Finanças

‘Campanhas podem ser caras sem corrupção’, diz especialista em lobby

O especialista norte-americano em lobby, Mark Kennedy – Divulgação

Ex-congressista dos EUA e um dos maiores especialistas em lobby, Mark Kennedy fala sobre a lei que pretende regularizar a prática no Brasil.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que pretende botar um projeto que regulamenta o lobby em votação ainda este mês. Essa nova lei pode ajudar no combate à corrupção?

O lobby acontece seja ele legalizado ou não. A regulamentação da prática é um dos melhores caminhos para reduzir a corrupção. Eu adoro um ditado que diz que a luz do sol é o melhor antibactericida, ou seja, transparência mata germes. Os EUA têm 11.400 lobistas em atividade, além de um site (opensecrets.org) pelo qual a opinião pública e os políticos podem saber direitinho quem está agindo em interesse de quem. Outro elemento importante é listar as contribuições de empresas, instituições que empregam esses lobistas, para campanhas políticas no país. A atividade declarada como lobby movimenta US$ 3 bilhões por ano nos EUA. Com a transparência, há muitos lobistas que são respeitados e acabam se tornando fonte de informação. Ganham a confiança dos congressistas e da opinião pública. Certamente ideias que podem ajudar o Brasil.

A sociedade se sente mais bem representada desta forma?

Não tenho dúvidas. Ao mesmo tempo, o trabalho de lobistas e congressistas é acompanhado pela sociedade, sofre críticas. São estabelecidas relações que podem ser benéficas para a sociedade. É uma forma de aproximá-la do processo de decisão, principalmente com o avanço da tecnologia. A informação está aí para todo mundo ler.

Há quem argumente que parte da crise brasileira e a corrupção se dão pelo fato de as campanhas políticas terem ficado caras demais.

Eu não acho que as campanhas políticas são caras. Elas podem ser caras sem corrupção. Um político lida com coisas grandes e complicadas, que demandam muito tempo. Gastamos muito dinheiro em campanha, mas, nos EUA, gastamos mais dinheiro com chiclete. Então, o que é mais importante? Damos oportunidade de grandes corporações contribuírem para campanhas políticas, mas tudo é declarado; o público fica sabendo. Existem ajustes a serem feitos, críticas: há quem argumente que a possibilidade de se doar para grandes comitês afasta o dinheiro do político, que é quem realmente pode fazer a diferença na vida das pessoas. Mas estamos sempre ajustando nossas políticas de lobby e financiamento. Não deixar transparente quem fez cada doação é uma forma de corrupção. A União Europeia, onde o registro do lobby é voluntário, está considerando torná-lo mandatório em todos os países.

Nos EUA, o voto é distrital; o Brasil discute uma reforma política. O senhor acha que ela é necessária para combater a corrupção?

No contexto de combate à corrupção, é importante considerar quais estruturas ou procedimentos concentram poder nas mãos de alguns, comparando-os aos que dispersam o poder para mais perto da população. Um poder concentrado gera corrupção mais facilmente. O sistema distrital nos EUA, onde cidadãos votam num indivíduo específico, ajuda a distribuir poder e dá mais força aos eleitores do que o sistema proporcional usado no Brasil. Tanto o distritão quanto a lista fechada debatidos no Brasil concentrariam a seleção de indivíduos a serem eleitos nas mãos dos chefes políticos, aumentando a tentação da corrupção. A limitação do tempo de TV e a alocação de parte do tempo igualmente entre os partidos leva à tentação de se criar um partido para vender o tempo de TV a outro maior. Impor limites à propaganda dá mais força ao status quo, restringindo a habilidade de partidos ou políticos inovadores exporem suas ideias. A meu ver seria melhor combinar menos limites à campanha e prestação de contas de financiamentos. Os EUA ainda passam por alguns casos de corrupção, mas nada comparável a alguns países. Muitos americanos ficariam chocados se conhecessem a história brasileira.

E a questão dos presentes que lobistas podem dar?

Até mais importante do que tornar o lobby transparente é limitar os presentes. E isso inclui ir a jogos de futebol. Nos EUA, um deputado pode receber uma garrafa de vinho; na minha época acho que o limite era de US$ 50. Se alguém me chamava para jantar num restaurante caro, eu dizia que estava sem tempo, que passaria apenas para o prato principal ou a sobremesa. Isso às vezes dava US$ 50.

O Globo

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Judiciário

MPRN, MPT e Governo do Estado firmam acordo para desativar sete hospitais; João Câmara, Acari, Apodi e S. Paulo do Potengi entre eles

MPRN, MPT e Governo do Estado firmam acordo para desativar sete hospitais

Termo de Ajustamento de Conduta foi proposto para reorganizar a rede de saúde e eliminar as irregularidades encontradas

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Governo do Estado propõe uma avaliação da rede de saúde estadual e implementação de mudanças para que sejam minimizados diversos problemas encontrados nos mais variados procedimentos de investigação em trâmite. A medida segue as orientações do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) que, após auditoria operacional sobre a rede hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), sugeriu a revisão quantitativa e qualitativa da rede de hospitais estaduais, deixando claro em seu relatório final que há a necessidade de transformação de hospitais regionais em unidades de atenção primária.

