Política

Enquanto a oposição critica alta de impostos, base fala em “travessia difícil”

Parlamentares ouvidos pelo G1 após o anúncio de corte de gastos e alta de tributos, com a volta da CPMF, divergiram sobre a eficácia das medidas, destinadas a cumprir uma meta de superávit primário de 0,7% no ano que vem.

Veja abaixo o que disseram parlamentares oposicionistas e da base aliada:

Aécio Neves (PSDB-MG), senador e presidente do PSDB
“É preciso que fique claro que os cortes anunciados hoje pelo governo federal – e que atingem inclusive programas sociais – são consequência da irresponsabilidade com que esse mesmo governo agiu nos últimos anos. Há medidas de redução de custeio, mas, infelizmente, como já era esperado, o maior “esforço fiscal” vem do aumento de impostos em plena recessão. […] Um governo que está há mais de 12 anos no poder novamente recorre a um ajuste baseado preponderantemente em aumento de impostos sobre a população brasileira, que já paga uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo.”

Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado
“O caminho de ajuste via aumento de carga tributária é muito mal visto pela sociedade e pelo Congresso. Teremos que conhecer mais de perto as propostas e se há um fundo de credibilidade do governo para pôr em prática essas propostas. Teremos que ouvir todos os setores da sociedade, mas o ambiente no Congresso é contrário ao aumento de cargas tributárias. As chances de aprovação de mais carga tributária, como a volta da CPMF, são bastante limitadas no Congresso.”

Jandira Feghali (RJ), líder do PCdoB na Câmara
“Vamos analisar as medidas. Mas a questão da CPMF acho absolutamente justa. Não vejo que 0,2% seja um problema que possa prejudicar alguém. Quanto às outras medidas, acompanhei o anúncio parcialmente e vamos ter que analisá-las. Eu acho que essa travessia é difícil. Com o nível de polarização da oposição, sempre dificulta [a aprovação de impostos no Congresso, como a CPMF], mas acho que a gente tem que trabalhar para ter os votos. Não vai ser simples, não será como nadar de braçada.”

José Agripino (RN), senador e presidente nacional do DEM
“As medidas comunicadas não aumentaram em nada a credibilidade do governo. Quem esperava corte no número de ministérios ou diminuição no número de cargos comissionados e viu aumento de IOF e ameaça de volta da CPMF, só pode ter ficado ainda mais indignado. Ainda não entenderam que para merecer apoio às propostas de aumento de receitas precisam se creditar com corte nas despesas. E isto o governo do PT insiste em não fazer. Para equilíbrio das contas só com aumento de impostos, não contarão conosco. Aí é querer acabar de parar o país.”

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara
“Está todo mundo surpreso, andei conversando com alguns parlamentares e líderes, todos estão surpresos pela grandiosidade dos cortes e ousadia da presidente. Estou absolutamente confiante de que iremos aprovar [as medidas], porque o Congresso tem responsabilidade […] Não são medidas amargas, são medidas razoáveis, consistentes e que, certamente, precisam passar por profundo diálogo com o Congresso, com a sociedade e com investidores. Espero contar com o apoio daqueles que criaram a CPMF no passado, com [alíquota de] 0,38% porque estamos recriando com a alíquota na metade [0,2%].”

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador
“A reação do PT e dos movimentos sociais a esse ajuste será muito maior que ao primeiro. Cortar investimento é criminoso […] O governo erra. Com esses cortes, estamos aprofundando a recessão econômica. […] Teríamos outras alternativas, como a tributação de lucros e dividendos. O governo poderia arrecadar até R$ 50 bilhões. Quem vai pagar pelo ajuste são funcionários públicos. A CPMF não é a grande questão. […] A política do [Joaquim] Levy e do governo é cada vez mais um samba de uma nota só. Ajuste, ajuste, ajuste. Vai ter muita resistência [no Congresso Nacional] em vários pontos.”

Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara
“Eu acho que esse anúncio de cortes de gastos é pífio diante do tamanho da crise, do rombo fiscal. Ele não resolve a crise, não corta na carne e afeta diretamente a população. O governo não reduz ministérios, não faz um gesto no sentido de reduzir os cargos comissionados substancialmente. O aumento de impostos é sempre o mais fácil, mas nós do DEM vamos rechaçar o aumento de imposto. Vamos lançar, ainda nesta semana, a campanha ‘Basta de imposto’. Não dá para jogar na conta da população o ajuste econômico. Pode ter certeza de que o governo não conseguirá aprovar no Congresso o aumento de imposto e a volta da CPMF.”

