Política

Enquanto a oposição critica alta de impostos, base fala em “travessia difícil”

Parlamentares ouvidos pelo G1 após o anúncio de corte de gastos e alta de tributos, com a volta da CPMF, divergiram sobre a eficácia das medidas, destinadas a cumprir uma meta de superávit primário de 0,7% no ano que vem.

Veja abaixo o que disseram parlamentares oposicionistas e da base aliada:

Aécio Neves (PSDB-MG), senador e presidente do PSDB
“É preciso que fique claro que os cortes anunciados hoje pelo governo federal – e que atingem inclusive programas sociais – são consequência da irresponsabilidade com que esse mesmo governo agiu nos últimos anos. Há medidas de redução de custeio, mas, infelizmente, como já era esperado, o maior “esforço fiscal” vem do aumento de impostos em plena recessão. […] Um governo que está há mais de 12 anos no poder novamente recorre a um ajuste baseado preponderantemente em aumento de impostos sobre a população brasileira, que já paga uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo.”

Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado
“O caminho de ajuste via aumento de carga tributária é muito mal visto pela sociedade e pelo Congresso. Teremos que conhecer mais de perto as propostas e se há um fundo de credibilidade do governo para pôr em prática essas propostas. Teremos que ouvir todos os setores da sociedade, mas o ambiente no Congresso é contrário ao aumento de cargas tributárias. As chances de aprovação de mais carga tributária, como a volta da CPMF, são bastante limitadas no Congresso.”

Jandira Feghali (RJ), líder do PCdoB na Câmara
“Vamos analisar as medidas. Mas a questão da CPMF acho absolutamente justa. Não vejo que 0,2% seja um problema que possa prejudicar alguém. Quanto às outras medidas, acompanhei o anúncio parcialmente e vamos ter que analisá-las. Eu acho que essa travessia é difícil. Com o nível de polarização da oposição, sempre dificulta [a aprovação de impostos no Congresso, como a CPMF], mas acho que a gente tem que trabalhar para ter os votos. Não vai ser simples, não será como nadar de braçada.”

José Agripino (RN), senador e presidente nacional do DEM
“As medidas comunicadas não aumentaram em nada a credibilidade do governo. Quem esperava corte no número de ministérios ou diminuição no número de cargos comissionados e viu aumento de IOF e ameaça de volta da CPMF, só pode ter ficado ainda mais indignado. Ainda não entenderam que para merecer apoio às propostas de aumento de receitas precisam se creditar com corte nas despesas. E isto o governo do PT insiste em não fazer. Para equilíbrio das contas só com aumento de impostos, não contarão conosco. Aí é querer acabar de parar o país.”

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara
“Está todo mundo surpreso, andei conversando com alguns parlamentares e líderes, todos estão surpresos pela grandiosidade dos cortes e ousadia da presidente. Estou absolutamente confiante de que iremos aprovar [as medidas], porque o Congresso tem responsabilidade […] Não são medidas amargas, são medidas razoáveis, consistentes e que, certamente, precisam passar por profundo diálogo com o Congresso, com a sociedade e com investidores. Espero contar com o apoio daqueles que criaram a CPMF no passado, com [alíquota de] 0,38% porque estamos recriando com a alíquota na metade [0,2%].”

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador
“A reação do PT e dos movimentos sociais a esse ajuste será muito maior que ao primeiro. Cortar investimento é criminoso […] O governo erra. Com esses cortes, estamos aprofundando a recessão econômica. […] Teríamos outras alternativas, como a tributação de lucros e dividendos. O governo poderia arrecadar até R$ 50 bilhões. Quem vai pagar pelo ajuste são funcionários públicos. A CPMF não é a grande questão. […] A política do [Joaquim] Levy e do governo é cada vez mais um samba de uma nota só. Ajuste, ajuste, ajuste. Vai ter muita resistência [no Congresso Nacional] em vários pontos.”

Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara
“Eu acho que esse anúncio de cortes de gastos é pífio diante do tamanho da crise, do rombo fiscal. Ele não resolve a crise, não corta na carne e afeta diretamente a população. O governo não reduz ministérios, não faz um gesto no sentido de reduzir os cargos comissionados substancialmente. O aumento de impostos é sempre o mais fácil, mas nós do DEM vamos rechaçar o aumento de imposto. Vamos lançar, ainda nesta semana, a campanha ‘Basta de imposto’. Não dá para jogar na conta da população o ajuste econômico. Pode ter certeza de que o governo não conseguirá aprovar no Congresso o aumento de imposto e a volta da CPMF.”

