Saúde

TCE deflagra fiscalização para aquisição de 300 mil vacinas da Sputnik V e de insumos pelo Governo do Estado

Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) deflagrou uma ação fiscalizatória para acompanhar a aquisição de vacinas, insumos, bens e serviços destinados à vacinação contra Covid-19 pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Em primeiro despacho, no âmbito do processo Nº 0992/20021, após sugestão técnica de Auditores de Controle Externo da Diretoria de Administração Direta, o conselheiro Poti Júnior pediu esclarecimentos acerca da vacina Sputnik V.

A Sesap celebrou contrato para aquisição de 300 mil doses da vacina Sputnik V junto à empresa russa Limited Liability Company “Human Vaccine”, representada pela sua empresa administradora RDIF Corporate Center Limited Liability Company. A contratação foi viabilizada pelo Estado da Bahia, que firmou acordo de cooperação com o “Management Company of Russia Direct Investment Fund – RDIF”, visando a aquisição de 50 milhões de doses da Sputnik V, e ofertou aos entes federados que compõem o Consórcio Nordeste a possibilidade de participarem da compra das vacinas reservadas.

No procedimento administrativo deflagrado para a transação no âmbito da Sesap, o secretário Cipriano Maia de Vasconcelos juntou aos autos justificativa para celebração do contrato para aquisição das 300 mil doses, oportunidade em que apresentou os argumentos técnicos e jurídicos que, a seu entender, justificam a contratação. A aquisição foi autorizada pela governadora Fátima Bezerra.

Com base no relatório de auditoria, o conselheiro Poti Júnior, determinou diligências para que a Sesap esclareça, no prazo de cinco dias, se as vacinas Sputnik-V adquiridas pelo Estado serão aplicadas diretamente em ações de imunização no âmbito do Rio Grande do Norte ou se elas integrarão o Plano Nacional de Imunização e serão distribuídas para outros Estados da Federação, a critério do Ministério da Saúde.

Também pediu esclarecimentos sobre os riscos referentes à responsabilidade civil em relação a eventos adversos pós-vacinação, e quais medidas o Estado implementou ou pretende implementar para minimizar o risco, a exemplo de garantias ou contratação de seguro privado. Outro ponto é quanto à possibilidade de o contrato não ser executado. O conselheiro quer saber quais medidas de cautela o Estado implementou para reduzir os riscos envolvidos na aquisição, considerando, inclusive, a previsão de pagamento antecipado.

Além disso, Poti Júnior solicitou a relação de todos os processos administrativos relacionados às aquisições de vacinas contra a Covid-19 e insumos, inclusive de outros laboratórios, e à contratação de bens e serviços de logística, de tecnologia da informação e comunicação, de comunicação social e publicitária e de treinamentos destinados à vacinação contra a covid-19.

 

Opinião dos leitores

  1. Santos, não vi motivo para interrogação e ironia para o termo deflagrou, foi isso mesmo? Agora vc mandou Doriana segurar as férias? Isso mesmo? Esse termo está na zoologia, uma fase Inicial ou intermediária de inseto kkkkkkkkkk

  2. “Fiscalização”. Com as redes sociais e uma população mais informada, acho que esses caras estão começando a sentir vergonha do salário que ganham para trabalhar para inglês ver enquanto as nossas crianças comem bolacha de água e sal com um copo de tang no lanche da creche, aí estão começando a inventar essas pataquadas.

  3. Essa bucha eu não tomo nem amarrado pelos culhões.
    Vai boiar!!
    O presidente da Argentina tomou duas doses, foi a mesma coisa de não ter tomado nada.
    Pegou covid 19 de novo.

  4. E por falar em fiscalização, o que foi feito dos 5 milhões “torrados” com os respiradores que nunca chegaram?

  5. O dinheiro vai ter o mesmo destino quando foram compra os respiradores, desastre de governo.

  6. O lockdown não tem eficácia comprovada no combate ao CORONAVIRUS. Aqui no RN o que se viu foi um aumento exponencial de casos e de mortes durante o trancamento obrigatório. Por outro lado, centenas ou até milhares de empregos foram perdidos. O desejo tirânico dos governantes está sendo alimentado e o povo cada vez mais vulnerável.

  7. Vai submeter a população a uma vacina que sequer foi autorizada pela ANVISA. E, além de tudo, vai derramar dinheiro do povo nessa loucura.

  8. Tem Consórcio Nordeste no meio a coisa fede. Por que tanta vontade do Gov. do Estado do RN em se meter em mais um imbróglio com uma vacina que sequer foi aprovada pela Anvisa? Por que não se esforçar p/ comprar uma vacina já aprovada? Bem, a resposta eu acredito que cada um de nós já desconfiamos não é?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Insumos para 12 milhões de doses de vacina contra covid devem chegar ao Brasil no fim de semana

Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, confirmou hoje (25) a chegada de insumos para a produção da vacina contra covid-19, a Covishield, desenvolvida pela universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca, e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “O volume desembarcado deve gerar produção de mais de 12 milhões de doses”, escreveu em publicação nas redes sociais.

De acordo com o Ministério das Comunicações, os insumos virão da China com previsão de chegada ao Brasil no próximo domingo (28). Segundo a pasta, a medida faz parte “do esforço do governo federal” para garantir a imunização da população. Em viagem à Suécia no início deste mês, Faria conversou com o sócio majoritário da AstraZeneca, Marcus Wallenberg, e pediu que a empresa acelere o envio de insumos e vacinas para o combate da covid-19 no Brasil.

O acordo de cooperação da Fiocruz com a AstraZeneca prevê a produção e entrega 210,4 milhões de doses da Covishield até o final deste ano, sendo 110,4 milhões até julho. Para isso, serão enviados 14 lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina. Esse será o segundo lote desses insumos enviado pelo laboratório chinês Wuxi Biologics, contratado pela farmacêutica AstraZeneca. O primeiro lote, que chegou no dia 6 de fevereiro, possibilitará a produção de mais 2,8 milhões de doses da vacina.

