Saúde

VACINA COVID: Mundo enfrenta desafio logístico que afeta desde insumos para imunizantes até entregas do e-commerce

Foto: Unplash

Aproximadamente 50 países já iniciaram a vacinação em suas populações, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Canadá, Costa Rica, Rússia, Grécia, França, entre outros, além do Brasil, que iniciou a vacinação nesta segunda-feira (18).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca. A primeira vacina do país (fora dos estudos clínicos) foi aplicada logo após a liberação da Anvisa, neste domingo, e a imunização no país teve início nesta segunda-feira (18).

Depois que o obstáculo mais complexo, a descoberta de uma vacina, foi superado e em tempo recorde (nunca na história uma vacina foi desenvolvida em prazo tão curto) um outro desafio, deixado de lado por muitos países, se impõe: a logística, processo que organiza desde o transporte da matéria-prima que sai da fábrica para se transformar na vacina, passando pela entrega aos pontos de vacinação e finalmente a aplicação nos cidadãos. O caminho por trás desse processo é complexo e pode afetar outras cadeias de produtos no Brasil e no mundo.

Filinto Jorge Eisenbach Neto, professor de administração da PUC-PR e especialista em logística, acredita que com as vacinas o mundo hoje enfrenta uma dificuldade logística duas vezes maior do que na Segunda Guerra Mundial. “A demanda é muito maior, a urgência é gigante, e precisamos entregar as vacinas em todos os lugares do mundo. O processo de logística é um fluxo contínuo e não pode ter interrupções. Se um trecho do processo sofre atraso ou paralisação todo o resto da cadeia é afetado.”

Esse é o risco ao qual o mundo todo está submetido agora, que afeta as vacinas e também outros tipos de produtos. E é por isso que alguns especialistas chegam a dizer que o mundo pode passar por uma espécie de “apagão logístico”, com várias cadeias de produtos sendo afetadas em uma reação em cascata até chegar ao consumidor final, em função do esforço global na distribuição das vacinas.

Risco de apagão logístico?

Vinícius Picanço, professor de gestão de operações e cadeia de suprimentos do Insper, explica que o transporte de vacinas é feito majoritariamente por dois modais: aéreo e rodoviário. “O aéreo faz o transporte de ‘hub a hub’ [centro a centro], que leva dos polos de fabricação às cidades de regiões centrais de outros países, e é mais rápido; e o rodoviário faz a ‘perna’ doméstica, o trecho dentro de determinado país entre um aeroporto, por exemplo, ou um armazém – onde as vacinas ficam estocadas – até o posto de vacinação”, explica.

Ana Paula Barros, diretora da Mac Logistics, empresa brasileira de operação e gestão de logística internacional, que atua em mais de 20 países, acredita que um apagão logístico pode acontecer justamente devido à falta de oferta de transporte aéreo. “Vai acontecer um colapso logístico, que vai causar falta de produtos, porque a vacina depende do modal aéreo. É a opção mais rápida e toda a disponibilidade de transporte aéreo vai para a vacina, que terá total prioridade sobre outras cargas, interrompendo ou atrasando o fluxo logístico e impactando todos os produtos transportados por via aérea no mundo”, diz.

Ela explica que há uma quantidade limitada de aviões, que não vai aumentar, e não é viável produzir mais aeronaves devido à pressa e aos custos. “Teremos que usar a infraestrutura que o mundo já tem e redirecioná-la para as vacinas no transporte entre países”, afirma.

Eisenbach Neto concorda que um apagão logístico “pode acontecer sem dúvida nenhuma”, mas principalmente pela falta de alinhamento dos processos logísticos da vacina e não pela restrição na oferta de aviões. “Países que já começaram a vacinar enfrentam dificuldades de planejamento, de suprimento e de produção para fazer a distribuição na velocidade que precisamos, com um volume tão alto de imunizante, mantendo as outras cadeias de produtos funcionando ao mesmo tempo”, diz.

Vacinas viajam de avião, produtos via transporte marítimo

Ana Paula, da Mac Logistics, mora em Miami há cincos anos e diz que nos EUA o impacto das vacinas na logística já pode ser sentido. “As entregas de e-commerce estão demorando mais e o FedEx já enviou avisos informando sobre os potenciais atrasos. Por aqui, houve um crash com a sequência de datas: Black Friday, Natal, e logo em seguida a vacina”, afirma.

