Com preços em queda e país registrando deflação, Banco Central deve ampliar corte de juros

Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

A inflação ficou negativa em 0,04% em setembro, divulgou o IBGE na manhã desta quarta-feira. Trata-se do menor resultado para um mês de setembro desde 1998 e é a primeira deflação registrada desde novembro de 2018, quando o resultado do mês foi de -0,21%.

Com os resultados de setembro, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 2,89%, muito abaixo da meta do ano, que é de 4,25%. Já o acumulado nos nove primeiros meses de 2019 está em 2,49%.

O resultado ficou abaixo das projeções dos analistas do mercado, que previam ligeira alta, de 0,03% no IPCA de setembro. O resultado da inflação reforça a previsão de um corte maior nos juros pelo Banco Central na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia 30 de outubro.

Os analistas da Capital Economics, que antes do resultado do IPCA previam um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, agora estimam uma redução de 0,5 ponto percentual, para 5%.

Após a divulgação do IBGE, os juros futuros negociados no mercado financeiro recuaram, sinalizando as novas projeções para a Selic. Os contratos de juros DI para janeiro de 2021, por exemplo, eram negociados a 4,79%, contra 5,09% na véspera.

O resultado do IPCA foi o menor para o mês de setembro desde 1998, quando o índice registrado foi de -0,22.

Em setembro, 10 regiões das 16 regiões pesquisados pelo IBGE apresentaram deflação. No mês anterior, agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ), usado nas metas de inflação do governo tinha avançado 0,11%.

O resultado negativo do mês foi influenciado pela deflação dos preços de alimentos e bebidas, com queda de 0,43% no mês. Segundo o IBGE, o índice foi puxado por conta da alimentação fora de casa, que caiu de 0,53%, em agosto, para 0,04%, em setembro. A alimentação em domicílio também caiu (-0,7%) pelo quinto mês consecutivo.

Na cesta de alimentos, a principal queda foi em tubérculos, raízes e legumes (-11,33), hortaliças (-5,05%) e frutas (-1,79%). Segundo Pedro Kislanov da Costa, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços, as quedas ocorreram em função do aumento da oferta de produtos alimentícios, como tomate, batata-inglesa e cebola

– Ainda temos uma oferta elevada desses produtos, essas deflações são por conta de uma oferta excedente no mercado – afirma Kislanov.

Deflação em três grupos

Segundo o IBGE, três dos nove grupos pesquisados apresentaram deflação em setembro. A maior redução veio de artigos de residência, com queda de 0,76%. Já a maior alta foi registrado no grupo de saúde e cuidados pessoais, com variação positiva de 0,58%. O índice foi influenciado pelo reajuste nos preços dos planos de saúde de 7,35%, autorizado em julho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Entre os itens não alimentícios, o IBGE registrou queda de -2,26% nos preços dos eletrodomésticos. Uma das razões para a deflação no período pode ser a realização da Semana Brasil, campanha que ofertou descontos e promoção no comércio no início de setembro.

– De fato observamos na coleta de preços muitos descontos e promoções dos lojistas, principalmente nas duas primeiras semanas do ano. É uma possibilidade – afirma.

O grupo de transportes ficou estável, mesmo com as altas recentes no preços da diesel e etanol. De acordo com o instituto, no mês, apesar de etanol (0,46%) e óleo diesel (2,56%) terem apresentado alta, o resultado foi puxado com a queda da gasolina (0,12%).

Energia elétrica ficou estável

Já a inflação da energia elétrica se manteve estável se comparável ao mês anterior, interrompendo dois meses consecutivos de alta. O desempenho se deu em virtude da manutenção da bandeira tarifária vermelha, que representa uma cobrança extra de R$ 4 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Para outubro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a redução para bandeira amarela, de R$ 3,50. Logo, as contas tendem a ficar mais baratas.

Outros fatores como o reajuste de 2,7% no preço dos combustíveis nas refinarias pode impactar a inflação do próximo mês, o aumento de 4,87% da taxa de água e esgoto no Rio de Janeiro e de 15,3% nas tarifas de energia em em uma das concessionárias em São Paulo podem impactar a inflação no próximo mês.

