Judiciário

CNMP, através do corregedor Rinaldo Reis, arquiva representação de senadores contra Aras sob acusação de omissões na pandemia

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, determinou o arquivamento de uma representação disciplinar movida por senadores contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, acusando-o de omissões na investigação de atos do presidente Jair Bolsonaro referentes à pandemia da Covid-19. A decisão, proferida no último dia 29 pela Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), abriu uma nova frente de conflito contra Aras dentro da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No pedido inicial, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) solicitavam que o caso fosse enviado para análise do subprocurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrada, na condição de vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Bonifácio rompeu com Aras e é considerado internamente seu adversário. Por isso, nos bastidores havia uma expectativa de que ele desse prosseguimento ao caso e determinasse abertura de investigação contra Aras.

Mas o processo acabou sendo enviado para o CNMP, que já tem entendimento consolidado pela impossibilidade de investigar infrações disciplinares do procurador-geral da República. Por isso, nesta quarta-feira, após tomarem conhecimento do arquivamento, os senadores enviaram um ofício ao subprocurador José Bonifácio pedindo que ele tome providências a respeito do assunto e afirmando que houve usurpação da competência do Conselho Superior.

Os senadores haviam protocolado a representação no dia 22 de janeiro na Ouvidoria do Ministério Público Federal, que faz o encaminhamento de todos os pedidos. A Ouvidoria mandou o processo para o vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, que é aliado de Aras.

Após analisar o caso, Humberto Jacques proferiu um despacho determinando que a infração disciplinar fosse analisada não pelo Conselho Superior do MPF, mas pelo CNMP, considerado o órgão máximo correcional do Ministério Público –no qual já há jurisprudência de que os atos do procurador-geral da República não são passíveis de infrações disciplinares.

No seu despacho, proferido no último dia 26, Jaques arquivou a reclamação disciplinar por entender que não caberia à PGR analisar o assunto. Argumentou que o Conselho Superior atuaria apenas em acusações de crime comum atribuídos a Aras, o que não era o caso, e que a infração disciplinar seria de responsabilidade da análise do CNMP e, por isso, enviou o processo para a corregedoria do órgão.

É comum, em representações protocoladas na Ouvidoria do MPF, a PGR fazer um juízo de valor e enviá-las para um órgão diferente. Integrantes do Conselho Superior do MPF, entretanto, avaliam que Humberto Jacques deveria ter enviado o caso ao Conselho Superior, a quem caberia decidir sobre eventual envio para outros órgãos. Em seu despacho, Jacques entendeu que tinha atribuições legais para tomar essa decisão e encaminhou o caso ao CNMP.

O membro auxiliar da Corregedoria do CNMP, Manoel Veridiano, propôs o arquivamento da reclamação disciplinar. O parecer foi acolhido pelo corregedor nacional Rinaldo Reis Lima. Veridiano, que é promotor de Justiça, escreveu que os atos do procurador-geral da República não estão sujeitos a punições disciplinares, cabendo apenas um julgamento político por parte do Senado –esse entendimento jurídico já é consolidado. Também apontou que não detectou crimes comuns por parte de Aras em sua conduta em relação à pandemia, citando que o procurador-geral da República abriu inquérito contra o ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

“Como bem exposto nas informações da Egrégia Procuradoria-Geral da República, observa-se que vem exercendo suas atribuições constitucionais na persecução penal de crimes de sua competência e no combate à pandemia, a exemplo de inúmeras Notícias de Fato instauradas; de requisição do Inquérito nº 4.831 em face do Excelentíssimo Presidente da República; de requisição do Inquérito nº 4.827 em face do então Excelentíssimo Ministro da Educação; de requisição de inquérito destinada a apurar a conduta do Excelentíssimo Ministro de Estado da Saúde durante a pandemia, dentre outros”, escreveu Veridiano.