Priscila Miguel, coordenadora adjunta do FGV Celog (Centro de Excelência em Logística e Supply Chain), concorda que cadeias de produtos serão afetadas, mas diz que um “apagão logístico” generalizado está fora de cogitação. “Não veremos um apagão completo, a ponto de as pessoas ficarem sem produtos de primeira necessidade, porque a distribuição das vacinas não vai acontecer em um único momento, então não usaríamos toda a capacidade aérea logística do mundo ao mesmo tempo”, diz.

Priscila lembra que os polos de produção das primeiras vacinas aprovadas pelas agências regulatórias no mundo estão espalhados nos EUA, na Rússia, na China, na Inglaterra, na Índia, entre outros. “A própria produção acontece de forma escalonada”, complementa.

Picanço, do Insper, concorda que é exagero falar em apagão logístico global, mas diz que o assunto é uma “preocupação genuína”, sobretudo em relação a dois segmentos específicos: as cadeias frias e ultrafrias. “As cadeias ultrafrias são as que exigem transporte, armazenamento e manuseio em temperaturas abaixo de 0°C, como as vacinas da Pfizer e da Moderna, e as cadeias frias exigem temperaturas entre 0°C e 10°C, como as vacinas do Butantan e da AstraZeneca. O impacto será maior nas cadeias dessas categorias justamente pela prioridade de embarque que as vacinas têm. Mas o Brasil tem algumas peculiaridades (leia mais abaixo)“, explica.

Sobre a disponibilidade dos aviões, Picanço afirma que mesmo as aeronaves comerciais poderão participar de “forças-tarefas” para transportar as vacinas. “As adaptações para cadeias frias em aviões são conhecidas e aplicáveis porque as temperaturas atingidas durante os voos já são mais baixas, facilitando a acomodação de doses. No caso das ultrafrias, vamos usar mais das frotas já existentes de aviões especializados nesse tipo de transporte, mas imagino que empresas logísticas também farão adaptações quando necessário”, diz.

Outro ponto que deve impedir um colapso logístico, segundo Priscila, é que a maior parte do transporte logístico internacional é feito por vias marítimas, que têm custos inferiores à via aérea. “O transporte aéreo é mais caro e focado em produtos leves e de alto valor agregado, não serve para qualquer carga. O marítimo é o principal modal logístico internacional e como as vacinas não devem ser transportadas por ele, boa parte da distribuição e importação de produtos no mundo não sofrerá impactos. E no Brasil a participação do transporte aéreo na logística é bem pequena”, avalia.

Os dados mais recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que em 2019 a importação, em toneladas, feita por via marítima no Brasil representou 92% das cargas que entraram no país, contra apenas 0,15% pela via aérea. Se considerarmos a participação em valores (US$), a importação pelo modal marítimo representou 71%, enquanto o aéreo chegou a 18%.

Falta de insumos e desafios extras no Brasil

O desafio logístico é global, mas no Brasil os especialistas entendem que a coordenação dos processos logísticos por parte do governo federal pode gerar desafios extras. Atualmente, estão disponíveis 6 milhões de doses da CoronaVac, e há expectativa de que as 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia, cheguem ainda esta semana.

O governo federal ainda não detalhou como fará a logística da vacinação, explicou apenas que essas 6 milhões de doses serão entregues aos estados com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) que levará as doses a “pontos focais” definidos por cada unidade federativa.

“O nosso país é internacionalmente conhecido pela logística de vacinas. Nosso programa de vacinação é um dos melhores do mundo, porém ninguém nunca lidou com um volume do tamanho da Covid-19”, afirma Ana Paula. O InfoMoney já mostrou em detalhes como acontece a distribuição das vacinas pelo país e por que o Plano Nacional de Imunização é considerado referência internacional (veja mais aqui).

“Para que o cidadão tome a vacina no posto de saúde, todas as empresas, pessoas, transportes, precisam funcionar em sincronia. E essa é a maior dificuldade no Brasil. Nem sempre, o fornecedor que entrega o frasco cumpre o prazo como o que envia o insumo, ou a seringa, por exemplo. Fora a entrega de cada parte, os insumos para a produção vêm de diferentes partes do mundo e organizar todo esse fluxo é complicado – ainda mais em um país com dimensão continental, com cidades pequenas e distantes dos centros urbanos”, complementa Eisenbach Neto.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18), Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse, por exemplo, que há uma preocupação sobre a chegada de insumos da China para dar sequência à produção da Coronavac no Brasil. Vale lembrar que a vacina da AstraZeneca/Oxford produzida pela Fiocruz também depende dos insumos vindos da China. “O pedido emergencial da Fiocruz foi referente às 2 milhões de doses produzidas na Índia e eles também dependem de matéria-prima da China para começar a produção. Ainda não começou”, disse Covas também na coletiva.

