Petrobras reduz em 0,45% o preço da gasolina na refinaria a partir desta quinta-feira

Por interino

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (6) uma nova redução do preço da gasolina nas refinarias de todo o país, a terceira queda consecutiva. Segundo o site da estatal, o preço da gasolina passará a custar, a partir desta quinta (7), R$ 1,9617, 0,45% inferior ao preço que vigorava no dia de hoje, de R$ 1,9706.

Desde a última alta anunciada para valer no dia 2, o preço da gasolina nas refinarias já caiu 2,45%.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. PEREIRA disse:

    Essa REDUÇÃO do preço da gasolina é só de mentirinha, o que é VERDADE são os AUMENTOS, para a sociedade pagar o que eles roubaram da petrobras.

  2. FRASQUEIRINO TRI CAMPEAO disse:

    Os preços não são reduzidos de imediato nas bombas pq aqui existe um cartel dos postos. Quando aumenta na refinaria, de imediato, o preço é alterado nas bombas, mas quando diminuem isso se reflete para o otário consumidor dias depois sob a complacência dos PROCONS Estadual, Municipal e de quebra o da Assembleia Legislativa, cabide de emprego para abrigar os correligionários dos 24 preguiçosos que detém mandatos por lá.

  3. Marcos Henrique Medeiros de Araújo disse:

    Concordo com tudo que Guilherme, colocou no seu comentário, realmente acontece isso diariamente

  4. Guilherme disse:

    Porque não baixa o preço nos postos, quando aumenta no outro dia os postos já faz reajuste nos preço quando a. Petrobras reduz nenhum posto faz redução, cadê os Procons só serve para receber salários pago por nós

Preço da gasolina cai 0,68% nas refinarias a partir desta terça, após duas altas seguidas

Por interino

O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras passará a ser R$ 1,9976 a partir desta terça (5) – uma redução de 0,68% em relação aos R$ 2,0113 vigente desde o último dia 2.

A redução é registrada depois de duas altas consecutivas do produto. No sábado, a estatal tinha elevado o preço da gasolina em 2,25%, após um aumento de 0,74% anunciado na quarta-feira (30).

Agência Brasil

Gasolina, gás e luz com reajustes, em meio a inflação baixa, considerada a menor desde 1998; entenda

A inflação fechou 2017 em 2,95%, um número baixo por qualquer lado que se olhe: foi o menor IPCA desde 1998, além de ser menos da metade dos 6,29% registrados em 2016.

Também foi a primeira vez que a inflação ficou abaixo do piso da meta do governo desde que o regime de metas foi criado em 1999.

Mas a impressão de muita gente não é essa diante de três itens importantes: gasolina, gás de cozinha e energia elétrica. Todos, de fato, subiram muito mais do que no ano anterior.

Mas eles não foram suficientes para contrabalançar os efeitos de outro fenômeno: a primeira queda anual do preço de alimentos e bebidas desde que o Plano Real começou em 1994.

“Temos itens que pressionaram para cima e é normal do consumidor focar nos elementos mais visíveis. Mas especialmente alimentação em 2017 foi forte elemento de deflação, e o o peso desse grupo no IPCA (25%) é bem maior do que o peso desses três itens (10%)”, diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Veja o que aconteceu com ele:

Gasolina

A Petrobras começou em 03 de julho uma nova política de reajustes. Ao invés de esperar um mês, a empresa avalia todas as condições do mercado, incluindo cotações internacionais, o câmbio e a concorrência, para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

Daquela data até 28 de dezembro, foram 115 reajustes nos preços da gasolina. Em julho, o governo também aumentou aumentou a alíquota do PIS/COFINS dos combustíveis.

O resultado foi que em 2016, a gasolina caiu 2,54% e puxou o IPCA para baixo em 0,10 ponto percentual.

Em 2017, a gasolina subu 10,32% e puxou o IPCA para cima em 0,41 p.p, e as perspectivas para 2018 não são de acomodação.

“A gasolina depende muito do câmbio e de como nosso cenário politico vai influenciar essa cotação: ele deve colocar volatilidade, mas não a ponto de chegar em um novo patamar. Além disso, temos um problema de déficit publico pra resolver. Outra questão é o aquecimento da demanda previsto em outras economias, o que pressiona para cima a cotação internacional”, diz André Braz, especialista em inflação do Ibre/FGV.

Gás de cozinha

Um fenômeno parecido aconteceu com o gás de botijão, e pelo mesmo motivo: uma nova política de reajustes da Petrobras.