Dessa forma, o Governo do Estado tem 60 dias para elaborar um plano de revisão do quantitativo de hospitais da rede, indicando a conversão daqueles que não apresentam condições estruturais de atendimento pleno para Unidades de Pronto-atendimento, Unidade Básica de Saúde (UBS), Sala de Estabilização ou outro formato adequado. A avaliação deve se iniciar por sete unidades hospitalares que atualmente não apresentam as condições adequadas. São elas: Hospital Regional Prof. Dr. Getúlio de Oliveira Sales (Canguaretama); Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira (Caraúbas), Hospital Regional (João Câmara), Hospital Regional Dr. Odilon Guedes (Acari), Hospital Regional (São Paulo do Potengi), Hospital Regional (Angicos) e Hospital Regional (Apodi). Com a transformação das unidades de saúde, a Sesap tem até 120 dias para fazer o remanejamento de pessoal, equipamentos, insumos e recursos orçamentários dos hospitais desativados de forma a assegurar a composição integral de equipes dos hospitais que permanecerão como referências da rede.

As mudanças propostas não significam uma medida de desassistência para a população, uma vez que os hospitais a serem transformados em unidade de saúde já não ofereciam condições de atendimento. Com a reestruturação pretende-se otimizar o atendimento e garantir que a rede como um todo efetivamente funcione. Os representantes do MPRN e MPT destacam no documento que “o Estado demonstrou descumprir, em todos os seus hospitais regionais e unidades de saúde, as normas laborais referentes à proteção da saúde, segurança e higiene dos profissionais que neles laboram, inclusive as determinações contidas na Norma Regulamentadora nº 32 do Ministério do Trabalho e Emprego”.

Entre os problemas comprovados estão a inexistência de normas sobre as rotinas de trabalho; a falta de equipamentos indispensáveis ao funcionamento dos setores de atendimento como cirurgias e urgência; a ausência de profissionais suficientes, especialmente para implementação das medidas de higiene e segurança no ambiente laboral dos profissionais estatutários e celetistas da saúde; falta de gestão adequada da radiologia em nível estadual; e atrasos sistemáticos no pagamento de fornecedores e a empresas de mão de obra, o que impacta na qualidade e continuidade da prestação de serviços.

Além da reestruturação da rede, transformando hospitais em unidades de saúde, o Estado se comprometeu a elaborar e implementar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e o Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfuro Cortantes – todos esses programas com objetivo de garantir a saúde dos trabalhadores. Com esse objetivo, o TAC também propõe, entre outras medidas, a disponibilização de equipamentos de proteção coletiva (EPCs) e equipamentos de proteção individual (EPIs), capacitação dos trabalhadores sobre os riscos inerentes ao trabalho, proteção das trabalhadoras gestantes, fixar sistemática de recolhimento de resíduos de lixo comum e infectante e definição de cronograma de manutenção preventiva do sistema de abastecimento de gases e das capelas.

Opinião dos leitores

  1. Muito fácil não é ? esses pessoal do governo e do ministério público tem planos de saúde e os pobres que depende do SUS vão ficar amontoados lá no Walfredo Gurgel. E assim que a classe política trata a população.

  2. Fácil… Manda os promotores do trabalho morar no interior, sem direito a auxílio residência e sem poder vir para Natal fazer consultas e tratamentos básicos. Eles encontrariam uma solução mais racional do que fechar hospitais.

  3. Ao invés de mandar fechar os hospitais, o que irá prejudicar todos os funcionários e a população das localidades ja que terão que se deslocarem pra outras cidades para trabalhar e receber atendimentos respectivamente, o todo poderoso MP deveria obrigar o" desgoverno" a equipar os hospitais e contratar através de concurso público, pessoal pra melhorar o funcionamento dos mesmos. Fechar hospitais é facil.

  4. O Ministério Público tá se tornando uma espécie de Poder Ditatorial. E os representantes do executivo, que se cagam de medo, fazem tudo que eles mandam sem questionar.

  5. Vixe, armaria, esses acordos deveriam ser para construir novos hospitais, nam?! Desculpem a ignorancia do macaco!

    1. Parece absurdo falar em fechar hospitais, mas cada situação tem e deve ser analisada.
      Sabemos que na maioria dos hospitais do RN o que mais funciona são as ambulâncias trazendo pacientes para o Walfredo Gurgel.
      Se os hospitais no interior atendessem seus pacientes, a quantidade de pessoas no Walfredo Gurgel teria uma diminuição imediata de 30% ou mais.

  6. Um verdadeiro absurdo tentar fechar o HR João Câmara que é sede da III Região de Saúde – o município atende 23 municipios da região – Um hospital que tinha muita resolutividade e que por questões politicas foi sendo esvaziado.
    A população precisa se unir e exigir a continuidade dos serviços.
    Os Promotores têm planos de saúde – tomam decisões sem levar em consideração a população que sofre para ter atendimento de saúde que é um direito do cidadão.
    Isto é um verdadeiro absurdo.

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Diversos

Pesquisa da UFRN usa semente da caatinga para combate ao mosquito Aedes aegypti

A ocorrência do casos de Zika, dengue e chikungunya no país e de modo particular no Rio Grande do Norte, levou pesquisadores do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a buscarem alternativas para minimizar os problemas causados pelo Aedes aegypti. Como proposta, o grupo analisará as relações entre o inseto, ambiente, o vírus e humanos, além de testar extratos de plantas na mortalidade do inseto e, também, discutirá ações educativas voltadas ao esclarecimento da população.

O projeto Culicídeos e vírus Zika: Bioecologia, prevenção e controle do Aedes aegypti no Rio Grande do Norte – Ações integradas de pesquisa, ensino e extensão está entre os selecionados pelo Ministério da Saúde, na chamada pública para apoiar projetos de pesquisa no combate ao vírus Zika e no combate ao mosquito Aedes aegypti. Todos os trabalhos selecionados receberão investimento específico do Governo Federal.

