Secretário da Receita é exonerado após proposta de ‘CPMF’

Foto: GloboNews

O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (11). A informação foi confirmada ao blog pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O Ministério da Economia divulgou em nota a exoneração de Cintra.

A saída do secretário foi anunciada após a divulgação da chamada “nova CPMF” pela Receita.

Nesta terça-feira (10), o secretário-adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, apresentou as alíquotas em estudo pelo governo federal do imposto sobre pagamentos, que vem sendo comparado à antiga Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A proposta foi apresentada durante o Fórum Nacional Tributário, organizado pelo Sindifisco Nacional.

Enquanto esteve à frente da Receita Federal, Marcos Cintra protagonizou episódios incomuns. Logo no início deste ano, ele negou que haveria mudança na alíquota do Imposto de Renda naquele momento, e aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

Com isso, ele negou informações divulgadas mais cedo, no mesmo dia, pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele havia dito que o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaria nesta sexta a “possibilidade” de reduzir a maior alíquota do imposto, dos atuais 27,5% para 25%. Bolsonaro também disse que o IOF seria aumentado.

Em abril, o então chefe do Fisco afirmou ao jornal “Folha de S.Paulo” que, com o imposto sobre pagamentos em discussão na área econômica do governo, até mesmo fiéis de igrejas serão tributados quando contribuírem com o dízimo.

No mesmo dia, houve reação por parte do presidente Bolsonaro. Ele afirmou que não haverá aumento de impostos nem tributação de igrejas.

E o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que liberais, como definiu os integrantes da equipe econômica, podem reduzir ou fazer substituição tributária, mas não elevar impostos.

Íntegra da nota

O Ministério da Economia divulgou nota sobre. Leia a íntegra:

“O Ministério da Economia comunica o pedido de exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Esclarece ainda que não há um projeto de reforma tributária finalizado. A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento. A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro. O ministro Paulo Guedes agradece ao secretário Marcos Cintra pelos serviços prestados. O auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto assume interinamente o cargo”.

Blog do Valdo Cruz – G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    A oposição e a imprensa perderam mais uma por divulgarem fake news, nada de CPMF, tudo mentira para prejudicar o governo do presidente Bolsonaro que sempre foi contra.

    • Anti-Político de Estimação disse:

      Falando sem paixão nem cegueira política : o Secretário Cintra foi exonerado por dar "spoiler" dos planos da equipe econômica, atropelando o processo . Aguardemos o que ainda vem por aí…………..

  2. paulo disse:

    BG
    Nada de novo imposto, temos que diminuir e muito os já existentes. A capacidade tributaria do Cidadão Brasileiro esta EXAURIDA completamente. BASTA!!!!!!

Bolsonaro nega recriação da CPMF e lembra que esposa foi mãe solteira: “Ignorem essas notícias mal-intencionadas. Querem criar pânico”

Candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, voltou a usar o Twitter para negar a ideia de recriação da CPMF (Adriano Machado/Reuters)

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, voltou a usar o Twitter para negar a ideia de recriação da CPMF. Na noite desta quarta-feira, 19, o deputado classificou o assunto como “notícias mal-intencionadas”.

“Ignorem essas notícias mal-intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. Não procede”, afirmou. “Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso. Boa noite a todos!”, escreveu o líder nas pesquisas.

Mas em meio à polêmica trazida pela tema e também diante das recentes declarações de seu vice, o general Hamilton Mourão (PRTB), Bolsonaro determinou, conforme publicou o Broadcast/Estadão, que o vice e o conselheiro na área econômica, Paulo Guedes, reduzam suas atividades eleitorais.

A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados. Na manhã desta quarta, o perfil de Bolsonaro no Twitter já havia reiterado o compromisso com a redução da carga tributária após notícia de que Guedes estuda como proposta para um eventual governo a criação de um novo imposto nos moldes da antiga CPMF, pondo em xeque o discurso da campanha.