O professor da PUC-PR diz ainda que o Brasil não tem capacidade plena de transporte refrigerado para atender o volume de distribuição de vacinas. “Não temos caminhões e armazéns refrigerados suficientes para dar conta de tudo. O governo precisa apresentar alternativas. Serão necessárias adaptações em veículos, armazéns e até empresas. Os Correios, por exemplo, poderiam entrar como alternativa. As movimentações entre os grandes centros comerciais não são um problema, porque temos boa infraestrutura, mas saindo dos grandes centros a estrutura vai ficando pior e as dificuldades aumentam – e os Correios estão em todas as cidades”, diz.

Picanço lembra que essas adaptações são possíveis, mas exigem expertise e investimentos das empresas. “Tem como equipar caminhões que não são refrigerados para entregar vacinas, mas os funcionários sabem manusear? Tem equipamentos para transportar sem danificar? Exige mais do que apenas ‘colocar geladeiras’ nos caminhões. E sai caro. Nem toda empresa tem dinheiro para mudar parte de sua frota para uma cadeia refrigerada. Grandes logísticos que atuam por aqui, como FedEx, DHL, UPS, TNT, estão se movimentando nesse sentido para tentar aumentar a capacidade de atendimento de cadeias frias. Mas precisamos esperar para ver o resultado disso”, diz.

Reportagem da revista britânica The Economist ressalta a importância da agilidade na vacinação para conter os níveis de internações e mortes no mundo e afirma que a credibilidade dos governos vem diminuindo com a demora no processo e a má gestão de muitos governos. “A incompetência também desempenhou um papel importante. Embora os países tenham tido meses para se preparar, perderam tempo e cometeram erros. O governo dos EUA não financiou adequadamente os estados para se prepararem para a vacinação antes do ano novo, por exemplo”, critica o texto.

Picanço diz que no caso do Brasil também tivemos tempo de preparação. “O país teve tempo para se preparar logisticamente, então, em tese, era para tudo funcionar nesse primeiro momento e não termos grandes problemas. Mas sempre tivemos tempo para aprender, em todas as fases da pandemia, com a Ásia e Europa, onde tudo aconteceu com meses de antecedência – logística é a mesma coisa – mas olha a nossa situação, o caos em Manaus. De um lado temos a expertise, mas precisamos esperar para ver se conseguiremos colocá-la em prática”, afirma.

Levando em conta o contexto nacional e global, o impacto que a logística da vacina vai causar no Brasil vai ser limitado a atrasos em entregas de mercadorias, matérias-primas, peças e produtos, segundo os especialistas. Entre os setores que devem ser afetados estão o de alimentos, e-commerce, eletroeletrônicos, farmacêutico e setor automobilístico

Segundo Picanço, o Brasil vai sentir os impactos da logística mundial devido ao recebimento de insumos para a vacina do exterior, principalmente da China, da Índia e eventualmente de alguns países europeus. “Esses insumos serão necessários para a produção local e virão, majoritariamente, via aérea. No longo prazo, o Brasil vai ficando mais independente com a produção local, mas ainda dependerá de insumos vindos de fora para a produção completa da vacina. Por isso, os segmentos importados que possuem a cadeia fria ou ultrafria em sua logística vão ser impactados, mas nada generalizado”, diz.

Como consequência, ele cita o setor de alimentos, itens farmacêuticos, que incluem outras vacinas, insumos hospitalares, equipamentos, além de insumos químicos e eletroeletrônicos. “São itens que geralmente são transportados por modal aéreo ao redor e precisam de temperaturas mais baixas. Frutas de maior valor agregado como cerejas e morangos, por exemplo, podem demorar mais para chegar às prateleiras dos mercados, bem como hardwares para a produção de notebooks e computadores, além de alguns sprays para asma ou insumos para terapias de câncer, por exemplo“, diz.