A pesquisadora Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, coordenadora do projeto aprovado defende o investimentos em pesquisas que possam apresentar novas alternativas de controle de mosquitos. “Os inseticidas são importantes, mas causam problemas às pessoas e ao ambiente. Alguns produtos vegetais, bactérias e fungos vêm mostrando resultados promissores e instigam novas pesquisas e testes”, reforçou.

Dentre os resultados obtidos em laboratório, o uso de extrato de sementes de plantas da caatinga e outras plantas têm mostrado bons efeitos na mortalidade de larvas, pupas e na forma adulta do Aedes aegypti.

A ampliação do conhecimento acerca das relações bioecológicas no caso do Aedes, ou seja, entre vírus e hospedeiro é determinante para que as medidas a serem adotadas para o controle do mosquito sejam adaptadas e efetivas. Por essa razão, os pesquisadores querem estudar mais a fundo o Aedes aegypti e seu ambiente, respeitando as características do semiárido brasileiro. Assim, podem contribuir para que outras formas de controle, mais eficazes e duradouras, por meio da educação e cultura, em regiões com características diferentes, sejam ao mesmo tempo adotadas pela gestão pública. O projeto ainda prioriza a análise e discussão das condições de saneamento básico e a prevenção de doenças.

“O projeto apresenta-se como um conjunto articulado de ações de caráter interdisciplinar a serem desenvolvidas. Os conhecimentos científicos e tecnológicos colocados ao alcance da população por meio da pesquisa e formação de pessoas podem promover seu emprego nas atividades cotidianas e na prevenção”, reforça a pesquisadora. A coordenadora do projeto, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, acredita na reversão do quadro atual.

O projeto será concluído em quatro anos e conta com a participação de pesquisadores da UFRN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP-RN) e estudantes de cursos de graduação, mestrado e doutorado.

Investimento

O Governo Federal divulgou a relação dos 71 estudos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus zika e doenças correlacionadas. O objetivo é potencializar a produção de conhecimento científico e tecnológico para o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) declarada em função da alteração do padrão de ocorrência de microcefalia no Brasil, decorrente da infecção pelo vírus zika.

Com informações da UFRN

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Diversos

Marinha alerta para ondas de até 3,5 metros e vento forte em Natal entre esta segunda e quinta

A Marinha do Brasil alerta aos navegantes da Área do litoral do Rio Grande do Norte, sobre a previsão de Mar Grosso com ondas de SE/E de 3,0 a 3,5 metros, na Área Golf (de Natal/RN a São Luiz/MA, a partir de 11JUL17 das 09h00min até 13JUL17 às 21h00min.

A Marinha do Brasil alerta aos navegantes da Área do litoral do Rio Grande do Norte, sobre a previsão de Vento Forte, SE/E com intensidade entre 28 e 33 nós com Rajadas na Área Golf (de Natal/RN ao Sul do Equador), a partir de 10JUL17 das 09h00min até 13JUL17 às 21h00min.

A Capitania dos Portos recomenda que as embarcações de pequeno porte evitem navegar no mar nestes dias e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.

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Denúncia

Delações podem detalhar crime em fundo do FGTS que envolve Henrique Alves

POR FOLHAPRESS

Centro das investigações que levaram à prisão de Geddel Vieira Lima, um dos ex-ministros mais próximos de Michel Temer, o fundo FI-FGTS nasceu com o objetivo aplicar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço do trabalhador em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A medida, criada em 2007 pelo então presidente Lula (PT), parecia distribuir vantagens para todos os lados.

Numa ponta, o trabalhador lucraria com aplicações que prometiam render mais que os ganhos pagos no fundo tradicional. No âmbito geral, o país se beneficiaria do financiamento aos setores de transporte, habitação, energia e saneamento básico.

A Lava Jato mostrou, no entanto, que políticos do PMDB, liderados por Eduardo Cunha (RJ), e executivos e conselheiros da Caixa Econômica Federal, que administra o fundo, cobravam propina de empresários interessados em dinheiro do FGTS.

Além de Geddel (PMDB-BA), que foi vice-presidente de pessoa jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, as operações Sepsis e Cui Bono apontam a participação do ex-ministros Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do operador financeiro Lúcio Funaro, também presos, no esquema.

Até agora, todos negam envolvimento em crimes, mas tanto Cunha quanto Funaro negociam acordos de colaboração premiada.

Delatores da Odebrecht também relataram o pagamento de propina para que o fundo comprasse participações acionárias do braço ambiental e de transportes da companhia baiana e adquirisse certificados públicos que financiariam obras da empreiteira no Rio de Janeiro.

Entre as empresas acusadas de pagar suborno estão a Eldorado Celulose, de Joesley Batista, e a BR Vias, da família Constantino, dona da Gol Linhas Aéreas.

TEMER

As apurações resvalam em Temer, que não é oficialmente investigado no caso. Apontados como líderes do esquema, Cunha, Geddel e Henrique Alves foram aliados muito próximos do presidente.

Cunha incluiu Temer na sua lista de testemunhas e enviou a ele perguntas sobre sobre fatos investigados pela Polícia Federal. Fez questionamentos sobre um caso envolvendo Henrique Constantino, dono da Gol, que teria pago propina para conseguir um financiamento de R$ 300 milhões do fundo para uma de suas empresas, a BR Vias.

“Vossa Excelência conhece Henrique Constantino? Esteve alguma vez com ele? Qual foi o tema? Tinha a ver com algum assunto ligado ao financiamento do FI-FGTS?”, perguntou Cunha. No relatório da operação Cui Bono? a Polícia Federal mostra trocas de mensagens de celular entre Cunha, Funaro, Geddel e o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto operando em favor da BR Vias.