Também na noite desta quarta, Bolsonaro postou em suas redes sociais um vídeo falando, em tom emocionado, de sua filha Laura, a primeira depois de quatro filhos homens. O vídeo é uma maneira da campanha tentar se contrapor ao movimento “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” que surgiu na Internet.

Na transmissão de pouco mais de um minuto, o capitão da reserva diz: “Tenho uma enteada em casa, minha esposa era mãe solteira e falou que a grande realização do casamento é ter filhos”, disse ele, destacando que desfez uma vasectomia, Laura nasceu e isso mudou a vida da família. Ao falar que sua mulher foi mãe solteira, ele tenta também se contrapor às declarações de seu vice Mourão, que chamou de desajustadas as famílias cujos filhos são criados sem pai.

Na manhã desta quinta-feira, 20, Bolsonaro voltou a usar a rede social, desta vez para reafirmar pontos que vem defendendo ao longo de sua campanha, como o combate a violência e a redução da maioridade penal. “O brasileiro desta vez tem a opção de escolher alguém que pegue firme contra a violência, a favor do livre mercado, contra o aborto e a doutrinação ideológica na educação, livre de acordões políticos e a favor da redução da maioridade penal. Mudaremos juntos a direção do Brasil!”, escreveu o deputado.

Exame, com Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Waldemir disse:

    Só gostaria de saber como está a investigação da facada que foi dada em BOLSONARO acho estranho que os políticos que fizeram a maior frescura com a morte de uma vereadora da esquerda não faz nada não fala nada sobre esse atentado a morte da vereadora foi levada até na ONU
    Agora no dia do atentado o meliante tem registro de entrada na câmara dos deputados e agora diz que foi engano
    Uma pergunta
    ENGANO OU ÁLIBI para esse rapaz
    Acho que a PF deveria ir mais fundo

  2. Carlos Antônio disse:

    É o que resta a esquerda, ser esquerda, como de costume vão difamar, criar mentiras, inventar falas, tentar destruir a imagem dos opositores. A esquerda não tem proposta para o povo, ela só quer o poder para escravizar a população com a dependência da distribuição das bolsas e exterminar a classe média. Eles querem o domínio de tudo e a apropriação estatal.
    Quem acha que não não viveu no Brasil entre os anos de 2003 a 2016 quando davam esmolas e migalhas ao povo, enquanto a cúpula partidária da esquerda enriquecia, se tornavam milionários. lembrando que:
    Enquanto a militância comia pão com mortadela, seus líderes frequentavam os melhores restaurantes.
    Enquanto a militância recebia micro casa, eles estavam em suas mansões;
    Enquanto a militância andava de ônibus, eles estavam nos melhores aviões;
    Enquanto a militância não produzia, eles viciavam o cidadão;
    Enquanto a educação não melhorava, eles lecionavam a ideologia de gênero e partidária;
    Enquanto a lei do desarmamento foi imposta em 2003, o povo passou a viver na insegurança;
    Enquanto eles prometiam emprego, o povo via que 12 milhões perderam o emprego;
    enquanto o povo escutava as versões do PT tivemos os escândalos do mensalão, petrolão e da lava jato.
    É pouco, a lista pode continuar, tem muito mais a ser lembrado…

  3. Marcello disse:

    O candidato fascista batendo cabeça com Guedes e Mourão! Desse trio não pode vir nada de bom.

  4. Breno disse:

    E O IMPOSTO DE RENDA UNIFICADO DE 20%???

    Bolsominions, imposto de renda é um imposto que seu papai paga se ganhar mais de 1.900 reais por mês.

    • Ceará-Mundão disse:

      Imposto de renda é o imposto que nós, "bolsominions", pagamos. Se vc resolver ser intelectualmente honesto (sei que isso lhes traz até coceiras alérgicas), lembrará que o eleitorado do Bolsonaro está concentrado em pessoas esclarecidas e com nível de renda. E isso ocorre porque essas pessoas são muito mais difíceis de serem enganadas, corrompidas ou compradas com esmolas. Ou seja, somos NÓS que pagamos impostos e sustentamos esse país com o nosso dinheiro e o nosso trabalho. A esquerdalha, por sua vez, é composta em regra (há exceções, eu admito) de parasitas, preguiçosos, baderneiros, bandidos, gente que pouco ou nada contribui para o nosso país.

