Jornalismo

CMN aprova projeto que proíbe descarte do lixo nos espaços públicos

O projeto de lei que estabelece a proibição do descarte de resíduos sólidos nos espaços destinados ao uso comum dos cidadãos e à circulação de veículos recebeu parecer favorável nesta quinta-feira (01) no plenário da Câmara Municipal de Natal. De iniciativa do presidente da Casa, vereador Raniere Barbosa (PDT), a proposta, votada em segunda discussão, determina que a Prefeitura terá a prerrogativa de regulamentar e designar os órgãos responsáveis pela fiscalização, aplicação das multas e a respectiva cobrança.

De acordo com o texto, constitui casos de infração lançar dos veículos qualquer objeto, resíduo ou rejeito; deixar nas calçadas e canteiros terra, entulho ou materiais de construção; violar recipientes acondicionadores de lixo, provocando o espalhamento do conteúdo, entre outros. Nas situações de dano ao meio ambiente, deverá ser encaminhada denúncia ao Ministério Público, a fim de que o infrator responda por crime ambiental.

“Se jogado no chão, o lixo pode causar enchentes e entupir bueiros, provocar mau cheiro, propiciar a proliferação de animais nocivos e transmissores de doenças (ratos, moscas e mosquitos), poluir o solo e o lençol freático, além do ar, uma vez que é prática comum a queima do lixo em terrenos baldios. Cidades importantes já adotaram medidas de punição há algum tempo. O objetivo é inserir a capital potiguar em uma nova perspectiva”, argumentou o presidente Raniere Barbosa.

Opinião dos leitores

  1. Nada adianta proibir sem fiscalizar, existe uma calçada na Avenida dos Ipês, esquina com Airton Sena que apesar da prefeitura retirar o lixo pelo menos a cada quinze dias, alguns porcos teimam em jogar novamente, interditando a mesma e fazendo a população andar pela Rua com risco de ser atropelada, ou coloca fiscalização nestes pontos ou de nada adianta, já fotografei, coloquei no facebook, no Zap e de nada adiantou.

  2. Aqui no alvorada lv, próximo a.maternidade Lede de Morais, a área de lazer é um verdadeiro lixão,os moradores não agüenta mais, e muito ratos, mosca baratas, mosquitos e ainda mais os marginais si esconde para assalto os moradores, ois devido o lixo o mato cresceu dificultando a senso de visão para os moradores. Pedimos as autoridades que nos ajude,a fazer uma área de lazer para os moradores.

  3. Então comecem a fiscalizar a Rua Georgino Avelino próximo ao Mc Donalds da Prudente de Morais. Ali é um verdadeiro lixão. Já fizeram várias denúncias e nada foi feito.

  4. Na Prudente de Morais (próximo ao Mc Donald's) tem um entreposto de lixo, trazido por carroceiros, com o apoio da Prefeitura.

  5. E a lei contempla também locais predefinidos para o descarte de podas, entulhos e descartes?
    Se sim, parabéns. Do contrário será um mero arrecadador de multas.

    1. Não tenha dúvidas que essa é a finalidade maior: multar e prejudicar o pequeno, aquele que busca reformar ou melhorar a sua casa.

    2. Via púbica não é lugar de entulho.
      Regra básica de civilização.

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Denúncia

BRONCA: Vereador denuncia que empresa de consultoria “está recebendo R$ 1,4 milhão” na Secretaria de Educação de Natal de forma irregular

Destaque no Portal Agora/RN

O vereador Sandro Pimentel (PSOL) denunciou, durante sessão ordinária da Câmara Municipal nesta quarta-feira 31, que uma empresa que presta serviços de consultoria contábil para a Prefeitura de Natal está recebendo recursos de maneira indevida de escolas e centros de educação infantil. A constatação, de acordo com o socialista, aconteceu durante visitas a unidades de ensino da capital, dentro de uma série de vistorias feita pela Comissão de Educação do Poder Legislativo.

A empresa, denominada Juriscon Consultoria, estaria recebendo, segundo Sandro, mais de R$ 8 mil de cada unidade de ensino para a prestação de contas anual das instituições e a emissão do Imposto de Renda de cada escola ou CMEI. O valor é considerado “absurdo” pelo vereador.

O problema maior estaria, contudo, na forma como os pagamentos estão sendo realizados. Segundo o que o vereador apurou, a quitação desse débito é descontada na verba que as unidades recebem para a sua manutenção. Ou seja, o dinheiro estaria sendo desviado para outra finalidade.

“Cada unidade, sendo escola ou creche, recebe entre R$ 15 mil e R$ 25 mil por ano da Prefeitura para a manutenção dos prédios. Essa verba deve ser utilizada para troca de lâmpadas, por exemplo, ou compra de material de expediente. Ocorre que cada unidade está tendo de pagar R$ 8.124 para esta empresa”, conta o socialista.

Tendo em vista que, de acordo com o porte da unidade, muitos CMEIs ou escolas recebem a contribuição mínima para manutenção (apenas R$ 15 mil), mais da metade da verba está sendo utilizada para outro fim em determinados casos, prejudicando a continuidade dos trabalhos nas unidades.

“São 176 unidades, entre CMEIs e escolas. Todas pagam o mesmo valor. Se multiplicarmos a quantidade de escolas ou creches pelo valor pago à empresa, chegaremos ao valor de mais de R$ 1,4 milhão”, denuncia, sem saber especificar desde quando os pagamentos estão sendo efetuados.

Em face da aparente irregularidade, Sandro Pimentel afirma que vai oficializar a Secretaria Municipal de Educação para que sejam prestados esclarecimentos. “Vamos convocar a secretária [Justina Iva] na Câmara, acionar o Ministério Público, a Justiça e fazer o que for necessário. Pode anotar que tem roubo aí”, finaliza.