A previsão é que a primeira entrega dessas vacinas ao Ministério da Saúde, com 1 milhão de doses, ocorra na segunda quinzena de março.

No segundo semestre não será mais necessária a importação do IFA da vacina, que passará a ser produzido no laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz, após a conclusão da transferência de tecnologia pela AstraZeneca. De agosto a dezembro serão mais 110 milhões de doses de vacinas produzidas inteiramente na instituição.

Paralelamente a isso, o governo brasileiro também está recebendo doses prontas da Covishield, produzidas pelo Instituto Serum, da Índia, também parceiro da AstraZeneca.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Insumos para 8,6 milhões de doses da vacina coronavac chegam quarta

Foto: Prefeitura de Macapá/Divulgação

Os 5,4 mil litros de insumo para produção da vacina CoronaVac devem chegar a São Paulo na noite de quarta-feira (3).

Segundo o governo de São Paulo, a chegada do lote está prevista para as 23h30, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

O Instituto Butantan afirma que, com a matéria-prima, produzirá, em 20 dias, cerca de 8,6 milhões de doses do imunizante.

Em coletiva de imprensa na semana passada, o diretor do Instituto disse que outros outros 5,6 mil litros estão em processo “avançado de liberação” pelo governo chinês.

A expectativa do Instituto Butantan é a de receber, até abril, o total de insumo para produção das 40 milhões de doses contratadas.

O acordo feito entre o Instituto e o laboratório chinês Sinovac prevê o recebimento total de 46 milhões de doses. Desse montante, 6 milhões foram importadas prontas da China.

Aporte adicional

Nos próximos dias, o governo federal deve firmar um novo contrato com o Instituto Butantan para compra de um lote adicional de 54 milhões de doses da CoronaVac.

Em coletiva de imprensa na última sexta (29), o diretor do Instituto Dimas Covas, confirmou ter recebido manifestação de interesse do Ministério da Saúde, e revelou que o acordo seria assinado nesta terça (2).

A sinalização do governo federal ocorreu após o Instituto ameaçar negociar as doses com estados e municípios brasileiros, além de exportar a países interessados no imunizante, caso o acordo com o Ministério da Saúde não fosse concluído.

Doses da CoronaVac

A CoronaVac é uma vacina contra Covid-19 baseada em vírus inativado e desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Butantan.

Parte das doses foi entregue pela Sinovac já pronta para uso, enquanto outra parte é formulada pelo instituto em São Paulo.

O Instituto Butantan necessita dos insumos para retomar o processo de envase da CoronaVac em São Paulo.

No dia 17 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial dos 6 milhões de doses importadas prontas da China.

Um cronograma firmado entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde prevê a entrega de 8,7 milhões de doses da vacina até 31 de janeiro. Desse total, 6 milhões foram entregues ao longo das últimas semanas.

No dia 18, o Butantan fez um pedido de uso emergencial para 4,8 milhões de doses da CoronaVac envasadas no instituto, que foi aprovado.

No entanto, de acordo com o Butantan, após processo de envase e conferência do lote, o total de doses envasadas foi de 4,1 milhões de doses. Desses 4,1 milhões de doses, 900 mil foram liberadas no dia 22 de janeiro.

G1

Opinião dos leitores

  1. Se fosse pra depender do presidente da república estaríamos ferrados. Homem não acredita na ciência.

    1. A China chantageando o Brasil.
      Cria a doença e tenta se beneficiar.
      Por que a China não liberou os insumos da vacina de Oxford?
      Quer vender vacina de Doria, 3 x mais cara?
      Doria tentando se promover em cima do vírus ?
      Que país sério usa vacina da China?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

VACINA COVID: Mundo enfrenta desafio logístico que afeta desde insumos para imunizantes até entregas do e-commerce

Foto: Unplash

Aproximadamente 50 países já iniciaram a vacinação em suas populações, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Canadá, Costa Rica, Rússia, Grécia, França, entre outros, além do Brasil, que iniciou a vacinação nesta segunda-feira (18).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca. A primeira vacina do país (fora dos estudos clínicos) foi aplicada logo após a liberação da Anvisa, neste domingo, e a imunização no país teve início nesta segunda-feira (18).

Depois que o obstáculo mais complexo, a descoberta de uma vacina, foi superado e em tempo recorde (nunca na história uma vacina foi desenvolvida em prazo tão curto) um outro desafio, deixado de lado por muitos países, se impõe: a logística, processo que organiza desde o transporte da matéria-prima que sai da fábrica para se transformar na vacina, passando pela entrega aos pontos de vacinação e finalmente a aplicação nos cidadãos. O caminho por trás desse processo é complexo e pode afetar outras cadeias de produtos no Brasil e no mundo.

Filinto Jorge Eisenbach Neto, professor de administração da PUC-PR e especialista em logística, acredita que com as vacinas o mundo hoje enfrenta uma dificuldade logística duas vezes maior do que na Segunda Guerra Mundial. “A demanda é muito maior, a urgência é gigante, e precisamos entregar as vacinas em todos os lugares do mundo. O processo de logística é um fluxo contínuo e não pode ter interrupções. Se um trecho do processo sofre atraso ou paralisação todo o resto da cadeia é afetado.”

Esse é o risco ao qual o mundo todo está submetido agora, que afeta as vacinas e também outros tipos de produtos. E é por isso que alguns especialistas chegam a dizer que o mundo pode passar por uma espécie de “apagão logístico”, com várias cadeias de produtos sendo afetadas em uma reação em cascata até chegar ao consumidor final, em função do esforço global na distribuição das vacinas.

Risco de apagão logístico?