No início de junho, a empresa empresa informou que os preços seriam formados pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, acrescida de uma margem de 5%.

O preço do botijão foi de uma alta modesta de 2,10% em 2016 com impacto de 0,03 ponto percentual, ele pulou para um aumento de 16% em 2017 com impacto de 0,19 p.p.

De acordo com os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), foi o maior aumento no item desde 2002, quando ele subiu 34%.

A Petrobras anunciou no início de dezembro que vai rever a metodologia para não trazer ao país a volatilidade do mercado europeu, mas não anunciou a nova fórmula.

Não há perspectiva de altas menores para conter a inflação, apenas de reajustes menos frequentes. O preço do botijão ficou praticamente congelado durante os governos Lula e Dilma: houve apenas um aumento, em 2015.

Energia elétrica

2015 foi o ano de reposição de congelamentos anteriores, 2016 foi o ano de reversão da crise hídrica e 2017 foi um ano de novas altas.

A energia elétrica passou de uma queda de 10,66% e impacto negativo de 0,43 ponto percentual em 2016 para uma alta de 10,35% em 2017 com impacto positivo de 0,35 ponto percentual.

Houve cobrança de uma taxa extra em todos os meses do ano com exceção de janeiro, fevereiro e junho.

As chamadas bandeiras tarifárias são acionadas quando é preciso ligar as usinas termelétricas, que são mais caras, por causa da falta de chuvas.

Andre acredita que a perspectiva deste ano é positiva, ou Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não teria definido a bandeira para verde (sem cobrança extra) neste janeiro.

2018

A previsão de mercado é que a inflação acelere em 2018 para o patamar de 4%, mais próximo do centro da meta que é de 4,5%.

“Existem muitas variáveis: uma possível reforma da previdência, déficit fiscal, além de ser ano eleitoral, com muitos feriados e Copa do Mundo. Mas a inflação deve continuar baixa porque a recuperação é lenta e não está prevista uma reversão acelerada do desemprego”, diz André.

Sua previsão é que a inflação de alimentos não siga tão benigna pois dificilmente a safra positiva vai se repetir e também os custos mais altos de transporte devem fazer pressão.

“Creio que o crescimento de 3% que esperamos, especialmente no segundo semestre, também pode pressionar mais a inflação. No limite, a resposta do BC será subir juros. Eu estou no grupo que não consegue ver a Selic o ano todo em 6,75%, como deve chegar a taxa na próxima reunião”, diz Sérgio.

Exame

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rafael disse:

    caraca ainda vem um cara dizer que o Brasil melhorou com a saida de Dilma, kkkkk esse ai com ctz não mora no Pais, hoje pagamos mais de 4 reais num litro de gasolina, no governo Dilma era no máximo R$ 2,85, hoje o gás em muitas localidades chega a R$ 75, no Governo Dilma era no máximo R$ 30, fora os programas que estão tirando do pobre para facilitar o acesso as faculdades….

    • Gustavo Ferreira disse:

      Disse tudo Rafael. Parabéns pela sua clareza e maneira simples e direta de resumir a situação diante dessa farsa que a imprensa comprada está montando pra tentar nos enganar.

    • Rick disse:

      Só porque subiram dois itens da pauta de consumo (gás e gasolina )? E que papo é esse de retirar o acesso de pobre a faculdade? Dilma passou a tesoura no Fies tão logo foi reeleita.

  2. Barreto disse:

    A seita comunista coloca seus seguidores para trabalhar dia e noite.
    O chefe pediu.
    Inclusive gente da imprensa, artistas e intelectuais atuando para a implantação de um reino comunista…
    Todos criticam políticos.
    Falam mal de Aécio (e as malas de dinheiro da campanha do governador petista de Minas que até agora não deu em nada?), de Temer, de Cunha, de Agripino.
    Demonizam políticos como é de seu feitio.
    Fizeram isso na Rússia em 1917. Falaram muito mal dos czares.
    Aí vieram os comunistas, que mataram uns 40 milhões de pessoas para o bem do povo…
    Fizeram o mesmo em Cuba e na Venezuela.
    Criticam uma deputada porque foi condenada a pagar dívida trabalhista de 60 mil reais de um motorista (oh, motorista caro… Mais barato 5 anos de táxi…) para abrir caminho para pessoas como Boullos, líder invasor de imóveis, Ciro Gomes, que o partido comunista da China quer apoiar, o réu condenado Lula…
    O povo precisa acordar.
    Esse pessoal age com objetivos bem definidos…

