O projeto de lei que será votado hoje na Câmara Municipal de Natal prevendo a instalação de postos de combustível em supermercados conta com a reprovação de especialistas no assunto, que apontam para o perigo desse tipo de liberação.
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e assistente da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Angelo Roncalli alerta que “permitir um posto funcionar dentro de um supermercado, seria como permitir construir um novo aeroporto no centro da cidade”. “No caso de um aeroporto pelo menos temos uma INFRAERO que pode atuar de forma mais forte minimizando riscos. Temos um corpo de bombeiros com dificuldades, temos dificuldades com órgãos ambientais. Imaginem uma situação de pânico para evacuar uma área dessas. E no caso de um acidente ambiental junto com uma explosão?”, escreveu o professor no parecer.
Ele alerta para o risco iminente ao aqüífero de natal. “Natal tem um aquífero que precisa ser tratado com carinho e acima de tudo a população não pode correr riscos de integridade física. Só profissionais com dedicação exclusiva a atividade têm compromisso e responsabilidade nesse sentido, além de ter apoio de distribuidoras e corpo técnico especializado em operação que fazem treinamentos”, escreveu.
O professor Roncalli é contundente ao afirmar: “Combustível não pode ser apenas mais um produto de prateleira de supermecados. É muito RISCO ! Pessoas que atuam em supermecados no Brasil não conhecem NADA de revenda de combustíveis e por isso, vou até mais longe na minha analogia e digo que seria como ter um aeroporto no centro Natal sem uma INFRAERO presente”.
Supermercado e Hipermercado não possuem capacidade no momento para operacionalizar postos de combustivel, que tem suas peculariedades. Acredito também que o efeito será contrário. Haverá uma concentração ainda maior nos grandes grupos do setor. Nada contra os grupos que operam o setor de combustivel com nível de qualidade aceitavel. Mas se a finalidade é aumentar a concorrência, o efeito será o oposto.
Grupos que possuem grandes lojas, fazem fusões milionárias, operações de crédito e filiais em vários paises do mundo, "não possuem capacidade no momento para operacionalizar postos de combustivel"? É pra rir né? Os postos podem ter zilhões de "peculariedades" (acho que você quis dizer peculiaridades), na verdade, o pessoal dos super e hipermercados deveriam dar consultoria para os postos pois, o atendimento deixa muito a desejar. Dizer que concorrência faz os preços subirem, nunca vi isso em lugar nenhum no mundo, e caso isso não aconteça, (o que é praticamente impossível) os super e hiper serão mas dois no mundo de cartel que vivemos hoje no ramo.
Concordo com todos os leitores acima….A miopia social ocorre quando o poder legislativo se vende tão fácil. Bom senso e certo esforço faz bem a todo mundo. O cartel esta preocupado, obvio, mas, repito sempre, o coletivo deve prevalecer. A cidade inteira tem postos sobre o lençol freatico dos mais diversos, o MP vem lutando no sentido de disciplinar a materia e o pessoal dos postos ainda não aprenderam.,
Avisem a esse professorzinho que o Carrefour da Zona Norte tem um posto de gasolina e nunca houve qualquer incidente. O posto situa-se do lado de fora do supermercado e não do lado de dentro. Será que esse professor tem parentes proprietários de postos de gasolina e que pertencem ao Cartel local ?
Concordo plenamente com o que Fábio Borges escreveu a respeito do parecer contrário sobre os postos de gasolina em supermercados, como ele falou é melhor fecha todos os postos, pois todos estão em áreas que precisam evacuar com rapidez, como é o caso do posto shell e o da Petrobras todos proximos ao Midway e outros mais. Será que não tem execesso de burocracia ou mesmo de má vontade por partes desse professor e do ministério público?
