LITORAL DO NORDESTE: Petróleo pode ter sido despejado “criminosamente”, diz Bolsonaro

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (8) que as manchas de petróleo que atingem o litoral do Nordeste desde o mês passado podem ter sido despejadas “criminosamente”. “É um volume que não está sendo constante. Se fosse de um navio que tivesse afundado estaria saindo ainda óleo. Parece que criminosamente algo foi despejado lá”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada, após reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

As manchas já atingem o litoral de todos os estados do Nordeste e seguem se movimentando pela costa brasileira. Trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo, como gasolina e outros. De acordo com Bolsonaro, a densidade da substância é “um pouquinho maior” que a água salgada, por isso, quando no mar, fica submersa.

O ministro Ricardo Salles também explicou que o movimento do óleo tem sido de ida e volta do mar para a costa. “Nosso papel é agir rápido para retirar aquilo que está em solo”, disse o ministro. Mais de 100 toneladas de borra de petróleo já foram recolhidas, de acordo com Salles.

Ontem (7), após reunião de emergência sobre o assunto no Ministério da Defesa, o presidente Bolsonaro destacou que o óleo não é produzido e nem comercializado no Brasil e que há uma suspeita sobre o seu país de origem. Hoje, perguntado novamente, ele voltou a dizer que essa é uma informação reservada. “Eu não posso acusar um país e vai que não é aquele vai, eu não quero criar um problema com outros países”, disse.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal (PF), na semana passada, para apurar a origem da substância. A contaminação também é monitorada por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde o dia 2 de setembro, quando as primeiras manchas foram localizadas no litoral nordestino.

Bolsonaro também determinou, por meio de decreto, publicado no último sábado (5), uma investigação sobre as causas e a responsabilidade sobre o derramamento do óleo.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flauberto Wagner disse:

    Em país aonde até o seu local do seu descobrimento não é o verdadeiramente comprovado, a coisa só piora.
    É interessante conforme muito bem lembrou o "Fernando" a coisa dos pacotes que durantes meses foram encontrados nas praias do nordeste e por quê não nas demais praias de outros lugares e até fora daqui.
    Com relação aos resíduos de petróleo crú que há alguns dias estão chegando às praias do nordeste é interessante observar que fora daqui não chegou nada ainda.
    Agora como no Brasil pela posse e o domínio total do poder de um se faz de tudo, mesmo que seja a prática do jogo sujo, inclusive com o apoio de estranhos.
    Se verdadeira esta posição do governo de crer que a sujeira tem bandeira e pátria, é vergonhoso o uso deste expediente vil no intuito de atingir a pessoa do presidente, de fato está prejudicando o nordeste inteiro.

  2. José disse:

    Venezuelano Maduro e MST estão por trás disso.

  3. Bolsominion disse:

    Foi bem aquele cabra da bicicleta e o pneu pegando fogo. Rsrsr

    • Fernando disse:

      Até crime contra a região nordeste, os petralhas tentam esconder a verdade e os criminosos. Isso está idênticos aqueles pacotes que apareceram e continuam aparecendo nas praias do nordeste. Já passou da hora de tomar providências e identificar esses criminosos ambientais. Tem que se fazer a investigação séria e urgente.

DENÚNCIA GRAVE – Procurador diz ter sido vítima de hacker na noite dessa terça: “Queriam que eu falasse mal da Lava Jato”

Foto: (Kacper Pempel/Reuters)

O procurador regional da República José Robalinho Cavalcanti disse a O Antagonista que um hacker tentou fazer com que ele caísse em uma armadilha na noite de ontem.

“Eu não percebi na hora, mas depois vi que era uma armadilha, uma armadilha para que eu falasse mal da Lava Jato.”

Por volta das 23h, Robalinho recebeu uma mensagem no Telegram como se fosse do procurador militar Marcelo Weitzel, atualmente um dos conselheiros do CNMP.

“Ele disse que tinha conseguido um áudio vazado e queria minha opinião. Eu ouvi o áudio e, ainda sem perceber que era uma armadilha, disse que não tinha visto nada demais no áudio. Depois, ele se revelou como hacker. Era uma armadilha, queriam que eu falasse mal da Lava Jato como ex-presidente da ANPR [Associação Nacional dos Procuradores da República] e candidato a procurador-geral da República.”

Quando Robalinho ligou para Weitzel para contar o ocorrido, o procurador militar já sabia, pois outras pessoas também foram vítimas do hacker.

O Antagonista