“Ainda, devido à falta de transporte de cadeias frias no Brasil para atender toda demanda, poderemos ver atrasos também em alimentos refrigerados e congelados que passam por proteínas animais, hortaliças e refeições prontas, por exemplo”, complementa Picanço.

No e-commerce os consumidores também poderão ver atrasos de encomendas. “Se hoje a compra chega em três dias passará para sete, por exemplo. Isso pode ficar mais recorrente em todos os segmentos de mercado, de capinhas de celular, a vestuário, a eletrônicos. Como as cadeias coexistem e ‘disputam’ espaço e prioridade, provavelmente os operadores logísticos no Brasil terão maior demanda para as vacinas e isso deve deixar outros produtos (mesmo que não dependam de cadeia fria) com prioridade menor. Isso fatalmente pega (quase) tudo que é comprado online, sem urgência”, explica o professor do Insper.

Eisenbach Neto destaca a indústria no geral, “que utiliza muitos produtos importados, bem como o setor automobilístico, que usa peças vindas de fora”. No setor automobilístico, os efeitos já podem ser sentidos por aqui: os estoques de automóveis nas fábricas e concessionárias estão em seu menor nível da história e um dos motivos é a falta de peças, boa parte delas importadas. Apesar de a maioria das peças vir pelo modal marítimo, parte vem de avião, principalmente se é uma peça que precisa chegar com certa urgência para não parar a produção, segundo Priscila, da FGV.

Ana Paula, da MacLogistics, estima que em menos de dois meses a partir do início da vacinação, esses atrasos já poderão ser sentidos no Brasil.

Não há perigo de desabastecimento

Para Picanço, esses efeitos nos setores citados não serão definitivos e não teremos desabastecimento em massa da população.

“Não há motivo para desespero. As empresas de logística estão aprendendo muito nesse período. O brasileiro tem na memória os problemas do início da pandemia, quando faltou papel higiênico, álcool em gel. Isso foi fruto da demanda alta, mas também do desespero, que causa o chamado ‘efeito chicote’ – são oscilações no número de pedidos, que amplificam os erros de planejamento logístico e posicionamento de estoque. Isso gera custos e atrasos porque é uma demanda surpresa. Isso não se repetirá com a vacinação”, explica.

Infomoney

Opinião dos leitores

    1. O melhor presidente do mundo é Kim Jong Un.
      Lá não tem covid.
      O esquerdista está convidado a se mudar…
      Esquerdismo é doença.
      Em tudo se apegam na tentativa de chegar ao poder.
      Já tem vacina chinesa para o esquerdista.
      Os demais aguardam vacina de Oxford que sai hoje para o Brasil.

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Geral

[VÍDEO] EUA reagem após Ortega prometer cancelar eleições; Flávio cita ‘sequestro de um país’

Foto: Reuters

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu nesta terça-feira que a comunidade internacional isole a Nicarágua, após o presidente Daniel Ortega prometer que seu governo deixará de realizar eleições.

Rubio afirmou que a declaração de Ortega “revela sua verdadeira natureza autoritária” e que a Nicarágua não pode esperar manter relações “como de costume” com outras nações enquanto rejeita o regime democrático.

Ortega e sua esposa, Rosário Murillo, “abandonaram até mesmo a aparência de consentimento popular”, acrescentou Rubio.

O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, em uma declaração separada, pediu que os “parceiros hemisféricos” se unam aos EUA “no esforço para garantir que o povo nicaraguense possa finalmente escolher um futuro livre da tirania”.

Ortega assumiu o compromisso de acabar com as eleições em um discurso no domingo, enfatizando que isso impediria que quaisquer movimentos apoiados pelos EUA assumissem o poder.

“Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e assumir o poder”, disse Ortega.

Aos 80 anos, Ortega está no poder de forma ininterrupta desde 2007. Sua esposa foi nomeada copresidente por meio de reformas constitucionais no ano passado, que também estenderam o mandato presidencial para seis anos.

Nos últimos anos, Ortega esmagou praticamente toda a oposição no país centro-americano, prendendo dissidentes e levando políticos ao exílio.

Em suas redes sociais, o pré-candidato Flávio Bolsonaro repudiou as declarações do ditador em suas redes sociais. “sso não é um governo, é o sequestro de um país. Agora, a Nicarágua é uma ditadura assumida. E é esse o modelo e os “líderes” que a esquerda brasileira admira. Aqui, nossa bandeira jamais será vermelha!”