Randolfe Rodrigues (AP), líder do PSOL no Senado
“Eu, particularmente, vou defender isto: sobre aumento de imposto, farei luta incessante contra. Tem outros tipos de corte de gastos que o governo tinha que ter. E tinha que começar a cobrar imposto dos mais ricos. Foram anunciadas medidas contra a classe média.”

Ronaldo Caiado (DEM-GO), senador e líder do DEM no Senado
“O governo não precisa recriar a CPMF para falar em cortes de gastos. O governo prefere centrar no aumento da carga tributária em vez de cortar em sua estrutura. É brincar com a inteligência do brasileiro. Dilma faz um jogo de cena, não faz um corte significativo de ministérios nem cargos de apadrinhados e ainda resolve repassar a conta do desastre de seu governo para o brasileiro. Vamos fazer uma ampla frente ao lado da população contra aumento de carga tributária. O Congresso não vai referendar esse ataque.”

Rose de Freitas (PMDB-ES), senadora e presidente da Comissão Mista de Orçamento
“Se o governo tivesse tomado essas decisões antes, não teríamos perdido o grau de investimento. […] A primeira coisa que tenho em mente é que já estávamos amargurados com a falta de decisão com o governo. O rebaixamento da nossa nota não foi só em função do orçamento deficitário, mas também pela falta de decisão política. […] Por mais amargo que tenha sido [o anúncio], ainda bem que temos uma decisão sobre a qual vamos nos debruçar e discutir. Eu estou, por um lado, um pouco aliviada, por saber que governo teve a coragem de decidir. Tem mais a ser feito? Está correto? Ainda vamos discutir.”

Sílvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara
“A oposição não tem credenciais, não tem moral para criticar a volta da CPMF porque foram eles que criaram a CPMF quando tinham responsabilidade com o país. Ninguém quer pagar mais imposto, mas chega um momento que é inevitável. Eu espero que este Congresso tenha um choque de responsabilidade pública e aprove as medidas anunciadas.”

Vanessa Grazziotin (AM), líder do PCdoB no Senado
“Vejo os cortes para os servidores públicos com muita preocupação, pois veja o que acontece com o serviço público: o abono-permanência é para que os servidores deixem de se aposentar. Se você tira esse abono, os servidores vão se aposentar. Será que o governo já fez o cálculo do impacto dessa medida? Quanto ao aumento da carga tributária, acho importante o governo sugerir medidas que vão ser debatidas no Congresso, muita coisa deve mudar no Congresso. É uma imposição que está sendo feita ao governo pelo mercado. Diante dessa imposição, temos que ver qual o caminho que menos impacte no crescimento da nossa economia, impacte menos nos investimentos, menos na inflação e que impacte menos nos trabalhadores que ganham de cinco a oito salários mínimos, que são os mais penalizados com essa crise.”3

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Carreta carregada de gesso tomba e motorista morre em trecho da RN-288 entre Caicó e São José do Seridó

Foto: Corpo de Bombeiros

Um motorista morreu na madrugada deste sábado (29) após a carreta carregada de gesso que ele conduzia tombar na RN-288, na “Curva do Bonito”, entre Caicó e São José do Seridó, no Seridó potiguar. O acidente aconteceu por volta das 4h.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a carreta bateu em um poste durante o tombamento, deixando a fiação energizada e dificultando o resgate. Os bombeiros precisaram aguardar o desligamento da rede elétrica para acessar o local com segurança.

A retirada da vítima levou cerca de duas horas. Quando a equipe conseguiu chegar à cabine, o motorista — que estava sozinho no veículo — já estava sem vida. A identidade dele ainda não foi confirmada. A área foi isolada e as causas do acidente serão investigadas.

Com informações de Portal da Tropical

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Árvore de Mirassol é oficialmente acesa, marcando o início da programação do Natal em Natal

Foto: Secom

A tradicional Árvore de Mirassol, um dos principais símbolos das celebrações natalinas do Rio Grande do Norte, foi acesa às 19h desta sexta-feira, abrindo oficialmente a programação do Natal em Natal 2025, que seguirá até 6 de janeiro.

Considerada cartão-postal da cidade, a estrutura renovada voltou a surpreender o público e marcou o início de mais uma temporada no polo turístico e cultural.