  3. Netto disse:

    É uma total dissociação com a realidade afirmar que governos camuflam (hummm! ele camufla! apud.Op, Citi Didi Mocó) índices de inflação. Tem muito contrato, e que envolve gente grande, indexado por índices inflacionários,afora mexer na lucratividade de outros investimentos, como ações, em títulos públicos, futuros, fundos cambiários, ações e até nos balanços das empresas. Eu vou quase todo o dia ao supermercado. Pelo menos os preços não estão subindo tanto. A inflação é uma média de preços (não é composta só de gás e gasolina). Claro que os que vivem gritando "foi gópi" jamais irão reconhecer que houve melhoras na economia depois da queda da gerentona. Precisam torcer para o quanto pior melhor, para legitimar esse discurso.(Netto é um reaça malvado. Mora no mêi dur mato nos arrabaldes de Cachoeira do Sapo. Um dia, lendo um gibi do Tio Patinhas, se deparou com encarte de propaganda de um MBA por correspondência em Macro-Economia e Afins do IUB. Desde então a sua produção de cavaco chinês explodiu. Sua próxima meta e lançar uma IPO na Bolsa de Chicago).

    • Netto disse:

      *Op. Cit.

    • Mortadela com pão disse:

      Seria cômico se nao fosse trágico.
      Enquanto isso malas, compras de voto pra reformas, corrupção como nunca, gasolina a quase 5 reais, gás beirando os 70….mas nao vem ao caso pois netto é coxa, aquele q foi atrás do pato e de ze agripino e nao liga pra essas coisas contando q nao seja do PT.

    • Netto disse:

      O Brasil melhorou depois da saiída da gerentona. Aceita que dói menos. Que venham as reformas. Só sabem dizer que aumentaram essses preços.

Petrobras reduzirá preço da gasolina em 0,4% e do diesel em 2,3% a partir desta sexta

A Petrobras anuncia redução dos preços dos combustíveis para esta sexta-feira, 18 de agosto, nas refinarias, de 0,4% para a gasolina e 2,3% para o diesel. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Petrobras reduzirá preço da gasolina em 1,4% e diesel 0,1% nas refinarias

A Petrobras anuncia redução dos preços dos combustíveis para esta quarta-feira, 17, nas refinarias, de 1,4% para a gasolina e 0,1% para o diesel.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. hwh disse:

    Quando o preço aumenta no outro dias os posto aumentam também, agora quando abaixam não vi nenhum ainda.

Presidente da Petrobras diz que não há decisão sobre redução da gasolina

sem-gasolinaEm carta enviada a integrantes do conselho de administração da Petrobras, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, disse que não há decisão sobre redução dos preços da gasolina e do diesel. As ações da empresa estão em queda acentuada nas bolsas depois de informações sobre uma possível revisão dos preços.

No texto, ao qual a reportagem da Folha de S.Paulo teve acesso, Bendine diz que a companhia monitora permanentemente a composição de custos e o comportamento do mercado e debateu se a redução dos preços poderia reverter a retração das vendas, que chega a 10% este ano.

“Não houve qualquer avanço além disso -apenas um debate sobre a elasticidade do mercado neste momento e seus efeitos na nossa estratégia e nos nossos resultados”, escreveu o presidente da Petrobras, em resposta a críticas de conselheiros sobre a possibilidade de redução nos preços.

Com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, a gasolina e o diesel são vendidos no Brasil a preços superiores ao mercado internacional. As contas variam entre especialistas: de acordo com a Tendências, por exemplo, a diferença é hoje de 23,5% no caso da gasolina e de 42,7% no caso do diesel.

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) calcula que, na média mensal, a gasolina no Brasil foi vendida a um valor 24,8% superior ao verificado no mercado internacional. Já no caso do diesel, o prêmio da estatal é de 50,4%.

Entre os conselheiros da Petrobras, porém, é majoritária a visão de que a estatal não deve reduzir preços neste momento, sob o risco de prejudicar o processo de ajuste em suas contas. Com uma dívida de quase R$ 500 bilhões, a companhia vem cortando custos e investimentos para tentar sobreviver à crise.

“Estamos todos aqui, diretores e conselheiros, com o objetivo de atender única e exclusivamente os interesses da Petrobras”, afirma Bendine, na carta, defendendo que “não há politização” nas discussões sobre o preço dos combustíveis.

Venda de combustíveis no mercado brasileiro caiu em 2015

gasolina-precio-de-gasolinaAs vendas de combustíveis no mercado brasileiro registraram queda de 1,9% em 2015, somando 141,811 bilhões de litros na comparação com o ano anterior, quando atingiram 144,541 bilhões de litros. Os dados foram divulgados hoje (2), no Rio, pelo superintendente adjunto de abastecimento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rubens Freitas, durante o 11º Seminário de Avaliação do Mercado de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis da ANP.