  5. Leo disse:

    Está mudando o discurso, né canalha?
    Os bolsominions nao vao gostar.

    • Aldemir disse:

      Comunas, aceitem que dói menos.
      17 Wins, Flawless Victory!
      Lei anticomunismo no Brasil JÁ!!!

CPMF: Felipe Maia sugere cortes no custeio da máquina e mudanças na política econômica

O deputado federal Felipe Maia (DEM) entrou em contato com o blog para também externar o seu posicionamento contra a volta da CPMF, que ficou conhecido nos anos 90 como “imposto do cheque”. Felipe Maia criticou a forma como o governo federal vem conduzindo a política econômica no país.

“O governo federal apresentou um pacote para alcançar superávit em cima dos servidores públicos, daqueles que estudam para concurso, dos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida e da população em geral, quando tenta aprovar novamente a CPMF, um imposto escalonado que atinge a todos. O Democratas é contrário a qualquer aumento de imposto no Brasil. O Governo não tem que aumentar impostos, nem cortar investimentos, tem que promover cortes no custeio da máquina pública e mudar sua política econômica”, disse.

Desde o anúncio do governo que o Blog do BG tem estado em contato com os parlamentares da bancada federal para saber o que eles acham da volta do imposto. Até agora se posicionaram contra: os deputados Antônio Jácome, Felipe Maia, Rafael Motta e Rogério Marinho e o senador José Agripino Maia; se posicionou a favor apenas a senadora Fátima Bezerra; o deputado Walter Alves ainda não tem posicionamento. Beto Rosado e Fábio Faria ainda não entraram em contato com o blog. Garibaldi Alves Filho se encontra internado com problemas de saúde.

Contrário à CPMF, Antônio Jácome lembra que governo tem outros meios para realizar o ajuste fiscal

antonio jacome Após o anúncio do Federal sobre a volta da CPMF com alíquota de 0,2%, o Blog do BG entrou em contato com os integrantes da bancada federal do Rio Grande do Norte por meio de suas assessorias para saber o que pensam os nossos parlamentares a cerca da volta do “imposto do cheque”, que era usado pra saúde, mas que pode ser destinado agora para reduzir o rombo da previdência.

O primeiro a entrar em contato com o deputado federal Antônio Jácome, do PMN. Para Jácome, existem outros meios do Governo Federal realizar o ajuste nas contas.

“[Sou] Contrário. Embora haja necessidade do aumento do financiamento da saúde. O governo tem que buscar outras alternativas que não seja aumento da carga tributária”, disse.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João de Deus disse:

    Para aumentar a arrecadação do governo, poderíamos começar pelo fim da isenção de impostos a qualquer templo religioso. Em especial aos templos evangélicos que volta e meia aparecem nos noticiários como instrumentos para lavagem de dinheiro. Sem falar na última manobra realizada pelo Exmo. Eduardo Cagão Cunha, que por meio de uma MP, aumentou a isenção fiscal de "profissionais da fé", ao livrar de cobrança de impostos as "comissões" que líderes religiosos ganham por arrebanhar fieis ou recolher dízimos.

  2. Diego disse:

    Um dos aspectos que "misteriosamente" ninguém discute é a dívida pública. Dinheiro emprestado a uma minoria detentora de capital que surrupia nada menos que um terço de toda a receita da União. Esse é um vespeiro que nenhum dos últimos presidentes quis mexer e a ignorância e inércia da massa tem mantido quieto em detrimento próprio.

  3. charles disse:

    Essa presidenta demoníaca ta acabando com o povo honesto do Brasil. Votem nessas pragas de novo.

  4. Henrique disse:

    A população bem que podia fazer um pacto de não eleger parlamentar que apoiar a criação de novos impostos !!!

    O brasileiro não agüenta mais pagar tanto imposto e não ter nada em troca (segurança, Saúde, Educação, infra estrutura), chega de sermos explorados !!!!

    • Militares Unidos pelo brasil Decente disse:

      Concordamos e lhe apoiamos incondicionalmente Sr. Henrique! E parabéns ao Sr. Bruno Giovanni (Blog do BG) por ter um espírito ético, cívico e de amor ao Brasil ao divulgar esses desmandos do PT e PMDB, e principalmente divulgar comentários de pessoas honestas e de bem como o do Sr. Henrique e os nossos comentários! O Blog do BG está sendo acessado em todo o Brasil e também até no exterior! Pois diversos grupos de militares das forças armadas, polícias, estudantes, Membros do Judiciário que apóiam o Juiz Sérgio Moro e a PF também lêem e divulgam!!! Que Deus lhe abençoe Sr. BRUNO!!!!

Eduardo Cunha: “Governo está fazendo ajuste na conta dos outros”

cunhaNa semana passada, os presidentes da Câmara e do Senado enviaram um recado claro ao Palácio do Planalto: o aumento de tributos só seria discutido após o governo enxugar a sua própria máquina. Em um jogo de cena, foi embutido no corte de 26 bilhões de reais anunciado nesta segunda-feira uma economia de 200 milhões de reais referente à reforma ministerial, valor visto como apenas um “trocado” e que deve ter consequências diretas na aprovação dessas medidas no Congresso. Para Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “o governo está fazendo ajuste na conta dos outros”. “É um pseudocorte de despesas”, afirmou o chefe da Câmara.

Cunha vê com ceticismo a possibilidade de o Congresso dar aval a algumas propostas do governo, entre elas o retorno da CPMF, cuja aprovação é vista por ele como “muito pouco provável”. “O governo está com uma base muito frágil e, além disso, o tempo dessa matéria tramitar é muito longo. Acho temeroso querer condicionar o sucesso de um ajuste fiscal a uma receita que nós sabemos ser de difícil equacionamento”, disse. A recriação da CPMF depende de aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que exige tramitação em duas comissões, votação em dois turnos e ainda um quórum mais elevado – três quintos dos votos, sendo 308 na Câmara e 49 no Senado.

“A gente tem de aplaudir a iniciativa do governo de buscar um ajuste. Porém, que faça um ajuste nas suas despesas e de verdade. Não se mexeu uma vírgula nos programas sociais. Eu não sei se a sociedade quer pagar mais imposto para manter os vários programas que o governo tem. Uma coisa é o governo fazer os programas sociais dentro da sua arrecadação. A outra é querer colocar mais carga tributária para isso”, disse Cunha.

Em busca de apoio no Congresso, a presidente Dilma Rousseff ligou para Eduardo Cunha nesta tarde para explicar as medidas. Ele evitou detalhar a conversa, mas não dá sinais de que vai se esforçar para dar alguma ajuda: “Na prática, é como se o governo jogasse a bola pra cá. ‘Vocês estão com a bola e vão resolver’. Na realidade, a bola está com eles, não com a gente”, disse.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adotou um tom mais ameno. Ele, que tem sido fiador do Planalto nos últimos meses, exaltou o que classificou de demonstração do governo de “vencer o imobilismo”. “Isso é muito bom. É sempre melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada”, disse.

Calheiros, por outro lado, sinalizou que, assim como aconteceu no ajuste fiscal, o Congresso deve fazer alterações às propostas do governo. “O Congresso tende a melhorar todas as medidas que por aqui tramitam. Tudo que passa pelo Congresso sai melhorado”, disse.

Fonte: Veja

Enquanto a oposição critica alta de impostos, base fala em “travessia difícil”

Parlamentares ouvidos pelo G1 após o anúncio de corte de gastos e alta de tributos, com a volta da CPMF, divergiram sobre a eficácia das medidas, destinadas a cumprir uma meta de superávit primário de 0,7% no ano que vem.

Veja abaixo o que disseram parlamentares oposicionistas e da base aliada:

Aécio Neves (PSDB-MG), senador e presidente do PSDB
“É preciso que fique claro que os cortes anunciados hoje pelo governo federal – e que atingem inclusive programas sociais – são consequência da irresponsabilidade com que esse mesmo governo agiu nos últimos anos. Há medidas de redução de custeio, mas, infelizmente, como já era esperado, o maior “esforço fiscal” vem do aumento de impostos em plena recessão. […] Um governo que está há mais de 12 anos no poder novamente recorre a um ajuste baseado preponderantemente em aumento de impostos sobre a população brasileira, que já paga uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo.”

Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado
“O caminho de ajuste via aumento de carga tributária é muito mal visto pela sociedade e pelo Congresso. Teremos que conhecer mais de perto as propostas e se há um fundo de credibilidade do governo para pôr em prática essas propostas. Teremos que ouvir todos os setores da sociedade, mas o ambiente no Congresso é contrário ao aumento de cargas tributárias. As chances de aprovação de mais carga tributária, como a volta da CPMF, são bastante limitadas no Congresso.”

Jandira Feghali (RJ), líder do PCdoB na Câmara
“Vamos analisar as medidas. Mas a questão da CPMF acho absolutamente justa. Não vejo que 0,2% seja um problema que possa prejudicar alguém. Quanto às outras medidas, acompanhei o anúncio parcialmente e vamos ter que analisá-las. Eu acho que essa travessia é difícil. Com o nível de polarização da oposição, sempre dificulta [a aprovação de impostos no Congresso, como a CPMF], mas acho que a gente tem que trabalhar para ter os votos. Não vai ser simples, não será como nadar de braçada.”

José Agripino (RN), senador e presidente nacional do DEM
“As medidas comunicadas não aumentaram em nada a credibilidade do governo. Quem esperava corte no número de ministérios ou diminuição no número de cargos comissionados e viu aumento de IOF e ameaça de volta da CPMF, só pode ter ficado ainda mais indignado. Ainda não entenderam que para merecer apoio às propostas de aumento de receitas precisam se creditar com corte nas despesas. E isto o governo do PT insiste em não fazer. Para equilíbrio das contas só com aumento de impostos, não contarão conosco. Aí é querer acabar de parar o país.”

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara
“Está todo mundo surpreso, andei conversando com alguns parlamentares e líderes, todos estão surpresos pela grandiosidade dos cortes e ousadia da presidente. Estou absolutamente confiante de que iremos aprovar [as medidas], porque o Congresso tem responsabilidade […] Não são medidas amargas, são medidas razoáveis, consistentes e que, certamente, precisam passar por profundo diálogo com o Congresso, com a sociedade e com investidores. Espero contar com o apoio daqueles que criaram a CPMF no passado, com [alíquota de] 0,38% porque estamos recriando com a alíquota na metade [0,2%].”

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador
“A reação do PT e dos movimentos sociais a esse ajuste será muito maior que ao primeiro. Cortar investimento é criminoso […] O governo erra. Com esses cortes, estamos aprofundando a recessão econômica. […] Teríamos outras alternativas, como a tributação de lucros e dividendos. O governo poderia arrecadar até R$ 50 bilhões. Quem vai pagar pelo ajuste são funcionários públicos. A CPMF não é a grande questão. […] A política do [Joaquim] Levy e do governo é cada vez mais um samba de uma nota só. Ajuste, ajuste, ajuste. Vai ter muita resistência [no Congresso Nacional] em vários pontos.”

Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara
“Eu acho que esse anúncio de cortes de gastos é pífio diante do tamanho da crise, do rombo fiscal. Ele não resolve a crise, não corta na carne e afeta diretamente a população. O governo não reduz ministérios, não faz um gesto no sentido de reduzir os cargos comissionados substancialmente. O aumento de impostos é sempre o mais fácil, mas nós do DEM vamos rechaçar o aumento de imposto. Vamos lançar, ainda nesta semana, a campanha ‘Basta de imposto’. Não dá para jogar na conta da população o ajuste econômico. Pode ter certeza de que o governo não conseguirá aprovar no Congresso o aumento de imposto e a volta da CPMF.”