Vinícius Picanço, professor de gestão de operações e cadeia de suprimentos do Insper, explica que o transporte de vacinas é feito majoritariamente por dois modais: aéreo e rodoviário. “O aéreo faz o transporte de ‘hub a hub’ [centro a centro], que leva dos polos de fabricação às cidades de regiões centrais de outros países, e é mais rápido; e o rodoviário faz a ‘perna’ doméstica, o trecho dentro de determinado país entre um aeroporto, por exemplo, ou um armazém – onde as vacinas ficam estocadas – até o posto de vacinação”, explica.

Ana Paula Barros, diretora da Mac Logistics, empresa brasileira de operação e gestão de logística internacional, que atua em mais de 20 países, acredita que um apagão logístico pode acontecer justamente devido à falta de oferta de transporte aéreo. “Vai acontecer um colapso logístico, que vai causar falta de produtos, porque a vacina depende do modal aéreo. É a opção mais rápida e toda a disponibilidade de transporte aéreo vai para a vacina, que terá total prioridade sobre outras cargas, interrompendo ou atrasando o fluxo logístico e impactando todos os produtos transportados por via aérea no mundo”, diz.

Ela explica que há uma quantidade limitada de aviões, que não vai aumentar, e não é viável produzir mais aeronaves devido à pressa e aos custos. “Teremos que usar a infraestrutura que o mundo já tem e redirecioná-la para as vacinas no transporte entre países”, afirma.

Eisenbach Neto concorda que um apagão logístico “pode acontecer sem dúvida nenhuma”, mas principalmente pela falta de alinhamento dos processos logísticos da vacina e não pela restrição na oferta de aviões. “Países que já começaram a vacinar enfrentam dificuldades de planejamento, de suprimento e de produção para fazer a distribuição na velocidade que precisamos, com um volume tão alto de imunizante, mantendo as outras cadeias de produtos funcionando ao mesmo tempo”, diz.

Vacinas viajam de avião, produtos via transporte marítimo

Ana Paula, da Mac Logistics, mora em Miami há cincos anos e diz que nos EUA o impacto das vacinas na logística já pode ser sentido. “As entregas de e-commerce estão demorando mais e o FedEx já enviou avisos informando sobre os potenciais atrasos. Por aqui, houve um crash com a sequência de datas: Black Friday, Natal, e logo em seguida a vacina”, afirma.

Priscila Miguel, coordenadora adjunta do FGV Celog (Centro de Excelência em Logística e Supply Chain), concorda que cadeias de produtos serão afetadas, mas diz que um “apagão logístico” generalizado está fora de cogitação. “Não veremos um apagão completo, a ponto de as pessoas ficarem sem produtos de primeira necessidade, porque a distribuição das vacinas não vai acontecer em um único momento, então não usaríamos toda a capacidade aérea logística do mundo ao mesmo tempo”, diz.

Priscila lembra que os polos de produção das primeiras vacinas aprovadas pelas agências regulatórias no mundo estão espalhados nos EUA, na Rússia, na China, na Inglaterra, na Índia, entre outros. “A própria produção acontece de forma escalonada”, complementa.

Picanço, do Insper, concorda que é exagero falar em apagão logístico global, mas diz que o assunto é uma “preocupação genuína”, sobretudo em relação a dois segmentos específicos: as cadeias frias e ultrafrias. “As cadeias ultrafrias são as que exigem transporte, armazenamento e manuseio em temperaturas abaixo de 0°C, como as vacinas da Pfizer e da Moderna, e as cadeias frias exigem temperaturas entre 0°C e 10°C, como as vacinas do Butantan e da AstraZeneca. O impacto será maior nas cadeias dessas categorias justamente pela prioridade de embarque que as vacinas têm. Mas o Brasil tem algumas peculiaridades (leia mais abaixo)“, explica.

Sobre a disponibilidade dos aviões, Picanço afirma que mesmo as aeronaves comerciais poderão participar de “forças-tarefas” para transportar as vacinas. “As adaptações para cadeias frias em aviões são conhecidas e aplicáveis porque as temperaturas atingidas durante os voos já são mais baixas, facilitando a acomodação de doses. No caso das ultrafrias, vamos usar mais das frotas já existentes de aviões especializados nesse tipo de transporte, mas imagino que empresas logísticas também farão adaptações quando necessário”, diz.

Outro ponto que deve impedir um colapso logístico, segundo Priscila, é que a maior parte do transporte logístico internacional é feito por vias marítimas, que têm custos inferiores à via aérea. “O transporte aéreo é mais caro e focado em produtos leves e de alto valor agregado, não serve para qualquer carga. O marítimo é o principal modal logístico internacional e como as vacinas não devem ser transportadas por ele, boa parte da distribuição e importação de produtos no mundo não sofrerá impactos. E no Brasil a participação do transporte aéreo na logística é bem pequena”, avalia.

Os dados mais recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que em 2019 a importação, em toneladas, feita por via marítima no Brasil representou 92% das cargas que entraram no país, contra apenas 0,15% pela via aérea. Se considerarmos a participação em valores (US$), a importação pelo modal marítimo representou 71%, enquanto o aéreo chegou a 18%.

Falta de insumos e desafios extras no Brasil

O desafio logístico é global, mas no Brasil os especialistas entendem que a coordenação dos processos logísticos por parte do governo federal pode gerar desafios extras. Atualmente, estão disponíveis 6 milhões de doses da CoronaVac, e há expectativa de que as 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia, cheguem ainda esta semana.

O governo federal ainda não detalhou como fará a logística da vacinação, explicou apenas que essas 6 milhões de doses serão entregues aos estados com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) que levará as doses a “pontos focais” definidos por cada unidade federativa.

“O nosso país é internacionalmente conhecido pela logística de vacinas. Nosso programa de vacinação é um dos melhores do mundo, porém ninguém nunca lidou com um volume do tamanho da Covid-19”, afirma Ana Paula. O InfoMoney já mostrou em detalhes como acontece a distribuição das vacinas pelo país e por que o Plano Nacional de Imunização é considerado referência internacional (veja mais aqui).