“Esperamos que seja um comportamento em função da própria queda da economia. Acredito que deve espelhar o que aconteceu ao longo de 2015”, afirmou o diretor da ANP, Waldyr Barroso, sobre a expectativa de vendas de combustíveis para este ano.

Gasolina

A comercialização de gasolina C alcançou 41,137 bilhões de litros, enquanto que em 2014, foram vendidos 44,364 bilhões de litros. O resultado representa queda de 7,3%. Também houve redução (4,7%) na comercialização do diesel B, passando de 60,032 bilhões de litros para 57,211 bilhões de litros, na comparação do mesmo período.

Rubens Freitas informou que a dependência externa de gasolina pelo Brasil está em torno de 30 mil barris/dia e, embora, possa parecer pouco, não se deve relaxar, porque dependendo da situação o nível pode aumentar. Ele informou que o Brasil tem a média de 0,3 automóvel para cada habitante, o que significa menos da metade de países do primeiro mundo.

“Então, é uma demanda reprimida gigantesca, e qualquer programa de crescimento do PIB, associado à redistribuição de renda, ou qualquer R$ 200 a mais por mês que se coloque na conta de 100 milhões de brasileiros de classe C e D, isso vai refletir de uma forma exponencial no consumo de ciclo Otto [etanol hidratado e gasolina C]. Há uma demanda reprimida.”

Fonte: Agência Brasil

Gasolina, energia elétrica e dólar vão pesar no IPCA em novembro

Gasolina mais cara em todo país e tarifa de luz maior para cariocas pesarão na inflação oficial do país no mês que vem, avalia a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Segundo Eulina, para cada 1% de reajuste da gasolina na bomba, existe um impacto de 0,04 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O efeito do reajuste da gasolina será sentido, sobretudo, em novembro e uma parte residual fica para dezembro. O diesel não tem impacto direto no bolso do consumidor, mas afeta preços de fretes, por exemplo.

Já a tarifa de energia para os cariocas sobe 17,75% a partir desta sexta-feira e também deverá dar combustível à inflação. Para os consumidores industriais, a alta será ainda maior, de 19,83% a 20,25%.

— São dois itens muito importantes no bolso das famílias e que têm reflexo grande. No caso da energia, no momento do calor, quando além do preço, a quantidade (do uso) sobe — afirma Eulina.

De acordo com estimativas das distribuidoras e dos revendedores ouvidos pelo GLOBO, o impacto na bomba para o consumidor no Rio será em torno de 2% na gasolina e de 3,5% no diesel. O repasse deverá ser imediato.

Outro impacto na inflação de novembro, lembra Eulina, deve ficar com o dólar, que se valorizou frente ao real. Ela explica que o impacto pode começar a ser sentido em novembro em diversos itens, como milho e adubo, que impactam diversos produtos, e eletrodomésticos. Em setembro, a moeda americana não interferiu no IPCA.

— O dólar vem aumentando e se dissemina em vários produtos, em eletrodomésticos, automóveis e alimentos — afirma Eulina.

Especialistas não descartam estourar o teto da meta da inflação. Ontem, o economista Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil, afirmou que o reajuste de 3% na gasolina pode ter impacto de até 0,1 ponto percentual no IPCA. A variação parece pequena, mas é suficiente para o índice fechar em 6,55%.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro Paulo disse:

    FALA SÉRIO
    Inflação desacelera, mas continua acima do teto da meta E DENTRO DA MARGEM DE ERRO. E reajuste de 3% no combustível?
    Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,42% em outubro, frente à alta de 0,57% no mês anterior, informou o IBGE; com isso, em 12 meses até setembro, o índice acumulou alta de 6,59%, ainda acima do teto da meta do governo de 4,5%, com margem de 2 percentuais para mais ou menos.

Gasolina começa a faltar em postos de Natal; no interior, situação já é mais delicada

ÍndiceO Blog recebeu a informação na manhã desta quarta-feira(8), que mais de 20 postos de gasolina estão sem o fornecimento do combustível na capital potiguar. Os donos de um maior poder aquisitivo e que possuem carretas estão enviando seus veículos de carga para abastecimento  na Paraíba. Informações dão conta que no interior a situação já é grave.

Veja mais: Natal pode ficar sem combustível

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gutemberg disse:

    Em Currais Novos não tem mais. O pessoal está abastecendo em Acari, que só tem um 01 posto.