Acho que alguem esqueceu de avisar ao professor que os postos não serão, literalmente, dentro dos supermercados. Já morei em uma outra capital que lá é permitido postos em supermercados, além do valor cobrado pelo combustível ser bem mais barato, nunca foi registrado acidente algum. Sei que acidentes não podemos prever, podemos previnir, mas posto de gasolina é posto de gasolina em qualquer lugar e um acidente no local é grave, idependente de onde ele esteja instalado. Sei tambem que, em um acidente próximo a algum centro comercial, as proporções são maiores mas se formos pensar assim teriamos que, pelo menos, desativar o posto SHELL próximo ao EXTRA e o posto próximo ao carrefour da ZN. Com relação ao aquífero de Natal, que eu saiba eles não ficam só embaixo de supermercados. E finalizando, fazer analogia com aeroporto e a IFRAERO, é no minimo cômico, entendi que o prof. quis dimensionar o perigo que é ter um aeroporto dentro de uma grande cidade, agora ponderar que a INFRAERO "pode atuar de forma mais forte minimizando riscos", ou o prof. nunca viajou de avião ou ele é adepto da filosofia da Marta Suplicy: "relaxa e goza". Não sou professor da UFRN e nem consultor do MP, mas na minha humilde opinião, acredito que seguindo todas as normas de seguraça e tendo uma fiscalização rigida e atuante, só quem ganharia seria a população, pois teriamos mais comodidade e com certeza, setiriamos um alívio no bolso. Não li a integra do documento, mas baseado nesses argumentos apresentados pelo blog, me faz acreditar em conflito de interesses, não queria, juro! Mas…
Em uma demonstração de prestígio político e capacidade de mobilização, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, reuniu uma multidão nesta segunda-feira (20), no Dia do Amigo, em um evento que marcou a apresentação do grupo político que deverá caminhar unido nas eleições de 2026.
Realizado no ServClub, o encontro contou com a presença da senadora e primeira-dama de São Gonçalo, Zenaide Maia, pré-candidata à reeleição ao Senado; do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, oficializado como candidato ao Governo do Estado; o deputado estadual Hermano Morais, pré-candidato a vice-governador; do vereador natalense Tércio Tinoco, candidato ao Senado; dos deputados federais João Maia e Benes Leocádio; além dos pré-candidatos a deputado estadual Robson Carvalho, Cinthia Pinheiro e Júlio César.
Durante o evento, Tércio Tinoco destacou o sentimento de unidade e a força do grupo político. “Não tenho dúvidas de que esse time será vitorioso em São Gonçalo, em Natal e em todas as regiões do RN. Agora é o momento de cada um multiplicar essa mensagem, dialogar com amigos e familiares e mostrar que este grupo tem trabalho e serviços prestados ao povo potiguar”, afirmou.
Em seu discurso, o candidato Allyson Bezerra ressaltou o caráter coletivo do projeto político e a importância da participação das lideranças presentes. “Vamos trabalhar juntos pelo RN. Tenho a convicção de que esse grupo estará unido para construir um estado mais forte, com a participação de todos que estão aqui, contribuindo com experiência, diálogo e compromisso com a população”, declarou.
A senadora Zenaide Maia também enfatizou o espírito de união que marca a aliança política. “Essa construção nasce porque todos aqui compartilham do mesmo pensamento; estar ao lado do povo e trabalhar pelo povo. Ninguém busca um mandato por vaidade ou para brilhar sozinho. Cada liderança tem sua importância e seu espaço. Não existe estrela solitária. O que existe é uma união de pessoas, partidos e ideias diferentes, que se dão as mãos em torno de um projeto maior, voltado para o bem comum e para melhorar a vida dos norte-rio-grandenses”, destacou.
Ao escolher o Dia do Amigo para promover o encontro, Jaime Calado transformou a data em um símbolo de união política e fortalecimento de alianças.
O evento evidenciou o protagonismo de São Gonçalo do Amarante no cenário estadual e consolidou o município como um dos principais polos de articulação política do RN para o pleito de 2026, reunindo lideranças de diferentes regiões em torno de um projeto comum.
Em tom emocionado, o prefeito Jaime agradeceu a lealdade dos aliados e apoiadores presentes. “Vocês nunca soltaram a minha mão. Vocês são a coisa mais importante deste município. Tudo o que construímos em São Gonçalo foi junto com vocês, por vocês e para vocês. Há pessoas que representam apenas a si mesmas, mas há outras que representam uma multidão. E é isso que vejo em cada um que está aqui hoje”, afirmou, reforçando a mensagem de união e pertencimento do grupo político.
Também participaram do evento o vice-prefeito Flávio Henrique e a ampla maioria dos vereadores de São Gonçalo do Amarante; Anderson Morcego, Léo Medeiros, Aninha Siqueira, Rayure Protásio, Kallynne Mota, Sgt. Jerson, Raimundo Mendes, Márcia Soares, Ulisses Costa, Nonato Queiroz (presidente da Câmara Municipal), Nazareno Tavares, Nino Arcanjo e Thiago Soares, além de diversas lideranças políticas e comunitárias de São Gonçalo e de outras cidades do RN.