“Para que o cidadão tome a vacina no posto de saúde, todas as empresas, pessoas, transportes, precisam funcionar em sincronia. E essa é a maior dificuldade no Brasil. Nem sempre, o fornecedor que entrega o frasco cumpre o prazo como o que envia o insumo, ou a seringa, por exemplo. Fora a entrega de cada parte, os insumos para a produção vêm de diferentes partes do mundo e organizar todo esse fluxo é complicado – ainda mais em um país com dimensão continental, com cidades pequenas e distantes dos centros urbanos”, complementa Eisenbach Neto.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18), Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse, por exemplo, que há uma preocupação sobre a chegada de insumos da China para dar sequência à produção da Coronavac no Brasil. Vale lembrar que a vacina da AstraZeneca/Oxford produzida pela Fiocruz também depende dos insumos vindos da China. “O pedido emergencial da Fiocruz foi referente às 2 milhões de doses produzidas na Índia e eles também dependem de matéria-prima da China para começar a produção. Ainda não começou”, disse Covas também na coletiva.

O professor da PUC-PR diz ainda que o Brasil não tem capacidade plena de transporte refrigerado para atender o volume de distribuição de vacinas. “Não temos caminhões e armazéns refrigerados suficientes para dar conta de tudo. O governo precisa apresentar alternativas. Serão necessárias adaptações em veículos, armazéns e até empresas. Os Correios, por exemplo, poderiam entrar como alternativa. As movimentações entre os grandes centros comerciais não são um problema, porque temos boa infraestrutura, mas saindo dos grandes centros a estrutura vai ficando pior e as dificuldades aumentam – e os Correios estão em todas as cidades”, diz.

Picanço lembra que essas adaptações são possíveis, mas exigem expertise e investimentos das empresas. “Tem como equipar caminhões que não são refrigerados para entregar vacinas, mas os funcionários sabem manusear? Tem equipamentos para transportar sem danificar? Exige mais do que apenas ‘colocar geladeiras’ nos caminhões. E sai caro. Nem toda empresa tem dinheiro para mudar parte de sua frota para uma cadeia refrigerada. Grandes logísticos que atuam por aqui, como FedEx, DHL, UPS, TNT, estão se movimentando nesse sentido para tentar aumentar a capacidade de atendimento de cadeias frias. Mas precisamos esperar para ver o resultado disso”, diz.

Reportagem da revista britânica The Economist ressalta a importância da agilidade na vacinação para conter os níveis de internações e mortes no mundo e afirma que a credibilidade dos governos vem diminuindo com a demora no processo e a má gestão de muitos governos. “A incompetência também desempenhou um papel importante. Embora os países tenham tido meses para se preparar, perderam tempo e cometeram erros. O governo dos EUA não financiou adequadamente os estados para se prepararem para a vacinação antes do ano novo, por exemplo”, critica o texto.

Picanço diz que no caso do Brasil também tivemos tempo de preparação. “O país teve tempo para se preparar logisticamente, então, em tese, era para tudo funcionar nesse primeiro momento e não termos grandes problemas. Mas sempre tivemos tempo para aprender, em todas as fases da pandemia, com a Ásia e Europa, onde tudo aconteceu com meses de antecedência – logística é a mesma coisa – mas olha a nossa situação, o caos em Manaus. De um lado temos a expertise, mas precisamos esperar para ver se conseguiremos colocá-la em prática”, afirma.

Levando em conta o contexto nacional e global, o impacto que a logística da vacina vai causar no Brasil vai ser limitado a atrasos em entregas de mercadorias, matérias-primas, peças e produtos, segundo os especialistas. Entre os setores que devem ser afetados estão o de alimentos, e-commerce, eletroeletrônicos, farmacêutico e setor automobilístico

Segundo Picanço, o Brasil vai sentir os impactos da logística mundial devido ao recebimento de insumos para a vacina do exterior, principalmente da China, da Índia e eventualmente de alguns países europeus. “Esses insumos serão necessários para a produção local e virão, majoritariamente, via aérea. No longo prazo, o Brasil vai ficando mais independente com a produção local, mas ainda dependerá de insumos vindos de fora para a produção completa da vacina. Por isso, os segmentos importados que possuem a cadeia fria ou ultrafria em sua logística vão ser impactados, mas nada generalizado”, diz.

Como consequência, ele cita o setor de alimentos, itens farmacêuticos, que incluem outras vacinas, insumos hospitalares, equipamentos, além de insumos químicos e eletroeletrônicos. “São itens que geralmente são transportados por modal aéreo ao redor e precisam de temperaturas mais baixas. Frutas de maior valor agregado como cerejas e morangos, por exemplo, podem demorar mais para chegar às prateleiras dos mercados, bem como hardwares para a produção de notebooks e computadores, além de alguns sprays para asma ou insumos para terapias de câncer, por exemplo“, diz.

“Ainda, devido à falta de transporte de cadeias frias no Brasil para atender toda demanda, poderemos ver atrasos também em alimentos refrigerados e congelados que passam por proteínas animais, hortaliças e refeições prontas, por exemplo”, complementa Picanço.

No e-commerce os consumidores também poderão ver atrasos de encomendas. “Se hoje a compra chega em três dias passará para sete, por exemplo. Isso pode ficar mais recorrente em todos os segmentos de mercado, de capinhas de celular, a vestuário, a eletrônicos. Como as cadeias coexistem e ‘disputam’ espaço e prioridade, provavelmente os operadores logísticos no Brasil terão maior demanda para as vacinas e isso deve deixar outros produtos (mesmo que não dependam de cadeia fria) com prioridade menor. Isso fatalmente pega (quase) tudo que é comprado online, sem urgência”, explica o professor do Insper.