 

Com informações de Valor Econômico

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Geral

Chuva forte transforma falésia em cachoeira em Pipa; trânsito sofre alteração na praia


Foto: Reprodução

As fortes chuvas que caíram nas últimas horas transformaram as falésias de Pipa, em Tibau do Sul, em cachoeiras. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a queda d’água em um trecho da Praia do Centro.

A Defesa Civil do município alertou para que a população não fique junto às falésias. “Há um risco real de acidentes. Após o fim das chuvas, o risco continua, pois os taludes, morres e falésias encontram-se saturados em razão do grande volume de água”, orientou.

Além disso, a Prefeitura de Tibau do Sul modificou o trânsito na região central da Praia de Pipa. Devido aos danos causados pelas fortes chuvas, a Ladeira do Largo São Sebastião (da Igreja até a Sorveteria Preciosa) está interditada por segurança.

“Como alternativa, a via que passa por debaixo da Praça do Pescador está operando como mão dupla”, acrescentou a prefeitura.

 

Portal da Tropical

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Eleições 2026

Mulheres continuam maioria do eleitorado brasileiro em 2026, diz TSE

Foto: Divulgação/EBC

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, em 20 de novembro de 2023, que o eleitorado brasileiro para as eleições de 2026 é majoritariamente feminino, com 83.887.126 mulheres, representando 52,83% dos 158,7 milhões de eleitores. Apesar desse predomínio, as mulheres ocupam apenas 18,1% das cadeiras na Câmara dos Deputados. O número de eleitores homens aumentou para 74.854.535, correspondendo a 47% do total.

O eleitorado brasileiro continua majoritariamente feminino para as eleições de 2026, segundo estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 20. As mulheres somam 83.887.126 eleitoras, o equivalente a 52,83% dos 158,7 milhões de cidadãos aptos a votar no país. Apesar da predominância nas urnas, elas ainda ocupam uma parcela reduzida dos cargos de representação política.

Os dados mostram um crescimento em relação ao pleito de 2022, quando havia 82.373.164 mulheres aptas a votar, correspondentes a 52,65% do eleitorado nacional. A tendência de predominância feminina nas eleições, observada nos últimos anos, foi mantida.

Entre os homens, o número de eleitores passou de 74.044.065, em 2022, para 74.854.535 em 2026. O aumento foi de 810.470 pessoas, equivalente a 1,09%. Atualmente, eles representam 47% do eleitorado brasileiro.

Com relação à atuação direta em Brasília, apenas 18,1% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por parlamentares do sexo feminino.

O eleitorado brasileiro para as eleições de outubro deste ano terá menos jovens aptos a votar e mais idosos em relação ao pleito de 2022. O número de eleitores de 16 a 18 anos caiu 14,52%, enquanto a população com 60 anos ou mais aumentou 13,9%.

Ao todo, 158,7 milhões de brasileiros estão habilitados a escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Segundo o TSE, o grupo de eleitores entre 16 e 18 anos soma 3.571.159 pessoas, o equivalente a 2,25% do eleitorado nacional. Em 2022, essa faixa etária reunia 4.177.627 eleitores. A diferença representa uma redução de 606.468 registros.

Revista Oeste

 

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Geral

FOTOS: PF apreende carros de luxo e um de colecionador do Careca do INSS em nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias

Fotos: reprodução/PF

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira uma nova fase da investigação sobre fraudes no INSS e cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no Distrito Federal.

Durante a operação, foram apreendidos três veículos, sendo dois de luxo e um de colecionador. Segundo a PF, a medida busca restringir o acesso do investigado a recursos financeiros. Antunes já foi indiciado por suspeita de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

Na semana passada, a PF concluiu um dos inquéritos da Operação Sem Desconto e apontou que 48 pessoas participaram de um esquema que teria desviado R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-deputado Euclydes Pettersen. Todos negam irregularidades ou afirmam que terão oportunidade de apresentar defesa.

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Geral

EUA anunciarão novas tarifas para 60 países, incluindo o Brasil, ‘nos próximos dias’, diz representante do Comércio do país

Foto: Tierney L. Cross/Bloomberg

Os Estados Unidos devem anunciar nos próximos dias novas tarifas comerciais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil, informou o representante comercial americano, Jamieson Greer.