Natal já recebeu mais chuva do que o previsto para todo o mês de julho, mesmo faltando dias para o fim do mês.
Dados da estação A304 do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que, até o dia 20, a capital acumulou 272,8 milímetros de chuva.
O volume já supera a média histórica de julho, de 234,7 milímetros, calculada com base nos registros entre 2003 e 2025.
O maior acumulado ocorreu entre os dias 17 e 18 de julho. Nesse intervalo, algumas regiões da capital registraram cerca de 180 milímetros de chuva em menos de 24 horas, segundo o Inmet.
Prefeitura monitora impactos
Diante da situação, o prefeito Paulinho Freire afirmou que o volume de chuva decorre de uma condição climática que foge ao controle da administração municipal.
Segundo ele, todas as equipes da Prefeitura seguem mobilizadas para minimizar os impactos e atender a população.
Segundo a Prefeitura, a Seinfra monitora as lagoas de captação, realiza serviços de manutenção e acompanha os locais onde houve extravasamento.
Secretarias em prontidão
A Defesa Civil permanece de prontidão, realizando vistorias e monitorando as áreas consideradas mais vulneráveis.
A STTU mantém agentes nas ruas para orientar motoristas e acompanhar as interdições temporárias.
A Semsur trabalha na retirada de árvores caídas e na liberação das vias.
Já a Urbana reforçou a limpeza das lagoas de captação e a desobstrução de bocas de lobo para facilitar o escoamento da água.
O aumento da alíquota do ICMS elevou em R$ 455,3 milhões a arrecadação do imposto no RN no primeiro semestre de 2026. Mas, ainda assim, o Governo do Estado fez novos contingenciamentos no orçamento alegando frustração na arrecadação prevista, conforme informações da Tribuna do Norte.
Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) mostram que a arrecadação bruta do ICMS passou de R$ 4,41 bilhões entre janeiro e junho de 2025 para R$ 4,87 bilhões no mesmo período deste ano, um crescimento de 10,3%.
A própria Sefaz atribui parte desse aumento ao retorno da alíquota modal do ICMS para 20%, em vigor desde março de 2025. Antes, a alíquota era de 18%.
Apesar do aumento na arrecadação do imposto, o governo anunciou dois contingenciamentos neste ano: um de R$ 306 milhões, em abril, e outro de R$ 439,9 milhões, em maio.
Segundo o Executivo, os bloqueios foram motivados pela frustração das receitas previstas no orçamento, estimada em mais de R$ 745 milhões quando consideradas todas as fontes de arrecadação própria.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o crescimento da arrecadação do ICMS estão o comércio atacadista e o varejista.
Já o Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (Sindifern) avalia que a recomposição da alíquota ajudou a recuperar parte das perdas provocadas pelas mudanças na legislação federal que reduziram a tributação sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e outros itens considerados essenciais.
O presidente da Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso, Jean Ribeiro da Silva, conhecido como Jean dos Morros, toma posse nesta terça-feira (21) como prefeito interino do município, no litoral Norte potiguar.
Ele permanecerá no cargo até que a Justiça Eleitoral defina a data da eleição suplementar que escolherá o novo prefeito da cidade. A posse ocorreu após a vacância do cargo no Executivo municipal.
Ao assumir a Prefeitura, Jean afirmou que a prioridade será garantir a continuidade dos serviços públicos e manter o funcionamento da administração durante o período de transição.
Segundo ele, a gestão será pautada pela transparência, pelo diálogo e pela responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.
Perfil
Jean dos Morros foi eleito vereador em 2020 e reeleito em 2024 como o mais votado do município.
Em seguida, foi escolhido por unanimidade para presidir a Câmara Municipal no biênio 2025-2026.
Até a realização da eleição suplementar, o prefeito interino ficará responsável pela gestão do município e pela manutenção dos serviços essenciais.
A família de Zilson Eduardo Freire, pai do prefeito de Natal, Paulinho Freire, realiza nesta terça-feira (21) a missa de sétimo dia em sua homenagem.