Eisenbach Neto destaca a indústria no geral, “que utiliza muitos produtos importados, bem como o setor automobilístico, que usa peças vindas de fora”. No setor automobilístico, os efeitos já podem ser sentidos por aqui: os estoques de automóveis nas fábricas e concessionárias estão em seu menor nível da história e um dos motivos é a falta de peças, boa parte delas importadas. Apesar de a maioria das peças vir pelo modal marítimo, parte vem de avião, principalmente se é uma peça que precisa chegar com certa urgência para não parar a produção, segundo Priscila, da FGV.

Ana Paula, da MacLogistics, estima que em menos de dois meses a partir do início da vacinação, esses atrasos já poderão ser sentidos no Brasil.

Não há perigo de desabastecimento

Para Picanço, esses efeitos nos setores citados não serão definitivos e não teremos desabastecimento em massa da população.

“Não há motivo para desespero. As empresas de logística estão aprendendo muito nesse período. O brasileiro tem na memória os problemas do início da pandemia, quando faltou papel higiênico, álcool em gel. Isso foi fruto da demanda alta, mas também do desespero, que causa o chamado ‘efeito chicote’ – são oscilações no número de pedidos, que amplificam os erros de planejamento logístico e posicionamento de estoque. Isso gera custos e atrasos porque é uma demanda surpresa. Isso não se repetirá com a vacinação”, explica.

Infomoney

Opinião dos leitores

    1. O melhor presidente do mundo é Kim Jong Un.
      Lá não tem covid.
      O esquerdista está convidado a se mudar…
      Esquerdismo é doença.
      Em tudo se apegam na tentativa de chegar ao poder.
      Já tem vacina chinesa para o esquerdista.
      Os demais aguardam vacina de Oxford que sai hoje para o Brasil.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

A pedido do governo de SP, Temer entra nas negociações para liberação de insumos de vacina do Butantan que estão na China

Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

A pedido do governo de São Paulo, o ex-presidente Michel Temer entrou nas negociações para liberar a importação dos princípios ativos para fabricação da vacina CoronaVac no Instituto Butantan. Ele entrou em contato com um ex-embaixador da China no Brasil, com que tem boas relações, para que fosse encaminhado o pedido ao presidente chinês Xi Jinping.

Na última terça (19), Temer ligou para o ex-embaixador Li Jinzhang, que hoje trabalha no palácio presidencial da China, e recebeu a promessa de que o pedido de ajuda para liberar a importação seria levado ao presidente chinês.

A informação da entrada de Temer nas negociações foi publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada ao blog pelo secretário de Governo de São Paulo em Brasília, Antonio Imbassahy, e pela assessoria do ex-presidente brasileiro.

Imbassahy disse ter conversado inicialmente sobre a possibilidade de Temer entrar nas negociações por saber que o ex-presidente tem boas relações com a China. Temer, por sinal, foi contratado pela chinesa Huawei para elaborar parecer jurídico sobre a participação da empresa no mercado de telefonia celular de quinta geração no Brasil.

Depois, segundo Imbassahy, o governador de São Paulo, João Doria, fez o pedido oficial para que o ex-presidente ajudasse o governo paulista nas negociações, o que acabou acontecendo na última terça-feira quando Temer ligou para o ex-embaixador da China no Brasil.

O governo de São Paulo acredita que a importação dos insumos para fabricação da CoronaVac no Brasil será liberada até o final deste mês ou no máximo início de fevereiro. Há um pedido de importação de 11 mil litros de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), que podem produzir mais de 11 milhões de doses da vacina.

O pedido foi dividido em dois e, assim que houver a liberação, o Instituto Butantan irá receber cerca de 5,4 mil litros do insumo. Numa segunda etapa, a outra metade seria exportada para o Brasil.

Blog do Valdo Cruz – G1

Opinião dos leitores

  1. Tudo teatro. Dória tenta fazer muito bem mas já conhecemos estratégia dele.
    Já está tudo acertado e precisam dizer que foi esse “grupo” que conseguiu.
    Estão formando a base para eleições federais.
    Eles mesmo estão segurando os insumos para dizerem que conseguiram pelo país. Preocupações com os brasileiros é 0,0. Só querem poder!

  2. Tom França, bota íntima nisso iluminou depois os vermelhinhos ficam todos agitados, delirando com esse abração mais do que amigo, no Doriana no rapaz bom que derrubou Dilma do cavalo. São essas cenas que me fazem não desacreditar nos acertos de Bolsonaro, quando os cafajestes se unem tem treta. Foi assim com nove dedos, Calheiros, a Anta, Collor, Sarney, Helder Barbalho e outros bastante nocivos a nós.

  3. Quero vê os comentários viu Ze gado??
    Como é que é?
    Vai elogiar Temer??
    Sim!!
    É aquele mesmo que vcs chamam de golpista.
    Kkkkkkkkkkkk
    É de mijar de rir.
    Kkkkkkkk
    Bora petezada.
    Bora petralhada.
    Cadê um tal de tico de adauto?
    E o pixuleco?
    Eita que é personagem de mais, até esquici o nome dos outros, são tantos que acabo esquecendo.
    Mais Ta valendo.
    Kkkkkkkk
    E João eleitor do Aécio Neves?
    Também conhecido como calça colada??
    Ainda tá cheiroso ou vai passar a feder e vcs vão de andrade??
    Já sei!!
    Vão esperar as ordens do ladrão.
    Se ele mandar votar em Moro vcs votam né????
    Kkkkkkkkkk
    Kkkkkkkk
    Kkkkkk
    Kkkk
    Kk
    K

  4. Kkkkkkkkk
    Agora gostaria de saber a opinião dos Esquerdopatas/Doriana depois desse abraço do Calça Apertada no Temer. Kkkkk
    Todos os corruptos contra Bolsonaro.