Na representação, movida em 22 de janeiro, os senadores sugerem a existência de infração disciplinar em nota divulgada pela PGR na qual Aras dizia que “o estado de calamidade é a antessala do estado de defesa” e que caberia ao Legislativo investigar irregularidades das autoridades públicas na condução das políticas de combate à Covid-19, que foi alvo de duras críticas. Os senadores apontavam que Aras abria mão das suas atribuições funcionais “ao pretender indevidamente transferir a pretensão de responsabilização dos agentes políticas de cúpula ao Poder Legislativo”.

Procurado, o CNMP afirmou que não se manifestaria porque o caso corre sob sigilo. A assessoria de Aras foi procurada, mas ainda não se manifestou.

O Globo

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[VÍDEO] ELA NÃO CANSA? Janja é advertida por produção da Band após provocação a Flávio Bolsonaro em debate


Vídeo: Deltan Dallagnol/Redes Sociais

O clima acirrado no estúdio da TV Band durante o confronto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), estendeu-se para além dos púlpitos e atingiu a plateia. A primeira-dama Janja da Silva levou uma reprimenda da organização do evento ao descumprir as normas de silêncio impostas aos convidados.

De acordo com imagens divulgadas pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, a cúpula do evento precisou intervir após Janja gesticular e dirigir palavras ao senador durante sua participação no debate.

O descontrole do público forçou a mediadora a paralisar e refazer os alertas no encerramento da transmissão. Além de tentar silenciar o auditório, a organização orientou Flávio Bolsonaro a não caminhar atrás do adversário enquanto Lula discursava.

Alheio ao tumulto na plateia, Lula aproveitou as considerações finais para ressaltar conquistas econômicas de seus mandatos, projetar um ciclo de crescimento para o Brasil e atacar a pauta de privatizações defendida pela oposição.

Com informações do Metrópoles

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PODERDATA/AYA: Flávio amplia vantagem sobre Lula e chega a 52% dos votos válidos contra 48% do petista


Fotos: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR

A corrida presidencial para o segundo turno registra uma nova oscilação na reta decisiva da campanha. De acordo com os dados de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou sua vantagem e alcançou 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%.

Na comparação com o levantamento anterior, o cenário contabiliza uma movimentação de quatro pontos na diferença entre os adversários: o parlamentar avançou dois pontos percentuais, ao passo que o atual chefe do Executivo recuou na mesma proporção.

Apesar da sinalização de crescimento para o candidato do PL e da contração na fatia do petista, analistas políticos reforçam que o levantamento estatístico reflete o retrato do momento das intenções do eleitorado, não configurando uma previsão definitiva do resultado que será apurado nas urnas.

VOTOS VÁLIDOS:

Flávio Bolsonaro (PL): 52% (+2 )

Lula (PT): 48% (-2 )

FICHA TÉCNICA

Instituto: PoderData/AYA

Abrangência: Nacional

Período de campo: 16 a 18 de outubro de 2026

Amostra: 3.000 entrevistas

Margem de erro: ±1,8 ponto percentual

Nível de confiança: 95%

Registro TSE: BR-02586/2026

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[VÍDEO] “Montou quadrilha” e “você me respeite”: Flávio e Lula protagonizam momento tenso durante debate da Band


Vídeo: Reprodução/Band

O debate presidencial promovido pela Band neste domingo (18) em parceria com o jornal Estadão foi marcado por momentos de forte tensão entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em um dos trechos mais acirrados do confronto, os dois políticos protagonizaram uma discussão direta envolvendo acusações de corrupção, histórico de governos e a gestão de recursos de aposentados.

Durante um momento de tensão e troca de farpas, Flávio Bolsonaro pediu respeito ao ser interrompido por Lula. “Você me respeita porque eu tive 56 milhões de votos. Então você tem que me respeitar. Tenha calma”, disparou o candidato do PL.

O presidente rebateu o adversário acusando-o de corrupção. “Quem montou quadrilha tem que explicar, explique”, alfinetou Lula. 

Flávio Bolsonaro seguiu questionando o histórico político do adversário e cobrou explicações sobre esquemas de corrupção associados a gestões petistas, rebatendo acusações direcionadas à sua família e afirmando que o modelo de governança do PT é marcado por irregularidades.