Nesta semana, os economistas consultados pelo Banco Central (BC) para a elaboração do Boletim Focus apontaram que a inflação deve encerrar o ano a 3,42%. O percentual é inferior à meta estipulada para o governo em 2019, que é de 4,25%.

O Globo

 

ANP se diz atenta quanto a abusos em preços de combustíveis no Brasil

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, por meio de nota, que está “atenta” para possíveis cobranças abusivas por combustíveis no Brasil. A cotação internacional do petróleo sofreu uma alta depois de ataques a uma refinaria na Arábia Saudita, na semana passada.

Segundo a nota da ANP, os preços no Brasil são “livres, por lei, em todas as etapas da cadeia: produção, distribuição e revenda. Diante de denúncias de preços abusivos, a ANP faz ações de campo para confirmar essas suspeitas. Quando constata a prática de preços abusivos, a agência atua em conjunto com os Procons para penalizar os infratores”.

Na última segunda-feira (16), a Petrobras divulgou nota informando que também está monitorando a cotação internacional do petróleo, mas que, até aquele momento, não havia previsão de reajustar o preço dos combustíveis.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Salvan disse:

    Bg estou vendo um aumento em média de 35 centavos nós preços dos combustíveis hoje, não vi a Petrobrás fala em aumento. O que está avendo.

  2. O CONSUMIDOR INCONFORMADO. disse:

    É um absurdo o gás natural estar cartelizado aqui em nossa região metropolitana…tinha postos de gasolina vendendo esse combustivel na faixa de $ 3.50 e automaticamente aproveitaram no dia de ontem, passou para $ 3,69 em todo os postos que passei para abastecer de Natal a Parnamirim…Agora pergunto? Cadê os Órgãos de defesa do consumidor que não vêem esse absurdo nas costas do trabalhador?

  3. Souzão disse:

    Então, porque o preço do etanol sobe acompanhando o preço da gasolina, se são fontes bem diferentes???

    • Clodoaldo disse:

      o álcool sobe também pra não servir de alternativa para o abastecimento dos veículos, é somente usura

Para baratear gás de cozinha, governo vai acabar com diferenciação de preços dos botijões

Governo revoga resolução de 2005 que criou a política de diferenciação de preços Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O governo aprovou, nesta quinta-feira, o fim da diferenciação de preços de gás de cozinha (GLP), com validade daqui a seis meses. A decisão foi tomada em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética ( CNPE ), colegiado de ministros presidido pelo ministro de Minas e Energia. A novidade faz parte da estratégia do governo de baratear o preço do gás e fazer isso chegar aos consumidores.

Hoje, o botijão residencial de até 13 quilos (que corresponde a aproximadamente 72% do mercado nacional) tem subsídio cruzado. Quem consome acima de 13 quilos acaba pagando mais. Isso não significa, porém, que o preço seja mais baixo para os vasilhames menores. A avaliação do governo é que essa política encarece outros produtos e envases para compensar perdas.

“O fim da prática de preços diferenciados de GLP corrige distorções no mercado, entre o GLP comercializado em botijões de até 13 kg e o granel, e incentiva a entrada de outros agentes nas etapas de produção e importação de GLP, ambas concentradas no agente de posição dominante. A mudança contribui com o aumento da oferta de GLP e o desenvolvimento do mercado”, informou o ministério, em nota.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirma que o botijão de 13 quilos na refinaria custa R$ 23. Para o consumidor, ele chega a R$ 90. Segundo o ministro, o preço nas refinarias ou na importação cairá para até R$ 16.

— Isso vai impactar o preço final do botijão. Acabando com essa diferenciação de preços, entendemos que quem comercializar isso, seja produzido na refinaria ou importando, fará isso a R$ 16 ou R$ 17, e poderá vender a preço mais baixo para consumidor de baixa renda — disse o ministro, acrescentando: — Os resultados são esperados a partir de agora.

O ministério anunciou a revogação de uma resolução de 2005 que criou a política de diferenciação de preços, numa tentativa de baratear o gás de cozinha para consumidores de baixa renda.

Um estudo do Ministério da Economia aponta que essa política é “ineficaz, ineficiente e pouco transparente”. Além disso, barra a entrada de novos agentes no mercado.

Ao acabar com a diferenciação, o governo espera atrair novos agentes para o setor. A ideia é que a possibilidade de obter lucro aumente a competição e, consequentemente, reduza os preços finais ao consumidor.

Atualmente, o fornecimento de GLP é dominado pela Petrobras. O segmento de distribuição é concentrado em quatro empresas. O Ministério da Economia avalia que o fim da diferenciação de preços não terá impacto sobre os consumidores. O argumento é que o preço praticado no Brasil hoje é 40% maior que no mercado internacional.

Segundo o MME, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) deverá reforçar as ações de monitoramento dos preços praticados pelos agentes econômicos.

O Globo

 

Procon Natal registra redução de preços em todos os combustíveis pesquisados

Foto: Ilustrativa

Em pesquisa realizada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal – Procon Natal – no dia 12 de agosto, em 70 postos das quatro regiões da capital potiguar, encontrou-se queda de preço significativa dos combustíveis pesquisados. O levantamento registrou, pelo segundo mês consecutivo, essa tendência de redução. A gasolina comum teve a maior queda entre os itens analisados com -2,62%, mas com uma variação entre o maior e menor preço nas bombas de 7,25%. No mês de julho, o Núcleo de pesquisa do órgão realizou duas análises: a primeira no dia 08, com preço médio de R$ 4,561 e a segunda, no dia 22, com valor de R$ 4,359. A pesquisa encontrou, ainda, o preço médio da gasolina nas bombas sendo vendido aos consumidores natalenses a R$ 4,245.

No entanto, observa, que mesmo com as constantes reduções das últimas pesquisas, encontra preços altos sendo praticados em alguns postos da cidade. Desse modo, orienta aos natalenses que, antes de abastecer, devem fazer pesquisa, uma vez que existem revendedores com preços atrativos para o consumidor consciente. Sendo assim, sugere que procurem no seu endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon o ranking com endereço e região dos 10 postos mais baratos, assim como planilha com as variações de maior e menor preços encontrados pela pesquisa.

GASOLINA COMUM

A região com gasolina mais barata foi a oeste, com média de R$ 4,191, onde foram encontrados os menores preços da cidade – R$ 4,140 nos bairros de Cidade de Esperança, Cidade Nova e Felipe Camarão. Já a região com os maiores preços, em média, foi a leste com o valor de R$ 4,267. O maior valor encontrado – R$ 4,440 – foi na Ribeira.

GÁS VEICULAR

O Gás Veicular acompanhou os demais combustíveis com variação negativa. Na pesquisa anterior, o preço médio encontrado foi de R$ 3,535, e em agosto foi de R$ 3,528, o que equivale a uma redução de R$ -0,007 ou 0,20%. O maior preço encontrado pela pesquisa foi de R$ 3,599 e o menor R$ 3,490 e isso equivale a uma variação de 3,12% e R$ -0,109. O menor preço constatado foi de R$ 3,490 na zona oeste, em Felipe Camarão e bairro Nordeste; na zona norte, no bairro Potengi; e também na região sul, no bairro de Lagoa Seca. No entanto, a menor média foi na oeste com R$ 3,513 e a maior média encontrada foi a leste com R$ 3,553. O maior preço encontrado foi de R$ 3,590 na zona norte, no Potengi.

ETANOL

O etanol também teve variação negativa de (-0,73%) seguindo a mesma tendência de julho, em que nas duas pesquisas realizadas teve variação negativa de (-2,08%). O etanol apresentou variação de 22,83% no comparativo entre o maior e o menor preço no mês de agosto, sendo o maior preço encontrado a R$ 3,997 e o menor preço a R$ 3,245 e isso equivale a uma diferença de R$ -0,752. A região com a maior média encontrada pela pesquisa foi a região sul com R$ 3,672. Já o maior preço foi de R$ 3,997 na região norte, no bairro da Redinha, e o menor preço foi também na região norte, de R$ 3,245 no bairro de Potengi.

DIESEL COMUM

Para o Diesel comum o percentual encontrado nas bombas pela pesquisa foi de 1%, sendo o mais alto em relação aos demais pesquisados uma vez que todos ficaram abaixo da porcentagem encontrada pela pesquisa. O preço médio no mês de julho de R$ 3,733 e a média do mês anterior na segunda pesquisa de junho foi de R$ 3,696 e isso representa um aumento de (R$ -0,037) centavos de reais por litro, o maior preço encontrado foi de R$ 3,997 no bairro de Igapó, na região norte, e o menor foi de R$ 3,450 nos bairros de Cidade Nova e Cidade de Esperança, na região oeste. Isso equivale a uma variação de 15,86% e uma diferença de (R$ -0,547). A região com o maior preço médio foi a leste com R$ 3,762, e a com menor preço médio foi a oeste com R$ 3,810.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nobre disse:

    Com a palavra os comentaristas, que pensam que os donos de postos são ladrões bandidos.

    • JBBatista. disse:

      Pela quantidade de redução de preço dada pelo governo federal ainda baixa mais, vc deve ser dono de posto ou não anda de veículo.

    • Nobre disse:

      Dono de veículos também.
      A se basear por isso que vc tem como parâmetro, o litro da gas em Natal, passa os cinco reais fácil.
      Dá uma passadinha lá no Sindposto que eles tem os números todos lá. Vc estuda e fica informado.

PROCON Natal encontra diferença de preços de peixes de 181% entre estabelecimentos

Foto: site Prefeitura do Natal

No mês de abril, o Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal – PROCON NATAL realizou pesquisa de peixe em diversos estabelecimentos comerciais da cidade: Hipermercados, Supermercados, mercadinhos e o tradicional ponto de venda de peixe da cidade o Canto do Mangue. A equipe de pesquisadores coletou os preços de 18 tipos de peixe comercializados em posta, inteiro e o filé, também foi pesquisado o crustáceo médio tipo cinza.

A pesquisa comparou os preços médios dos produtos com o mesmo período do ano anterior, constatando que o pescado da semana santa de 2019 sofreu um aumento de 4,62%. O file de Tilápia foi o peixe que teve a maior variação de um ano para o outro chegando a 26,38%. Este ano, o preço médio encontrado pela pesquisa foi de R$47,73 e no ano anterior o preço médio de peixe foi encontrado a R$37,76.

Outro dado importante identificado pelo PROCON Natal foi a grande variação entre os produtos. É o caso da Pescada branca que teve uma diferença entre o maior e menor preço encontrado de 139,54%, sendo o maior preço de R$39,98 e o menor de R$16,69. Outro produto que contribuiu com o aumento dos preços e variação positiva foi o peixe Meca encontrado com o maior preço de R$42,75 e o menor preço de R$22,70.

Foi averiguado também que os peixes mais populares encontrados em quase todos os pontos comerciais pesquisados seguiram tendência de alta. Foi o caso da sardinha que teve uma variação de 61,25%, sendo o maior preço R$16,59 e o menor preço R$8,49.

Em função das enormes diferenças e representativa variação, o PROCON NATAL orienta os consumidores a uma pesquisa antes de se decidirem pela compra deste tradicional produto da semana santa e disponibiliza a pesquisa na íntegra em sua página virtual no site, www.natal.rn.gov.br/procon, com preços de pescados mais baratos, as médias, as variações, variedade encontrada, preços praticados por estabelecimentos e muito mais.

Senado aprova pedido de investigação de preços das passagens aéreas no RN

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, aprovou, nesta terça-feira, 26, requerimento solicitando ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de inquérito administrativo para apurar abusos nos preços cobrados por companhias aéreas no Rio Grande do Norte. A proposta foi apresentada pelo senador Jean Paul Prates.

Jean Paul destacou que as passagens chegam a custar o dobro do preço, quando comparadas com as tarifas cobradas pelos estados do Ceará e de Pernambuco, que são vizinhos.  “Não conseguimos respostas para entender a composição desses preços no Rio Grande do Norte”, criticou o senador.

Com informações do Grande Ponto

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jão disse:

    Aeroporto faraônico, subsídios no querosene, e a população ganha as passagens mais caras do país. É de cair o esfíncter da bunda.