  5. Mais um da "patota" de políticos que se une ao "nobre" combate ao bolsonarismo… Só gente boa contra o malvadão…Cada vez mais a certeza aumenta…#bolsonaro2022

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Sinovac assegura cumprimento de contrato com o Brasil, e insumos da CoronaVac para o país têm embarque previsto para a próxima semana

CEO da Sinovac Biotech, Yin Weidong, durante entrevista em Pequim nesta terça-feira (19) Foto: Marcelo Ninio / O Globo

Novos lotes com insumos para a produção de 20 milhões de doses da CoronaVac chegarão da China ao Brasil no fim deste mês e no início de fevereiro. Esta é a previsão para a próxima fase de fornecimento das matérias-primas necessárias para continuar a produção da vacina contra a Covid-19 no Instituto Butantan. A informação é de fontes que acompanham as negociações de perto, ouvidas pela reportagem.

Na segunda-feira o diretor do Butantan, Dimas Covas, manifestou preocupação com o atraso na entrega dos insumos da vacina chinesa. Segundo as mesmas fontes a demora se deve a questões burocráticas de exportação, não à escassez de insumos.

Embora a vacinação emergencial contra a Covid-19 na China venha ocorrendo desde o meio de 2020, com o surgimento de um novo surto, o governo deu início a um plano mais amplo no início deste ano voltado a nove grupos de risco. O objetivo é vacinar 50 milhões de pessoas até o Ano Novo Chinês, que começa no dia 12 de janeiro, quando tradicionalmente milhões de pessoas se deslocam pelo país.

No Brasil, o início da vacinação foi marcado pela incerteza sobre as doses, com secretários estaduais estimando que o estoque dure apenas uma semana. O Brasil ainda não conseguiu efetivar, da Índia, a importação de duas milhões de doses da vacina da Astra Zeneca/Oxford nem há previsão para a chegada dos insumos, também da China, para a fabricação do imunizante pela Fiocruz.

Para a CoronaVac, a expectativa é de que os próximos lotes de insumos a serem entregues ao Butantan totalizem 11 mil litros, o que seria suficiente para produzir cerca 20 milhões de doses. Os próximos embarques estão previstos para a próxima semana.

Na entrevista coletiva da última segunda-feira, Dimas Covas afirmou que as matérias-primas já estão prontas para envio “desde meados deste mês”, e que a partida depende da autorização do governo chinês.

Procurada pela reportagem, a Embaixada do Brasil em Pequim informou que está em contato com as autoridades chinesas e com a empresa responsável pelo fornecimento dos insumos “para identificar a melhor maneira de resolver a questão”.

Sinovac assegura cumprimento de contrato

Em entrevista ao GLOBO nesta terça-feira, o comandante da Sinovac, laboratório que produz a CoronaVac, disse que a empresa cumprirá sua parte no contrato e pediu a confiança do público brasileiro. Yin Weidong, porém, não quis entrar em detalhes sobre o cronograma dos próximos envios de insumos da CoronaVac.

O executivo acrescentou que o laboratório concluiu a construção de uma nova fábrica em Pequim, o que permitirá dobrar a produção da vacina para um bilhão de doses por ano.

— Assinamos um contrato comercial (com o Butantan) e vamos executá-lo. Não posso detalhar a data específica, mas em termos gerais apoiamos totalmente e valorizamos o uso da vacina no Brasil. Até agora já fornecemos milhões de doses ao Butantan, mais, inclusive, do que para o mercado chinês, que recebeu 10 milhões — disse o CEO da Sinovac.PUBLICIDADE

Weidong reforçou, ainda, a parceria com o Butantan:

— Gostaria de dizer ao público brasileiro que acredite no Instituto Butantan na parceria com a Sinovac. Nós damos grande importância ao processo de vacinação no Brasil.

Segundo o executivo, há uma escassez mundial de vacinas, o que tem provocado a mobilização de governos do mundo inteiro para garantir o suprimento.

— Entendo a preocupação. O mundo inteiro está ansioso para ter as vacinas, todos os governos estão na mesma expectativa. Há uma escassez mundial no suprimento de vacinas. Não é uma questão que afeta apenas a população brasileira — disse Weidong. — Todos os governos estão concentrados nisso. Vimos isso na Turquia, onde o presidente foi vacinado, e em outros países. Nós faremos o máximo para implementar o fornecimento ao Brasil de acordo com o contrato (assinado).

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Falaram tão mal da China agora estão aí com o rabo pra cima dependendo da China pra vacina. Cambada de idiotas . Ideologia mata

    1. Exato. "Tudo que é demais é veneno" já diziam os mais antigos.

    2. O Covid veio da China para devastar o Mundo. Se brincar nem o povo amarelo vai escapar.

    3. Estamos assistindo a dois modelos de relacionamento político e comercial do Brasil com o mundo. De um lado Bolsonaro, seu ministro Ernesto, seu filho Eduardo, aka Bananinha e outras autoridades do governo, quase todos comprometidos com o brevemente ex presidente dos EUA e sua política desastrada e que, fizeram com que o Brasil atualmente considerado um pária internacional sendo desprezado por China, India e Argentina como pretenso comprador de vacinas e insumos. Do outro lado, bom, do outro lado os que pensam, acreditam que a terra não é plana, se esforçaram e garantiram o início da vacinação para o povo. Está claro que o Brasil só vai conseguir recuperar o respeito de que sempre foi merecedor se escorraçar essa corja de alienados que hoje ocupa o governo do país. #Fora Bozo

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Assessores de Bolsonaro avaliam nomes para fazer ponte com a China por insumos para Coronavac; Mourão diz estar a postos

O governo Bolsonaro está às voltas desde esta segunda (19) com a falta de informação da China a respeito do prazo para envio do IFA, o princípio ativo da vacina do Instituto Butantan, fabricada em parceria com a chinesa Sinovac. O temor é que, sem o insumo, as doses de Coronavac acabem no final de janeiro, quando termina o estoque disponível.

No governo federal, estão em contato com a China o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. No entanto, por conta da postura bélica e dos ataques do chanceler à China – em sintonia com a família Bolsonaro-, assessores presidenciais temem que Ernesto não obtenha informações precisas sobre o prazo da entrega dos insumos antes do término do estoque disponível: fim de janeiro.