Constantino negocia há meses um acordo de delação em que pretende contar que pagou R$ 10 milhões em propina em troca da liberação do financiamento para a BR Vias. Um dos anexos da proposta relata que após negociar o suborno com Cunha, Constantino reuniu-se com Temer para validar o acordo.

Segundo Constantino, Cunha não falou de propina nesse encontro, mas sim de apoio do empresário ao grupo político de Temer. O encontro aconteceu em 2012 e não constou da agenda oficial do então vice-presidente.

FRAGILIDADE

O patrimônio do fundo somou R$ 31,9 bilhões no final de 2015, data do último relatório disponível. Levantamento feito a partir de um sistema da Receita Federal aponta que grande parte das cerca de 800 empresas processadas pelo Leão em razão da Lava Jato, devedoras de R$ 10 bilhões, tinha contratos com o FI-FGTS.

Segundo o economista Claudio Frischtak, a corrupção foi facilitada pela fragilidade dos mecanismos de controle da instituição. “Transparência é fundamental. As propostas devem ser publicadas com antecedência e as pessoas devem poder questionar antes de o investimento ser feito”, diz.

Frischtak defende que o fundo é uma boa iniciativa. “É realmente uma discussão oportuna saber o que fazer para que o dinheiro do trabalhador tenha um rendimento melhor. É preciso olhar para frente, entender o que precisa ser feito para que não haja desvios”, afirma.

Opinião dos leitores

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Esporte

Onze torcedores são detidos por briga antes de jogo do Botafogo no Rio

Onze torcedores foram detidos pela Polícia Militar ontem (9) devido a uma briga antes do jogo entre Botafogo e Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, no entorno do Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão.

Segundo a PM, sete torcedores do clube carioca e quatro do clube mineiro foram encaminhados ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Engenhão. Quatro deles foram autuados por incitação à violência.

No sábado, uma briga envolvendo torcedores do Vasco da Gama e policiais militares, dentro e fora do Estádio de São Januário, deixou um morto e três feridos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, dois dos feridos foram baleados na perna e o terceiro foi atingido por estilhaços de vidro. Até a noite de ontem, um dos baleados na perna continuava internado.

Agência Brasil

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Diversos

Vaza na web suposto vídeo íntimo “das antigas” do ator global José Loreto

Um suposto vídeo íntimo de José Loreto viralizou na internet na madrugada deste domingo (9). Nas imagens feitas por uma webcam, um homem, que os internautas identificam como o ator, aparece se masturbando em cima de uma cama.

No vídeo que tem cerca de 51 minutos, e uma versão mais reduzida que está sendo distribuída na web, é possível ver o rosto do autor da gravação. No Twitter, José se tornou um dos assuntos mais comentados da rede social.

Pelo nome escrito no arquivo, as imagens teriam sido feitas no período em que Loretto estava no elenco da novela “Malhação”. A péssima qualidade da gravação não dá certeza de que é José no momento íntimo.

Com informações da RedeTV e TV Foco

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Polícia

Quadrilha faz vigia refém e arromba cofre em posto de combustíveis em Neópolis, na Zona Sul de Natal

Pelo menos seis homens armados fizeram um vigia de refém, invadiram um posto de combustíveis e arrombaram o cofre do estabelecimento, na madrugada desta segunda-feira(10), por volta das 3h, no bairro de Neópolis, na Zona Sul de Natal. Ainda não se sabe a quantidade de dinheiro que foi levada.

Segundo a Polícia, os bandidos também entraram na loja de conveniência do posto, e usaram um carro de passeio para fugir. Imagens dos circuitos de câmeras do estabelecimento poderão auxiliar a polícia nas investigações.

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Polícia

Jovem é preso suspeito de atear fogo na própria família no interior do RN; bebê entre as vítimas

Mãe, irmã, esposa e um bebê de oito meses estão entre as vítimas na zona rural de Lajes, município da região Central potiguar, de um jovem de 18 anos, suspeito de ter ateado fogo na própria família. A Polícia ainda apura a motivação do crime em meio a informações de que o acusado teria “surtado” durante uma briga com a mulher, e a versão do preso, que o caso foi um acidente.

Segundo a Polícia, o suspeito alega que estava mexendo no motor de uma motocicleta, perto de um fogareiro, e que uma vasilha com gasolina teria batido no fogo e em seguida caído no corpo dos familiares. As vítimas foram socorridas pelo Samu para o setor de queimados do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal.

Entre as vítimas, o bebê está internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), com 50% do corpo queimado, enquanto a esposa do suspeito possui queimaduras de 2° grau, com 50% do corpo também atingido pelas chamas e permanece estável. A irmã do homem está com 20% do corpo queimado.

O suspeito foi preso e deve ser levado para a Delegacia Regional de São Paulo do Potengi.

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Trânsito

Trecho da Avenida Pompéia em Natal interditado a partir desta segunda

Devido às obras de saneamento da CAERN, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informa que a Av. da Pompéia (Av. Antônio de Melo e Souza), trecho entre a Castelo Branco e a Itororó, será interditada a partir de segunda-feira (10).

As linhas de ônibus 02, 64 A/43, 76, 81 e 592 serão desviadas pela Av. Itapetinga, onde acessarão a rua Itororó e posteriormente retomam os seus respectivos itinerários na Pompéia.

De acordo com o inspetor Carlos Eugênio a previsão é que o trecho seja liberado para o trânsito em 30 dias, no dia 09 de agosto de 2017. Mais informações no telefone 156. A ligação é gratuita.