Terceira grande estrutura luminosa inaugurada dentro da programação, a árvore passou por um amplo processo de modernização. Com 110 metros de altura, recebeu 28.800 luminárias digitais, ampliando em 20% sua capacidade de iluminação. A nova tecnologia permite projeções de cores, formas, letras e mensagens temáticas.

Durante a cerimônia, o prefeito Paulinho Freire falou sobre o simbolismo do momento e ressaltou o trabalho da gestão no preparo da cidade para o período natalino.

“A Árvore de Mirassol é um orgulho para Natal e faz parte da emoção que esse período desperta. Trabalhamos para entregar um espaço mais bonito, moderno e acolhedor para as famílias aproveitarem cada momento do Natal em Natal”, afirmou.

Outra novidade foi a inauguração do novo pavilhão da Praça da Árvore, totalmente requalificado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). O projeto apresenta conceito arquitetônico contemporâneo, com formas orgânicas e duas estruturas sobrepostas, conferindo ao local uma nova identidade visual.

Com 584 m² de área coberta, o pavilhão recebeu cobogós decorativos, aplicações em madeira, paisagismo integrado, novos bancos com tecnologia de baixa absorção de calor, além de lixeiras, floreiras e balizadores com design atualizado. O espaço oferece mais conforto e organização para expositores e visitantes.

O secretário Felipe Alves destacou o trabalho da equipe técnica envolvida no projeto.

“A modernização da árvore e da praça é resultado de um trabalho minucioso da nossa equipe. Buscamos unir tecnologia, segurança e beleza para que as pessoas vivam uma experiência ainda mais especial”, disse.

Os artesãos que atuam no polo também comentaram as melhorias. Andreza Oliveira, expositora pela primeira vez, avaliou positivamente a nova estrutura:

“A organização está maravilhosa. O novo pavilhão ficou muito mais moderno. Eu já vinha como visitante e agora, como expositora, percebo ainda mais a diferença. A área coberta garante conforto e ninguém precisa sair na chuva; todos ficam bem acomodados.”

O público que visitou o polo na primeira noite também aprovou as novidades. Valéria Fernandes, 40 anos, que passou pelo local após o trabalho, destacou a iluminação e sua tradição familiar de visitar o espaço:

“Todo ano eu venho, e este ano está bem iluminada mesmo. Hoje parei voltando do trabalho, mas vou vir com minha filha, que adora a casinha do Papai Noel”, comentou.

Compondo a ambientação e reforçando a atmosfera natalina, quatro caminhões de coleta da Urbana foram ornamentados e posicionados ao redor da praça, encantando o público com iluminação e decoração temática.

Além da árvore, o público pôde visitar a tradicional Casinha do Papai Noel e percorrer o corredor luminoso montado no espaço, ampliando ainda mais o espetáculo visual da Praça da Árvore e tornando a experiência mais imersiva para todos.

Encerrando a noite, a Orquestra Sinfônica de Natal realizou apresentação especial no Palco Principal, emocionando os presentes com repertório natalino.

Com a árvore modernizada, o novo pavilhão entregue e todas as ativações que compõem o ambiente, a Prefeitura do Natal inicia mais uma edição do Natal em Natal, que segue até 6 de janeiro, fortalecendo a tradição, o turismo, a cultura e o espírito de convivência que caracterizam o período.

A expectativa é de que milhares de visitantes circulem pelo polo nas próximas semanas, movimentando a economia criativa e construindo novas memórias afetivas.

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Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros sobre democracia, ditadura, racismo e gênero; veja lista

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, poderá reduzir a pena lendo livros — mesma regra aplicada aos outros cinco condenados do núcleo 1 que cumprem pena no Distrito Federal.

Pelas normas do DF, cada obra lida diminui quatro dias da pena, desde que o preso participe voluntariamente do programa. O prazo para ler cada livro é de 21 dias, seguido da entrega de um relatório escrito em até dez dias.

Cada detento pode ler até 11 livros por ano, o que permite reduzir até 44 dias de pena anualmente.

A lista de obras é definida pela Secretaria de Educação do DF e inclui livros sobre democracia, ditadura, racismo e gênero — temas sem violência ou conteúdo discriminatório.