As medidas serão baseadas em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), iniciadas em março para apurar práticas comerciais, especialmente relacionadas ao uso de trabalho forçado. Segundo Greer, os resultados devem ser divulgados ainda nesta semana.

A proposta prevê tarifas de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo Washington, não proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Já países que possuem restrições, mas são considerados pouco rigorosos na fiscalização, poderão receber tarifa de 10%.

Na semana passada, os EUA já anunciaram uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, alegando barreiras comerciais impostas pelo Brasil. Também foi anunciada uma sobretaxa adicional de 50% sobre produtos do Canadá, com início previsto para daqui a um mês.

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Geral

Governo Lula propõe que União arque com salário de servidores afastados para exercer mandatos sindicais; medida teria impacto de R$ 15,4 milhões por ano

Foto: Fernando Bizerra Jr/EFE

Um projeto de lei enviado pelo governo Lula ao Congresso em regime de urgência prevê que a União passe a pagar os salários de servidores afastados para exercer mandato sindical, sem o ressarcimento atualmente feito pelas entidades.

A medida teria impacto estimado em R$ 15,4 milhões por ano.

Hoje, 96 servidores federais estão licenciados para atuar em sindicatos.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), as entidades ressarcem cerca de R$ 1,3 milhão por mês pelos salários desses servidores.

O governo afirma que a proposta não gera perda de arrecadação, pois os valores ressarcidos retornam aos órgãos de origem dos servidores, e não ao Tesouro Nacional. O projeto também regulamenta a negociação coletiva no serviço público, prevista em convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas ainda sem regulamentação no Brasil.

A proposta divide opiniões. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) critica a medida por avaliar que ela pode aumentar os gastos com pessoal e pressionar as contas públicas. Já representantes de entidades sindicais defendem que a licença remunerada fortalece a representação dos servidores e ajuda na manutenção financeira dos sindicatos.

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma Vergonha.
    Quem trabalha bancar essa vagabundagem toda.
    O Brasil precisa mudar urgentemente.

  2. Exercer mandato sindical e induzir os associados a votarem nos candidatos de esquerda não é “assédio eleitoral”?? Alô Ministério Público do Trabalho, isso pode?

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Geral

Escola Luminova Natal promove concurso de escrita criativa e estimula protagonismo dos estudantes

Em sua quarta edição, iniciativa valoriza a autoria, fortalece competências linguísticas e propõe reflexões sobre aprendizados que surgem das derrotas

Transformar experiências, sentimentos e reflexões em histórias é o desafio lançado pela Escola Luminova Natal aos estudantes por meio da quarta edição do Concurso de Escrita Criativa Luminova. A iniciativa, que acontece na próxima terça-feira (21), busca fortalecer a produção textual, ampliar o domínio da língua portuguesa e incentivar o desenvolvimento de uma escrita autoral no ambiente escolar. O resultado será anunciado no dia 31 de julho, durante uma cerimônia no pátio da escola.

Em 2026, o concurso tem como tema “Quando perder foi a maior vitória”. A proposta convida os participantes a criarem narrativas sobre situações nas quais uma derrota, uma frustração ou uma mudança de planos possa representar aprendizado, amadurecimento ou uma conquista ainda maior.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Luminova Natal, Mirela Visiane, a atividade faz parte de uma proposta que entende a escrita como uma habilidade essencial para a formação dos alunos.

“A iniciativa busca estimular a criatividade, fortalecer as competências linguísticas e promover a expressão escrita como uma importante ferramenta de comunicação, reflexão e aprendizagem no ambiente escolar”, destaca.

O concurso é destinado aos estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio. Os textos serão avaliados por uma comissão formada por profissionais especializados em Língua Portuguesa e Produção Textual.

Mais do que avaliar conhecimentos gramaticais, a atividade incentiva a capacidade de organizar ideias, desenvolver personagens e enredos, expressar sentimentos e construir um estilo próprio. Dessa forma, os conteúdos trabalhados em sala de aula são conectados a experiências que fazem sentido para os estudantes.

Sobre a Escola Luminova

Fundada há quatro anos, em Natal, a Escola Luminova vem se destacando no cenário educacional da cidade. A instituição mantém turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e desenvolve iniciativas que estimulam a autonomia, a criatividade e o protagonismo dos estudantes.