Gasolina comercializada no Brasil terá redução de enxofre a partir de 2014

10032011-10032011Arq002A partir de 1º de janeiro de 2014, a gasolina automotiva terá, em todo o território nacional, no máximo 50 miligramas por quilo (mg/kg) de enxofre total, apresentando qualidade semelhante a que é comercializada nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que haverá redução da emissão de enxofre na atmosfera em 94% e emissão de poluentes em até 59% no médio e longo prazo nos veículos mais modernos, contribuindo para a melhora da qualidade do ar e para a diminuição de doenças respiratórias.

O teor de enxofre médio do combustível foi reduzido nos últimos anos. Era 500 mg/kg em 2009 e baixou para 200 mg/kg em 2013. A gasolina também se adaptará às novas tecnologias da indústria automobilística, como a injeção direta de combustível, além de viabilizar as metas de emissões da etapa L-6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

Em função do processo de refino adotado, a nova gasolina poderá apresentar coloração mais clara e odor diferenciado. As características não influenciam o desempenho do combustível no motor. Não haverá problemas com relação à gasolina importada, que já atende às novas especificações da nova gasolina nacional.

Além do teor de enxofre, outros componentes que contribuem para as emissões veiculares terão seus limites reduzidos. São os hidrocarbonetos olefínicos, os hidrocarbonetos aromáticos e o benzeno (este último somente no caso da gasolina Premium, pois o máximo permitido na gasolina comum já era 1%).

Agência Brasil

Alta da gasolina pressiona a inflação

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu variação de 0,72%, na primeira prévia de dezembro, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual sobre o resultado apurado no fechamento de novembro (0,68%). Essa alta reflete, principalmente, o avanço no grupo transportes (de 0,11% para 0,28%), com destaque para o reajuste da gasolina (de -0,21% para 0,61%).

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram acréscimos. Além do grupo transportes, os preços na média subiram com mais intensidade do que na pesquisa passada nos seguintes grupos: alimentação (de 0,92% para 0,96%); educação, leitura e recreação (de 0,55% para 0,70%) e comunicação (de 0,91% para 0,93%).

Em movimento inverso, houve decréscimos nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,42%); despesas diversas (de 1,22% para 1,09%); habitação (de 0,82% para 0,80%) e vestuário (de 0,87% para 0,83%).

Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: tarifa de eletricidade residencial (de 2,80% para 2,58%); passagem aérea (de 18,88% para 19,20%); aluguel residencial (de 0,95% para 1,01%); tomate (de 11,17% para 14,97%) e refeições em bares e restaurantes (de 0,63% para 0,48%).

Agência Brasil

Gasolina pode subir mais 6% até o fim do ano, afirma Lobão

A gasolina pode sofrer um novo reajuste de 6% quando o governo decidir alinhar os valores cobrados no país aos do mercado internacional, afirmou ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. De acordo com o ministro, a Petrobras pediu um aumento total de 13% este ano. Até agora, o produto já teve alta de 7%. Indagado se a próxima elevação atenderá ao pedido, disse à Reuters:

— Sim, a diferença é de 6%.

O ministro ressaltou que o governo não decidiu a data do reajuste. Para especialistas, o preço da gasolina na refinaria está 25% abaixo dos preços praticados no mercado internacional.

Para Silvia Matos, economista da FGV, com a trégua na inflação em setembro, este é o momento ideal para um reajuste do preço do combustível. Ontem, o IBGE informou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, usado nas metas do governo) ficou em 0,35% em setembro e, com isso, recuou para abaixo de 6% no acumulado em 12 meses pela primeira vez no ano.

— A inflação existe, só está represada. É preciso aumentar logo (o preço da gasolina). O dólar vai voltar a pressionar (a inflação). O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) postergou a retirada dos estímulos à economia, mas sabemos que a retirada vai acontecer algum dia — disse.

O governo tem que ficar alerta, diz Mantega

Para Luiz Roberto Cunha, professor da PUC-Rio, o comportamento da inflação nos próximos meses dependerá da decisão do governo sobre a gasolina. Ele lembra que os alimentos, que deram um alívio em setembro, voltarão a subir.

Elson Teles, economista do Itaú, trabalha com um cenário de reajuste da gasolina de 6% nas refinarias e de 4% nas bombas, com impacto de 0,16 ponto percentual no IPCA. Nos cálculos de Teles, a inflação fechará o ano em 5,9%, com um aumento da gasolina em novembro. Em setembro, a inflação em 12 meses ficou abaixo de 6%, influenciada pelas altas menores de preços administrados e pelo recuo dos alimentos. No ano, os administrados subiram só 0,01%, graças a uma queda de 16,78% nas tarifas de energia elétrica.

