Diversos

Novo ciclone bomba se forma no Sul do Brasil; ventania pode chegar a 80 km/h

Foto: Reprodução/CNN (14.set.2020)

Um novo ciclone bomba está em formação no Sul do país. Mas, diferentemente do fenômeno que causou mortes e destruição em julho, o novo ciclone irá ocorrer longe da costa, o que diminui a chance de catástrofe.

À CNN, o meteorologista André Madeira, da Climatempo, explicou, nesta segunda-feira (14), que o ciclone está em alto-mar e não provocará ventania na mesma intensidade da ocorrida em julho, quando a velocidade dos ventos chegou a 120 km/h.

“Vai provocar rajadas de moderada a forte, especialmente no extremo sul e leste do Rio Grande do Sul e também no leste de Santa Catarina. A gente espera rajadas entre 70 km/h a 80 km/h”, classificou, frisando que “não veremos imagens tão duras” como em julho. “A influência sobre o continente é mais leve.”

Ainda segundo o especialista, “a formação desses ciclones extratropicais é comum nessa época do ano”. Apesar de não trazer riscos, a formação do novo ciclone deve trazer uma massa de ar polar, que causa um frio mais intenso nos estados do Sul do país.

Chuva escura

Água com coloração escura foi coletada por moradores no Rio Grande do Sul. Foto: Reprodução/CNN (14.set.2020)

O especialista ainda explicou outro fenômeno observado no Sul do país. Moradores de São Francisco de Assis, no interior do Rio Grande do Sul, compartilharam imagens de água da chuva com coloração escura.

“Toda essa fumaça provocada pela queimada vai para a atmosfera, e estamos com uma situação em que a circulação dos ventos é de norte para sul, então levanta essa pluma de fumaça em direção ao sul do Brasil”, esclareceu.

Apesar das evidências apontarem para a relação entre a chuva turva e as queimadas que consomem o Pantanal, Madeira afirmou que é necessária uma apuração mais precisa para comprovar essa ligação.

“Mas as chances são grandes e é quase certo que tenha origem nas queimadas no Centro-Oeste do Brasil”, concluiu.

De acordo com imagens do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a fumaça das queimadas que devastam a Amazônia e o Pantanal começou a chegar nos últimos dias às regiões Sul e Sudeste do país.

Dados do instituto indicam que entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 10.153 focos de incêndio no Pantanal – número superior ao total registrado entre 2014 e 2019 (10.048).

CNN Brasil

 

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Diversos

FOTOS: Sobe para 10 o número de mortos no Sul do país após passagem de ‘ciclone bomba’

Foto: Divulgação/ Defesa Civil do RS

Subiu para dez o número de mortos no Sul do país após a passagem de um “ciclone bomba” com ventos de até 120 km/h na terça-feira (30). A defesa civil emitiu um alerta de que o fenômeno avança sobre o Sudeste nesta quarta (1º).

As chuvas e ventos fortes, causados pela formação do ciclone extratropical (ciclone bomba) derrubaram árvores e fizeram estragos em diversas cidades da região. O fenômeno atingiu mais fortemente o estado de Santa Catarina. Foram atingidos também municípios do Rio Grande do Sul e Paraná.

As vítimas identificadas, até o momento, são uma idosa de 78 anos na cidade de Chapecó, que foi atingida por uma árvore, um homem em Santo Amaro da Imperatriz, atingido por fios de alta tensão, e outro homem de 59 anos em Ilhota.

A cidade de Tijucas registrou três mortes, ainda não especificadas. Governador Celso Ramos, Itaiópolis e Rio dos Cedros também tiveram uma morte cada. E, em Brusque, há uma pessoa desaparecida.

No Rio Grande do Sul, um homem de 53 anos morreu soterrado em Nova Prata, na região serrana, durante temporal. Vanderlei Oliveira trabalhava em uma construção perto de um barranco quando houve um deslizamento.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, entre a terça e esta quarta-feira (1º) foram atendidas mais de 1,6 mil ocorrências em Santa Catarina relacionada ao fenômeno.

“Os trabalhos seguem em todas as regiões do estado, lembrando que seguimos com restrições no telefone 193, mas a população pode tentar [contato] pelo telefone fixo, ou os celulares de plantão. Pedimos para que os cidadãos mantenham a calma neste momento e fiquem em locais seguros”, informou a corporação, em nota.

O que é um ciclone bomba?

De acordo com o meteorologista da Climatempo André Madeira, o ciclone extratropical recebe esse apelido por causar uma queda de pressão em curto espaço de tempo.

Esse fenômeno pode causar ventos intensos e agitação marítima. No entanto, Madeira diz que a ocorrência é “relativamente comum” para essa época do ano.

“São relativamente comuns nesta época do ano, e ocorrem aqui, no litoral do país, na região Sul, principalmente entre maio e setembro. São áreas de baixa pressão que, geralmente, se formam associados à uma frente fria. Também há a possibilidade de neve na Serra Gaúcha na quinta-feira (2)”, disse.

Alerta

Os efeitos do ciclone bomba poderão atingir outros estados além da região sul do país, informou a Marinha nesta terça-feira (30).

De acordo com o comunicado, ventos de até 88 km/h podem chegar à faixa litorânea entre os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, ao sul de Arraial do Cabo, até a noite desta quarta (1º).

Também há chance de ondas de três a quatro metros de altura em alto mar entre o Rio de Janeiro e a Bahia, ao sul de Caravelas, entre quarta e a manhã da sexta-feira (3).

O órgão também alerta que a aproximação de uma frente fria poderá provocar rajadas de vento de até 74 km/h na faixa ao norte de Arraial do Cabo até o sul de Guarapari, no Espírito Santo.

A Marinha pede aos navegantes que consultem o portal do Centro de Hidrografia antes de irem ao mar.

CNN Brasil

 

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Clima

‘Ciclone bomba’ deve chegar ao Rio Grande do Sul nas próximas horas

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A formação e deslocamento de um ciclone extratropical conhecido como ‘ciclone bomba’, deve chegar ao Rio Grande do Sul nas próximas horas. O estado deve ter uma terça-feira (30) com muito vento e chuva.

Segundo o meteorologista da Climatempo André Madeira, devido ao fenômeno, que se desloca para o oceano, a região Sul pode registrar rajadas de vento com velocidades de até 100 km/h em algumas cidades. No entanto, ele classifica a ocorrência como parte de ‘sistemas relativamente comuns’ para esta época do ano.

“São relativamente comuns nesta época do ano, e ocorrem aqui, no litoral do país, na região Sul, principalmente entre maio e setembro. São áreas de baixa pressão que, geralmente, se formam associados à uma frente fria. Também há a possibilidade de neve na Serra Gaúcha na quinta-feira”, disse.

“O interessante dele é que o vento gira em torno de centros de baixas pressões no sentido horário, tornando os ventos muito intensos. Uma particularidade dele é que ele tem uma baixa queda de pressão no curto espaço de tempo, por isso este nome”, acrescentou ele.

Madeira explicou ainda que uma das consequências causadas por este ciclone é a formação de ondas, com agitação do mar no litoral do Sul e Sudeste. “Em todo litoral são esperadas ondas de cinco a seis metros. Algo como assoprar uma bacia cheia d’água”, exemplificou.

O fenômeno pode refletir na queda de temperaturas também na região Sudeste do país.

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