Por isso, há uma discussão entre auxiliares presidenciais sobre se não seria o caso de o próprio presidente Bolsonaro contatar o presidente chinês. Outro cenário em debate, nos bastidores, é montar uma força-tarefa com ministros com boa relação diplomática com a China, como a ministra Tereza Cristina (Agricultura), e até o vice-presidente, Hamilton Mourão. O impasse em relação a Mourão, admitem governistas, seria a liberação de Bolsonaro para que o vice tenha protagonismo numa questão dessa magnitude.

Ao blog, Mourão disse que está à disposição para contatar a China e ajudar na questão dos insumos, já que tem boa relação com o vice-presidente chinês.

Perguntado se ele já havia feito contato com alguém da diplomacia chinesa para ajudar na questão dos insumos, ele respondeu:

“Por enquanto não falei, mas estou disponível, estou pronto. Tenho falado com o vice-presidente chinês ( Wang Qishan), ele me desejou melhoras durante o meu período da Covid-19 e estamos em permanente contato”.

Um ministro do governo defendeu ao blog que até o ex-presidente Michel Temer seja chamado a ajudar na relação com a China, já que ele mantém contatos diplomáticos com o país.

O debate sobre alternativas de interlocução está posto nos bastidores já que a solução óbvia seria trocar o ministro responsável por relações diplomáticas, mas demitir Ernesto não está nos planos de Bolsonaro. Assim como Pazuello, a permanência de Ernesto Araujo é garantida pelo presidente Bolsonaro.

Blog Andréia Sadi – G1

Opinião dos leitores

  1. Observador, é correto o seu comentário. Infelizmente, o nosso Presidente, fala muita bobagem. Sabíamos que ele não tinha capacidade intelectual de governar o nosso Brasil. Mais jamais, imaginávamos, que falasse tanta besteira. A China, é uma potência mundial. Politicamente, comunista. Economicamente, capitalista. Meu Deus, será que não têm ninguém para orientar o Pte. Bolsonaro. João Macena.

    1. Infelizmente não tem ninguém para orientar o Bozo porque gente egocêntrica como ele, que não admite ser contrariado, só sabe se cercar de incompetentes e bajuladores. Os poucos que o contrariaram foram alçados pelo Gabinete do Ódio a condição de inimigos do governo. Quem é louco de contrariar outro louco?

  2. Já!!!! E ñ era a vacina chinesa q ia fazer pessoas virar jacaré e homens brocharem? A mentira realmente ñ tem sustentação.

  3. Tonho querendo pedir pinico , ou homem fraco ou presidente peba ou governo esculhambado . Beato Salú se for ledir atrapalha , os bananinhas só querem saber de Trump , o véio tá surtado e Mourao encantado . O último que sair do cabaré de DA LUA soque a luz . Chega Cacá ! Ajudas aí home .

  4. BG na minha opinião só tem uma pessoa que tem grande influência no governo chinês essa pessoa é o ministro da ciência e tecnologia o astronauta Marcos Pontes, o resto a China vai maltratar até quando puder..

  5. Pode mandar quem ele desejar do governo. Tenho certeza que não tem ninguém igual ao ladrão nove dedos, a Anta, Narizinho, o Vampiro, Lilindenberg, O filho Ronaldino, o outro xerox, por isso, fiquemos tranquilos.

  6. Essa é fácil!Os Chineses só vão querer conversar com o Doria. Estão trabalhando para ele ser o próximo presidente. Isso está claro!!

  7. Vou dar 2 nomes bons pra fazer essa ponte. Ernesto Araújo e Eduardo Bananinha. Os dois têm habilidade diplomática de muita katxiguria!

  8. Cuidem, não brinquem com coisas sérias, as piadas desses comentaristas estão de fazer dó.
    A defesa de Bolsonaro pela vida, pela democracia é incansável.
    Procurem ler sobre o passado recente e vejam os erros graves que os políticos, presidentes cometeram na defesa do próprio bolso e não na defesa da vida, da liberdade, da democracia.
    Abram o olho. Não distorçam as ações nem as palavras do atual presidente.

    1. Hã? A sinofobia praticada por membros do alto escalão brasileiro pode comprometer seriamente relações comerciais com a China.

    2. Ta vivendo em qual Brasil? A defesa de Bolzonaro pelo que? Niguem distorce nada do que ele diz ao não ser o gado para defende-lo..

    3. Cris acho que você tomou cloroquina demais… A defesa de Bolsonaro pela democracia é incansável? Em qual universo paralelo você esteve nos últimos 3 anos?

    4. Vc que tanto critica, tem estudos de quantas pessoas que receberam cloriquina, de forma precoce, morreram? Quer discutir com a Dra. Marina Bucar, dentre tantos outros, sobre isso? A campahha contra qualquer tratamento precoce é absolutamente hedionda.

  9. Confio no presidente, se acabar a saliva ele vai usar a pólvora que tem em casa contra os chineses. Deus acima de tudo e Bolsonaro em cima de todos – não sem bem se é assim, desculpem.

  10. ELE E OS FILHOS FALARAM MUITAS MERDAS SOBRE A CHINA, AGORA TÁ NESSA SINUCA DE BICO E NÓS PODEMOS PAGAR UM PREÇO ALTÍSSIMO POR CONTA DAS INSANIDADES DESSE DESPREPARADO.

  11. Os generais Pazzuelo, Heleno e Mourao podiam comandar tropas treinadas e invadir o laboratorio na china e pegar esses insumos na marra. Tem pra que ta se humilhando nao.

    1. Concordo, vamos chamar os reservistas das FFAA para invadir a China e pegar. Cadê os militares? Cadê o patriotismo do povo que reclamou do petê? Quero ver a brabeza desse povo.