A celebração será às 19h30, na Igreja de São José de Anchieta, localizada na Rua São José do Mipibu, nº 1.515, no bairro Lagoa Nova, em Natal.
Familiares, amigos e pessoas próximas devem participar da celebração, dedicada à memória de Zilson Eduardo Freire.
Zilson Freire morreu na última quarta-feira (15), aos 91 anos de idade.. A missa de sétimo dia integra as homenagens religiosas prestadas pela família.
O Rio Grande do Norte terá 2.660.565 eleitores aptos a votar nas eleições de 4 de outubro de 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em relação às eleições de 2022, o estado ganhou 105.838 novos eleitores, crescimento de 4,1%, acima da média nacional de 1,46%. Os potiguares escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.
O eleitorado potiguar cresce pelo quarto pleito consecutivo. Desde 2010, o estado incorporou mais de 413 mil eleitores ao cadastro da Justiça Eleitoral.
Maiores colégios eleitorais do RN
Natal segue como o maior colégio eleitoral do estado, com 570.517 eleitores, seguida por Mossoró (187.519), Parnamirim (147.101), São Gonçalo do Amarante (77.691), Ceará-Mirim (60.335), Macaíba (54.368), Assú (45.697), Caicó (45.294), Extremoz (39.555) e São José de Mipibu (35.838).
Mulheres são maioria
As mulheres representam 53% do eleitorado e os homens, 47%. O estado também registra 743 eleitores cadastrados com nome social. Quanto ao estado civil, 64% dos eleitores são solteiros, 30% casados, 3% divorciados, 2% viúvos e 1% separados judicialmente.
Escolaridade dos eleitores
O ensino médio completo é o grau de escolaridade mais comum, com 655.556 eleitores (24,64%), seguido pelo ensino fundamental incompleto, com 644.214 (24,21%), e pelo ensino médio incompleto (18,52%). O estado possui ainda 236.577 eleitores com ensino superior completo e 151.689 analfabetos, o equivalente a 5,7% do eleitorado.
Eleitores por faixa etária
A faixa etária de 40 a 44 anos concentra o maior número de eleitores, com 272.476 pessoas (10,24%). Em seguida aparecem os grupos de 35 a 39 anos (266.182), 30 a 34 anos (262.812), 25 a 29 anos (252.782) e 45 a 49 anos (248.795).
Entre os jovens, 37.243 eleitores têm 16 e 17 anos — 14.621 com 16 anos e 22.622 com 17 anos —, representando cerca de 1,4% do eleitorado. Já 1.484 eleitores têm 100 anos ou mais.
Eleitores por raça
Entre os que declararam raça ou cor ao TSE, 58,2% se identificam como pardos, 32,53% como brancos, 8,43% como pretos, 0,56% como amarelos e 0,29% como indígenas. O estado também possui 3.601 eleitores quilombolas, equivalentes a 0,69% dos cadastrados que informaram essa condição.
A Fifa abriu uma investigação disciplinar para apurar incidentes envolvendo integrantes da seleção argentina após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo, disputada no último domingo (19).
Entre os casos analisados estão a expulsão de Leandro Paredes por conduta violenta após o apito final, a acusação de que Nahuel Molina agrediu Rodri durante a confusão e o suposto empurrão do auxiliar Roberto Ayala em Dani Olmo.
A entidade também investiga a atitude de parte da delegação argentina, que permaneceu de costas durante a cerimônia de entrega da taça à Espanha.
A Fifa analisará os relatórios da arbitragem e as imagens da partida antes de decidir se aplicará punições. Ainda não há prazo para a conclusão do processo.
Empresas estatais federais podem estar utilizando recursos do Tesouro Nacional de forma irregular para custear despesas correntes, como folha de pagamentos e outros gastos de manutenção das atividades.
Embora não haja comprovação da prática, não existem mecanismos que permitam identificar de que forma valores injetados pelo governo federal nas companhias estão sendo usados, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
O problema diz respeito às empresas não dependentes, classificadas dessa forma justamente por terem receitas próprias suficientes para financiar suas despesas correntes, sem necessitar de recursos do Tesouro para manter suas operações.
Nessas companhias, o governo só pode aportar dinheiro se o objetivo for a ampliação de capital ou o financiamento de projetos e investimentos.