Veja alguns títulos abaixo:

  • “A autobiografia de Martin Luther King”, de Martin Luther King
  • “A cor do preconceito”, de Carmen Lúcia Campos e Sueli Carneiro
  • “A cor púrpura”, de Alice Walker
  • “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley
  • “A revolução dos bichos”, de George Orwell
  • “Becos da memória”, de Conceição Evaristo
  • “Canção para ninar menino grande”, de Conceição Evaristo
  • “Cartas de uma menina presa”, de Débora Diniz
  • “Futuro ancestral”, de Ailton Krenak
  • “Guerra e paz”, de Liev Tolstói
  • “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo
  • “Malala: A Menina Que Queria Ir para a Escola”, de Adriana Carranca
  • “Na minha pele”, de Lázaro Ramos
  • “Não verás país nenhum”, de Ignácio de Loyola Brandão
  • “O conto da aia”, de Margaret Atwood
  • “O perigo de uma história única”, de Chimamanda Ngozi Adichie
  • “O príncipe”, de Nicolau Maquiavel
  • “O sol é para todos”, de Harper Lee
  • “Pequeno manual antirracista”, de Djamilla Ribeiro
  • “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz
  • “Tudo é rio”, de Carla Madeira
  • “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves
  • “Zumbi dos Palmares”, de Luiz Galdino
  • “1984”, de George Orwell
  • “1968: o ano que não terminou”, de Zuenir Ventura

Para ter acesso ao benefício, contudo, Bolsonaro e os outros presos do núcleo 1 da trama golpista precisam pedir aval ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o magistrado foi o relator do inquérito em que ambos foram condenados.

Bolsonaro e outros réus detidos no DF podem sugerir novas obras caso se juntem a clubes do livro dentro das unidades prisionais onde estão presos.

Com informações de Metrópoles e g1

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Trump diz para companhias aéreas considerarem espaço aéreo da Venezuela ‘totalmente fechado’

Foto: Anna Rose Layden/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (29) para que companhias aéreas considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado.

O comentário foi feito na rede Truth Social e também foi destinado a “pilotos, narcotraficantes e traficantes humanos”. Veja o comentário na íntegra:

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado pela atenção”, disse.

Presidente dos EUA diz para companhias aéreas evitarem espaço aéreo da Venezuela — Foto: Reprodução

Na quinta-feira (27), Trump havia afirmado que ofensivas terrestres contra o narcotráfico na Venezuela deveriam começar “muito em breve”.

Durante uma conferência com militares, Trump afirmou que o tráfico de drogas por mar está diminuindo. Agora, segundo ele, os EUA passarão a impedir também o transporte de entorpecentes por terra, considerado por ele “mais fácil”.

g1

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STJ arquiva investigação contra advogado de Adélio Bispo

Foto: reprodução

O STJ arquivou o recurso do Conselho Federal da OAB contra a quebra de sigilo bancário do advogado de Adélio Bispo, autor da facada em Jair Bolsonaro em 2018. A decisão, tomada na sexta-feira (28.nov), encerra definitivamente o tema — frequentemente explorado por bolsonaristas, que questionam quem financiou a defesa de Adélio.

Por que o STJ arquivou?

O relator, ministro Joel Ilan Paciornik, determinou o arquivamento porque o inquérito policial foi encerrado. Sem investigação ativa, o recurso perdeu o objeto e o tribunal não analisará o mérito.

Linha do tempo no STJ

  • O caso estava pautado para 4 e depois 11 de novembro.

  • Com a ausência do relator, o julgamento foi adiado.

  • Paciornik retirou o processo da pauta e depois o declarou prejudicado.

Controvérsia sobre os honorários

Apoiadores de Bolsonaro alegam que Adélio não teria condições de pagar os quatro advogados que o defenderam. A PF, porém, já concluiu que o agressor agiu sozinho.

Os defensores afirmaram ter sido contratados por um fiel das Testemunhas de Jeová, versão negada pela própria igreja.

O advogado Zanone Júnior disse que recebeu apenas uma parcela de R$ 5 mil de um acordo de R$ 25 mil, antes de o suposto contratante “desaparecer”.

Suspeitas envolvendo o PCC

Relatórios da PF citaram indícios de possíveis pagamentos do PCC ao advogado Fernando Magalhães em 2020, como:

  • R$ 315 mil em pagamentos fracionados identificados pelo Coaf;

  • registro de R$ 25 mil no livro de contabilidade de Zanone com a rubrica “caso Adélio”;

  • grupo de WhatsApp chamado “Adélio PCC”.

Magalhães disse que o grupo era uma “brincadeira” e que Zanone era responsável pelos honorários. Em 2024, ele foi alvo de operação da PF, que apreendeu um avião e um Porsche. A polícia concluiu que não há provas de que o PCC pagou pela defesa de Adélio.