Randolfe Rodrigues (AP), líder do PSOL no Senado
“Eu, particularmente, vou defender isto: sobre aumento de imposto, farei luta incessante contra. Tem outros tipos de corte de gastos que o governo tinha que ter. E tinha que começar a cobrar imposto dos mais ricos. Foram anunciadas medidas contra a classe média.”

Ronaldo Caiado (DEM-GO), senador e líder do DEM no Senado
“O governo não precisa recriar a CPMF para falar em cortes de gastos. O governo prefere centrar no aumento da carga tributária em vez de cortar em sua estrutura. É brincar com a inteligência do brasileiro. Dilma faz um jogo de cena, não faz um corte significativo de ministérios nem cargos de apadrinhados e ainda resolve repassar a conta do desastre de seu governo para o brasileiro. Vamos fazer uma ampla frente ao lado da população contra aumento de carga tributária. O Congresso não vai referendar esse ataque.”

Rose de Freitas (PMDB-ES), senadora e presidente da Comissão Mista de Orçamento
“Se o governo tivesse tomado essas decisões antes, não teríamos perdido o grau de investimento. […] A primeira coisa que tenho em mente é que já estávamos amargurados com a falta de decisão com o governo. O rebaixamento da nossa nota não foi só em função do orçamento deficitário, mas também pela falta de decisão política. […] Por mais amargo que tenha sido [o anúncio], ainda bem que temos uma decisão sobre a qual vamos nos debruçar e discutir. Eu estou, por um lado, um pouco aliviada, por saber que governo teve a coragem de decidir. Tem mais a ser feito? Está correto? Ainda vamos discutir.”

Sílvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara
“A oposição não tem credenciais, não tem moral para criticar a volta da CPMF porque foram eles que criaram a CPMF quando tinham responsabilidade com o país. Ninguém quer pagar mais imposto, mas chega um momento que é inevitável. Eu espero que este Congresso tenha um choque de responsabilidade pública e aprove as medidas anunciadas.”

Vanessa Grazziotin (AM), líder do PCdoB no Senado
“Vejo os cortes para os servidores públicos com muita preocupação, pois veja o que acontece com o serviço público: o abono-permanência é para que os servidores deixem de se aposentar. Se você tira esse abono, os servidores vão se aposentar. Será que o governo já fez o cálculo do impacto dessa medida? Quanto ao aumento da carga tributária, acho importante o governo sugerir medidas que vão ser debatidas no Congresso, muita coisa deve mudar no Congresso. É uma imposição que está sendo feita ao governo pelo mercado. Diante dessa imposição, temos que ver qual o caminho que menos impacte no crescimento da nossa economia, impacte menos nos investimentos, menos na inflação e que impacte menos nos trabalhadores que ganham de cinco a oito salários mínimos, que são os mais penalizados com essa crise.”3

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Judiciário

Gilmar Mendes arquiva investigação de estupro contra vice de Flávio Bolsonaro

Crédito: Bruno Spada

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou nesta terça-feira (6) o arquivamento de uma investigação contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

Gaspar havia sido acusado de estupro por Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS), que levaram o caso à Polícia Federal. A denúncia apontava uma suposta relação sexual com uma menor de 13 anos, que teria resultado no nascimento de uma filha.

A acusação, porém, não apresentava na representação os nomes das pessoas envolvidas. Gaspar negou as acusações e chegou a se colocar à disposição para realizar teste de DNA.

O arquivamento foi determinado por Gilmar Mendes após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo encerramento da apuração.

Com informações do Metrópoles 

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Política

Álvaro rejeita Allyson e Cadu e defende PL neutro no segundo turno do RN

Reprodução

Álvaro Dias (PL) defendeu que o partido não apoie Allyson Bezerra (União Brasil) nem Cadu Xavier (PT) no segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. Em conversa com o Blog Saulo Vale nesta terça-feira (6), o ex-candidato afirmou que levará a proposta à direção estadual da legenda, que ainda não definiu sua posição.

“Defendo uma posição de neutralidade por não concordar com a candidatura de Allyson. Na minha avaliação, foi um péssimo gestor”, declarou.

Álvaro quer que o PL concentre a mobilização na disputa presidencial. “O que defendo é que o partido no RN concentre todas as forças na eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil”, afirmou.

Fonte: Blog Saulo Vale

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Geral

PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro lidera com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula no segundo turno

 

Arte Metrópoles

O Instituto Gerp divulgou, nesta terça-feira (06), os números de uma nova pesquisa de intenção de votos voltada para o cenário do segundo turno da eleição presidencial de 2026.