Opinião dos leitores

  1. O Ministério Público é cego quando se trata de ver o que tem acontecido nas Secretarias de Educação do Estado e do Município de Natal.
    Na Secretaria de Educação do Estado temos uma situação semelhante a que está acontecendo em São Paulo, onde Folha e Estadão, em matérias bem semelhantes, dizem que João Dória formalizou, hoje, a criação de uma secretaria municipal para “viabilizar recursos do setor privado”, segundo a descrição oficial, doações de empresas privadas para a Prefeitura de São Paulo.

    Seja lá o que for estes “convênios sem interesse lucrativo” – não posso crer que o Estado esteja abrindo mão de suas prerrogativas e iniciando uma privatização branca, simplesmente repassando as atribuições que lhes são atribuídas pela legislação em vigor. De forma que coisa não é.

    Afinal, desde quando empresas fazem "doações" desinteressadas para o setor público?
    Pois bem, uma secretaria de estado para recolher esmolas empresariais – por mais que as possamos chamar de “investimento social” – cria a figura do advogado das empresas doadoras dentro da administração pública, aquele que vai “viabilizar” as doações e é capaz de oferecer contrapartidas.
    Em relação ao Município, esse é apenas um dos muitos desvios que ali se podem encontrar sem qualquer preocupação dos órgãos fiscalizadores.]
    Vejam por exemplo o caso da lei que autorizou a "dobrar" a carga horária de servidores, criando na verdade "outros" cargos sem lei autorizativa e realização de concurso público para quem iria se beneficiar de tais cargos criados irregularmente.
    Instado a se manifestar, o que fez o MPRN?

    1. A casta do MP-RN está mais preocupado é com a manutenção de seus privilégios e mordomias.

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Política

Para livrar Temer, TSE cogita retirar do julgamento dados sobre a Odebrecht

JOSIAS DE SOUZA

Às vésperas do julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, ministros do Tribunal Superior Eleitoral passaram a cogitar a hipótese de excluir do processo todas as informações relacionadas às doações ilegais da Odebrecht. A manobra jogaria no lixo investigação realizada pela corregedoria do tribunal, enfraquecendo a acusação. Em consequência, os magistrados que resistem à ideia de interromper o mandato de Temer ganhariam um pretexto adicional para poupar o presidente do castigo mais draconiano.

A desidratação do processo interessa tanto a Temer, sujeito à cassação, quanto a Dilma, que corre o risco de se tornar inelegível. As defesas de ambos sustentam que, ao incluir nos autos depoimentos de Marcelo Odebrecht e do casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, o TSE teria cometido um pecado chamado tecnicamente de “extrapolação do objeto”. Quer dizer: o tribunal teria injetado no processo acusações que não constavam das ações originais, movidas pelo PSDB de Aécio Neves, candidato derrotado na disputa presidencial de 2014.

O que surpreende no caso não é o interesse dos advogados, mas a existência de ministros que se revelam nos subterrêneos propensos a engolir a tese. O julgamento será retomado na próxima terça-feira (6). E a novidade do expurgo da Odebrecht será apresentada como uma questão “preliminar”, que os sete ministros do TSE terão de decidir antes da leitura do voto do relator, ministro Herman Benjamin.

Significa dizer que, se a maioria dos ministros votar a favor da lipoaspiração, Benjamin será obrigado a excluir do seu voto a parte mais comprometedora —justamente os trechos que incluem as revelações do herdeiro da Odebrecht e dos marqueteiros das campanhas petistas sobre o dinheiro roubado da Petrobras que irrigou a contabilidade da campanha de Dilma e Temer. Tudo isso seria anulado, livrando os magistrados pró-Temer do inconveniente de se posicionar sobre o mérito das acusações.

Para levar a manobra às últimas consequências, o TSE terá de fazer algo muito parecido com um cavalo de pau jurídico. Em fevereiro de 2015, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, então corregedora do TSE e relatora do processo votou a favor do arquivamento de uma das ações do PSDB. Alegou que as acusações contra a chapa Dilma-Temer eram frágeis e que a coligação liderada pelo tucano Aécio Neves havia adicionado novos elementos fora do prazo legal.

O PSDB recorreu. A ministra manteve sua posição. Mas Gilmar Mendes, hoje presidente do TSE, pediu vista do processo. E apresentou um voto divergente, favorável ao aprofundamento das investigações. Nessa época, Dilma era presidente e Temer ainda não se apresentara como pretendente ao trono. Houve um segundo pedido de vista, feito pelo ministro Luiz Fux. Ele ecoou Gilmar. E a continuidade do processo prevaleceu no plenário do TSE por um placar de 5 a 2.

O tempo passou. O TSE decidiu reunir num único processo as quatro ações movidas pelo PSDB contra a chapa vencedora. São duas AIMEs (Ações de Impugnação de Mandato Eleitoral), uma representação e uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral). A ministra Maria Thereza deixou o TSE. Seu substituto, Herman Benjamin, herdou a relatoria dos precessos. Levou a sério o vocábulo “investigação”, contidido na letra ‘I’ da sigla AIJE. Servindo-se de dados enviados de Curitiba por Sergio Moro, juiz da Lava Jato, Benjamin farejou na oitiva dos delatores da Odebrecht uma oportunidade para adensar as acusações.

O relator deveria ter apresentado seu voto em abril. Porém, na sessão que marcou o início do julgamento, o TSE decidiu por 6 votos a 1 reabrir a fase de instrução do processo para colher os depoimentos de João Santana e Monica Moura, beneficiários de repasses ilegais da Odebrecht. A dupla acabara de fechar um acordo de colaboração judicial com a força-tarefa da Lava Jato. Pela segunda vez, a maioria do tribunal posicionou-se a favor da inclusão de depoimentos de delatores do petrolão no processo. De repente, o mesmo TSE flerta com a ideia de jogar no lixo o que antes era considerado prova.

Opinião dos leitores

  1. Nosso Brasil cada vez pior. É por isso que incentivo meus filhos a estudarem muito e partirem daqui, como o Super-Homem fez com relação a Kripton.
    Para onde olhamos só vemos rapina e o câncer da corrupção desenfreada destruindo tudo. Brasil, um País sem futuro !