O recurso da OAB

A OAB contestou decisão da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora que autorizou:

  • a quebra de sigilo bancário de Zanone;

  • busca e apreensão;

  • análise das movimentações financeiras entre 6/9 e 1/12 de 2018.

A Justiça entendeu que era necessário identificar o financiador por interesse público, e que Zanone resistiu em fornecer as informações.

O TRF-1 confirmou essa decisão em 2021, e o MPF inicialmente apoiou a busca por indícios de participação do PCC. Depois, em 2024, o próprio MPF mudou de posição e apoiou a tese da OAB, afirmando que o advogado não era investigado.

A OAB levou o caso ao STJ alegando violação ao sigilo profissional. Com o fim das investigações, o tribunal agora encerra o processo sem análise do mérito.

Com informações de Poder 360

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SUPERLOTAÇÃO: Com 726 mil presos, presídios brasileiros têm taxa de ocupação de 150,3%

Foto: iStock

A taxa de ocupação do sistema prisional brasileiro chegou a 150,3%, segundo levantamento da CNN com base no Geopresídios, plataforma do CNJ. O país possui 483 mil vagas para 726 mil pessoas presas, um excedente de 242 mil detentos.

O Brasil tem 2.405 unidades destinadas à custódia – de delegacias a presídios de segurança máxima. Nos últimos três meses, 1.836 foram inspecionadas pelo Judiciário. São Paulo lidera em número de estabelecimentos, com 308 unidades. Na outra ponta, Roraima tem apenas 8, a maioria em Boa Vista.

Sistema prisional brasileiro opera muito acima do limite:

  • 483 mil vagas disponíveis

  • 726 mil pessoas encarceradas

  • Excedente de 242 mil presos

Estrutura prisional no país

  • Total de unidades de custódia: 2.405

  • Unidades inspecionadas nos últimos 3 meses: 1.836

  • Estado com mais unidades: São Paulo — 308

  • Estado com menos unidades: Roraima — 8

Ao apresentar a nova versão da plataforma, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou:
“O Geopresídios se consolida como um raio-x nacional (…). A transparência é uma ferramenta de justiça”.

Custos do sistema

Em 2025, o governo federal já gastou R$ 18,1 bilhões com o sistema prisional. Desse valor:

  • R$ 12 bilhões — despesas de pessoal

  • R$ 6 bilhões — insumos (principalmente alimentação)

O custo médio por pessoa presa é de R$ 2.548,43 por mês.

Com informações de CNN Brasil

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Faern lança Rota da Água para impulsionar agricultura e piscicultura com apoio de Rogério Marinho

O projeto Rota da Água foi lançado nesta sexta-feira (28) em Pitangui, no município de Extremoz, reunindo produtores rurais, lideranças comunitárias e representantes do setor produtivo. A iniciativa, desenvolvida pela Faern/Senar/IPDR, foi viabilizada graças às emendas parlamentares destinadas pelo senador Rogério Marinho (PL), que participou da solenidade e reafirmou seu compromisso com ações de fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Norte.

O Rota da Água tem como foco a implantação de barragens subterrâneas, poços de piscicultura e ações de suporte técnico voltadas à produção rural. O objetivo é ampliar a segurança hídrica, elevar a produtividade e gerar emprego e renda em comunidades do Estado. A iniciativa já conta com quase R$ 2 milhões destinados por Rogério Marinho, que também garantiu recursos para a continuidade do programa em 2025.

Durante o lançamento, o senador destacou a importância de iniciativas que proporcionem autonomia aos pequenos produtores e fortaleçam a economia local. “Estamos falando de um projeto que transforma vidas. Quando o produtor tem acesso à água, à técnica e a condições reais de produção, ele consegue se manter no campo, gerar renda e desenvolver sua região. É para isso que trabalhamos”, afirmou.

O presidente da Faern, José Vieira, ressaltou a importância da parceria e do trabalho do senador Rogério Marinho. Destaque semelhante feito pelo presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Pereira. O ato também contou com a presença da prefeita da cidade, Jussara Sales, que agradeceu o apoio destinado pelo parlamentar a sua administração. Prefeitos, vereadores e lideranças de várias regiões do Estado também estiveram presentes.

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Geral

CONTA DE LUZ: Aneel rebaixa bandeira tarifária para amarela em dezembro

Foto: rawpixel.com/Freepik

A Aneel anunciou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária de dezembro será amarela, o que representa custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. O valor é menor que o de novembro, quando vigorou a bandeira vermelha patamar 1, que adicionava R$ 4,46 por 100 kWh.

