Prefeitura de Parnamirim implantará novo método de monitoramento do Aedes aegypti

Foto: ASCOM – Google

Com o objetivo de combater o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika, a Prefeitura de Parnamirim, através da Secretaria de Saúde, vai implantar um novo sistema de monitoramento, denominado Ovitrampa.

O sistema é uma armadilha de baixo custo e maior eficiência que captura os ovos do mosquito. De acordo com Kleyton Felipe, coordenador do Núcleo de Arboviroses, enquanto o método atual é realizado durante quatro a cinco meses, o Ovitrampa permitirá o monitoramento semanal em todo município.

Kleyton explicou que somente duas capitais do país já começaram a utilizar: Belo Horizonte (MG) e Natal. “O método já tem aprovação do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a previsão é que até o mês de junho comece a ser utilizado em Parnamirim. Serão instalados cerca de 150 armadilhas”, esclareceu.

O Aedes aegypti, também é transmissor da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas.

Com pandemia, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) em Natal adota novo método de inspeção em imóveis

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), devido a pandemia do Covid-19, passou a adotar laudos técnicos e relatórios fotográficos para os imóveis que estão em fase de licenciamento, sem a necessidade de vistoria presencial realizada pelo órgão. A medida visa facilitar os processos diante da situação de emergência no Município do Natal, que está em vigor desde 25 de março, quando publicada por portaria no Diário Oficial do Município (DOM).

As vistorias presenciais foram substituídas pelo recebimento de laudos técnicos e relatórios fotográficos elaborados por profissionais habilitados, que atestem a conformidade urbanística, ambiental e/ou de acessibilidade do imóvel que está sob licenciamento. A secretária adjunta da Semurb, Alessandra Marinho, explica que a medida está válida pelo período de 60 dias, a partir de 24 de março. E que todos os processos de licenciamento irão adotar o novo formato, como alvarás de construção, reforma, legalização, habite-se, licença ambiental, demolição entre outros.

“Caso o interessado do processo não queira esperar o retorno das vistorias por parte da equipe da secretaria, ele poderá fazer seu próprio laudo, de acordo com as orientações e modelos disponíveis no site da Semurb (https://natal.rn.gov.br/semurb/) que variam de acordo com o tipo do processo e da vistoria”, disse a secretária adjunta.

O laudo de vistoria possui algumas perguntas básicas sobre o empreendimento e um espaço para inserção de imagens, comprovando as informações prestadas, a conformidade, as normas legais e os projetos aprovados, caso tenha. Já o relatório fotográfico serve para confirmar as informações prestadas pelo interessado no relatório ou laudo técnico. Além disso, também funciona para comparar a correção de alguma pendência anteriormente apontada.

O relatório pode ser feito por qualquer pessoa envolvida no processo. Entretanto, se vier acompanhado de laudo, dependendo de sua especificidade, deverá vir acompanhado de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Todos os laudos estão sendo revisados pelo setor de campo e triagem da secretaria.

Ainda de acordo com Alessandra, a vistoria de retorno, por exemplo, poderá ser preenchida pelo próprio interessado, a priori. Entretanto, a Semurb poderá vir a solicitar uma anotação de responsabilidade técnica, caso o número e complexidade das pendências de retorno sejam elevados. “Para cada situação de vistoria há uma especificidade. Diante disso, alguns casos necessitarão de laudo preenchido por técnico, outros casos, não. Por isso, é importante verificar todas as informações disponíveis no site, de acordo com o tipo processo”, alertou.

Caso alguma situação apresentada esteja claramente em desconformidade com o que foi descrito, será solicitado um esclarecimento/justificativa e/ou correção do laudo técnico. Quanto aos laudos preenchidos corretamente, será dado continuidade natural ao processo, entretanto, a secretaria fará vistorias por amostragem, posteriormente.

Gel pode ser o novo método anticoncepcional para homens

(Reprodução/Getty Images)

Cientistas do governo dos EUA testarão um método experimental de controle de natalidade para homens que representaria um grande avanço no campo dos anticoncepcionais e proporcionaria mais igualdade no planejamento familiar, uma carga hoje suportada em grande parte pelas mulheres.