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Jornalismo

Lula chama de ‘canalha’ o campeão de empréstimos do BNDES na era petista

JOSIAS DE SOUZA

Ao discursar na abertura do 6º Congresso Nacional do PT, no final da noite de quinta-feira, Lula referiu-se ao delator Joesley Batista, do Grupo JBS, em termos pouco lisonjeiros: “Um canalha de um empresário disse que abriu uma conta pra Dilma e outra pra mim. Mas está no nome dele. É ele que mexe com a grana”, afirmou Lula, arrancando risos da plateia companheira. “Agora, eu e a Dilma temos até conta no exterior. Eu nem sabia que ela tinha. E ela não sabia que eu tenho.”

Na era petista, o conglomerado empresarial do “canalha” foi incluído no seleto grupo dos “campeões nacionais”. A companhia de Joesley recebeu tratamento preferencial nos guichês do BNDES. Entre 2007 e 2009, sob Lula, o velho e bom bancão oficial injetou na JBS R$ 8,1 bilhões. O Ministério Público Federal estima que o erário perdeu pelo menos R$ 1,2 bilhão nessas transações. O BNDES chegou a ter quase 35% das ações do grupo JBS/Friboi. No final de 2012, já sob Dilma Rousseff, o BNDES transferiu 10% das ações para a Caixa Econômica Federal.

Convertido em delator, Joesley incluiu Lula e Dilma no seu rol de dedurados. Disse em depoimento à Procuradoria que mantinha em contas no exterior dinheiro de propina destinado aos dois ex-presidentes petistas.  Afirmou que os depósitos totalizavam US$ 150 milhões em 2014. Dinheiro sujo, esclareceu o delator, amealhado em troca de facilidades no BNDES e nos fundos de pensão de empresas estatais. Cabia ao ex-ministro petista Guido Mantega gerenciar o dinheiro depositado no estrangeiro para Lula e Dilma, esclareceu Joesley aos procuradores.

Ele esmiuçou: “Teve duas fases. Teve a fase do presidente Lula e depois a fase da presidente Dilma. Na fase do presidente Lula chegou, eu acho, que a uns US$ 80 milhões de dólares. Depois na Dilma chegou nuns US$ 70. Ou ao contrário: 70 na do Lula e 80 na da Dilma. Eu abri duas contas. Tudo conta minha.” Como foi o uso desses valores?, quis saber um dos interrogadores. E Joesley: “Depois gastou tudo na campanha.”

Na expectativa de receber sua primeira sentença do juiz Sergio Moro, Lula tranquilizou a militância petista. “Eu não quero que vocês se preocupem com o meu problema pessoal.” Declarou que acertará suas contas com a força-tarefa da Lava Jato. “Eu já provei a minha inocência. Eu agora vou exigir que eles provem a minha culpa. Vou exigir, porque cada mentira contada está desmontada.”

Comportando-se como uma espécie de comandante de navio que reclama da existência do mar, Lula se queixou da forma como o Jornal Nacional veicula as encrencas nas quais se mete. “Haverá um dia em que o Willian Bonner vai chegar à noite, às 8h30 —eu e a Dilma estaremos assistindo—, ele vai pedir desculpas ao PT.” Lula chegou mesmo a ditar os termos do hipotético pedido de perdão de Bonner: “Desculpa, PT, por tudo o que nós fizemos com vocês, pela tentativa de destruição moral e ética, pelas acusações infames.”

Como se vê, Lula tornou-se um típico político brasileiro. Grosso modo falando.

Opinião dos leitores

  1. É a coisa mais fácil de provar. Agora o cara dizer que o dinheiro é de Lula e está na conta dele?
    Ele, o empresário, é idiota ou o que?
    Conversa fiada.

  2. QUANDO SURGE QUALQUER MATÉRIA SOBRE LULA OU DILMA OS COXINHAS HIPÓCRITAS COMENTAM ATÉ CANSAR, QUANDO É SOBRE A TURMA DO PSDB SE FINGEM DE CEGO E SURDO.

    1. Cara petista.. nenhum corrupto deve-se passar a mao na cabeça… nem lula que era presidente e tinha o poder da caneta que poderia favorecia esses grupos criminosos que hoje tem tantos indícios. Indícios tambem tem o aecio, que nao se deve tratar diferente de lula ou de Temer (ex-socio de Dilma). Nao seja seletiva por ideologia, criminosos usam bandeiras para enganar quem deseja ser enganado. Eles estao ricos e os que defendem estao vivendo de agrados…. Dar esmolas ao povo por troca de votos nao significa que resolveu o problema da pobreza, que nunca deixou de existir.. é o novo coronelismo a moda petista. Nao leia cartilhas de partido.

  3. Eita cabrinha safado. Comeu no cocho da JBS e agora depois que aparece a verdade, fica dando uma de inocente. Olha! não pq é Lula/Dilma não, qualquer político que tivesse agido assim, abrir os cofres de uma instituição financeira de fomento de forma irresponsável para qualquer empresa e tendo como foco prIncípal receber propina tem que ser PRESO. Só que os petistas não vêm assim, para eles pode roubar para ter o poder.

  4. Dois canalha mentirosos, presidiram o pais, nomearam os presidentes do BNDES ,sendo que todos crias desses dois incompetentes, agora esse bandido fala uma coisa dessas, fica claro que esse elemento é um mal carater, calhorda, canalha da pior espécie. No mínimo não sabiam de nada. Lula e Dilma dois ex presidente meia boca. Eles e os aloprados destruiram o Brasil , só desempregados 14 milhões.

  5. BG
    É incrível que um individuo deste com as mais contundentes delações sobre ele fique fazendo pantim.

  6. Quando eu vejo essa dupla fico logo com medo e guardo carteira, relógio, celular… Até quando a justiça vai esperar para colocá-los na cadeia?

  7. Um canalha falando de outro canalha. Se o Brasil fosse uma indonesia vc não era mais canalha.

  8. Até um dono de cigarreira do alecrim se recebesse esse fortuna do BNDS com aval dos PTRALHAS seria o maior empresário do mundo

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Judiciário

‘Temer não foi acusado. Há uma suposição da oposição’, diz novo ministro da Justiça

O Globo

O novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que já foi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diz que a ação contra o presidente Michel Temer pode cair ainda na fase inicial. E afirma que a investigação criminal no Supremo Tribunal Federal é um problema político, mas não jurídico.

O senhor disse na posse que o presidente não fez um convite, mas deu uma missão. Há uma missão específica?

Não. Primeira tarefa é conhecer a extensão do ministério, que é um monstro. Você tem desde questão indígena até lista de tribunais superiores, secretarias antidrogas, do consumidor. Ele (o presidente) me recomendou que permanecesse o general (Carlos Alberto) Santos Cruz (atual secretário nacional de Segurança Pública). Foi a única recomendação de permanência que ele fez. Tenho sido muito perguntado sobre a Polícia Federal. E repito, já virou mantra: haverá uma avaliação dos meios operacionais, as demandas de orçamento. Tenho que ouvir o próprio delegado (Leandro) Daiello, que é muito experiente, que percepção ele tem da capacidade operacional do que está sendo investigado.

O sr. diria que a permanência do diretor-geral da PF é indispensável para não prejudicar a Lava-Jato?

Indispensável ninguém é em lugar nenhum do mundo. Então eu volto: tenho que conhecer os meios operacionais da Polícia Federal. O que conheço é da minha de vida de advogado que em uma única vez teve que tratar de processo criminal que implicava a Polícia Federal. Além do mais, o Brasil não é só Lava-Jato, há várias outras operações, eu tenho que conhecer qual a prioridade dessas várias outras operações dentro da capacidade operacional da Polícia Federal, do orçamento pertinente. É isso que vou estudar. Ouvindo o Daiello, que é o líder do grupo, é o diretor-geral.
Saiba mais

‘Temer não foi acusado. Há uma suposição da oposição’, diz novo ministro da Justiça

Opinião dos leitores

  1. Todo doidim fala dos petralhas, mas ninguém comenta essa aberraçao!!!!???????? porque hein???????deve ser um santo !!!!ou o povo é muito é burro ou muito leniente!!!

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Judiciário

Janot, os meios e os fins

O Globo

Os fins justificam os meios, segundo Rodrigo Janot.

Em artigo publicado no UOL, o procurador-geral da República sustenta que seu acordo de delação premiada com Joesley e Wesley Batista, um salvo-conduto judicial absoluto, serve aos “interesses do país”.

Ele critica os críticos do acordo, que teriam “deturpado” o “foco do debate”. O “ponto secundário” seriam “os benefícios concedidos aos colaboradores”. A “questão central”, porém, seria “o estado de putrefação de nosso sistema de representação política”.

Ficamos sabendo, então, que o PGR mobiliza meios jurídicos (o acordo de delação) para alcançar fins políticos (expor a ruína do sistema de representação). É uma confissão espontânea de desvio de finalidade e abuso de autoridade.

De fato, nosso sistema político é um material em estado de decomposição. Mas essa é uma interpretação do analista político — ou seja, de alguém que não detém as prerrogativas oficiais de investigar e demandar punições.

Janot, o PGR, não tem o direito de agir segundo a bússola de uma análise política. E, contudo, a política condicionou cada passo da operação que culminou com a oferta das denúncias contra Michel Temer e Aécio Neves ao STF.

No artigo, Janot oferece, como justificativa para o acordo com os Batista, a sua “certeza de que o sistema de justiça criminal jamais chegaria a todos esses fatos pelos caminhos convencionais de investigação”. Se plausível, a alegação equivaleria a um atestado de incompetência da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP). Mas ela não passa de um álibi montado pelo PGR para ocultar suas motivações.

A PF e o MP evidenciaram sua competência no caso da Odebrecht: a delação da quadrilha só veio após um ano de cínicas declarações de inocência, forçada pelo peso de provas colhidas através dos “caminhos convencionais de investigação”. Agora, depois de tudo, Janot pretende convencer-nos de que a punição dos corruptos depende, exclusivamente, da iniciativa de criminosos em busca de perdão judicial?

São muitas as indagações sobre os “caminhos de investigação” adotados pelo PGR no caso da JBS:

1) Será verdadeira a narrativa oficial de que os Batista só encetaram tratativas com o MP depois de obtida a gravação da conversa com Temer?;

2) Nessa narrativa, como se encaixa a notícia de que um procurador e um policial federal ministraram “aulas de delação premiada” ao advogado de Joesley antes da célebre gravação?;

3) Por que o áudio do cândido diálogo não foi submetido a perícia policial antes da oferta de denúncia ao STF?;

4) Quem vazou à imprensa uma síntese do áudio que estava de posse do PGR e não fora enviado para perícia à PF?;

5) Por que essa síntese estabelecia uma cumplicidade explícita, que é apenas intuída do próprio áudio, de Temer com o suposto pagamento de uma “taxa de silêncio” a Eduardo Cunha?

A definição dos “interesses do país” só é unívoca em regimes totalitários. Lula pensa que o interesse supremo é tê-lo como presidente. Sindicalistas acham que é perpetuar o imposto sindical. Muitos empresários acreditam que é conservar a torrente de financiamentos subsidiados do BNDES. Mas as autoridades são obrigadas a descrevê-lo de acordo com suas competências constitucionais.

O PGR não tem o direito de atropelar as regras legais de uma investigação em nome de um “bem maior” de natureza política. Mas, aparentemente, foi o que fez Janot, associando-se com os Batista para “pegar” Temer e Aécio.

Línguas ferinas insinuam que, na visão do PGR, os “interesses do país” envolvem o bloqueio de uma reforma previdenciária capaz de suprimir privilégios de sua corporação. Uma tese mais benevolente reza que o PGR operou por meios heterodoxos para preservar a Lava-Jato, seu “bem maior”, desvendando uma conspiração armada no núcleo do poder por Temer e Aécio. Mesmo nessa segunda hipótese, o fim não justifica os meios.

A Lava-Jato ganhou a admiração da maioria dos cidadãos porque, ao contrário de tantas investigações anteriores, segue os meios legais para assegurar sua própria eficácia judicial. Os jovens procuradores empregam, amiúde, retórica missionária —mas são contidos por Sergio Moro. Moro excede-se, às vezes — mas é contido nas instâncias superiores.

O ponto fora da curva é a operação Janot-JBS, deflagrada por um acordo espúrio que fere a credibilidade pública da Lava-Jato.

Roberto Barroso, ministro do STF, comprou a justificativa de Janot para arguir a irreversibilidade do acordo com os Batista — e, nesse passo, defender a homologação apressada de seu colega Edson Fachin.

O argumento é que uma revisão desmoralizaria o instituto da delação premiada, afugentando potenciais delatores. Contudo, de fato, as concessões escandalosas a Joesley e Wesley só servem para inflacionar a expectativa de impunidade de bandidos de alto coturno, indicando-lhes que o crime compensa.

A lei de delação proíbe a oferta de imunidade judicial completa aos chefes de organização criminosa, como os Batista. O STF tem o dever de cumpri-la, ignorando a cisão janotiana entre meios e fins.

Opinião dos leitores

  1. "Os fins justifica os meios". "Nonsense" total no caso examinado. Solta-se um ladrão poderoso para se prende um bocado de punguistas. Desde quando Janot pode dispor livremente da MORALIDADE PÚBLICA?

  2. A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: OS FATOS NARRADOS SÃO VERDADE OU NÃO?
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    O resto se trata de um CORRUPTO contumaz e de grande periculosidade tentando escapar de maneira descarada e furtiva ao tentar desqualificar os acusadores de tudo quanto é jeito.
    Porém o fato é que se apenas um terço das acusações contra Temer tivesse sido feito contra a então presidenta Dilma Rousseff o mundo teria vindo abaixo: ela teria sido defenestrada e presa em menos de uma semana. Temer, no entanto, continua no Planalto.

  3. Vergonhoso essa PGR dois criminosos confessos estarem livres se nem provarem essas delacoes logo o povo que já está desempregado afunda mais ainda esse sr o Janot não tá preocupado com o povo não o salário dele tá caindo todo mês, sou de acordo com a investigação em sigilo coisa que desde de que esse sr assumiu não acontece e bem afundando mais e mais o país gerando mais desemprego e não vejo o judiciário se preocupando com isso!Desculpa o desabafo mas é que o desemprego e a recessão tá no limite

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Política

Senado tenta salvar a pele enquanto STF caminha para mudar foro privilegiado

El País

As discussões sobre restrição do foro por prerrogativa de cargo, conhecido como foro privilegiado, ganharam força nesta semana em duas frentes distintas – e em certa medida opostas. Tanto o Supremo Tribunal Federal quanto o Congresso estudam mudanças no dispositivo, que foi introduzido pela Constituição de 1988. Na legislação atual, ministros de Estado, parlamentares e chefes do Executivo (entre outros) são julgados por cortes superiores, e não na Justiça de primeiro grau. Enquanto os parlamentares tentam aprovar um texto que lhes garanta salvaguardas em caso de processo – uma questão de autopreservação em tempos de Operação Lava Jato -, o STF estuda acabar com o que alguns ministros da Corte chamaram de um elemento “aristocrático” que abre as portas para a impunidade.

Os críticos do modelo atual afirmam que o mecanismo é manipulado pelos agentes políticos para evitar punições: atualmente se o caso de um parlamentar está no STF e ele renuncia ao mandato o processo vai para a Justiça comum, onde começa a tramitar da estaca zero. Se ele é eleito novamente, volta ao STF. Com esse sobe e desce de instâncias aumentam as chances da pena prescrever e o crime ficar impune. Outro problema do foro privilegiado seria quantidade de pessoas que ele abrange: estima-se que atualmente mais de 38.000 autoridades tenham esse direito. Os defensores do foro por prerrogativa dizem que ele protege os juízes de primeira instância de pressão por parte de grupos políticos.

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Política

Deputados do PMDB cobram reação de Temer a movimento de ‘cabeças pretas’ do PSDB

Deputados do PMDB reagiram nesta quinta-feira, 1, ao movimento de integrantes do PSDB que pregam o desembarque do governo Michel Temer antes do fim do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode levar à cassação do presidente Michel Temer, marcado para começar na próxima terça-feira, 6.

Peemedebistas cobram uma postura “mais rígida” do Palácio do Planalto em relação aos tucanos, sobretudo, a ala mais jovem do partido. Como mostrou o Broadcast/Estadão, os “cabeças pretas”, como são conhecidos integrantes desse grupo do PSDB, lideram o movimento que defende o rompimento imediato do partido com o governo.

Em reservado, deputados do PMDB dizem que os tucanos não têm credibilidade para criticar Temer, pois a situação do senador Aécio Neves (MG) é pior. O mineiro foi afastado da presidência do PSDB após o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir inquérito para investigar denúncias contra ele feita por executivos da JBS em delação premiada.

Nesta quinta-feira, o líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), recebeu reclamação de vários peemedebistas contra os “cabeças pretas”. A crítica é de que integrantes do PSDB criticam Temer na imprensa, mas não “largam” os cargos que possuem no governo federal.

‘Maria vai com as outras’

“Ou faz parte do governo, ou diz porque não faz parte e sai. O que não pode é ficar em joguinho de ‘Maria vai com as outras’. É preciso se posicionar politicamente de forma correta. A nova política cobra posicionamento. Quem fica em cima do muro cai do muro”, disse o deputado André Amaral (PB), que é da ala jovem do PMDB.

Para o peemedebista, jovens deputados como ele não podem basear sua atuação política apenas pelas redes sociais. “Não se pode permitir, num momento em que se cobra representatividade, que deputados tenham opinião política em cima de crítica que ouvem nas redes sociais”, declarou.

“Espero, de verdade, que deputados jovens estejam sintonizados com as redes sociais e com que as pessoas falam, mas também incluídos de toda a forma com a vontade de fazer o Brasil dar certo. Que tenham opinião em cima do que o Brasil precisa para retomar o crescimento econômico”, acrescentou.

Vice-líder do governo e do PMDB na Câmara, o deputado Carlos Marun (MS) avaliou que os “cabeças pretas” do PSDB defendem o desembarque por não quererem votar a reforma da Previdência. “Eles estão é com medo de votar a reforma da Previdência e, por isto, defendem o desembarque como saída de emergência”, afirmou.

 

Estadão

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Política

Extremoz: Prefeitura inicia Semana do Meio Ambiente plantando árvores e revitalizando praça

Foi plantando árvores que a Prefeitura de Extremoz deu início à 1ª Semana do Meio Ambiente nesta quinta-feira (01). Com a participação de várias secretarias municipais e da comunidade, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente revitalizou uma praça no Loteamento Central Parque Clube III, próximo à quadra de esportes do bairro.

Entre os serviços realizados na praça, as secretarias envolvidas fizeram a troca de lâmpadas, limpeza do terreno com tratores da Prefeitura, pintura, colocação de refletores e o plantio de mudas. O prefeito de Extremoz, Joaz Oliveira, compareceu à abertura do evento e, num ato simbólico, plantou uma árvore no local.

“Precisamos cuidar do meio ambiente. A comunidade é a nossa casa. É com esse ato simbólico que damos início à 1ª Semana do Meio Ambiente, que visa ações em vários locais do município para a conservação da natureza. Não temos como desempenhar as ações sem o apoio da comunidade, por isso pedimos o apoio de todos e esse é só o começo de muitas ações importantes que deverão acontecer essa semana”, declarou o prefeito.

O evento também contou com o apoio da Associação dos Moradores do Moinho (Amom). Secretários de várias pastas e órgãos municipais também prestigiaram e colaboraram com a ação, além do vice-prefeito de Extremoz, Djalma Sales. A Semana do Meio Ambiente de Extremoz vai até à próxima segunda-feira (05) e tem ações previstas em vários pontos do município.

Ação de Cidadania e Conscientização Ambiental

Dentro da programação da semana, o ponto alto do evento será a 1ª Ação de Cidadania e Conscientização Ambiental, que ocorrerá no próximo dia 3 (sábado), na Escola Estadual Almirante Tamandaré, entre as 8h e as 12h. Várias secretarias municipais estarão unidas na ação oferecendo serviços à comunidade e apresentando em stands alguns trabalhos desenvolvidos pelas respectivas pastas.

Entre os serviços disponibilizados no sábado haverá programa de troca de lâmpadas da Cosern, vacinação, aulas de zumba e funcional, entrega de sementes a agricultores e atualização do cartão do SUS.

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  1. A Prefeitura de Extremoz faria muito mais pela preservação do Meio Ambiente se impedisse o intenso trânsito de buggys pela beira da praia de Jenipabu.

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Diversos

Passeio ciclístico dá início a comemoração dos 40 anos do Parque das Dunas

Um evento para todas as idades. Essa é a proposta do “Passeio Ciclístico 40 Anos Parque das Dunas”, que ocorrerá no próximo sábado, dia 03 de junho. O evento, realizado pelo IDEMA e Parque das Dunas, faz parte também da semana do meio ambiente e pretende reunir pessoas de todas as idades. A concentração acontecerá às 14h30min no Shopping Sea Way e a saída às 15h, rumo ao Parque das Dunas.

Diversas empresas e associações de ciclistas estão mobilizadas, garantindo o sucesso do passeio. Segundo a Diretora do Parque das Dunas, Mary Sorage Praxedes, esse é só o início de uma vasta programação e todos são bem-vindos.

Passeio Ciclístico 40 Anos Parque das Dunas

Sábado, 03 de junho

Concentração: Shopping Sea Way, Avenida Roberto Freire, às 14h30min

Saída: 15h

Percurso: Roberto Freire – Salgado Filho – Alexandrino de Alencar (7,5km)

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Política

PGR pede novamente ao Supremo prisão do suplente de deputado Rocha Loures

A Procuradoria Geral da República ingressou nesta quinta-feira (1º) no Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo pedido de prisão do suplente de deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Ex-assessor do presidente Michel Temer, Loures vinha exercendo o mandato de deputado porque Osmar Serraglio (PMDB-PR) estava ocupando o cargo de ministro da Justiça. Com isso, detinha a prerrogativa de foro privilegiado no STF.

Após a saída do ministério, Serraglio voltou à Câmara e Loures, à condição de suplente, sem foro privilegiado.

Um pedido anterior da PGR havia sido negado pelo ministro Edson Fachin negou pedido da PGR para a prisão de Rocha Loures sob o argumento de que ele estava no exercício de mandato, e a Constituição proíbe a prisão de parlamentar (a não ser em flagrante). Com Rocha Loures voltou para a suplência, Janot refez o pedido.

Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal saindo de um restaurante em São Paulo com uma mala de R$ 500 mil de propina que recebeu da JBS, segundo delação à PGR de um dos executivos da empresa.

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Judiciário

Restrição ao foro privilegiado tem quatro votos favoráveis no STF

STF vota fim do foro privilegiado

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já tem quatro votos favoráveis a restringir o foro privilegiado de deputados federais e senadores. O julgamento, que tem como relator o ministro Luís Roberto Barroso, foi iniciado ontem e suspenso depois do voto dele, no qual Barroso defendeu que o foro privilegiado seja aplicado aos parlamentares apenas para crimes comuns cometidos no exercício e em função do mandato parlamentar. Na sessão retomada hoje, o ministro Alexandre de Moraes, primeiro a votar, pediu vista do processo, o que significa que ele precisa de mais tempo para analisar o caso e suspende a decisão. Não há prazo para que o processo volte ao plenário da Corte.

“Entendo que não é possível analisar a questão só sob o ponto de vista ‘o foro é aqui, ou ali’. Há uma série de repercussões institucionais importantíssimas no âmbito dos três poderes e do Ministério Público. Questões relevantíssimas que foram trazidas pelo voto do ministro Luís Roberto Barroso que trazem esses reflexos que, entendo, merecem ser melhor analisados e que eu pretendo analisar cada um deles. Em virtude disso, peço vista e prometo trazer rapidamente”, afirmou Moraes.

Apesar do pedido de Moraes, outros três ministros adiantaram seus votos. Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia acompanharam o relator e votaram favoravelmente à restrição. Além de Alexandre de Moraes, ainda restam os votos dos ministros Edson Fachin, revisor da matéria, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Celso de Mello.

Rosa e Cármen também concordaram com a tese de Barroso de que a competência de um tribunal em um julgamento não deve ser mais afetada pela presença ou não de foro privilegiado a partir do momento em que o magistrado responsável pelo processo conclui a instrução penal, ou seja, audiências com testemunhas e réus, e dá um despacho determinando que Ministério Público e defesas apresentem alegações finais.

O entendimento do relator significa, na prática, que um agente público com ou sem foro privilegiado que esteja no banco dos réus será julgado no tribunal em que o processo chegou às alegações finais, independente de ganho ou perda do foro.

O caso concreto julgado pelo STF nesta quinta-feira envolve a restrição de foro privilegiado do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes, o Marquinho Mendes (PMDB). Ele é réu por comprar votos na eleição municipal de 2008, ano em que se reelegeu prefeito da cidade. Quando Mendes concluiu o mandato, em 2012, o caso foi remetido à primeira instância e, em 2016, passou a ser conduzido pelo STF depois que ele assumiu a cadeira do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara. Mendes, entretanto, renunciou ao mandato ao ser eleito novamente prefeito, no ano passado, e o processo voltou à 2ª instância, a quem cabe processar e julgar prefeitos.

VEJA

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Política

Justiça determina bloqueio de R$ 800 milhões das contas de Joesley

A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 800 milhões das contas de Joesley Batista, dono da J&F, controladora da JBS, em análise premilinar de ação popular que acusa o grupo de usar informação privilegiada para comprar cerca de US$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação do diálogo do empresário com o presidente Michel Temer.

A decisão, em caráter liminar, foi proferida no dia 30 de maio pelo juiz federal Tiago Bitencourt De David, da 5ª Vara Federal Cível em São Paulo. Cabe recurso.

“Dado o protagonismo aparente do demandado Joesley Mendonça Batista e de sua saída do país, a medida cautelar é contra o mesmo dirigida neste momento inicial, ressalvada a hipótese de fato superveniente que imponha reconsideração e modificação da medida, inclusive para alcançar outros demandados na hipótese de insuficiência patrimonial”, afirmou o magistrado, citando “risco ao erário e à ordem econômica” e destacando ainda ser sabida “a dificuldade que o público tem de saber quais as operações realizadas pelo BNDES com o grupo JBS e com a família Batista”.

Os autores da ação, segundo as informações do processo, são os cidadãos Hugo Fizler Chaves Neto e Cristiane Souza da Silva.

De acordo com a denúncia, Joesley e Wesley Batista, bem como os diretores da JBS S.A. e da J&F teriam praticado o crime de “insider trading”, que é o uso de informações privilegiadas para lucrar na venda ou na compra no mercado financeiro.

Além da compra de dólares, os autores acusam a família Batista de vender equivalente a R$ 327,4 milhões em ações da JBS no mês de abril, época em que já colaboravam com as investigações. Por fim, alegam que a empresa obteve um acréscimo superior a 4.000% em seu faturamento graças a créditos concedidos pelo BNDES.

A compra de dólar na véspera do vazamento dos aúdios da delação premiada da JBS teria levado a empresa a obter ganhos financeiros, já que a cotação da moeda disparou nos dias seguintes à divulgação das conversas entre Joesley e Temer.

Os autores haviam pedido liminarmente o bloqueio de R$ 10 bilhões das contas correntes da pessoa jurídica de todos os réus, e, em sede definitiva, postulam o pagamento de R$ 15 bilhões.

G1

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Política

Prefeito de Parnamirim garante defender a legalidade do concurso público da educação

Na manhã desta quinta-feira (01), o prefeito Rosano Taveira participou de uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Parnamirim (SINTSERP) e garantiu que irá defender a legalidade do concurso público da Educação, realizado pela prefeitura no ano de 2015.

O Tribunal de Contas do Estado questionou a ausência de informações sobre os impactos orçamentários e financeiros diante da nomeação dos servidores contratados através deste concurso público e recomendou o cancelamento do certame e a demissão dos aprovados. O prefeito demonstrou preocupação com a situação, mas afirmou que irá apresentar ao TCE todas as informações requisitadas. “Faremos o possível para garantir a legalidade do concurso. O problema foi a falta de informações sobre o impacto na folha e já estamos providenciando os dados solicitados”, garantiu.

O Procurador Geral do Município, Fábio Pinheiro, explica que a prefeitura recebeu um prazo para enviar os dados ao tribunal.”Teremos um período de 30 dias para demonstrar que todas as medidas necessárias a manutenção de gastos de pessoal estão sendo tomadas. Faremos todos os apontamentos necessários para defender o concurso e garantir a permanência dos aprovados”, explicou.

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Judiciário

Justiça bloqueia R$ 800 milhões de Joesley por suposto lucro com dólares

A 5.ª Vara Federal Cível em São Paulo determinou, por meio de liminar, o bloqueio de R$ 800 milhões das contas de Joesley Batista, um dos donos da empresa JBS, referente ao suposto lucro obtido com a compra de dólares às vésperas da divulgação da gravação com o presidente Michel Temer. A decisão é do juiz federal Tiago Bitencourt De David em uma ação popular.

De acordo com os autores da ação, Joesley e seu irmão Wesley Batista, bem como os diretores da JBS S.A. e da J&F teriam praticado o crime de insider trading ao utilizarem informação privilegiada para comprar cerca de US$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação do diálogo entre Joesley e o presidente.

Além disso, acusam os irmãos Batista de venderem o equivalente a R$ 327,4 milhões em ações da JBS no mês de abril, época em que já colaboravam com as investigações que culminaram com a Operação Patmos – que mira Temer, seu ex-assessor Rocha Loures e o senador Aécio Neves (PSDB/MG).

Os autores da ação popular sustentam que a empresa obteve um acréscimo superior a 4000% em seu faturamento graças a créditos concedidos pelo BNDES.

Na decisão, o juiz ressalta que a ação popular representa um instrumento de proteção da moralidade pública e de outros bens constitucionalmente prestigiados e “serve, ainda, à proteção da ordem econômica – em tese afetada pela aquisição de dólares e lucro com a operação em decorrência de informação privilegiada. Note-se, ainda, que a moralidade administrativa e o patrimônio público teriam sido, ao menos em tese, afetados por empréstimos subsidiados pelo BNDES a justificar o crescimento patrimonial exponencial dos réus”.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Diversos

Quatro em cada dez brasileiros compram por impulso

Mesmo em maio à crise financeira, o brasileiro continua comprando por impulso. Quatro em cada dez consumidores (37%) acabaram adquirindo algo que não precisavam nos últimos 30 dias, devido à facilidade de crédito. Os itens mais comprados por impulso são roupas, calçados e acessórios (14%), perfumes e cosméticos (8%), idas a bares e restaurantes (6%) e smartphones (6%), segundo a pesquisa “Uso do Crédito” realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Na visão dos entrevistados, as lojas que mais facilitam o crédito e estimulam as compras são as virtuais (29%), seguidas dos supermercados (19%) e lojas de departamento (17%).Quando recebem o contato de bancos, lojas ou financeiras lhe oferecendo cartões, aumento do limite do cheque especial ou crédito extra, 36% veem a proposta e avaliam de acordo com o orçamento, 24% não chegam nem a ver a proposta e 17% não veem a proposta porque sabem que o orçamento não permite. No entanto, 11% ouve e aceita a proposta porque gosta de ter crédito disponível ou avalia de acordo com a vontade de fazer compras.

O levantamento identificou que as formas de pagamento mais utilizadas nas compras são o dinheiro (68%), o cartão de crédito (45%) e o de débito (35%). Mais da metade (58%) buscaram evitar determinadas formas de pagamento a crédito nos últimos três meses, principalmente os financiamentos (27%) e crediários (23%).Quase metade da amostra (47%) sente que atualmente há maior dificuldade das lojas em aceitar certas modalidades de pagamento, especialmente o crediário (24%), o cheque pré-datado (23%) e o financiamento (18%).

Quando o estabelecimento não aceita a forma de pagamento que o consumidor escolheu, 37% daqueles que têm sentido mais dificuldades desistem da compra, mas 27% garantem que acabam pagando à vista. Esse tipo de pagamento é escolhido por 38% dos entrevistados caso o preço seja muito inferior que na compra parcelada, mas 19%, no entanto, preferem parcelar, caso a diferença de preço não seja grande para poder comprar mais coisas se necessário.

A maioria (67%) conhece a diferença do valor à vista e do valor parcelado de um produto. Considerando os últimos 30 dias anteriores a pesquisa, os consumidores pagaram, em média, três prestações/parcelas de cartão, cheque, empréstimo ou financiamento. Considerando todas compras parceladas feitas, em média, os entrevistados demorarão seis meses a pagar todas elas.

Cartão de crédito: o preferido

A grande aceitação do cartão de crédito entre os consumidores brasileiros transparece mais uma vez, quando se considera a forma de parcelamento preferida dos brasileiros: 61% dos que irão parcelar nos próximos mês preferem utilizar o cartão de crédito (queda de 10,8 pontos percentuais em relação a 2016). Outros 14% dizem preferir o crediário/carnê, enquanto 10% preferem utilizar o cartão de lojas.

Ainda considerando quem pretende comprar parcelado no próximo mês, no momento de definir o número de parcelas da compra, quatro em cada dez escolhem a opção que oferecer a menor quantidade possível de prestações (43%). Em contrapartida, 26% sempre pedem o número máximo de parcelas sem juros, independentemente do valor da compra, enquanto 19% afirmam que quanto maior o valor da compra, maior o número de parcelas pedidas para pagar.

Dois em cada dez entrevistados (20%) planejavam comprar parcelado roupas, calçados e acessórios, já 13% celular e smartphone e 10% móveis para a casa. Considerando até o final de 2017, os produtos mais visados para compras parceladas são celulares e smartphones (17%), roupas, calçados e acessórios (15%) e eletrodomésticos (13%).

Em oposição a quem consome devido ao crédito fácil, o levantamento do SPC Brasil e da CNDL também mostra que 23% dos consumidores tiveram crédito negado no último mês ao tentar comprar numa loja de forma parcelada, sendo os principais motivos, nome sujo (6%) e limite de crédito excedido (5%). Com o acesso ao crédito mais restrito, muitos lojistas parecem dispostos a facilitar as condições de compra e garantir mais recursos em caixa, uma vez que metade dos consumidores garante ter recebido ofertas de descontos para efetuar o pagamento à vista em dinheiro nos últimos 30 dias (50%).

Praticamente quatro em cada dez entrevistados acreditam que em 2017 está mais difícil conseguir crédito (37%, com queda de 10,2 pontos percentuais em relação a 2016), ao passo em que 33% julgam estar igual e 18% pensam estar mais fácil este ano.

Mundo Marketing

 

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