— São os administrados que estão segurando a inflação — afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índice de Preços do IBGE.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ter ficado satisfeito com o resultado do IPCA, mas destacou que o governo federal não vai “descuidar” do controle de preços no país.

— O governo tem que ficar alerta para impedir que a inflação volte a subir e a atrapalhar o consumidor brasileiro — disse.

Mantega destacou que o índice é menor que o de setembro do ano passado e que o do mesmo mês de 2011 e que, portanto, isso “significa que a inflação está sob controle”. O ministro destacou, porém, que no fim do ano os preços sobem “um pouco”:

— Você tem entressafra. Tem regime de chuvas, mas vamos ficar dentro da normalidade.

Indagado, o ministro, que é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, esquivou-se de responder se o resultado do IPCA abriria espaço para uma alta do preço de combustíveis:

— Isso não é assunto nosso. É da Petrobras.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fina Ironia disse:

    Grande novidade…

Petrobras diz que preço da gasolina pode subir este ano

20130130103827aumentocombustivelO preço da gasolina pode subir este ano, mas não há uma data definida, disse nesta terça-feira a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em São Paulo.

– A gasolina pode subir esse ano. Não tem data. Como aconteceu todos os anos, a gente tem aumento de preço. E quem sabe, pode acontecer algum movimento abrupto inesperado. O Brent cai, o câmbio desce e aí tem redução no preço da gasolina. Ou seja, a previsão de aumento é possível, é previsível, mas não tem data – disse a executiva a jornalistas após evento do setor de siderurgia.

A estatal precisa de caixa para fazer frente a um dos mais robustos plano de negócios do mundo. A Petrobras deve encerrar o ano de 2013 com investimentos de cerca de US$ 50 bilhões, disse a presidente da estatal na mesma ocasião.

– Investimos US$ 45 bilhões em 2012 e este ano estamos caminhando para algo próximo de US$ 50 bilhões – disse Graça.

Em meio à necessidade de pesados investimentos no desenvolvimento das áreas do pré-sal, a Petrobras realiza um programa expressivo de corte de custos.

Graça Foster disse que há previsão de fechar 38 escritórios no exterior até 2015, o que, segundo ela, não significa sair do país.

– É questão de otimização de custos e simplificação da estrutura societária da Petrobras – afirmou.

O Globo

Confira o preço da gasolina em 60 países do mundo; valores entre R$ 5,30 e R$ 0,02

Reajuste da gasolina brasileira está entre os maiores do mundo. Cruzamento de dados da ANP e Agência Internacional de Energia mostra que combustível registrou, em média, alta de 4% em um ano, superando todos os países analisados pelo órgão. Já a Bloomberg aponta avanço de 15% só no segundo trimestre de 2013, o maior entre os 60 países analisados. Valorização do dólar e preços internacionais nas alturas alavancam aumentam defasagem da gasolina e pressionam contas da Petrobras.

Ranking dos preços da gasolina (em reais por litro)

1º Turquia – R$5,30
2º Noruega – R$ 5,29
3º Países Baixos – R$ 4,75
4º Itália – R$ 4,73
5º França – R$ 4,52
6º Suécia – R$ 4,46
7º Grécia – R$ 4,45
8º Portugal – R$ 4,45
9º Hong Kong – R$ 4,36
10º Bélgica – R$ 4,35

11º Finlândia – R$ 4,32
12º Alemanha – R$ 4,29
13º Irlanda – R$ 4,24
14º Reino Unido – R$ 4,24
15º Dinamarca – R$ 4,21
16º Israel – R$ 4,17
17º Eslovênia – R$ 3,96
18º Malta – R$ 3,95
19º Eslováquia – R$ 3,95
20º Suiça – R$ 3,85

21º Hungria – R$ 3,80
22º Espanha – R$ 3,77
23º Áustria – R$ 3,76
24º Rep. Checa – R$ 3,69
25º Chipre – R$ 3,68
26º Lituânia – R$ 3,68
27º Coréia do Sul – R$ 3,59
28º Luxemburgo – R$ 3,55
29º Polônia – R$ 3,55
30º Nova Zelândia – R$ 3,55