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Polícia

Ex-vereador no RN é assassinado a tiros na manhã desta segunda

A Polícia Militar confirmou o assassinato a tiros na manhã desta segunda-feira(10), por volta das 6h40, do ex-vereador Francisco Duarte Filho, de 55 anos, conhecido como “Chico Duarte,  na cidade de Lucrécia, distante 348 km de Natal, na região Oeste do RN,  no momento em que estava chegando em um mercadinho. De acordo com informações preliminares, a vítima foi surpreendida por três homens, que após os disparos, fugiram com destino ignorado em um carro que estava estacionado próximo ao estabelecimento comercial.

“Chico Duarte” havia sido presidente da Câmara Municipal de Lucrécia. Em 2016, chegou a se candidatar para prefeito da cidade, mas sua candidatura foi impugnada pelo Ministério Público em virtude de um aumento ilegal de subsídio de vereadores, baseado na Lei da Ficha Limpa. Em 2003,

Segundo a Polícia Militar, a morte do ex-vereador provocou uma comoção na cidade. Ele era muito conhecido em toda a região, e também cunhado da prefeita.

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente hoje no Brasil o crime está "compensando". Os bandidos negociam vidas como se fossem um produto qualquer. E o judiciário deixando como sempre a coisa correr frouxa!!!

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Judiciário

JBS: O erro de Janot

POR MÍRIAM LEITÃO
Quanto mais o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenta explicar os termos do acordo da delação de Joesley e Wesley, mais fica inexplicável. A frase de Janot “eles aceitavam negociar tudo menos a imunidade” mostra uma rendição. Ele poderia ter endurecido na mesa de negociação. O céu para um criminoso é a imunidade penal. Os Batista pediram o céu e lhes foi dado.

Joesley e Wesley são bons negociadores e chegaram na PGR dispostos a vencer. Venceram.

— Se eu não aceitasse, os empresários continuariam na mesma atividade ilícita que sempre tiveram — disse o procurador na entrevista a Roberto D’Ávila.

Ora, cabia ao procurador-geral lembrar-lhes que se não colaborassem eles teriam um destino bem mais duro, mais dia, menos dia. Estavam em curso quatro investigações contra a JBS. Joesley tinha medo delas. Seu pavor era acordar numa manhã com a polícia em sua casa. Por isso preparou sua isca, a gravação do presidente da República. Com ela foi, junto com o irmão, ao procurador-geral. Os dois pediram o máximo, exatamente porque é assim que se faz numa negociação. Janot ficou tão atraído pelo que eles tinham a entregar que se rendeu. Se tivesse endurecido, eles recuariam. Acabariam colaborando em termos mais aceitáveis para o país. “Eles aceitavam negociar tudo, menos a imunidade.” Tudo o quê? Depois da imunidade, nada recairá sobre eles. A ideia de que “eles continuariam na atividade ilícita que sempre tiveram” demonstra falta de confiança no próprio Ministério Público, como se a única prova possível fosse aquela oferecida na delação.

Janot concluirá seu tempo de procurador-geral em dois meses. Exerceu seu mandato com coragem. Enfrentou os mais poderosos políticos do país. Mas se rendeu aos irmãos Batista. Ele disse que teve que fazer “uma escolha de Sofia”. Errado. Sofia não tinha saída boa na escolha entre a morte de um dos dois filhos. Mas Janot tinha uma terceira opção: endurecer na negociação, conseguir uma colaboração justa para a sociedade brasileira, em que os criminosos tivessem vantagens, redução de penas, mas não a imunidade, e ele teria os elementos para apurar os crimes de altas autoridades. Faltou a ele frieza e firmeza na negociação. Faltou lembrar que ninguém pode se colocar acima da lei ou fora do seu alcance.

O que os empresários poderiam fazer caso Janot dissesse que não aceitaria negociar a esse preço? Iriam para a casa, esperar a manhã em que a Polícia Federal bateria em sua porta com uma ordem de prisão, em alguma das quatro investigações em curso? Não. Eles aceitariam entregar o material por menos, porque tinham muito a perder. O destino de Marcelo Odebrecht era o que mais temiam.

Joesley montou uma armadilha para o presidente da República. Temer caiu nela, mas não como vítima. Ele teve aquela conversa porque quis. Joesley foi lá gravar porque sabia que poderia tirar de Temer flagrantes comprometedores. Essa certeza ele trouxe de contatos anteriores. Não há explicação para aquela reunião do Jaburu. As versões dadas até agora por Temer e por seu advogado Antônio Claudio Mariz são inverossímeis. Mariz repetiu a tese de que Temer recebeu Joesley porque ele é um grande exportador de carne. O teor da reunião os desmente. Nada se falou sobre isso. O centro daquela conversa é a Lava-Jato e o que Joesley estava fazendo para controlar juízes, procuradores e presos. A estratégia de desacreditar as provas é velha, conhecida. A reunião é reveladora, mas não é ela que traz a prova definitiva do crime de que Temer foi acusado.

O centro da acusação de Janot é que Temer era o destinatário final dos R$ 500 mil da mala. E isso, como Janot admitiu, terá que ser provado. Os indícios são fortes: Temer nomeia Rocha Loures seu representante para “tudo”. E Loures é flagrado recebendo a mala. A aposta da defesa é que isso não será suficiente juridicamente. Mas agora começa um processo político.

Janot, ao aceitar dar aos irmãos tudo o que pediram, atingiu a alma da Lava-Jato. O que construiu o forte apoio da opinião pública à operação é o combate à impunidade, ou, como prefere o procurador: “Pau que dá em Chico dá em Francisco”. Mas ele poupou os Batista. Esse foi o erro de Janot.