Randolfe Rodrigues (AP), líder do PSOL no Senado
“Eu, particularmente, vou defender isto: sobre aumento de imposto, farei luta incessante contra. Tem outros tipos de corte de gastos que o governo tinha que ter. E tinha que começar a cobrar imposto dos mais ricos. Foram anunciadas medidas contra a classe média.”

Ronaldo Caiado (DEM-GO), senador e líder do DEM no Senado
“O governo não precisa recriar a CPMF para falar em cortes de gastos. O governo prefere centrar no aumento da carga tributária em vez de cortar em sua estrutura. É brincar com a inteligência do brasileiro. Dilma faz um jogo de cena, não faz um corte significativo de ministérios nem cargos de apadrinhados e ainda resolve repassar a conta do desastre de seu governo para o brasileiro. Vamos fazer uma ampla frente ao lado da população contra aumento de carga tributária. O Congresso não vai referendar esse ataque.”

Rose de Freitas (PMDB-ES), senadora e presidente da Comissão Mista de Orçamento
“Se o governo tivesse tomado essas decisões antes, não teríamos perdido o grau de investimento. […] A primeira coisa que tenho em mente é que já estávamos amargurados com a falta de decisão com o governo. O rebaixamento da nossa nota não foi só em função do orçamento deficitário, mas também pela falta de decisão política. […] Por mais amargo que tenha sido [o anúncio], ainda bem que temos uma decisão sobre a qual vamos nos debruçar e discutir. Eu estou, por um lado, um pouco aliviada, por saber que governo teve a coragem de decidir. Tem mais a ser feito? Está correto? Ainda vamos discutir.”

Sílvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara
“A oposição não tem credenciais, não tem moral para criticar a volta da CPMF porque foram eles que criaram a CPMF quando tinham responsabilidade com o país. Ninguém quer pagar mais imposto, mas chega um momento que é inevitável. Eu espero que este Congresso tenha um choque de responsabilidade pública e aprove as medidas anunciadas.”

Vanessa Grazziotin (AM), líder do PCdoB no Senado
“Vejo os cortes para os servidores públicos com muita preocupação, pois veja o que acontece com o serviço público: o abono-permanência é para que os servidores deixem de se aposentar. Se você tira esse abono, os servidores vão se aposentar. Será que o governo já fez o cálculo do impacto dessa medida? Quanto ao aumento da carga tributária, acho importante o governo sugerir medidas que vão ser debatidas no Congresso, muita coisa deve mudar no Congresso. É uma imposição que está sendo feita ao governo pelo mercado. Diante dessa imposição, temos que ver qual o caminho que menos impacte no crescimento da nossa economia, impacte menos nos investimentos, menos na inflação e que impacte menos nos trabalhadores que ganham de cinco a oito salários mínimos, que são os mais penalizados com essa crise.”3

Medidas do ajuste serão discutidas nesta terça com líderes do Congresso

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, informou que o governo vai se reunir, nesta terça-feira (15), com os líderes da base aliada e os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tratar das medidas propostas para um ajuste de R$ 64,9 bilhões no Orçamento de 2016. As medidas, anunciadas em entrevista coletiva nesta tarde por Barbosa e pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, dependem, em sua maioria, de aprovação do Congresso Nacional.

“Temos conversado com várias lideranças parlamentares, não só depois do envio do Orçamento, mas também antes, para explicar essas propostas. Contatos foram e continuam a ser feitos com todas as lideranças do Parlamento para explicar essas propostas. E amanhã deve haver uma reunião com as lideranças da base, tanto da Câmara quanto do Senado. Além, obviamente, de conversas específicas com os presidentes das duas Casas”, disse Barbosa.

Entre as medidas para elevar a arrecadação e ajudar a fazer superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) em 2016, o governo anunciou um corte adicional no valor de R$ 26 bilhões no Orçamento do próximo ano, por meio do congelamento do reajuste dos servidores públicos e da suspensão de concursos, de mudanças no financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), especialmente no Minha Casa, Minha Vida, e nos investimentos na área de saúde.