31º Letônia – R$ 3,52
32º Estônia – R$ 3,46
33º Chile – R$ 3,46
34º Bulgária – R$ 3,44
35º Romênia – R$ 3,44
36º Brasil – R$ 3,30
37º Singapura – R$ 3,30
38º Japão – R$ 3,23
39º Austrália – R$ 3,11
40º África do Sul – R$ 2,85

41º Argentina – R$ 2,77
42º Índia – R$ 2,69
43º Filipinas – R$ 2,59
44º Colômbia – R$ 2,56
45º China – R$ 2,52
46º Tailândia – R$ 2,48
47º Canadá – R$ 2,45
48º Paquistão – R$ 2,10
49º Indonésia – R$ 2,03
50º Rússia – R$ 1,91

51º EUA – R$ 1,87
52º México – R$ 1,80
53º Nigéria – R$ 1,23
54º Malásia – R$ 1,23
55º Irã – R$ 1,15
56º Em. Árabes – R$ 0,94
57º Egito – R$ 0,55
58º Kuwait – R$ 0,42
59º Arábia Saudita – R$ 0,24
60º Venezuela – R$ 0,02

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Edilmar disse:

    MORO EM GUAMARÉ E AQUI O PREÇO DA GASOLINA ESTÁ EM TORNO DE 2,98 !

  2. Junior disse:

    Interessante, a gasolina na Argentina é mais barata que no Brasil e nós vendemos para eles…. bem, como Lucia e Emidio comentaram sobre preços e impostos, informo que quando vou a Campina Grande abasteço, em um posto BR, gasolina aditivada a 2,69 e no cartão PETROBRAS. Em Campina Grande, dentro da cidade os postos praticam a média de 2,79-2,89 para gasolina aditivada e pagamento nos mais variados cartões. Agora alguém me explique como é possível a gasolina lá ser mais barata, sem ao menos ter refinaria e aqui no RN, que possui uma pequena refinaria em Guamaré, mas que sua produção é suficiente para suprir todo o Estado, a gasolina é mais cara em média 20-30 centavos por litro???? sem falar que a gasolina aqui no RN a maioria é batizada ou adulterada.

  3. Marcos Antônio disse:

    Esse valor sozinho não revela nada se não for considerado também a renda média em reais de cada país mencionado.

  4. Lucia disse:

    Quem poderia esclarecer a composição do preço de um litro de gasolina? Me refiro aos agentes envolvidos, governo federal (exploração, refinaria, destribuicao, impostos, Cide, previdência) transporte, governo estadual (ICMS antecipado, pauta fiscal e outros), taxa de cartão de credito, postos (aluguel, impostos, salários, Ibama, idema, anp, imetro, FGTS, INSS, bombeiros, imposto de renda, imposto, imposto…. lucro, sei lá, quem poderia esclarecer, alguém da atividade? A gente saberia se é justo ou não o preço praticado em Natal.

  5. Emidio Melo disse:

    Acho deveria levar em consideração dois fatores, a relação com o salário mínimo e a carga tributaria de cada país, aí teremos uma melhor analise e classificação.
    Vocês sabiam que no RN, só de ICMS paga-se num único litro de gasolina (R$ 2,89), algo em torno de R$ 0,90 num único imposto, faltam os outros.
    É incrível, temos que baixar a carga tributaria, isto sim.

  6. rnatal disse:

    O Grande absurdo de tudo isto é que nós motoristas já devíamos ter organizado protestos, boicotando postos a cada semana para eles sentirem na pele a maldade que a organização mafiosa do setor de combustível do Brasil e de Natal faz com o cidadão. Gasolina devia ser pelo R$ 2,00. VAMOS PROTESTAR.

    • Adyneusa disse:

      É isso que devemos fazer, boicotar postos de gasolina que cobram mais. Sabiam que nossos carros fabricados em Sumaré-SP, vão pra fora com valor inferior ao que vendem aqui? o mesmo carro. Os impostos não são caros, é porque o brasileiro paga o preço que eles oferecem. Ta na hora de agir e parar de culpar governo. O sistema capitalista é assim, existe a oferta porue tem procura.

  7. Otavio disse:

    Tão achando muito?Pois se segurem porque o gaiato do Prefeito de São Paulo,Fernando Hadad do PT, está sugerindo baseado em 1 pesquisa da Fundação Getulio Vargas 1 tributo de 0,50(cinquenta centavos)acrescido ao preço da gasolina p/subsidiar a passagem do onibus em SP q seria reduzida em 1,20(um real e vinte centavos).