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[VÍDEO] “Me surpreende que o Lula tenha chegado tão mal preparado para o debate”, diz colunista do UOL


Vídeo: Reprodução/UOL

O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi alvo de duras críticas de analistas políticos na reta final da disputa eleitoral. Para o colunista do UOL João Paulo Charleaux, o chefe do Executivo chegou “surpreendentemente mal preparado” para um dos momentos mais cruciais da campanha e acumulou erros de postura ao longo do confronto.

Segundo a avaliação, o petista cometeu sucessivos equívocos de posicionamento no palco. “Me surpreende que o Lula tenha chegado tão mal preparado para um debate tão importante, numa eleição tão crucial. A quantidade de erros que ele comete por minutos é incrível, ele andou de costas para a câmera quase o tempo todo, quando na verdade ele deveria recuar sempre dando passos para trás, sem deixar de mostrar a face, a frente para a câmera, para o leitor. Ele fez isso o debate inteiro, ele andou de costas para a câmera quase mais do que andou de frente para a câmera”, pontuou o comentarista. 

João Paulo Charleaux também destacou que Lula recorreu com frequência a pausas para beber água, o que acabou transmitindo uma imagem de vulnerabilidade e desgaste, além de registrar episódios de risos irônicos considerados repetitivos e sem eficácia argumentativa.

Outro ponto negativo apontado na análise foi a dificuldade de o presidente se impor espacialmente e ditar os rumos do debate. O colunista ressaltou que, mesmo sendo o candidato com maior experiência política e bagagem de governo, Lula falhou em ocupar o centro das atenções, permitindo ser acuado por investidas do adversário, como o posicionamento de Flávio Bolsonaro logo atrás de seu púlpito, uma situação que poderia ter sido evitada com maior firmeza na condução de sua própria campanha.

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[VÍDEO] ATO FALHO? LULA se atrapalha nas considerações finais e diz que o Brasil vai acabar caso seja eleito para o quarto mandato


Vídeo: Reprodução/TV Band

Durante as considerações finais do debate promovido pela TV Band na noite deste domingo (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu um ato falho ao projetar um eventual quarto mandato presencial, declarando que “o Brasil acabou”. A declaração ocorreu nos segundos finais do seu tempo de fala no confronto com o senador e adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL).

O deslize aconteceu no momento em que o petista criticava os processos de privatização da Eletrobras e da BR Distribuidora. “Esse lesa-pátria nesse país vai acabar. E nesse quarto mandato, a gente vai dizer: o Brasil acabou e vai ser um país grande, um país desenvolvido, um país que vai deixar, sabe, de ser um país, sabe, de fazer”, afirmou Lula, antes de ter a palavra cortada pela mediação devido ao esgotamento do tempo.

Ainda no encerramento, o candidato à reeleição acusou o adversário de planejar a privatização da Petrobras e de “95% das estatais brasileiras”, defendendo a manutenção de empresas públicas “fortes e produtivas”.

A votação do segundo turno das eleições presidenciais acontece no próximo domingo (25).

Com informações da Gazeta Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ele se atrapalhou e falou a verdade se ganhar o Brasil acaba mesmo,flavio desconcertou ele todo bebeu mais água do que um camelo de nervoso kkk

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Guerra na Ucrânia chega ao Mar Negro e acende alerta de segurança na Otan


Foto: Arte Metrópoles/Victor Santos

No quinto ano do conflito na Ucrânia, incidentes militares cada vez mais próximos do território de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elevam a pressão sobre a segurança no continente europeu. Na última semana, ataques com drones contra embarcações no Mar Negro, nas imediações das costas de Romênia e Bulgária, deixaram marinheiros desaparecidos e levaram o governo búlgaro a solicitar formalmente o reforço de sistemas antiaéreos e de tecnologias antidrone.

