Economia

Bolsonaro assinará decreto para obrigar postos de gasolina a exibir composição de preços

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O governo finalizou um decreto para obrigar postos de gasolina a apresentarem aos consumidores o valor de impostos cobrados sobre combustíveis. O texto, ao qual o GLOBO teve acesso, deve ser assinado nos próximos dias pelo presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o decreto, estabelecimentos deverão instalar painéis com as seguintes informações: valor médio regional dos produtos; preço de referência para cobrança do ICMS; valor do ICMS; valor do PIS/Cofins; e valor da Cide.

A medida já havia sido defendida por Bolsonaro na semana passada. Pressionado pela alta nos preços da gasolina e do diesel, o presidente tem reclamado do que considera falta de transparência na composição dos preços pagos por consumidores nas bombas.

De acordo com o texto, as regras entram em vigor 45 dias após a publicação do decreto, ainda sem data definida.

O decreto prevê ainda que os postos detalhem preços promocionais em caso de descontos concedidos por meio de aplicativos de fidelidade — tipo de promoção adotada pelas principais redes de combustíveis no país.

De acordo com as novas regras, os postos deverão apresentar em um painel: o preço real; o preço promocional vinculado ao uso do aplicativo; e o valor do desconto.

As críticas aos preços de combustíveis estão no centro de uma crise entre o Palácio do Planalto e a Petrobras que culminou na troca do comando da estatal, anunciada pelas redes sociais por Bolsonaro.

Em uma manobra considerada por analistas de mercado uma intervenção na companhia, o presidente indicou para chefiar a empresa o general Joaquim Silva e Luna, hoje diretor-geral da Itaipu Binacional.

Ele substituirá Roberto Castello Branco, mas a troca ainda precisa ser confirmada pelo Conselho de Administração da petroleira.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Quando os ignorantes da sociedade ficarem devidamente instruídos com esse decreto, se tornarão ferrenhos combatentes contra essa roubalheira pelos Estados.

  2. O povo não estar querendo comprovação ardilosa do preço dos combustíveis, todos querem é que os preços baixem de valor, só isso.
    E o desgoverno continua…

  3. Do que adianta se não tem cópia da nota fiscal, é uma boa idéia, porém os donos colocam o que bem entender, vai encontrar meio de burlar, como não colocar cópia da nota fiscal, bem como colocar só porcentagem colocando culpa no governo federal, estadual e municipal

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Diversos

A composição do seu cocô depende da sua classe social, mostra estudo

Pessoas de classes sociais diferentes também têm cocôs…diferentes. Isso segundo um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. A análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália.

As amostras estão sendo coletadas desde 2016 a partir dos resíduos encontratos nas estações de tratamento de água de todo o país, que são congelados e enviados pelo correio para a instiuição de ensino. A análise foi descrita pelos especialistas como uma “fonte de insights” sobre os hábitos alimentares e o uso de drogas nas diversas partes da Austrália.

Como explicaram à BBC, os especialistas descobriram que o consumo de fibras, alimentos cítricos e cafeína é maior em regiões mais ricas – que também consomem menos medicamentos em comparação aos mais pobres. A análise do cocô dos australianos levou a equipe à conclusão de que quanto mais rica a comunidade, mais saudável é sua dieta.

Para Jake O’Brien, um dos autores estudo, a avaliação de águas residuais tem duas grandes utilidades: identificar disparidades entre comunidades e rastrear mudanças nelas ao longo do tempo. Phil Choi, parceiro de O’Brien na pesquisa, concorda.

Segundo ele, esse é um método eficaz porque, muitas vezes, quando questionadas sobre coisas como o uso de drogas ou os alimentos que comem, as pessoas tendem a relatar hábitos mais saudáveis ​​do que realmente têm. “Você geralmente pecebe que, em pesquisas com questionários, as pessoas relatam mais que consomem alimentos saudáveis ​​e menos que comem coisas menos saudáveis, como lanches”, disse o especialista.

Técnica

Para obter todos esses dados, a equipe focou na identificação de biomarcadores presentes no esgoto. Esses biomarcadores são, justamente, características exclusivas das substâncias, que permitem aos estudiosos diferenciá-las entre si.

Nesse estudo, os australianos utilizaram biomarcadores associados ao consumo de fibras e à ingestão de cítricos, pois essas substâncias são abundantes no cocô de quem tem uma dieta saudável. Para Choi, analisar apenas esse fatos já mostra como a alimentação em locais ricos é diferente da dos locais pobres. “Basta olhar para os números que podemos ver, comparando uma comunidade à outra, grandes diferenças nos marcadores de fibra”, afirmou.

Para Catherine Bennett, da Universidade Deakin, também na Austrália, o artigo de seus colegas de Queensland é muito interessante, mas deve ser interpretado com cautela. “Não estamos usando dados individuais, mas dados coletivos”, lembrou a especialista, em entrevista à BBC. “Sempre precisamos ser cautelosos ao analisar esses estudos ecológicos, porque é uma associação no sentido mais amplo, você não pode argumentar sobre a causa.”

Ainda assim, Bennett acredita que, se interpretados com cautela e validados por outras pesquisas, esses dados podem ser muito importantes para a ciência. “São uma maneira útil de manter o controle do que está acontecendo em nível populacional”, explicou a especialista.

Galileu

 

Opinião dos leitores

  1. Não acho que tal definição seja a mais correta, pois para mim b…a é tudo igual dentro da pirâmide social.
    O Resto é birro!

  2. E segundo nosso digníssimo presidente, só devemos excretar o nosso bolo fecal dia sim, dia não.
    Uma pena que certas pessoas (como ele…) excretam pela boca a toda hora…

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