Opinião dos leitores

  1. Esse acordo ta mais que estranho de uma hora pra iutra temer e o chefe isso nme parece enredo de novela nada a cer o resposavel pela desgraca do Brasil e o PT

  2. A mídia agora está tentando desacreditar a lavajato. Faz parte do plano. Miriam Leitão e Josias de Souza produzem textos alinhados com os mesmos corruptos que subornam os políticos.
    O plano era colocar toda a culpa em um único partido(PT) para que a corrupção pudesse continuar com os outros partidos.
    O povo (especialmente os trouxinhas ) precisam deixar de ser burros e parar de serem manipulados.

    1. Pronto, agora está explicado o roubo do PT…Eles agora serão absolvidos né?

  3. Bando de facista, falou de coisa errada nesse país, é PT. Meu DEUS, todos os politicos são santos exceto os do PT. Pensam que o povo é bobo. Enquanto isso, LULA-LÁ disparado em primeiro lugar!!!!

    1. Não macaquinho, apenas que o PT é o maior bando de todos, desviou mais que todos os outros juntos.
      O PT é o único partido que tem 03 ex tesoureiros investigados e até condenado.
      O PT é o único partido que tem seus Ministros da Casa Civil envolvidos em crimes comprovados.
      O PT é o único partido que tem 02 ex presidentes investigados.
      O PT é o único partido que tem toda sua cúpula investigada por crimes.
      Entendeu a diferença ou precisa desenhar????

    2. Qual a diferença do fascismo para o chavismo (com quem o PT tem tanta afinidade?).
      -Nacionalismo
      -Culto à personalidade
      -Anti-liberalismo
      -Vontade de fundir estado-partido-sindicatos num único aparato.
      -Tara por regular e controlar mídia-MP-Judiciário
      -Grupos paramilitares.

    3. Agora que chama o outros de santos são os mortadelas, que acreditam que Lula cura hemorróida por imposição de mãos.

  4. Isso foi tudo armado pelo PT ou melhor José Dirceu
    Isso com a grande ajuda de outro Petista Janot
    Tudo armado mas logo vai aparecer tudo

  5. o Procurador que por suas perseguição a Temer tem sido chamado de JanoPT, deve está preparando acusações contra Rodrigo Maia, afinal a Globo vem dizendo que Temer deve cair e para impedir que Maia assuma, JanoPT deve está passando noites acordado na busca de acusações contra o Presidente da Câmara para tentar dar "desculpas" a aprovação do projeto de GOLPE do PT que quer MUDAR A CONSTITUIÇÃO para haver ELEIÇÃO USURPADA DIRETA no lugar da INdireta prevista em LEI.

  6. "DELAÇÃO DE PALOCCI PODE INCLUIR ANEXO SOBRE A REDE GLOBO" ( REVISTA VEJA) 08/07/2017

  7. TODOS OS FURTOS DA LAVA JATO FORAM PRATICADOS POR :CHICO: LÁ DOS SERTÕES DO SERIDO. VIVA CHICO.

  8. O número de bandidos entregues pelos irmãos Batista, todos que contavam com a confiança do Estado, alguns eleitos pelo povo, cometeram crime de lesa pátria, face a cargos ocupados o que os tornam muito piores que os colaboradores.
    Os irmãos são bandidos. Os outros, além disso, traidores do Brasil.

  9. Discordo.
    O PGR escolheu beneficiar o delator para poder desmascarar a maior quadrilha do país. Ou ele fazia isso, ou o POVO continuava sendo saqueado pelos poderosos.

    1. Petista Felipe.
      Nem bêbado raivoso engole mais essa MENTIRA e INVERSÃO do PT.
      A MAIOR QUADRILHA DO MUNDO É O PT.
      O que a TURMA do PT DESVIOU e RECEBEU SUPERA em 1000x a quantidade dos desvios do PMDB, PSDB, PDT e PP juntos.

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Judiciário

Após 3 meses, investigações sobre delação da Odebrecht emperram

POR FOLHAPRESS

Três meses depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizar a abertura de inquéritos, as investigações envolvendo a delação de executivos da Odebrecht não avançam.

O caso da empreiteira chegou a ser chamado de “delação do fim do mundo” por envolver políticos de todos os partidos e tendências.

Uma análise feita pela Folha aponta que tem sido difícil para os investigadores comprovar os relatos feitos pelos delatores à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Há outro fator que coloca uma incógnita sobre o futuro das investigações: 24 dos 77 inquéritos abertos desde abril saíram das mãos de Edson Fachin, relator original, e foram para outros ministros. E esse número aumenta a cada dia.

Nenhuma denúncia foi apresentada até agora em relação a esses inquéritos. A delação da JBS, homologada em maio –quase quatro meses após a da Odebrecht–, já virou base para três acusações da Procuradoria, uma delas tendo como alvo o presidente Michel Temer.

Após abertos, os inquéritos da Odebrecht foram enviados para a Polícia Federal, com prazo fixado de 30 dias para cumprimento de diligências. A PF, no entanto, não conseguiu realizar todas as medidas e solicitou mais tempo em cada uma das investigações.

PROVAS

Pela leitura dos andamentos dos inquéritos, que são públicos, é possível verificar que a maior dificuldade tem sido de buscar provas sobre os pagamentos realizados.

Mais de 40 pessoas foram à PF prestar depoimento. Uma série de pesquisas foi solicitada, como a evolução patrimonial dos investigados, acesso e destino de pessoas no Congresso e prestações de contas em eleições.

Todos os políticos ouvidos negaram as acusações. Oito ministros, 39 deputados e 24 senadores foram delatados.

