similar sem pisar os pezinhos de porcelana nos locais onde estão nomeados!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

PF diz que carga roubada em Viracopos foi de US$ 5 milhões

Foto: Código19/Folhapress

A Polícia Federal informou que a carga roubada na noite do último domingo (4) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo, foi de US$ 5 milhões — cerca de R$ 16 milhões.

De acordo com a nota, a carga foi carregada no aeroporto de Guarulhos, passou com escala em Viracopos, e tinha como destino Zurique, na Suíça. O texto diz ainda que a PF instaurou inquérito policial para investigar o roubo e várias oitivas estão em andamento.

Cinco homens fortemente armados roubaram o carregamento, que estava sob os cuidados da companhia aérea Lufthansa e embarcaria em um carro forte, no Aeroporto de Viracopos, por volta das 21h40 de domingo (4). Ninguém ficou ferido durante a ação.

A Polícia Militar do Aeroporto de Viracopos afirma que a quadrilha, armada com fuzis, entrou no terminal de cargas, rendeu os funcionários, colocando-os em uma van, e roubou a carga.

O bando teria entrado pelos portões laterais, em uma Hilux semelhante às viaturas de patrulha do aeroporto e levado uma carga da transportadora de valores Brinks, que era retirada do avião. As informações são da PM de Campinas.

Na fuga, os criminosos quebraram dois portões de saída para a rodovia Santos Dumont, que liga Campinas a Indaiatuba. A polícia chegou rapidamente ao aeroporto, mas não conseguiu localizar os criminosos. O Deic da capital também foi acionado.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Com Barragem Armando Ribeiro Gonçalves saindo do volume morto, confira relatório da situação volumétrica dos reservatórios do Estado

O Relatório da Situação Volumétrica dos principais reservatórios do Estado, divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN), nesta segunda-feira (5), aponta que a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves (ARG) saiu do volume morto com as recentes recargas de água recebidas após as chuvas. Apesar da boa notícia, a cota mínima de água do manancial antes de entrar no chamado volume morto é de 35m e atualmente ela se encontra com 35,03m, ou seja, a diferença é de apenas 3 centímetros, como o consumo médio é de 2cm por dia no reservatório, se não houver reposição de águas, ele poderá voltar ao nível crítico ainda esta semana.

O diretor-presidente do Igarn, Josivan Cardoso, alerta que a continuidade das precipitações chuvosas é essencial para que a situação do maior reservatório do Estado, que possui capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, e está com 284,986 milhões de m³, possa atingir nível realmente confortável, não só para o abastecimento atual, mas também para suportar até o próximo período chuvoso. “Mesmo saindo do volume morto, alertamos que precisa continuar chovendo para que o nível se mantenha e se eleve, pois mesmo com o controle e a Fiscalização as águas da ARG continuam sendo usadas para os abastecimentos dos municípios potiguares que dependem de suas águas”, explica o Josivan Cardoso.

Dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Igarn, 17 continuam em volume morto e 15 estão secos. No relatório divulgado posteriormente ao carnaval, 17 estavam em volume morto e 16 secos. O açude Marcelino Vieira, situado na cidade de mesmo nome, estava seco e agora se encontra com 371.988 mil metros cúbicos, ou 3,32% do seu volume total que é de 11,200 milhões de metros cúbicos, ou seja, está em volume morto.

Com relação aos outros dois maiores reservatórios estaduais, a situação permanece estável, já que mesmo com a utilização de suas águas, seus índices permaneceram muito parecidos. Segundo maior reservatório do Estado, a barragem Santa Cruz do Apodi praticamente não teve mudança no seu volume e está com 13,84%, o que corresponde a 82,978 milhões de metros cúbicos dos 599 milhões que acumula quando cheia. A barragem de Umari, em Upanema, também seguiu o mesmo cenário, permanecendo com 13% de sua capacidade, 39,230 milhões de m³ dos 292 milhões que acumula no seu volume total.

A Bacia Apodi/Mossoró está com 129,113 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a 11,73% da sua capacidade hídrica superficial total. Já a Bacia Piranhas/Assu está com 355,667 milhões de m³, 11,99% do seu volume total superficial, a pesar do valor apresentado, nesta bacia, mesmo com a utilização das águas dos principais mananciais, houve um pequeno aumento de volume, ainda que irrisório do ponto de vista percentual.