O estudo está sendo realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) e envolverá 420 casais. O tratamento experimental é um gel aplicado nas costas e nos ombros que combina dois tipos de hormônios para interromper a produção de espermatozoides, mantendo os benefícios da energia e da libido proporcionados pela testosterona.

“Este gel seria o primeiro método de contracepção controlado pelo usuário e destinado aos homens desde a adoção do preservativo”, disse Diana Blithe, chefe do programa de desenvolvimento de anticoncepcionais do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos EUA. “Esperamos que seja uma forma aceitável de contracepção que os casais queiram usar.”

O gel é uma mistura de progestina e testosterona, e os pesquisadores examinarão seu êxito na prevenção da gravidez. As pessoas que confiam em preservativos têm uma taxa de falha de 12 por cento a 13 por cento e as pílulas anticoncepcionais baseadas em hormônios falham em cerca de 7 por cento das vezes.

“Alguns homens podem querer controlar a fertilidade, estando ou não em uma relação monogâmica”, disse Blithe, que é pesquisador do estudo, em entrevista, por telefone. “Seria uma opção para eles.”

Novo método?

Milhões de mulheres em todo o mundo usam controle de natalidade, que existe há décadas como uma forma confiável e relativamente conveniente de contracepção. É provável que muitas mulheres prefiram manter o controle sobre o método contraceptivo usado em uma relação sexual, mas algumas não podem tomar a pílula ou preferem não fazê-lo.

Blithe disse que a falta de opções para homens levou vários casais a entrarem em contato antes do estudo pedindo para participar dele. Pesquisas anteriores realizadas apenas com homens mostraram que a abordagem reduz a produção de espermatozoides, que se recupera depois que o gel deixa de ser usado, sem causar efeitos colaterais sérios.

Os pesquisadores dos NIH criaram o gel com o Population Council, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com questões de saúde reprodutiva. O grupo ajudou a desenvolver a RU486, ou mifepristona, uma pílula que pode ser usada para interromper uma gravidez precoce. Blithe disse que se o gel para homens for bem-sucedido, seria buscado um parceiro comercial para ajudar a vendê-lo.

Níveis de testosterona

A droga é formulada como um gel porque a testosterona é eliminada muito rapidamente do corpo quando ingerida na forma de pílula. A progestina presente no gel, chamada Nestorone, bloqueia a produção natural de testosterona nos testículos, onde o espermatozoide é produzido. A testosterona substitui o hormônio no sangue.

“Cortamos na fonte, mas substituímos em todos os outros lugares em níveis que permitem manter tudo funcionando normalmente”, disse Blithe, ressaltando que os níveis de testosterona nos testículos são 50 vezes superiores à quantidade normalmente encontrada no sangue.

Exame

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcio disse:

    Sem chance disso dar certo….o homem teria que tomar um hormonio feminino progesterona…..mesmo q associado diminuiria a ação da testosterona. Além de ser um hormonio exogeno e deve ter muitos efeitos colaterais. Em resumo progesterona é pra esmurecer o homem…..é usada até em maníacos sexuais pra baixar o tesão.

  2. escritor disse:

    Ha pelo menos uns 10 anos se diz que esta pesquisando um anticoncepcional masculino, e todas as materias falam que ainda se levara anos ate estar no mercado. Pesquisa tem de todo tipo.

  3. Rico disse:

    Eeeita, vai tirar o ganha pão de muitas mulheres. Agora f*** mesmo. Kkkkkkk

Criado por brasileiro, novo método que mede pressão cerebral chega a hospitais

Foto: Mariana Costa/UnB/Folhapress

Uma tecnologia médica que nasceu da insatisfação de um cientista brasileiro com seu próprio tratamento está começando a chegar aos hospitais.

O sistema, apelidado de Braincare, é o primeiro método não invasivo para mensurar a pressão no interior do crânio, com potenciais aplicações numa série de problemas que afetam os sistemas nervoso e cardiovascular.

“Nosso objetivo é simples: fazer com que essas medições passem a ser consideradas um novo sinal vital, assim como tradicionalmente os médicos avaliam os batimentos cardíacos ou a pressão arterial”, diz o engenheiro de produção Plínio Targa, que chefia a empresa criada para tentar levar o projeto ao mercado, também batizada de Braincare.