Aos delatores, que também foram chamados a depor novamente, a PF pediu mais detalhes dos repasses, mas em geral teve respostas vazias.

Em alguns casos, a polícia identificou contradições. O ex-diretor de Relações Institucionais Alexandrino Alencar, por exemplo, afirmou ter feito uma reunião com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) em 2010 para tratar de doação de campanha.

Ele disse que o encontro foi no escritório da então candidata, em Porto Alegre.

Em seu depoimento, a petista afirmou que só alugou a sala mencionada em 2014, levando como prova seu contrato com a imobiliária.

RELATORIA

Fachin é, desde a morte de Teori Zavascki, em janeiro, o relator da Lava Jato na corte.

A distribuição dos casos para outros ministros ocorre porque, na visão do STF, há nessas investigações falta de conexão com o tema principal da Lava Jato, o desvio de dinheiro da Petrobras.

Com as mudanças, 10 dos 11 ministros decidirão sobre suspeitas referentes à empreiteira, o que deve gerar conflitos, com definições e interpretações diferentes para situações semelhantes, além de debates entre as duas turmas do tribunal.

“Esse é o sistema regimental e não se pode ver nisso qualquer insegurança. O inverso é que fugiria à organicidade do direito”, diz o ministro Marco Aurélio Mello.

“Isso não atrapalha o andamento. A demora se dá mais pelo tempo das investigações”, afirma Gilmar Mendes.

Ministros, investigadores e advogados afirmam que a redistribuição é importante para a celeridade dos processos, mas se dizem preocupados com a possível desigualdade nas decisões.

“É natural que os juízes tenham entendimentos diferentes. Mas o STF, que é a corte suprema, deveria se pautar por uniformizar os tribunais. E eles vão fazer justamente o contrário. Isso vai gerar tratamento desigual para os réus e já esta gerando”, afirma o advogado Leonardo Sica, doutor em direito penal.

Advogados discordam sobre a existência de critérios para a distribuição.

Para Gustavo Badaró, professor de direito da USP, “não tem havido critério seguro para determinar quando um inquérito é conexo com a Lava Jato”. “O STF deveria ser o guardião, mas a gente vê que a conveniência é o que está dando o tom”, diz.

“Acho que o Supremo está observando o critério de forma bastante técnica”, disse o advogado Luis Henrique Machado, que defende Renan Calheiros (PMDB- AL) e outros políticos.

OUTRO LADO

A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou que as investigações e a coleta de provas relativas à delação da Odebrecht ainda estão em curso. “Como em qualquer outro acordo estão sendo realizadas investigações complementares dentro dos inquéritos instaurados”, disse a instituição à Folha.

A Procuradoria ressalta que os desdobramentos da delação “ocorreram em várias instâncias por todo o país, não se esgotando no STF”. Sobre a comparação entre delações, a PGR afirma que “cada colaboração tem suas particularidades quanto a extensão e conteúdo”.

Em relação ao ritmo da Lava Jato, a PGR destaca que apresentou até o momento 24 denúncias ao STF, “sendo que cinco já foram convertidas em ações penais”.

A Procuradoria afirma que o cumprimento de prazos processuais depende de diversos fatores, como diligências e juntada de documentação, além de informações de outros órgãos.

O gabinete do ministro Edson Fachin diz que “não se pode falar em insegurança jurídica”, pois a redistribuição segue como critério a conexão com desvios da Petrobras. “Se houver alguma dúvida em relação à redistribuição, tanto as defesas como o Ministério Público podem questionar, e o pleno reexaminará a questão.”

Sobre os casos considerados conexos com a Lava Jato no início e depois separados, o gabinete afirma que as decisões de Fachin são sujeitas a “constante reavaliação, a partir do panorama de provas que vai se modificando”.

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Esporte

CONFUSÃO: Funcionários do Vasco podem ter facilitado entrada de bombas

O major Hilmar Faulhaber, do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (Gepe) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que comandou o policiamento no clássico entre Vasco e Flamengo, afirmou neste domingo que acredita que as bombas atiradas no gramado de São Januário, após o jogo de sábado, provavelmente não estavam com os torcedores no momento da revista para a partida do Brasileirão. Segundo Faulhaber, a quantidade de artefatos era “muito maior” do que em outros jogos e que é possível que tenham entrado em São Januário via funcionários do clube mandante ou vendedores ambulantes. O major, no entanto, ressalta que não houve desleixo por parte da polícia e que não acredita que o clube tenha incentivado esse tipo de ação.

– As pessoas que trabalham no estádio chegam antes do policiamento e podem ter entrado com as bombas escondidas. Ou até em dias anteriores ao jogo. São cerca de mil pessoas. Quem garante que essas pessoas não tem ou não tiveram relação com as organizadas? Não sei dizer se o clube faz revista em seus funcionários. Porque a quantidade de bombas era muito maior do que a de outros jogos. Não foi normal, eram muitas bombas – declarou Faulhaber, que disse que após o episódio “ligou-se o sinal vermelho, de alerta”. – A revista, feita por nós e por seguranças privados contratados pelo Vasco, não pega tudo, claro. Passa alguma coisa escondida em sapato e roupa íntima, por exemplo. Mas ontem (sábado) essa quantidade foi enorme. Repito, não foi normal.

Em nota divulgada neste domingo, a Polícia Militar ressaltou que a revista “é de responsabilidade do clube, que possui funcionários destinados a isso em todos os pontos de acesso”. Segundo a nota, o Gepe “supervisiona a revista”.