Um parecer prévio do TCU sobre as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 2025 aponta que, ao longo dos últimos 15 anos, a União injetou recursos em montantes significativamente superiores à capacidade das estatais de executarem os projetos físicos e financeiros nos exercícios de referência.
Segundo os auditores, isso resultou no acúmulo de saldos expressivos de caixa e aplicações financeiras sem vinculação à execução imediata de obras ou empreendimentos.
“A ausência de mecanismos de rastreabilidade, tanto no âmbito das estatais quanto na supervisão da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, impede a distinção da origem e da aplicação desses recursos (aportes, rendimentos financeiros ou recursos próprios), o que fragiliza a vinculação legal dos aportes e abre espaço para o uso indireto de valores públicos em despesas operacionais ou outros gastos indevidos”, diz trecho do documento.
Falta de controle tende a mascarar situação das estatais
Para técnicos do órgão, valores acumulados em caixa podem servir para mascarar uma eventual situação de dificuldade financeira.
“A ausência de rastreabilidade e de supervisão adequada distorce a percepção da real situação econômico-financeira das estatais, inflando artificialmente a avaliação de sua sustentabilidade e comprometendo a transparência e o controle fiscal”, afirma o parecer.
Ao aprovar as contas de Lula referentes ao último exercício fiscal, o TCU anotou uma ressalva formal justamente em razão desse monitoramento inadequado, destacando o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 2º, inciso III) e do princípio da anualidade orçamentária.
Estatais não dependentes têm déficit em todos os anos do 3º mandato de Lula
Em 2025, as empresas estatais federais não dependentes registraram déficit primário de R$ 5,1 bilhões, uma melhora em relação ao saldo negativo de R$ 6,7 bilhões observado em 2024, mas ainda mantendo o patamar deficitário iniciado em 2023 (R$ -0,7 bilhão), primeiro ano do governo Lula.
Nos anos de 2021 e 2022, durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), os resultados primários foram superavitários em R$ 3 bilhões e R$ 4,8 bilhões, respectivamente.
“A progressiva reversão de resultados positivos para déficits crescentes ao longo do triênio 2023-2025 evidencia deterioração na capacidade de autofinanciamento dessas estatais e adiciona pressão ao esforço fiscal consolidado”, diz o parecer do TCU.
TCU vê risco fiscal em repasse de recursos à PPSA fora do Orçamento
Ainda no parecer, o TCU identificou outros mecanismos que reduzem a transparência sobre receitas e despesas públicas. O órgão manifestou preocupação com práticas de “desorçamentação”, citando como exemplo a sistemática de remuneração da estatal Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA).
Com a entrada em vigor da Lei 15.075, sancionada por Lula em dezembro de 2024, a remuneração da PPSA passou a ser deduzida diretamente dos valores arrecadados com a comercialização de petróleo e gás natural pertencentes à União, antes que o montante líquido seja recolhido à Conta Única do Tesouro Nacional (CUTN) e repassado ao Fundo Social.
O tribunal aponta que esse modelo faz com que uma parte das receitas públicas deixe de ingressar regularmente na CUTN e que as despesas de remuneração da estatal ocorram à margem do processo orçamentário ordinário, sem autorização orçamentária específica.
Segundo o órgão, esse mecanismo permite contornar o cumprimento das regras fiscais vigentes, afrontando “os princípios da legalidade, da universalidade, da unidade de caixa, da anualidade e do orçamento bruto, conforme disciplinado na Constituição Federal”.
Governo diz que mantém diálogo com o TCU
Questionado, o governo federal, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), disse a respeito dos apontamentos do tribunal que “mantém diálogo constante com o TCU sobre o assunto”.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | Andressa Anholete/STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe a ação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para que sejam adotadas “as providências que acaso se fizerem necessárias”.
Para Gonet, o pedido de indiciamento de Gilmar feito por Vieira na CPI do Crime Organizado pode configurar abuso de poder político com finalidade eleitoral. Segundo o procurador, o senador extrapolou o objeto da comissão e utilizou o cargo de relator como “instrumento de manobra eleitoreira”.
Caso a Procuradoria Eleitoral de Sergipe concorde com o entendimento, poderá apresentar uma ação na Justiça Eleitoral contra Vieira, que disputa a reeleição ao Senado.
Em nota nas redes sociais, o senador afirmou que a medida é uma “tentativa absurda e ilegal de intimidação” e disse confiar que a Procuradoria Regional Eleitoral reconhecerá a improcedência da acusação.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito da chamada “Abin Paralela”.