De acordo com o levantamento em votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança com 53%, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 47%.

Reprodução

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Política

NA ZONA NORTE: Lula vem a Natal neste sábado (10) para reforçar campanha de Cadu no segundo turno

Reprodução

O presidente Lula (PT) estará em Natal neste sábado (10) para um ato de campanha em apoio a Cadu de Lula (PT), que disputa o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil).

De acordo com a divulgação do PT-RN, o evento será às 14h, na Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte de Natal.

Cadu terminou o primeiro turno praticamente empatado com Allyson, com 36,16% e 36,96% dos votos, respectivamente, deixando a eleição completamente em aberto.

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Geral

Corrida da Advocacia leva esporte e solidariedade aos cartões-postais de Natal

Marcada para o dia 15 de novembro, a Corrida da Advocacia vai reunir esporte, bem estar e solidariedade em percursos que passam por alguns dos principais cartões postais de Natal. Com distâncias de 5 e 10 quilômetros, o evento é realizado em parceria pela OAB/RN e CAARN e deve reunir cerca de mil participantes, entre advogados, familiares e público em geral, com largada a partir das 5h, no Museu da Rampa, localizado no bairro da Ribeira.

A corrida está com inscrições abertas e é organizada pela Sportri, empresa especialista na produção de eventos esportivos. Para quem optar pelos 5 quilômetros, o itinerário segue em direção às imediações do Forte dos Reis Magos, já a prova de 10 quilômetros contempla a passagem pela Ponte Newton Navarro, fazendo a volta nas proximidades do Mercado da Redinha.

“O percurso da corrida foi um dos pontos altos da edição de 2025. É uma prova que valoriza a história e as belezas naturais de Natal, além de arrecadar doações que serão destinadas ao Projeto Sesc Mesa Brasil, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar”, afirma Edson Gutemberg, tesoureiro da CAARN e organizador do evento.

A prova também irá contar com uma ampla estrutura de apoio com pontos de hidratação, segurança, sinalização e ambulância. Todos os participantes irão receber uma medalha exclusiva e os primeiros lugares de cada categoria serão premiados com troféus.

“Mais do que uma prova esportiva, a Corrida da Advocacia é um momento de integração e de incentivo a hábitos que contribuem para a saúde e a qualidade de vida. Queremos promover uma experiência que valoriza o esporte, a nossa cidade e também a solidariedade. É uma iniciativa que reforça que cuidar das pessoas também faz parte do compromisso da Ordem”, destaca Carlos Kelsen, presidente da OAB/RN.

Serviço
Corrida da Advocacia 2026
15 de novembro de 2026
Rampa – Natal/RN
Percursos: 5 km e 10 km
Inscrições: App Playevents (Disponível para download em https://www.sportri.com.br/app)

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Morre Luiz Fernando Pereira de Melo, ex-secretário de Agricultura do RN e referência do setor sucroalcooleiro

O engenheiro civil e ex-secretário de Agricultura do Rio Grande do Norte Luiz Fernando Pereira de Melo faleceu nesta terça-feira (6), aos 83 anos, em Teresina, no Piauí. Natural de Macaíba, Luiz Fernando construiu uma trajetória marcada pela engenharia, pelo serviço público e, especialmente, pela sua atuação no setor sucroalcooleiro do Rio Grande do Norte e do Nordeste.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1967, foi engenheiro da Superintendência de Obras do Estado e professor da UFRN. Entre 1975 e 1988, exerceu a Diretoria Técnica da Companhia Açucareira Vale do Ceará-Mirim, responsável pela Usina São Francisco. Também presidiu o Sindicato do Açúcar e do Álcool do Rio Grande do Norte e Ceará e, entre 1988 e 1991, foi secretário de Agricultura do Estado.

Sua atuação no setor sucroalcooleiro se estendeu posteriormente ao Piauí e a Pernambuco, onde ocupou funções de direção em empresas do Grupo Olho D’Água. No Piauí, também presidiu o Sindicato dos Produtores de Açúcar, Álcool e Cana-de-Açúcar de União e região.

Ligado ao setor agropecuário, Luiz Fernando também foi criador de gado da raça Gir e exerceu a função de diretor da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (Anorc), mantendo ao longo da vida forte vínculo com a atividade rural.