Sobre os volumes das principais lagoas potiguares

A Lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da Zona Norte da Capital, está com 7,840 milhões de metros cúbicos, correspondente a 71,15% do seu volume máximo, que é de 11 milhões de m³. Já a Lagoa do Jiqui que possui 440 mil metros cúbicos e abastece parte da Zona Sul de Natal permanece completamente cheia. A Lagoa do Bonfim, que fornece água para a Adutora Monsenhor Expedito, está com 52,54%, 44,275 milhões de metros cúbicos dos 84,2 que possui quando cheia.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Por R$ 50, workshop de pastores irmãos diz ensinar a expulsar demônio e gera polêmica

Os pastores e irmãos Alex, 32, e Alexandre Metelo, 28, da igreja Casa do Senhor – Reprodução

“Só Jesus expulsa o demônio das pessoas”, diz o bordão evangélico pichado em muros país afora. No dia 14 de abril, quem estiver disposto a desembolsar R$ 50 pode aprender como dar uma mãozinha nessa operação. É o que promete o “Curso de Libertação e Expulsão de Demônios na Prática”, um oferecimento dos pastores e irmãos Alexandre Metelo, 28, e Alex Metelo, 32.

Os dois pregam numa pequena igreja de Cuiabá (MT), a Casa do Senhor. Mas a aula a que se propuseram dar —“baseados em dez anos de experiência no assunto”, segundo diz Alexandre à Folha— provocou burburinho nacional após sua propaganda viralizar na internet.

Eles fizeram um vídeo para explicar a polêmica, já que choveram críticas pela taxa cobrada. “Qualquer evento que você vai, fazem com qualidade. Por que com igreja tem que ser o pior? Iremos fazer o melhor ‘coffee break’, com diversos salgados, sucos, chá”, afirma Alexandre.

Por telefone, o pregador caçula esmiúça outros gastos: os mais de cem alunos inscritos também ganharão um kit para anotação, com caneta, pasta e papel, e uma fita personalizada da igreja, para identificação. Com três horas, a aula mostrará a necessidade de profissionalização àqueles “que acham que basta falar ‘sai em nome de Jesus’” para desalojar o tinhoso do corpo que não lhe pertence, diz.

Alex compara: é mais ou menos “como um carro, meu amigo, que você precisa aprender a dirigir na autoescola, depois fazer aula prática e aí pegar carteira para saber o risco de ir na estrada”.

O pior coisa-ruim, diz Alexandre, é o que leva “pessoas a terem pensamentos suicidas”. Segundo o pastor, os demônios podem se manifestar de várias formas no corpo: “Gritando, quebrando correntes, batendo, brigando”.

Cartaz de divulgação do curso – Reprodução

Conta o pior caso que enfrentou: “A pessoa foi mandada ao hospício e de lá à igreja. Com o demônio no corpo, quis matar mãe e irmã com uma faca. Oramos, e então ela estava completamente livre, não precisou mais ir ao manicômio”.

Alex diz que muitas vezes a pessoa nem sabe que está com o diabo no corpo: “Fica com uma dor que não passa, mas exame não mostra nada”. Em outros casos, fica bem explícita: “Já tive caso de pessoas que andaram na parede, como se fossem aranha”.

É por meio de oração que se afugenta entidades malignas, ensinam os irmãos. “No curso a gente vai especificar qual a preparação [para o exorcismo], como vai ser o enfrentamento com a pessoa endemoniada”, afirma Alexandre.

No curso, eles mostrarão como funciona na prática, como num vídeo em que dizem socorrer um morador
de rua endiabrado.

O despreparo fez com que, há uma década atrás, quando começava no ofício, ele e o irmão “levassem tapas e chutes” dos possuídos, justamente por não saberem “como operar a libertação”, diz.

A base teórica vem de quatro correntes de estudo dentro da teologia: cristologia (Cristo), demonologia (demônios), angelologia (anjos) e pneumatologia (Espírito Santo).

Ceticismo e zombarias lotaram de dúvidas a caixa de comentários abaixo do vídeo em que os irmãos Metelo explicam o workshop. Um deles cita a Bíblia para criticar os R$ 50 cobrados: “MATEUS 10.08: ‘Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes,
de graça dai.’”.

Outro indaga: “Tem que levar os demônios de casa? Ou o curso fornece os demônios para a prática?” E mais: “Precisa entregar TCC [Trabalho de Conclusão de Curso]?”.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Temos que aprender para expulsar os demônios que se apoderaram do STF e do Congresso Nacional e que atormentam as pessoas de bem.