A decisão segue parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) acatado por Moraes, ficou entendido que os fatos envolvendo Bolsonaro já foram analisados no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Pelo mesmo motivo, Moraes também arquivou a investigação contra o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.
O ministro ainda determinou o envio das investigações remanescentes, incluindo a que envolve o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Na decisão, Moraes afirmou que a estrutura investigada atuava como uma “célula clandestina” para monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas.
Supermercado e Hipermercado não possuem capacidade no momento para operacionalizar postos de combustivel, que tem suas peculariedades. Acredito também que o efeito será contrário. Haverá uma concentração ainda maior nos grandes grupos do setor. Nada contra os grupos que operam o setor de combustivel com nível de qualidade aceitavel. Mas se a finalidade é aumentar a concorrência, o efeito será o oposto.
Grupos que possuem grandes lojas, fazem fusões milionárias, operações de crédito e filiais em vários paises do mundo, "não possuem capacidade no momento para operacionalizar postos de combustivel"? É pra rir né? Os postos podem ter zilhões de "peculariedades" (acho que você quis dizer peculiaridades), na verdade, o pessoal dos super e hipermercados deveriam dar consultoria para os postos pois, o atendimento deixa muito a desejar. Dizer que concorrência faz os preços subirem, nunca vi isso em lugar nenhum no mundo, e caso isso não aconteça, (o que é praticamente impossível) os super e hiper serão mas dois no mundo de cartel que vivemos hoje no ramo.
Concordo com todos os leitores acima….A miopia social ocorre quando o poder legislativo se vende tão fácil. Bom senso e certo esforço faz bem a todo mundo. O cartel esta preocupado, obvio, mas, repito sempre, o coletivo deve prevalecer. A cidade inteira tem postos sobre o lençol freatico dos mais diversos, o MP vem lutando no sentido de disciplinar a materia e o pessoal dos postos ainda não aprenderam.,
Avisem a esse professorzinho que o Carrefour da Zona Norte tem um posto de gasolina e nunca houve qualquer incidente. O posto situa-se do lado de fora do supermercado e não do lado de dentro. Será que esse professor tem parentes proprietários de postos de gasolina e que pertencem ao Cartel local ?
Concordo plenamente com o que Fábio Borges escreveu a respeito do parecer contrário sobre os postos de gasolina em supermercados, como ele falou é melhor fecha todos os postos, pois todos estão em áreas que precisam evacuar com rapidez, como é o caso do posto shell e o da Petrobras todos proximos ao Midway e outros mais. Será que não tem execesso de burocracia ou mesmo de má vontade por partes desse professor e do ministério público?
Acho que alguem esqueceu de avisar ao professor que os postos não serão, literalmente, dentro dos supermercados. Já morei em uma outra capital que lá é permitido postos em supermercados, além do valor cobrado pelo combustível ser bem mais barato, nunca foi registrado acidente algum. Sei que acidentes não podemos prever, podemos previnir, mas posto de gasolina é posto de gasolina em qualquer lugar e um acidente no local é grave, idependente de onde ele esteja instalado. Sei tambem que, em um acidente próximo a algum centro comercial, as proporções são maiores mas se formos pensar assim teriamos que, pelo menos, desativar o posto SHELL próximo ao EXTRA e o posto próximo ao carrefour da ZN. Com relação ao aquífero de Natal, que eu saiba eles não ficam só embaixo de supermercados. E finalizando, fazer analogia com aeroporto e a IFRAERO, é no minimo cômico, entendi que o prof. quis dimensionar o perigo que é ter um aeroporto dentro de uma grande cidade, agora ponderar que a INFRAERO "pode atuar de forma mais forte minimizando riscos", ou o prof. nunca viajou de avião ou ele é adepto da filosofia da Marta Suplicy: "relaxa e goza". Não sou professor da UFRN e nem consultor do MP, mas na minha humilde opinião, acredito que seguindo todas as normas de seguraça e tendo uma fiscalização rigida e atuante, só quem ganharia seria a população, pois teriamos mais comodidade e com certeza, setiriamos um alívio no bolso. Não li a integra do documento, mas baseado nesses argumentos apresentados pelo blog, me faz acreditar em conflito de interesses, não queria, juro! Mas…