Os episódios acentuaram o receio de governos europeus de que o confronto transborde as fronteiras ucranianas devido a incursões aéreas, violações de espaço territorial e operações atribuídas a Moscou. Embora os episódios recentes não configurem um ataque direto contra a aliança, a proximidade com áreas sob responsabilidade de países aliados tem exigido ampliação das medidas de proteção.

Diante do cenário, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reuniu-se na quinta-feira (15) com lideranças da Romênia e da Bulgária para discutir ajustes na postura defensiva da organização. A aliança mantém grupos táticos multinacionais no flanco oriental, abrangendo países como Bulgária, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Eslováquia.

O comandante supremo aliado na Europa, Alexus Grynkewich, destacou que qualquer agressão ao território de um Estado-membro terá resposta imediata. A declaração reforça o princípio de defesa coletiva do bloco, sem sinalizar, contudo, a intenção de provocar um confronto direto com a Rússia.

Europa reforça planos de defesa

A combinação de ataques à Ucrânia, incidentes no Mar Negro e suspeitas de operações híbridas têm levado governos europeus a tratar a segurança como uma questão que vai além do campo de batalha.

A discussão inclui a proteção de instalações estratégicas, a capacidade de resposta a drones, a mobilização militar e a preparação da população para possíveis emergências.

A Alemanha, por exemplo, desenvolveu um plano operacional voltado à coordenação de autoridades civis e militares em situações de crise.

Outros governos também discutem estoques de emergência e orientações para a população diante de interrupções no fornecimento de energia, falhas de comunicação ou ameaças à infraestrutura.

Com informações do Metrópoles

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Lula estuda encerrar campanha com ato em Salvador


Foto:  Reprodução/BandTV

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que o petista faça o encerramento de sua campanha presidencial com um grande ato político no Campo Grande, tradicional ponto de mobilização em Salvador (BA). A avaliação de interlocutores do governo é que a capital baiana oferece um cenário estratégico para a reta final da disputa, aliando a força histórica do PT no estado a um alto potencial de engajamento popular.

Como parte da estratégia para intensificar a presença no Nordeste, Lula cumprirá agenda na região nesta semana, com passagens confirmadas por Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), municípios vizinhos divididos pelo Rio São Francisco.

A movimentação no estado ocorre em meio ao acirramento da disputa na capital baiana. No último sábado (17), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu milhares de apoiadores em um ato no Farol da Barra.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] BAIXARIA: Debate da Band termina em gritaria e tumulto entre apoiadores de Lula e Flávio

O debate presidencial da Band entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terminou neste domingo (18) em clima de baixaria, com uma disputa de gritos entre apoiadores dos dois candidatos na plateia.

Enquanto os apoiadores do presidente entoavam “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, os de Flávio respondiam com gritos de “mito, mito, mito”.

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DEBATE NA BAND: Jornalista Vera Magalhães destaca tom enfático de Flávio ao defender combate às facções criminosas

Foto: Reprodução

A jornalista Vera Magalhães, colunista de O Globo, comentou a participação de Flávio Bolsonaro (PL) no debate presidencial da Band, realizado na noite deste domingo (18), contra o presidente Lula (PT).

Vera destacou que Flávio afirmou que pretende classificar as facções criminosas como grupos narcoterroristas, caso seja eleito presidente da República.

Segundo a jornalista, o candidato adotou um tom enfático, semelhante ao utilizado na propaganda eleitoral, com falas treinadas e olhar direcionado à câmera.

Com informações de O Globo

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Lula defende saidinha de presos para visitar familiares

O presidente Lula (PT) defendeu a saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”, durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18). Segundo ele, detentos que apresentam “comportamento decente” e estão “se recuperando” devem ter o direito de visitar suas famílias.

Em 2024, o Congresso Nacional aprovou uma lei que restringiu o benefício. Lula vetou o trecho que proibia a saída temporária para visitas familiares, mas o veto foi derrubado por deputados e senadores.

Com a mudança na legislação, a saída temporária ficou restrita a presos do regime semiaberto que atendam aos requisitos legais para frequentar cursos educacionais ou de formação profissional.

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