Petrobras reduz gasolina em 0,5% e aumenta diesel em 1,9% nesta sexta

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina a partir desta sexta-feira, 25, em 0,5% nas refinarias e elevar o diesel em 1,9% na mesma data. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. AUGUSTO disse:

    SEGUNDA AUMENTA 0,6

Petrobras anuncia redução do preço da gasolina em 0,1% e do diesel em 1,8%

Após um anúncio de alta, a Petrobras decidiu reajustar para baixo os preços dos combustíveis a partir desta quarta-feira, dia 23, nas refinarias. A redução da gasolina será de 0,1% e a do diesel, 1,8%.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Petrobras reduzirá preço da gasolina em 0,4% e do diesel em 2,3% a partir desta sexta

A Petrobras anuncia redução dos preços dos combustíveis para esta sexta-feira, 18 de agosto, nas refinarias, de 0,4% para a gasolina e 2,3% para o diesel. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Diretor da ANP vê como ‘irreversível’ a política de preços da Petrobras

A política de preços da Petrobras é “absolutamente irreversível”, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, durante painel da Feira e Fórum Internacional de Postos de Combustíveis, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service, em São Paulo.

Ele avaliou que a manutenção da política de preços da estatal e a confirmação do crescimento de mercado esperado farão com que o Brasil tenha, futuramente, projeto de refino, atraindo capital privado novo, com reflexos em toda a cadeia de combustíveis. Uma das consequências será uma maior competitividade no segmento de distribuição.

Oddone ressaltou que um mercado competitivo beneficia o consumidor. “A transformação no downstream será única”, afirmou. “Sempre tivemos competição na distribuição e nos postos de combustíveis, nunca tivemos no refino.”

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, contudo, explicou que a política de preços da Petrobras agravou a situação da revenda, que ficou sem referência de preços.

Ainda em seu discurso, Miranda disse que hoje há uma pressão enorme da bancada de biodiesel para aumentar a quantidade de biodiesel no diesel. No entanto, os revendedores de combustíveis estão recebendo milhares de processos de consumidores, porque a qualidade piorou. “Antes de o porcentual (de biodiesel no diesel) passar para 10%, é preciso que haja controle da qualidade do produto”, avaliou.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. FORA CORRUPTOS disse:

    Não tem interesse, porque nessa cadeia produtiva, eles só querem os commodities. Investir em recibo não é interessante para eles pq tem alto investimento e baixa rentabilidade. Com a carga tributária que temos, eles preferem levar o óleo cru para seus países, refinar e trazer o combustível para vender aqui. Simples assim.

Copa e Olimpíada vão impactar até os preços de balas e chicletes, diz consultoria

O-Globo_fotos-Trident-2-1O mercado de balas e chicletes no Brasil deve superar o faturamento de R$ 10,8 bilhões em 2012, segundo relatório da consultoria britânica Mintel. Em 2014 e 2016, por conta da Copa do Mundo e da Olimpíada, respectivamente, os preços deverão subir moderadamente na categoria frente na esteira do aumento da demanda, da alta nos custos com matéria prima e avanço da renda dos consumidores.

A elevação do preço dos insumos, principalmente o açúcar, deve ser a principal causa dos aumentos dos custos aos fabricantes e posterior repasse nos preços dos produtos aos consumidores. A concorrência da moagem da cana de açúcar com etanol tende a disponibilizar menos produto e provocar valorização nos mercados. Além disso, a melhoria da renda dos brasileiros vai intensificar a busca por produtos de mais qualidade no segmento – o que deve também contribuir para que as empresas mantenham programas mais rígidos de padrões de qualidade. A expectativa é que o volume de vendas se mantenha estável até 2016, mas em valor, a perspectiva é de avanço acentuado.

Estes são efeitos também catalisados pela crescente internacionalização do mercado brasileiro. O segmento de balas e chicletes é bastante concentrado, principalmente nas empresas multinacionais. Mais de 90% do volume e do valor de consumo é concentrado nas cinco maiores empresas do setor, das quais quatro são de capital estrangeiro.

– Além da elevação dos preços dos insumos da categoria, principalmente açúcar, essa valorização também foi apoiada na crescente oferta de melhores produtos e no aumento da renda média da população – afirma Jean Manuel Gonçalves da Silva, analista da Mintel.

Na liderança disparada do setor está a Mondelez, divisão da Kraft Foods que integra as marcas de balas e chicletes, com 56% de participação em volume e 62% em valor de mercado. Não é à toa. Após comprar a inglesa Cadbury, em 2010, a atuação da empresa no mercado ganhou espaço com a incorporação das marcas Trident, Bubbaloo e Chiclets, líderes no segmento Gomas de Mascar. Já no segmento Balas Duras, os drops Halls são os primeiros colocados. Na sequência, estão a Arcor (10%), a Riclan (9%), a Perfeti Van Melle (8%) e a Ferrero (8%). Resta às outras empresas pouco mais de 10% de participação, disseminadas em vendas de grupos regionais.

No Brasil, a Mondelez possui seis fábricas, nos estados de São Paulo, Paraná e Pernambuco e emprega cerca de 13 mil pessoas, mas apenas a planta de Bauru, no interior do estado de São Paulo, é responsável pela produção das linhas ligadas ao segmento de balas e chicletes.

De olho nos jovens

O público adolescente e jovem são centrais na categoria de balas e chicletes no Brasil. A crescente independência financeira desses consumidores e os indícios de que o consumo infantil no Brasil será cada vez mais controlado são fatores que tornam o público jovem o principal foco da categoria. Segundo a pesquisa do consumidor, os jovens também possuem um consumo bastante dinâmico, sendo mais abertos aos novos sabores, variedades de produto e às propagandas.

Tanto que a marca líder Trident investe pesado em produtos, serviços e entretenimento voltados aos jovens. Em 2011, por exemplo, 35% dos investimentos da marca foram direcionados para a edição do Rock in Rio daquele ano, o que gerou crescimento de 10% e trouxe 2,5% de incremento em participação. A mídia espontânea gerada em torno do evento foi três vezes superior ao valor do patrocínio. De olho nestes retornos, os investimentos da edição 2013 do Rock in Rio bateram 60% do orçamento total da marca. Hoje, a participação de mercado da Trident está em 58,8% em valor.

– A marca cresceu as vendas em 28% de julho deste ano a julho de 2010, quando a Trident começou a investir mais em eventos e outras plataformas de música. Foi uma estratégia interessante de aproximação de forma mais emocional. – afirma Daniel Silber, líder de engajamento para a marca Trident. – Fazemos muitas pesquisas para conhecer melhor este consumidor, suas aspirações e seus anseios. Encontramos dois pontos de paixão principal, um é a tecnologia e o outro a música. Desde então a gente vem se fortalecendo muito dentro deste universo. – reitera.

Atualmente, a companhia tem uma forte estratégia de expansão no Norte e Nordeste, que conta com uma fábrica altamente sustentável recém-inaugurada e uma operação de vendas e marketing específica para a região.

Investimentos em novos produtos

Já que o volume de vendas não se intensifica, a solução para as empresas a fim de ganhar espaço no mercado é lançar novos produtos de maior qualidade e, consequentemente, preços mais altos. A pesquisa do consumidor indica que um em cada dois consumidores compraria mais balas e chicletes sugar free (sem açúcar) e três em cada três preferem balas feitas com suco natural da fruta, fatores que sugerem que a categoria deve inovar. Porém, os produtos saudáveis representam uma fatia pequena dos novos lançamentos da categoria.

Grupos de maior poder aquisitivo apresentam, segundo a Mintel, maior frequência no consumo de balas e chicletes em relação aos de menor renda. A expansão da classe média no Brasil e as mudanças no padrão de gastos dos brasileiros criam uma maior demanda por produtos de qualidade. Sabor e variedades são as principais preferências.

– A pesquisa do consumidor indica que os brasileiros das classes mais altas são os que consomem com maior frequência, mas os consumidores da classe C não ficam muito atrás – reitera o analista.

O Globo

Brasil tem o ingresso de futebol mais caro do mundo; veja

O público nos estádios brasileiros tem decrescido de forma exacerbada. A cada campeonato disputado, o número de torcedores que assistem a uma partida diminui. Um dos principais fatores pela queda de público no Brasil é a elevação do preço dos ingressos. De acordo com um estudo da Pluri Consultoria, o Brasil é o país com o ingresso de futebol mais caro do mundo.

A pesquisa analisou o custo dos ingressos no Brasil e em outros 15 países, levando em conta o preço médio do ingresso mais barato (inteiro e não promocional) dos clubes que disputam a primeira divisão das nações analisadas em comparação com a renda per capita de cada país.