Além disso, o governo também anunciou que pretende criar um tributo nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), com alíquota de 0,2%,. De acordo com Levy, a volta do chamado Imposto do Cheque proporcionará arrecadação de R$ 32 bilhões.

O ministro disse ainda que o objetivo é que a nova CPMF “não dure mais do que quatro anos”. Levy disse que conversou com empresários e parlamentares a respeito da volta da CPMF e destacou que, “depois de muita consulta”, a CPMF se mostrou a opção que menos oneraria a indústria e “com menor impacto inflacionário para levantar uma receita desse vulto”.

“No final das contas, essa seria a forma mais eficaz, mais eficiente de conseguir proteger a Previdência Social no momento em que a economia enfrenta dificuldades, que inclusive têm se agravado agora, com a questão aí do grau de investimento”, afirmou Levy. O ministro destacou que o tributo proposto pode ser distribuído de maneira mais equitativa entre diversos setores da economia.

Fonte: Agência Brasil

VOLTA DO IMPOSTO: Governo Federal recriará CPMF com alíquota de 0,2%

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, informou, há pouco, que o governo pretende criar um tributo nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), com alíquota de 0,2%, para elevar a arrecadação e ajudar a fazer superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) em 2016. De acordo com Levy, a volta do chamado Imposto do Cheque proporcionará arrecadação de R$ 32 bilhões.

“Foi considerado que, diante de todas as alternativas de tributos, a prorrogação da vigência da lei original de 1996 da CPMF seria o caminho que traria menor distorção à economia”, disse o ministro, em entrevista coletiva na qual foram anunciados cortes no Orçamento de 2016 e medidas para redução de gastos tributários e aumento de receita. Segundo Levy, o objetivo é que a nova CPMF “não dure mais do que quatro anos”.

O ministro da Fazenda destacou que a CPMF é a opção “com menor impacto inflacionário para levantar uma receita desse vulto” e o tributo que pode ser distribuído de maneira mais equitativa entre diversos setores da economia.

Somadas, as medidas para redução de gastos tributários e aumento de arrecadação somam R$ 28,4 bilhões. O valor já inclui um desconto de R$ 5,5 bilhões, que é a previsão de redução na arrecadação para o ano que vem devido à revisão de parâmetros macroeconômicos.

As medidas foram anunciadas com o objetivo de atingir superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país), o equivalente a R$ 34,4 bilhões. Com a economia, o governo quer recuperar credibilidade junto aos investidores internacionais.

Em 31 de agosto, o Executivo entregou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para o ano que vem, com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões. Uma semana depois, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, retirando o grau de investimento do país. O grau é dado a países considerados bons pagadores e seguros para investir.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ronaldo disse:

    Mais impostos para pagar a farra desses parasitas, vão catar coquinho

Por cima de pau e pedra governo Dilma quer a volta da CPMF

Nas pegadas da aprovação, na Câmara, do projeto que disciplina os investimentos em saúde pública, Ideli Salvatti informa de onde sairá a verba extra: do seu bolso.

Em entrevista às repórteres Vera Rosa e Tânia Monteiro, a ministra declara, sem titubeios, que vem aí um novo imposto.

O subfinanciamento da saúde foi estimado pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde) em R$ 45 bilhões anuais.

A proposta enviada pela Câmara ao Senado anota coisas definitivas sem definir muito bem as coisas.

O texto carrega um sucedâneo da CPMF, apelidado de CSS. Mas os deputados cuidaram de derrubar a base de cálculo, inviabilizando a cobrança.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Enrique Robledo disse:

    Todo mundo sabe que os impostos são muito altos e só uma pequena parte deles retorna como investimento para a sociedade, agora um imposto mais sem vergonha que a CPMF (Contribuição Provisória sobre o Movimento Financeiro) ou (CSS como querem chamar agora) eu nunca vi, cada vez que vc movimenta o seu dinheiro vc perde, é uma coisa totalmente ridícula para um pais que deveria promover os investimentos e as contas transparente no lugar de fomentar a movimentação financeira ser por fora das instituições bancárias, que é o que acaba acontecendo. Absurdo.