A empresa acaba de anunciar um acordo com o Hospital Sírio-Libanês para que sua tecnologia de medição da PIC (pressão intracraniana) seja aplicada a pacientes tanto atendidos pela própria instituição quanto pelas unidades de saúde pública administradas por ela.

“Queremos entender muito rapidamente como poderemos aplicar essa solução para um número cada vez maior de diagnósticos e tratamentos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Até pouco tempo atrás, prevalecia entre a comunidade médica a ideia de que o crânio dos seres humanos adultos tinha tal rigidez que seria impossível medir variações da pressão dentro dele com instrumentos do lado de fora. Por isso, quando uma aferição da PIC se faz necessária, a praxe ainda é abrir um pequeno furo no crânio e colocar um sensor lá dentro.

O físico Sérgio Mascarenhas, 90, pesquisador da USP de São Carlos desde os anos 1950, teve de passar por um procedimento desse tipo em 2006, quando foi diagnosticado com hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro).

Nesse tipo de problema, é necessário implantar válvulas que drenam o líquido em excesso e, para checar se elas estão funcionando direito, usa-se o sensor interno de PIC.

Inconformado com a necessidade de furar o crânio apenas com esse propósito, Mascarenhas pôs-se a estudar a questão com a ajuda de uma série de orientandos.

Experimentos simples mostraram que o dogma do crânio adulto rígido estava errado, e os pesquisadores passaram a desenvolver um sistema capaz de medir com precisão as mudanças da PIC.

Ex-aluno de Mascarenhas e amigo de um dos filhos dele, Targa tomou conhecimento dos protótipos e diz ter ficado fascinado com o potencial da ideia. Mascarenhas também é um dos sócios da Braincare. Patentes que protegem a propriedade intelectual do sistema já foram concedidas nos EUA e estão em fase de avaliação no Brasil. O produto já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A situação no Brasil para quem faz ciência e tecnologia está muito complicada. A gente faz inovação, cria coisas novas, mas é difícil conseguir levar isso para o mercado. Conseguimos as patentes da tecnologia de forma relativamente rápida nos EUA, enquanto aqui elas ainda estão sendo analisadas”, disse Mascarenhas à Folha.

O funcionamento da tecnologia é bastante simples (veja infográfico). Ajusta-se uma faixa à cabeça do paciente, na qual está preso um pino que fica em contato com a pele. As variações da PIC alteram ligeiramente a posição dos ossos do crânio e fazem com que o pino mude de posição. Isso é captado por sensores especiais, que transferem dados para um monitor responsável por decodificá-los.

“Queremos que seja possível fazer medicina com base em evidências quantitativas. Essa é a chave do nosso trabalho”, disse Mascarenhas. “Conseguimos mostrar que a pressão intracraniana não é um número: é um espectro, que varia ao longo do tempo, como um eletrocardiograma. E isso nos dá uma série de informações sobre o estado do sistema nervoso central.”

Segundo Targa, a ideia é oferecer a tecnologia como um serviço por assinatura mensal, no qual o mais importante seria o processamento de dados.

Por meio de tecnologias sem fio, os resultados do monitoramento da PIC seriam enviados para um armazenamento virtual, “na nuvem” (como as fotos numa rede social), que os médicos poderiam acessar por aplicativos, integrar aos sistemas de informática do hospital ou incorporar aos monitores que já trazem outros sinais vitais dos pacientes.

Ao mesmo tempo em que refinavam a tecnologia, os pesquisadores também passaram a coletar dados sobre possíveis aplicações. Além do exemplo óbvio da hidrocefalia (que afeta tanto idosos quanto recém-nascidos), há uma lista crescente de problemas de saúde cujo diagnóstico ou tratamento poderiam ficar mais precisos com a ajuda do Braincare.

O método ajudaria no acompanhamento de pacientes que sofreram traumatismo craniano, na detecção precoce de aneurismas (grosso modo, “bolhas” em vasos sanguíneos que podem levá-los a se romper) e da pré-eclâmpsia (pressão alta durante a gravidez) e no monitoramento da qualidade da hemodiálise. “O pessoal do Sírio-Libanês já sugeriu uma série de outras possibilidades”, diz Targa.

Folha de São Paulo