Nos últimos anos, viveu em Teresina ao lado da esposa, Ana Maria Varela de Melo (Taninha Melo), e do filho mais novo Luiz Carlos (Lula), com quem acompanhava as atividades das usinas do Grupo Olho D’Água.

Luiz Fernando deixa uma trajetória de dedicação ao desenvolvimento da agricultura e da agroindústria nordestina, especialmente ao setor sucroalcooleiro, onde foi uma referência por décadas. Deixa também a saudade entre familiares, amigos e todos aqueles que tiveram a oportunidade de compartilhar sua vida profissional e pessoal.

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Após indicar 11 nomes para o STF ao longo de três mandatos, Lula cogita tirar do presidente poder de indicação de ministros para a Suprema Corte

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após indicar 11 ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo de três mandatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a discutir uma mudança no modelo de escolha dos integrantes da Corte.

Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, Lula questionou por que a indicação precisa ser uma atribuição exclusiva do presidente da República e levantou a possibilidade de ampliar a participação da sociedade no processo.

“Por que é o presidente da República que tem que indicar ministro do Supremo? Por que a sociedade civil não pode ser chamada para opinar?”, teria questionado Lula, segundo Edinho, em entrevista à CNN.

A ideia ainda está em discussão. De acordo com o dirigente petista, Lula pretende ouvir juristas antes de definir uma posição sobre uma eventual mudança. Atualmente, cabe ao presidente indicar os ministros, com aprovação do Senado.

Edinho também relacionou a crise envolvendo o Judiciário ao desempenho de Lula no primeiro turno das eleições. Segundo ele, parte da sociedade associou os problemas do STF ao governo federal, criando uma percepção de responsabilidade sobre o presidente.

Dos 11 ministros para o STF, quatro fazem parte da composição atual da Corte. São Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin  e Flávio Dino. O Supremo funciona atualmente com um magistrado a menos que o habitual devido à rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao cargo, em maio deste ano.

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[VÍDEO] Pablo Marçal diz que topa vaga no STF se Flávio Bolsonaro ganhar: “Vou tocar o terror lá”

Pablo Marçal afirmou que está disposto a ocupar qualquer função em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), incluindo uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me por de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de direito, eu vou tocar o terror lá no STF. Se ele quiser me colocar para ser o ministro da ‘Superinteligência’, se quiser me colocar para qualquer coisa eu estou dentro”, disse Marçal. A declaração foi feita no domingo (4), durante o programa da BNTV Brasil, após o resultado do primeiro turno das eleições.

Marçal teve a candidatura à Presidência indeferida por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro. A Corte apontou falta de comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal e declarou o empresário inelegível até 2032.

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Rogério Marinho nega “clima de vingança” contra ministros do STF em eventual governo de Flávio Bolsonaro, mas diz que Senado não será omisso

Foto: CNN Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (6) que um eventual governo do candidato não adotará um “clima de vingança” contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não haverá vingança dos bolsonaristas contra os ministros, mas também não haverá omissão”, afirmou. “Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, completou.

A declaração ocorreu após Marinho se reunir com o presidente da Corte, Edson Fachin. O senador também disse que a intenção é reconstruir o diálogo entre os Poderes, mas sem deixar de cobrar o que considerar abuso.

Aos jornalistas, Rogério Maarinho disse ter levado a Fachin a preocupação da campanha com uma suposta “interferência continuada” de ministros do STF no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citando Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O senador defendeu ainda a separação entre os Poderes e disse que a relação entre Executivo e Judiciário precisa ser “normalizada”.

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PROCESSO ARQUIVADO: Alexandre de Moraes extingue investigação contra Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio

Foto: Reprodução

Uma investigação que envolvia os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio foi arquivada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada em 10 de setembro, e seguiu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com o arquivamento, Eustáquio afirmou que a decisão representa um “primeiro passo” para seu retorno ao Brasil. A defesa pretende agora pedir a revogação de outra ordem de prisão contra o jornalista.

O caso apurava supostos ataques e a divulgação de dados pessoais do delegado da Polícia Federal Fábio Shor, responsável por investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

Allan dos Santos e Eustáquio haviam sido indiciados pela PF por obstrução de Justiça e incitação ao crime. O senador Marcos do Val também era investigado por compartilhar publicações contra o delegado.

Para a PGR não foram encontrados elementos suficientes que comprovassem uma articulação estruturada para incentivar crimes contra agentes públicos ou interferir diretamente nas investigações. A Procuradoria entendeu que os fatos poderiam configurar, no máximo, crimes contra a honra, que dependeriam de representação dos envolvidos.

Com informações da Revista Oeste

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