Segundo a agência, a mudança ocorre porque, com a chegada do período chuvoso, a previsão de chuvas para dezembro é melhor que a de novembro, embora ainda abaixo da média histórica. Isso permite redução da cobrança, mas não elimina a necessidade de uso de termelétricas.

É a primeira vez desde 2019 que a bandeira amarela é aplicada em dezembro. Entre setembro de 2021 e abril de 2022, vigorou a bandeira de escassez hídrica.

Como funciona o sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias mostra ao consumidor o custo real da geração de energia no país:

  • Quando há boas condições de geração, principalmente nas hidrelétricas, vale a bandeira verde, sem cobrança extra.

  • Se chove pouco e o nível dos reservatórios cai, é preciso usar termelétricas, que são mais caras. Nesses casos entram as bandeiras com cobrança adicional:

Bandeira verde – sem custo extra
Bandeira amarela – R$ 18,85 por MWh (R$ 1,88 por 100 kWh)
Vermelha patamar 1 – R$ 44,63 por MWh (R$ 4,46 por 100 kWh)
Vermelha patamar 2 – R$ 78,77 por MWh (R$ 7,87 por 100 kWh)

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Política

Palácio vê veto a Messias como ruptura irreversível entre Alcolumbre e Lula

Foto: Daniel Estevão/AscomAGU

Integrantes do governo avaliam que os movimentos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra a indicação de Jorge Messias ao STF fazem parte de uma estratégia para aumentar seu poder de barganha. Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, Alcolumbre tenta “criar dificuldade para vender facilidade” em torno da sabatina do Advogado-Geral da União.

Mesmo assim, o clima no Planalto é de tensão. Para auxiliares próximos de Lula, um veto definitivo à indicação abriria uma crise sem precedentes e causaria uma ruptura irreparável entre o senador e o presidente. A avaliação é de que Alcolumbre não arriscaria perder espaço, já que mantém indicações em diferentes áreas do governo.

Nos bastidores, operadores políticos lembram que a relação entre os dois sempre foi construída com base em acordos e reciprocidade. Uma derrota desse porte forçaria Lula a cortar laços com o presidente do Senado e reconfigurar a articulação política no Congresso.

A aposta do governo é de que Alcolumbre não levará o impasse às últimas consequências. Aliados dizem que o cenário favorável a Lula, somado às entregas que o governo pretende apresentar na eleição, reforça a expectativa de poder — e, por consequência, a tendência de acomodação.

Com informações da CNN

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Geral

Plano de tarifa zero de Lula deve custar R$ 80 bilhões ao ano, aponta estudo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo da Universidade de Brasília estima que a proposta de tarifa zero nos ônibus urbanos, defendida pelo deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), teria um custo anual de R$ 80 bilhões para atender cidades com mais de 50 mil habitantes. O documento, que deve ser entregue ao ex-presidente Lula nas próximas semanas, calcula que o programa alcançaria cerca de 160 milhões de pessoas, com metade do valor bancado pela União.

Tatto, ex-secretário de Transportes em São Paulo, afirma que a ideia deve ser incorporada ao programa de governo do PT. Ele também é autor do projeto de lei que cria a tarifa zero em todo o país e diz que essa será uma das prioridades da esquerda na Câmara em 2026, ao lado do fim da escala 6×1. Segundo ele, a adoção poderia ser gradual, começando por cidades piloto, conforme a disponibilidade de recursos.

Hoje, 138 municípios já operam com tarifa zero, com destaque para Caucaia (CE), maior cidade do país a adotar o modelo, e São Caetano do Sul (SP). Para Tatto, o tema pode atrair prefeitos de diferentes espectros políticos, inclusive da direita e do Centrão, devido ao colapso financeiro no setor de transporte. Ele argumenta que reajustes sucessivos de passagem afastam usuários e não solucionam o problema das empresas.

O deputado acredita ainda que a proposta deve avançar no Congresso, apesar do clima de tensão na Câmara. Para ele, trata-se de um tema com amplo apelo social: “Assim como aconteceu com a isenção do IR, ninguém quer se posicionar contra”, afirmou.

Com informações do Estado de Minas

Opinião dos leitores

  1. Não exister PF grátis, quem paga essas esmolas somos nós.
    Bote o povo para trabalhar presidente meia boca.
    Corrupto!

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