  2. É um erro e um desrespeito para os cristãos chamá-los de evangélicos. Eles são na verdade FARISEUS!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Vereadora Eleika renuncia mais de R$ 1 milhão por meio de doação de salário e economia de verba indenizatória

Desde o início do seu primeiro mandato como vereadora, a Professora Eleika Bezerra doa integralmente o seu salário de parlamentar, conforme compromissos registrados em cartórios durante as campanhas eleitorais de 2012 e 2016, quando foi reeleita. Além disso, a vereadora também tem como uma de suas prioridades a economia da verba indenizatória destinada ao seu gabinete, por entender que é preciso ter responsabilidade com o dinheiro público. Somando estes recursos não-utilizados pela parlamentar, a soma ultrapassa o valor de R$ 1,1 milhão.

Em plenário, a parlamentar subiu à tribuna para prestar contas aos natalenses sobre os recursos financeiros doados e economizados por ela e pelo seu mandato. De acordo com os números apresentados pela vereadora Professora Eleika, nos cinco primeiros anos, ou seja, de 2013 até 2017, foram doados R$ 635.394,79 provenientes exclusivamente do seu salário para várias instituições do município de Natal, principalmente, as ligadas às áreas da educação e do idoso.

“Entendemos que é preciso ter responsabilidade e zelo com o dinheiro público. Por isso, também temos como uma das nossas prioridades a economia da verba indenizatória. Destes recursos, foram economizados R$ 534.984,27, ou seja, mais de 50% do valor total disponibilizado para gastos com material de expediente, limpeza, consumo, telefones, combustíveis e serviços”, disse a vereadora detalhando que, durante este período de cinco anos, os valores disponíveis para a utilização da verba indenizatória foram de R$ 1,056 milhão, sendo que, deste montante, R$ 534 mil foi economizado.

Somando estes dois recursos não-utilizados por nós, ou seja, a doação de salário e a economia da verba indenizatória, resulta no valor de R$ 1.170.379,06. O detalhamento destes valores – mês a mês – pode ser conferido em nosso site www.professoraeleika.com.br na aba de prestações de contas.

 

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a prof. Eleika por sua transparência e atitude. A Sra. merece nossa admiração e respeito.

  2. Esta tem vergonha na cara e merece permanecer dentro da política. O resto é trocar todos.

    1. Tem meu voto. Conheci a mesma pessoalmente, caráter impar. Parabéms.

  3. Esse foi um voto que dei e não me arrependo. Parabéns professora. Por outro lado, vejo comentários abaixo duvidando da idoneidade dela,até mesmo criticando ou alegando que o fez porque é abastada. O Ser humano é realmente complicado.

  4. A finalidade do político que chega a casa legislativa , não é ficar rico e sim defender os direitos daqueles que votaram nele.

  5. A atitude de Eleika apesar de ser nobre, pode ser entendida também porque ela realmente pode.
    A Vereadora é aposentada da UFRN, possui rendimento e uma família economicamente bem posicionada financeiramente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Ser interessado vale mais do que tirar notas altas: estudantes bem-comportados ganham mais dinheiro

Se você era (ou ainda é) um dos participantes da ‘turma do fundão’, já deve ter ouvido de algum professor (ou até mesmo dos seus pais) que bons alunos vão mais longe na vida, certo? Pois saiba que isso pode fazer mais sentido do que você pensa.

De acordo com um estudo publicado pela American Psychological Association, ser um aluno responsável, manter interesse no colégio e ter boas habilidades de leitura e escrita rendem muito mais do que notas 10: podem ser predecessores de sucesso educacional e profissional décadas depois, tendo mais influência do que QI, status socioeconômico ou outros fatores de personalidade.

De acordo com Marion SPengler, PhD e autora principal do estudo, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, explica que a fase escolar ganha uma dimensão cada vez maior no mundo das pesquisas. “Cientistas políticos, pesquisadores educacionais e economistas estão se interessando mais e mais nas habilidades que a família, professores e escola ensinam às crianças para aumentar as chances de sucesso durante a vida”, afirmou no próprio estudo. “Nossa pesquisa descobriu que comportamentos específicos na época do ensino médio têm efeitos duradouros na vida dos alunos”, concluiu.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Personality and Social Psychology.

Spengler e os coautores analisaram três cadeias de dados coletados pelo American Institutes for Research: informações sobre 346,660 alunos norte-americanos da ‘high school’ (o nosso Ensino Médio) de 1960, 81,912 desses alunos 11 anos depois e 1,952 deles após 50 anos. A fase do Ensino Médio mediu uma variedade de comportamentos e atitudes, assim como traços de personalidade, habilidades cognitivas, status socio-econômico da família e fatores demográficos. As pesquisas posteriores mediram o alcance educacional dos alunos, renda e prestígio profissional.

Ser um aluno responsável, mostrar interesse pelo colégio e ter menos problemas com escrita e leitura foram significantemente associados com maior nível educacional posterior e a conquista de um emprego de maior prestígio nas duas pesquisas posteriores. Esses fatores também foram associados com maior renda na última das pesquisas, ao final da vida, realizada 50 anos depois.

Super Interessante

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Ministério nega risco à saúde após prisões na 3ª fase da Carne Fraca

Um representante do Ministério da Agricultura afirmou, durante entrevista sobre a operação, que a produção para consumo interno não foi afetada e que não há risco para a saúde pública, mas que novas medidas poderão ser tomadas após a conclusão da ação.

“Não houve detecção de algo que represente risco a saúde pública”, disse o coordenador-geral do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do ministério, Alexandre Campos da Silva.

De acordo com o ministério, a presença de salmonela é comum em carne de aves, pois faz parte da flora intestinal desses animais, mas a bactéria é destruída quando submetida a altas temperaturas, como fritura e cozimento, e procedimentos adequados de preparo e de consumo minimizam os riscos à saúde.

A OPERAÇÃO

O ex-diretor-presidente global da BRF Brasil Foods Pedro de Andrade Faria foi preso na manhã desta segunda-feira (5), em São Paulo, na 3ª fase da Operação Carne Fraca.

Outras nove pessoas ligadas à empresa foram presas. Todos os 11 mandados são de prisão temporária (veja lista mais abaixo). Há um mandado ainda em aberto.

Esta nova fase, batizada de Operação Trapaça, cumpre um total de 91 ordens judiciais em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. Além dos mandados de prisão, há 27 mandados de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão.

Os alvos da operação são 4 unidades da BRF: em Carambeí (PR) e Rio Verde (GO), que produzem frango; em Mineiros (GO), que produz peru; e em Chapecó (SC), que produz ração.

Segundo a PF e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), essas fábricas fraudavam laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle e tipificação desse tipo de bactéria.

De acordo com o ministério, estão suspensas as exportações das fábricas de Carambeí, Mineiros e Rio Verde a esse grupo, que inclui China, África do Sul e países da União Europeia.

Com informações do G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Sine-RN oferece nesta segunda 46 oportunidades de emprego; maioria para o cargo de vigilante

Para concorrer às vagas, o candidato deve se cadastrar via Internet no Portal Mais Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço maisemprego.mte.gov.br , ou na unidade do Sine Matriz em Natal, na Cidade da Esperança, na Rua Adolfo Gordo, s/n, prédio da Central do Trabalhador, da 8h ás 16h, ou em qualquer agência do Sine nas centrais do cidadão de Natal e no interior.

O interessado que não tem cadastro e acesso ao Portal Mais Emprego, pode comparecer as Agências do SINE, com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Número do PIS, cédula de identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e comprovante de residência. O atendimento é de acordo com o horário de funcionamento das centrais do cidadão e do SINE Matriz Cidade da Esperança no prédio da Central do Trabalhador, das 8h às 12h e 13h às 16h.

VAGAS PERMANENTES – NATAL e GRANDE NATAL
OCUPAÇÃO QUANT. DE VAGAS

MECÂNICO DE AR-CONDICIONADO E REFRIGERAÇÃO 1
TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO (INSTALAÇÃO) 1
VIDRACEIRO DE QUADROS E MOLDURAS (COMÉRCIO VAREJISTA) 1
VIGILANTE 41

Total 44

MOSSORÓ E REGIÃO

OCUPAÇÃO QUANT. DE VAGAS

COSTUREIRA DE MÁQUINA RETA 1
COZINHEIRO GERAL 1

Total 2

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Soltar pipa vira patrimônio imaterial do Rio

Pipa vira patrimônio do Rio Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

A brincadeira que há anos entretém crianças e adultos no subúrbio e nas comunidades do Rio ganhou título sério e virou patrimônio cultural, histórico e imaterial do estado. De autoria do deputado Paulo Ramos (sem partido), a lei que torna a prática de origem oriental de empinar pipas um bem do Rio de Janeiro foi sancionada na última quinta-feira pelo governador Luiz Fernando Pezão. A diversão resiste à era dos celulares e ainda movimenta os fins de semana em muitos cantos do Rio.