A escola está localizada na Rua Joaquim Alves, 1976-A, em Lagoa Nova, próximo ao Shopping Via Direta e ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mais informações estão disponíveis no Instagram @luminova.natal.

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Geral

Desembargadora do TRF5 suspende leilão do Via Direta, avaliado em R$ 152,5 milhões

oto: Arquivo TN

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) suspendeu o leilão do prédio onde funciona o Via Direta Shopping, em Natal. A venda estava marcada para esta quarta-feira (22), e o imóvel foi avaliado em R$ 152,5 milhões.

A empresa recorreu de uma decisão da 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte que havia mantido o leilão. O Via Direta pediu uma nova avaliação do imóvel, alegando que o valor não considerava totalmente o potencial de valorização trazido pelo novo Plano Diretor de Natal.

Esse argumento, porém, não foi aceito. Segundo a decisão, a empresa não apresentou laudo técnico ou estudo de mercado que comprovasse que o imóvel estava avaliado abaixo do preço real. O oficial de Justiça responsável pela análise também informou que levou em conta a localização, as características do prédio e os efeitos do Plano Diretor sobre os imóveis de Lagoa Nova.

O shopping também tentou impedir que o imóvel fosse vendido por menos de 80% do valor da avaliação, afirmando que o único sócio vivo da empresa é interditado por demência. O Tribunal, no entanto, não acolheu esse pedido.

Apesar disso, o leilão foi suspenso porque a empresa está negociando um acordo para pagar a dívida com a Fazenda Nacional. A conclusão da negociação depende de uma autorização da 20ª Vara Cível de Natal para que as curadoras do sócio assinem o documento.

Para a desembargadora federal convocada Cristina Maria Costa Garcez, vender o prédio antes da conclusão das negociações poderia causar um prejuízo difícil de reverter. O imóvel é o principal patrimônio da empresa e o local onde o shopping funciona, de modo que a venda poderia comprometer a continuidade das atividades.

Com a decisão, o leilão e outras medidas para a venda do imóvel ficam suspensos até o julgamento final do recurso ou uma nova decisão do Tribunal. A avaliação de R$ 152,5 milhões continua válida.

Justiça Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Enterraram um jumento de cabeça para baixo aí. Só pode! Já é a terceira ou quarta vez que esse leilão é suspenso.

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Eleições 2026

Jair Bolsonaro vai indicar o vice de Flávio, afirma Valdemar Costa Neto

Foto: Beto Barata/PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (21) que caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro indicar o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026.

Segundo Valdemar, Bolsonaro tem “sensibilidade” para fazer a escolha.

“Quem vai decidir o vice vai ser o Bolsonaro. Ele tem uma sensibilidade muito grande para isso. Depois da indicação do Tarcísio [de Freitas] em São Paulo, eu passei a respeitar as opiniões e as intenções do Bolsonaro”, afirmou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil.

Ao comentar a possibilidade de Michelle Bolsonaro integrar a chapa, o dirigente disse que vê “clima para isso”, mas ressaltou que a decisão dependerá de um entendimento entre Flávio e a ex-primeira-dama.

“Nem o Flávio nem a Michelle querem ver o Bolsonaro por mais 10 anos preso”, afirmou Valdemar.

Opinião dos leitores

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Geral

ELEIÇÕES 2026: TSE define limites de gastos de campanha para candidatos; confira valores para o RN

Foto: reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou os limites de gastos para as campanhas das eleições de 2026. Os valores valem para candidatos à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

No Rio Grande do Norte, os limites são:

  • Governador (1º turno): R$ 7.115.522,46
  • Acréscimo para o 2º turno (Governador): R$ 3.557.761,23
  • Senador: R$ 3.811.887,03
  • Deputado Federal: R$ 3.176.572,53
  • Deputado Estadual: R$ 1.270.629,01

Na disputa pela Presidência da República:

  • Primeiro turno: R$ 88.944.030,80;
  • Segundo turno: acréscimo de R$ 44.472.015,40.

O TSE manteve os mesmos limites das eleições de 2022, citando a ausência de mudanças na legislação eleitoral e a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em R$ 4,9 bilhões.

Quem ultrapassar o teto de gastos estará sujeito a multa de 100% sobre o valor excedente, além de outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Tabela completa de valores por Estado (clique aqui)

Opinião dos leitores

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