No Brasil, o preço médio dos ingressos mais baratos é R$ 38,00 (US$19,12). Considerando a renda anual média do brasileiro (US$ 12.340,00), o torcedor pode comprar, no máximo, 645 ingressos – a menor quantidade na comparação com os outros 15 países. Vale lembrar que, no último Campeonato Brasileiro, a média de público foi de 12.983 pessoas.

Logo atrás do Brasil na lista dos países com as entradas mais caras do mundo, vêm Espanha (805 ingressos que se pode adquirir com a renda per capita) em segundo lugar e Itália (865 ingressos com a renda per capita) em terceiro. O país que tem o bilhete de futebol mais barato em relação à média anual de salário é o Japão, onde a renda per capita permite a compra de 2046 ingressos.

Na média dos 16 países analisados, a renda per capita permite a compra de 1.308 ingressos, ou seja, 103% a mais do que o brasileiro pode adquirir. O Reino Unido é o país cujo ingresso tem o preço bruto mais caro: R$ 84,21. No entanto, levando-se em conta a renda, o britânico pode comprar até 911 ingressos por ano. Desta forma, a Terra da Rainha é o país com o sexto ingresso mais caro do mundo.

Do Fox Sports

Passagens aéreas voltam a ficar mais baratas: promoções derrubam preços em até 20%

Depois de alguns meses de recomposição de preços, as passagens aéreas voltam a registrar queda expressiva. As promoções fizeram a redução nas tarifas chegar a 20,88% de janeiro a março. No mesmo período, o querosene de aviação ficou 4,46% mais caro, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

O mês de março manteve o ritmo de liquidação entre as companhias aéreas. O site Submarino Viagens anunciou passagens para diversos destinos nos Estados Unidos, a partir do Rio e de São Paulo, por apenas R$ 700,00, trajeto de ida e volta. Voos com o mesmo destino partindo de Porto Alegre chegaram a custar cerca de R$ 400,00. A promoção incluía diversas companhias americanas.

Gol e TAM também baixaram os preços, embora com descontos em menor magnitude. Na TAM, era possível encontrar passagem saindo de São Paulo ao Rio de Janeiro por R$ 84,00 o trecho. A Gol divulgou oferta de passagens para o feriado de Páscoa a partir de R$ 100,00 o trecho, que incluía destinos como Florianópolis, Porto Alegre, Brasília, Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro. Já a Azul oferecia voos de Belo Horizonte a Ribeirão Preto a R$ 59,90 o trecho.

Cerveja deve ficar mais cara mesmo com redução de impostos

O governo decidiu reduzir os tributos sobre a cerveja que entrariam em vigor na próxima segunda-feira (1). A decisão foi tomada após o compromisso do setor de elevar investimentos e empregos, e de renovar a frota de caminhões.

A carga tributária sobre a lata de cerveja, por exemplo, que estava prevista para subir a 10,93%, será de 10,50%. A alíquota mais elevada entrará em vigor apenas em abril de 2013.

Apesar de o aumento do tributo ter sido adiado, a alta nos preços da cerveja para o consumidor deve ocorrer a partir de segunda-feira em 2,15%. Se não houvesse o adiamento da entrada em vigor da nova carga, a elevação nos preços seria de 2,85%, segundo o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

Ele afirmou que se a indústria não cumprir com o acordo firmado, a carga tributária será elevada como estava previsto anteriormente. Barreto disse ainda esperar que essa medida contribua com o controle da inflação neste e no próximo ano. “Esperamos que isso vá influenciar no controle dos índices de inflação”, sustentou o secretário.

Em maio, o governo determinou o aumento do IPI sobre as bebidas frias, como cerveja, água, refrigerantes e isotônicos. Essa alta entra em vigor a partir de 1º de outubro, e a expectativa era de que os produtos ficassem até 5% mais caros.

A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que reúne mais de 96% do volume de cerveja vendida no país, elogiou a medida e disse que os fabricantes poderão manter seus planos de investimentos já anunciados.

Os investimentos a serem preservados compreendem o aumento da capacidade produtiva fabril, a renovação da frota de caminhões e veículos leves, a aquisição de equipamentos de refrigeração,a disponibilização de mais recursos para a capacitação e educação profissional, mais recursos para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e embalagens, além de programas sociais de conscientização do consumo responsável de cerveja, conforme planos de cada empresa, já anunciados.

Da Agência Reuters

Preço da gasolina cai antes de eleição e sobe logo depois, diz estudo

Em ano de eleição, o preço da gasolina cai ou pelo menos não sobe, como ocorreu neste ano quando a Petrobras elevou o preço e o governo reduziu os impostos para zerar o impacto no bolso do eleitor.

Isso acontece desde a década de 60, independentemente, de quem está no poder, segundo estudo de dois professores universitários.

Rodrigo Moita (Insper) e Claudio Paiva (Universidade do Estado da Califórnia) compilaram os preços da gasolina e da energia elétrica, retiraram a inflação, e confrontaram os resultados com o calendário de eleições.

Para ampliar a base de dados, eles pesquisaram apenas o que acontece em anos de eleições legislativas –que, a partir de 1989, são também os anos das eleições para presidente da República.

O trabalhou analisou dados de 1969 a 2008 para gasolina e de 1963 a 2009 para energia. Salvo poucas exceções, a gasolina e a energia elétrica caem no período que antecede a eleição. Logo depois do pleito, voltam a subir e a recuperar a defasagem.

Os professores viram que a gasolina fica, em média, 0,6% mais barata nos meses anteriores às eleições. Após o pleito, sobe em média 0,3% ao mês, recuperando as perdas e ainda ascendendo a um patamar superior ao que era.

No estudo, os professores afirmam que isso aconteceu sob diferentes ideologias e momentos históricos –regime militar, redemocratização (PMDB), Collor (PRN), FHC (PSDB) e Lula (PT).

“Não importa a ideologia, vemos que os políticos se tornam mais sensíveis aos interesses do consumidor-eleitor pouco antes das eleições. Depois, ficam mais sensíveis ao lobby da indústria, que tem interesse em reajustar os preços e a recuperar margens de ganho”, disse Rodrigo Moita.

Os professores não conseguiram definir quais governos utilizaram mais a gasolina como moeda política, mas viram que, durante os períodos de descontrole inflacionário, essa influência caiu.

CONTROLE NA ENERGIA

No entanto, o estudo reconhece que a criação em 1996 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que regula os preços da eletricidade sob aspectos técnicos, retirou a influência política dos reajustes de eletricidade.

“Do ponto de vista da fixação de preços, vemos que a Aneel funcionou. É um órgão independente que isolou a influência política dos preços. Talvez fosse uma saída para o caso da gasolina”, disse.

Para o pesquisador, a influência política nos preços prejudica menos o mercado de gasolina do que a democracia. “É preocupante que governantes possam ser eleitos, em parte, por falta de informação dos cidadãos. No âmbito econômico, obtivemos mais uma evidência de intervenções excessivas do governo na economia”, diz.

Fonte: Folha de S. Paulo

Após energia, governo pretende diminuir preço do gás, diz ministro

Após diminuir o preço da energia elétrica, o governo pretende agora reduzir o preço do gás, disse nesta sexta-feira o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. “O preço da energia é objeto de um tratamento especial e diferenciado do governo. Trata-se, em um primeiro momento, dos preços de energia elétrica. Mas não é segredo que o governo pretende, e é uma determinação da presidente Dilma, ato contínuo, também trabalhar nos preços do gás”, declarou o ministro para uma plateia de empresários em um fórum realizado na capital paulista.

Ao falar sobre o novo programa, anunciado pelo governo dos Estados Unidos, de compras de títulos pelo Federal Reserve (FED – banco central americano) – o que pode elevar a entrada de dólares no Brasil e valorizar o real – Pimentel disse que o governo brasileiro não vai abrir mão de manter o câmbio em um nível que possibilite competitividade a indústria nacional.

“O governo tem um compromisso de atuar, e o Banco Central [BC] tem feito isso com muita competência para manter o dólar em um patamar ajustado. Hoje mesmo já houve intervenções do BC neste sentido. O governo não vai abrir mão da meta de manter a moeda nacional em um patamar competitivo. Nós vamos reagir a isto”, destacou.

Pimentel disse ainda que o Brasil respeita rigorosamente as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), e não pode ser acusado de País protecionista. “Nós estamos rigorosamente dentro das normas da OMC. O Brasil é campeão em cumprir normas da OMC. Vamos continuar assim. Quem cumpre normas da OMC não está fazendo protecionismo”, disse.

Da Agência Brasil