No Largo do Estácio, onde todos os sábados, domingos e feriados, centenas de praticantes se reúnem, apesar da frequência grande de crianças, chama atenção a quantidade de adultos. O fisioterapeuta Eduardo Rodrigues, de 52 anos, não abre mão da diversão.

— É uma brincadeira, mas também é um jogo. Ninguém empina pipas só para ver ela voar. A graça é cruzar e cortar a linha do adversário. E, para isso, tem que estar preparado e ser habilidoso para usar o vento a seu favor — diz, fazendo questão de ressaltar que a disputa ocorre apenas entre linhas e rabiolas: — A rivalidade é só na hora de cruzar as pipas. Depois, vem a zoação, e a amizade continua — garante.

Na disputa de pipas do Estácio, crianças, jovens e adultos se reúnem em grupos e buscam cortar as linhas de membro de outra equipe. Há momentos de investidas que parecem estar coordenadas e lembram a dinâmica de muitos esportes coletivos. Até as comemorações são personalizadas.

— Nosso grupo, quando corta alguém do outro, comemora imitando macaco. É uma forma de celebrar e mostrar quem foi que cortou — diz o instalador de equipamentos de segurança Ivan Luiz Couto, que empina e vende pipas há 50 anos em São Cristóvão.

Além de salientar o aspecto lúdico e de lazer, o deputado Paulo Ramos defendeu a lei argumentando que as pipas tiveram importância para pesquisas e descobertas científicas e são populares há muitos anos em todo o estado. Apesar de ser mais popular no período de férias, em alguns redutos, como no Largo do Estácio, os encontros de pipas ocorrem o ano todo e reúnem gente que vai de longe. Segundo os frequentadores, no próximo sábado serão mais de mil praticantes.

— Vem gente da Baixada Fluminense, de São Gonçalo, de Cachoeira de Macacu e até de Cabo Frio — conta Álvaro Santos, de 27 anos, que diz empinar pipa desde os 5.

Para Ivan Couto, o título de patrimônio veio só para oficializar o que já está enraizado na cultura do Rio.

— Sempre foi patrimônio. Eu duvido que exista algum menino que nasceu aqui e teve uma infância feliz sem ter tido contato com pipa — observa.

O risco das linhas cortantes

Foi através das pipas que o grande Santos Dumont conseguiu voar no famoso 14 Bis que, no final das contas não deixa de ser uma sofisticada pipa com motor. Em 12 de dezembro de 1921, Marconi utilizou pipas para fazer experiências com a transmissão de radio, teste que, mais tarde, seria utilizado por Graham Bell em seu invento, o telefone.

, a “linha chilena” – um fio de algodão, encerado com quartzo moído e óxido de alumínio – é uma unanimidade. O fisioterapeuta Eduardo Rodrigues de 52 anos empina pipas todo fim de semana, cheio de fitas adesinas nos dedos, mas não abre mão da linha potencialmente cortante.

– É uma brincadeira, mas também é um jogo. Ninguém empina pipas só para ver ela voar, a graça é cruzar e cortar a linha do adversário. E para isso, tem que está preparado – diz, fazendo questão de ressaltar que a disputa ocorre apenas entre linhas e rabiolas.

Apesar do caráter lúdico e recreativo das pipas, ressaltados pelo deputado Paulo Ramos para a justificar o título de patrimônio cultural, histórico e imaterial do Rio, a facilidade com que o praticantes conseguem comprar o cerol e a “linha chilena” contribui para a popularização dos artefatos. O profissional de limpeza Júlio Cesar Diniz, de 27 anos, conta que o cerol vem caindo em desuso por conta da oferta barata de linha chilena.

– Em qualquer lugar grande que vende pipa tem, e barateou muito de uns anos para cá, com R$ 10 você consegue comprar um carretel. Se for comprar em grandes quantidade na internet, consegue por R$ 5 cada um.

Extra – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Porque então não incluir a LAVAGEM DE ROUPA também nessa categoria de PATRIMÔNIO IMATERIAL dos deputados . Aparentemente falta coisa mais importante para os nobres deputados fazerem.
    Poderiam começar pela lavagem de roupa. Mas não na máquina de lavar. A lavagem teria que ser no bom e velho tanque, a mão, com sabão de barra.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *