Presidente da Gaviões da Fiel é considerado foragido pela polícia

J. Duran Machfee /Futura Press

O presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, Antônio Alan Souza Silva, conhecido como Donizete, continua foragido da polícia após ter o mandado de prisão decretado na última quinta-feira, 3.

O organizador da torcida é procurado pelo confronto entre os membros da Gavióes e da Mancha Verde, do Palmeiras, que aconteceu na manhã do domingo, 25 de março. Durante a confusão, que envolveu cerca de 500 torcedores, André Alves Lezo, de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos, morreram em função de ferimentos na cabeça. Ambos eram torcedores do Palmeiras.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), Arlindo José Negrão Faz, as duas torcidas são investigadas por formação de quadrilha, mas apenas a Gaviões da Fiel tem mandados de prisão pelos homicídios.

O presidente da Gaviões, segundo Faz, está foragido desde que voltou da Colômbia, na madrugada da última sexta-feira, 4, onde teria ido acompanhar o jogo do Corinthians contra o Emelec.

“O mandado, decretado pela 2ªVara do júri do fórum de Santana, estava sendo mantido em sigilo até que repercutiu na imprensa na tarde de ontem”, conta o delegado titular do Decradi.

“Fomos atrás do presidente da Gaviões assim que ele teria voltado de viagem, na casa dele, em Pirituba, e na sede da Gaviões, no bairro Bom Retiro, e já não o encontramos”, explica Arlindo José Negrão Faz.

Assim que o mandado de prisão é decretado, afirma o delegado, a pessoa já é tida como foragida. “Neste caso, acreditamos que alguém o tenha alertado porque ele [Antônio Alan Souza Silva] sumiu assim que chegou ao País”, revela o delegado responsável pelas investigações.

O delegado revelou ao estadão.com.br que cerca de seis agentes da Polícia Civil estão empenhados na busca pelo Presidente da Gaviões da Fiel, e que ele será autuado pelos crimes de homicídio, agressão e formação de quadrilha. “Ele estava sabendo da briga na Avenida Inajar de Souza, porque foram comprados rojões e barras ferro”, informou.

O caso

As investigações sobre o confronto entre palmeirenses e corintianos na Avenida Inajar de Souza, no domingo, 25 de março, apontaram culpados de ambas as torcidas e foram cumpridos, de acordo com o delegado titular do Decradi, 12 mandados de prisão.

Seis integrantes da torcida palmeirense Mancha Verde foram presos, mas já respondem em liberdade, por formação de quadrilha, após decisão da Justiça. E três membros da Gaviões da Fiel continuam detidos. Há ainda, conforme informações de Faz, seis mandados de prisão sendo cumpridos contra membros da Gaviões. Entre os seis foragidos, está o presidente da organizada.

As investigações, segundo a Polícia Civil, continuam até que seja encontrada a autoria dos assassinatos ou os mandantes do confronto.

Fonte: Estadão