Governo tenta atenuar impacto do reajuste da gasolina, que deve subir 7%

A gasolina vai ficar mais cara nos postos pela primeira vez em quase dez anos. O governo federal deve reajustar em 7% o preço do combustível. O óleo diesel também vai subir, mas em nível um pouco menor – entre 4% e 5%. A expectativa é a de que o anúncio seja feito na semana que vem. Para amenizar o impacto desse aumento e evitar uma piora nos índices de inflação, a equipe econômica estuda algumas medidas que poderão ser adotadas nos próximos meses.

Uma delas é o aumento da mistura de álcool anidro (etanol) na gasolina. O governo deve anunciar a elevação do teto da mistura, dos atuais 20% para 25%, com o reajuste dos combustíveis. Mas a elevação só deve ser efetivada quando a colheita de cana-de-açúcar estiver no auge, o que deve ocorrer no fim do primeiro semestre.

Demanda antiga dos usineiros, o aumento da mistura atenuaria o impacto do reajuste que será anunciado. Além disso, a medida alivia a necessidade de importação de gasolina, um dos fortes responsáveis pelo déficit da balança comercial no início deste ano.

Uma sinalização agora de que a demanda pelo biocombustível deve ser maior ao longo de 2013 também pode aumentar o interesse dos produtores em expandir a área de cultivo da cana-de-açúcar. O mais provável é que o aumento do mix ocorra em junho. Mas, se as condições climáticas propiciarem o plantio da cana, a medida pode ser antecipada para março ou abril.

O Brasil diminuiu a quantidade máxima de etanol na gasolina, de 25% para 20%, em outubro de 2011. Na ocasião, havia escassez de biocombustível, o que levou ao aumento de preços. Por isso, o governo decidiu atuar. No ano passado, não houve espaço para a volta do porcentual maior porque, com a quebra de safra de cana na Índia, os usineiros brasileiros direcionaram a produção para a exportação de açúcar em um momento de baixa oferta mundial. Os preços internos continuaram pressionados. (mais…)

Preço da gasolina cai antes de eleição e sobe logo depois, diz estudo

Em ano de eleição, o preço da gasolina cai ou pelo menos não sobe, como ocorreu neste ano quando a Petrobras elevou o preço e o governo reduziu os impostos para zerar o impacto no bolso do eleitor.

Isso acontece desde a década de 60, independentemente, de quem está no poder, segundo estudo de dois professores universitários.

Rodrigo Moita (Insper) e Claudio Paiva (Universidade do Estado da Califórnia) compilaram os preços da gasolina e da energia elétrica, retiraram a inflação, e confrontaram os resultados com o calendário de eleições.

Para ampliar a base de dados, eles pesquisaram apenas o que acontece em anos de eleições legislativas –que, a partir de 1989, são também os anos das eleições para presidente da República.

O trabalhou analisou dados de 1969 a 2008 para gasolina e de 1963 a 2009 para energia. Salvo poucas exceções, a gasolina e a energia elétrica caem no período que antecede a eleição. Logo depois do pleito, voltam a subir e a recuperar a defasagem.

Os professores viram que a gasolina fica, em média, 0,6% mais barata nos meses anteriores às eleições. Após o pleito, sobe em média 0,3% ao mês, recuperando as perdas e ainda ascendendo a um patamar superior ao que era.

No estudo, os professores afirmam que isso aconteceu sob diferentes ideologias e momentos históricos –regime militar, redemocratização (PMDB), Collor (PRN), FHC (PSDB) e Lula (PT).

“Não importa a ideologia, vemos que os políticos se tornam mais sensíveis aos interesses do consumidor-eleitor pouco antes das eleições. Depois, ficam mais sensíveis ao lobby da indústria, que tem interesse em reajustar os preços e a recuperar margens de ganho”, disse Rodrigo Moita.

Os professores não conseguiram definir quais governos utilizaram mais a gasolina como moeda política, mas viram que, durante os períodos de descontrole inflacionário, essa influência caiu.

CONTROLE NA ENERGIA

No entanto, o estudo reconhece que a criação em 1996 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que regula os preços da eletricidade sob aspectos técnicos, retirou a influência política dos reajustes de eletricidade.

“Do ponto de vista da fixação de preços, vemos que a Aneel funcionou. É um órgão independente que isolou a influência política dos preços. Talvez fosse uma saída para o caso da gasolina”, disse.

Para o pesquisador, a influência política nos preços prejudica menos o mercado de gasolina do que a democracia. “É preocupante que governantes possam ser eleitos, em parte, por falta de informação dos cidadãos. No âmbito econômico, obtivemos mais uma evidência de intervenções excessivas do governo na economia”, diz.

Fonte: Folha de S. Paulo