      #ffaanachinaagora

    2. Também concordo. Coloca o Bozo e seus filhotes na linha de frente pra invadir????
      Temos póiva pra isso.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

COVID-19: Além de repasses em mais de R$ 605 milhões, saiba o que o Governo Federal disponibilizou ao RN; de EPI´s a insumos em medicamentos como cloroquina

Foto: Reprodução

Num total de R$ 605,58 milhões, em ações de enfrentamento a Covid-19, o Governo Federal disponibilizou repasses, insumos e Equipamentos de Proteção Individual(EPI´s).

Nas EPI´s, itens como álcool gel, máscara, óculos e protetor facial, avental, luvas, sapatilha e toucas, além de testes e respiradores foram encaminhados.

Nos insumos, além da disponibilidade dos leitos via SUS, medicamentos como cloroquina e oseltamivir.

No total disponibilizado, oriundos do Fundo Nacional de Saúde, FPE, FPM e PFEC(Programa Federativo).

 

Opinião dos leitores

  1. Meu amigo, se não fosse o governo federal (Bolsonaro) ter enviado verbas para esse Estado a população do RN estaria aniquilada em matéria de saúde. Tenho certeza que se essa grana não tivesse chegado, os números do Dr. Cadeado ( Secretário de saúde do Estado do RN) de 11.000 mortes teria chegado perto. Parabéns Presidente Jair Bolsonaro, política De saúde pública se faz assim, sem olhar se é de esquerda Ou direita. Deixe esses abestalhados de esquerda do NÉ pensarem que são donos do povo, nas próximas eleições eles vão ver aonde o sapato aperta.

  2. O Governo de Fatima em termos da saúde é uma PIADA. A mulher se esquiva em responder tudo o que é pergunta. E os 15 dias para a implantação dos leitos em Macaíba, João Machado, S. Gonçalo etc:. Ou 15 dias duro. Fazem setenta e tantos dias de promessa e nunca chegam esses 15 dias.
    D. Fatima acorde, já é tempo de deixar de reclamar do passado. A Sra. assumiu sabendo da situação, então trabalhe e deixe de reclamação. Assuma o cargo para o qual foi eleita. Mimi não adianta mais.

  3. Esperem aí galera.
    O governo Federal agora tem voz.
    Com a nomeação do ministro Fábio Faria, a comunicação social vai melhorar e muito daqui pra frente, o povo Potiguar, vai saber tim tim por tim tim, o que está sendo feito no RN pelo governo federal, o que Fátima diz que é ela que faz, e o que ela esconde.
    Agora vai!!
    O Fábio vai rasgar a verdade, no Brasil inteiro, vcs vão vê.
    Kkkk

  4. Num tô dizendo que quem governa esse Estados é Bolsonaro.
    Os números, falam mais do que 5.000 milhões de palavras.
    Fátima é inoperante, vivi escondida.

  5. Se não fosse o Governo Federal o nosso RN estaria no fundo do mar.

    São quase 700 leitos de UTI e 159 Respiradores.

    Governadora Fátima, onde esse dinehrio tá sendo investido?

    600.000.000,00 milhões

  6. Pra os governadores oposição ao Bolsonaro, quanto pior, melhor!
    Infelizmente, é essa a triste realidade.

  7. Pois é, tudo isto e nas entrevistas a equipe da bokus ainda fala q o gov federal ainda não ajudou.
    precisamos de uma prestação de contas por parte do governo do estado desses recursos recebidos.

  8. Isso é incrível!!!
    Não sabia disso.
    Acho que preferem esconder por questões pol8ticas.
    Mas que o governo federal está fazendo a. Sua parte, está

  9. Quando vejo esse valores repassados ao estado só me lembro da musica da Gal Costa:
    Onde está o dinheiro?
    O gato comeu, o gato comeu
    E ninguém viu
    O gato fugiu, o gato fugiu
    O seu paradeiro
    Está no estrangeiro
    Onde está o dinheiro?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Combate Covid-19: Fábricas só vão poder vender respiradores para a União

A União está requisitando todos os respiradores e outros insumos no país. Com a medida, as fábricas só vão poder vender para União, tanto o que já tem estoque como o que será produzido para os próximos seis meses.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Em um ano, produtos e insumos agropecuários disparam nos preços

Os produtos e insumos agropecuários utilizados nas propriedades rurais do Rio Grande do Norte sofreram aumentos no decorrer de um ano nas casas comerciais do estado e mostram o contraste entre essa realidade e o valor pago pelo Governo do RN aos produtores rurais, fornecedores do Programa do Leite.

Para efeitos comparativos, em julho de 2011 a saca de soja custava R$ 46,00 e agora passou para R$ 76,00; o quilo do milho passou de R$ 38,00 para R$ 45,00; a torta de algodão passou de R$ 29,00 para R$ 53,00. “Fora o aumento desses preços, também observamos um aumento de 10% nos medicamentos vendidos nas lojas agropecuárias”, ressaltou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira.

Com os dados em mãos, o presidente da Faern comenta que o produtor potiguar é um vencedor por ainda continuar na atividade rural. “Observo que com o valor pago pelo governo aos produtores, (que fornecem para o Programa do Leite) esses homens somente podem ser classificados como vencedores. Porque aguentar todas essas intempéries e ainda querer produzir, é louvável. E é por conta dessa garra, que pedimos uma maior atenção governamental com o setor produtivo”, afirmou José Vieira.

Comissão irá analisar preço do leite

Nesta quarta-feira (25), às 09:00h, na sede da Secretaria da Agricultura do RN, entidades representativas do setor rural e secretários da administração Rosalba Ciarlini irão debater os valores do Programa do Leite e outros temas que afetam a cadeira leiteira na primeira reunião da comissão formulada na segunda-feira (23), pela governadora e os líderes do setor agropecuário para sanar os problemas do setor.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura, a reunião será frutífera se observar a real situação dos produtores e os problemas decorrentes da queda do Programa do Leite e da seca de 2012. “Se não analisarmos com seriedade e objetividade essas questões, estaremos debatendo para ninguém e os problemas continuarão”, finalizou José Vieira.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *