FOTO E VÍDEO: Bombeiro brasileiro que ajudou em resgate de ciclone nadou em rio em Moçambique com crocodilos

Bombeiro trabalhou em Moçambique, na África. Foto: Reprodução / Record TV Minas

Bombeiros que trabalharam nos resgates em Brumadinho, na Grande BH, ficaram mais de um mês em Moçambique, quando o país africano foi devastado por dois ciclones. Estes heróis mineiros ajudaram a população e trouxeram histórias de muito trabalho, mas principalmente da emoção de ajudar um povo, que não tem o básico para sobreviver.

O Sargento Lázaro Rodrigues conta que, em Moçambique, se dispôs a nadar em um rio cheio de crocodilos para salvar a vida de dois homens.

— Eles já estavam a 12 horas na água fria, a casa deles estava debaixo de água. Alguns colegas ficaram preocupados e perguntaram se tinham crocodilos no rio e o pessoal de lá confirmou que tinha.

Quarenta bombeiros foram para Moçambique no dia 29 de março, para ajudar vítimas do ciclone Idai, que deixou mil mortos. Primeiro eles foram para a cidade de Beira onde ajudaram a população a voltar a ter uma vida normal, conforme conta o capitão Kleber Castro.

— Levamos água, comida, montagem de tendas e barracas nos locais isolados.

O grupo ficaria 20 dias no país, mas a Onu (Organização das Nações Unidas) reconheceu o valor do trabalho prestado e solicitou que os militares ficassem mais tempo.

Enquanto isso, um segundo ciclone ainda mais violento, categoria 4, de 250 km/h era esperado na cidade de Pemba. Eles deslocaram para lá e fizeram trabalho de salvamento.

Na volta ao Brasil, os militares foram recebidos no aeroporto como verdadeiros heróis. Para o capitão Castro, o reconhecimento foi maravilhoso.

— Chegar e ver a família, ter a recepção do nosso comandante e do governador, de toda a comunidade. Para nós foi uma honra muito grande.

O sargento Leonardo Costa foi aguardado pela esposa com quem é casado há dois anos. Assim como para os outros bombeiros, para ele foi um alento. O sargento recorda da realidade triste das pessoas daquele país pobre.

— A gente vê pessoas morrendo por coisas básicas, coisa que aqui a gente joga fora, como comida e água. É algo que dói muito porque a nossa realidade aqui é de uma riqueza que não dá pra mensurar.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Pelo rarefeito grau de inteligência, eu não divulgaria isso para ninguém que nadei num rio com crocodilos.

Quer ganhar uma vila numa ilha paradisíaca? Moçambique está sorteando!

O governo de Moçambique lançou nesta quarta-feira (20) em Maputo a promoção turística “Ganhe uma Ilha Paradisíaca”, na qual o vencedor terá o direito de usar uma vila situada na ilha de Benguerra, no Oceano Índico.

A campanha, divulgada pela internet e televisão, tem como objetivo divulgar aos turistas internacionais a riqueza natural e as ilhas da costa de Moçambique.

Os participantes poderão participar enviando mensagens por celular e 15 pessoas serão sorteadas para participar da grande final, informou o diretor do Instituto de Turismo de Moçambique (INATUR), José Tomo Psico.

Os 15 escolhidos disputarão o prêmio num programa de televisão. O vencedor terá o direito de frequentar a ilha e levar três convidados, com todas as despesas pagas, durante duas semanas ao ano ao longo de três anos. Além disso, receberá o pagamento pelo aluguel da vila durante 25 anos.

O valor total do prêmio é de cerca de US$ 25 milhões, segundo os organizadores da promoção. A campanha começará em 1º de julho e 120 países poderão participar.

“Queremos promover o turismo sustentável e ecológico e mostrar Moçambique ao mundo”, afirmou o ministro de Turismo de Moçambique, Fernando Sumbana.

“Moçambique é um destino emergente e vemos que a maioria dos turistas estão escolhendo novos lugares, por isso estamos confiantes de que conseguiremos evitar a crise”, acrescentou Sumbana, em referência à queda de visitantes registrada em todo mundo devido à situação econômica, especialmente na Europa e Estados Unidos.

A campanha pretende, além disso, atrair investidores do setor para incentivar a construção de novas instalações turísticas no país africano, segundo explicou o ministro.

“Melhoramos nossos hotéis, mas é momento de começar um trabalho maior e de fazer com que o turismo também sirva para o desenvolvimento social e econômico”.

A vila em Benguerra tem duas casas e será construída no resort de luxo Marlin Lodge. A ilha faz parte da reserva natural do arquipélago de Bazaruto, a cerca de 15 quilômetros do litoral de Moçambique.

Bazaruto é uma das reservas marinhas mais importantes do leste da África e habitat de raias, tartarugas e tubarões baleias.

A informação é dá agência de notícias EFE e está em todos os grandes portais de notícias brasileiros, mas ninguém ainda explicou exatamente como concorrer. Afinal, quem não quer participar de uma promoção como essas?