Segundo Faulhaber, desde o início do jogo, as torcidas organizadas do Vasco já estavam “se estranhando”. E que o clima de briga era iminente. O major acredita que torcedores vascaínos premeditaram a confusão e que o episódio pode ter relação com a política interna do clube. Ele também lembrou que a briga não foi entre torcidas rivais, entre Vasco e Flamengo.

– Não acho que o clube incentive esse tipo de coisa. Não imagino que o Vasco tenha facilitado a entrada desse tipo de artefato. Me refiro a pessoas isoladas – esclareceu o major. – A confusão ocorreu apenas na torcida do Vasco que estava tão misturada que não detectamos qual organizada começou a lançar as bombas e a criar tumulto e briga. Acho que tem relação direta ao momento do clube, à política. As bombas, aliás, foram um item importante. Mas, esses vândalos também depredaram o local e partiram para cima da polícia.

A assessoria de imprensa do Vasco informou que “assim como ocorre em várias empresas”, os funcionários do clube “não passam por revista e que alguns, dependendo da função que exercem, são revistados quando deixam o clube. Não quando entram.”

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Conversa da Polícia, a falha foi na revista de entrada, pelo jeito se quisessem entrar armados tinham conseguido, aqui em Natal reclamam quando é feita a revista, mas ela é essencial para a segurança de todos.

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Economia

Alpargatas pode ser vendida por até R$ 3,5 bilhões até o fim do mês

Alpargatas

ESTADÃO CONTEÚDO

A Cambuhy, braço de investimento da família Moreira Salles; e o Itaúsa, empresa da família Setubal; podem pagar entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,5 bilhões por uma participação majoritária na Alpargatas SA, dona da marca Havaianas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Os lucros com a venda da Alpargatas, cujas ações têm forte alta neste ano, podem ajudar a reduzir a grande dívida dos proprietários, que também estão envolvidos em escândalo de corrupção. A J&F comprou a Alpargatas, que pertencia à Camargo Corrêa, em 2015.

A Cambuhy Investimentos e a Itaúsa estão trabalhando para fechar os termos de um acordo já na próxima semana, quando acaba o período de exclusividade com a acionista controladora da Alpargatas, a J&F Investimento, que pertence aos irmãos Batistas, donos do JBS, disse uma das fontes.

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Política

Mesmo derrotado, Temer será estorvo longevo

POR JOSIAS DE SOUZA

Michel Temer assumiu o lugar de Dilma Rousseff prometendo um governo de salvação e de união nacional. Denunciado por corrupção, tenta salvar a si próprio. E não sabe se conseguirá unir um pequeno grupo de aliados dispostos a livrá-lo da guilhotina. Precisa de 34 votos na Comissão de Constituição e Justiça e de 172 no plenário da Câmara.

Formou-se em Brasília um sólido consenso: Temer transformou sua Presidência num estorvo —que será longo, não importa o resultado das votações. Na melhor das hipóteses para Temer, o Planalto conseguirá enterrar a denúncia, prolongando o derretimento do presidente por prazo indeterminado. Ou até a próxima flechada da Procuradoria-Geral da República.

Na pior das hipóteses, os deputados aceitarão a denúncia. Neste caso, o Supremo Tribunal Federal estará autorizado a analisar a consistência jurídica da acusação do procurador-geral Rodrigo ‘Lá Vai Flecha’ Janot. Se a maioria dos 11 ministros da Suprema Corte julgar que a denúncia é consistente, Temer será afastado do cargo por até seis meses.

A Constituição manda que, enquanto durar o julgamento, assume o Planalto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Um ministro do Supremo disse ao blog neste domingo que o tribunal não imprimiria um ritmo de toque de caixa a uma eventual ação penal aberta contra o presidente. Acha plausível que o processo se prolongue até o início de 2018.

Absolvido, Temer retornaria à Presidência. Condenado, hipótese mais provável, voltaria para São Paulo. E o Congresso teria 30 dias para eleger um novo presidente. A inércia conspira a favor da permanência de Rodrigo Maia.

Quer dizer: menos de um ano depois do impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil deve ser submetido novamente ao constrangimento de conviver por vários meses com dois presidentes precários —um afastado e outro interino.

Pior: livrando-se de um estorvo acusado de corrupção, o país passará a ser comandado por outro absurdo investigado na Lava Jato. Maia frequenta as planilhas da Odebrecht como “Botafogo”. E já ocupa um capítulo da delação de Eduardo Cunha, que aguarda na fila pela oportunidade de explodir.

Opinião dos leitores

  1. Ladrão é ladrão, ele era pra ter saído junto com Dilma . Ladrão igual a ela, agora fica essa justiça só moendo e não resolve nada.

  2. É uma pena esta fazendo um grande governo e recuperando o brasil do estago que o PT deixou. Pena que a polpulacao é cega e a imprensa em todos os niveis quer ver o circi pegar fogo.

  3. O problema não é os partidos e sim quem usa um partido pra se dizer honesto politicamente e é totalmente o inverso quando se estar no poder, não sou a favor de nenhum partido apenas temos que dá um basta nessa situação, todos que estão no poder na linha de frente estão sendo investigados e são culpados, então temos que tira-los do poder, todos porque se tira um e entra outro que está na mesma situação ou pior .

  4. O PT é tão amaldiçoado que foi embora e ainda deixou uma praga dessa pra gente, sem contar que todos esses ministros do pmdb foram ministros do PT. O PMDB é uma extensão do PT.

  5. Baderna. País dos hipócritas!
    Enquanto continuar essa política do pão e circo, onde parte da população depende de ajuda do governo, onde o voto é obrigatório e assim a massa é manipulada a votar nos mesmos que já estão no pode, não haverá mudança!
    Mais do mesmo!

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